30 de julho de 2013

Marginal Cascavel se arrasta há 22 anos


Moradores de vários bairros próximos da obra de construção da Marginal Cascavel, que deveria cortar vários bairros da região Oeste de Goiânia, entre eles Parque Amazônia, Jardim América, Parque Anhanguera, Vila Rezende, Jardim Planalto, Vila União e Setor Sudoeste, estão indignados pela demora da obra que está paralisada há 22 anos. Além de não poder usufruir da via, a população que mora próximo ao local onde deveria ser construída a marginal reclama da insegurança e da sujeira na área abandonada.

No local onde deveria ter homens e máquinas trabalhando, quem toma conta é o mato, entulhos e estruturas em aço que deveriam ser usadas para a construção da Marginal Cascavel. O Córrego Cascavel sofre com erosões. Em alguns trechos há tubos de concreto desalinhados com o decorrer do tempo. Boa parte da obra sequer começou.

A Delta Construções foi a última empreiteira a assumir a obra, mas o contrato com a prefeitura foi suspenso após denúncia de que o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, atuaria como lobista da construtora junto a políticos goianos.

O objetivo da via era interligar a Avenida Rio Verde, em Aparecida de Goiânia, à Avenida Leste-Oeste, na Capital, o que ajudaria a desafogar o trânsito na região. Somente o trecho entre as avenidas Castelo Branco e a C-4 foi concluído.

De acordo com o G1-Goiás, o titular da Secretaria Municipal de Obras de Goiânia, Luciano de Castro, afirma que as obras serão retomadas o mais breve possível, mas ainda não há data definida. “A demora é acarretada por problemas administrativos que têm de ser solucionados”, informa. O secretário alega ainda que uma licitação para conclusão da Marginal Cascavel já foi iniciada.

PRATO CHEIO PARA CRIMINOSOS

Quem mora nas proximidades do Córrego Cascavel nessa área em que a obra está afirma que a insegurança é o pior problema acarretado pela paralisação. Criminosos aproveitam a mata para se esconder e usar drogas. “Polícia não passa. Marginais usam crack embaixo da ponte e nos matagais. Estamos jogados, abandonados”, ressalta uma moradora.

Outro problema é o aumento de animais e insetos. Para evitar que os bichos saiam da mata e entrem nas casas, a população coloca fogo em pneus, pois a fumaça espanta os bichos. “É lixo, é cavalo morto, é pedra desmoronando. Isso é uma falta de respeito”, afirma morador. (Thais Vaz)

Fonte: Diário de Aparecida