14 de junho de 2013

BR 153: Rodovia com cara de avenida


Os 26 quilômetros da BR-153 que separam o Posto Aparecidão, em Aparecida de Goiânia, e o viaduto do Condomínio Aldeia do Vale, em Goiânia, são os mais críticos da rodovia. O aumento do número de veículos no perímetro urbano da região metropolitana da Capital faz elevar o número de acidentes, o que tem preocupado a Polícia Rodoviária Federal. A BR-153, aliás, está perdendo a sua condição de rodovia – está com cara de avenida de grande fluxo.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 60 mil veículos, entre carros de passeio, camionetes, caminhões e motocicletas, passam diariamente pelo perímetro urbano de Goiânia e Aparecida da BR-153, entre o Posto Aparecidão e o viaduto do Condomínio Aldeia do Vale, deixando evidente que a rodovia ganhou, de uns tempos para cá, conotação de avenida. “Essa rodovia, talvez, seja a grande avenida de Goiânia e Aparecida”, avalia o inspetor Newton Moraes, chefe do Setor de Comunicação Social da PRF.

Há 15 anos no Setor de Comunicação Social da PRF, Newton Moraes afirma que o problema tende a piorar devido ao aumento de veículos circulando na região metropolitana de Goiânia. “As vendas de carros novos crescem 9,6% ao ano”, destaca, para explicar que somente do ano passado para cá houve um aumento de 53 mil para 60 mil no número de veículos que circulam diariamente pela BR-153. “A tendência é piorar.”

Com a elevação do número de carros circulando ao longo da BR-153, entre as duas cidades, a quantidade de acidentes também tem aumentado, apesar da atenção especial dada pela PRF. Constantemente, os policiais rodoviários federais abordam motoristas, principalmente motociclistas. “Apreendemos, em média, 30 condutores de motos sem habilitação”, informa o inspetor Newton, se referindo à média diária. Na opinião dele, é preciso buscar uma saída para diminuir o número de veículos na BR-153.

A PRF e o Dnit, responsável pela rodoviária federal, têm feito o que podem para amenizar o problema. Uma das medidas paliativas é o fechamento de retornos, para evitar acidentes. “Mas o grande número de veículos que circulam acaba dificultando abreviar o problema”, ressalta o inspetor. A saída, segundo ele, seria construir anéis viários como alternativa para diminuir o fluxo de veículos.

Trecho segue mal iluminado

No ano passado, o jornal Diário de Aparecida publicou uma ampla reportagem mostrando a realidade da BR-153. Para lembrar o Dia do Pedestre, comemorado em 8 de agosto, a matéria destacou que o número de atropelamentos havia diminuído na rodovia. Se os atropelamentos foram reduzidos, o número de veículos aumentou de 53 mil para 60 mil, segundo dados recentes da Polícia Rodoviária Federal.

Na ocasião, Newton Moraes alertou para a necessidade de iluminar o trecho urbano da BR-153. Até agora, a rodovia está sem a iluminação artificial em boa parte do trecho, o que coloca a vida de pedestres e condutores em risco. “A iluminação é essencial, é importante para motoristas e para pedestres”, lembrou Newton Moraes.

O inspetor explica que o jogo de empurra-empurra para saber de quem é a competência para assumir a responsabilidade pela iluminação artificial prejudica a população e faz aumentar o perigo de acidentes.

Fonte: Diário de Aparecida