30 de novembro de 2013

Goiânia vai sediar maior evento da construção da AL


Capital vai receber pela segunda vez o Encontro Nacional da Indústria da Construção, que será realizado em maio de 2014

De 21 a 23 de maio de 2014, Goiânia vai sediar o 86º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic) e se transformará em um espaço nacional para o debate de ideias e soluções para toda a cadeia da construção. O Enic é promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mas as entidades que capitanearam o evento para Goiás foram o Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Goiás (Sinduscon) e a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi), que depois de um hiato de dez anos vão realizar novamente o evento no Estado.

São esperados cerca de 1,5 mil pessoas, entre empresários da construção, da indústria e comércio de materiais, máquinas, agentes financeiros, políticos, acadêmicos entre outros. O objetivo do evento é avaliar o papel do setor no cenário nacional, propor boas práticas na gestão de pública e buscar soluções inovadoras para o mercado, por meio de debates, discussões e troca de experiências. Dentre uma das propostas do evento diante da presidente Dilma Rousseff sugerir que o programa Minha Casa Minha Vida se torne uma política de Estado.

O lançamento do 86º Enic foi realizado ontem em Goiânia, na presença de empresários, autoridades do setor e imprensa. O presidente do Sinduscon-GO, Carlos Alberto de Paula Moura Júnior, diz que ter um evento desse porte na capital é uma oportunidade para trazer as discussões para Goiás, bem como mostrar o Estado para o País, uma vez que o Enic é o maior evento do setor na América Latina. Moura também ressalta o quanto a realização desse evento é oportuna, uma vez que é ano de eleições e a ideia é construir uma plataforma de pautas, projetos e propor uma agenda positiva do segmento em consonância com as necessidades brasileira, de forma que promovam o desenvolvimento da cadeia da construção no País. “No Brasil e em Goiás, há um déficit muito grande na habitação, que precisa ser corrigido e essa é uma oportunidade de propor soluções. Estamos com as melhores expectativas em relação a este evento”, diz.

O representante da CBIC, o engenheiro Dilson Carlos Rehem, explica que as potencialidades da Região Centro-Oeste e o que ela representa para o Brasil deram a indicação de que o encontro de 2014 deveria ser em Goiás. Ele também ressaltou que a particularidade do congresso goiano será a pauta política. “Será um momento de refletir como a construção pensa o Brasil quais as propostas para dinamizar e otimizar o setor que é um dos mais importantes para o País. Tudo passa pela construção”, destaca.

Segundo dados da CBIC, a construção civil contribui com 5,8% do PIB nacional, toda a cadeia contribui com 9,2% e a indústria da construção é responsável por 22% do PIB brasileiro. Segundo Rehem, o setor da construção movimenta vários segmentos outros durante o ano e no longo prazo também, pois as grandes obras não se erguem em curto prazo.

O presidente da Ademi-GO, Ilézio Inácio Ferreira, o Estado de Goiás tem liderado o crescimento econômico no País – considerando proporcionalmente o PIB nacional –, bem como o número de contratações desde o ano passado. E segundo ele, em Goiás, está o maior exemplo do potencial de crescimento que o Brasil tem e essas são as justificativas para sediar o Enic. O empresário explica que com toda essa perda de competitividade por falta de investimento em infraestrutura, educação, mão de obra, tecnologia e recursos, os goianos tem se sobressaído e que ele espera que no evento estejam na cidade todas as pessoas que decidem. “Assim esperamos direcionar as discussões para o desenvolvimento sob o ponto de vista da construção”, diz.

Feira
Em paralelo com ao 86º Enic será realizada a Feira Internacional da Construção (Fecontech). O evento vai contar com 140 expositores dos mais diversos segmentos da cadeia da construção, que vai da automação aos insumos para construção. O público-alvo da Fecontech são todos os profissionais ligados a cadeia da construção.

Fonte: Jornal O Hoje