15 de janeiro de 2014

Goiânia foi levada ao caos, diz Rincón


Chegou 2014 e a guerra entre a oposição agora se deflagrou de vez. Envolto em crise na Prefeitura de Goiânia e em conflito interno no PT, Paulo Garcia deu entrevista à rádio CBN Goiânia e disse ser vítima de uma campanha orquestrada pelo governo estadual junto à imprensa para abalar sua imagem.

O petista afirma ser bom gestor, mas deu a entender que é prejudicado pela máquina do governo, que estaria fazendo de tudo para prejudicá-lo. Presidente da Agetop e principal aliado de Marconi Perillo, Jayme Rincón rebate o prefeito e não poupa críticas a Paulo Garcia e aliados.

“A situação de calamidade que vemos hoje em Goiânia é fruto da incompetência do grupo que está aí desde o ano 2000. A conta de 13 anos de más administrações levou Goiânia ao caos. Esta turma deveria seguir o conselho de Iris Rezende. Pedir desculpas à população por não ter dado conta do recado e entregar a cidade a quem sabe administrar”, disse Rincón ao portal Goiás 247.
Responsável

por tocar as principais obras do governo, Rincón é provável candidato à Prefeitura de Goiânia em 2016 e já afirmou que pensa, sim, na possibilidade. E este projeto faz ele entrar de vez na briga com Paulo Garcia. Rincón considera covarde a tentativa de Paulo Garcia de transferir a culpa pelos problemas em Goiânia para o governo.

“A prefeitura não desentupiu nem limpou as bocas de lobo da cidade. Não recolhe o lixo regularmente. Inaugurou um túnel inacabado. E 35 mil lâmpadas estão queimadas, aumentando a insegurança na Capital. Isso tudo é culpa do governo? Não tem lógica afirmar isso”, ataca Rincón.

O governo estadual toca obras grandes em Goiânia e corre contra o tempo para entregá-las até meados do segundo semestre. Construção do hospital Hugo 2, reforma do Centro de Excelência, reconstrução do Autódromo e construção dos viadutos das GOs 060 e 070. Jayme Rincón garante que tudo será concluído dentro do cronograma.

De tabela, o presidente da Agetop dispara contra as obras da prefeitura e de gestões anteriores (quatro anos de Pedro Wilson (PT), seis de Iris Rezende (PMDB) e três de Paulo Garcia). “Não conseguiram construir uma simples ciclovia na T-63, aliás, mal projetada e criticada por especialistas. Os buracos tomaram conta das ruas. O asfalto que Iris fez está se deteriorando. As obras nas marginais estão paradas e o Parque Macambira Anicuns virou uma lenda, nunca saiu do papel.”

Atritos de Paulo com Perillo

Jayme Rincón ainda critica o que ele chama de “má vontade” de Paulo Garcia em ter uma relação republicana e mais entrosada com o governador Marconi. “O prefeito costuma agir de forma arrogante e presunçosa nas discussões dos problemas e projetos para Goiânia”, afirma o presidente da Agetop.

Paulo Garcia nunca fez questão de ter boa relação com Marconi Perillo, ao contrário de Maguito Vilela (PMDB), prefeito de Aparecida de Goiânia. No ano passado, quando o nome de Paulo ainda era especulado para a disputa do governo do Estado, o clima de tensão era ainda pior. Enquanto Maguito divide holofote, sorrisos e exalta parcerias com Perillo, o prefeito da Capital é distante do Palácio das Esmeraldas e despreza a boa convivência.

Por fim, Rincón avisa que o governo estadual está disposto a ajudar a debater as demandas de Goiânia. “Queremos e somos diferentes da oposição. Vamos apontar e discutir o que pode ser feito para melhorar a qualidade de vida na Capital. A cidade não pode ficar abandonada”, enfatiza.

Fonte: Diário de Aparecida