20 de janeiro de 2014

Mundial: Goiânia na briga pela MotoGP


A MotoGP, categoria de maior importância no cenário do motociclismo mundial, anunciou em 19 de agosto deste ano a intenção de voltar a realizar uma prova no Brasil. O cenário escolhido é o desgastado autódromo Nelson Piquet, em Brasília. Neste mesmo dia foi prometida uma enorme reforma que deixaria a pista em condições de receber prova, revivendo o traçado original, aumentando a segurança e melhorando significativamente as condições dos boxes.



Ao mesmo tempo, em contraste com a reforma anunciada, víamos a Stock Car quase não correr em virtude de um bueiro no traçado. A F3 Sulamericana também sofreu, e a imagem do incidente com Raphael Raucci voando em uma zebra que mais parecia uma lombada nos fez duvidar da capacidade do autódromo receber a tão sonhada prova da MotoGP. Além de velhos problemas já conhecidos como as áreas de escape quase inexistentes que acabam causando fortes acidentes.

Mas se estava difícil acreditar em um retorno da categoria rainha ao Brasil, eis que surge um salvador em potencial, o autódromo de Goiânia. A capital do estado de Goiás já recebeu a MotoGP nos anos de 87 à 89 e a reforma de seu autódromo prevista pra ser entregue em Abril deixará o circuito em condições de receber a categoria mais uma vez. E ao contrário do que se vê na pista do planalto central, em Goiânia a reforma já começou. O projeto é bom, prevê um novo asfalto, construção de um parque, novos boxes, torre de controle e uma pista de arrancada. E o valor investido não é alto para os padrões do automobilismo (30 milhões).


A Federação de Motociclismo de Goiás, através de seu presidente Ricardo Boettcher de Goiânia já entrou em contato com a Dorna, organizadora da MotoGP, para caso o autódromo Nelson Piquet não fique pronto a tempo, para que considerem a mudança para a cidade de Goiânia antes de retirar a etapa brasileira do calendário. Pelo menos a princípio, esta não é a intenção do presidente da Dorna, Carmelo Ezpeleta, que teria dito que se não for em Brasília, a MotoGP não desembarca em terras brasileiras. Mas se o autódromo goiano estiver pronto e em ótimas condições, quem sabe ele não repense a possibilidade de mudança.

Independente do que vier a acontecer, a AGETOP (Agência Goiana de Transportes e Obras) segue trabalhando na reforma do autódromo e já veiculou um vídeo com um pequeno aperitivo de como ficará a pista após a reforma. E um detalhe importante, o traçado continuará o mesmo, seletivo, com curvas de alta, curvas de baixa e uma veloz opção de anel externo. Se a bela cidade de Goiânia vai conseguir seduzir ou não a MotoGP ainda é uma incógnita, mas vontade não vai faltar.


Fonte: Velocidade