3 de novembro de 2013

Goiás: um parque industrial em construção


Com um parque industrial em plena expansão, o Estado pode comemorar o fato de ter uma indústria consolidada, diversificada e distribuída pelas várias regiões goianas. Apesar da inegável vocação pela agropecuária, predominam na indústria regional os setores da Construção Civil, Mineração e Máquinas; Vestuário; Alimentos e Bebidas; Produtos Químicos, de Higiene e Limpeza; e Sucroalcooleiro. Dotado de muitas aptidões, o governador do Estado e membros das Federação das Indústrias de Goiás (Fieg) tem realizado várias missões, pelo Brasil e Europa e Ásia com objetivo de atrair novos investimentos para Goiás.

Segundo informações da Secretaria de Indústria e Comércio de Goiás (SIC), até o ano que vem serão investidos R$ 46 bilhões dos cofres estaduais com finalidade de fomentar a indústria goiana. Entre as expectativas estão a sempre aguardada vinda dos chineses, a expansão da fábrica da Gama Sucos e Alimentos, ampliação da indústria de alimentos Fricó, a implantação de um frigorífico cujo nome não foi divulgado no município de Novo Planalto, além implantação de uma indústria de máquinas para irrigação da Pivot e a Lorenpet de plástico.

Distribuição
De acordo com informações da Fieg, pela ordem, o setor é composto pelo maior número de indústrias de alimentos e bebidas – onde está incluso o sucroalcooleiro –, seguido pela construção civil, o químico farmacêutico, e o de mineração e máquinas. Ao todo, segundo levantamento da Fieg, com base nos dados Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatísticas (IBGE), em 2012 o parque industrial goiano era composto por 21.097 indústrias, dispostas em 15 segmentos e empregavam 336.926 pessoas.

Segundo o coordenador técnico da Fieg, Welington Vieira, a indústria de alimentos e bebidas é que mais emprega em Goiás são quase 90 mil postos de trabalho gerados. Até o ano passado havia 2.441 empresas no Estado, era o segundo setor em número de plantas industriais, só perdia para indústria têxtil. De 2011 para 2012, houve um aumento de 1,96% no número de empresas, parece pouco, mas significou 47 novas empresas e 6.890 novos empregos. O setor químico é outro que cresceu muito nos últimos 10 anos e fez do Estado o segundo polo farmacêutico do País e o segundo na produção de medicamentos genéricos. Conforme levantamento da Fieg, em 2012, o setor químico contava com 823 indústrias e empregava 44.276 funcionários.

Apesar de pequena a indústria da mineração é um importante segmento da cadeia industrial goiana, que fez o Estado o terceiro maior polo mineral do País e o segundo maior produtor de níquel e cobre. Até o ano passado, havia em Goiás 382 empresas de extração mineral, entre elas, as multinacionais Anglo América e Yamana, entre outras. Apesar do número considerável de empresas, Vieira relata que o setor de extração mineral não é grande empregador por serem segmentos altamente mecanizados.

De acordo com Vieira, outros setores da economia também estão emfranca expansão no Estado, como a indústria automotiva, que já possui três montadoras – a Suzuki está construindo a fábrica em Goiás e a John Deere deve começar a montar máquinas em Goiás. “O grande diferencial dessas indústrias é que na borda delas podem vir as fornecedoras e as próprias indústrias de peças para abastecer as montadoras. A Fieg tem um projeto junto com a Mitsubishi para atrair 15 novos fornecedores de peças para Goiás”, destaca.

Fonte: Jornal O Hoje