20 de novembro de 2013

Até dezembro, ações da CelgD devem ser repassadas para Eletrobrás


O único problema que ainda restava era relacionado às Provisões para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD).

A expetativa de que em até um mês as ações da Celg D estejam com a empresa federal é do presidente da CelgPar, José Fernando Navarrete. O gestor afirmou na última quinta-feira (14/11) que "em no máximo um mês, ou pouco mais que isso a avaliação da empresa será feita e poderá ter finalmente os papéis passados para a Eletrobrás". “O que falta para o acordo é o preço”, afirmou o presidente. As avaliações estão ao encargo da Deloitte (pela Eletrobrás) e Funape/UFG (pela Celg). A Celg D é responsável pela distribuição dos serviços de energia elétrica, enquanto à CelgPar é a companhia como um todo. A mudança na gestão de fato se dará quando 51% das ações da Celg D forem transferidas para a Eletrobrás, selando assim o o contrato assinado em abril de 2012 em que foi firmado, entre outros pontos, o resgaste financeiro da Celg Distribuição.

O único problema que ainda restava era relacionado às Provisões para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD), já que a Eletrobrás queria que o Estado comprasse as dívidas das prefeituras com a Celg. A CelgPar afirmava que os créditos que estão sendo pagos em dia, ou seja, que estão no fluxo, não representam risco à Eletrobrás; e as que não estão no fluxo, o presidente afirma que a contabilidade da Celg já fez a provisão, tirou da receita e fez a dedução. “Ou seja, não há necessidade alguma de negociar com o tesouro estadual”, sustentou o presidente Navarrete. Na última segunda-feira (18/11) o problema foi totalmente sanado, depois de conversa entre o contador-geral da Eletrobrás, João Vicente Amato, e o contador-geral da Celg, Dionísio Jerônimo Alves.

Outro problema que agravava as negociações é relacionado à prorrogação de contrato. O Estado calculou o preço da Celg D baseando-se em 2045, enquanto a Eletrobrás fez o cálculo pressupondo que o contrato teria fim em 2015. Obviamente, havia uma discrepância no valor da concessão nos dois casos. Houve uma divergência substancial, em que a Eletrobrás avaliou a empresa em 500 milhões (baseando-se em 2015) e a Funape – descontada a dívida da companhia – avaliou 4 bilhões (baseando-se em 2045). “Ninguém compra companhia para liquidar em dois anos”, afirmou Fernando Navarrete. A solução proposta foi que as duas empresas avaliassem a Celg nos dois cenários para que posteriormente, quando for decidido qual será levado em consideração, tudo já estará pronto

Fonte: Jornal Opção - Sarah Teófilo