25 de julho de 2013

Goiás é o 4º Estado que mais emprega no Brasil


Saldo de empregos em junho chegou a 7.870 novos postos. Maior expansão ficou com o agronegócio.

Ao contrário do Brasil, em Goiás, os empregos com carteira assinada tiveram saldo positivo no mês de junho, com crescimento de 0,66% em relação ao mesmo período do ano passado, o que correspondeu a 7.870 novas contratações. Em 2012, no mesmo mês foram contratadas 5.261 pessoas. Enquanto isso, o País amarga a queda de 21,1% no número de vagas. Em Goiás, os setores da atividade que puxaram o bom resultado foram o de serviços e a agropecuária, construção civil e a indústria de transformação. Os goianos também registraram o melhor resultado da região Centro-Oeste, com acréscimo de 6,10% no acumulado do semestre e estão em quarto lugar no Brasil na criação de vagas.

No setor de serviços, houve aumento de 2.859 postos de trabalho, o que correspondeu uma expansão de 0,67%. Segundo o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Goiás (Acieg), Euclides Barbo Siqueira, esse crescimento no mês de junho foi um pouco fora do comum, uma vez que a única data comercialmente comemorativa daquele mês foi o Dia dos Namorados.

Já no setor agropecuário, teve a maior variação relativa do período com alta de 1,65% e acréscimo de 1.608 novas vagas. O analista de mercado da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Pedro Arantes, explica que o setor comemora os números, uma vez que tem se mantido nas primeiras posições nos últimos meses. Ele comentou que o setor agropecuário é o segundo em número absoluto de contratações, mas o primeiro em manutenção. De acordo com o especialista, a colheita da safrinha e da cana-de-açúcar estimularam as contratações em junho e o bom resultado deve se manter em julho. Porém, em agosto, as contratações devem diminuir porque restará apenas o fim da colheita da cana-de-açúcar e das lavouras irrigadas.

O produtor rural Vonaldo Morais contratou dois funcionários para ordenha de vacas leiteiras no mês passado, porque houve aumento na produção da propriedade, no município de Gameleira. Ele diz que a agropecuária é um dos poucos setores que continuam estáveis no País, mas que faltam investimentos e pode sofrer abalos em qualquer momento. “Nós que trabalhamos com leite ainda levamos uma certa vantagem porque o dólar está alto e o nosso produto está mais competitivo que importar leite do Uruguai ou Argentina, mas os insumos estão caríssimos e isso deixa os custos de produção também muito altos”, ressalta.

Fonte: Jornal O Hoje