27 de maio de 2013

Prefeitura de Aparecida quer assumir administração do Anel Viário


Via criada para facilitar o trânsito, diminuir a distância e desafogar o fluxo da BR-153, o anel viário acabou desencadeando outros problemas, principalmente o número de acidentes. A alta velocidade dos veículos, associada a rótulas bruscas e a poucas sinalizações, tem provocado vários acidentes fatais.

Ligando a BR-153 à BR-060, saída para Rio Verde, o anel viário passa por bairros bem populosos, como Papillon Park, Setor Veiga Jardim, Buriti Sereno e Garavelo. Os veículos que passam por ali, muitos caminhões inclusive, geralmente trafegam em alta velocidade por trechos bem movimentados.

A quantidade de faixas de pedestre e quebra-molas, que poderiam auxiliar na diminuição da velocidade, é muito pequena para a extensão da via e para o alto fluxo, tanto de carros quanto de pedestres.

No mês passado, na região do Residencial Park, no Anel Viário, três pessoas de uma mesma família morreram em um grave acidente de trânsito. Entre as vítimas, Cauana de Oliveira Cavalcante, de apenas 2 anos. Os três estavam em uma motocicleta e, segundo testemunhas, atravessaram o canteiro central para sair na outra pista, quando foram atingidos por um carro de passeio. O acidente causou revolta nos moradores do local, que fizeram manifesto solicitando mais e melhores sinalizações.

De acordo com a vendedora Edma Rodrigues, que trabalha em uma loja localizada no anel viário, os acidentes na via são uma constante.

“Já vi carreta tombada, motoqueiros caídos. É uma dificuldade enorme para atravessar a rua. Os motoristas não respeitam as poucas faixas de pedestres. Colocaram dois quebra-molas aqui com a sinalização muito fraca. Eu mesma caí da moto por não ter visto o quebra-mola”, conta Edma.

Enquanto era feita a reportagem, pudemos perceber a dificuldade enfrentada pelos alunos da Escola Municipal Ari Caetano da Costa, que fica no Setor Cidade Vera Cruz I, para conseguir atravessar a via, mesmo na faixa de pedestre.

“É muito difícil. Mesmo a gente acenando a mão para que parem, os motoristas não param. Imagina quando estão só crianças…”, diz, indignada, a mãe de uma aluna que não quis se identificar.

A população cobra passarelas, principalmente próximo às escolas e grandes empresas que ficam junto à pista. O número de quebra-molas também é pouco, o que facilita a alta velocidade dos carros.

A iluminação também é precária. Um trecho do anel viário nem conta com iluminação. A falta de visibilidade tem feito vários motoristas atravessarem ao meio as rótulas, pois quando notam o obstáculo à frente já estão fora da pista, dentro da rótula.

Prefeitura quer assumir administração da via

No anel viário, a responsabilidade pela sinalização, tanto horizontal como vertical, quebra-molas e tudo o que se refere à manutenção e conservação da via é do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transporte (Dnit). A única responsabilidade da Prefeitura Municipal de Aparecida de Goiânia é com a roçagem e a limpeza urbana, segundo informa o superintendente municipal de Trânsito de Aparecida de Goiânia, Valdemir Souto.

A prefeitura já manifestou interesse em assumir a responsabilidade pelo anel viário e solicitou a construção de duas passagens em desnível, viaduto, sendo um na Avenida Puyraupia, conhecida como Avenida Chuchuzal, e no cabeçamento da Avenida V-6, Cidade Vera Cruz.

Segundo Valdemir Souto, essas adaptações são necessárias, para melhorar o trânsito e evitar tantos acidentes nesses cruzamentos.
“A obra é necessária, mas a prefeitura não tem condições de arcar com esta despesa. Fizemos um processo e enviamos para o Dnit com essas solicitações. A prefeitura tem todo o interesse em tomar conta do anel viário”, pontua Valdemir.

A assessoria do Dnit não quis comentar sobre a possibilidade de transferência do anel viário para a prefeitura.

Fonte: Diário de Aparecida