9 de janeiro de 2014

Goiânia tem a menor inflação desde 2009


Mesmo com alta de 0,70% em dezembro, índice que mede a variação de preços do consumidor fechou o ano com a menor alta em quatro anos: 5,93%.

Goiânia teve a menor inflação dos últimos quatros anos e em 2013, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi encerrado em 5,93%. Percentual bem inferior ao registrado ao fim de 2012, que foi fechado em 9,63%. Segundo o gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do Instituto Mauro Borges (IMB) da Secretaria de Gestão e Planejamento do Estado de Goiás (Segplan), Marcelo Eurico de Sousa, desde 2009 a inflação em Goiânia não era menor do que os 6%, porém o índice continua alto. Ele lembra ainda que, os principais grupos contribuintes para que a inflação tivesse um viés de baixa como transporte público, alimentos tarifas de água e energia elétrica podem ter reajustes significativos neste ano.

No mês de dezembro a inflação em Goiânia teve alta de 0,70% na comparação com novembro. O motivo dessa alta já era previsto, uma vez que no fim do ano, as chuvas e o crescimento da demanda por alimentos estimulam a elevação dos preços desses itens. Somente neste grupo houve uma alta geral de 0,84%. O grupo que teve o segundo maior acréscimo foi o de transportes que acumulou no mês o reajuste de 1,57% provocado pelo aumento dos combustíveis. O etanol teve alta de 10,20%, o diesel de 5,04% e a gasolina de 2,70%. Ainda assim, a inflação do último mês de 2013 foi inferior que a de dezembro de 2012, cujo índice foi de 1,12%.

Variação de preços é inexplicável, diz IMB

De acordo com relatório divulgado pelo IMB/Segplan, no primeiro semestre de 2013, as variações de preços principalmente dos alimentos ocorreram de forma inexplicável. Segundo Eurico naquele momento seria normal que muitos alimentos estivessem com o preço alto, devido a sazonalidade, mas o caso do tomate por exemplo alcançar um aumento de 69,5% no mês de janeiro foi segundo ele absurdo. No mês de julho o tomate já tinha sofrido queda de 48,87%. No mês de fevereiro, o preço do feijão teve reajuste de 17%.

No acumulado do primeiro semestre, a inflação em Goiânia foi de 3,55% cuja principal influência foi dos alimentos. No segundo semestre, a inflação na Capital foi fechada em 2,31%. Marcelo Eurico explica que 2013 teve situações extremamente favoráveis aos trabalhadores, de quedas em tarifas e alimentos básicos que fazem parte do dia a dia das famílias de renda mais baixa. Ele comenta que produtos como arroz, feijão, óleo de soja, açúcar tiveram queda no preço, no acumulado do ano. Com isso, o comprometimento da renda com a cesta básica foi menor, justamente das famílias onde não há sobras no salário.

Perspectivas

Para o mês de janeiro é prevista alta no IPC, que tradicionalmente é uma das maiores do ano, provocadas pelos reajustes normais desta época do ano. Os alimentos devem ter elevação nos preços provocados pela sazonalidade, os combustíveis com resquícios do aumento de dezembro, o grupo educação puxado pelas mensalidades cujo acréscimo foi de 12% para o ensino médio e fundamental, e do material escolar.

Tarifas como água, esgoto, transporte, dissídios tem reajustes agendados para este mês, além de todos os aumentos provocados pela elevação do salário mínimo que neste ano subiu para R$ 724 e registrou um acréscimo de 6,78%. Eurico explica que o único ponto favorável é que os preços dos alimentos deste mês de janeiro não estão tão exagerados como no ano passado. “Mas outros grupos que fizeram o contrapeso de queda na inflação no ano passado podem assumir um comportamento diferente neste ano”, alerta.

Fonte: Jornal O Popular