23 de abril de 2013

Bicicletas públicas são novamente adiadas



Licitação da CMTC que já havia sido adiada em janeiro, na ocasião do primeiro lançamento, por falta de concorrente.

As bicicletas públicas que deveriam estar nas ruas de Goiânia em maio não estarão. Lançada em 28 de janeiro deste ano, a licitação da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivos (CMTC) não teve empresários interessados em concorrer e havia sido adiada para ontem. Antes de ser novamente considerado deserto, o edital foi suspenso para readequações. As inscrições só devem estar novamente disponíveis no final de maio e, caso alguma empresa decida participar da concorrência, as bicicletas devem ser colocadas para aluguel em setembro.

O projeto inicial previa 60 estações com 10 bicicletas cada e também que a empresa vencedora instalasse sinalizações verticais e horizontais, indicando ciclo-rotas. De acordo com o coordenador dos processos de corredores preferenciais e bicicletas públicas da CMTC, Domingos Sávio Afonso, algumas mudanças serão feitas neste sentido. “Queremos que o número de bicicletas por estação seja modular, com disponibilidade segundo a demanda. Em algumas estações, a demanda será maior, em outras será menor”, completa.

No Rio de Janeiro, por exemplo, as rotas foram criadas antes de o serviço ser disponibilizado, com uma preparação estrutural. Aqui, as duas situações devem ocorrer de forma simultânea. Domingos afirma que as ciclo-rotas não são a maior prioridade e justifica, dizendo que, pela capital, mesmo sem ciclovias é possível ver ciclistas. A situação é criticada por movimentos, como o Pedal Goiano, que pedem não só mobilidade, mas segurança para quem opta pela bicicleta.

A sinalização, segundo o gerente, vai ser feita em parceria com a empresa vencedora e o poder público. Além disso, novas mudanças visam também proporcionar maior integração das bicicletas com outros meios de transporte. “Há pouco tempo, quando pensávamos em transporte tínhamos a ideia de ônibus, carros e motocicletas, hoje este conceito precisa ser revisto porque Goiânia já não suporta mais uma frota crescente”, disse Domingos.

Valor e locais
A previsão do aluguel da bicicleta em Goiás é de 5 reais para usar a bicicleta durante uma hora ou mensalidade de 10 reais. Sobre as estações, a primeira fase do projeto contemplaria: Praça Cívica, Bosque dos Buritis, Parque Zoológico, Praça do Cruzeiro, Praça da Bíblia, Estação Rodoviária, Praça Bandeirante, Praça Tamandaré e outras duas na Praça Universitária, por onde passa a ciclovia, que até então segue pouco utilizada.

Lucros
A empresa responsável, mediante a assinatura do contrato, terá de oferecer R$ 160 mil como garantia referente a 2% dos lucros oriundos da exploração de publicidade, que será padronizada nas estações, bicicletas e demais serviços. O limite do valor é de R$ 8 milhões.

Bicicletário
Goiânia possui três bicicletários localizados nos terminais Bandeiras, Cruzeiro e Araguaia. O modelo, trazido de Bogotá e implantado nos terminais, não foi uma moda que ‘pegou’. Frequentemente, eles ficam vazios principalmente devido à ausência de ciclovias que garantem segurança ao usuário e também à falta de integração ao sistema de transporte público.

Ciclovia
Com previsão de 162 km de percurso, as ciclovias e ciclofaixas constam no Plano Diretor, mas apenas um pequeno trecho, de 2,5 quilômetros, foi construído no ano passado. Em 2012, a Prefeitura de Goiânia divulgou a construção de um novo trecho que ligaria a ciclovia do Setor Universitário ao Campus 2 da Universidade Federal de Goiás (UFG). Com 10,5 km de extensão, a previsão de entrega do trecho era no final de 2012, mas as obras ainda não saíram do papel.

Fonte: Jornal O Hoje