18 de outubro de 2013

Professores rejeitam proposta da prefeitura, e em protesto fecham a Avenida Independência


De acordo com o Comando de Greve, o documento enviado pela prefeitura de Goiânia não contém assinatruas e as propostas divergem das que foram acordadas na reunião com Paulo Garcia.

Os professores da rede municipal de ensino rejeitaram a proposta apresentada pela prefeitura de Goiânia e optaram por continuar com a greve em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (17), na Câmara Municipal. Os grevistas alegam que o documento não contem assinaturas e que as propostas não são as mesmas acordadas em reunião no Paço na terça-feira (15).
Depois do resultado da assembleia, os grevistas se dividiram em dois grupos. Parte permanece no Plenário da Câmara enquanto outro grupo está no cruzamento da Av. Goiás com a Av. Independência paralisando o trânsito. Motoristas informaram à Rádio 730 que estão a cerca de 30 minutos parados aguardando o fim do movimento.

O acordo conta com 24 pontos da reivindicação e apenas uma das propostas não obteve consenso. Trata-se da progressão horizontal dos servidores administrativos da educação. Os professores estão parados há 24 dias e permanecem na Câmara há 10 dias, apesar de determinações judiciais para deixarem o prédio e também para retornarem às salas de aula.

A greve começou devido a modificações no pagamento do “difícil acesso”, um valor originalmente destinado a professores que precisam utilizar mais de dois ônibus para chegar ao local de trabalho. Permanecendo os critérios, 53 professores receberiam o auxílio. A prefeitura pretende oferecer o benefício para todos os professores, mas os grevistas não concordam com os valores propostos. Uma emenda ao projeto encaminhado à Câmara estabelece que os valores são de R$ 133,30 para 20 horas semanais, R$ 200 para 30 horas semanais e de R$ 266,60 para 40 horas semanais.

Durante as negociações, a prefeitura ofereceu um aumento de 26,5% a partir de 2014 e o mesmo percentual a partir de 2015, sendo que nos anos seguintes os valores seriam reajustados anualmente de acordo com a data-base, mesmo critério utilizado para o aumento de salários. O benefício não se estenderia aos servidores administrativos.

Fonte: Portal 730