17 de dezembro de 2013

Termina greve de motoristas de empresa de ônibus em Goiânia


Viação Reunidas se comprometeu a pagar salário atrasado, diz sindicato. Paralisação afetou cerca de 70 mil usuários da região noroeste da capital.

Os motoristas de ônibus da Viação Reunidas decidiram encerrar a greve iniciada há cinco dias. De acordo com o sindicato da categoria, os funcionários devem retornar ao trabalho na tarde desta terça-feira (17).

A decisão de acabar com a paralisação é resultado de uma reunião entre trabalhadores e representantes da empresa, realizada nesta manhã no Ministério Público do Trabalho. Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário no Estado de Goiás (Sindittransporte), a Reunidas se comprometeu a pagar até esta tarde o salário referente ao mês de novembro.

De acordo com a assessoria, a empresa também afirmou que quitará a segunda parcela do 13º salário até o próximo dia 20. Caso não consiga, o dinheiro será depositado na conta dos funcionários até, no máximo, no dia 24.

O acordo também prevê que os motoristas não terão os dias parados descontados. Nos próximos 10 dias, eles deverão fazer uma compensação por meio de horas-extras.

Salário

Na última quinta-feira (12), cerca de 400 motoristas da Reunidas cruzaram os braços, por não terem recebido o pagamento do mês de novembro. A paralisação atinge cerca de 70 mil passageiros da região noroeste da capital.

De acordo com a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo de Goiânia (RMTC), a Viação Reunidas é responsável por 50% dos veículos que atendem as 86 linhas e entrelinhas da região noroeste. O restante é atendido pela empresa Rápido Araguaia.

A assessoria da RMTC informou que, a pedido do consórcio, a Rápido Araguaia remanejou alguns ônibus para atender o Terminal Padre Pelágio, o maior da Grande Goiânia. Mas o remanejamento não foi suficiente para suprir a demanda e passageiros reclamavam que o tempo de espera chegava a duas horas.

Em setembro deste ano, os funcionários da Reunidas fizeram uma paralisação, também por atraso nos salários. A empresa que passa por dificuldades financeiras e busca normalizar a situação.

Fonte: G1 Goiás
Foto: Ricardo Rafael/O Popular