8 de abril de 2013

Lojistas preocupados com impacto de obras do VLT



Lojistas da Avenida Anhanguera estão preocupados com impacto das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Eles temem que os trabalhos - que devem durar dois anos - possam prejudicar o comércio. Outras queixas referem-se à redução do número de cruzamentos na via e a redução de vagas para estacionamento.

“Há um trauma da última grande intervenção na Avenida Anhanguera, quando muitos comerciantes ficaram meses sem funcionar. Várias lojas fecharam definitivamente”, afirma Helenir Queiroz, presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás (Acieg). “Acho que o VLT será um avanço para a cidade. Mas temos de garantir que o cliente possa chegar às lojas durante as obras”, diz.

Helenir relata que os comerciantes têm receio do trânsito ficar ainda mais complicado após a redução dos cruzamentos. Está prevista a redução de 53 para 35 cruzamentos na Avenida Anhanguera. “Os carros serão todos deslocados para onde houver cruzamentos, e vai tumultuar”, alerta.

Sobre os estacionamentos, Helenir sustenta que o sistema de transporte coletivo está longe de se tornar atrativo aos usuários. E enquanto isso não acontecer, os clientes continuarão chegando às lojas de carro. Os empresários querem incentivos para criação de estacionamentos subterrâneos. A Acieg recebeu a presidente da Secretaria Municipal de Trânsito (SMT), Patrícia Pereira Veras, para discutir o tema, na semana passada.

O presidente do Grupo Executivo de Implantação do VLT, Carlos Maranhão, disse que a obra será feita em etapas, por quarteirões. Primeiro, será feito serviço na parte central da via. Depois as intervenções nas calçadas. Os ônibus da Metrobus passarão nas vias laterais. O gestor calcula em dois meses o tempo médio para os trabalhos em cada quarteirão. “Vamos fazer de tudo para minimizar os transtornos, mas não significa que eles não vão aparecer”, disse.

Carlos Maranhão também acalmou os comerciantes com lojas entre as Avenidas Araguaia e Tocantins, onde será construído um calçadão. Ele argumenta que a nova área de lazer e compras terá um paisagismo que atrairá clientes, assim como ocorre em várias cidades do mundo.

Fonte: O Popular