2 de julho de 2013

Tecnologia à frente do Primeiro Mundo em Anápolis


Pesquisas em sites de capitais brasileiras e grandes metrópolis do exterior comprovam que o sistema de troca linha informatizado das viagens do transporte coletivo de Anápolis não tem similar, apesar de ter sido implantado há mais de 20 anos. Tecnologia de ponta e logística à frente do Primeiro Mundo. Não há outro registro de gerenciamento inteiramente por computador. Sistema garante a realização de todas as viagens programadas, nos horários pré-determinados. O ônibus urbano, em Anápolis, sai na hora certa, mesmo sem passageiro, mas nos horário de pico fica preso na vala comum do trânsito congestionado, um problema que será resolvido, em parte, com a criação de seis corredores do transporte coletivo pela CMTT.

NÃO HÁ NADA IGUAL

Na maior cidade do País, a troca de linha ainda é manual. O presidente da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, Otávio Cunha Filho, confirma em entrevista à revista Transporte Atual, de São Paulo, que o sistema automatizado de Anápolis é único no Planeta. Para Érico Morais, presidente da Empresa 1, de Belo Horizonte, que fornece soluções em transporte para vários estados e para o exterior, Anápolis automatiza a troca de linha dos veículos que entram no terminal de embarque, garantindo aproveitamento máximo da frota. Na capital mineira, o controle das viagens não é informatizado. Em 2009, comitiva da TCB, Transporte Coletivo de Brasília, visitou Anápolis para conhecer o sistema informatizado implantado pela TCA, com o objetivo de modernizar o gerenciamento das viagens no Distrito Federal através da racionalização da frota.

DESAFIO DAS METRÓPOLIS

A criação de sistemas interligados e inteiramente gerenciados por computador é o desafio das grandes cidades. Em Toronto, no Canadá, considerada a cidade de melhor qualidade de vida do mundo, o controle das viagens do transporte coletivo é feito por computador, mas com auxílio de um operador que aciona a nova linha em display. Um sistema integrado que movimenta mais do que 2,3 milhões de passageiros por dia, 1,2 milhão através de ônibus, 246 mil através de bondes e 900 mil através do metrô. É o terceiro maior sistema da América do Norte, atrás apenas de Nova Yorque e Cidade do México. Em tecnologia de troca linha, todavia, Anápolis está 20 anos à frente dessas metrópolis. Paris e Tókio também dependem de operadores para o gerenciamento de seus sistemas de transportes coletivos.

PARECE FICÇÃO

Parece ficção mais é realidade em Anápolis há mais de 20 anos:   ao entrar no terminal de passageiros, o veículo urbano é rastreado por radar, que informa ao computador central seu número e suas características. Nesse computador estão cadastradas as viagens a serem executadas diariamente para a totalidade dos itinerários do sistema. Com tais informações, o computador  registra a hora de entrada do veículo e após consultar seu banco de dados “decide” qual viagem o ônibus deverá efetuar. Uma vez escolhida a viagem, o computador “fala” ao motorista e mostra, em um painel, o horário e o destino a serem cumpridos, sem participação de nenhum funcionário. Tudo é gravado eletronicamente (inclusive a voz) e gerenciado por computador. Sem falhas, sem atrasos e sem supressão de viagens, há mais de 20 anos. A equipe tem o cuidado com a perfeição, pois sabe que os detalhes da operação são registrados e gravados eletronicamente.

CLIENTE É FISCAL DO SISTEMA

As plataformas de embarque têm o indicativo das linhas pertinentes ao seu setor e a lista dos horários. Por isso os usuários já sabem qual o destino do veículo que acaba de estacionar e o horário de sua partida. Assim, cada cliente pode ser um fiscal do sistema. Na saída do terminal o ônibus é rastreado por outro radar que informa a ocorrência ao computador central. Registrado o horário de saída do ônibus, o computador dispara um cronômetro, marcando o tempo de seu retorno ao terminal. O ciclo se repete até que o computador “julgue” não mais precisar daquele veículo, quando determina, sem auxílio humano, sua volta à garagem para ser novamente vistoriado, lavado e revisado.

Fonte: Diário da Manhã