Corredores preferenciais geram polêmica

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Faixas exclusivas para ônibus não agradam comerciantes e muitos motoristas que trafegam pela Avenida T-63.

O corredor exclusivo para ônibus na Avenida T-63, anunciado no início do mês, não agrada os comerciantes e muitos motoristas que trafegam pela avenida. Mesmo assim, a Prefeitura afirma que vai manter a mudança e ainda anuncia que as avenidas T-7 e 24 de Outubro devem receber intervenções semelhantes ainda neste semestre. Comerciantes alegam prejuízos causados, principalmente, pela proibição de estacionamento na via. Por outro lado, a Prefeitura alega que é necessário priorizar o transporte coletivo. O assunto foi tema de debate ontem na Câmara de Goiânia, conforme proposta feita pela vereadora Tatiana Lemos (PCdoB).

Presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), José Evaristo dos Santos critica a intervenção. Segundo ele, o projeto não pensa nem em área de carga e descarga para os estabelecimentos comerciais. Evaristo também destaca que não é viável recuar os prédios para fazer estacionamento, conforme sugere projeto da Prefeitura, e que as ruas próximas são estreitas e não comportam o número de veículos que precisam estacionar, diariamente, na avenida. “Essa mudança nesse local não se justifica. O número de carros particulares é infinitamente maior que o número de ônibus que trafegam por lá. Só três linhas passam pela T-63”, protesta.

Ainda segundo Evaristo, nem ele e nem os comerciantes são contra melhorias para o transporte coletivo. “Só precisamos de mais respeito. Nós não fomos ouvidos em nenhum momento”, desabafa. O presidente da Fecomércio destaca que muitos comerciantes já estão tendo prejuízos e alguns já pensam em fechar as portas. “Os empregos vão diminuir evidentemente,” observa. Segundo ele, não só o corredor da T-63 como os outros devem ser mais discutidos. “Somos uma cidade movida pelo comércio e serviços. Muitas dessas intervenções simplesmente não são oportunas,” pontua.

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Goiás (Sindilojas), José Carlos Palma Ribeiro, concorda. Para ele, a falta de diálogo preocupa. “Essa é a primeira audiência pública sobre o assunto. Uma audiência pública deveria ser para discutir um projeto e não para comunicar que ele vai ser feito”, se indigna. Segundo ele, os prejudicados pela intervenção são muitos. “A Prefeitura alega que é um pequeno grupo, mas não é verdade. Se pensarmos em todas as avenidas que devem receber corredores preferenciais, são milhares de empresas e empregos”, detalha. Ribeiro comenta que a intenção de melhorar o transporte coletivo é boa, mas acredita que essa não é a melhor forma de fazer isso.

Diretor da CMTC diz que medida é tendência mundial

Diretor da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), Ubirajara Alves Abbud rebate as críticas. Segundo ele, os corredores seguem uma tendência mundial de devolver a via pública para a população. “As ruas têm que deixar de ser só estacionamento”, afirma. Segundo ele, desde que o corredor foi implantado na Avenida Universitária, nenhuma morte foi registrada na avenida e o índice de acidentes caiu consideravelmente.

Secretária Municipal de Trânsito e Transporte (SMT), Patrícia Pereira Veras admite que tal intervenção não é bem-vinda por muitos motoristas e comerciantes, mas volta a afirmar: “Temos que priorizar o transporte coletivo”. Segundo ela, se algo não for feito, daqui a cinco anos o trânsito da capital estará travado, assim como acontece em São Paulo, onde Veras trabalhava antes de assumir a SMT. A secretária lembra que os semáforos da T-63 serão sincronizados, medida que deve proporcionar ganho de tempo também para os carros particulares. Além disso, ela destaca que a nova via pensará ainda nos pedestres.

“Queremos uma cidade em que os motoristas tenham educação”

A fiscalização e as multas devem começar já no próximo mês. De acordo com Veras, o ideal é que o número de multas seja zero. “Estamos recebendo críticas porque em 60 dias o Corredor Universitário registrou 22 mil multas. Se 22 mil multas foram registradas é porque 22 mil infrações aconteceram. Mas eu não penso em multa como receita. Isso não é o que queremos. Queremos uma cidade em que os motoristas tenham educação e sigam as normas de trânsito. Se fizerem isso, não serão multados”, argumenta.

O corredor terá início na Avenida Campos Sales, no Parque Anhanguera, e seguirá pela T-63 até a Avenida Xavier de Almeida, no Terminal Isidória. A intenção da Prefeitura é que a intervenção garanta ganho no tempo de viagem do transporte coletivo – 86 ônibus de seis linhas passam pela T-63, transportando quase 80 mil pessoas por dia. A expectativa é de que os ônibus ganhem 44% em velocidade no horário de pico da manhã e 72% no pico da tarde, o que significa aproximadamente 7 minutos pela manhã e 10 minutos no período tarde.

Fonte: Jornal O Hoje

1 comentários:

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Anônimo
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23 de março de 2013 16:53 delete

É hora do motorista motorizado(carro e moto) de Goiania e comerciante aprenderem a ceder espaço para o ónibus que transporta muito mais pessoas em um curto espaço de tempo e de maneira mais sustentável pro meio-ambiente e pra cidade ( menos carro, menos monóxido de carbono, mais saúde)
E quanto aos Comerciantes estão na hora de aprenderem a fazer negocio com visão a longo prazo, PLANEJADO ou seja "oferecer estacionamento" mas não eles também como os motoristas motorizados acham que são DONOS DA CALÇADA ( QUANDO COLOCAM PRODUTOS, ESTANDARDES E ETC.)

Pois querem ter lucro máximo com pouco investimento para o conforto e segurança dos clientes. Aprendam com os shoppings, com os supermercados, com algumas panificadoras, drogarias e por ai vai que já o fazem há seculos)
E O MOTORISTAS MOTORIZADOS porque tem carro ( consequentemente acham que podem mais por possuem um bem que infelizmente no Brasil e ainda mais na roça Goiania é luxo ( ridículo)!!!

Já passou da época essa mentalidade retrogada em achar que com CARRO posso tudo,

Dai vê-se a falta de respeito com pedestres nas faixas, ciclistas, e transporte coletivo pois sempre avançam, cortam param nas paragens de ónibus,sem respeito algums pelas centenas de pessoas que estão dentro dos ónibus.

os motoristas motorizados de Goiânia tem uma arma em potencial pronta para matar.
E com certeza alguém é morto em Goiania todos os dias por causa dessa IGNORANCIA, EGOISMO, SELVAGERIA, BAIXA ESCOLARIDADE,IMPRUDENCIA E FALTA DE PUNIÇAO SEVERA que se observa na T-63 e na cidade como um todo acidentes e mais acidentes causados por quem?
PELOS PSEUDO-DONOS DAS RUAS DE GOIANIA!!!!!!OS MOTORISTAS MOTORIZADOS DE QUATRO RODAS E DUAS TAMBEM!!!!1

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