23 de abril de 2013

Goiânia deve ganhar 4 novos polos


A recém-criada Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Serviços pretende atrair investimentos.

O criação de polos industriais em Goiânia, o primeiro deles já em processo de implantação, é a arma da recém-criada Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Serviços para atrair mais investimentos para a capital. Além da implantação de um distrito industrial na saída para Trindade, cujo projeto já tramitou na Câmara Municipal, a pasta planeja a criação de pelo menos outros três polos, de logística, tecnologia e tratamento de resíduos. Segundo o secretário José Geraldo Freire, a intenção é reordenar a atividade econômica na cidade, atrair mais empresas e evitar que as existentes migrem para outras regiões do País.

Criada no início deste ano para substituir a antiga Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedem), a pasta tem o desafio de frear a migração de indústrias e mão de obra para municípios vizinhos. “Se não interferirmos, Goiânia tem sérios riscos de virar uma cidade dormitório”, arrisca. Por outro lado, a nova secretaria ficou desobrigada de exercer o papel de fiscalizadora, hoje realizado pela Secretaria Municipal de Fiscalização, outra ramificação da antiga Sedem. “Na administração, existe uma máxima de que quem faz não confere. Então, essa divisão foi boa porque dá mais transparência ao trabalho”, opina Freire.

Sobrecarga

Para o secretário, Goiânia possui um histórico de abandono industrial, provavelmente provocado pela distância entre o setor público e as indústrias que se instalaram na capital. “"Não estou culpando administrações anteriores, mas é que a pasta responsável ficava sobrecarregada. Só de feiras, Goiânia tem mais de 130 legalizadas, fora as informais”, argumenta. Esse cenário acabou desestimulando a atividade na cidade, ao mesmo tempo em que incentivou a abertura em municípios da região metropolitana, como Trindade, Senador Canedo ou Anápolis.

Conforme explica José Geraldo, o objetivo da secretaria, a médio prazo, é estudar, implantar e efetivar o crescimento do setor de maneira ordenada, levando em conside­- ração particularidades, como, por exemplo, o trânsito. “Os polos têm a capacidade de atender essas especificidades, dar comodidade ao micro, médio ou grande empresário, além de estimular a formalização dos negócios informais”, diz. Todas as discussões acerca do assunto estão sendo feitas junto às entidades representativas da categoria, como Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), Federação do Comércio (Fecomércio), Sindilojas e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).

A proposta da Prefeitura é que os próprios grupos empresariais, de cada ramo em questão, tomem a dianteira na implantação de tais espaços, com a elaboração dos projetos. Em contrapartida, o poder público entra com a infraestrutura e com incentivos fiscais que cabem ao município, como o IPTU.

Fonte: Jornal O Hoje