4 de novembro de 2013

Marconi Perillo: represa do João Leite é santuário ecológico


O governador Marconi Perillo vistoriou, recentemente, as obras do Sistema Produtor Mauro Borges Teixeira, um complexo de instalações destinado a captar, elevar e tratar a água do Ribeirão João Leite, distribuindo-a para todas as residências das 22 cidades que compõem a Região Metropolitana de Goiânia. As obras entraram na fase final, com a instalação de máquinas e equipamentos.

Satisfeito com o que viu, o governador falou ao Goiás Agora sobre a visita. E fez uma importante declaração: o Governo de Goiás será inflexível no sentido de manter o mercado imobiliário e a indústria do turismo longe das margens do belo lago formado pelo represamento do Ribeirão João Leite. A represa será um santuário ecológico, com a Saneago fazendo todo o possível para impedir acesso às suas margens.

Goiás Agora – O senhor vistoriou, recentemente, as obras do Sistema Produtor Mauro Borges Teixeira, principalmente a Estação de Elevação de Água Bruta e a Estação de Tratamento de Água. Como está o andamento da obra?
Marconi Perillo - Essa é uma obra monumental que eu tive o privilégio de começar durante o meu primeiro governo, em 2001, com financiamento do BID e recursos do Orçamento Geral da União, do Tesouro Estadual e da própria Saneago. A primeira fase foi concluída em 2005, que foi a conclusão da barragem, que consumiu concreto equivalente ao de vários estádios como o Serra Dourada. Agora, com a construção da Estação Elevatória de Água Bruta, a usina geradora de energia e a Estação de Tratamento de Água, além das adutoras que vão levar água para a Estação Jaime Câmara, será distribuída água para toda Goiânia e Região Metropolitana.

Goiás Agora – Qual a capacidade do Sistema?
Marconi Perillo - A Estação Elevatória tem capacidade para produzir quatro metros cúbicos de água por segundo. Quando for necessário, ela poderá chegar a oito metros cúbicos por segundo. O que nós estamos fazendo ali é garantir tratamento e abastecimento de água por um século.

Goiás Agora – O trabalho segue a todo vapor. O senhor ficou satisfeito com o que viu?
Marconi Perillo - Muito satisfeito. A informação da construtora é que, no máximo, até o mês de junho nós já podemos estar com água correndo. Vai se resolver definitivamente a oferta de água. O governo está construindo redes, em Goiânia e em Aparecida de Goiânia, visando à universalização do serviço de abastecimento de água tratada. Vamos ter água suficiente para suprir a demanda da Região Metropolitana de Goiânia até o ano de 2045.

Goiás Agora – Ambientalistas se preocupam com a preservação da represa do João Leite, temendo que o mercado imobiliário e a indústria do turismo possam explorar a orla. A Saneago vai mesmo impedir acesso ao lago?
Marconi Perillo - A Saneago tem agido fortemente no sentido de blindar as margens do lago. As obras de contenção, na rodovia, foram também trabalhos importantes. Vamos continuar sendo rigorosos na proteção da represa do João Leite, porque, afinal, foram bilhões investidos nesse sistema todo. Isso não pode ser jogado fora.

Goiás Agora – Ou seja, a represa do João Leite é um santuário ecológico?
Marconi Perillo - Tem que ser. Ela é que vai garantir água potável para a geração de hoje e a geração do futuro.

Fonte: Goiás Agora