6 de dezembro de 2013

Ensino superior em baixa. MEC reprova 16 cursos em Goiás


A cidade se esforça para estudar e melhorar a sua qualificação profissional. O fato, porém, é que nove institutos de ensino superior em Goiás preferem ganhar dinheiro e desconhecerem o conteúdo ministrado aos seus quase 500 alunos. O resultado desta equação é que o Ministério da Educação vetou a realização de vestibulares para 16 cursos, em nove municípios goianos.

Deste total, dez estão apenas suspensos e seis fechados. A diferença entre as duas punições é que, no caso de suspensão, os cursos tiveram nota insuficiente em 2009 e 2012, mas apresentaram uma melhora positiva entre uma prova e outra. Já no segundo caso, os cursos, além de terem tirado notas ruins, ainda conseguiram diminuir ainda mais o conceito de uma prova para outra. Todos tiveram nota 2 nos anos de 2009 e 2012. Todos pertencem a iniciativa privada.

A penalidade é resultado os conceitos insatisfatórios conquistados por estas unidades de ensino. E não foram conceitos resultantes apenas de uma aferição. Entre as repetentes aos olhos do MEC estão a Cesut, a Unidesc, a FAR, Cambury, Facec, Unicaldas, Fibra, Faclions e Faculdade Padrão.

Agora, como é que ficam as esperanças e os projetos desses alunos? Apenas impedir que os rufiões do ensino fiquem sem encher suas burras com os cobres dos vestibulares fajutos é muito pouco. O alunato, principalmente de faculdades particulares, são, em sua maioria, trabalhadores com uma jornada de 44 horas semanais. Eles querem melhorar currículo, que resultará, posteriormente, em melhoria salarial.

Nem sempre, esses estudantes colocam na balança que a soma de boas estruturas físicas, apropriada grade curricular e professores capazes resulta em formação acadêmica eficiente. Não basta entrar na faculdade é preciso melhorar e lubrificar as vias cognitivas.

Por outro lado, o MEC tem que encontrar meios de fiscalizar de modo mais competente. O ano é de 2013. Concedeu-se três anos para que estes institutos de ensino superiores melhorassem suas condições. Quatro de um total de nove, pioraram suas performances (Cesut, Faculdade Padrão, Fibra e Faclions).

Os alunos não ficaram sabendo, provavelmente, pois a divulgação acontece quatro anos mais tarde do início do processo. É louvável que o MEC fiscalize, divulgue e puna. Mas, também, é importante que o olhar esteja comungado com as esperanças de cada aluno que já estuda nestas unidades. Será que eles aprenderam? E se aprenderam, qual o nível do aprendizado? Em sendo ruim o aprendizado, qual a qualificação disponibilizada ao mercado?

Goiás
Em Goiânia, a Faculdade Padrão, teve o vestibular suspenso dos cursos de direito, administração e ciências contábeis, e a Faculdade Lions, de administração. A Padrão de Aparecida de Goiânia também teve a graduação de administração suspensa.

Fonte: Portal 730