19 de abril de 2013

Destinação de R$ 805 milhões ao VLT causa atrito entre oposicionistas e tucano



O processo que prevê a destinação de R$ 805 milhões para a implantação do Veículo Leve Sobre Trilho (VLT) de Goiânia recebeu críticas de oposicionistas durante o pequeno expediente da Assembleia Legislativa de Goiás desta quinta-feira (18/4), que chegou a ser anunciado sem quórum. Apesar do impasse, o processo foi aprovado com apenas um voto contrário, do deputado Bruno Peixoto (PMDB).

Primeira a questionar a eficiência do meio de transporte, a deputada Isaura Lemos (PCdoB) defendeu que um corredor de ônibus semelhante ao já existente no eixo Anhanguera seria mais positivo para a cidade e que o projeto do governo “não passa de um trem de ferro para cortar Goiânia em dois lados.” A parlamentar argumenta que a implantação do VLT exige um relatório de impacto ambiental. “Solicitamos isso ao governador do Estado. É preciso antecipar se o VLT vai implicar em acidentes.”

O peemedebista Bruno Peixoto também usou a tribuna. Segundo ele, não há estudos de viabilidade de construção ou ampliação da nova subestação elétrica, essencial para alimentar o VLT. “O presidente da Celg me informou ontem que não há licitação por parte do governo sequer para estudo e análise da viabilidade para a instalação de subestação elétrica para a implantação do VLT.” O deputado salientou que esse processo pode se prolongar por até seis meses e que a construção ou ampliação de uma subestação levaria mais tempo ainda. “O Governo tenta passar o carro à frente dos bois. Não há projeto de viabilidade elétrica, que é o combustível do VLT.”

O tucano Túlio Isac rebateu as críticas ressaltando que a implantação do VLT se dará por meio de recursos emprestados pelo governo federal ao estadual. “Vejo oradores da oposição atacando o VLT. Ora, já que é um crime a implantação do sistema em Goiás, é melhor que falem com a presidente Dilma, que liberou os recursos para a obra. Por pensar no povo, é que será construída a obra.” Túlio Isac encerrou dizendo que a oposição desconsidera a importância da iniciativa porque ela “vai melhorar a popularidade do governador Marconi Perillo."

O projeto do VLT é orçado em R$ 1,3 bilhão e conta com recursos do governo federal - por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana -, do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e também da Caixa Econômica Federal. O Fundo de Implantação do VLT também financia a construção, junto com apoio de Parcerias Público-Privada (PPPs). A previsão é que, depois de iniciada, a obra seja concluída em dois anos.

Fonte: Jornal Opção