Início da Construção do VLT

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Governo prepara bases do contrato que será assinado com Odebrecht. Consórcio terá cerca de dois meses para conseguir licenças ambientais e iniciar obras.

O Veículo Leve sob Trilhos (VLT) parece uma escolha cada vez mais sem volta. Agora, o grupo de governo que estrutura a proposta de transporte público elabora minuta de contrato que deverá ser assinado nas primeiras semanas de janeiro. Nos dois meses seguintes, caberá ao consórcio Odebrecht e Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), únicas proponentes e vencedoras do processo licitatório, a busca de licenças ambientais para início das obras. Paralelamente, o Governo de Goiás será responsável por iniciar as desapropriações necessárias, caso da enorme área no Jardim Novo Mundo, onde será instalado o pátio e oficina dos veículos. Os vagões serão movidos a energia elétrica e haverá trechos para integração com ciclovias.  

Carlos Maranhão, responsável pelo grupo de planejamento e instalação do VLT, diz que a necessidade do novo meio de transporte é comprovada pelos números. Estes dados demonstram o esgotamento do modelo de ônibus atualmente utilizado. "O VLT surge exatamente da necessidade de substituição do sistema do Eixo Anhanguera. Ele já está no limite", diz Maranhão.

Por onde circulará o VLT, o gestor explica que no horário de pico já tem ônibus para cada minuto ou minuto e meio. "Então não adianta colocar mais ônibus.  Se aumentassemos a quantidade de passageiros, que hoje é de 9 mil por hora em cada sentido, precisaríamos aumentar o número de ônibus. Então vai fazer comboio. E vai travar o sistema".

Logo, inexiste possibilidade de aumento de oferta de transporte com o simples uso do ônibus biarticulados. É impossível colocar um metrobus atrás do outro, de trinta em trinta segundos, sem encavalar o eixo.

Para desafogar o transporte, surgiram três soluções: metrô, VLT ou adaptação do Eixo Anhanguera para circulação mais ágil de ônibus. A primeira solução foi descartada pelo custo e quantidade de passageiros previstos por hora. Seria necessário atender cerca de 20 mil pessoas a cada 60 minutos.  

Assim, o uso do metrô, no momento atual do eixo, é completamente inviável para uma parceria público-privada. A adaptação da avenida Anhanguera seria outra hipótese mais econômica, mas que implicaria o impedimento de carros particulares cortarem o caminho - fato que poderia desagradar os motoristas que utilizam a Anhanguera. Além do mais, inexiste garantia de que a adaptação não poderia se esgotar em pouco tempo de uso.

Velocidade

O novo meio de transporte vai substituir os ônibus biarticulados e traçar o caminho leste-oeste da capital, ligando o Terminal Padre Pelágio ao Terminal Novo Mundo. Conforme o grupo que pretende instalar o VLT em Goiânia, o veículo percorrerá 13 quilômetros de extensão numa velocidade de 23,5 km por hora. A velocidade é bem maior do que os atuais 16 km/h. No eixo Anhanguera, com o novo sistema, o tempo de viagem diminuirá de 50 para 34 minutos.

Esta será a maior intervenção de transporte na história da Capital, que enfrenta um grave problema de circulação de ônibus nos eixos centrais, leste e oeste e norte e sul. Carlos Maranhão explica ao Diário da Manhã que serão construídas 12 estações e cinco terminais, que diminuirão os espaços de paralisação do veículo. Maranhão afirma que um ônibus biarticulado leva 200 passageiros enquanto o VLT com dois vagões poderá transportar 600 pessoas. Isso vai permitir espaçamento maior entre os bondes e tirar um número maior de pessoas em cada leva.

Maranhão não desconsidera a hipótese do metrô substituir o VLT nas próximas décadas. "Se no futuro a demanda for maior, é possível fazer as partes subterrâneas no trajeto e mudar para o metrô, que precisa de uma linha exclusiva e não pode depender do tráfego."

Todavia, o gestor esclarece que metrô é uma obra cara e que precisa se pagar com o tempo. "Ninguém pode investir no metrô se não tiver em mãos uma demanda considerável, que no caso do eixo é acima de 20 mil passageiros por hora e por sentido".

Fonte: DM

1 comentários:

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dani
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2 de janeiro de 2014 09:21 delete

Sera 12 paradas entre os 5 terminais ?
hum sera que isso vai funcionar mesmo.. principalmente nos centros comercias ( centro e campinas )...

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