22 de dezembro de 2013

Centro-Oeste: Região é rica em destinos turísticos


Áreas de beleza natural exuberante, com parques ecológicos, cachoeiras, abismos, cavernas e fauna e flora riquíssimas, garantem à Região Centro-Oeste um futuro altamente promissor no turismo.

Os principais indicadores econômicos, como a geração de renda e emprego, mostram que a participação do setor turístico vem crescendo na economia da região conhecida como o celeiro do Brasil.

Com os brasileiros viajando mais, a relação entre o consumo turístico e o Produto Interno Bruto (PIB) da região Centro-Oeste chegou a 4,6%, de acordo com o Estudo da Demanda Turística Doméstica do Brasil - 2012.

A participação é maior do que a média nacional: o setor responde atualmente por 3,7% do PIB do País, de acordo a pesquisa Economia do Turismo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dois destinos da região se destacam entre os mais procurados do País em viagens domésticas: Goiânia (GO) e Brasília , pela importância política do Distrito Federal. Mas outros pontos turísticos ganham cada vez mais importância, como o Pantanal e a região de Bonito.

O Centro-Oeste era responsável por 7% do emprego formal do turismo no Brasil em 2011, de acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em junho deste ano.

Ao todo, 2,077 milhões de pessoas estão empregadas em atividades relacionadas ao turismo no Brasil, o que representa 2,2% do total de ocupados. O Distrito Federal respondia por 36% do total de empregos relacionados ao turismo na região, Goiás por 34%, Mato Grosso por 16% e Mato Grosso do Sul por 14%.

Goiás. Com seu clima tropical semiúmido e temperatura média de 25°C, Goiás recebeu em 2012 cerca de 8 milhões de visitantes, 95% deles brasileiros. De janeiro a agosto de 2013, 942.643 pessoas desembarcaram no aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia (GO).

A movimentação total foi de 1,8 milhão de passageiros. Já nas estações rodoviárias, em 2011, foram realizados 2,1 milhões de embarques e 2 milhões de desembarques.

O Estado gerou 51.457 empregos formais pelas atividades características do turismo em 2011, 3,71% do total de empregos formais gerados no Estado. De 2006 a 2011, o número de empregados cresceu 40% no Estado, enquanto o turismo registrou incremento de 49%. Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas foram responsáveis por 50% do pessoal ocupado em 2011; hotéis e similares por 23%.

Além de ser o maior destino de águas termais do mundo, Goiás também oferece como atrativos a pesca, o ecoturismo e o turismo religioso, com destaque para a Romaria do Divino Pai Eterno.

Os destinos mais conhecidos são Caldas Novas, Rio Quente, Pirenópolis, Goiânia, Cidade de Goiás, Região do Vale do Araguaia, Trindade e Chapada dos Veadeiros.

Já o estado do Mato Grosso do Sul, com sua enorme biodiversidade, recebeu 1.603.722 hóspedes em 2012, com permanência média de 2,3 dias. A taxa média de ocupação das unidades habitacionais disponíveis ficou em 51,40%. O Estado registra crescimento médio de 10% ao ano no número de visitantes. O último levantamento mostrou que, em 2009, o turismo movimentou R$ 553 milhões na economia do Estado.

Pantanal e Bonito compõem os principais destinos de ecoturismo do Estado. O Pantanal sul-mato-grossense atrai pela imensa diversidade, o Rio Paraguai e seus afluentes e as cidades tranquilas que retratam em seus conjuntos arquitetônicos costumes e lembranças da história do País.

Ainda em construção em Campo Grande (MS), o Aquário do Pantanal abrigará mais de 350 espécies de animais, entre répteis, crustáceos e moluscos, nos mais de 10 mil metros quadrados. O projeto, assinado pelo renomado arquiteto Ruy Ohtake, ficará em uma das entradas do Parque das Nações Indígenas, o principal parque urbano da cidade.

Controle. A cidade de Bonito, que impressiona turistas do mundo todo com sua natureza preservada, transformou o turismo em sua principal atividade econômica. Em 2010, o setor de comércio e serviços já representava 58,39% do PIB municipal; a agropecuária ficava com 31,59% e a indústria, com 10,03%.

O caso de Bonito tornou-se modelo mundial de planejamento turístico. Mais de um milhão e duzentas mil pessoas já visitaram a região e mais de três milhões e seiscentos mil passeios foram realizados, de acordo com a Secretaria de Turismo do Mato Grosso do Sul.

O Conselho Municipal de Turismo - do qual participam Prefeitura, associação de moradores e empresas - encontrou uma boa solução ao estabelecer uma política de preservação dos seus atrativos turísticos sustentados na capacidade de carga controlada.

"Não é turismo de massa, por isso não é barato", avalia o diretor do Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (Unb), Neio Campos.

Com base em um sistema chamado de Voucher Único, todas as operadoras e o município são informados assim que o passeio é vendido. Isso permite controlar, quantificar e também levantar os índices de crescimento e sazonalidade das visitas às mais de 80 opções de passeio.

Fonte: Estadão Economia