5 de julho de 2013

Manifestações incessantes : Ontem à tarde mais um movimento tomou as ruas de Goiânia


Ontem à tarde mais um movimento tomou as ruas de Goiânia. Diferente dos anteriores, menos pessoas participaram.

As manifestações em Goiânia não param, mas perdem força de mobilização. Ontem, ocorreu um novo ato, iniciado às 17h, e, cerca de 1000 pessoas – das mais de 25 mil pessoas que confirmaram presença pelo Facebook -, segundo a Polícia Militar, compareceram ao evento. Nas placas de reivindicações era possível perceber os mesmos temas de outrora: melhorias na educação, saúde, segurança e transporte. A concentração se fixou na porta do Palácio Pedro Ludovico, sede do poder estadual.

Mesmo com poucas pessoas nas ruas, comparado aos dois últimos protestos na capital – o primeiro reuniu mais de 70 mil pessoas e o segundo 10 mil – várias ruas do Centro da capital foram fechadas e o trânsito interditado.

De acordo com a Polícia Militar, não foi registrado nenhum caso extremista por parte dos manifestantes.

Análise

O Diário da Manhã ouviu o professor do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás Luis Signates.  Famoso por fazer análises inteligentes sobre a cena política, Signates acredita que os protestos estão decrescendo em números pelo fato de os governantes e legisladores estarem se mexendo para atender às reivindicações do povo.  A aprovação do Passe Livre e a proposta de mudança no sistema político pela presidenta Dilma são os exemplos elencados por ele.

Perguntado se os movimentos estão perto do fim, o professor diz acreditar que não. “Até que os anseios sejam satisfeitos, as pessoas continuarão indo às ruas”, defende. “A classe média se vê sufocada. Ela não recebe benefícios do governo e ainda tem que arcar com a escola particular dos filhos, pagar hospital e também pesados impostos”, completa.

Audácia

Por volta de 20h, cerca de 500 manifestantes rumaram porta da Organização Jaime Câmara, no Setor Serrinha. A Polícia Militar, antes que o grupo chegasse ao local, cercou o prédio e não permitiu que ninguém entrasse. Não permanecendo por muito tempo na porta do conglomerado de comunicação, os protestantes começaram a se dispersar, finalizando o ato do dia.

Fonte: Diário da Manhã