30 de setembro de 2013

Taxa de ocupação em 2012 era de 64,6% em Goiás


3,1 milhões de pessoas em idade ativa estavam ocupadas ano passado em áreas como a construção Crédito: Fábio Pozzebom/ABr

População ocupada em Goiás ficou praticamente estável entre 2011 e 2012, segundo a Pnad, em pouco mais de 3,1 milhões de pessoas

A população ocupada em Goiás em 2012 era de 3,165 milhões de pessoas, ou 64,6% da população em idade ativa. Em 2011, esse percentual era de 65,5%. No Brasil essa proporção era de 61,7 em 2011, passando para 61,8% em 2012, com 93,915 milhões de pessoas ocupadas. Os dados são da Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad), divulgada ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a taxa de atividade em 2012 em Goiás, indicador que mede a proporção de pessoas em idade ativa que estavam na força de trabalho (pessoas ocupadas e não ocupadas em busca de trabalho) foi de 67,8% em Goiás e 65,9% no Brasil.

Os dados do Pnad mostram que o contingente de pessoas com 15 anos ou mais de idade em Goiás em 2012 era de 4,9 milhões de pessoas e no Brasil de 151,9 milhões. Já a população economicamente ativa (PEA) ou Força de Trabalho, era de 3,320 milhões de pessoas, enquanto que no Brasil era de 100,064 milhões de pessoas.

A taxa de desocupação, que corresponde às pessoas não ocupadas e que estavam procurando trabalho na semana de referência do estudo em Goiás foi de 4,7% no ano de 2012, mesma taxa registrada em 2011. No Brasil essa taxa foi de 6,1% em 2012. A taxa de desocupação das mulheres em Goiás foi de 6,0% enquanto que para os homens de 3,7%; e no Brasil foi de 8,2% para as mulheres e de 4,6% para o homens.

A população mais jovem também tem taxa de desocupação maior. Em Goiás, a população economicamente ativa na faixa etária de 15 a 17 anos e de 18 a 24 anos tem taxas de desocupação de 18,6% e 9,9% respectivamente. No Brasil, as mesmas taxas são de 21,0% e 13,2% respectivamente.

Entre as características gerais da população desocupada no Brasil, podemos destacar: mais da metade (57,8%) dos desocupados era de mulheres; 30,5% nunca tinham trabalhado; 34,6% eram jovens entre 18 e 24 anos de idade; 59,9% eram pretos ou pardos e 53,1% deles não tinham completado o ensino médio.

43,6% dos domicílios têm computador

Os dados da Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad) do IBGE, mostram que em Goiás, foi estimada a existência de 2,098 milhões de domicílios no ano de 2012. Entre eles, um item pesquisado que obteve o aumento mais expressivo entre os bens duráveis e existentes nos domicílios desde 2004 foi o microcomputador. Em 2004, ele estava presente em apenas 11,1% dos domicílios goianos, e chegou a 43,6% deles em 2012 (292,8% a mais). No Brasil, o aumento foi de 184,6%, presentes em 16,3% dos domicílios em 2004 e em 46,4% deles em 2012.

O estudo também constatou que a rede geral de abastecimento de água estava presente em 1,776 milhão (84,6%); a rede coletora de esgoto em 828 mil (39,5%) e a coleta de lixo em 1,957 milhão (93,3%). No Brasil, com existência estimada de 62,849 milhões de domicílios, 53,647 milhões (85,4%) possuíam rede geral de abastecimento de água, 35,862 milhões (57,1%) possuíam rede coletora de esgoto e 55,786 milhões (88,8%) possuíam coleta de lixo.

A iluminação elétrica estava presente em 99,8% (2,093 milhões) dos domicílios em Goiás e em 99,5% (62,546 milhões) dos domicílios brasileiros.

Além do computador, a pesquisa investigou a existência de alguns bens duráveis nos domicílios e mostrou que, em Goiás, 98,3% deles possuíam geladeira, 99,1% possuíam fogão, 97,3% possuíam televisão, 71,0% possuíam filtro de água e 51,5% máquina de lavar roupa.

Homens ainda ganham mais  que mulheres

O rendimento médio mensal dos homens goianos em 2012 foi 46,45% superior ao das mulheres: R$ 1.734 contra R$ 1.184. No País, essa superioridade no rendimento dos homens tem proporção um pouco menor (37,16%), R$ 1.698 contra R$ 1.238. Essa informação também revela que o rendimento médio mensal dos homens em Goiás foi superior à média nacional, enquanto que o das mulheres foi inferior à média nacional.

Rendimento

Os dados da Pesquisa Nacional de Domicílios (PNAD), divulgados ontem, pelo IBGE, mostram que o rendimento médio mensal real em Goiás, considerando todas as atividades de pessoas com 15 anos ou mais, em 2012, foi estimado em R$ 1.509, superior em 6,72% ao valor de 2011 (R$ 1.414. No Brasil, esse rendimento médio mensal real foi estimado em R$ 1.507 em 2012, incremento de 5,8% em relação a 2011, quando era R$ 1.425.

Fonte: Jornal O Hoje