16 de junho de 2013

VLT - 'vítima’ da corrida contra o tempo


A primeira ‘vítima’ da corrida contra o tempo vivida pela administração do governador Mar­coni Perillo (PSDB) deve ser o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que seria implantando no Eixo Anhanguera, em Goiânia. Embora a licitação já esteja pronta, o governo deve adiar ou desistir de lançar o edital, já que, inicialmente, seriam necessários dois anos para concluir o projeto.

A decisão final sobre o lançamento deve sair nesta semana, mas, ao que tudo indica, o governo deve mesmo abrir mão de começar a construção do VLT, que chegou a ser apontado como a solução para o transporte da capital. O projeto está orçado em R$ 1,3 bilhão e, na avaliação de aliados de Marconi, poderia trazer prejuízos eleitorais, já que estará inacabado durante a campanha, provocando transtornos em toda a Avenida Anhanguera.

O VLT sempre encontrou resistência, principalmente na oposição, que criticava o custo e as dificuldades geradas pela obra. Recentemente, até aliados do governador, como o presidente da Agetop, Jayme Rincón, passaram a questionar o projeto. Por sinal, a desistência, ou o adiamento, deve criar mais um embate entre grupos dos secretários Giuseppe Vecci e Jayme Rincón, que disputam espaço dentro do governo desde o início do terceiro mandato de Marconi.

Isso porque o VLT, além de ser a única obra do governo que não era executada pela Agetop, está sob os cuidados do secretário Carlos Maranhão, ligado ao grupo do secretário de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci. Com a desistência, Rincón acaba saindo fortalecido no duelo. A resposta, po­rém, não demorou.

Na quinta, 13, o governo publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) a criação do Conselho Gestor de Obras, que tem a missão de monitorar e acelerar as obras prioritárias do Estado, que são todas controladas pela Agetop. O órgão será formado pelos secretários da Fazenda, Simão Cirineu, da Segplan, Giuseppe Vecci, da Casa Civil, Vilmar Rocha (PSD), além da Controladoria e da Procuradoria Geral do Estado. A Agetop foi excluída do Conselho.

Assim, claramente, o Con­selho Gestor será um instru­me­n­to para pressionar a Age­top e seu presidente, que, em declarações, chegou a dizer para o jornal O Popular que não via necessidade do órgão, já que as obras já estão encaminhadas.

Fonte: Tribuna do Planalto