31 de outubro de 2013

Obras do Macambira-Anicuns voltam só em Março


As obras do que será o maior parque linear da América Latina só devem ser retomadas em março do próximo ano. Novo processo licitatório está em fase final e a previsão é que seja lançado até novembro. A conclusão do projeto, no entanto, ainda não tem data especificada.

A secretaria que cuida do Programa Urbano Ambiental Macambira-Anicuns (Puama) ainda busca recursos e algumas áreas ainda deverão ser desapropriadas. Segundo o Ministério Público (MP-GO), o projeto tem atendido as regras necessárias. Secretário-extraordinário do Puama, Denício Trindade afirma que o valor para a obra também está sendo calculado. Depois de mais de dois anos de elaborado, sendo um ano com as obras paralisadas, ele explica que os valores acordados à época já estão defasados. Além disso, o projeto que está sendo concluído será mais detalhado que o anterior e, por isso, também deverá onerar ainda mais o valor final. Mas ele garante que o detalhamento é uma das ações para garantir que o valor orçado seja o mais próximo possível da realidade.

O antigo projeto estava avaliado em R$ 210 milhões. O novo valor deve ser fechado até o final do mês. Trindade explica que a última etapa para finalizar o processo de licitação foi realizada dia 13 de agosto. Uma audiência pública foi realizada com representantes da sociedade civil organizada, construção civil e entidades de classe.

A novidade apresentada aos participantes foi a inclusão da Pedreira, que fica na face oeste da região do Morro do Mendanha, no projeto. Esse trecho fazia parte do projeto inicial, havia sido retirado do documento aprovado e foi reinserido. Esse é mais um fator que vai aumentar o valor final do projeto. A nova licitação está sendo elaborada após a prefeitura de Goiânia cancelar contrato com a Empresa Sul Americana de Montagem S.A. (Emsa), vencedora da primeira licitação. A empresa, após início das obras, pediu revisão dos valores, o que não foi aceito pela prefeitura.

O distrato foi assinado em julho e a Emsa pagará ao tesouro municipal o valor de R$ 1,28 milhão pelo não cumprimento do contrato. O distrato teve a validação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que é financiador de parte do programa.

Fonte: Evoimoveis (Ademigo)