27 de abril de 2013

Cai o movimento de passageiros nos aeroportos



Em Goiânia, a redução foi de 4,5%, com 31,18 mil passageiros a menos no 1º trimestre.

A movimentação nos aeroportos brasileiros, inclusive o Santa Genoveva, apresentou queda no primeiro trimestre deste ano, após um fase de pleno crescimento. Levantamento realizado pelo POPULAR (veja quadro) mostra que de dez aeroportos de capitais brasileiras, apenas dois, o Galeão, no Rio de Janeiro, e dos Guararapes, em Recife (PE), apresentaram alta.

Nos outros aeroportos do País, os dados apontam uma interrupção no crescimento da movimentação de passageiros que vinha desde 2009. Em Goiânia, a redução foi de 4,5%, com 31.183 passageiros a menos do que no mesmo período do ano passado.

Quando se analisa os dados sobre as companhias aéreas, a queda também é perceptível. Na comparação entre janeiro e março de 2013 com o mesmo período de 2012, houve uma redução de 7,78% no número de assentos quilômetros oferecidos (ASK), e de 1,19% no número de passageiros quilômetros transportados pagos (RPK), segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na série histórica, desde 2001, o número de assentos quilômetros oferecidos apresentou saldo negativo apenas em 2003. Já em relação ao número de passageiros transportes pagos, não se via saldo negativo desde 2004.

INCERTEZAS

Para o economista Jeferson de Castro Vieira, os aumentos de preço das passagens aéreas, a inflação e as incertezas sobre os rumos da economia explicam este recuo no número de passageiros. “Os preços tiveram reajustes salgados. O aumento assustou a população. Além disso, tem a insegurança com o aumento dos preços. As pessoas ficam com o pé atrás. Para compensar o aumento de outros produtos, deixam de viajar”, comenta o economista.

Jeferson ressalta que a redução nos preços nas tarifas notadas pelos índices que medem a inflação, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em fevereiro e março, foi bem menor do que os reajustes aplicados durante o ano passado. “São promoções. Isso é uma política para recuperar o mercado. As passagens subiram bastante no ano passado.”

REFORMA

Já a presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens de Goiás (Abav-GO), Tereza Melo, aponta, além das altas tarifas cobrada pelas companhias aéreas, a reforma da pista do aeroporto de Goiânia como motivo para a queda na movimentação por aqui.
“Tem muita gente optado por voos de Brasília. Perdemos quase 40% dos voos. Com certeza as obras afetaram (o movimento do aeroporto).” Para a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), responsável pela administração do aeroporto de Goiânia, não é possível ligar a reforma da pista com a redução do movimento, uma vez que tal redução se deu em uma série de aeroportos do País.

Tereza Melo ressalta que a queda da movimentação em aeroportos não foi tema tratado no último encontro de dirigentes da Abav. “Na reunião nacional não vi ninguém reclamando disso não.”

Fonte: Jornal O Popular