28 de março de 2013

Justiça proíbe novas indústrias na região Norte de Goiânia e pede esclarecimentos à Hypermarcas



O juiz Jerônymo Pedro Villas boas acolheu de forma parcial o pedido liminar feito pelo ministério público e proibiu que o município de Goiânia autorize novos estabelecimentos industriais e comerciais na região Norte da Capital. A decisão vale até que o mérito da ação civil pública seja julgado.

Além da proibição, o juiz pediu que o grupo Hypermarcas apresente cópia integral das autorizações ambiental e para uso do solo na região. A empresa realiza obras de expansão do parque industrial, que fica próximo ao córrego samambaia. O ministério público aponta que o centro de distribuição da empresa começou a ser construído sem qualquer autorização da prefeitura, além de apresentar pedidos de uso do solo com até três endereços diferentes.

A polêmica obra da Hypermarcas chegou às discussões da Câmara de Municipal, que ainda analisa realizar uma audiência pública para discutir a questão. O vereador Elias Vaz (PSOL) não tem dúvidas em afirmar que a obra é ilegal. “Se um pobre faz uma coisa como fez o Hypermarcas embarga na hora. Agora como é um empreendimento de quem tem poder econômico,” ironizou o parlamentar.

Elias afirma que o atual Plano Diretor não permitiria de forma alguma a construção, “tanto é que a prefeitura está tentando a mudança do plano, justamente para que a obra possa ser feita,” cita o vereador. Outro ponto criticado pelo parlamentar, é que a Hypermarcas não possui alvará para a execução do projeto, mas mesmo assim seguiu construindo, com a conivência do poder público.

Já o vereador Clécio Alves (PMDB) que é o presidente da Câmara, já usou a tribuna da casa para defender a instalação na região norte de Goiânia. Segundo ele, a obra deve trazer benefícios como novos empregos à população, mas a decisão judicial deve ser cumprida. “A empresa Hypermarcas, assim como outras que geram emprego, renda, desenvolvimento tem um papel importante. Mas não cabe a mim discutir uma decisão judicial,” afirma.

A decisão liminar do juiz Jerônymo Villas Boas determinou a proibição de novos empreendimentos na região Norte antes da análise do mérito pedido pelo ministério público, sobre o raio de proteção ambiental.

Fonte: Jornal O Hoje