28 de agosto de 2013

Goiás terá R$ 30 bi até 2016


Goiás deverá receber cerca de R$ 30,2 bilhões em investimentos até 2016. É o que mostra novo levantamento realizado pela Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) por meio do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB). O estudo foi apresentado ontem pelo secretário de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci, durante entrevista coletiva. Serão 953 projetos de implantação e expansão de empreendimentos.

Do total de investimentos previstos, R$ 8,08 bilhões (26,7%) serão aplicados em 22 projetos de mineração e beneficiamento; R$ 6,34 bilhões (21%) serão direcionados para 17 projetos do segmento sucroenergético; R$ 6,17 bilhões (20,4%) para 37 projetos da atividade de transporte e logística, e R$ 2,63 bilhões (8,7%) vão para 32 projetos da indústria metal-mecânica. Estas quatro atividades somadas totalizam 76,8% das intenções de investimento. Há centenas de outros projetos listados no levantamento para setores de indústria, comércio e serviços.

Segundo Giuseppe Vecci, o levantamento mostra que o Estado de Goiás segue o ritmo de crescimento observado nos últimos anos. O Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás cresceu 3,8% em 2012, movimentando cerca de R$ 112 bilhões na economia, ante R$ 104,7 bilhões apurados no ano anterior. “Esse percentual foi quase quatro vezes maior do que o PIB brasileiro, que ficou em 0,9% segundo o IBGE. Então, nós continuamos crescendo e não tenho dúvidas de que isso é reflexo das políticas de fomento que implantamos no governo de Goiás. Para ilustrar esse desempenho, basta lembrarmos que, nos últimos dez anos, apenas em três vezes (2004, 2006 e 2007) a economia goiana não cresceu mais do que a nacional”, comentou Vecci.

A Pesquisa de Intenção de Investimentos no Estado de Goiás é um levantamento periódico realizado pela Segplan. Foi iniciada em 2004, quando o levantamento mostrou a intenção de uma injeção de R$ 7 bilhões na economia do Estado, com o setor de alimentos e bebidas liderando o montante dos recursos programados (33%). “Precisamos ver estes números sob a perspectiva do que isso tem de efeito multiplicador na economia goiana. Essa pesquisa é um termômetro para todos nós, para o Estado, para as prefeituras e para a própria iniciativa privada”, comentou Giuseppe Vecci.

Incentivos

O secretário foi questionado sobre os efeitos do possível fim do ICMS diferenciado como vantagem comparativa de Goiás na atração de investimentos. Há uma discussão nacional em torno da proposta do governo federal de unificar as alíquotas do imposto estadual em todo o País. “Aí é um jogo de perde-perde para nós. Certamente, se cair essa questão do ICMS, esses números podem ser revistos. Para não ter incentivos, é preciso ter boa infraestrutura, e esse é nosso grande desafio”, respondeu Vecci, acrescentando que, caso haja a reformulação do ICMS, o governo de Goiás apresentará como alternativa a criação de um fundo próprio para continuar atraindo investidores.

Fonte: Diário de Aparecida