28 de setembro de 2013

Empresas querem elevar passagem para R$ 3,12


Reunião entre representantes das companhias e a Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC), na última segunda-feira, teve como discussão o possível aumento da tarifa de ônibus. Desta vez, o motivo alegado para o aumento é o custo das passagens gratuitas garantidas por lei, que beneficiam idosos e deficientes físicos. Outro agravante, segundo os empresários, é o programa “Ganha Tempo”, que permite até três viagens com um único pagamento.

As empresas de transporte coletivo de Goiânia têm buscado auxílio junto ao poder público para evitar esse reajuste. Caso a prefeitura da cidade não conceda o benefício, empresários defendem que o preço da passagem suba de R$ 2,70 para R$ 3,12.

“A tarifa técnica, que é a real que deveria ser cobrada no transporte coletivo de Goiânia, é de R$ 3,12. Essa diferença entre o valor atual e o valor que deveria estar sendo cobrado [R$ 0,42] é arcada pelas empresas. As gratuidades hoje representam R$ 12 milhões ao sistema”, afirma Décio Caetano, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp).

O assunto sobre aumento da tarifa não agrada aos usuários do transporte coletivo da Capital, não apenas pelo valor, mas pelo péssimo serviço prestado pelas companhias, com ônibus superlotados, sem ventilação, além de atrasos.

No fim do mês de agosto, o Setransp divulgou um estudo que apresenta a planilha com receitas e custos do sistema de todas as empresas concessionárias – com exceção do Eixo Anhanguera. O documento defende que o valor da tarifa que manteria o equilíbrio financeiro e econômico do sistema deveria ser de R$ 3,12. A passagem está fixada em R$ 2,70 desde junho, após o poder público rejeitar um aumento para R$ 3,00.

CUSTOS

O documento foi encaminhado aos principais órgãos do setor: Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) e ao grupo de trabalho formado pelo governo para analisar os custos do setor. O valor de R$ 3,12 inclui o programa Ganha Tempo, implantado em junho, que permite ao passageiro entrar em até três ônibus em um intervalo de até 2h30 pagando apenas uma passagem.

No cenário apontado pelo Setransp como contratual, ou seja, com a tarifa em R$ 3,12, no ano de 2013, as empresas dividiriam um lucro de 1,4%, cerca de R$ 5,9 milhões. Atualmente, com o valor da tarifa em R$ 2,70, as empresas fechariam o ano com prejuízo de 10,2%, um déficit de R$ 38,2 milhões.

Com os números já fechados nos exercícios de 2009 a 2012, o estudo do Setransp indica um prejuízo para as empresas na ordem de R$ 12 milhões nos primeiros quatro anos de contrato. (Thais Vaz)

Fonte: Diário de Aparecida