30 de setembro de 2013

Marconi vistoria obra de duplicação, iluminação e construção de ciclovia da GO-020


O governador Marconi Perillo vistoriou, na manhã desta segunda-feira, dia 30, a obra de duplicação, iluminação e construção de ciclovia da GO-020, entre Goiânia e Bela Vista de Goiás, com 48 quilômetros de extensão. A obra, que terá o padrão de excelência e qualidade da Rodovia dos Romeiros, entregue em junho deste ano, deve ser inauggurada em abril do ano que vem. O investimento é de R$ 157 milhões.

Marconi e o presidente da Agetop, Jayme Rincón, percorreram parte do trecho do Centro Cultural Oscar Niemeyer até o Autódromo Internacional de Goiânia. A previsão é de que ele fique pronto no próximo mês. Antes de examinar as obras na GO-020, o governador concedeu entrevista coletiva à imprensa e falou sobre a agilidade que tem exigido da Agetop para que as obras previstas para até o final do próximo ano possam ser concluídas e entregues, se possível, em data antecipada aos prazos inicialmente previstos.

Por meio do Rodovida Reconstrução, a Agetop trabalha a construção e duplicação de trechos rodoviários com a meta de entregar até o final de 2014 mais 2,4 mil quilômetros de rodovias. Até dezembro deste ano, serão entregues mil quilômetros. “Essa obra de duplicação, iluminação e também a construção de uma ciclovia faz parte de um grande projeto de intervenção em praticamente todas as artérias de Goiás, nas grandes rodovias. Ao final de 2014, teremos entregue o maior conjunto de obras já realizado na história do Estado. Serão seis mil quilômetros reconstruídos e 2,4 mil quilômetros de rodovias novas em padrão de excelência. São rodovias de Primeiro Mundo, que vão dar conforto e segurança aos goianos”, declarou Marconi.

Obras em andamento

Ele fez breve explanação sobre as obras relevantes que estão em andamento: “Temos dois grandes aglomerados no Obras da GO-020. Foto. Lailson Damasio (7)Estado: a Região Metropolitana de Goiânia e a Região do Entorno de Brasília. Ambas estão recebendo e receberão muitos investimentos em reconstrução de rodovias, duplicações, saneamento básico e, em Goiânia, estamos fazendo intervenções profundas. Fizemos a duplicação de Goiânia a Inhumas.

E continuou: “Acabamos de reconstruir a Rodovia dos Romeiros, até Trindade, com todo padrão de qualidade e segurança; estamos concluindo a reconstrução da GO-040, do Setor Garavelo até o Madre Germana, incluindo o viaduto; estamos construindo dois viadutos nas saídas de Trindade e de Inhumas; vamos começar o viaduto na saída de Nerópolis e vamos começar, em breve, a duplicação de Nerópolis até a Belém-Brasília; estamos duplicando e vamos fazer também ciclovia e iluminação entre Goiânia e Senador Canedo”, disse.

O governador disse ainda que as obras do Centro de Excelência do Esporte estão caminhando de forma acelerada para ser entregues no prazo estimado e que as obras do Hugo 2, na Região Noroeste, estão adiantadas em dois meses. “Pode ser que tenhamos uma alteração no cronograma, antecipando a inauguração para o mês de maio. A vantagem é que vamos inaugurá-lo todo equipado e funcionando”, observou.

Em relação ao Autódromo, afirmou que R$ 27 milhões estão reservados para que ele seja completamente revitalizado e transformado em um grande parque. “Rincón esteve com Felipe Massa e Galvão Bueno e eles estão muito interessados nessa obra e se comprometeram a trazer grandes eventos para cá”, observou.

Fonte: Mais Goiás

Comurg participa da Campanha Mundial Outubro Rosa


Monumento receberá mesma iluminação especial promovida no Dia da Mulher.

As 120 lâmpadas do monumento da Praça Latif Sebba terão a tonalidade rosa como alerta ao câncer de mama. Nova iluminação será colocada a partir de amanhã, 1°, e ficará até o final do mês

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e a Associação de Combate ao Câncer em Goiás (Hospital Araújo Jorge) se unem na luta contra o câncer. Uma das mais tradicionais marcas do Movimento é a iluminação rosa na fachada de prédios públicos, empresas, praças, entre outros locais. Portanto, a partir da noite desta terça-feira, dia 1º de outubro, às 19 horas, o monumento da Praça Latif Sebba, mais conhecida como Praça do Ratinho, terá iluminação noturna na tonalidade rosa até o final do mês.

Segundo o presidente Paulo de Tarso, “a tonalidade rosa representará uma lembrança e incentivo às mulheres de todas as idades para aderirem a ações preventivas e educativas que serão desenvolvidas ao longo do mês em torno do tema”, afirma.

A campanha Outubro Rosa é realizada em todo mundo e visa chamar atenção da sociedade e mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. A doença afeta as mamas que são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. É o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Registros do Inca apontam que, a cada ano, surgem 50 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. Só em Goiás, a estimativa é que, em 2012, surgiram 1.320 novos casos da doença.

Ações preventivas
No Hospital Araújo Jorge (Accg), o único centro de alta complexidade no tratamento oncológico no Centro-Oeste, todo o mês de outubro será dedicado a ações de prevenção, incluindo cuidados com os colaboradores, pacientes e distribuição de material informativo, além de uma especial decoração da Instituição, que remete à campanha.

A abertura da campanha será na terça-feira, dia 1°, às 8 horas, no ambulatório do Hospital Araújo Jorge (entrada pela Avenida Universitária). Neste dia, os pacientes receberão orientações sobre os cuidados durante o tratamento, dicas de autoestima, poderão tirar dúvidas e serão conscientizados a indicar o autoexame aos parentes e amigos, multiplicando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Serviço
Assunto: Campanha Mundial Outubro Rosa
Data: 1° a 31 de outubro de 2013
Horário: a partir das 19 horas do dia 1°/10
Local: Praça Latif Sebba - iluminação rosa na luta contra o câncer (Avenida 85)
Contato: (62) 3524-8543 ou 3524-8573

Autor: Marilane Correntino, da editoria de Urbanização - Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Goiânia

Goiânia deve registrar pancadas de chuva até a próxima terça, diz Inmet


Previsão do instituto é que tempo volte a ficar firme na quarta-feira (2). Pancadas começaram neste domingo (29) e umidade variou entre 85% e 40%.

As pancadas de chuva que atingiram Goiânia na tarde deste domingo (29) devem continuar ativas até a próxima terça-feira (1º), segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Hoje o céu permaneceu encoberto durante boa parte do dia e choveu em alguns pontos, deixando a umidade do ar variando entre 85% e 40%.

“A temperatura na capital deve ficar amena nesses dias, atingindo a máxima de 30°C e a mínima de 21°C. O clima só deve voltar a esquentar para valer na próxima quarta-feira (2), quando a chuva vai embora de vez”, explicou ao G1 o meteorologista do Inmet, Hamilton Carvalho.
Para o próximo final de semana a previsão é de muito sol e calor em Goiânia, segundo o Inmet

Fonte: G1 Goiás

Revitalização da Praça Cívica deve ser iniciada ainda nesta ano


A obra de revitalização da Praça Cívica, que promete alterar bruscamente o panorama do local, deve ser iniciada ainda neste ano, segundo o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT). Além da restauração dos canteiros, iluminação e instalação de uma ciclovia, o projeto estipula o fim do estacionamento dentro da praça, hoje um espaço lotado por cerca de 700 carros, todos os dias.

O prefeito explica que o projeto foi aprovado pelo governo Federal, que deve disponibilizar recursos para a restauração. “O projeto já foi aprovado. A nossa solicitação de recursos foi um dos projetos aprovados no PAC cidades históricas. Nós já recebemos o projeto executivo, que foi feito pelo governo do Estado, e agora vamos para a fase de assinatura de convênio. Eu acredito que ainda neste semestre poderemos iniciar aquela obra,” afirma.

Ao longo dos anos, a Praça Cívica perdeu sua identidade e acabou virando um grande estacionamento. Os pavimentos da praça estão inapropriados para circulação de pessoas, a iluminação é deficiente, os jardins estão deteriorados, as fontes luminosas não funcionam e a vegetação original está sendo substituída por espécies variadas e descontextualizadas.

Paulo Garcia destaca as adequações que devem ser feitas na Praça.  “Ele é uma restauração e uma requalificação daquele espaço urbano, tornando definitivamente uma praça. Ali não haverá mais o trânsito de carros,” revela.

Fonte: Portal 730

Paulo cobra de Marconi parceria para saúde e transporte coletivo


“O governo estadual precisa criar unidades de alta resolutividade, que resolvam problemas graves de saúde nas várias regiões do Estado. Enquanto isso não acontecer, nós vamos conviver com essa rotina quase crônica de uma demanda superior a nossa capacidade”

O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), apresenta a “conta” ao governador Marconi Perillo (PSDB). Ele afirma que o Estado precisa desonerar a cadeia do transporte coletivo e construir unidades de saúde de alta resolutividade em todas as regiões de Goiás. A cobrança foi feita durante entrevista ao O HOJE de Frente com o Poder. “Eu o procurei para uma conversa, mas ele não me convidou para conversar”, disse o prefeito ao jornalista Murilo Santos. Paulo Garcia também não faz aquela tradicional promessa de ficar quatro anos na Prefeitura. Um sinal evidente de que está preparado para se desincompatibilizar e disputar as eleições de 2014. Você pode assistir à entrevista completa no HOJE TV, no portal do jornal O HOJE (www.ohoje.com.br).

O problema do transporte coletivo vem se arrastando há alguns meses. A pressão popular fez o valor da passagem diminuir, mas os empresários pressionam para aumentá-la. Tem ainda a questão do passe livre estudantil. Está difícil resolver este problema?

É um problema conjuntural, que precisa de uma atuação de todos os entes federativos. Todos os entes da República precisam chamar para si a responsabilidade que detêm. O governo federal, os governos estaduais e os governos municipais.

O que os governos federal e estadual precisam fazer neste caso?
Bom, o governo federal desonerou a cadeia produtiva do transporte de massa, o transporte coletivo, os governos municipais em algumas cidades reduziram as incidências tributárias, nós também fizemos isso na cidade de Goiânia. No caso do Estado de Goiás, eu defendo que desonere, retirando o ICMS, retirando o IPVA, pois, ao fazê-lo, o governador também estará fazendo de forma que não afete só a receita tributária do Estado, mas também dos municípios. No caso do IPVA, por exemplo, provavelmente a maior tributação é a nossa, da cidade de Goiânia. 50% do imposto vai para o Estado e 50% vai para a cidade de Goiânia. Estamos dispostos a abrir mão deste tributo.

O senhor já pediu isso ao governador?
Não se trata de pedir, se trata de sugerir. E sugerir, eu já ofiz.

E qual foi a resposta?
Ele ainda não nos respondeu, aliás é de conhecimento de vocês todos que há cerca de 15 dias eu o procurei para que nós tivéssemos uma conversa mais verticalizada, transparente, sem nenhuma matriz ideológica, política e partidária sobre este tema, mas, em face de sua agenda muito atribulada, ele não me convidou para conversar.

Há algum problema entre governador e prefeito?
O governador, historicamente, vem de uma linha de desenvolvimento da qual eu não concordo. Eu faço parte de um partido e ele, de outro, que se opõem em todos os cenários da República, mas isso não pode interferir em uma política de Estado.

Quando o goianiense vai ter pelo menos amenizado o problema do transporte coletivo?
Acho que, na medida em que todos os entes federativos assumirem as suas responsabilidades. Nós o temos feito. Nós propusemos e encaminhamos para a Câmara o Passe Livre Estudantil Universal, que é um pouco diferente da proposta – pelo menos é o que eu li nos jornais de Goiânia – do governo.

Mas quando o Passe Livre Estudantil Universal estará funcionando para o goianiense?
Há um cronograma em andamento, que há de ser implantado quando os cadastros forem realizados.

Prefeito, greve de professores na rede municipal, sem o apoio do Sintego (um grupo se junta, se levanta e inicia o movimento). É possível atender às reivindicações ou não?
Eu não as conheço. Não foi encaminhada a mim nenhuma pauta de reivindicações.

Não é, por exemplo, a gratificação de difícil acesso uma delas?
A notícia que eu tenho é que o fator desencadeante teria sido isso, mas nós não fizemos por desejo próprio da administração. Foi o Ministério Público Estadual que nos sugeriu a imediata correção da distribuição deste valor aos trabalhadores, aos profissionais da Educação. Então, segundo o entendimento do MPE, ele não era devido, ele era ilegal. Para isso, nós encontramos uma alternativa para não penalizar os professores. Foi encaminhado um projeto de lei criando um valor de transporte para os profissionais da Educação.

Prefeito, até quando as pessoas vão ter de recorrer à Justiça para conseguir uma vaga de UTI?
Até que nós tenhamos um número no Estado de Goiás de unidades referenciadas de alta resolutividade distribuídas por todo o Estado. O que acontece com a cidade de Goiânia? Se você pegar o número de leitos de UTI que nós temos hoje, que ultrapassa 349 leitos de UTI contratados, ele supera o número proposto pelo Ministério da Saúde.

O problema é a demanda?
Nós precisaríamos ter algo um pouco menor que 200 leitos de UTI para atender nossa população. Nós temos nos registros da Secretaria de Saúde mais de 6 milhões de pacientes. Deste número, 4,5 milhões apresentam endereço da cidade de Goiânia. Algo está errado. E nós recebemos recursos para construir unidades, para desencadear programas e projetos na área da Saúde compatíveis com a população que temos. É assim que nos trata o Ministério da Saúde. Para o MS, para nós e todos de bom senso, Goiânia tem uma população aproximada de 1,5 milhão de habitantes, mas nós trabalhamos com 6 milhões de habitantes. Não há unidade que responda a essa demanda. Então, para isso, o governo estadual, com o auxílio dos governos municipais, precisa criar unidades de alta resolutividade, que são unidades que resolvam problemas graves de saúde, nas várias regiões do Estado, porque assim estes pacientes deixariam de migrar, deixariam de vir para Goiânia e as nossas unidades seriam suficientes. Enquanto isso não acontecer, nós vamos conviver com essa rotina quase crônica de uma demanda superior a nossa capacidade.

O que está acontecendo com a iluminação pública? A própria Comurg reconhece que há problemas …
Nós estamos vivendo, neste momento, uma situação que é própria nossa. Goiânia fez o Reluz, que foi a troca de toda iluminação da cidade por uma iluminação mais eficiente, com menor gasto energético e ambientalmente mais adequada, com menor risco de contaminação para a população pela sua composição química. Essas lâmpadas têm vida média e nós estamos atingindo exatamente a vida média de todo o sistema de iluminação da cidade. Portanto, a necessidade de reposição aumenta a cada dia, por isso, nós estamos preparando um novo programa.

E as finanças do município? Fala-se em dificuldades em pagar a folha dos funcionários. O problema é grave?
Goiânia é a capital brasileira com a maior capacidade de endividamento, isso é afirmado pela Secretaria do Tesouro Nacional, que é o órgão nacional que controla o endividamento do setor público. A nossa dívida é muito pequena.

É quanto, prefeito?
Nós devemos ter uma dívida consolidada em torno de R$ 200 a R$ 300 milhões. Existe dívida, por exemplo, da década de 1990, da Comurg, relativa a débitos previdenciários. Essa eu não computei nas nossas dívidas correntes.

Essa é quanto?
Essa é quase meio bilhão de reais.

Prefeito, um dos assuntos do momento é a Operação Miquéias, da Polícia Federal. Onde está aplicado o dinheiro da previdência dos servidores municipais?
Em diversas instituições. Existe o IPSM, que é o Instituto de Previdência Municipal, o conselho de administração e o conselho fiscal e há também a figura de um consultor do ramo de valores imobiliários que nos orienta. E os nossos montantes são elevadíssimos.

Quanto?
Nós devemos ter hoje mais de R$ 250 milhões aplicados. É uma aplicação significativa, não é todo mundo que tem R$ 250 milhões aplicados, não é? Goiânia, que eu saiba, não foi citada nesta operação.

O que chama a atenção, prefeito, é que um dos relacionados na operação é o deputado estadual Samuel Belchior (PMDB).

E o pai dele, Lauro Belchior, foi o presidente do IPSM. É verdade.

Isso é apenas uma mera coincidência, na opinião do senhor?
Penso que é uma coincidência, né, até porque não há, por parte de nosso conhecimento e nem por parte dos órgãos fiscalizadores, nenhuma citação de alguma irregularidade. Agora, o que eu espero, não posso fazer pré-julgamentos, eu acho que o direito de defesa e o pressuposto da inocência fazem parte do rito jurídico da consolidação da cidadania e dos direitos democráticos em uma República democrática como a brasileira, um país soberano.

Aqui em O HOJE de Frente com o Poder, o subchefe de assuntos federativos da Presidência da República, Olavo Noleto, defendeu que o senhor deveria ser o candidato a govenador no ano que vem. O senhor topa?
Eu penso que a apresentação de nomes neste momento por nós, que pretendemos apresentar um projeto distinto do projeto atual, um projeto de oposição ao governo atual, nós precisamos primeiro formatar um programa que atenda às demandas e às necessidades, aos anseios, que dê respostas aos sonhos do povo goiano, que implante definitivamente um desenvolvimento sustentável no Estado de Goiás, transparente, sério, democrático, de desenvolvimento em todos os municípios, de atendimentos regionais. No momento oportuno, todas as direções partidárias que comporão este processo deverão, de forma muito apropriada, apresentar um nome que nos represente.

O senhor tem uma preferência?
Eu tenho uma preferência pessoal, sim.

Qual?
Mas é de menor importância. Eu faria um desserviço a todo este processo que eu disse a você, que eu penso que é a maneira correta de construção de um projeto político, se eu anunciasse. No dia seguinte à eleição de prefeito, em 2012, o senhor disse que o melhor nome para o governo é Iris Rezende (PMDB)… Você veja como o tempo, às vezes, faz com que a nossa memória não nos faz recordar do que nós falamos. O que se mais ouve nos bastidores é que o senhor não ficará na Prefeitura, porque o senhor vai estar no processo eleitoral de 2014 de uma forma ou de outra. No processo eleitoral de 2014 eu estarei.

O senhor teria alguma dificuldade em renunciar ao cargo?
Todos somos substituíveis. Do ponto de vista de atuação profissional e atuação efetiva na atividade pública, como eu exerço hoje, existem sempre sucessores, há pessoas que nos substituíram e nos substituíram melhor.

A desincompatibilização para o processo eleitoral não é nenhum bicho de sete cabeças?
Não, de maneira nenhuma. Isso faz parte do processo rotineiro eleitoral e político do País.

(Apoio: Felipe Coz)
Fonte: Jornal O Hoje

Taxa de ocupação em 2012 era de 64,6% em Goiás


3,1 milhões de pessoas em idade ativa estavam ocupadas ano passado em áreas como a construção Crédito: Fábio Pozzebom/ABr

População ocupada em Goiás ficou praticamente estável entre 2011 e 2012, segundo a Pnad, em pouco mais de 3,1 milhões de pessoas

A população ocupada em Goiás em 2012 era de 3,165 milhões de pessoas, ou 64,6% da população em idade ativa. Em 2011, esse percentual era de 65,5%. No Brasil essa proporção era de 61,7 em 2011, passando para 61,8% em 2012, com 93,915 milhões de pessoas ocupadas. Os dados são da Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad), divulgada ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a taxa de atividade em 2012 em Goiás, indicador que mede a proporção de pessoas em idade ativa que estavam na força de trabalho (pessoas ocupadas e não ocupadas em busca de trabalho) foi de 67,8% em Goiás e 65,9% no Brasil.

Os dados do Pnad mostram que o contingente de pessoas com 15 anos ou mais de idade em Goiás em 2012 era de 4,9 milhões de pessoas e no Brasil de 151,9 milhões. Já a população economicamente ativa (PEA) ou Força de Trabalho, era de 3,320 milhões de pessoas, enquanto que no Brasil era de 100,064 milhões de pessoas.

A taxa de desocupação, que corresponde às pessoas não ocupadas e que estavam procurando trabalho na semana de referência do estudo em Goiás foi de 4,7% no ano de 2012, mesma taxa registrada em 2011. No Brasil essa taxa foi de 6,1% em 2012. A taxa de desocupação das mulheres em Goiás foi de 6,0% enquanto que para os homens de 3,7%; e no Brasil foi de 8,2% para as mulheres e de 4,6% para o homens.

A população mais jovem também tem taxa de desocupação maior. Em Goiás, a população economicamente ativa na faixa etária de 15 a 17 anos e de 18 a 24 anos tem taxas de desocupação de 18,6% e 9,9% respectivamente. No Brasil, as mesmas taxas são de 21,0% e 13,2% respectivamente.

Entre as características gerais da população desocupada no Brasil, podemos destacar: mais da metade (57,8%) dos desocupados era de mulheres; 30,5% nunca tinham trabalhado; 34,6% eram jovens entre 18 e 24 anos de idade; 59,9% eram pretos ou pardos e 53,1% deles não tinham completado o ensino médio.

43,6% dos domicílios têm computador

Os dados da Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad) do IBGE, mostram que em Goiás, foi estimada a existência de 2,098 milhões de domicílios no ano de 2012. Entre eles, um item pesquisado que obteve o aumento mais expressivo entre os bens duráveis e existentes nos domicílios desde 2004 foi o microcomputador. Em 2004, ele estava presente em apenas 11,1% dos domicílios goianos, e chegou a 43,6% deles em 2012 (292,8% a mais). No Brasil, o aumento foi de 184,6%, presentes em 16,3% dos domicílios em 2004 e em 46,4% deles em 2012.

O estudo também constatou que a rede geral de abastecimento de água estava presente em 1,776 milhão (84,6%); a rede coletora de esgoto em 828 mil (39,5%) e a coleta de lixo em 1,957 milhão (93,3%). No Brasil, com existência estimada de 62,849 milhões de domicílios, 53,647 milhões (85,4%) possuíam rede geral de abastecimento de água, 35,862 milhões (57,1%) possuíam rede coletora de esgoto e 55,786 milhões (88,8%) possuíam coleta de lixo.

A iluminação elétrica estava presente em 99,8% (2,093 milhões) dos domicílios em Goiás e em 99,5% (62,546 milhões) dos domicílios brasileiros.

Além do computador, a pesquisa investigou a existência de alguns bens duráveis nos domicílios e mostrou que, em Goiás, 98,3% deles possuíam geladeira, 99,1% possuíam fogão, 97,3% possuíam televisão, 71,0% possuíam filtro de água e 51,5% máquina de lavar roupa.

Homens ainda ganham mais  que mulheres

O rendimento médio mensal dos homens goianos em 2012 foi 46,45% superior ao das mulheres: R$ 1.734 contra R$ 1.184. No País, essa superioridade no rendimento dos homens tem proporção um pouco menor (37,16%), R$ 1.698 contra R$ 1.238. Essa informação também revela que o rendimento médio mensal dos homens em Goiás foi superior à média nacional, enquanto que o das mulheres foi inferior à média nacional.

Rendimento

Os dados da Pesquisa Nacional de Domicílios (PNAD), divulgados ontem, pelo IBGE, mostram que o rendimento médio mensal real em Goiás, considerando todas as atividades de pessoas com 15 anos ou mais, em 2012, foi estimado em R$ 1.509, superior em 6,72% ao valor de 2011 (R$ 1.414. No Brasil, esse rendimento médio mensal real foi estimado em R$ 1.507 em 2012, incremento de 5,8% em relação a 2011, quando era R$ 1.425.

Fonte: Jornal O Hoje

28 de setembro de 2013

Circo Chinês: Goiânia recebe atração internacional


A magia do tradicional circo chinês volta após cinco anos para encantar o público goiano.

O Circo Nacional da China fará apresentações hoje e amanhã, no Teatro Rio Vermelho. O grupo está com a nova turnê A Bela Adormecida e já passou por países como Argentina, Chile, Paraguai e agora chega ao Brasil. Goiânia, claro, não poderia ficar de fora.

A expectativa era que mais de trinta cidades brasileiras recebessem o circo, mas, de acordo com a organização do evento, apenas nove municípios vão ter o privilégio de assistir o espetáculo. A Capital goiana, Campo Grande (MT), Santos (SP), Campinas (SP), Maceió (AL), Salvador (BA), Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).

A proposta desta nova turnê é recriar com harmonia os mistérios do clássico conto de fadas, que mostra a história infantil de uma linda princesa enfeitiçada por um sono eterno, mas que é salva por um apaixonado príncipe encantado.

Os artistas aproveitam o tema lúdico, se transformam nos personagens desta tradicional fábula e ainda revelam uma releitura que conscientiza adultos e crianças sobre a valorização da natureza.

Emoção, fascínio, encanto e beleza. Estes são alguns dos motivos que têm levado plateias enormes às apresentações de uma das companhias circenses mais respeitadas do mundo, composta por acrobatas, bailarinos, equilibristas e contorcionistas.

Histórico

Documentos e registros mostram que a China é uma das civilizações mais antigas do mundo com existência contínua. Influências culturais e políticas vindas de toda Ásia e mais tarde, também, da Europa, fundiram-se para criar a atual imagem da cultura chinesa.

Mesmo com o advento das novas tecnologias, o país preserva em manuscritos e desenhos 3 mil anos da história de seu circo. Contorcionistas e equilibristas se apresentavam para as autoridades monárquicas da época. Considerada, portanto, uma tradição milenar, foi calcada na habilidade de seus artistas em levar emoção e diversão às pessoas.

Reinventar antigas tradições e criar novos números se tornou o objetivo do Circo Nacional da China, que tem na arte circense de acrobacias uma paixão nacional comparável ao futebol no Brasil. E é na produção desses espetáculos que a Cia encontrou uma maneira de provar que é possível, sim, ocidentalizar sua arte na conquista de novos públicos, sem perder sua identidade.

Com mais de 50 anos de estrada, é natural que poucos são os lugares onde eles ainda não passaram. Com frequência realizam turnês pela Europa, Américas e Ásia. A companhia já passou por muitos países, como Alemanha, Dinamarca, França, Turquia, Canadá, Estados Unidos e México.

Há cinco anos o Circo da China esteve no Brasil com a maior turnê já realizada em nosso País, onde percorreu cerca de 30 cidades. Inclusive  esteve na Capital. Naquele ano, o Goiânia Arena serviu de palco para o megasucesso das apresentações.

Curiosidades

A trajetória do grupo já rende muitos parágrafos. Desde cedo, as famílias chinesas encaminham para as escolas de arte suas crianças. Os ginastas do circo iniciam o treinamento aos cinco anos de idade com ensaios de até doze horas diárias e ainda, para a estreia como integrante do grupo chegam a treinar dez anos.

O elenco é formado por jovens profissionais, com idade entre 13 e 20 anos. No total são mais de quarenta pessoas trabalhando para que o espetáculo tenha um bom resultado. Cerca de trinta e seis delas se apresentam com acrobacias em um cenário de grande plasticidade. E não são apenas os acrobatas, bailarinos e contorcionistas que fazem um trabalho perfeito. O cenário também é fruto de uma incansável preparação. Toneladas de equipamentos acompanham a trupe nas apresentações.

A Cia é conhecida mundialmente por apresentar uma combinação que emociona e tira o fôlego do público. A nova criação trazida para o Brasil, além de inovadora, é cheia de momentos mágicos. Inclusive todos os espetáculos foram premiados na Olimpíada Nacional da China, um evento que qualifica os melhores e mais tradicionais no mundo quando se trata de circo. Eles já receberam onze medalhas de ouro e duas de prata.

Projeto Social

Diante de uma ideia foi possível levar alegria e descontração para algumas pessoas que estavam internadas por muitos dias e até meses. O Hospital Alberto Rassi, mais conhecido como HGG, recebeu em seus corredores uma breve apresentação do Circo Nacional da China na última quarta-feira.

A iniciativa de apresentar a cultura chinesa para o ambiente hospitalar foi do empresário Lucio Oliveira, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Eventos (Abrape). O empresário e a ART BHZ Produtora estão no mercado de produção e organização de eventos há mais de 30 anos. Com o apoio de sua equipe de produção, ele costuma levar parte das grandes apresentações para diversos hospitais do País.

“A nova temporada do Circo da China já passou por Santos e Campo Grande, onde também fez apresentações breves em hospitais, com o intuito de proporcionar diversão aos pacientes, que por um motivo ou outro não podem ter acesso direto a esse tipo de entretenimento”, diz Camila Machado, produtora integrante da equipe ART BHZ.

Em Goiânia, essa foi uma parceria entre a produção geral do evento e o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), que já possui um trabalho que envolve artistas e pacientes na tentativa de humanizar o atendimento na unidade do HGG.

No hospital somente uma integrante do grupo de acrobatas arriscava o inglês para tentar manter algum tipo de comunicação com as demais pessoas. "It is good to help" (É bom ajudar!), disse a artista.  A maioria dos circenses só fala mandarim, o idioma de origem, que é falado na China, justamente porque não têm muito tempo de aprender outras línguas.

Sucesso de público

O que faz este espetáculo se tornar algo maravilhoso e único em qualquer lugar (mesmo que seja em um corredor de hospital) é a complexidade das acrobacias e a dificuldade dos números combinados com movimento, equilíbrio, contorcionismo, sonoridade percussiva e efeitos visuais.

Com mais de cinquenta anos de trajetória, não há como precisar quantas milhares de pessoas já assistiram a companhia no mundo inteiro. Mas o que se pode dizer é que são esperadas mais de seis mil pessoas para as três apresentações deste fim de semana aqui em Goiânia.

Circo Nacional da China

Onde: Teatro Rio Vermelho (Rua 4 n° 1400, Setor Central)

Quando: Hoje, às 17h e às 21h e amanhã, às 20h

Quanto: Plateia inferior: R$ 120 (inteira), R$ 60 (meia) - Plateia superior: R$ 100 (inteira), R$ 50 (meia)

Informações: (62) 3219-3400

Fonte: DM

Empresas querem elevar passagem para R$ 3,12


Reunião entre representantes das companhias e a Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC), na última segunda-feira, teve como discussão o possível aumento da tarifa de ônibus. Desta vez, o motivo alegado para o aumento é o custo das passagens gratuitas garantidas por lei, que beneficiam idosos e deficientes físicos. Outro agravante, segundo os empresários, é o programa “Ganha Tempo”, que permite até três viagens com um único pagamento.

As empresas de transporte coletivo de Goiânia têm buscado auxílio junto ao poder público para evitar esse reajuste. Caso a prefeitura da cidade não conceda o benefício, empresários defendem que o preço da passagem suba de R$ 2,70 para R$ 3,12.

“A tarifa técnica, que é a real que deveria ser cobrada no transporte coletivo de Goiânia, é de R$ 3,12. Essa diferença entre o valor atual e o valor que deveria estar sendo cobrado [R$ 0,42] é arcada pelas empresas. As gratuidades hoje representam R$ 12 milhões ao sistema”, afirma Décio Caetano, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp).

O assunto sobre aumento da tarifa não agrada aos usuários do transporte coletivo da Capital, não apenas pelo valor, mas pelo péssimo serviço prestado pelas companhias, com ônibus superlotados, sem ventilação, além de atrasos.

No fim do mês de agosto, o Setransp divulgou um estudo que apresenta a planilha com receitas e custos do sistema de todas as empresas concessionárias – com exceção do Eixo Anhanguera. O documento defende que o valor da tarifa que manteria o equilíbrio financeiro e econômico do sistema deveria ser de R$ 3,12. A passagem está fixada em R$ 2,70 desde junho, após o poder público rejeitar um aumento para R$ 3,00.

CUSTOS

O documento foi encaminhado aos principais órgãos do setor: Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) e ao grupo de trabalho formado pelo governo para analisar os custos do setor. O valor de R$ 3,12 inclui o programa Ganha Tempo, implantado em junho, que permite ao passageiro entrar em até três ônibus em um intervalo de até 2h30 pagando apenas uma passagem.

No cenário apontado pelo Setransp como contratual, ou seja, com a tarifa em R$ 3,12, no ano de 2013, as empresas dividiriam um lucro de 1,4%, cerca de R$ 5,9 milhões. Atualmente, com o valor da tarifa em R$ 2,70, as empresas fechariam o ano com prejuízo de 10,2%, um déficit de R$ 38,2 milhões.

Com os números já fechados nos exercícios de 2009 a 2012, o estudo do Setransp indica um prejuízo para as empresas na ordem de R$ 12 milhões nos primeiros quatro anos de contrato. (Thais Vaz)

Fonte: Diário de Aparecida

Prefeituras devem dar resposta na próxima semana sobre implantação do Passe Livre Estudantil na Região Metropolitana


Os impasses sobre a implantação do Passe Livre Estudantil na Região Metropolitana de Goiânia podem chegar a um fim na próxima semana. Uma reunião foi realizada entre representantes do Governo Estadual e cinco prefeituras para apresentação do programa que deve ter a adesão dos municípios. Algumas questões ainda precisam ser decididas em relação às duas maiores cidades: Goiânia e Aparecida.

A capital aprovou o projeto de universalização, mas defende que o benefício não tenha qualquer limite de utilização pelo estudante. Já o Estado define teto de 48 viagens mensais para cada usuário. Já a prefeitura de Aparecida de Goiânia tem alegado dificuldades financeiras para aderir ao Passe Livre e seque enviou representante para a reunião.

O superintendente da Juventude, da Secretaria estadual de Articulação Institucional, Leonardo Felipe, explica a principal divergência e que a falta de Aparecida de Goiânia não prejudica diretamente a execução do programa. “Nós apresentamos para os municípios presentes a ideia de universalização dentro de um princípio de sustentabilidade. O Estado entende que nós precisamos fazer um planejamento sobre a utilização e os gastos com o programa. Ficou pendente o limite de utilização de viagens. Na ausência do município de Aparecida, nós teremos que tratar os estudantes da cidade com um olhar mais específico. Isto não prejudica o programa, pois a decisão é realizar com os municípios que querem tocar o programa. Mas não precisamos conversar com o prefeito Maguito para ver a possibilidade de levar o programa pra lá,” detalha.

O representante da prefeitura de Goiânia, o chefe de gabinete Iram Saraiva Junior, defende que o passe livre não tenha limitações, mas acredita que uma definição deve ser dada até a próxima semana. “A prefeitura vai defender e discutir durante a semana com os estudantes e tentar sensibilizar no sentido de que haver a restrição cria um impasse durante uma realidade já verificada de que a utilização não está sendo do total de passagens oferecidas pelo Estado,” revela.

Fonte: Portal 730

Convênio traz R$ 1 milhão para investimentos em sinalização para o turismo


A prefeitura de Goiânia planeja fazer nos próximos quatro meses investimentos da ordem de R$ 1 milhão no desenvolvimento do turismo na Capital. A secretaria de Trânsito vai instalar estrutura de placas para a sinalização específica para orientar os turistas. A área específica do turismo vai conceder cursos de capacitação profissional na área, para ocupação de vagas de emprego na hoteleira e áreas afins.

O secretário municipal de Turismo, Francisco Bento, explica que a cidade tem necessidade antiga deste tipo de investimento. “Há muito tempo esta demanda existe. Nos últimos anos foi feito investimento nessa área. Nesse ano estamos investindo um remanescente de R$ 300 mil e está vindo agora mais de R$ 1 milhão do Ministério do Turismo para a sinalização turística,” diz.

De acordo com Francisco, em no máximo em quatro ou cinco meses, a sinalização estará toda pronta e funcionando.

Quem explica que tipo de sinalização turística será implantada, é a secretária de Trânsito, Patrícia Veras. “É uma sinalização de orientação. São aquelas placas que indicam qual caminho o motorista deve percorrer para chegar nos principais pontos da cidade. É uma sinalização voltada principalmente para quem é de fora,” aponta.

O investimento em turismo em Goiânia também tem a importância de possibilitar uma intensificação do desenvolvimento comercial da cidade. É o que explica o secretário municipal de Indústria e Comércio, José Geraldo Freire. “Goiânia tem demonstrado uma grande vocação para o turismo de negócio. Este tipo de turismo é o segundo que mais gera renda e emprego, perdendo apenas para o turismo de lazer,” argumenta.

Fonte: Portal 730

27 de setembro de 2013

Verba federal de R$ 8 milhões será dividida entre 174 prefeituras para investimentos em esporte e lazer


O Governo Federal repassou à gestão Estadual R$ 4 milhões para que 174 municípios goianos possam executar projetos estruturais para atividades de esporte e lazer. Em média, cada prefeito recebe R$ 80 mil para construção de ginásios, além de reforma, construção e ampliação de espaços para a prática de esportes e também a aquisição de material esportivo.

A verba total é de R$ 8 milhões, já que o governo estadual também disponibiliza R$ 4 milhões. O presidente da Agência Goiana de Esporte e Lazer (Agel), Célio Silveira, explica a intenção do investimento. “Nós criamos por meio da Lei Pelé o Programa Esporte em Ação, no qual, os municípios apresentaram projetos e planos de trabalho, que foram avaliados por uma comissão. Ao todo, 170 municípios foram contemplados,” afirmou.

O prefeito de Rio Verde, Juraci Martins (PSD), vai trabalhar com R$ 80 mil e pretende investir em cursos de formação esportiva a cerca de 300 jovens da cidade. Juraci valoriza o projeto, principalmente o caráter social da medida. “Um dos maiores problemas que temos na cidade é o uso de drogas. A nossa juventude está começando cada vez mais cedo nas drogas. Então a nossa opção é o esporte e o lazer. Nós precisamos investir cada vez mais no jovem,” argumenta.

Os recursos já serão creditados às 174 prefeituras atendidas já na próxima segunda-feira.

Fonte: Portal 730

Autódromo terá prova de FK-200 e motos


A Superbike Amador é a novidade da 4ª etapa do Campeonato Goiano de Motovelocidade, neste fim de semana, no autódromo de Goiânia. A modalidade é para pilotos estreantes e com motocicletas entre 600cc e 1000cc sem modificação.

Além da prova, o local receberá a Super Bike Pro, Super Bike Light, Super Bike Master e a 5ª e 6ª edição da FK-200. A programação do autódromo inicia sábado, às 12 horas. Haverá treinos livres da FK-200 com destaque ao piloto Rangel Bernardo, o atual líder da graduados. Às 12h30, as motos começam a circular na pista para os treinos e as tomadas de tempo. Competição, apenas a FK-200, às 17 horas, pela 5ª etapa.

Domingo, a FK-200 será às 11h40. Depois, às 12h30, tem início apresentação de habilidade das motos, com competições às 13h20. A última prova será às 15h50, com a 2ª bateria de todas as categorias. Os ingressos custam 20 reais (box) e 10 reais.

Fonte: Jornal O Popular

Projeto de Lei quer multar quem for flagrado jogando lixo na rua


Um Projeto de Lei (PL) apresentado pela vereadora Cida Garcêz (PV) propõe que as pessoas que forem flagradas jogando qualquer tipo de lixo na rua paguem uma multa pela infração.

Para a lei entrar em valor, a vereadora pede no PL que o Poder Executivo Municipal providencie a instalação de lixeiras para lixo reciclável e não reciclável, em todas ruas e locais públicos, dando prioridade para os locais com maior circulação de pessoas, como terminais de ônibus e hospitais.

A vereadora falou que com a ação a cidade ficará mais limpa e poupará dinheiro usado para limpeza das ruas. “Hoje, diversas cidades no mundo conseguiram combater de forma eficaz o lixo despejado em locais impróprios nos logradouros públicos, conseguindo, com isso, além de prover uma grande economia para os cofres públicos, manter a cidade limpa”, afirma a vereadora.

Cida propõe que o dinheiro arrecado com as multas sejam utilizados com campanhas publicitárias para conscientização da população sobre os problemas de jogar lixo em locais públicos.

Fonte: DM 

Três proposições para recuperar a sustentabilidade do transporte público coletivo na região metropolitana de Goiânia


O Fórum de Mobilidade Urbana da Região Metropolitana de Goiânia - RMG completa neste mês três anos de atuação, sempre procurando contribuir com a melhoria da mobilidade urbana em Goiânia e em sua Região Metropolitana. Participam deste Fórum mais de 30 instituições públicas e privadas, visando a contribuir com a melhoria da mobilidade na RMG, com ênfase na melhoria da qualidade do transporte público coletivo e dos modos não motorizados de deslocamento.

É fato que o transporte público coletivo passa por uma crise, seja no âmbito nacional, seja no âmbito local. Em todo o País, o transporte público coletivo vive um círculo vicioso de competição por espaço em vias congestionadas, perda de velocidade, perda de confiabilidade, de competitividade, perda de passageiros e perda de qualidade, que leva à perda de sua sustentabilidade. Para a solução dessa questão que envolve o círculo vicioso, existem problemas estruturais que precisam ser resolvidos. O citado círculo vicioso, se não solucionado, acarretará, inevitavelmente, na piora da mobilidade urbana enfrentada nas cidades, causando sérios prejuízos ao usuário, à sociedade e à qualidade de vida urbana.

No caso do transporte público coletivo da nossa região metropolitana vive-se além da crise estrutural uma crise conjuntural, provocada pelo congelamento das tarifas que levou ao desequilíbrio do sistema e à sua insegurança jurídica, processo que vem a cada dia prejudicando a prestação do serviço e, consequentemente, o atendimento ao usuário. A solução da crise conjuntural é condicionante indispensável para se iniciar um processo de solução da crise estrutural.

Destarte, o Fórum de Mobilidade Urbana da RMG estuda 03 proposições técnicas capazes de contribuir com a solução da crise conjuntural, assim como iniciar um processo de solução da crise estrutural, na busca por recuperar a sustentabilidade do sistema e do serviço, a partir da melhoria da qualidade, recuperando-se a característica pública do serviço de transporte público coletivo, ao tratá-lo como responsabilidade de toda a sociedade. Tais fatos serão discutidos hoje, na 20a reunião ordinária do Fórum, que faremos realizar na sede da Ademi, entidade que tenho a honra de também presidir.

Vamos aos fatos:.

PROPOSIÇÃO 1: CUSTEIO SOCIAL DOS BENEFÍCIOS E GRATUIDADES

Atualmente, a maioria dos serviços de transporte público coletivo urbano, no Brasil, é custeada exclusivamente pela tarifa. Ou seja, o usuário pagante acaba sendo o único responsável por pagar todos os custos do serviço e é muito prejudicando por ter que arcar com os benefícios e gratuidades, no denominado subsídio cruzado. Vale a pena destacar que no serviço prestado na Região Metropolitana de Goiânia, por exemplo, os benefícios dos deficientes, idosos e a mais a tarifa do estudante são custeadas exclusivamente por aquele menos favorecido economicamente e que mais precisa do transporte coletivo: o usuário pagante.

A proposição baseia-se na extinção do subsídio tarifário cruzado, a partir do custeio social integral das viagens dos beneficiários de gratuidades e meia tarifa. Isso significa alterar o modelo atual de remuneração, no qual a tarifa é o único instrumento de custeio do serviço, introduzindo o Custeio Social, a partir de subvenção pública como meio de equacionamento do ônus dos benefícios e gratuidades.

PROPOSIÇÃO 2: IMPLANTAÇÃO DE INFRAESTRUTURA ADEQUADA PARA FAVORECER A COMPETITIVIDADE DO TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO

Em meio ao aumento da aquisição e utilização dos automóveis, o transporte coletivo perde competitividade a cada dia, alimentando o círculo vicioso de perda de passageiros e de qualidade. Ao considerar o transporte público coletivo de qualidade para todos como solução da mobilidade urbana, é cogente sua priorização e valorização. Priorizar e valorizar o transporte público coletivo demanda a implantação de uma infraestrutura que efetivamente o favoreça. Os ônibus precisam ser vistos como prioridade no trânsito, e não podem mais concorrer diretamente com os automóveis.

Como proposição, para garantir a prioridade do transporte público coletivo no espaço público, devem ser adotados corredores preferenciais para os ônibus - os denominados Bus Rapid Service - BRS - notadamente nas vias arteriais da cidade, o que garantirá maior velocidade operacional aos ônibus, diminuindo os atrasos e melhorando a qualidade do sistema; e melhorará também a ambiência urbana em que se insere o corredor, beneficiando toda a cidade.

PROPOSIÇÃO 3: CRIAÇÃO DE UM FUNDO METROPOLITANO DE MOBILIDADE URBANA VOLTADO À MELHORIA DA QUALIDADE DO SERVIÇO DE TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO

O modelo de sistema de transporte comumente existente no Brasil adota como premissa ser autofinanciável, sendo a tarifa a responsável por remunerar os custos do serviço. Porém, um serviço de qualidade custa caro. Dessa forma, se o usuário pagante não consegue arcar com uma tarifa superior à atual, mas a melhoria da qualidade é desejada, é necessário que a sociedade ajude a custear esse serviço e essa melhoria, cabendo ao poder público estabelecer fontes de recursos para tal.

A proposição baseia-se na criação de um Fundo Metropolitano de Mobilidade Urbana, que se viabilizaria a partir de recursos existentes e novos recursos potenciais - prioritariamente advindos da taxação da utilização do transporte individual motorizado - que poderiam ser aplicados na melhoria do serviço (IPVA, recursos advindos de cobrança de estacionamento em áreas públicas, impostos em combustíveis, recursos advindos da outorga onerosa do direito de construir no município de Goiânia, dentre outros), corroborando inclusive os preceitos presentes na Lei Federal de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012).

Por fim, destaca-se a importância da participação de toda a sociedade deste debate calcado em elementos técnicos, para que se possa contribuir de forma efetiva com a solução para a crise conjuntural do transporte público coletivo em Goiânia. Só assim estaremos aptos a fomentar ações rumo à solução dos problemas estruturais, em busca da melhoria da qualidade do serviço, da mobilidade e das nossas cidades.

(Ilézio Inácio Ferreira, presidente do Fórum de Mobilidade Urbana da Região Metropolitana de Goiânia)

Fonte: DM

Centro de Excelência: Construtora inicia obras do estádio olímpico


Obras do Estádio Olímpico são retomadas após sete anos

Discretamente, a construção do Estádio Olímpico, demolido em 2006, foi retomada. A arena, que terá capacidade para 12 mil pessoas, é um dos módulos do Centro de Excelência do Esporte, localizado no centro de Goiânia, e composto também por Laboratório de Pesquisa e Capacitação, Parque Aquático e o Ginásio Rio Vermelho.

A Construtora Milão, que é a responsável pela execução do estádio, orçado em R$ 41,7 milhões, iniciou o procedimento de limpeza da obra, que já se deteriorou em sete anos de paralisação. Desde a retomada da obra, pouca coisa mudou na aparência do local: há um amontoado de terra vermelha, cercado por uma espécie de fosso, com ferros das fundações à mostra. Porém, no local, há a constante movimentação de retroescavadeiras e caminhões, que executam o procedimento de terraplanagem. A obra deverá ser concluída em 15 meses – dezembro de 2014.

Fonte: Jornal O Popular

Usuários do transporte coletivo fazem manifestação no Centro de Goiânia


Cerca de 50 pessoas realizam na manhã desta sexta-feira (27), uma manifestação, na Praça Cívica, sede do poder estadual, que pede a intervenção pública no transporte coletivo de Goiânia. O manifesto organizado pela Frente de Luta pela Qualidade do Transporte conta com a presença de três viaturas da Polícia Militar (PM) que fazem o policiamento no local.

O grupo se concentrou na Praça Cívica e caminhou até o monumento ao Bandeirante, que fica localizado no cruzamento da Avenida Goiás com a Avenida Anhanguera. Ao chegarem, os manifestantes de encontraram com um grupo de professores que está em greve, que também estavam protestando. O trânsito no local está interrompido em todas as vias.

Segundo as pessoas que participam do manifesto, desde que protestos impediram o aumento da tarifa do transporte público na capital, usuários estariam sofrendo represálias por parte das empresas de transporte na Região Metropolitana.

Segundo eles, o Passe Livre Estudantil da capital não saiu do papel.

Fonte: DM

IFG Anápolis oferece 2 mil vagas para cursos superiores e técnicos


São 1.110 vagas para cursos superiores e 990 para cursos técnicos de nível médio

O Instituto Federal de Goiás (IFG) abre, na próxima segunda-feira, dia 23 de setembro, o período de inscrições para seu vestibular 2014/1 e para o processo seletivo destinado a selecionar candidatos para seus cursos técnicos de nível médio. São 1.110 vagas para cursos superiores e 990 vagas para cursos técnicos de nível médio, distribuídas entre os dez câmpus da Instituição.

Três novos cursos de bacharelado e um novo curso tecnológico passam a ser oferecidos pelo IFG. O Câmpus Goiânia passa a ofertar curso de Engenharia de Transportes. Engenharia Civil da Mobilidade é a novidade no Câmpus Anápolis e, Engenharia Química, no Câmpus Itumbiara. O curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas passa a ser ofertado nos câmpus de Formosa e de Uruaçu.

Os novos cursos superiores somam-se aos demais já ofertados nos dez câmpus do IFG, nas modalidades de bacharelado, licenciatura e tecnologia (veja tabela). Neste vestibular, são 30 vagas para cada curso, sendo que 20% das vagas serão preenchidas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação. Das vagas disponibilizadas no vestibular, 50% serão destinadas a alunos provenientes de escolas públicas, pela Reserva de Vagas (Lei 12.711/2012).

As inscrições para o vestibular do IFG devem ser feitas, exclusivamente pela página do Centro de Seleção (www.ifg.edu.br/selecao), até às 23h29 do dia 20 de outubro. O vestibular do IFG é realizado em uma só etapa, com provas objetivas e de redação, que serão realizadas dia 17 de novembro.

Cursos técnicos

Além de cursos superiores, o Instituto Federal de Goiás também oferta cursos técnicos de nível médio, integrados ao ensino médio e subsequentes (para quem já concluiu o ensino médio). Também nesta modalidade, há novidades para o ano de 2014. No Câmpus da Cidade de Goiás, serão ofertados dois novos cursos: Agroecologia e Produção de Áudio e Vídeo. Em Formosa, a novidade é Saneamento Ambiental e, em Goiânia, volta a ser ofertado o curso de Telecomunicações.

As inscrições para o processo seletivo para os cursos técnicos também devem ser feitas exclusivamente pela página do Centro de Seleção (www.ifg.edu.br/selecao), até às 23h29 do dia 20 de outubro. Para os cursos técnicos integrados ao ensino médio, a prova de seleção será realizada dia 1º de dezembro. Para os cursos técnicos subsequentes, no dia 8 de dezembro.

Também para os cursos técnicos de nível médio, o IFG adota a política de destinar 50% das vagas para alunos que estudaram em escolas públicas ou que pertencem a famílias de renda de até 1,5 salários mínimos por pessoas ou pertencem a uma raça ou etnia beneficiada pela Lei 12.711/2012 (Lei de Cotas). Em todos os casos, os candidatos poderão solicitar a isenção da taxa de inscrição caso apresentem os requisitos indicados nos editais.

Fonte: Diário de Anápolis 

26 de setembro de 2013

TCU libera concessões de 3 rodovias


Brasília - Os leilões de concessões de três rodovias do governo federal foram liberados ontem à noite pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão acatou os estudos encaminhados pelo governo na semana passada para as rodovias BR-050/153 (GO-TO), BR-050-153-262 (DF-GO-MG) e BR-163 (MT). Com isso o governo fica liberado para publicar os editais das licitações. Após a publicação, os leilões podem acontecer em 45 dias. As tarifas teto de quatro concessões dos pedágios dessas rodovias variam entre R$ 8,68 e R$ 4,05 por 100 quilômetros.

Os estudos iniciais dessas concessões foram encaminhados pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), responsável pelas concessões, ao TCU em julho. Na semana passada, o órgão recebeu complementações dos dados dessas rodovias. Nelas, o governo reduzia em cerca de 12% os valores tetos dos pedágios propostos.

Nos leilões de rodovia, vence a concorrência quem oferece o menor valor de pedágio. No caso da BR-050/153 (GO-TO), a tarifa teto foi estimada em R$ 8,68 por 100 quilômetros. A concessão de 814 km ligará Palmas (TO) a Anápolis (GO) e prevê arrecadar R$ 20,2 bilhões, com investimentos de R$ 9,5 bilhões em 30 anos.

Já para a BR-050-153-262 (DF-GO-MG), a tarifa teto está estimada em R$ 4,87 por 100 km. As três estradas têm 1.176 km ligando Brasília, Goiânia e Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. A previsão de arrecadação de pedágio é de R$ 25,3 bilhões, com investimentos previstos de R$ 13 bilhões em 30 anos.

Fonte: Jornal O Popular

Passeio das Águas Shopping abre ao público a 30 de Outubro


Investimento de mais de € 130 milhões
267 lojas em 78.100 m2 de Área Bruta Locável (ABL)
Criação de mais de 6.300 empregos

Construção certificada com norma ambiental ISO 14001 e norma de gestão da Segurança e Saúde no trabalho OHSAS 18001

A Sonae Sierra, através da sua participada Sonae Sierra Brasil, anunciou para o próximo dia 30 de outubro a abertura ao público do Passeio das Águas Shopping, um investimento de cerca de €130 milhões (R$ 384 milhões) num centro com 78.100 mil m2 de Área Bruta Locável (ABL) que será o maior centro comercial do Centro-Oeste brasileiro e que vai criar mais de 6.300 empregos diretos.

O novo Centro está localizado na cidade de Goiânia (estado de Goiás) e servirá uma área de influência com 1,6 milhões de habitantes.

Aqui vão marcar presença prestigiadas marcas internacionais e nacionais, algumas das quais inéditas na cidade, além de importantes marcas locais, num total de 267 lojas, das quais dez são lojas de grande dimensão, incluindo um supermercado, sete salas de cinema e outras áreas de lazer e entretenimento. O Centro oferece ainda 36 restaurantes e uma grande capacidade de estacionamento, num total de 4.000 lugares.

"É com satisfação que completamos mais um marco da nossa estratégia de crescimento no Brasil com um investimento importante num projeto inovador e sustentável, que será seguramente a referência comercial e de lazer da região onde se insere", afirma Fernando Guedes de Oliveira, CEO da Sonae Sierra.

Projeto Arquitetónico

Como Empresa especializada no desenvolvimento de centros comerciais temáticos, a Sonae Sierra selecionou para o Passeio das Águas Shopping um conceito inspirado nos elementos da natureza, como a água e as borboletas que estão presentes por todo o Centro. Especial cuidado mereceu também o enquadramento em toda a zona envolvente, tirando partido do terreno de 280.000 m2 onde o Centro foi construído.

Sustentabilidade

O Passeio das Águas Shopping conta com sistemas de gestão operacional de última geração, equipamentos de alta eficiência energética e um sistema de captação de águas pluviais. O empreendimento tem ainda iluminação de baixo consumo e privilegia a luz natural, o que proporciona economia de energia e conforto aos visitantes.

Em agosto deste ano, o Centro recebeu em simultâneo a certificação ISO 14001, que reconhece a eficácia da gestão ambiental, e a OHSAS 18001, que certifica as boas práticas de Segurança & Saúde. Este é o quinto centro comercial da Sonae Sierra a receber as duas certificações simultaneamente.

O centro inova também nas soluções ecológicas de transporte, dispondo de dois parques cobertos para bicicletas com capacidade para mais de 200 velocípedes e ainda lugares exclusivos para automóveis elétricos com postos de carregamento. O projeto teve ainda em consideração a acessibilidade e a mobilidade para todos, o que permitirá a obtenção da Certificação em Acessibilidade.

Fonte: Sonae Sierra
Foto: Denilson Borges

Aeroporto: Instalações deverão ser demolidas


Trabalho na fundação começa em outubro

O Consórcio Odebrecht-Via começará a trabalhar na fundação do novo terminal de passageiros do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, em outubro. Funcionários das empreiteiras atuam no local desde segunda-feira, fazendo análise da situação da obra, parada há quase sete anos. Engenheiros constataram que será preciso demolir as antigas instalações do canteiro de obras, que hoje mais parece uma cidade fantasma.

“Além de interferirem no traçado das vias de acesso ao novo terminal, (as instalações do canteiro) foram destruídas pelas intempéries”, informa a assessoria do consórcio. “No momento está sendo realizada a triagem de resíduos, como lâmpadas e fiação, que serão destinados a um aterro sanitário na região metropolitana.”

O consórcio informa que vai instalar, na primeira etapa, 40 contêineres de um total de 220. As estruturas serão usadas para abrigar áreas administrativas e de engenharia, recursos humanos, entre outros. Será este o novo canteiro de obras. Após isso, os trabalhadores - estimados em 1,2 mil no pico da obra - começarão a trabalhar na fundação do futuro terminal.

O contrato assinado entre a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e o Consórcio Odebrecht-Via prevê que toda a estrutura deverá ser entregue em 540 dias contados a partir de 19 de setembro. O prazo vence nos últimos dias da primeira quinzena de março de 2014.

Fonte: Jornal O Popular

Após 10 dias de interdição, tráfego em trecho da Marginal Botafogo é liberado


Foi liberado o trecho da Marginal Botafogo, que vai da Rua 67-B, próximo ao Terminal Rodoviário até as proximidades da ponte da Avenida Anhanguera, em Goiânia. Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semob), a interdição durou dez dias. Operários trabalharam nas obras de ampliação e ligação da rede de águas pluviais do local e finalizou a pavimentação e lavagem da pista.

Agora a Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) faz a sinalização e, após conclusão do trabalho, o trânsito fluirá normalmente.

Fonte: Jornal O Popular

23 de setembro de 2013

Goiânia terá sol e chuva nesta terça-feira


Goiânia amanhece com sol, mas deve chover à tarde, nesta terça-feira, dia 24. De acordo com o Serviço de Meteorologia da Sectec, nesse mesmo dia as temperaturas na capital irão variar entre 21º C na madrugada e 31º C, à tarde. Já na quarta-feira, dia 25, todo o dia será de sol em Goiânia, onde a umidade relativa do ar permanece baixa  na terça e na quarta-feira, assim como nas  demais regiões do Estado, apontando 20%.

Quanto à temperatura, os termômetros vão indicar na terça-feira o menor valor na Região Sul: 13ºC , e a maior na Região Oeste do Estado: 35ºC. Na quarta-feira a menor temperatura será de 11ºC na Região Sul e a maior na Região Norte, onde os termômetros devem atingir os 35ºC à tarde.

Fonte: Goias Agora
Foto: Goiânia nas Alturas

Agetop licita reforma, adequação e modernização do Autódromo de Goiânia


A Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) realiza na próxima segunda-feira, dia 23, a licitação para as obras de reforma, adequação e modernização do Autódromo Internacional de Goiânia. Dentre os diversos serviços, que seguem padrões estabelecidos pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), estão a recuperação da pista, a adequação do circuito e a reforma da torre de controle e da arquibancada coberta.

Um destaque é a construção de novos boxes, que aumentará a largura do pit-lane de nove para 17 metros e, assim, poderá abrigar dois carros por equipe. Serão refeitas as instalações elétricas, hidrossanitárias e de combate a incêndio. No autódromo será construído um parque de 55 mil metros quadrados, previsto para ser aberto à comunidade. O cidadão poderá usufruir de pistas de caminhada e ciclismo, espaço para entretenimento, academia ao ar livre, teatro de arena, paisagismo, lanchonete e outros serviços. Todo o investimento corresponde ao valor previsto de R$ 27.3 milhões.

Fonte: Mais Goias

Mauro Faiad: “Goiás virou um canteiro de obras, tanto físicas quanto sociais”

Secretário de Ciência e Tecnologia apresenta números positivos do Bolsa Futuro e outros programas e diz que chance de o governador não buscar a reeleição é “infinitesimal”
Fernando Leite/Jornal Opção
Foco total na gestão. Esse é princípio do economista Mauro Faiad, titular da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Sectec) que, de bate-pronto, já descarta. “Não sou candidato a nada, de forma alguma.” A pergunta é cada vez mais frequente por conta de sua pasta ser uma das mais visadas em termos de capital eleitoral. Afinal, é nela que se concentra o Bolsa Futuro, programa social destinado a melhorar o nível da mão de obra em Goiás e que pretende qualificar 500 mil goianos até o fim do atual governo de Marconi Perillo.

O programa abriu 50 mil vagas em 2012. Formaram-se mais de 42,7 mil alunos, dos quais 5,6 mil fizeram um curso específico extra. Ao todo, foram mais de 47,4 mil qualificações pelo Bolsa Futuro. São números expressivos, mas que sofreram contestação nas últimas semanas. O secretário também rechaça outro boato: o de que faria muitas viagens ao exterior. “É um absurdo. Fico surpreso, já que fui apenas duas vezes e ambas [uma para a Espanha e outra para a Itália] para buscar parcerias para a Sectec. Vou agora tirar alguns dias de minhas férias do ano passado”, responde.

Na questão política, Mauro Faiad mostra convicção total de que o governador será não só candidato, mas reconduzido ao Palácio das Esmeraldas. A justificativa? “Marconi é o único cuja visão transcende os limites territoriais goianos. Ele olha para fora do Estado. Não vejo outro candidato com a capacidade de conduzir um processo dessa amplitude, a não ser ele.”
Elder Dias — O sr. está à frente da Sectec desde o início do governo Marconi Perillo. O que é mais importante no trabalho desenvolvido até agora pela secretaria?
Há um dado que considero relevante para entender as ações da secretaria: o hiato que existe entre a participação do nosso Produto Interno Bruto (PIB) no ranking nacional e a participação da renda per capita goiana no ranking nacional também. Enquanto ocupamos a 9ª posição no tamanho do PIB, nós ocupamos apenas a 12ª posição no ranking de renda per capita. Existe um hiato entre a importância da economia goiana e o rendimento médio. Diminuir esse hiato é a grande missão da secretaria. Esse hiato significa que a produtividade da economia goiana, em diversos setores, ainda deixa um pouco a desejar. Na Sectec, temos de trabalhar para dar produtividade à economia goiana. E eu só conheço duas formas de aumentar a produtividade: qualificando a mão de obra ou aumentando a base tecnológica da economia. Ou, melhor ainda, a conjugação dos dois fatores. A secretaria trabalha nessas duas vertentes: na capacitação do trabalhador goiano e na ampliação da nossa base tecnológica.

No que diz respeito à capacitação, temos hoje em Goiás o maior programa de qualificação profissional do Brasil, o Bolsa Futuro. Não sou eu quem diz isso. O jornal “Valor Econômico”, a mais prestigiada publicação sobre economia do País, trouxe recentemente uma grande reportagem sobre o Bolsa Fu­tu­ro, considerando-o o mais extenso programa estadual de qualificação profissional de todo o Brasil. E no que diz respeito à inovação tecnológica, temos uma série de ações, como fomento a parques tecnológicos. Lembro que Anápolis acaba de credenciar o primeiro parque tecnológico do Centro-Oeste brasileiro. Também imprimimos ações nos APLs [arranjos produtivos locais], no sentido de estimular o aumento da base tecnológica por parte dos pequenos e médios produtores. Ou seja, estamos trabalhando muito nas vertentes da qualificação profissional e aumento da base tecnológica.

Elder Dias — Goiás é um Estado periférico e para se sobressair tem mesmo de ter diferencial na ciência e na tecnologia. O governo tem dado à Sectec a prioridade necessária para que se faça um trabalho a contento?
Sem sombra de dúvida. Primei­ramente lembro que Goiás ficou cinco anos praticamente sem uma pauta no que se refere a ciência e tecnologia. Exemplo disso é que o Conselho Estadual de Tecnologia ficou cinco anos sem se reunir. Isso mostra a falta de importância que o governo passado deu à questão tecnológica. Com o apoio do governador Marconi Perillo, nós trouxemos essa pauta para a ordem do dia. Tanto que temos um número interessante de parques tecnológicos, reforçando que Anápolis abriu o primeiro do Centro-Oeste, um espaço onde vão conviver o setor produtivo e o setor acadêmico. As ações junto aos APLs vão ajudar a acabar com o estigma de que a academia não pode se aproximar do setor produtivo. Esse estigma atrapalha muito, mas estamos conseguindo acabar com ele ao lançar os parques tecnológicos onde, no mesmo espaço físico, vão conviver a academia, o setor de pesquisa e o setor produtivo. Outro estigma é o de que o pequeno e o médio produtor não podem ter acesso às inovações tecnológicas. Temos acabado com isso também por meio da Fapeg [Fundação de Amparo à Pesquisa em Goiás], que está sendo muito bem conduzida pela professora  Maria Zaira Turchi, e pelos APLs. Estamos com ações em todo o Estado, no sentido de aumentar a base tecnológica no setor lácteo, e no setor moveleiro. Estamos agora também com um trabalho com as cerâmicas do Norte goiano. No setor de TI [tecnologia da informação], vamos lançar em 60 dias o maior programa nacional de fomento, pegando a região metropolitana de Goiânia e Anápolis. É um conjunto de ações que buscam colocar Goiás na pauta da renovação tecnológica. Devo reconhecer que estamos apenas engatinhando, mas um passo já foi dado não só nas sinalizações, mas nas ações que foram implantadas, apesar de os resultados demorarem um pouco a acontecer. A questão da renovação tecnológica tem de ser tratada junto com a questão da qualificação profissional — não se tem renovação tecnológica sem mão de obra capaz com essa nova base tecnológica. Daí a conjugação de capacitação profissional e renovação  tecnológica.
Cezar Santos — Para que o setor avance tem de haver recursos. O que o governo estadual destina para a ciência e tecnologia é suficiente?
Temos uma vinculação orçamentária que não é suficiente. Por isso o governo tem feito suplementações e também temos recorrido a verbas do governo federal.

Cezar Santos — Pelo que consta, Estados mais ou menos do porte de Goiás, como Pernambuco, por exemplo, têm dotações maiores.
Não se pode considerar somente a vinculação da Sectec, é preciso somar também a dotação da Fapeg e da UEG que vão para pesquisas, extensões etc. Além disso, outros setores do governo têm trabalhado na questão da pesquisa, como a Emater [Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária]. Se somar tudo, dá um número não desprezível. E cabe a nós buscarmos recursos no governo federal, o que temos conseguido bem satisfatoriamente.

Elder Dias — Não seria interessante, até simbolicamente, como mostra de vontade política do governo com o setor, um aumento nessa dotação da Sectec?
Seria interessante, claro, mas mostro um dado que revela que as verbas necessárias estão vindo. A secretaria, até 2010, se não me engano, tinha ações em 20 municípios. Hoje são 110 municípios no Estado. Essas ações precisam de recursos que têm sido suficientes para fazer um bom trabalho.

Elder Dias — Temos em Goiás 110 municípios com ações da Sectec. Mas ao mesmo tempo, 100% deles têm asfalto, de alguma forma. Não seria um indicativo das prioridades do Estado, de que se valoriza mais o “concreto” (pavimentação) do que o “abstrato” (pesquisa)?
A pauta rodoviária é antiquíssima, diferentemente do que ocorre com ciência e tecnologia. E essas 110 cidades correspondem seguramente a 90% da população de Goiás. E mesmo nas cidades que não contam com ações da Sectec, elas são próximas a polos da secretaria que podem servir aos municípios circunvizinhos. O fato de não estarmos nos 246 municípios não significa que não alcancemos os cidadãos.
Frederico Vitor — A Sectec tem uma meta de qualificar meio milhão de goianos. A meta vai ser alcançada? Afinal, já estamos no terceiro ano de governo?
Acho que ultrapassaremos essa meta. Além de termos o Bolsa Futuro, fizemos um convênio com o governo federal para o Pronatec [Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego]. Com esse programa, só em 2013, vamos qualificar 14 mil goianos. E vamos dobrar isso em 2014. Se somar o Bolsa Futuro — com o qual, por si só, chegaremos a essa meta, não tenho dúvida —, com outros programas em que somos conveniados com o governo federal, a gente bate com facilidade a meta de meio milhão de goianos beneficiados.

Elder Dias — Confere que até agora só foram qualificados 30 mil, ou seja, menos de 10%?
Não sei de onde surgiu esse número, que é totalmente equivocado. Fico tranquilo, porque todo certificado (de conclusão dos cursos) é reconhecido pelo Minis­tério da Educação (MEC), tem validade. Em 2014, qualquer pessoa poderá entrar no Sismec [Sis­tema Integrado de Monito­ra­men­to Execução e Controle] e verificar. Já atingimos, se é que não ultrapassamos, 200 mil goianos qualificados.

Cezar Santos — E a questão de evasão dos cursos?
Nosso nível de evasão é muito baixo, se comparado a programas de outros Estados. Nossa evasão é de apenas 12%, um nível muito pequeno, ainda se se considerar que o Bolsa Futuro, nessa modalidade, com ensino gratuito e repasse mensal, os cursos são semipresenciais . Dou um exemplo: a Sectec tem um convênio com o governo federal chamado  Rede e-Tec Brasil, cursos também semipresenciais, que têm em todo o País. Neles, os índices de evasão chegam à casa dos 40%. Já o do Bolsa é de 12%, baixíssimo.

Cezar Santos — Por quê?
É um cuidado muito grande o que temos com o aluno. Enten­demos que eles são provenientes de famílias de baixa renda, há uma heterogeneidade educacional muito alta e muitos nunca ligaram um computador na vida. Por isso, temos essa prudência ao lidar com esse aluno. Procuramos fazer um nivelamento com todos os alunos ao ingressarem — em disciplinas como matemática, redação, informática básica etc. —, ou seja, nós preparamos os alunos para que eles consigam acompanhar as aulas do Bolsa Futuro. Em segundo lugar, o aluno monta seu horário. Isso é importante. Ele estuda no horário que lhe é mais conveniente, o que facilita para ele. Em terceiro lugar, devo reconhecer, o repasse mensal de 75 reais é condicionado à presença dele, o que também segura o aluno. O programa é um sucesso em todos os aspectos, no número de alunos matriculados e na baixa evasão. Tenho certeza de que em 2014 teremos cadastrados no MEC mais de meio milhão de diplomas do Bolsa Futuro.
Foto: Divulgação


Cezar Santos — E a busca pelos cursos? Num um curso de Corte e Costura, as vagas não foram preenchidas, mesmo com o governo passando o valor de 160 reais para os participantes, para despesas com transportes. Tem esse problema no Bolsa Futuro ou outros programas tocados pela Sectec?
Não temos esse problema no Bolsa Futuro. O Pronatec, especificamente, está tendo dificuldades em preencher suas vagas. Recentemente eu estive no MEC [Ministério da Educação] acompanhado do secretário Thiago Peixoto [da Educação] para buscar recursos em conjunto e ouvi reclamações de que estaria havendo certa dificuldade em preencher as vagas do Pronatec. Eu fui franco e disse que essa dificuldade advém de já existir o Bolsa Futuro, que tem uma capilaridade e uma facilidade para o aluno muito maiores do que as do Pronatec. Talvez seja essa a razão. Mas a Sectec é a segunda maior ofertante do programa em Goiás e não estamos tendo dificuldade em preencher nossas vagas. O que é preciso analisar nessa questão é a relevância do curso para a região em que está sendo instalado. Os cursos precisam ter pertinência em relação ao local em que são implantados. Vou dar o exemplo dos CEPs [Centros de Educação Profissional], espalhados em diversas cidades de Goiás. Havia CEPs no Estado pelos quais passam 200 alunos por ano e conseguimos, na maioria, quintuplicar esse número. Em Goianésia, por exemplo, há cerca de 600 alunos no curso de Destilador de Álcool. Por quê? Porque é um curso relevante para Goianésia e região, onde há inúmeras usinas instaladas. Temos um olho focado no aluno e o outro, na pertinência do curso para a região em que ele é ofertado. Talvez seja esse um dos motivos mais claros do sucesso do Bolsa Futuro. Estamos andando em Goiás de ponta a ponta agora e, em muitas cidades onde estamos entregando certificados já houve preenchimento de todas as vagas ainda na pré-matrícula.
Elder Dias — Podemos então dizer que o Bolsa Futuro tem futuro? É um programa que merece e deve ser continuado além da gestão de Marconi Perillo?
Vou lhe repassar um dado que me deixou perplexo e mostra a relevância do programa: dados de 2009 e 2010, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a que tive acesso, mostravam que Goiás era a 9ª economia do País, mas o porcentual de goianos com alguma qualificação profissional era tão baixo que nos deixava apenas com a 17ª colocação no ranking nacional nesse item. Isso com Goiás crescendo acima da média nacional. Ou seja, a soma não fechava. O que o governador Marconi fez, então? Lançou o Bolsa Futuro, para qualificar, em um espaço muito curto de tempo, meio milhão de goianos em todas as áreas da economia. Essa é a meta básica: formar em três anos um contingente muito grande goianos. Alcançando isso, creio que o próximo governo vai dar uma remodelada no que hoje é o Bolsa Futuro. Como vai ser isso eu não tenho como dizer.
Foto: UEG
Frederico Vitor — O sr. considera que hoje a associação da UEG à Sectec atrapalha a universidade?
O que ocorreu foi que, em 2011, houve uma percepção de que era a Sectec quem geria a UEG, por conta da quase ausência do então reitor [Luiz Arantes], que tinha uma vida muito pouco intensa para a universidade. A secretaria teve, quase que obrigatoriamente, de assumir a dianteira na discussão dos problemas da UEG. Com a eleição do professor Haroldo Reimer, as coisas já estão se encaixando como devem ser. Tanto é que o governador mandou recentemente à Assembleia Legislativa um projeto dando total autonomia à UEG. Temos de observar que o ano de 2011 foi atípico, por isso talvez a população tenha tido essa impressão de ingerência da Sectec na UEG. Mas não houve isso: o que de fato ocorreu é que, pela ausência do reitor, às vezes tivemos de conduzir alguns processos, que hoje são levados a cabo pelo atual reitor.
Elder Dias — Esse passado da UEG, com uma ligação um tanto forçada pelas circunstâncias à Sectec, não influencia mais nos destinos da universidade nem a atrapalha?
Não nego que em 2011 dispendemos muita energia da Sectec com a UEG. Criamos uma comissão — comandada pela secretaria, mas com a participação da universidade, da Fapeg [Fundação de Apoio à Pesquisa no Estado de Goiás], do Conselho Estadual de Educação e da Casa Civil — que fez o estudo mais exaustivo sobre a UEG. Disso saiu um relatório, que está sendo debatido pelo Conselho Uni­ver­sitário. Não houve atropelo, mas tomou-se muito tempo da secretaria, que hoje estão trabalhando em outras áreas. Esse gasto de energia em 2011 foi muito intenso, mas também foi válido. Esse relatório, por exemplo, servirá como base para que a universidade dirija seus destinos de agora em diante.
Cezar Santos — E como está a relação da Sectec com outras universidades? Há uma articulação boa?
Muito boa. Com a UFG [Universidade Federal de Goiás], por exemplo, temos uma relação muito estreita, principalmente por meio da Funape [Fundação de Apoio à Pesquisa]. Temos ações conjuntas diversas.
Elder Dias — Existe uma avaliação interna sobre o aprendizado e a aplicação dos currículos nos cursos tecnológicos? Outra questão: há um "feedback" do que o profissional formado está produzindo “lá fora”, no mercado de trabalho?
Primeiramente, na questão da escolha dos cursos, temos um corpo técnico de altíssimo nível na secretaria. Há mestres, doutores e PhDs trabalhando na Sectec. São pessoas com formação acadêmica tanto na área educacional quanto na tecnológica. Dessa forma, os cursos são escolhidos a dedo para atender à demanda do setor produtivo. Uma grande preocupação nossa era quanto à capacidade de aprendizagem, já que há uma considerável heterogeneidade educacional. São alunos, repito, que vêm de famílias de baixa renda, com acesso à educação muito insipiente, mas ao mesmo tempo há pessoas que fazem faculdade. É realmente muito heterogêneo, mas admito que predomine um nível de conhecimento e educacional muito baixos, realmente. São pessoas que têm famílias beneficiárias de programas sociais, que têm renda per capita de até meio salário mínimo por mês. Tínhamos, então, muito receio da capacidade de acompanhamento dos alunos, daí fizemos esse nivelamento. Temos de pensar no aluno de menor conhecimento, portanto todos têm de passar pelos cursos mais básicos. A partir daí, cada um escolhe seu curso específico. Um dado muito importante: dos alunos que não evadiram do Bolsa Futuro, cerca de 80% tiraram a nota mínima exigida para ter a certificação. É um índice expressivo, que mostra que o formato do curso é interessante. Temos instrutores presenciais e também instrutores à distância, que respondem dúvidas dos alunos a qualquer momento. Os números demonstram que tudo está caminhando no rumo certo. O que estamos fazendo agora é acompanhar os alunos durante o curso e obtido relatos muito interessantes. Há alunos que conseguem, ainda com o Bolsa Futuro, empregos novos ou promoções dentro da empresa em que já trabalham, só por estar fazendo o curso. Vamos agora, que a primeira turma concluiu seu trabalho, mapear o pós-curso, para ver de que forma o curso aumentou a empregabilidade e o nível salarial de quem o fez. Por fim a secretaria também lançou agora uma espécie de portal do emprego: todo aluno que concluir o Bolsa Futuro vai ter seu nome nesse portal, com idade, a cidade em que mora, os detalhes sobre o curso que fez. Isso vai com certeza aumentar sua empregabilidade.
“Marconi tem visão que transcende os limites de Goiás”
Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção
Cezar Santos — Ao falar em tecnologia não dá para não pensar em inclusão digital, que é fundamental. Há um programa da Sectec chamado Banda Larga Popular. Como é isso?
Só aproveitando sua informação, só o fato de 200 mil goianos de baixa renda concluírem o curso de informática básica — um dos cursos do Bolsa Futuro —, já valeu a pena o programa. São 200 mil pessoas que não tinham a oportunidade de ligar o computador. Sobre o Banda Larga Popular, Goiás foi o segundo Estado a tirar esse projeto do papel. Só São Paulo saiu na frente de nós. O governo estadual deu isenção fiscal para as operadoras que aderirem ao programa. Logicamente, há alguns requisitos para que essas empresas tenham esse benefício: a tarifa tem de estar abaixo de 30 reais, todo o equipamento (modem, cabeamento etc.) precisa ser gratuito e a velocidade da internet precisa ser de pelo menos 1 mega. Todos os municípios goianos têm hoje o Banda Larga Popular, mas as operadoras às vezes não têm como atender com rapidez à demanda dos usuários, é preciso reconhecer. Mas foi importante que esse programa precedesse o Bolsa Futuro, pelo fato de propiciar que o cidadão de menos recursos tivesse acesso à internet, para poder assistir às aulas à distância do Bolsa Futuro.
Cezar Santos — O sr. pode explicar um pouco melhor sobre quem pode ter acesso ao programa Banda Larga Popular?
É um serviço como outro qualquer: basta solicitar à operadora pelo serviço 0800. Qualquer cidadão pode solicitar, independentemente de faixa de renda.
Cezar Santos — Independentemente da classe social?
Independentemente disso. O que diferencia a banda larga popular das outras formas de acesso à internet é isto: a mensalidade tem de ser abaixo de 30 reais, vem com modem gratuito e a velocidade mínima de 1 mega. Há pacotes de velocidades mais elevadas, mas acreditamos que essa velocidade (de 1 mega) seja o suficiente para a camada mais popular. Nós temos uma operadora que está em todo o Estado de Goiás e temos outras operadoras regionais que também aderiram ao Banda Larga Popular. Temos uma em Anápolis, outra em Catalão, duas no Entorno do Distrito Federal e outra em Caldas Novas. Aos poucos, mais operadoras vão aderindo. Isso é muito bom, pois isso resulta numa melhor concorrência.
Elder Dias — Sobre os cursos, qual área tem sido mais procurada pelos trabalhadores. Existe alguma estatística?
É um pouco regional. Está mais ligada ao setor de serviços como técnicos em vendas e secretariado.
Elder Dias — E os cursos mais tecnológicos, em que se trabalha com material mais voltado a maquinário, usinas e agronegócio? Para quais as regiões a demanda é maior?
Há vários cursos. Temos alguns ligados à construção civil, manejos agrícolas e um curso interessante, que é para o manejo de gado leiteiro. Temos várias regiões de Goiás cujo gado leiteiro está presente. Os cursos são disponibilizados em várias cidades, nós não estamos disponibilizando cursos de forma que há um leque voltado para uma região e outro leque para outra. Os cursos são os mesmos para todas as cidades. Mas nós orientamos os alunos a optarem por cursos que são mais importantes na região no qual ele mora. Se pegar a radiografia do projeto, você notará que há uma correlação muito grande entre o curso mais procurado pela atividade econômica mais predominante na região.
Elder Dias — Há oferta de vagas em excesso em alguns lugares e, em outros, uma demanda que a Sectec não consegue atender?
Tem de ficar claro que o Bolsa Futuro envolve duas ações. Uma ação conjuga o repasse de 75 reais ao aluno de baixa renda. E temos outra ação que envolve 300 mil vagas, em que qualquer goiano está apto a preencher uma vaga. São mais de 80 cursos em todas as áreas. Qualquer goiano pode se candidatar desde que respeite alguns pré-requisitos, como idade, nível escolar e assim por diante. São cerca de 80 cursos espalhados por diversas unidades que temos em todo o Estado. Então, eu acho que hoje a nossa capilaridade é boa e o número de vagas é muito grande. Por isso, ouso dizer que não existe município goiano que não tenha o número de vagas necessárias para atender a demanda.
Elder Dias — Mas vagas ociosas acabam existindo em alguns lugares, não?
Na Sectec posso garantir que não, porque a gente tem um certo cuidado. Teve cidades em que a gente destinou “x” vagas que não foram ocupadas e remanejamos para outra cidade onde o número de inscrições superou e muito o número de vagas.
Cezar Santos — E sobre a criação de um polo tecnológico em Goiânia? A quantas anda esse projeto?
Lançamos o Programa Goiano de Parques Tecnológicos (PGTec), que é um programa de fomento aos parques tecnológicos, tanto públicos quanto privados. Anápolis foi preferenciado para um parque privado. Todo investimento imobiliário é do setor privado. Esse parque, para que possa vir a usufruir dos benefícios públicos, tanto estaduais quanto municipais, tem de estar credenciado no PGTec. Qualquer pessoa pode montar um parque tecnológico. Mas para ele usufruir os benefícios públicos tem de estar credenciado no PGTec. E para ele ser credenciado tem de estar de acordo com uma série de exigências. Tem de doar a área para uma universidade ou para instituições de pesquisas. Cumprido isso, ele estará credenciado no PGTec e poderá usufruir dos benefícios públicos de ordem fiscal. Brasília, há 14 anos, tenta viabilizar o parque tecnológico, mas não consegue tirá-lo do papel. Por que o parque de Anápolis será o primeiro do Centro-Oeste brasileiro? Pela sua modelagem. Todo investimento imobiliário vem do setor privado. Se ganha, é porque o setor privado segue à risca os cronogramas e calendários, que é uma grande vantagem, se diferenciando do setor público nessa questão. Em segundo lugar, porque a área ser privada dá velocidade à execução das obras e, em terceiro, permite-se que as áreas sejam dadas como garantia para levantar recursos financeiros para investimentos. O fato de a área ser privada desobriga o Estado a realizar um investimento gigantesco. O parque de Anápolis será muito parecido com o de São Carlos, em São Paulo. Será um sucesso. Temos também um projeto em Jataí, em parceria com a UFG. Itumbiara poderá ter também um parque privado, da Ulbra [Universidade Luterana Brasileira]. Aparecida de Goiânia também está trabalhando nesse sentido e o da UFG em Goiânia. Goiás terá de cinco a seis parques tecnológicos em um curto espaço de tempo.
Elder Dias — Percebe-se a olhos vistos uma mudança total no ânimo da equipe de Marconi Perillo. A roda começou a girar mais rápido no governo?
Tenho acompanhado o governador e percebo que o apoio é grande. E isso é reflexo das ações do governo. Goiás virou um canteiro de obras, tanto físicas quanto sociais. Por exemplo, o Bolsa Futuro e o Bolsa Universitária. Isso credencia o governador a ser um candidato altamente competitivo. E a imagem que foi arranhada no ano passado já foi recuperada.
Elder Dias — Embora o governador tenha deixado claro que quem está atuando é o gestor e não o político, pode-se dizer que todos estão de olho em 2014?
O fato é que 2014 está perto. A pauta do governador é estritamente administrativa, mas a robustez com que a gestão está sendo realizada, somada ao alto nível de confiança e à agilidade do governador, permite que falemos sobre política. Temos trabalhado muito e o entusiasmo cresce, pois, se a administração vai bem, a população vê o potencial político do governante. Nove entre dez goianos reconhecem que Marconi é a pessoa mais apta a dar continuidade ao processo administrativo do Estado. O governador não está falando sobre esse assunto, mas não podemos separar a gestão da sequência política.
Cezar Santos — O sr. acha que Marconi Perillo será candidato à reeleição?
Desejo muito. O governo Marconi precisa de outro mandato para consolidar Goiás como um Estado moderno e que se pontue entre os mais desenvolvidos do País, com infraestrutura e educação em níveis altos. O governador é um dos poucos a entender que o conceito de desenvolvimento supera o crescimento econômico. Ou seja, ele transcende o nível de renda e as obras físicas. Dessa forma, pode-se explicar o apoio dado à educação e às atividades culturais. Marconi foi quem incluiu Goiás no debate nacional e internacional. Poucos candidatos têm essa noção, mesmo aqueles que possuem empresas fora do País.
Euler de França Belém — Marconi Perillo bem provavelmente vai disputar o quarto mandato. Mas, do ponto de vista econômico, qual a explicação para essa nova candidatura? O crescimento econômico de Goiás é satisfatório, em nível nacional?
O governador Marconi é o único que tem visão que transcende os limites territoriais goianos, que olha para fora do Estado. O grande desafio do governador agora é inserir de vez o Estado nas linhas de comércio internacionais. E nenhum outro candidato tem essa percepção, do quão importante isso é para Goiás. O nosso Estado é a 9ª economia do Brasil e o próximo passo é a inserção nas rotas de comércio internacionais. Isso é um ponto que a gente começa a perceber, o próprio saldo de exportações já mostra que Goiás está começando a entrar nesse papel. Se o Estado quer realmente ser industrializado e moderno, com uma alta base tecnológica, ele tem de estar inserido no comércio internacional. Eu não vejo outro candidato com a capacidade de conduzir um processo dessa amplitude, a não ser Marconi.
Elder Dias — Marconi é o candidato preferido da base governista para o governo do Estado. Mesmo não sendo candidato, o sr. percebe alguém que tenha potencial para assumir uma candidatura, dentro da base governista, e levar à vitória, além do atual governador?
Na vida a gente prioriza as coisas que são mais factíveis. Como eu acho muito improvável que o Marconi não saia candidato, eu até me indisponho a pensar em outros nomes. Não vale a pena a gente ficar elucubrando sobre coisas cuja probabilidade é mínima, infinitesimal. Então, eu me recuso a pensar que haja outro candidato possível.
Cezar Santos — A pauta administrativa coloca alguns secretários em maior visibilidade. A pasta ocupada pelo sr. goza desse privilégio. Baseado nisso, o sr. pretende ser candidato?
De forma alguma. Concordo que poucos programas dão tanta visibilidade como o Bolsa Futuro. Estamos presentes em 77 cidades ativamente, fora os municípios circunvizinhos. Somados esses, os números sobem para mais de 200. Com o programa Água Para Todos, um convênio com o governo federal, será da mesma forma. Até o próximo ano, vamos focar no fornecimento de água potável para 15 mil famílias em 50 municípios goianos.
Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Titular da Secretaria de Ciência e Tecnologia, economista Mauro Faiad, em entrevista ao Jornal Opção: “As pessoas perceberam que a tecnologia serve para humanizar e facilitar a vida delas”
Elder Dias — Por que será a Sectec a aplicar esse projeto e não a Saneago, por exemplo?
É preciso tirar o estigma de que as tecnologias são coisas inacessíveis. Elas reinventam a vida a cada dia. Dessa forma, o fornecimento de água para essas famílias de baixa renda será viabilizado por meio da Sectec, que vai escolher a tecnologia mais adequada para levar água a todos. Nos locais de difícil perfuração iremos colocar cisternas de captação de águas da chuva. É uma tecnologia antiga, mas que atende às famílias. Se a estiagem for grande, o fornecimento poderá ser feito por caminhões pipa. Também podemos trabalhar com poços artesianos. Então, a Sectec é mais capacitada para entender melhor qual a melhor forma de atender a determinada situação. E vamos trabalhando. No início do Bolsa Futuro, por exemplo, o programa causou certa confusão, pois se achava que haveria perda do Renda Cidadã ou do Bolsa Família, mas costumo dizer que o programa não é uma porta de saída e, sim, de entrada para um bom emprego.
Frederico Vitor — O sr. poderia detalhar mais sobre como funciona o projeto Água para Todos?
É um programa em convênio com o Ministério da Integração Nacional que vai levar água potável para quase 15 mil famílias de baixa renda espalhadas pelas áreas rurais. Grande parte disso será via poço artesiano; onde não der para perfurar assim, vão ser construídas cisternas. Fizemos uma comissão, de que fazem parte a UFG [Universidade Federal de Goiás], UEG [Univer­sidade Estadual de Goiás], Semarh [Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos], Secult [Secre­taria de Estado da Cultura] para avaliar as cidades com maior incidência de estiagem, onde contribui também a Simego [Sistema de Meteorologia de Goiás].
Elder Dias — A que o sr. credita o fato de acharem que se candidataria ao cargo de deputado federal nas eleições de 2014?
À visibilidade que a secretaria nos dá. Antes, nós tínhamos ações em 20 cidades, agora já são mais de 100. Essa visibilidade toda causa a sensação de que o secretário vai se candidatar, cria-se aquela expectativa. Mas, observando esse cenário, eu rapidamente me reuni com todos os funcionários e gerentes da Sectec e lhes comuniquei que não seria candidato a nenhum cargo, porque eu percebi que, quando afloraram muito esses boatos [de que sairia candidato], as pessoas começaram a colocar o “pé no freio” na secretaria. Tive essa percepção, porque fica aquela história de que o secretário vai sair logo da administração, não se sabe quem vai assumir, como será o andamento dos trabalhos. Então ressaltei que não sairia candidato, que os projetos teriam continuidade. E repito agora: Não sou candidato de forma alguma. (enfático)
Cezar Santos — De volta às tecnologias, o que mais é importante de ser exposto?
Nós temos dentro da secretaria um programa de tecnologias sociais, que inclui esse projeto Água Para Todos. Eu acho muito importante dar um caráter humanístico para a secretaria. Esse termo, tecnologia, assustava muito as pessoas. Com essas tecnologias sociais, que atingem milhares de goianos, a secretaria passou a ser mais bem aceita por to­dos, passou a ter mais simpatia da po­pulação. O lado humanístico fi­cou muito patente dentro da secretaria, com a distribuição dessas bolsas. As pessoas perceberam que a tecnologia serve para humanizar e facilitar a vida delas. Até então, essa secretaria era vista como algo inacessível.
Euler de França Belém — Em Goiânia nunca houve grande incentivo às pesquisas científicas. Sempre existiu a ideia desse repasse de verba para pesquisas, mas nem sempre o dinheiro saía. Parece que neste governo a verba para os financiamentos de pesquisas está saindo mais. Mas em que realmente essas pesquisas estão contribuindo para o Estado?
A Fapeg, principalmente com a chegada da professora Maria Zaira Turchi [presidente da fundação], teve sua atuação totalmente modificada. O que ocorria antes era a diminuição de recursos, enquanto a instituição conduzia mais de 400 projetos, o que fazia com que as pesquisas não chegassem a lugar algum. O que vem sendo feito de dois anos para cá é que a FAPEG está adquirindo foco, ou seja, concentrando seus recursos em pesquisas que são estratégicas para Goiás. Esse foi o primeiro ganho. Outra coisa importante foi o fim do estigma de que o pequeno empresário não pode ter acesso às novas tecnologias. Essas medidas, tomadas agora na gestão de Zaira, beneficiaram em muito o trabalho da Fapeg. E os resultados estão aí, todos os editais da instituição são bem sucedidos. Como exemplo, temos o Pappe Integração [Programa de Fomento à Pesquisa e Inovação Tecnológica, projeto que visa estimular a capacidade de inovação das microempresas do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste]. Re­centemente estive com o pró-reitor de Pesquisa da USP [Univer­si­da­de de São Paulo], professor Marco Antonio Zago, que nos disse que São Paulo conseguiu investir apenas 65% da verba destinada ao projeto. Aqui em Goiás a Fapeg investiu 100% do dinheiro do Pappe, porque assumiu um foco e orientou as pesquisas. Deve ser levado em conta tam­bém que as pesquisas obtêm re­sultados em longo prazo. Não temos resposta imediata, mas, pensando em um crescimento sustentável, o papel da Fapeg é crucial. A instituição tem garantido que seja feito todo o repasse possível das verbas para as pesquisas e pesquisadores.
Euler de França Belém — Uma crítica que existe ao sr. — e que inclusive saiu nos jornais — é a de que tem viajado demais e que não tem trazido muita contribuição para o governo. Quantas viagens o sr. realmente fez ao exterior desde o início do governo?
Duas. Uma foi acompanhando a Orquestra Sinfônica Jovem para a Catalunha, na Espanha, evento que foi um sucesso. Fomos muito bem recebidos pelo governador da Catalunha. Por agora eu fiquei cinco dias na Itália, para tentar trazer para Goiás o Instituto Meccano, que é um dos maiores em pesquisa e certificação de produtos e que poderia certificar nossa produção goiana, credenciando-a ao mercado internacional. Foram apenas essas as viagens, nada a mais. Por isso, fico surpreso com notícias como essa.
Frederico Vitor — Recentemente a secretaria lançou as APLs [Arranjos Produtivos Locais]. No que se consiste esse projeto?
A Sectec atua como coordenadora desse projeto. Hoje, nós temos 40 APLs em Goiás. Uma APL busca dar ganho de escala para pequenos produtores, implantando um canal único de distribuição e de compra, ou um canal de formação profissional, para auxiliar os pequenos produtores, porque é mais difícil cada um trabalhar de forma isolada. Se você cria um canal único de distribuição e compra de produtos, privilegia esses produtores. Algumas áreas recebem um apoio maior, como por exemplo o setor de confecções, onde estamos trabalhando pesado, qualificando a mão de obra, montando laboratórios de produção nas principais cidades, como Jaraguá, Catalão, Pontalina, Trindade, Inhumas e algumas mais. Outro setor que vamos investir bastante é o de cerâmicas vermelhas, no Norte goiano. A situação em que se encontra os pequenos ceramistas é de dar dó. Poderiam estar fornecendo telha para o programa Minha Casa Minha Vida, mas eles não conseguem vender nada por falta de certificados. Então, além de qualificar a mão de obra, a APL vai certificar o produto, para que ele possa ter acesso ao mercado nacional. Outro aspecto importante que as APLs vão auxiliar é a produção de cachaças no Estado. Goiás possui cerca de 2 mil alambiques, dos quais apenas 15 são registrados no Ministério da Agricultura. A Sectec vai apoiar esse setor, porque grande parte da nossa cachaça é vendida para os produtores mineiros. Então, eles revendem nacionalmente e o mesmo produto volta a Goiás custando cinco vezes mais. Nós vamos promover cursos para os alambiques, buscando melhorar a qualidade dos produtos e criar um laboratório em Anápolis, para que a cachaça goiana possa ser certificada e chegar ao mercado nacional e até internacional. Também por isso a visita ao Instituto Meccano, na Itália, foi importante.
Foto: Hudson William
Elder Dias — E como ficaram as negociações para trazer o Instituto Meccano para o Estado?
Ano passado eles visitaram Goiás e agora está previsto que eles voltem em outubro ou novembro para realizar uma reunião entre a Sectec, Fieg [Federação das Indús­trias do Estado de Goiás], CNI [Centro de Formação Profissional] e Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial]. A ideia inicial é montar uma unidade em Goiânia, com escritórios em Catalão e Anápolis. As conversas estão adiantadas, por isso acredito que nessa próxima visita deles para cá já seja batido o martelo quanto à vinda do Meccano para Goiás.
Euler de França Belém — Goiás desistiu da energia eólica?
Não. Acredito que nós consigamos planejar o mapa eólico do Estado até o ano que vem, para então dar continuidade às pesquisas e projetos que trabalham com o desenvolvimento da energia eólica.
Euler de França Belém — O sr. é um economista importante em Goiás. Qual o melhor livro de economia do Brasil?
Em minha opinião é o livro de Celso Furtado “Formação Econô­mica do Brasil”. Devo ter lido mais de dez vezes esse livro e, a cada releitura, passa-se a ter visões diferentes. Eu o considero um livro pragmático. Celso Furtado foi um economista que soube enxergar ações que superavam as questões ideológicas — se é estruturalista ou neoclássico, ou seja, noções razoáveis para determinada época. Essa é a grande virtude de Furtado: ele não se preocupou com o estruturalismo ou neoclassicismo, é um economista pragmático.
Euler de França Belém — Hoje no Brasil tem algum economista de destaque?
Hoje não há um nome central no país. Teve uma época em que o Brasil virou um grande laboratório de experimentos econômicos, a maioria dos quais deu errado. Por isso, os economistas passaram a ser olhados com certo cisma pela população. Só algum tempo depois foi que o Plano Real conseguiu reaver a credibilidade da classe.
Euler de França Belém — E por que o Plano Real deu certo?
Porque teve sucesso no combate à inflação. Acredito que tenha sido esse o grande motivo para o êxito do real. Na época do Plano Cru­za­do o País tinha salário, câmbio e va­lor da moeda indexados. Além dis­so, existia uma inércia inflacionária, ou seja, a inflação do mês passado garantia a inflação do próximo mês. Nessa situação, o governo identificou corretamente o problema da inflação e rompeu com essa inércia e com a indexação dos três aspectos já citados. Só que o “pós-operatório” foi horrível. O congelamento dos preços desequilibra os preços defasados e os ajustados. O grande erro do Plano Cruzado foi engessar a economia. Já o Plano Real foi o inverso: ao invés de desindexar a economia ele indexou totalmente. E justamente por captar todas as oscilações, passou a conter o componente inflacionário e, ao lado disso, veio a austeridade fiscal. O real foi adiante, pensou no “ato cirúrgico” e o “pós-operatório”, mantendo a unidade das medidas.

Fonte: Jornal Opção