30 de abril de 2013

Corredor T-63 ganha nova linha. Ligação entre os Terminais Bandeiras e Isidória



A partir desta quarta-feira (1) será implantada a Linha 025 (T. Bandeiras / T-63 / T. Isidória). O objetivo é criar uma ligação entre dois terminais que possuem altas demandas de viagens, através do Corredor T-63.

O novo trajeto partirá do Terminal Bandeiras, seguirá pela Rua Suécia, Av. T-9, Rua Santo Agostinho e Santa Efigênia, até chegar na Av. T-63. De lá, seguirá em direção ao T. Isidória, passando pela Av. Circular e 4ª Radial.

Além de atender à população do Jardim Europa, Jardim Planalto, Parque Anhanguera, Setor Nova Suíça, Setor Bueno, Bela Vista e Pedro Ludovico, a linha 025 deve aumentar a mobilidade e reduzir o tempo de viagem dos clientes que hoje precisam passar pelo Terminal Cruzeiro para fazer a integração entre os terminais Bandeiras e Isidória.

Em caso de dúvida, o cliente pode entrar em contato via atendimento digital no perfil do twitter @Rmtcgoiania ou pelo telefone 0800-648-2222.

Fonte: RMTC Goiânia

Reunião define diretrizes para a construção de faculdades na área da saúde em Aparecida



O objetivo é que a faculdade ofereça cursos de saúde inclusive odontologia.

Dando continuidade à parceria que será firmada entre a Prefeitura de Aparecida e a Faculdade Unievangélica, o prefeito Maguito Vilela se reuniu na tarde de ontem, 29, com os membros da comissão da Faculdade Unievangélica, de Anápolis. Em pauta a apresentação do parecer jurídico feito pela Procuradoria Geral do Município, sobre a cessão de uso por parte da faculdade, de uma unidade escolar em Aparecida, para que a Comissão pudesse dar entrada no processo de abertura da Faculdade de Odontologia e demais cursos na área da saúde, junto ao Ministério da Educação (MEC).

De acordo com o Procurador Geral do Município, Tarcísio dos Santos, para que a prefeitura ceda a escola no Agenor Modesto para uso do endereço e início de curso, é necessário que o projeto seja aprovado no Legislativo e que ocorra uma licitação. O prefeito Maguito pediu que façam o projeto para ser encaminhado à Câmara. “Nós temos total interesse na construção de um campus voltado para cursos na área da saúde, por isso vamos encaminhar o projeto para aprovação da Câmara e daremos início à licitação, e então a Unievangélica pode iniciar o processo junto ao MEC para liberação da construção da Faculdade aqui no município. Pois isso não irá trazer prejuízos para a cidade e sim benefícios”, pontuou o prefeito.

Outro ponto discutido na reunião foi a liberação da área, pela prefeitura, para a construção do campus universitário pela instituição de ensino. O professor Paulo Borges, membro do Conselho Fiscal da Associação Educativa Evangélica, a área estimada para a construção do campus, que irá abrigar o curso de odontologia, enfermagem, farmácia, bioquímica, e posteriormente de medicina, é de 60 mil m². “Anteriormente a prefeitura pensou na área que foi cedida ao Atlético, mas como está sub-judice, temos que pensar em outras áreas para a construção da instituição”, frisou o professor.

Os secretários Euler Moraes (Governo) e Marcos Alberto (Indústria e Comércio) disseram que agora é hora de afunilar as opções de área, observando o tamanho da área necessária para abrigar a faculdade. “O município não possui uma área desse porte, por isso temos algumas áreas em vista e agora vamos conversar com os proprietários dessas áreas, apresentar o projeto, para ver se algum deles tem interesse na doação do terreno, para a construção da instituição de ensino”, explanou o secretário de Governo.

Estiveram presentes na reunião, o Reitor da Unievangélica, Dr Carlos Mendes, o vice-presidente da Associação Educativa Evangélica, Cicílio Alves de Moraes, os secretários Paulo Rassi (Saúde), Valéria Pettersen (Projetos e Captação de Recursos), Geoliano Lima (Administração) e Domingos Pereira (Educação).

Fonte: Aparecida Net

Aparecida: Técnicos ambientais do Banco Andino avalizam obras dos Eixos Estruturantes



O objetivo dos Eixos Estruturantes é diminuir o fluxo de veículos no perímetro urbano da BR-153 criando vias alternativas entre as cidades de Goiânia e de Aparecida e Goiânia.

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB), recebeu ontem, 29, a visita de técnicos da Corporação Andina de Fomento (CAF) que vieram conhecer as obras dos Eixos Estruturantes. Projeto objetiva melhorar mobilidade urbana, desafogando a BR-153.

A via Norte e Sul 3 (NS-3) – que liga o Pólo Empresarial Goiás à Avenida Rio Verde, na Vila Brasília, passando pela Vila Maria – será concluída até outubro. Uma outra etapa do projeto prevê a construção do Eixo Norte e Sul 5 (NS-5), que faz a ligação da Avenida V-6 com outras seis avenidas, cortando o Bairro Cardoso e o Mansões Paraíso.

Os técnicos vieram diretamente do Rio de Janeiro, onde fizeram vistoria das obras do Estádio Maracanã – obra que também é financiada pela corporação. Os secretários André Luiz Ferreira (Controle Interno) e Carlos Eduardo (Fazenda) também participaram do encontro do prefeito com os técnicos.

O objetivo dos Eixos Estruturantes é diminuir o fluxo de veículos no perímetro urbano da BR-153 criando vias alternativas entre as cidades de Goiânia e de Aparecida e Goiânia. Com isso, diminuem-se também assim os riscos de acidentes. “As obras estão adiantadas e serão entregues bem antes do prazo previsto, de 36 meses” – garante André Luiz.

Meio Ambiente

O secretário André Luiz, responsável pela fiscalização das obras explica que estão sendo feitos estudos de viabilidade econômica para a otimização do empenho dos recursos no que diz respeito à integração social do projeto ambiental, que visa a revitalização dos fundos de vale nos parques que integram a Bacia do Rio Santo Antônio.

A especialista ambiental do CAF, Sintia Yanes, veio a Aparecida acompanhada do executivo de Setor Público da instituição, Bruno Nadalutti, para fiscalizar a obra e fazer eventuais reparos. “Todas as operações estão dentro dos nossos critérios ambientais” – garante a representante do banco de desenvolvimento.

Financiamento

São US$ 35 milhões em recursos, também destinados à pavimentação asfáltica dos setores Vila Maria, Jardim Bonanza e Parque Santa Cecília. Todo o projeto foi elaborado pelas secretarias de Infraestrutura, Fazenda e de Projetos e Captação de Recursos – o antigo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Aparecida de Goiânia (Ippua).

O financiamento foi solicitado em 2010 e aprovado por unanimidade no Senado Federal em 10 de julho de 2012, com aval da presidenta Dilma Roussef. O financiamento do banco é aprovado pela União, que se torna automaticamente fiadora dos municípios ou estados beneficiados.

Integração dos países

A Corporação Andina de Fomento (CAF) – ou Banco de Desenvolvimento da América Latina – oferece financiamento com baixos juros e carência de quatro anos para intervenções de infraestrutura, saneamento básico e desenvolvimento social. Começou sua atuação em 1966 na Colômbia, o Chile, a Venezuela, o Equador e o Peru.

A instituição foi fundada através da assinatura  da Declaração de Bogotá, quando foi aprovado um programa de integração econômica e de coordenação de políticas nos âmbitos comerciais, industriais e financeiros entre as nações. O bloco econômico se estendeu e hoje é integrado por 18 países da América Latina, além da Espanha.

Fonte: AparecidaNet

#PaulinGyn: Vendidos mais de 80% dos ingressos do show




Com a venda de 86% dos ingressos, segundo a organização do evento, o show do ex-beatle Paul McCartney em Goiânia está em ritmo de contagem regressiva. Até agora, afirmaram os responsáveis pela produção local do espetáculo, que será realizado na segunda-feira, às 21 horas, já foram vendidos mais de 40 mil de um total de 46 mil lugares disponíveis no Estádio Serra Dourada. Os dados são do fim da tarde de ontem, quando o POPULAR visitou o estádio e verificou o andamento dos preparativos para o show.

De acordo com a Planmusic, produtora nacional do evento, já estão esgotados os ingressos para as cadeiras (4.887 lugares). A pista premium, de 8.500 lugares, já teve boa parte dos ingressos vendidos. Para a pista comum (13.550 lugares) e para as arquibancadas, que têm cerca de 19.500 lugares, ainda há ingressos disponíveis. As vendas estão sendo realizadas na bilheteria do Estádio Serra Dourada, pela internet e em pontos de venda nos shoppings (veja quadro).

Uma equipe de 250 pessoas estava ontem no estádio, entre pessoal de produção, técnicos, carregadores, operários para a montagem do palco e seguranças. Para o dia do show o previsto é que 3 mil pessoas estejam trabalhando na organização, incluindo efetivo policial e bombeiros. Até ontem havia várias toneladas de equipamentos na área externa do Serra Dourada. Sobre o gramado já era possível ver a estrutura do palco, com duas torres de metal com cerca de 25 metros de altura, além da base dos camarotes.

PREVISÃO

Walter Rodrigues, sócio-proprietário da produtora local do show Cia 2, disse que a previsão é de que toda a estrutura esteja montada até dois dias antes do evento. A parte de cenografia do palco, no entanto, a cargo da equipe do cantor, ainda não está em Goiânia. O produtor não adiantou detalhes sobre a parte artística do evento. A previsão é de que o artista chegue a Goiânia no dia do show e vá embora no dia seguinte, prosseguindo em turnê para Fortaleza (CE), onde se apresenta no dia 9. A turnê, chamada Out There!, vai passar também por Belo Horizonte (MG) no sábado, dia 4. O Brasil é o primeiro País da nova turnê de Paul e daqui ele parte para os Estados Unidos e para a Europa. A apresentação em Goiânia tem promoção exclusiva da TV Anhanguera – ação que faz parte das comemorações de 50 anos da emissora.

Fonte: Jornal O Popular



TCU aponta irregularidades na gestão do CRA Goiás



Profissionais e tribunal questionam gestores de Conselho Regional de Administração. Presidente de entidade diz que acusações são infundadas.

Um grupo de administradores, em visita ao Diário da Manhã, acusa o atual presidente do Conselho Regional de Administração (CRA) em Goiás, Samuel Albernaz, de realizar uma série de ações consideradas ilegais e fraudulentas junto à autarquia que ele representa. Dionísio Donizeti, conselheiro federal e um dos presentes em visita à Redação, afirma que pretende pedir intervenção na autarquia. Outro interessado na condenação de Albernaz é o ex-vereador, agora suplente, Luciano Pedroso, que lista inúmeras irregularidades que teriam a assinatura do gestor do CRA.

Samuel Albernaz e seu grupo de gestores, além de ex-gestores, têm uma decisão desfavorável dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) que trata da administração realizada até 2010. Divulgado pelo grupo, o acórdão data de 30 de janeiro de 2013 e traz uma série de possíveis irregularidades.

De antemão, o TCU aplicou uma multa de R$ 10 mil em Samuel, além de penalidades financeiras a outros integrantes da gestão, caso de Ileís Maria Guedes, José Carlos dos Santos e Devanir Sobrinho. A decisão do TCU não é definitiva, cabendo recursos e novas decisões na Justiça que podem comprovar o inverso. A função do Tribunal de Contas é administrativa e de controle, cabendo aos demais órgãos, caso da Procuradoria da República em Goiás, a avaliação legal dos atos administrativos do grupo que esteve à frente do CRA.

Dentre as denúncias contra o grupo, destacam-se as que envolvem a falta de processo licitatório adequado em diversas ocasiões, ausência de documentação probatória em diárias e passagens, gastos de despesas em congressos sem autorização do plenário, contratação de serviços em rádios sem comprovação de necessidade, pagamento de jetons sem comprovantes de convocação, dentre várias outras supostas irregularidades.

Investigação

Um dos pontos centrais da investigação do TCU se refere ao Congresso Nacional de Administração (Conad), evento realizado por Samuel Albernaz, mas que, segundo os denunciantes presentes na Redação do DM, seria em muitos momentos realizado com apoio financeiro do CRA e serviria para desvio de recursos da autarquia.

Samuel alegou para o TCU que é comum a colaboração e auxílio das entidades classistas para a realização de eventos de interesse da categoria. Em sua defesa, aponta ainda a politização do debate, visto que existe confronto e disputas pelo controle das entidades que representam os administradores em Goiás – caso do CRA, Sindicato dos Administradores do Estado de Goiás (Saeg) e do Sindicato dos Administradores de Goiânia (Sinago).

Outro ponto levantado pelo TCU refere-se a contratação de empresa ligada à família Albernaz nos eventos do Sinago, que eram patrocinados pelo CRA. Albernaz reconhece que a empresa vencedora de um processo licitatório era de uma parente, cunhada, mas o certame não teve inicialmente interessados. “A contratação teve um processo de seleção. Temos o colegiado, que é soberano; a contratação foi aprovada pela comissão, Temos assessoria jurídica. E anteriormente foram convidadas seis empresas, que não se interessaram.”

Conforme Albernaz, ele recebe com surpresa a decisão do TCU, já que outros órgãos internos haviam manifestado pela aprovação das contas do CRA. “Além do mais, não tive oportunidade de apresentar todas as defesas e documentos”, diz na redação do DM.

“São completamente descabidas todas estas acusações em função de que o TCU encontrou irregularidades formais. Não fui condenado, não encontraram atos de improbidade ou crimes, dano ou enriquecimento ilícito. Como está em fase de recurso, vamos aguardar a decisão final”, afirma.

CONAD

Quanto a realização do congresso dos administradores, Conad, Albernaz informa que existiram outros eventos apoiados pelo CRA. “Fui eu que idealizei o Conad, antes de estar no conselho regional. Posteriormente, transferi os direitos do registro da marca para o Sinago. E o CRA não apoia só esse evento, mas outros, como o Encontro dos Administradores do Tocantins (Enato) e Fórum Internacional de Administração. Por fim, realizamos a doação não onerosa ao Sinago.”

O atual presidente do CRA afirma que jamais ganhou dinheiro com a realização do evento. “Tudo está contabilizado na conta do Sinago, tanto a entrada quanto a saída de recursos e despesas. Nunca entrou um centavo na minha conta desse evento.”

Quanto ao pagamento irregular dos jetons, remuneração por cada sessão em que o administrador participa dentro do CRA, Samuel afirma que o adimplemento era realizado legitimamente e “avalizado pelos conselheiros, diretores e conselho financeiro-fiscal e aprovados pelo Conselho Federal, que sempre aprovou as contas da entidade”.

Fonte: Diário da Manhã

Professores denunciam descaso da prefeitura de Goiânia com condições de trabalho



Contratos irregulares, salários bem abaixo do piso, desrespeito à concessão de férias, dentre outras denúncias fazem parte da condição que professores de creches e escolas particulares conveniadas à prefeitura de Goiânia alegam estar vivendo.

O presidente do Sindicato dos Professores de Goiás, Alan Francisco de Carvalho, relata que muitos professores permanecem sem ter a carteira assinada. “O trabalho sem o devido registro na carteira de trabalho. As profissionais são registradas com outras funções como agentes educativas e babá, o que faz com que essas escolas se desobrigarem de pagar o piso dos salários,” conta.

O caso foi encaminhado pelo Sindicato dos Professores à Secretaria Municipal de Educação e ao Ministério do Trabalho. Creches e escolas como o educandário Afrânio Azevedo e a Casa do Caminho chegaram a entrar em paralisação por três dias, em protesto contra as condições de trabalho.

Uma professora que pediu para não ser identificada relatou que muitas vezes tem que fazer atividades fora da profissão dela, como a de limpar a sala da creche. “Eles não pagam o piso salarial, pagam apenas R$ 800. A gente trabalha em período integral, não dão vale transporte. Algumas vezes colocam a gente para limpar a sala,” denuncia.

Por meio de nota, a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Educação esclareceu que é de responsabilidade das instituições educacionais de convênio parcial a contratação e pagamento de professores e servidores. A secretaria ressaltou também que as unidades conveniadas recebem seis repasses ao longo do ano, cujo valor de 90% deve ser gasto com pagamento de funcionários, conforme a portaria número 50 da pasta da educação municipal.

Fonte: Portal 730

Governo do Estado loca carro de empresa envolvida em corrupção na Bahia



Quase R$ 98 milhões foi o valor gasto pelo Governo de Goiás na locação dos veículos da nova frota da Secretaria de Segurança Pública (SSP). A licitação, que resultou na contratação da empresa CS Brasil Transportes de Passageiros e Serviços Ambientais, responsável por prestar os serviços especializados de aluguel dos automotores e a manutenção dos mesmos pelo período de 20 meses, aconteceu em setembro do ano passado. Entre os carros arrendados estão os modelos Gol e Amarok, da Volkswagen, Tucson, da coreana Hyundai e Ford Ranger, considerado um veículo de luxo.

Usados para fins administrativos, fiscalização e policiamento simples da Polícia Militar (PM), a frota de Gols com motor 1.0 é de 994 veículos. Enquanto para o policiamento mais ostensivo da PM, na região metropolitana, a SSP dispõe agora de 656 carros Gol com motor 1.6. Os carros com motor menos potente custaram aos cofres públicos cerca de R$ 39 milhões, saindo cada carro por R$ 39.257,00. Caso fosse adquirido, cada carro deste modelo sairia por R$ 32.800,00 numa concessionária de veículos novos. Já os automóveis com motor 1.6, custaram o equivalente a R$ 30 milhões ao Estado, gerando o valor de R$ 46.124,00 por automóvel.

Mais de R$ 69 milhões foram gastos só na renovação da frota da Polícia Militar. Contudo, os veículos não pertencem ao Estado, uma vez que vencido o prazo de 20 meses da locação, os veículos terão de ser devolvidos ou terem o prazo de utilização prorrogado, o que geraria mais custos ao governo com os aditivos. Se ao invés de locados, estes automóveis fossem comprados, o governo desembolsaria apenas R$ 57 milhões, uma economia de R$ 12 milhões, e incorporaria os carros ao seu patrimônio.
Pelo arrendamento de cinco Picapes Saveiro, Volkswagen, a empresa CS Brasil Transportes vai arrecadar de Goiás, quase R$ 260 mil reais. Atualmente, um automóvel deste modelo custa R$ 36.800,00. Ou seja, o governo, optando pela compra desses cinco veículos, gastaria apenas R$ 184 mil, poupando R$ 76 mil aos cofres públicos, que poderiam ser empregados em outras áreas carentes e prioritárias do Estado.

Nos grupos especiais da Polícia Civil, como o GT3, e no Patrulhamento Rural são empregadas as camionetes Amarok (95 veículos) e Ranger (80 veículos). Os 30 utilitários esportivos, Tucson, são para uso dos batalhões especiais da Polícia Militar, como Rotam e Choque. Para a locação dos 205 automóveis das três marcas e modelos foram gastos cerca R$ 23 milhões, praticamente o mesmo valor que seria desembolsado na compra dos mesmos veículos novos.

Também foram arrendados da paulista CS Brasil Transportes 38 Furgões Master da Renault, que são usados pelo Instituto Médico Legal (IML) na retirada de corpos, e no transporte de menores infratores. Pelo aluguel desses automóveis funcionais, a empresa vai receber mais de R$ 4 milhões, e por um valor equivalente uma concessionária goiana entregaria os mesmos 38 furgões. Há ainda os chamados “veículos de representação”, de uso exclusivo das autoridades, que foram locados pelo valor de R$ 469.860,80 e são dos modelos sedan Cruze, da norte-americana GM, e o Voyage, da Volkswagen.

Fraude na licitação
Em novembro do ano passado o Governo do Estado, após verificar as regularidades do processo de licitação, homologou à CS Brasil Transportes de Passageiros e Serviços Ambientais o pregão disputado entre seis empresas, além da vencedora, em setembro do mesmo ano. A entrega do primeiro lote da frota já foi realizada em dezembro, com solenidade presidida pelo governador Marconi Perillo e pelo títular da Secretaria de Segurança Pública e Justiça, Joaquim Mesquita, no Autódromo de Goiânia. Foram entregues inicialmente 1.228 unidades, de um total de 1.907 novos veículos que irão compor a frota.

A CS Brasil é uma companhia que presta serviços para agentes públicos nas áreas de Transporte urbano, limpeza urbana, terceirização de frotas públicas, manutenção e infraestrutura. Com sede em Mogi das Cruzes, São Paulo, a empresa pertence ao grupo JSL, antiga Júlio Simões Logística. O presidente do grupo, Fernando Antônio Simões, foi acusado em 2009 de integrar uma organização criminosa que montou e executou um esquema de fraude em licitações na Polícia Militar da Bahia. O esquema consistia em superfaturamento e direcionamento do processo licitatório para aquisição de 150 viaturas para a PM Baiana.

A operação, que ficou conhecida como Nêmesis, resultou na prisão de 12 integrantes da quadrilha, entre empresários do grupo JSL, lobistas e representantes do alto escalão da PM da Bahia. A justiça determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fernando, acusado de pagar propina no valor de R$ 21.818,00 ao chefe da quadrilha, Gracílio Junqueira Santos, que foi candidato a prefeito pelo PCdoB de Cairu, no baixo-sul baiano, em 2008. No ano passado, a revista Forbes listou os 74 brasileiros mais ricos. O presidente do grupo JSL, Fernando Antônio, aparece na 61º posição com um patrimônio estimado em R$ 1,42 bilhões.

Não é a primeira vez que há indícios de irregularidades na locação da frota da Secretaria de Segurança Pública de Goiás. Em 2012, o Ministério Público aferiu uma ação civil pública contra o ex-secretário de segurança do Estado, João Furtado Mendonça Neto, e o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Eles foram acusados de lesar o Estado de Goiás em de R$ 123.972.841,51 num contrato de locação de 1.585 viaturas pelo valor de R$ 66.170.580,00 pelo prazo de dois anos, em 2009. Em Junho de 2010, o contrato seria acrescido de três novos aditivos. O Ministério Público alegou que, sendo considerada uma média de R$ 19,8 mil por veículo, a quantia paga pela locação excederia bastante o investimento na compra da frota.

O presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Major Araújo, critica o posicionamento do governo em relação à quantidade de veículos que foram locados. De acordo com o major, o Estado não tem efetivo suficiente para utilizar a frota alugada, gerando um custo desnecessário aos cofres públicos. “Hoje, o Estado estabeleceu como regra contratos convenientes. Basta dar uma volta nos quartéis para se deparar com viaturas paradas, ou seja, um gasto desnecessário, que tira da população para beneficiar outro alguém”, censura.

O deputado afirma que as licitações de Goiás são muitas vezes direcionadas para que uma empresa específica ganhe o certame. Ele analisa que para isso é preciso apenas elaborar um edital requerendo particularidades e características que apenas uma empresa preenche. “É preciso intensificar a fiscalização sobre os processos licitatórios, mas o Tribunal de Contas do Estado muitas vezes é omisso”, finaliza.

Por meio de uma nota, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) informou que nos contratos de locação estabelece-se que, em determinado espaço de tempo ou ante tal quilometragem o veículo será substituído pela contratada por um novo, sem custo adicional à contratante, o que torna o arrendamento viável ao pode público. O Ministério Público pensa diferente. Há na instituição, um processo em andamento, cuja denúncia foi acatada pela promotora de Justiça do Patrimônio Público Villis Marra, que está investigando o caso.

A equipe de reportagem da Rádio 730 procurou pela Secretaria de Segurança Pública e Justiça do Estado, que sustentou a legalidade do processo licitatório, no entanto só irá se pronunciar mediante notificação oficial da justiça.

Fonte: Portal 730

Promessas de campanha só agora começam a sair do papel


Administração estadual prometeu transformar Estado em imenso canteiro de obras, mas ainda não dá sinais de que poderá tornar isso realidade
Fernando Leite/Jornal Opção
Estrutura viária de Goiás é deficitária e requer ampla frente de serviços para conservação, restruturação e construção
Frederico Vitor
Centro de Convenções de Anápolis, segunda unidade do Hospital de Ur­gên­cias de Goiânia (Hugo 2), cinco Centros de Re­ferência e Excelência em Depen­dência Quí­mica (Credeqs), viadutos nas rodovias GO-060, 070 e 080 no perímetro urbano da capital, mais de 4 mil quilômetros de construção, reconstrução e duplicação de rodovias, conclusão do Centro de Excelência e dezenas de novos presídios. Estas são as prioridades do governo estadual ou, pelo menos, são as que estão na pauta de execução em caráter de urgência na Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop).
Verba não falta para que as obras saiam do papel. Somente nos itens do programa Rodovida, de construção, reconstrução e conservação de estradas estaduais, serão investidos mais de R$ 2,2 bilhões. Parte do aporte é oriundo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e de Desenvolvimento (BNDES). Marconi Perillo (PMDB) assumiu o governo em janeiro de 2011 prometendo fazer “o maior governo na vi­da dos goianos”. Durante a ferrenha disputa eleitoral com Iris Re­zen­de (PMDB), anunciou aquilo que, em seus dizeres, seria a mais espetacular administração da história, o que ocorreria por meio de crescimento econômico com realização de obras estruturantes de grande envergadura.
O crescimento econômico veio, de fato — mais por questões cujo mérito tem mais a ver com o empreendedorismo da iniciativa privada do que com ações do governo. Mas os desafios continuam, são grandes e o relógio está correndo. A sensação é de que até 2014, nem a metade do prometido será entregue ao contribuinte. O que se viu, até o momento, foi uma avalanche de desgastes e crises políticas que parecem ter eclipsado a gana do governo estadual em transformar Goiás em um imenso canteiro de obras. Parece inclusive faltar vontade, motivação, ao governador e à sua equipe.
Setor visto como prioridade por parte das autoridades estaduais, a saúde tem recebido especial cuidado e investimentos. É fato que algo já foi feito como, por exemplo, a transferência da administração de algumas unidades de saúde para as organizações sociais (OSs). Nesse sentido, houve uma melhora no atendimento, mas segue a interminável falta de vagas em UTIs assombrando os cidadãos que dependem do serviço público de saúde.
A construção dos Credeqs, uma espécie de obra que deveria ser um marco da atual administração, mal saiu da planta dos engenheiros e arquitetos. So­men­te a unidade de Aparecida de Goiânia está em construção, em uma área da Agência Goiana do Sis­tema de Execução Penal (Agsep), a cerca de quatro quilômetros do Centro Peniten­ciário Odenir Guimarães, o antigo Ce­paigo. No valor de R$ 19,8 mi­lhões, a ordem de serviço foi emi­tida no dia 21 de janeiro, pela Agência Goiana de Trans­portes e Obras (Agetop), e a previsão era de que a construção fosse concluída em 15 meses, sem contratempos. Nesse último termo é que residem os problemas: nesta semana a obra ainda estava na fase de terraplenagem. Ou seja, os “contratempos” continuam a ocorrer. E já se foram 3 dos 15 meses.
Além de Aparecida, são aguardadas mais quatro ordem de serviço para centros de recuperação de viciados — em Caldas Novas, Morrinhos, Quirinópolis e Goia­nésia. Mas, pelo que se nota, ainda não há previsão de início da construção de outras unidades. O Cre­deq corre o risco de se tornar um símbolo do fracasso do governo, após ser um dos principais motes de campanha, bastante massificado durante a corrida pelo Palácio das Esmeraldas em 2010, no ápice de uma crise que ainda não se encerrou — pelo contrário, se agravou: a epidemia de crack. Será um milagre se todos os centros previstos forem entregues em tempo hábil, ou seja, antes do término desta gestão.
Pelo menos, se serve de consolo aos goianos, o Credeq tem projeto ousado: prevê-se para cada centro, dentre outras coisas, que haja núcleos ambulatoriais e administrativos, áreas esportivas, terapias individuais e espaços multiuso edificados em terrenos de 85 mil metros quadrados. Enquanto tudo é bonito no papel, Goiânia é abalada por uma onda de assassinatos de pessoas em situação de rua, sendo a maioria, dependentes químicos. A questão é: se os Credeqs estivessem de fato funcionando, poderiam ter evitado pelo menos algumas dessas mortes? Provavelmente sim, embora não se possa fazer uma afirmação categórica.
O aguardado Hugo 2, na região noroeste da capital, também está no imaginário do eleitor de Goiânia, principalmente de bairros como Jardim Curitiba, Finsocial, Nova Esperança, Vila Mutirão, Bairro da Vitória, Jardim Liberdade, entre muitos outros. No “imaginário” mesmo, pois o tal hospital ainda não foi sequer licitado. Pelo projeto, a nova unidade de urgência terá 360 leitos divididos em cinco pavimentos com enfermarias para internações. Só para a UTI serão reservados 40 leitos. A construção será erguida numa área de 27 mil metros quadrados, que abrigará mil vagas de estacionamento e até um heliporto, ao custo de R$ 59 milhões. Enquanto a obra não sai, por problemas burocráticos diversos, o único Hugo da cidade, mesmo capitaneado por uma OS, ainda não resolveu problemas como filas no atendimento, falta de vagas na UTI e de leitos para internação.
Rodovida ainda “rodou” pouco



Cuidar de obras de infraestrutura do Estado de Goiás, facilitar o acesso intermunicipal, oferecer maior segurança e comodidade aos motoristas, incentivar o escoamento das produções do Estado e muitos outros benefícios. Com esses objetivos, a Agetop se tornou um dos órgãos-chave do governo, que criou o programa Rodovida. Por conta da grande demanda de obras, ele foi desmembrado em outros quatro: reconstrução, construção, conservação e pavimentação urbana. As intenções do programa são nobres, trata-se do sonho da maioria dos governantes de Estados emergentes, que a exemplo do caso goiano perde dinheiro em arrecadação por conta do déficit em infraestrutura viária, o que ocasiona um grande desperdício no escoamento da produção, por exemplo.
A prioridade do programa estadual para as estradas é de atender os trechos de rodovia que apresentam dificuldades nas condições de tráfego e, ao mesmo tempo, aumentar a vida útil das rodovias em, no mínimo, dez anos. A verba para realização da ação veio do Fundo de Transportes, e o financiamento, do BNDES.
Existem trechos já recuperados pelo programa cuja condição de tráfego é satisfatória com excelente sinalização. Um exemplo poderia ser a GO-330, que liga Vianópolis à Catalão, com 187 quilômetros recuperados. Poderia ser, mas nem tudo são rosas à beira do asfalto. No trecho entre Ipameri e Catalão da mesma rodovia, recuperado há menos de um ano, já há sinais de deterioração asfáltica.
Muito mais do que uma via localizada em uma determinada região — ainda que importante — do Estado, o que representaria de fato um marco do atual governo na história das obras rodoviárias empreendidas seria a duplicação de estradas que ligam Goiânia a cidades de importância econômica e turística de Goiás. Isso foi promessa de Marconi Perillo: duplicar da capital à Cidade de Goiás (GO-070), Catalão (GO-020 e GO-330), Caldas Novas (GO-217) e Pirenópolis (GO-225). Também é dívida de campanha duplicar todas as estradas estaduais que saem de da capital. Serão pagas ao eleitor até o fim de 2014? Uma ou outra, talvez, olhando o quadro atual com muito otimismo. Mas a possibilidade de que nenhuma promessa de duplicação se cumpra na íntegra é enorme.
O cenário não é favorável nem mesmo para aquelas que já se iniciaram. Por exemplo, as obras de duplicação de Goiânia para a Cidade de Goiás. Os trabalhos não se resumem apenas na construção de outra pista ao lado da original, mas entra também no bolo de ordem de serviços a implantação de alambrados, construção de pontes além da iluminação no trecho até Inhumas. O Jornal Opção teve acesso a um documento exclusivo da Agetop com a planilha de obras e seus respectivos cronogramas e empreiteiras licitadas. Constata-se que, na GO-070, entre Goiânia e Itaberaí, foram contratadas — por meio de licitação — empresas diferentes para execução de serviços específicos na mesma via.
O trecho de Goiânia a Inhumas recebeu a instalação de cerca de mil postes para iluminação da via. O objetivo, segundo a Agetop, é de proporcionar maior visibilidade noturna, reforçar e melhorar a segurança além de ter uma proposta urbanística com a utilização de luminárias de alto rendimento e durabilidade, o que gera economia de energia. A empreiteira responsável pelo trabalho foi a RH Engenharia, que iniciou o serviço no dia 8 de maio de 2012. O custo total da obra foi de R$ 4,8 milhões.
Na mesma estrada, outra empresa venceu o certame para construir uma ponte sobre o Rio das Pedras. A obra foi concluída no ano passado e ficou a cargo da Warre Engenharia e Saneamento Ltda. — a mesma empreiteira responsável pela construção “sem fim” do Centro Cultural Oscar Niemeyer — ao custo de R$ 3,8 milhões. No dia 25 de janeiro, a Agetop abriu processo de licitação para a duplicação da GO-070 entre Inhumas e Itauçu. A obra vai custar mais de R$ 58 milhões, devendo ser concluída dentro de dois anos. Com a já existe duplicação de Goiânia a Inhumas — de 42 quilômetros — ao todo, serão 67 quilômetro de rodovia duplicada.
Duplicações de GOs bem aquém do prometido
 
Entre as estradas prometidas pelo atual governo que passariam por processo de duplicação, A a GO-070 é a única das que vem deixando de ser apenas um projeto. Mas é bom lembrar que a obra começou ainda no segundo governo de Marconi Perillo, se­guiu sendo executado durante todo o governo de Alcides Ro­dri­gues e continua agora, em compasso bem mais lento. Faltam ain­da ser iniciadas a duplicação de Goiânia até Catalão (256 quilômetros), até Pirenópolis (trecho a partir de Anápolis, de cerca de 65 quilômetros) e até Caldas Novas (52 quilômetros, a partir de Pi­ra­canjuba). O que existe de duplicado, fora trechos de GOs na região metropolitana — como a Rodovia dos Romeiros, o trecho da GO-060 até Trindade, duplicado há mais de 20 anos, portanto na era pré-Marconi —, são somente estradas federais.
Resta saber se o governo vai ficar mesmo só no discurso, talvez querendo emplacar as obras com um discurso de “precisamos de mais quatro anos” para completar aquilo que talvez nem tenha começado até as eleições de 2014. Podo ser o caso das obras de outra rodovia, a GO-020. Pelo projeto, é prevista a construção de uma terceira faixa entre o viaduto da BR-153 e o autódromo de Goiânia e a construção de ciclovia entre o autódromo e a cidade de Bela Vista. As obras estão orçadas em R$ 138 milhões e os recursos já estariam assegurados. Uma audiência pública foi realizada para apresentar a duplicação da GO. Desse passo até a execução, quanto tempo?
Também no terreno do resgate de compromissos antigos, o governo estadual também se volta para projetos em Goiânia, que, ao passar dos anos caiu na descrença dos goianienses por intermináveis promessas que deixaram desenganados os eleitores da capital e da sua região metropolitana. É o caso da construção dos viadutos que deveriam estar sendo construídos nos cruzamentos das GOs 060, 070 e 080 com a Avenida Anhanguera, no primeiro caso, e com a Perimetral Norte — é bom lembrar que o trato feito pelo governo foi de entregar tudo isso em menos de um ano.
O prazo já estourou em 16 meses, mas não custa descrever o que está prometido: um viaduto será construído no cruzamento da GO-060, no início da Avenida Castelo Branco, na saída para Trindade; outro, no entroncamento da GO-070 com a Avenida Perimetral, na saída para Inhumas; o terceiro viaduto será construído no cruzamento da GO-080 com a Perimetral, um dos acessos para o Campus Samambaia, da Univer­sidade Federal de Goiás, na saída para Nerópolis. A previsão para execução é de oito meses e o custo total das obras de arte será de R$ 20 milhões. 
Fonte: Jornal Opção

29 de abril de 2013

Sustentabilidade tem duro golpe em Goiânia



Ampliação do centro de distribuição do Hypermarcas, a polêmica no afrouxamento do Plano Diretor. Mudanças geram protestos

A Câmara Municipal de Goiânia afrouxou, na última semana, as regras do Plano Diretor para construção de indústrias e de prédios com atividades econômicas. As mudanças – aprovadas por 24 vereadores – permitem a construção de indústrias e prédios com atividades econômicas. A votação ocorreu na quinta-feira, 25, em sessão tumultuada. Agora, as alterações seguem para o Paço Municipal e devem ser sancionadas pelo prefeito Paulo Garcia (PT).

Com a sanção, serão permitidas a legalização e a construção de indústrias em ruas próximas das rodovias, da Avenida Perimetral Norte e do Anel Viário. Também serão autorizados prédios com atividades econômicas em vias a partir de 13 metros de largura, nas áreas onde já há muitas edificações, como as próximas à Avenida 85, por exemplo.

As mudanças devem tornar possível a continuidade da expansão do centro de distribuição da Hypermarcas, no Norte de Goiânia, e, ao mesmo tempo, ajudar a consolidar a vocação econômica da capital. Com isso, o grau de incomodidade na área pode saltar de um – o mínimo – para cinco, o máximo. A região abriga o campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG), a Escola de Aplicação ligada à universidade, e uma área de proteção ambiental.

A obra – que ocupa cerca de 258 mil metros quadrados -  já foi questionada pelo MP. Em março, a promotora Alice de Almeida Freire, da 7ª Promo­toria de Justiça de Goiânia, pe­diu que a expansão do centro de distribuição da empresa fosse suspensa de imediato. Ela enfatizou que a construção não possui licenciamento ambiental, nem estudos e relatórios que apontem o impacto de vizinhança e de trânsito. O MP quer criar uma área de proteção ambiental na região Norte. A ação civil pública proposta pela instituição no ano passado aguarda julgamento.

Disputas

As adequações ao Plano Di­retor encontram apoio entre a maioria dos representantes da população na Câmara Munici­pal. O vereador Clécio Alves (PMDB), presidente da Casa, recorreu ao discurso do desenvolvimento econômico para aprovar as mudanças. “Sou favorável ao desenvolvimento do município. Goiânia é a única capital brasileira que não tem polo industrial, as empresas estão indo para outros Es­tados e Municípios. Temos que pensar em gerar desenvolvimento e renda”, vociferou, em audiência no MP.

Já o vereador Djalma Araú­jo (PT) fez um coro quase solitário em defesa da preservação ambiental da região Norte. Pa­ra ele, as mudanças atenderiam apenas alguns setores da sociedade, como o imobiliário. O pe­tista chegou a sugerir que a votação das adequações do PD fosse suspensa por 90 dias até a realização de mais audiências públicas com os setores envolvidos. O pedido foi negado.

A Associação Ecológica Va­le do Meia Ponte (Verdivale) e representantes dos acadêmicos da UFG reivindicaram, ao longo das audiências públicas, que as mudanças do Plano Diretor fossem discutidas amplamente com toda a sociedade. Não foram atendidos. Na votação final, com os rostos pintados, narizes de palhaço e portando cartazes e megafone, eles vaiaram os vereadores favoráveis ao projeto, cujas falas foram interrompidas a todo momento.

Para a Verdivale, que congrega moradores da região Norte em defesa do meio ambiente, a bandeira de sustentabilidade empunhada pela administração municipal é colocada em xeque com a mudança no artigo 116A. “Queremos que a cidade se desenvolva de forma ordenada e sustentável”, ressalta o representante a entidade, Joaquim Tavares, refutando o discurso no fomento à economia.

Além do vereador Djalma Araújo, apenas outros seis parlamentares votaram contra as mudanças no Plano Diretor. São eles: Elias Vaz (PSOL), Dra. Cristina (PSDB), Virmondes Cruvinel (PSD), Thiago Albernaz (PSDB), Pedro Azulão Jr (PSB) e Geovani Antônio (PSDB).

Emprego e renda

A expansão do centro de distribuição da Hypermarcas geraria emprego e renda para Goiânia, argumenta a empresa e parlamentares favoráveis à medida, como o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Carlos Soares. O empreendimento seria responsável por mais de 2 mil empregos, 80% deles apenas no centro de distribuição

Áreas públicas na pauta de debates

Depois de aprovar as alterações no Plano Diretor, ca­pitaneadas pela polêmica do centro de distribuição da Hypermarcas, na re­gião Norte, a Câmara Muni­cipal  analisa pedidos de desafetação de cinco áreas de Goiânia. Entre elas, a área do setor Coimbra que, posteriormente, deve ser permutada com o grupo Moreira. A em­presa, aliás, faz até campanha no Facebook para tentar viabilizar a cessão dos trechos das ruas 261, 278 e 280.

Em nota, o grupo explica que, se aprovada, a permuta deve viabilizar a ampliação do supermercado Hiper Moreira. Assim como no caso Hy­permarcas, o foco é a geração de emprego e o fomento às ati­vidades econômicas na re­gião. “O empreendimento ge­ra hoje mais de 800 empregos diretos. Com a ampliação, vai gerar mais de 1.500 novos pos­tos de trabalho, beneficiando indiretamente mais de 7.500 pessoas”, justifica.

O projeto já foi discutido em duas audiências públicas, mas nenhuma delas resultou em consenso, sobretudo pelos possíveis impactos que a obra pode provocar para o trânsito da região. O grupo Moreira rebate o argumento e diz que as alterações podem trazer mais fluidez para o fluxo de veículos. A informação é ba­seada em estudo da Agência Municipal de Trânsito, Trans­portes e Mobilidade (AMT). Outras quatro áreas também aguardam desafetação. Elas estão localizadas no Jardim Colorado, Vila Bela, Resi­den­cial Buena Vista II e Resi­dencial Santa Fé.

Planos setoriais deveriam ser prioridade

O Conselho de Arqui­te­tura e Urbanismo de Goiás (CAU/GO) critica a condução das mudanças no Plano Diretor (PD) de Goiânia. Pa­ra a entidade, as readequações não deveriam ser realizadas de forma pontual, visando apenas o de­sen­volvimento econômico, como no caso do Hyper­mar­cas (leia nesta página).

“Não foram apresentados estudos avaliando os impactos sociais e ambientais que essas mudanças irão trazer”, critica gerente técnica do CAU, Isabel Ba­rea. A especialista lembra ainda que o PD, aprovado em 2007, prevê a implementação de planos setoriais – projetos para áreas específicas, como habitação, saúde e educação.

“Os planos setoriais ainda nem foram colocados em práticas e já querem alterar o Plano Diretor. Nes­se momento, eles deveriam ser prioridade”, questiona.  Isabel avalia que, caso Goiânia foque seu desenvolvimento apenas no viés econômico, a plataforma da sustentabilidade, um dos carros chefes da administração atual, pode ser colocada em xeque.

A especialista destaca ainda que os vereadores da capital necessitam de apoio técnico para avaliar as mudanças no Plano Diretor. Uma análise global do impacto dessas alterações evitaria que interesses políticos e econômicos se sobrepusessem aos interesses da cidade, como ocorreria, se­gundo ela, no caso Hyper­marcas. “Pólo industrial não é só geração de emprego. Há aumento de tráfico e de ruídos, como deve ocorrer na região Norte, além do crescimento populacional.

Organizando a cidade

O Plano Diretor é o instrumento básico da política de desenvolvimento do Município. Tem o objetivo de orientar o Poder Público e a iniciativa privada na construção dos espaços urbanos e rurais e na oferta de serviços públicos essenciais. É previsto pelo artigo 182 § 1º da Constituição Federal e na Legislação Federal, por meio da Lei 10.257/ 01, conhecida como Estatuto da Cidade. Segundo o documento, o PD deve ser revisto a cada 10 anos e as readequações devem ocorrer a cada dois anos. O Plano Diretor de Goiânia foi aprovado em 2007

Principais mudanças

Aprovadas na última semana, as alterações no Plano Diretor elevam o grau de incomodidade ao longo da Avenida Perimetral Norte e beneficiam principalmente a obra da Hypermarcas, já estabelecida no local

* Alíneas i e j do artigo 110 A
Alíneas referentes a empreendimentos de natureza econômica diversa ou mista dentre as construções permitidas a não realizar o parcelamento em áreas a partir de 10 mil metros quadrados

* Artigo 116B
Permite todas as tipologias e portes de usos e atividades não residenciais em áreas adensáveis e de desaceleração de densidade, ou seja, bairros mais populosos, como da Região Sul

* Artigo 116A
Altera para o máximo o grau de incomodidade e de porte de vias locais, coletoras e arteriais sob influência de vias expressas como a Avenida Perimetral Norte, Anel Viário, GOs e BRs 153 e 060

* Emenda ao artigo 132A
Inclusão da área do Batalhão Anhanguera, no setor Marista, como área especial de interesse urbanístico

Fonte: Tribuna do Planalto

A guerra pelo Entorno de Brasília



Como em 2010, região promete ser decisiva para o resultado do pleito de 2014. Características próprias transformam a busca de votos em ‘faroeste eleitoral’

A região conhecida co­mo Entorno de Brasí­lia vive contrastes interessantes. Enqua­nto é uma das áreas do Estado mais carentes em infraestrutura, também concentra uma grande quantidade de habitantes, atraídos por oportunidades na capital federal. Quase sempre esquecido durante as administrações estaduais, o Entorno recebe atenção especial de políticos com projetos eleitorais, pelas características próprias da região. Os trabalhos visando o pleito de 2014 já começaram e a disputa promete ser bastante acirrada.

Por ser uma região onde a população vive mais a realidade do Distrito Federal do que propriamente a de Goiás, entender como age o eleitorado do Entorno é um desafio. Nos últimos anos, a base aliada do governador Marconi Perillo (PSDB) se mostrou mais apta a desvendar este quebra-cabeça, já que ali o tucano colecionou vitórias importantes em eleições passadas. A oposição, porém, parece ter acordado para a importância eleitoral da região após a derrota de 2010. Aproveitou o bom momento da presidente Dilma Rousseff (PT) e expandiu seu espaço nas eleições municipais de 2012.

A importância política e eleitoral do Entorno pode ser traduzida em números. Com 19 municípios (veja quadro), a região concentra pouco mais de um milhão de habitantes e, dentre estes, mais de 600 mil eleitores. Além disso, o Entorno tem quatro cidades entre os dez maiores colégios eleitorais do Estado. Luziânia é a quarta maior cidade em número de eleitores em Goiás, com Águas Lindas, Valparaíso e Formosa ocupando a oitava, nona e décima colocação, respectivamente.

Por causa de tudo isso, tanto a base aliada como a oposição já tem estratégias definidas para atingir os seus objetivos nas eleições de 2014. O governador confia em aliados históricos como o ex-prefeito de Luziânia e atual presidente da Agência Goiana de Esportes e Lazer (Agel), Célio Silveira (PSDB), a deputada estadual Sônia Chaves, e a ex-prefeita de Valparaíso de Goiás, Lêda Borges (PSDB), que atualmente presidente da Agência Goiana de Desenvolvimento Regional (AGDR).

Já a oposição conta com trunfos políticos. O bom desempenho em 2012, quando conquistou a prefeitura de cidades como Valparaíso de Goiás e Novo Gama, dá fôlego para o grupo na região. A forte influência que o PT tem no Entorno, devido os governos de Dilma Rousseff e, em menor escala, do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiróz, também contribui para o fortalecimento da oposição nos municípios fronteiriços a Brasília.

Para conseguir prestígio, porém, os dois grupos rivais terão que saber lidar com as peculiaridades da região, que é mais influenciada por Brasília do que por Goiânia. Problemas com segurança pública, saúde, saneamento básico e transporte público, principalmente, deixam a população vulnerável, o que pode influenciar também os rumos da eleição. As lacunas na infraestrutura e a descrença pela falta de soluções dificultam a fidelização do eleitorado e transformam a busca de votos na região em um verdadeiro ‘faroeste eleitoral’.

Disputa
Em 2010, Marconi provou sua força na região (leia abaixo). Hoje, porém, há uma sombra sobre o governador na região. “É uma região que foi base muito forte do atual governador. Em virtude de todos os escândalos, da falta de ações administrativas e de investimentos, hoje é um região que mostra um viés muito mais oposicionista do que situacionista”, garante o ex-secretário de Segurança Pública do governador Alcides Rodrigues (PP), Ernesto Roller (PMDB).

O peemedebista é um dos nomes mais representativos da oposição no Entorno. Em 2012, ele disputou a prefeitura de Formosa, sendo derrotado por um aliado do governador na região, o ex-deputado estadual Itamar Barreto (PSD). Apesar da derrota, o peemedebista saiu fortalecido, tendo perdido por pouco mais de três mil votos.

Roller é taxativo ao apostar no enfraquecimento do governador na região. “Há uma clara percepção de que a força dele diminuiu consideravelmente. Percebemos isso nos protestos, na descrença do eleitor, na vontade de mudar. O atual governador perdeu força e musculatura política, mas, sobretudo, vive um desgaste muito grande”, analisa .

A perda de musculatura a que se refere o peemedebista foram as derrotas da base aliada nas eleições municipais em cidades importantes. Em Valparaíso de Goiás, a ex-prefeita Leda Borges (PSDB) tentava a reeleição, mas foi derrotada pela petista Professora Lucimar. Já a deputada Sônia Chaves buscava voltar ao comando de Novo Gama, porém foi superada pelo candidato do PPL, Everaldo do Detran.

Além disso, em outras cidades, os aliados do governador não conseguiram fazer sucessor. Célio Silveira, que foi deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, não obte­ve sucesso na tentativa de emplacar um aliado em Luzi­ânia. O ex-deputado Cristó­vão Tormin (PSD), aliado de Mar­coni, mas rival de Célio no mu­ni­cípio, venceu o páreo. Ainda assim, o tucano, que assumiu a presidência da Agel no início do ano, acredita na força do governador no Entorno.

“O governador continua numa situação muito boa na região. Tenho certeza que ele vai ter uma grande vitória em 2014, estamos trabalhando para isso. Além das obras, além da presença, tem o grupo político dele que é muito forte na região”, defende Célio. Segundo o tucano, a força do governador na região é fruto de uma atenção especial dada por ele desde 1998, quando venceu a primeira eleição para o governo.

A opinião de Célio é compartilhada pela deputada estadual Sônia Chaves, outra aliada do governador na região. Ela, que foi derrotada na luta pela prefeitura de Novo Gama, também não vê diminuição na força de Marconi na região. “Ele foi o primeiro a dar atenção ao Entorno, enquanto todos os outros governos deixaram a região abandonada. Hoje, mesmo com todas as dificuldades, ele continua com os olhos voltados para lá”, garante.

Dúvidas

Tanto oposição como situação ainda esperam aumentar o número de aliados na região. Isso porque há prefeitos que ainda não decidiram alinhamento, como é o caso de Zé Neto (PSC), em Planaltina. Além disso, em outros casos, as alianças feitas para a eleição municipal deixam prefeituras divididas.

Esse é o caso de Luziânia, onde o atual prefeito Cristóvão Tormin (PSD) é integrante da base aliada, mas tem como vice Didi Viana (PT). Além disso, o pessedista foi apoiado por outras lideranças de oposição, como o ex-deputado federal Marcelo Melo (PMDB), que foi vice na chapa do ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB), candidato ao governo em 2010.

Sobre isso, Didi Viana diz respeitar a relação entre Tormin e o governador, mas não abre mão de participar do projeto de oposição para 2014. “A gente espera que ele tenha respeito e teremos uma convivência harmônica. Não podemos abrir mão de participar da eleição, pois o PT tem histórico na região. Temos aqui a vereadora Cristiana Tormin (PT) que tem compromisso com o projeto de mudança em Goiás”, explica o petista.

Em outras cidades, o problema é administrativo. Em Cristalina, o prefeito Luiz Carlos Attié (PSD) também integra a base aliada do governador Marconi Perillo, mas estaria insatisfeito com a falta de ações da administração estadual. Há alguns meses, o pessedista teria até participado de um encontro regional realizado pelo PMDB na cidade, tecendo críticas ao governo. No município, os peemedebistas fazem parte da administração de Attié.

Região foi vital na eleição de 2010

A força do governador Marconi Perillo no Entorno do Distrito Federal foi determinante para a vitória em 2010. Naquela eleição, ele recebeu um total de 242.233 votos nos 19 municípios da região, enquanto o adversário, o ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB), contabilizou 143.799, resultando numa diferença de 98.434 votos favoráveis ao tucano.

A importância da votação para a vitória fica mais evidente quando se analisa a diferença total de votos entre o tucano e o peemedebista. Marconi foi eleito com 174.944 votos a mais do que Iris, o que significa que a votação no Entorno foi responsável por aproximadamente 56% do saldo positivo do atual governador.

Na eleição de 2014 para o governo, a expectativa é que, mais uma vez, a região seja decisiva. A prova disso é o crescimento do eleitorado nos últimos cinco anos, entre janeiro de 2008 e 2013. No período, o número de eleitores em Goiás cresceu quase 9%, enquanto em municípios da região, como Valparaíso e Águas Lindas, a taxa foi de 36% e 31%, respectivamente. Das 19 cidades, 14 apresentaram evolução maior que a média estadual.

De olho nisso, o governo do Estado já prepara ações específicas para a região. Relançado há 15 dias, o Go­verno Itinerante terá edições no Entorno até o final de 2013. Já no próximo mês, Águas Lindas será sede do evento, que serve para aproximar a administração da sociedade.

A oposição, por sua vez, aposta mesmo no crescimento experimentado nas eleições municipais e na proximidade do governo federal e distrital. “O governador Agnelo já começa a viabilizar sua reeleição, o que é muito bom para nós. Consi­derando que PT e PMDB estarão juntos, não poderia haver cenário melhor para nós”, analisa Didi Viana. (D.G.)

Fonte: Fonte: Tribuna do Planalto

Aplicação de multa no corredor da T-63 começa no dia 2 de maio


Agentes de trânsito da SMT vão reforçar fiscalização ao longo da via.

A partir do dia 2 de maio, a Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT) aplicará multas ao veículo que parar ou estacionar ao longo do corredor preferencial de ônibus da Avenida T-63, em Goiânia. Agentes de trânsito da SMT vão reforçar a fiscalização ao longo da via. Ao utilizar a terceira faixa, que é para a circulação exclusiva de ônibus, os carros poderão apenas realizar a conversão na primeira rua à direita ou acessar a garagem.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, no artigo 181, inciso XIX, parar e estacionar na via, onde há sinalização regulamentadora, é uma infração grave com multa de R$ 127,69, remoção do veículo e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Desde o início da implantação do corredor preferencial na T-63, em 4 de março, a SMT realiza orientações aos condutores de veículos, comerciantes e moradores da região sobre o funcionamento do corredor. Ao longo da via, também estão instaladas placas educativas.

Com a implantação dos corredores de ônibus, a Prefeitura de Goiânia apresenta para a sociedade parte do planejamento de mobilidade, que prevê a organização do trânsito para atender às demandas futuras da população em decorrência do crescimento da cidade e da política de prioridade do transporte coletivo.

A Prefeitura de Goiânia esclarece que o corredor da T-63 integra uma rede de circulação do transporte coletivo - vinculada aos demais corredores - que tem como objetivo aperfeiçoar o serviço do transporte coletivo, com ganho no tempo de viagem e aumento de velocidade dos ônibus por toda a cidade.

De acordo com o projeto, novos abrigos serão instalados nos 24 pontos de parada ao longo do corredor que tem início na Avenida Campos Sales, no Bairro Anhanguera, segue pela T-63 até a Avenida Xavier de Almeida, no Terminal Isidória.

Ao todo, o corredor T-63 tem seis quilômetros de extensão, por onde passam cerca de 80 mil usuários do transporte coletivo. A frota operante é de 86 ônibus que realizam 562 viagens por dia.

O projeto do corredor da T-63 também amplia o fluxo dos veículos ao abrir duas pistas de circulação e uma preferencial para ônibus, reduzindo assim os congestionamentos e melhorando as condições de segurança do trânsito. O corredor preferencial contará com ciclovia, sinalização vertical e horizontal e fiscalização eletrônica.

Fonte: Aparecida Net

Goiânia: Impasse de trilhos urbanos



Mais rápido, confortável e preparado para trafegar com grande número de passageiros. Essas são algumas características do metrô, considerado um dos transportes urbanos mais eficientes, que circula em inúmeras capitais, como São Paulo, Nova York, Paris ou Londres, onde foi implantada a primeira linha de metrô do mundo, em 1863. Mesmo sendo um meio tão eficiente, Goiânia – cidade entre as que mais se desenvolvem na Região Centro-Oeste e que já conta com mais de 1 milhão de habitantes – ainda não se rendeu às vantagens desse transporte.

Essa antiga discussão entrou em pauta entre os goianienses desde o mês passado, quando o governo anunciou a implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT) na Capital, cujas obras estão previstas para começar em julho. Conforme registros do município, a proposta desse meio de transporte – que aqui seria implantado na superfície –, se arrasta desde 1986, durante a administração do ex-governador Henrique Santillo, mas nunca saiu do papel.

Conforme o presidente do Grupo Executivo do VLT, Carlos Maranhão, existem dois problemas determinantes que impedem a vinda desse veículo coletivo à Capital goiana: os valores que geraria ao governo e à população, além do número diário insuficiente de passageiros que circulam na cidade.

CUSTOS

De acordo com Maranhão, o primeiro entrave – e talvez o mais relevante - seriam os valores de implantação e manutenção. Ele explicou que, enquanto o VLT custa R$ 1,3 bilhão para o Estado, o metrô sairia – no mínimo -, por R$ 7 bilhões. Conforme Maranhão, em comparação com os BLTs (Bus Rapid Transit, em inglês) ônibus que fazem a linha do eixo Anhanguera, em Goiânia – o metrô representa um gasto dez vezes superior. O VLT é cinco vezes mais caro.

“Quando o projeto surgiu, é lógico que fizemos estudos sobre as necessidades da cidade e o quanto os cobres tinham a oferecer. Também foi levantada a hipótese de trazer o metrô para Goiânia, tanto o de superfície quando o subterrâneo. Mas a verdade é que o município ainda não tem suporte para receber esse veículo”, pontuou Maranhão. Segundo ele, além dos altos investimentos em maquinário, a tecnologia exige uma série de preparos estruturais na cidade.

O secretário municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável, Nelcivone Soares de Melo, concorda que os custos seriam muito pesados tanto para o município quanto para o Estado. Segundo ele, São Paulo, que é a maior cidade do País, consegue construir apenas um quilômetro por ano de linha para o metrô. “A implantação de cada quilômetro custa, em média, US$ 400 milhões.”

LOTAÇÃO

Maranhão explica que outro problema desse meio de transporte é a necessidade de um número mínimo de passageiros para ser economicamente viável. Segundo ele, o metrô precisa circular com, pelo menos, 30 mil usuários por hora. “No caso de Goiânia, em horário de pico, a Avenida Anhanguera registra, aproximadamente, 12 mil pessoas por hora.”

De acordo com o presidente, esse detalhe determinou a escolha do VLT para o município. “Ele é mais rápido que os ônibus comuns e é ideal para o transporte de um volume médio de passageiros, ou seja, muito abaixo de 30 mil.”

De acordo com Nelcivone, uma vez que o número de passageiros não pagaria o valores de implantação do metrô, os custos também seriam insustentáveis para as pessoas que precisassem usar o recurso. Conforme explicou, o tráfego desse veículo de transporte coletivo é justificável quando a cidade apresenta, no mínimo, 10 mil habitantes por quilômetros quadrados. “Goiânia, conta atualmente conta apenas com 1.700 habitantes nessa mesma medida.”

BALANÇO

Mas o bom funcionamento do transporte público não é garantido apenas por um veículo apenas, ressaltou Maranhão. Segundo ele, como em outras grandes cidades, o que proporciona o fluxo melhor de passageiras é a interligação das categorias de transporte coletivo. “Quando existem vários modais, como no caso de Paris, eles colaboram um com o outro. O metrô, por exemplo, está sempre no centro da cidade. Já nos bairros, são precisos ônibus e trens.”

No entanto, se tratando da realidade de Goiânia, Maranhão reforçou que o VLT é a opção mais acertada. “No futuro, acredito que mais ou menos daqui uns 30 anos, pode ser que a Capital goiana tenha estrutura e capacidade financeira para trazer o metrô. Por enquanto, esse projeto será adiado mais uma vez”, afirmou.

De acordo com a empresária e presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg), Helenir Queiroz, o setor produtivo também já concordou que a checada do VLT é o que mais se adéqua aos moldes da cidade. “Precisamos de soluções a curto e médio prazos para resolver a situação do trânsito e as condições do transporte público na Capital, o que não é o caso do metrô. No momento o que importa são os impactos que a mudança trará para o município.”

Fonte: Diário da Manhã (onibusrmtca.blogspot.com.br)

Diante de ameaça de greve, Setransp emite nota reafirmando abertura para negociação



Em nota emitida na manhã desta segunda-feira (29/4) o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp) informa que se mantém determinado a chegar a um acordo com os motoristas do transporte coletivo de Goiânia, que ameaçam a paralisação dos serviços a partir do próximo dia 2 como forma de reivindicar reajuste salarial de 20% no salário-base, hoje de R$ 1.132, e de 35% no ticket- refeição, atualmente de R$ 300, dentre outras melhorias.

Após reiterar que a ameaça de greve é uma manifestação legítima e comum em período de dissídio, o Setransp frisa que os possíveis prejuízos aos usuários “não refletem o espírito de negociação e entendimento mantidos entre as partes, com a ajuda do MPT [Ministério Público do Trabalho] e da DRT [Delegacia Regional do Trabalho].”

Ao final da nota o sindicato pede aos passageiros que denunciem à Rede metropolitana de transporte coletivo de Goiânia (RMTC) qualquer “anomalia” quanto ao serviço de transporte público do dia 2. O número para reclamação é o 0800-648-2222.

Os motoristas anunciaram a possível greve após assembleia-geral da categoria no domingo (28), sendo que as negociações tiveram início em janeiro. Diante da reivindicação de aumento salarial de 20%, a contrapartida do Setransp foi de 7% – antes havia sido de 6,77% com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de março.

Em entrevista ao Opção Online nesta segunda-feira, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Goiás (Sindittransporte), Alberto Magno, disse que até segunda ordem a paralisação está mantida para a próxima quinta-feira (2).

Está prevista para hoje ou amanhã uma reunião entre o Sindittransporte e o Setransp, a ser mediada pelo MPT. “Mantemos a decisão sobre a greve, que foi aprovada em assembleia, mas seguimos abertos à negociação. Agora resta ao Setransp apresentar uma contraproposta, caso contrário, não temos outro caminho”, afirma Magno.

Apesar da ameaça de greve e de o transporte público se encaixar nos serviços essenciais, que por lei não podem ser interrompidos completamente em caso de greve, ainda não está definida a quantidade de ônibus que atenderá à demanda em caso de as negociações dos próximos dias não surtirem efeito. O presidente do sindicato da categoria informa que a lei não determina o número de carros que devem rodar em caso de paralisação e que por isso foi encaminhado um ofício para o Setransp para que seja definido.

“Em todo caso, se não chegarmos a um acordo, o MPT já definiu que não vai negociar porcentagem salarial, e sim entrará com um dissídio de greve no Tribunal Regional do Trabalho [TRT-GO], que poderá decidir por meio de negociação entre as partes ou por sentença”, explicou Alberto Magno.

As outras reivindicações dos motoristas são: 20% de reajuste da gratificação do salário-base, que a cesta-básica natalina seja substituída pelo valor de 50% do ticket-refeição (R$ 150) e que não seja cortado o valor diário do vale alimentação em caso de atestado médico até o nono dia.

Fonte: Jornal Opção

Marconi anuncia em Caldas R$ 20 milhões para a saúde. Primeira parcela de R$ 10 milhões destinada aos 246 municípios foi depositada na quinta-feira (25).



Primeira parcela de R$ 10 milhões destinada aos 246 municípios foi depositada na quinta-feira (25). Governador participa de encerramento do 5° Encontro Estadual de Saúde e defende investimentos.

O governador Mar­coni Perillo (PSDB) anun­ciou repasse na ordem de R$ 20 milhões para os municípios goianos durante o encerramento do 5° Encontro Estadual de Saúde na quarta-feira (25). Ele estava acompanhado pela primeira-dama, Valéria Perillo.

Cerca de 800 pessoas acompanharam o evento, realizado no Golden Dolphin Grand Hotel. O governador discursou para secretários de saúde, gestores e assessores técnicos dos 246 municípios goianos.  Marconi anunciou o repasse de R$ 20 milhões para as prefeituras, referentes à contrapartida estadual para a saúde.

“Nos próximos dias será depositada outra parcela no mesmo valor. E desde já reiteramos que a regularidade de pagamentos é uma marca registrada de nosso governo, que realiza investimentos maciços na área da saúde pública”, disse Marconi.

O prefeito Evandro Magal, anfitrião do evento, agradeceu a atenção que o governador tem dispensado a Caldas Novas e toda a região. “Goiás deu um salto no desenvolvimento econômico nos últimos anos, e precisamos que o estado continue a ser esse exemplo de pujança”, disse.

Marconi Perillo pediu aos secretários e gestores dos municípios a adesão ao “Saúde + 10”, nome do projeto de emenda constitucional que pretende conseguir 1,5 milhão de assinaturas para que a União destine 10% de sua receita bruta para a saúde. Atualmente o repasse está na casa dos 6%.

 Marconi Perillo falou da importância da emenda constitucional que, caso seja aprovada, poderá mudar a política de promoção de saúde e os indicadores, em todo o País.

“É importante que todos participem deste grande abaixo assinado, que irá cobrar do Governo Federal maiores investimentos na área. Com essa inovação vamos mudar os índices. Saúde se faz com amor, dedicação, profissionais comprometidos, mas também requer dinheiro e financiamento”, afirma Marconi.

Fonte: Tribuna do Planalto

Construção de elevado sobre Avenida 88 dará mais velocidade ao trânsito. Previsão é que fique pronto até outubro



Dentre as intervenções de melhoria no trânsito da cidade está a criação de viadutos como o da Rua 88, próximo ao Estádio Serra Dourada, anunciado no mês passado, pelo prefeito Paulo Garcia (PT). A via que cruza com a Avenida Marginal Botafogo é um dos pontos críticos do tráfego da Capital. A obra, com extensão total de 400 metros, foi orçada em mais de R$ 15 milhões e tem previsão para ser entregue no aniversário de 80 anos do município, no dia 24 de outubro. De acordo com o secretário Luciano de Castro, da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semob), a previsão de término da obra é de menos de 240 dias, antes de iniciar o período chuvoso, para que não extrapole a data de entrega.

As obras são de responsabilidades da Prefeitura de Goiânia, e serão executadas pela Semob. Segundo a prefeitura municipal, a construção do viaduto não conta com a participação ou ajuda financeira do governo estadual. A empresa GAE Construção e Comércio é a encarregada de viabilizar a construção do elevado, conforme a licitação que foi concluída em julho de 2012. De acordo com o projeto da obra, a benfeitoria facilitará o acesso à Marginal Botafogo, de modo que os veículos possam seguir pela Marginal, não necessitando parar nos atuais semáforos que cruzam com a Rua 88.

Orientação

Nas proximidades da obra, os condutores de veículos devem trafegar com velocidade baixa e com mais atenção, pois há trabalhadores e máquinas na pista. Conforme o secretário Luciano de Castro, durante o período de construção do viaduto, a Secretária Municipal de Trânsito (SMT) estará orientando os condutores de veículos que trafegarem na região. Ele ressalta ainda a existência de placas informativas e luminosas que também ajudam a direcionar os motoristas que passarem pela via.

De acordo com as orientações da SMT, com a mudança na via, é natural que o trânsito fique lento e congestionado no local. Assim, o órgão sugere aos motoristas, se possível, que evitem transitar pela Marginal Botafogo. Ou que usem rotas alternativas como as ruas 115 e 90, Avenida 85, Cora Coralina (Setor Sul, que passa em frente à Faculdade Salgado de Oliveira) e Avenida Fued Sebba (Avenida D).

Objetivo

O intuito do viaduto é proporcionar um fluxo contínuo dos motoristas que vão seguir pela Marginal, não necessitando parar nos atuais semáforos que cruzam com a Rua 88. Dessa forma, consequentemente, o tempo dos semáforos será menor e diminuirá a quantidade de veículos que transitam pela via 88, já que 70% do fluxo de carros do local seguirão pelo elevado.

Castro ressalta a relevância do viaduto para melhorar a mobilidade do tráfego no cruzamento. "O trânsito de Goiânia precisa desta obra, já que neste local passam cerca de 40 mil veículos diariamente e é um dos principais gargalos de Goiânia", afirma.

Tráfego na Região

Por enquanto, o fluxo na Marginal Botafogo permanece normal. A Semob acredita que apenas entre os meses de junho e julho seja necessário o fechamento de parte da pista da Marginal. A via que será fechada é a da esquerda, já que a transposição das Avenidas 88, A e E será feita a partir do canteiro central. O objetivo é propiciar mais fluidez ao trânsito para os condutores que desejarem continuar pela Marginal. Assim, os motoristas que continuarem ou preferirem entrar nas demais avenidas vão utilizar as mesmas pistas atuais, porque não serão construídos túneis.

O secretário explica que não haverá necessidade de aterramento, já que o método de construção será o de “terra armada”. “É uma obra mais ágil e mais segura, que vai existir apenas na Marginal, sem intervenções nas outras avenidas.” A Semob estima que 70% do fluxo dos veículos na Marginal segue a via normalmente, sem virar na Avenida 88, o que justificaria a construção do viaduto. O engenheiro da Semob responsável pela obra, Rodolfo Leon Salinas, ressalta que a transposição vai ocupar cerca de quatro metros da área verde e da invasão no local. O viaduto deve ficar bem próximo do Córrego Botafogo.

Motoristas Preocupados

A reportagem do Diário da Manhã foi ao local da obra e conversou com alguns motoristas que trafegam diariamente pela região. A preocupação foi unânime entre os entrevistados em relação ao prazo do término do viaduto, além de comparações com outras intervenções no trânsito da capital.

Para o condutor e técnico em eletrônica Helder do Carmo, 30, a iniciativa da prefeitura é bem vista, mas ele teme atrasos e transtornos como grande parte das obras do governo. “Passo por aqui todos os dias. Penso que seja muito bom a construção desse viaduto, porque o trânsito aqui é um caos na hora de pico. Só espero que essa obra não tenha embargos e atrasos como o da Avenida Araguaia", lembra.

O motorista e professor de educação física Hever Luiz de Sousa, 23, acredita que a intervenção não resolverá o problema de tráfego da Capital. Mas que ajudará a melhorar a fluidez ao menos neste ponto da cidade, onde nos horários de pico o trânsito fica prejudicado. "A intervenção é pontual e não vai melhorar a circulação em Goiânia. Acredito que essa obra venha ao menos minimizar os impactos de grande tráfego, nos horários de pico por aqui. Só espero que não tenha atrasos na entrega, para que não ocorra o mesmo que aconteceu com as outras obras", ressalta.

O condutor Everaldo da Cruz, 52, ironiza a construção. "Podemos esperar essa obra pronta em 2017, assim como todas obras do prefeito Paulo Garcia, que começa e não termina nada. Falaram que fica pronta em 240 dias, eu acho que vai ficar pronta em 240 meses. O viaduto da Avenida Araguaia nunca ficou pronto", afirma.

Neste contexto, Luciano de Castro diz que não há motivos para essa preocupação. “Estamos realizando várias obras ao mesmo tempo e acredito que isso, ao invés de atrapalhar, vai nos incentivar. As obras estão fluindo mundo bem e vamos entregar tudo no prazo”, afirma. O secretário diz ainda que o viaduto da Avenida Araguaia já está com os trabalhos bem avançados e deve ser entregue até a data prevista – 24 de outubro, aniversário da capital.

Mais Obras

O prefeito Paulo Garcia disse à imprensa no mês passado que este é um dos dez viadutos prometidos por ele durante a campanha eleitoral. “Estamos trabalhando para cumprir as metas anunciadas na campanha, que teve como uma das prioridades a melhoria no trânsito da capital”. Paulo Garcia citou ainda alguns locais que receberão viadutos parecidos com o da Rua 88. “Anunciaremos as outras obras ao longo da gestão, mas posso adiantar que os cruzamentos da Avenida 136 e a Marginal e da Avenida Goiás Norte com a Avenida Perimetral também receberão elevados para dar mais mobilidade ao trânsito”, afirma.

Fonte: Diário da Manhã

Transporte coletivo vai entrar em greve a partir de quinta-feira



O Sindittransporte informou que a GREVE, caso as empresas insistam em não atender as reivindicações da categoria, está marcada para começar às 0H01 do dia 02/maio/2013 (Quinta-Feira) em cumprimento à Lei de Greve.


Motoristas da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC) decidiram na manhã de ontem, em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Goiás (Sindittransporte), iniciar greve à meia-noite de quinta-feira. O quantitativo mínimo de motoristas que continuarão trabalhando, para garantir continuidade no serviço essencial, ainda não está definido. A decisão deverá ter mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT). A greve foi anunciada ontem, por meio de comunicado divulgado nas redes sociais.

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp) ofereceu reajuste no valor da inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) com base em março, 6,77%. O sindicato afirma que a oferta, linear, foi feita com atraso de aproximadamente um mês em relação à data-base da categoria.

A assessoria do Sindittransporte informa que os motoristas de ônibus pediram, inicialmente, aumento de 20% no salário-base (hoje em R$ 1.132,00) e na gratificação (inferior a R$ 200) e 35% no vale alimentação (atualmente em R$ 300). Diante do impasse da enorme distância entre os porcentuais, a negociação passou a ser mediada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Goiás (SRTE/GO).

O órgão sugeriu um índice, não aceito pelo sindicato patronal, que fez uma contraproposta. Os motoristas recusaram a oferta e recorreram, na quinta-feira da semana passada, ao MPT. De acordo com a assessoria do Sindittransporte, a entidade endossou o cálculo feito pela SRTE e que poderá ser aceito pela categoria mas, desde então, o Setransp não se manifestou.

Caso as negociações não prosperem entre hoje e quarta-feira, a greve deverá começar na quinta-feira, 2 de maio, logo depois do Dia do Trabalhador. O Sindittransporte afirma que respeitará a legislação sobre o direito de greve, que assegura a continuidade dos serviços essenciais, entre eles o transporte coletivo. Em 2010, entretanto, durante a última paralisação, por iniciativa dos motoristas, faltaram ônibus na capital.

A Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) informa que cobrará a manutenção do serviço durante a greve. Nenhum representante da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos ou do Setransp, foi encontrado pela reportagem.

Greve por melhor salário

Entenda o impasse que levou à ameaça de paralisação

Quanto os motoristas aceitam

10% de reajuste no salário e na gratificação
30% de aumento no vale alimentação

Quanto as empresas oferecem

7% de reajuste no salário e na gratificação
10% de aumento no vale alimentação

Fonte: Jornal O Popular

Procon-SP lista 71 novos sites não recomendados para compras na web



Listagem já soma 275 endereços que devem ser evitados desde 2011. Há informações com nome da empresa, CNPJ ou CPF.

A Fundação Procon-SP divulgou nesta segunda-feira (22) lista com novos 71 sites não recomendados para compras na internet. Com isso, a listagem do órgão com endereços eletrônicos que devem ser evitados pelo consumidor já soma 275 desde 2011.

A lista está disponível na página do Procon, no link “Evite esses sites” (acesse aqui). Há o endereço eletrônico em ordem alfabética, razão social da empresa e número do  CNPJ ou CPF, além da condição de “fora do ar” ou “no ar”.

A Fundação Procon informa que recebeu reclamações desses sites por irregularidades na prática de comércio eletrônico, principalmente por falta de entrega do produto adquirido pelo consumidor, sem resposta deles para a solução do problema.

"Esses fornecedores virtuais não são localizados, inclusive no rastreamento feito no banco de dados de órgãos como Junta Comercial, Receita Federal e Registro BR, responsável pelo registro de domínios no Brasil,  o que inviabiliza a solução do problema apresentado pelo consumidor", diz, em nota, Paulo Arthur Góes, diretor-executivo do Procon-SP.

O diretor salienta que é preocupante a proliferação desses endereços eletrônicos mal- intencionados, que em alguns casos continuam no ar, lesando o consumidor. “Denunciamos os casos ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e ao Comitê Gestor da Internet (CGI), que controla o registro de domínios no Brasil, mas o mais importante é que o consumidor consulte essa lista antes de fechar uma compra pela internet”, salienta, na nota.

Fonte: G1

27 de abril de 2013

Paul McCartney em Goiânia: Partes de estrutura de show já estão em Goiânia



Trabalhos estão atrasados em um dia por conta do jogo entre Goiás e Aparecidense, pelo Goianão.

Começaram a chegar ontem as primeiras partes da megaestrutura prometida para o show de Paul McCartney em Goiânia, no próximo dia 6 de maio, no Estádio Serra Dourada. Assim, os fãs já podem sentir o primeiro gostinho do esperado encontro com o ex-beatle. Durante a tarde, foi intenso o movimento de operários e carretas nas redondezas do estádio para descarregar principalmente elementos metálicos que integram o palco e outras áreas dos bastidores.

Os trabalhos no local, no entanto, estão atrasados em um dia por causa do jogo entre Goiás e Aparecidense, pelo Campeonato Goiano, que estava marcado para quarta-feira e foi adiado para a última quinta.

Segundo a assessoria do evento, o fim de semana deve ser de muito trabalho para os operários. Atualmente, cerca de 50 pessoas participam do processo de catalogação e distribuição do equipamento que chega a Goiânia, mas esse número deve subir progressivamente para pelo menos 700 homens conforme mais material seja remetido para a cidade.

A estrutura impressiona pelos números. Só de componentes do palco são 13 carretas. Outras 20 devem trazer demais partes do show, que faz parte da turnê Out There Tour. Além de Goiânia, o astro inglês passará ainda por Belo Horizonte, no dia 4, e Fortaleza, no dia 9. Na capital mineira, que abre a passagem de Paul no Brasil e também a temporada de shows do ex-beatle pelo mundo, a montagem do palco começou na quinta-feira, logo após o amistoso da Seleção Brasileira contra o Chile, no Mineirão.

A partir do descarregamento e da organização do material no Serra Dourada, que já deve ser feito hoje e amanhã, os operários iniciarão a montagem, provavelmente a partir de segunda-feira. No mesmo dia, a produção do show dará maiores detalhes sobre a estrutura que vem a Goiânia e sobre os prazos até o dia do espetáculo.

Hoje também devem chegar 30 seguranças israelenses do artista, que farão a simulação do percurso que será feito do Aeroporto Santa Genoveva até o Castro’s Park Hotel, onde toda a delegação ficará hospedada.

Fonte: Jornal O Popular

Cai o movimento de passageiros nos aeroportos



Em Goiânia, a redução foi de 4,5%, com 31,18 mil passageiros a menos no 1º trimestre.

A movimentação nos aeroportos brasileiros, inclusive o Santa Genoveva, apresentou queda no primeiro trimestre deste ano, após um fase de pleno crescimento. Levantamento realizado pelo POPULAR (veja quadro) mostra que de dez aeroportos de capitais brasileiras, apenas dois, o Galeão, no Rio de Janeiro, e dos Guararapes, em Recife (PE), apresentaram alta.

Nos outros aeroportos do País, os dados apontam uma interrupção no crescimento da movimentação de passageiros que vinha desde 2009. Em Goiânia, a redução foi de 4,5%, com 31.183 passageiros a menos do que no mesmo período do ano passado.

Quando se analisa os dados sobre as companhias aéreas, a queda também é perceptível. Na comparação entre janeiro e março de 2013 com o mesmo período de 2012, houve uma redução de 7,78% no número de assentos quilômetros oferecidos (ASK), e de 1,19% no número de passageiros quilômetros transportados pagos (RPK), segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na série histórica, desde 2001, o número de assentos quilômetros oferecidos apresentou saldo negativo apenas em 2003. Já em relação ao número de passageiros transportes pagos, não se via saldo negativo desde 2004.

INCERTEZAS

Para o economista Jeferson de Castro Vieira, os aumentos de preço das passagens aéreas, a inflação e as incertezas sobre os rumos da economia explicam este recuo no número de passageiros. “Os preços tiveram reajustes salgados. O aumento assustou a população. Além disso, tem a insegurança com o aumento dos preços. As pessoas ficam com o pé atrás. Para compensar o aumento de outros produtos, deixam de viajar”, comenta o economista.

Jeferson ressalta que a redução nos preços nas tarifas notadas pelos índices que medem a inflação, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em fevereiro e março, foi bem menor do que os reajustes aplicados durante o ano passado. “São promoções. Isso é uma política para recuperar o mercado. As passagens subiram bastante no ano passado.”

REFORMA

Já a presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens de Goiás (Abav-GO), Tereza Melo, aponta, além das altas tarifas cobrada pelas companhias aéreas, a reforma da pista do aeroporto de Goiânia como motivo para a queda na movimentação por aqui.
“Tem muita gente optado por voos de Brasília. Perdemos quase 40% dos voos. Com certeza as obras afetaram (o movimento do aeroporto).” Para a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), responsável pela administração do aeroporto de Goiânia, não é possível ligar a reforma da pista com a redução do movimento, uma vez que tal redução se deu em uma série de aeroportos do País.

Tereza Melo ressalta que a queda da movimentação em aeroportos não foi tema tratado no último encontro de dirigentes da Abav. “Na reunião nacional não vi ninguém reclamando disso não.”

Fonte: Jornal O Popular

Concurso SANEAGO 2013: Edital e Inscrição



São oferecidas 413 oportunidades para cargos de todos os níveis de escolaridade na Saneamento de Goiás S.A. – SANEAGO.

A Saneamento de Goiás S.A. – SANEAGO publicou edital n° 01/2013 para realização de concurso público, que será destinado ao provimento de 413 vagas para cargos de todos os níveis de escolaridade.

São oferecidas oportunidades para cargos de administrador, advogado, agente administrativo, agrimenssor, agente de infomática, agente de sistemas, analista de sistemas (administrador de redes, desenvolvedor e produção), analista de treinamento, arquiteto, auxiliar de enfermagem do trabalho, bioquímico, biólogo, assistente social, contador, economista, enfermeira do trabalho, engenheiro seg. do trabalho, engenheiro agrônomo, engenheiro ambiental e demais cargos.

As inscrições podem ser feitas no site: www.ibeg.org.br e ibegconcursos.com.br, no período de 26 de abril até às 23h59min do dia 15 de maio de 2013.

A taxa de inscrição varia de R$ 46,41 para cargos de nível fundamental, R$ 57,65 para nível médio e R$ 65,18 para nível superior.

A aplicação das Provas Objetivas está prevista para ser realizada no dia 30 de junho de 2013.

Fonte: Concursos Brasil

Maternidade inaugura ambulatório para atender vítimas de violência sexual



A Maternidade Dona Iris inaugurou na manhã desta sexta-feira, (26), o Ambulatório Girassol, destinado a atender mulheres e adolescentes, acima de 14 anos, vítimas de violência sexual.

A cerimônia de inauguração contou com a presença do secretário municipal de saúde, Fernando Machado, e de Tereza Bailer, primeira-dama da cidade, além de outras autoridades locais.

Em Goiânia, esta é a primeira unidade especializada no atendimento a vítima de violência sexual. O objetivo do espaço é prestar assistência imediata às vítimas e minimizar as consequências da violência.

Todos os funcionários da unidade receberam treinamento especializado para prestar um bom atendimento às vítimas. A equipe será composta por médica, enfermeira, psicóloga e assistente social. Os atendimentos serão realizados de segunda a sexta-feira e as vítimas receberão tratamento por até seis meses.

Fonte: Diário da Manhã