29 de outubro de 2012

Eduardo Costa e Leonardo em Goiânia 2012




Data: 08/12/2012
Local: Atlanta Music Hall
Fone: (62) 3257-7000
Site: www.atlanta.art.br

De volta á Goiânia 2 dos maiores cantores sertanejos de todos os tempos, Eduardo Costa e Leonardo num show exclusivo na Atlanta Hall.

A partir das 22hrs


Ingressos
Vip Open Bar 4º Lote: R$ 80,00 (individual, referente a meia entrada)
- Open Bar: Cerveja, refrigerante, água e vodca com suco.

Frontstage Open Bar 4º Lote: 140,00 (individual)
*Open Bar: Cerveja, refrigerante, água, vodca com suco, caldos, frios e whisky.

Mesa Amarela 1º Lote: R$ 1.000,00 (4 pessoas)
- Open Bar: Cerveja, refrigerante, whisky, água e vodca com suco.

Mesa Verde 1º Lote: R$ 800,00 (4 pessoas)
- Open Bar: Cerveja, refrigerante, whisky, água e vodca com suco.

Mesa Azul 1º Lote: R$ 500,00 (4 pessoas)
- Open Bar: Cerveja, refrigerante, whisky, água e vodca com suco.

Lounge Premium 3º Lote: R$ 200,00
- Open Bar: Cerveja Skol, água, refrigerante, Vodka Absolut, suco, Whisky Old Parr, caldos e frios.

Camarote Empresarial 1º Lote: R$ 250,00 (individual, de acordo com a capacidade de cada camarote)
- Open Bar: Cerveja, refrigerante, água, vodca com suco, caldos, frios e whisky.


Pontos de Venda:

Bouganville (Stand 3º Piso)
TicStore Buriti (Stand 1º Piso)
Rival Calçados
Tkts Express: (62) 8406-4949
Ingressos Online: www.ticplus.com/atlanta

Stand Up com Fábio Porchat - Teatro Sesi - Goiânia 2012



Data: 25/11/2012
Local: Teatro Sesi
Fone: (62) 3269-0800

Fora do Normal, solo de stand up do humorista Fábio Porchat traz ao palco observações bem humoradas sobre situações do nosso dia a dia. Uma comédia que aborda temas do cotidiano como telemarketing, avião e tecnologia em banheiros.

Integrante do primeiro grupo de stand up comedy do Brasil, o COMÉDIA EM PÉ, que está em cartaz ininterruptamente há seis anos, Fábio tem apresentado seu espetáculo solo por várias capitais brasileiras como Manaus, João Pessoa, Curitiba, São Paulo e agora chega ao Rio de Janeiro.

Referência em todo o país quando o assunto é humor, o ator já se apresentou também em Londres e no Japão com seu estilo de humor histriônico que cativa as platéias.

Data e Horário
.Dia 25 de Novembro, domingo às 20h

Valor dos ingressos

Inteira - R$ 60,00
Meia - R$ 30,00

50% de desconto na Inteira para Assinantes de O Popular e Clientes Porto Seguro.

Ingressos à venda

Submarino Festas: 3582-0009
Bob´s Drive Thru: 3214-1052
Quiosque Oquerola Ingressos (Goiânia Shopping Piso 2):3921-5010

End: Av. João Leite, nº 1013, Setor Santa Genoveva, ao lado do Clube Ferreira Pacheco.

Prefeitura fará só 2 dos 6 corredores exclusivos



Apenas dois dos seis corredores exclusivos do transporte coletivo determinados pelo Plano Diretor de Goiânia de 2007 estão previstos para os próximos cinco anos. A Prefeitura alega que a falta de dinheiro e de demanda de usuários a levou a optar por construir pistas preferenciais nos Corredores T-7, T-9 e Mutirão. Não há previsão para o Corredor Leste-Oeste.

Os corredores Goiás - que abrigará o Bus Rapid Transit (BRT) - e Anhanguera - por onde passará o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) - são os únicos que terão pista exclusiva para transporte coletivo no eixo central. O prefeito Paulo Garcia (PT) afirma que as vias preferenciais nos Corredores T-7, T-9 e Mutirão são “a opção factível neste momento”. O tempo de duração das obras e a necessidade de desapropriações preocupam empresários.

O Plano Diretor de 2007 - cuja atualização deve ser enviada à Câmara Municipal no próximo mês - estipula largura mínima de 36 metros para a caixa da via comportar um corredor exclusivo. As Avenidas T-7 e T-9, entre outras, não têm esse espaço. Para cumprir o determinado em lei precisão ser feitas desapropriações. “Implantar um corredor com necessidade de desapropriação demanda muito mais dinheiro que o preferencial”, afirma Garcia.

Além de não ter dinheiro suficiente para cumprir o que determina o Plano Diretor, estudos técnicos da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) apontam que não há demanda nos Corredores Leste Oeste, T-7, T-9 e Mutirão. As vias têm de 3 mil a 6 mil passageiros por hora em cada sentido, nos horários de pico. A CMTC estima em 10 mil a 15 mil passageiros por hora em cada sentido a demanda mínima para implantação dos corredores exclusivos. As vias têm atualmente 8 mil e 12 mil, respectivamente.

Modelo

As pistas preferenciais têm como molde o Corredor Universitário, inaugurado em junho deste ano. “Neste momento podemos resolver com o conceito do corredor preferencial, que não tem desapropriação, simplesmente eliminando estacionamento. Cinco anos é a previsão de que eles ainda aguentem bem”, afirma a assessora de planejamento da CMTC, Ediney Bernardes.

“Implantar esses corredores de imediato é praticamente impossível. Teríamos de desapropriar 20 quilômetros - 10 de cada lado - e isso se torna praticamente impossível”, afirma Bernardes, sobre o caso do Corredor T-7. A região é quase que completamente adensada. Apesar disso, os técnicos da Prefeitura afirmam que, a partir do Plano Diretor de 2007, alterou-se também a lei de uso do solo. Passou-se a exigir que novos empreendimentos respeitem a distância de 15 ou de 18 metros do meio da via, de acordo com o corredor determinado para o local.

O prefeito afirma que as obras do Corredor T-7 vão começar no máximo em janeiro de 2013: “Minha determinação é que tenha início no mais tardar na primeira quinzena de janeiro; temos recursos para executar a obra.” O Corredor T-9 também deverá ser iniciado no primeiro semestre de 2013. Embora já esteja definida a adaptação do projeto de corredor exclusivo para preferencial na Avenida Mutirão, Bernardes afirma que ainda não há previsão para a obra.

Dificuldade

Reportagem do POPULAR publicada no dia 10 de setembro, durante a disputa eleitoral, já mostrava a dificuldade que o novo prefeito teria para implantar os corredores exclusivos de transporte, promessa de campanha de todos os candidatos. Na ocasião, o jornal consultou especialistas que apontaram entraves para a execução do que prevê o Plano Diretor.

“Excetuando-se o corredor (Goiás) Norte-Sul, onde será implantado o BRT, a implantação dos demais corredores exclusivos é muito difícil, tendo em vista que a caixa das vias é inferior a 30 metros e necessitaria ser ampliada para 36 metros. Essa ampliação demandaria um número muito grande de desapropriações a um custo elevado”, avaliou na ocasião o engenheiro Alexandre Moura, do Grupo de Trabalho sobre Mobilidade e Acessibilidade do Conselho Regional de Engenharia em Goiás (Crea-GO). Para ele, a saída seria apostar nas vias preferenciais, como o Corredor Universitário.

Garcia afirma que “nada impede que no futuro um corredor preferencial não tenha condições ideais de se tornar exclusivo”. O prefeito cita a diversidade de opiniões sobre o assunto. “Existem técnicos que consideram que o corredores preferenciais não são o ideal, que o ideal são os exclusivos. Mas são fases de implantação e temos de nos adaptar às caixas que nos temos.”

Fonte: O Popular

VLT e BRT demandarão 135 mil m² em desapropriações



A implantação dos eixos de trânsito exclusivo do transporte coletivo prevista para os próximos anos demandará 135 mil metros quadrados (m²) em desapropriações. As obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), na Avenida Anhanguera, e Bus Rapid Transit (BRT) - no Corredor Goiás (conhecido como Norte-Sul) - estão previstas para 2013. Em ambas serão necessárias desapropriação próximo às paradas dos veículos do transporte coletivo.

A assessora de planejamento da Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC), Ediney Bernardes, afirma que, na maior parte dos corredores, não será necessário alargamento da caixa das vias. O Plano Diretor de 2007 prevê 36 metros entre um lado e outro das avenidas. Um trecho da Avenida Rio Verde, entre Goiânia e Aparecida de Goiânia, será desapropriado para implantação do BRT.

A Prefeitura deve contratar até o final do ano o projeto executivo da obra. Bernardes estima para o segundo semestre de 2013 a abertura de licitação e início da obra. A construção do corredor demandará aproximadamente 40 mil m² em desapropriações e deve durar dois anos. O coordenador do Programa de Transportes da CMTC, Benjamin Kennedy Machado, afirma que as desapropriações serão focadas nos 36 pontos de paradas previstos no trajeto.

A implantação do VLT está sob responsabilidade do Estado, em parceria com a Prefeitura. A obra está prevista para começar em 2013 e deverá provocar a desapropriação de 95 mil m², nos mesmos moldes do BRT.

Fonte: O Popular

24 Horas: Goiânia sem sono



Cada vez mais atrativa, Capital já é considerada pelos goianienses o lugar dos que não dormem. Economia cresce e horários são adequados para atender às novas demandas comerciais. Projeções especulam que município irá repetir comportamento das maiores.

Não é difícil encontrar pessoas pelas ruas de Goiânia durante as madrugadas. De baladeiros a trabalhadores, muitos aproveitam o período noturno para fazer atividades de sua preferência ou de sua necessidade.

Há menos de 10 anos, alugar um filme, fazer compras ou até mesmo ir ao dentista em Goiânia, eram atividades realizadas somente no horário comercial. O diferencial na rotina da população é que, a Goiânia atual, não está limitada a períodos de atendimentos diurnos.

Semelhante à grandes metrópolis espalhadas pelo mundo, a Capital de Goiás, conta com vários bairros, onde é possível encontrar fast-foods, lanchonetes, drogarias, bares e tudo disponível ao goianiense 24 horas.

A Avenida T-63 é uma das mais lembradas pelos jovens de classe média da cidade. A estudante Gabriela Rodrigues, sempre que precisa comprar algo, ou até mesmo fazer um lanche rápido, recorre aos estabelecimentos que se encontram nesta área. “A T-63 é muito extensa, passa por alguns bairros de Goiânia, que para mim, são mais seguros que os periféricos. A segurança proporcionada me induz a comprar tudo que preciso por ali mesmo. Saio com meus amigos à noite, alugo filmes, e até faço um lanche rápido em um só lugar. A comodidade dos estabelecimentos que ficam abertos 24 horas são bem atrativos para os moradores da cidade.”

Noite segura

Bares e boates também fazem parte do roteiro das “turmas noturnas”, nome dado pelos frequentadores desses lugares, que desfrutam das boas opções de lazer oferecidas pelas casas. A vendedora Ludmilla Soares, frequenta pelo menos duas vezes por semana, bares ou boates, e afirma que a cidade está cada vez mais movimentada durante as madrugadas. “Costumamos chamar os frequentadores da noite, de turmas noturnas, porque sempre encontramos as mesmas pessoas por onde vamos. Sem dúvidas sou parte desta turma (risos). Pelo menos duas vezes por semana eu vou a um barzinho ou saio pra dançar. E sem medo de errar, tenho certeza de que as ruas estão cada vez mais movimentadas nas madrugadas. Isso por que os jovens estão cada vez mais cedo, saindo para curtir as boas baladas.”

O Setor Marista, por ser um dos bairros mais frequentados pela juventude da Capital, foi apelidado carinhosamente de Beverly Hills. A Avenida 136, onde se encontram boa parte das atrações noturnas e diurnas da cidade, conta com restaurantes, bares com música ao vivo e também boates, onde todos os gostos são levados em consideração. Ludmilla explica, que o apelido dado ao bairro, não foi à toa. “Este setor, não foi apelidado de Berverly Hills sem um motivo aparente. O nome significa muito mais do que somente uma região badalada. Como a cidade original é muito conhecida pelo luxo e glamour das atrações noturnas, Goiânia merecia ter este espaço com um nome assim, carinhosamente colocado pelos frequentadores. Uma classe de pessoas exigentes, que buscam diversão, boa comida e acima de tudo, companhia.”

Dinheiro

Não somente as diversões deixam Goiânia acordada. Enquanto tem gente se divertindo, também existem aqueles que estão ganhando o sustento. Muitas empresas funcionam durante as 24 horas diárias, e de certa forma, o crescimento das oportunidades de emprego podem ser notadas pela própria sociedade. João Claudino, trabalha pela madrugada e conta com alegria, como saiu da estatística do desemprego. “Eu nunca conseguia arrumar emprego durante o dia, fiquei quase um ano sem trabalhar, porque não procurava novas opções. Foi quando num certo dia, me sugeriram procurar uma vaga em um horário diferenciado, então comecei a procurar emprego nas lojas que funcionam 24 horas. Agora enquanto boa parte das pessoas estão dormindo, eu diferente deles, estou trabalhando, e sem dúvidas, posso dizer que estou muito feliz.”

Sossego

Grupos de amigos também preferem aproveitar as noites da Capital da forma mais tranquila possível. O estudante Jonathan Magalhães, junto com sua turma, usa a madrugada para passear pelas principais avenidas, porque segundo ele, neste horário, com o trânsito calmo, é mais fácil notar a beleza dos vários pontos da cidade.

“Sempre saio com meus amigos para um passeio de carro noturno. Ver Goiânia, iluminada a noite é muito melhor do que encarar o trânsito insuportável que temos todos os dias e ainda não dá para ver nada. É assim que aproveito para apreciar o que temos de melhor por aqui. Dentre as principais avenidas, tenho preferência pela Avenida 85, onde encontro os monumentos dos cartões-postais da cidade. Gosto também da Avenida 136, que na minha opinião, é uma das mais modernas. Por esses motivos e outros, é que tenho orgulho de viver aqui.”

Religião

Grupos religiosos não ficam de fora dos que preferem as madrugadas para se reunir em pontos estratégicos. De acordo com José Donizete, que faz parte de uma comunidade evangélica, o horário escolhido é atrativo por ter um clima mais ameno e um trânsito sem tanto movimento. “As vigílias são feitas pela madrugada, primeiramente por se tratar de algo bíblico, mas, outros fatores contribuem para isso. O Morro do Mendanha é muito utilizado por várias comunidades de diversas igrejas para as celebrações.

Neste horário, temos uma vista privilegiada de alguns lugares da cidade o clima é bem mais agradável que durante o dia, levando em conta que moramos num lugar quente. Consideramos a cidade tranquila, não temos medo de estar nas ruas, mesmo sendo madrugada. O fluxo de veículos no trânsito é muito bom depois das 23h. Goiânia é uma cidade incomparável.”

Goiânia já foi e talvez seja considerada por muitos famosos uma “fazenda asfaltada”, não se sabe ao certo o real motivo do apelido, nem se é um elogio ou uma crítica. Muitos consideram que as duplas sertanejas que saem daqui para ganhar o mundo, é que deram origem ao nome. Jonathan vê o apelido de “fazenda asfaltada” como um elogio. “Eu penso que falar que nossa cidade é uma fazenda asfaltada, é motivo de orgulho para nós que temos os melhores cantores sertanejos do Brasil.”

Goiânia cresce melhor e mais bela, com uma sociedade satisfeita e alegre, despertando saudades naqueles que já viveram aqui. A dona de casa Lorena Assis, que morou durante sua adolescência na Capital, sente saudades desse tempo. “Eu tenho muita vontade de voltar à minha cidade querida. Durante o tempo que vivi em Goiânia, fui muito feliz, a cidade me proporcionava isso. Tinha liberdade em tudo que fazia. Hoje sei que continua assim, tudo lindo, florido e arborizado. Incomparavelmente essa cidade é a melhor para se viver. Tenho orgulho de dizer a todos que vim da melhor Capital do Brasil, Goiânia.”

Fonte: Diário da Manhã
Texto por Mônatha Castro
Foto: Mauro Eduardo Lima/DM

Goiânia tem mais carros do que casas




Goiânia tem mais carros do que casas. São 480.790 automóveis e 422.921 domicílios particulares permanentes, segundo mostra o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mesmo trabalho apresenta que o número de moradias com automóvel é quase igual ao daqueles com máquina de lavar roupa, são aproximadamente 236 mil ante cerca de 242 mil, respectivamente, diferença inferior a 3%. Em 2011 o número total de veículos chegou a 1,03 milhão. Apontada em estudo da Organização das Nações Uni­das (ONU) como o município com a maior desigualdade de renda entre ricos e pobres em toda a América Latina e o Caribe, a capital de Goiás diariamente apresenta em suas ruas o resultado da concentração de riqueza, tendo de um lado, veículos considerados de luxo, com valores acima de R$ 100 mil, à venda e em circulação, e de outro, o acúmulo de pessoas no interior de ônibus do transporte coletivo, que chega a oito por metro quadrado em horário de pico.

“Há dez anos que esses ônibus vivem cheios”, disse a diarista Rosalina Rodrigues da Silva, 58, ao descer do veículo 171, no terminal Praça A, por volta das 19h de terça-feira, 16. Moradora de Guapó, ela havia saído de casa às 5h30. Pegou um ônibus até o terminal do Dergo, e depois, mais um, até o seu trabalho, em Goiânia. Na volta, passou na Santa Casa de Misericórdia, em Campinas, antes de pegar outro ônibus até o terminal. “Fiquei uma hora no ponto esperando e ele passou lotado.” Em sua casa, ela estimava que chegaria entre 20h30 a 21 horas. A rotina, de em média quatro ônibus por dia, iniciou em 2002, quando Rosalina passou a trabalhar na capital. A diarista afirma que em função do longo tempo de espera pelas linhas 015 (Praça A – Flamboyant) e 171 (Terminal Cruzeiro/Praça A), passou a recusar serviços em regiões onde teria que utilizá-los.

“Acho que faltam mais ônibus”, diz a operadora de caixa Maria Fernandes de Melo, 28, que também utiliza a linha 171. Ela mora no Setor dos Afonsos e trabalha no Setor Ferroviário e diz que ao todo utiliza seis ônibus por dia para ir e voltar do emprego. “Não consigo lugar para sentar nem para voltar, nem para vir, que é mais cheio ainda”, diz sobre o 171, que segundo ela, é o único ruim do trajeto. Outra reclamação da usuária é quanto a falta de educação dos usuários. “Se tivesse carro com certeza não andaria de transporte coletivo. Prefiro enfrentar um trânsito do que um povo sem educação”. E se tivesse “muito dinheiro”, diz que sim, compraria um carro de luxo.

O assistente de suporte ao Negócio da All Motors, João Paulo Pedroso, diz que a loja vende automóveis importados para todo o país. Entre as capitais, ele aponta Goiânia como a segunda no ranking de venda, atrás de São Paulo e na frente de Brasília. “Não que o poder aquisitivo aqui seja maior, mas como a sede fica em Goiânia, os clientes têm maior contato”. Segundo ele, as vendas para fora do Estado são por telefone e/ou site. Noventa por cento do total comercializado são de carros seminovos. A maior procura, informa Pedroso, são pelos esportes e da marca Porsche. O valor de um Porsche depende do modelo e ano. Na loja, por exemplo, tinha um Boxster 2006, de R$ 189 mil e outro, 911 Turbo, 2011, por R$ 799 mil. Porém, quanto ao grande objeto de desejo daqueles que gostam de carro, ele cita as Ferrari. Na empresa, no dia da entrevista, uma F360 Modena, 2002, amarela, estava à venda por R$ 499 mil.

Pedroso afirma não ter estatística mensal de carros vendidos, mas informa que já teve mês em que comercializaram 27 automóveis, em outros, porém, sete. “Mês de setembro e outubro são mais fracos. Em novembro e dezembro dá uma acelerada.” A faixa de preço dos mais vendidos é de R$ 100 mil a R$ 200 mil, segundo o assistente de suporte. “De R$ 250 mil para cima é um público mais restrito. Um carro de R$ 300 mil, R$ 400 mil, é por status”.

A maioria dos compradores desses considerados automóveis de luxo, diz ele, são grandes empresários, cantores e jogadores de futebol que vivem em Goiás. “Pessoas que ganham muito dinheiro e esse gasto não faz muita diferença”. Pedroso diz atender muitos empresários de Goiânia e Anápolis. Em relação à idade dos clientes, ele informa que há desde os jovens, de 20 anos, até idosos. Na aquisição de carros acima de R$ 250 mil, ele informa que em torno de 85% dos casos, os clientes pagam uma parte à vista e financiam o restante.

O proprietário da Prime Divulgue, empresa de marketing via serviço de mensagens curtas (sms), Fabiano Matos, 25, usa em média sete ônibus por dia e diz que se tivesse condições financeiras, compraria um carro de R$ 100 mil. “Porque acho que o tempo que trabalhei mereço um conforto”. Ele informa usar transporte coletivo porque não tem carro. “Se tivesse, andava longe desse terminal”, disse ao desembarcar na Praça A.

Só nesse terminal, a demanda diária é superior a 57 mil passageiros, segundo dados da Rede Metropo­litana de Transporte Coletivo (RMTC), sendo um dos mais movimentados de Goiânia. Volume maior ainda de passageiros por dia é estimada para os terminais Bandeira, 66.592, Praça da Bíblia, 79.123, e Padre Pelágio, 87.985.

Segundo dados da RMTC, atualmente 1.376 veículos rodam diariamente para atender a demanda nas 278 linhas existentes. Noventa por cento da frota, é do ano 2008 para frente. A velocidade média dos ônibus é de 19 quilômetros por hora. Em relação ao tempo médio de espera em pontos é possível conferir o de cada um por meio do site: www.rmtcgoiania.com.br.

Quanto às reclamações de usuários à reportagem das linhas 171 e 015, o órgão informa que o histórico delas é de 70% em dia e 30% com atraso. Segundo a RMTC, a maior parte dos atrasos é registrada entre 17h e 19h. “O congestionamento durante o trajeto afeta diretamente nos horários das duas linhas”, informa a assessoria.

O doutor e mestre em Engenharia de Transportes Benjamim Jorge Rodrigues dos Santos, professor na Pontifícia Universidade de Goiás (PUC-GO) e Universidade Estadual de Goiás (UEG), aponta entre os requisitos para que o transporte coletivo seja de qualidade uma velocidade de 22 quilômetros por hora. “Hoje é de 8 quilômetros por hora a 12 quilômetros por hora, na Avenida 24 de Outubro”. Para ser atraente, o tempo de viagem de um ônibus não deve ser mais do que uma vez e meia o gasto por um carro em igual trajeto, diz. A lotação máxima recomendada é de quatro pessoas por metro quadrado. “Se vê de seis a oito pessoas por metro quadrado em horário de pico em Goiânia”. Quanto ao tempo de espera nos pontos, ele informa ser indicado não ultrapassar 20 minutos. “Também é necessário monitorar com fiscalização e aplicar penalidades para as operadoras que não cumprirem os requisitos.”

Santos diz que a qualidade do trânsito passa por três pilares: educação, engenharia e fiscalização. Ele aponta que o ideal é que exista um agente de trânsito para cada mil veículos. Segundo o presidente da Agên­cia Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (AMT), Senivaldo Silva Ra­mos, hoje são 358 agentes. “Dever­íamos ter no mínimo 700 profissionais.” O presidente diz aguardar para 2013 a realização de novo concurso.

Na avaliação do engenheiro, as pessoas dizem que jamais utilizariam o transporte público se tivessem veículo próprio porque o atual serviço não tem qualidade. “Se tivesse um transporte como na Europa, por exemplo, só usariam o carro para passear, aos fins de semana.” Na opinião do engenheiro, havendo qualidade, pode haver uma migração do transporte individual para o coletivo, e calcula a possibilidade de tirar de circulação 20% dos veículos que trafegam na capital.

O consultor de negócios Cleone Guimarães, 25, tem um carro, mas mesmo assim, utiliza há seis meses o transporte coletivo para ir do trabalho até à faculdade, onde cursa Administração. Isso porque ele começou a compartilhar o carro com a noiva. Guimarães diz achar o serviço “precário”. “É preciso planejamento para melhorar.” Quanto aos carros de luxo, diz que, mesmo se tivesse condições financeiras, não compraria um de mais de R$100 mil. “Investir em outras coisas, como viagens.”

Transporte coletivo deve ser priorizado, defende engenheiro

O professor e engenheiro Benjamim dos Santos diz que a tendência de política de transporte nos países desenvolvidos é o coletivo e alternativas como o uso de bicicletas. Ações que são priorizadas na área de mobilidade no plano de governo referente a 2013-2017 apresentado pelo prefeito Paulo Garcia no final da corrida eleitoral. Nele constam atividades como implantar o Transporte Rápido por Ônibus (BRT) no eixo Norte-Sul, com 22 quilômetros, e de 14 corredores para ônibus, totalizando 102 quilômetros, no modelo do corredor Universitário, entregue neste ano.

A construção do BRT de­mandará R$ 260 milhões, segundo o diretor de gestão do Plano Diretor da Prefeitura de Goiânia, Ramos Albuquerque Nóbrega. “O prefeito quer ver se até o ano que vem ele esteja pronto”. O diretor confirma a priorização do transporte coletivo no programa de governo. Entre as redes estruturadoras a serem trabalhados estão os eixos exclusivos e os preferenciais. Os exclusivos já existentes são os da Avenida Anhanguera e parte da Avenida Goiás. Esses exigem pistas com largura mínima de 36 metros e desde 2007 são indicados no plano diretor para outras vias, a exemplo da Leste Oeste, Mutirão, T9, T7 e 85. “Não foi feito ainda por questão econômica”. As preferenciais, como a do Univer­sitário, onde os veículos podem entrar na faixa do ônibus e andar por uma quadra se for fazer conversão à direita, são previstas para Avenida Castelo Branco, Independência, T63, entre outras.

Hoje Nóbrega diz não existir um plano diretor específico para o transporte, o que passou a ser exigido, por meio de lei federal em janeiro de 2012. “A AMT e a CMTC (Com­pa­n­hia Metropolitana de Trans­portes Coletivos) estão à frente desse estudo para se chegar ao plano. Já fizemos duas reuniões e até o ano que vem o plano diretor de transporte tem que estar pronto”.

O diretor diz não acreditar que a cidade seja sustentável sem um transporte público. Porém, ele afirma que o transporte individual não vai desaparecer. “O poder público tem que ter uma gestão inteligente para poder trabalhar as duas coisas.” O professor Santos diz que o sentido é “incomodar” o usuário de carro e privilegiar o transporte coletivo. “Se for priorizar o transporte individual daqui a pouco só teremos estacionamentos”.

Fonte: Tribuna do Planalto

Frota de Anápolis já ultrapassa 200 mil



Agora é oficial. Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito - Denatran, a frota de veículos emplacados no Município de Anápolis é de 202.543, conforme dados referentes ao mês de agosto deste ano. Em relação a agosto de 2011, houve um crescimento de 8,9%.

O número de automóveis de passeio cresceu de 92.324 para 100.701 na comparação de janeiro a agosto de 2011 com o mesmo período deste ano, uma diferença de 8,3%. O número de caminhões emplacados em Anápolis subiu de 9.310 para 9.862, uma diferença de 5,6%. O número de caminhonetes de 14.053, para 15.713, diferença de 10,5% (há outro grupo, de camionetas que passou de 3.856 para 4.325, (10,8% de crescimento). Já o número de motocicletas saltou de 40.242, para 44.018, crescimento de 8,5%. O número de motonetas cresceu 11,1%, passando de 12.274 para 13.809 na comparação entre os períodos. A frota de ônibus cresceu 8,1%, passando de 1.430 para 1.556.

O crescimento da frota está associado a uma série de fatores, dentre eles: o aumento do poder aquisitivo da população e as facilidades de crédito para a compra de veículos, decorrente de juros mais baixos ou promoções oficiais como a redução do IPI. Alia-se a isto, a comodidade que as pessoas esperam encontrar com um veículo próprio. De acordo com dados do Censo de 2010 do IBGE, Anápolis conta com uma população de 334.613 habitantes. Dividindo o número da frota pela população, tem-se 0,6 carros por habitante.

Em 2010, foi divulgado pelo jornal “Folha de São Paulo”, um ranking das 150 cidades com maior proporção de veículos por habitante. Anápolis figurou no 67º lugar, com proporção de 47,6 veículos para cada 100 habitantes. Deixou para trás várias capitais, como: Porto Alegre (RS); Cuiabá (MT); Boa Vista (RR); Aracajú (SE); Natal (RN), além de Brasília (DF). A liderança nesse ranking ficou para São Caetano do Sul, no interior paulista, com 75,4 veículos por 100 habitantes.

Estatísticas à parte, o crescimento da frota é bastante visível aos olhos e a paciência do condutor de veículo anapolino que, a cada dia, sofre com os congestionamentos na região central e, até, em alguns bairros mais populosos. Descontar alguns minutos do horário de folga do almoço para o engarrafamento na volta ao trabalho já é uma rotina para muitas pessoas. Na verdade, uma mudança de hábito já que num passado não muito distante, congestionamento era coisa de “cidade grande”. Chegamos lá, e esse é o preço do progresso.

Plano de Mobilidade minimiza impactos

O crescimento da frota de veículos, a uma média acima de 8% ao ano, enquanto a taxa média de crescimento da população está em torno de 1,55 - segundo estimativa do IBGE para 2012, é uma dor de cabeça para qualquer gestor público.

Em Anápolis, a Prefeitura, através da Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) contratou uma empresa especializada para elaborar o Plano de Mobilidade Urbana, o qual contém um diagnóstico detalhado sobre a circulação de veículos e pedestres e traça diretrizes de busca de soluções aos problemas apontados.

O Diretor de Engenharia de Tráfego da CMTT, Juvenil Henrique Neves Júnior, disse ao CONTEXTO que o Plano de Mobilidade contempla ações de médio e longo prazos como mudanças de configuração na sinalização, abertura de ruas, implantação de ciclovias, circulação do transporte de massa, dentre uma série de outras medidas.

Mas há, rotineiramente, intervenções pontuais que são feitas para melhorar as condições de tráfego, como a abertura de uma terceira faixa na Avenida Brasil, esquina com a Avenida Goiás e a proibição do estacionamento no lado esquerdo da Rua Coronel Batista, na região central, no trecho entre a Rua Calixto Abdalla e a Avenida Goiás (nas proximidades do prédio do Museu Histórico), ponto que frequentemente, tem um estrangulamento do tráfego.

O trabalho desenvolvido pela CMTT é complexo e caro. Somente com a manutenção da sinalização (faixas, semáforos, placas, dentre outros itens de sinalização) o gasto anual é de mais de R$ 1 milhão. Para Juvenil Henrique, o Plano é um instrumento importante que Anápolis tem, mas ele reconhece que é uma tarefa difícil, porque o carro ainda é o sonho de consumo de muita gente. Por isso, a tendência é o número aumentar. De qualquer forma, diz o diretor, “estamos trabalhando constantemente para reduzir os impactos dessa expansão da frota”. Além da sinalização, mudança de sentido de ruas, proibições de locais para estacionamento. Outra vertente importante do trabalho da CMTT é a conscientização de motoristas e pedestres, a fim de que cada um faça a sua parte para uma convivência mais harmoniosa nessa relação.

Fonte: O Contexto

Audiência pretende ouvir moradores sobre implantação do VLT em Goiânia




Projeto prevê substituição dos ônibus do Eixo-Anhanguera por trens elétricos. De acordo com cronograma, VLT começa funcionar oficialmente em 2015.

O governo estadual irá realizar nesta quinta-feira (25) uma audiência pública para acatar ideias da sociedade sobre a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Goiânia. No projeto, os trens elétricos irão substituir os ônibus do Eixo-Anhanguera, linha de BRT que atualmente liga as regiões leste e oeste da capital.

“O interesse dessa audiência pública é ouvir a sociedade e capturar o desejo de todos dentro do projeto, que é muito arrojado e diz respeito ao dia a dia das pessoas. A minuta do edital será exposta para capturarmos as sugestões”, explica secretário de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia (SRMG), Silvio Sousa.

Na proposta apresentada, serão 12 estações comuns e 5 terminais de integração distribuídas em quase 14 km de superfície, 800 metros subterrâneo e 450 metros em elevado. A expectativa é que aproximadamente 240 mil passageiros utilizem o VLT diariamente em intervalos de 3 minutos de uma viagem à outra. “Estamos programando que o trânsito seja saturado somente 35 anos após a implantação do VLT”, destaca o secretário Silvio Sousa.

Ainda segundo dados do projeto, em alguns trechos a velocidade do VLT poderá chegar a 60 km/h em alguns trechos. A população está ansiosa para início das obras, que estão previstas para começar no próximo mês de fevereiro e terminar em 2014, período em que começa a fase experimental. “Isso irá adiantar muito, pois com o VLT é muito mais rápido”, acredita o missionário Francisco Carvalho Machado.

Diariamente, no horário de pico os ônibus do Eixo-Anhanguera ficam superlotados e as reclamações dos passageiros acabam sendo rotineiras. “Pela quantidade de pessoas, deveria ter o dobro de ônibus circulando”, declara a autônoma Silvani Dias Araújo.

Impacto
De acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia, por causa da implantação do VLT o trânsito na região central irá sofrer alterações. “Todas as cidades do mundo que implantam VLTs tiveram áreas pedestrializadas. Aqui em Goiânia, isso irá ocorrerá nas avenidas Tocantins e Araguaia para haver uma interação entre o trem as pessoas. Então, o tráfego dessas vias será desviado para as ruas 3 e 4”, ressalta o secretário Silvio Sousa.

Questionado sobre qual impacto a área histórica da cidade pode sofrer o superintendente responde: “Desde o início do projeto nós temos conversado com todos os órgãos de controle, inclusive com o Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional], que já deu um parecer favorável sobre o impacto. O resgate histórico não será feito somente para o projeto, mas para toda a sociedade”

Projeto prevê frota com trinta trens

De acordo com o secretario Metropolitano, Silvio Silva Sousa, o modelo de transporte coletivo da região metropolitana, com tarifa única (R$2,70), é referência em todo o País. Por isso o VLT será integrado a esse modelo. “Todo o projeto foi concebido pensando nessa manutenção”, destaca. O VLT terá uma frota de 30 trens, com dois carros por trem, e a previsão é de que eles rodem a aproximadamente 23 quilômetros por hora.

O modelo a ser implantado em Goiânia já existe em várias cidades da Europa. “Esse é o sistema mais moderno de transporte coletivo em uso no mundo. Consegue o dobro da velocidade média de um ônibus. O VLT é um resgate dos antigos bondes, mas de forma mais confiável e de altíssima tecnologia”, explica Silvio Silva.

Segundo o projeto, a implantação de um tratamento urbanístico deve abranger toda a via, de fachada-a-fachada, renovando e qualificando os espaços públicos, com novo piso, mobiliário, iluminação, pavimento da via, sinalização de tráfego e paisagismo. O VLT também não polui, já que é elétrico. “Esse projeto vai colocar Goiânia entre as cidades mais modernas do mundo”, diz o secretário.

Execução por partes

A execução do projeto deve ser feita em parceria entre o governo federal, o governo do Estado, a prefeitura e a empresa vencedora do processo licitatório. A obra deve ser realizada por módulos, desviando o tráfego para ruas próximas. “Interdita uma parte, depois de pronta, libera e interdita outra. Mas ainda estamos estudando como isso vai ser feito exatamente. O ponto positivo é que essa é uma obra relativamente rápida”, detalha o secretário metropolitano. De acordo com o projeto, o acesso às plataformas continuará sendo por catracas com leitor de cartão/bilhete do SITPASS.

Fonte: G1 Goiás

26 de outubro de 2012

Governo prepara para novembro licitação para o VLT, obras devem começar em janeiro




O anúncio da data, que também prevê o início da construção para janeiro, foi feito nesta quinta-feira (25) pelo secretário da Região Metropolitana de Goiânia, Sílvio Souza. De acordo com o projeto, o VLT terá 12 estações ao longo dos 14 quilômetros de extensão da via que corta a cidade de Leste a Oeste.

Em resposta ao promotor de Justiça da área do consumidor, Érico de Pina Cabral, o secretário informou que o subsídio da tarifa, que hoje é concedido aos usuários do Eixo Anhanguera, deve continuar com a implantação do VLT

O VLT Goiânia terá 14km de extensão, 12 estações de embarque (contra 17 hoje existentes), cinco terminais de integração com outras linhas e ônibus e contará com 30 trens de transporte de passageiros, cada um com dois vagões acoplados

“O projeto também prevê rampas de acesso de máximo 7% de inclinação – facilitando o acesso de quem tem mobilidade reduzida. Os trens terão velocidade de 23,5 km/hora, diminuindo o tempo de espera para três minutos entre as viagens e contará com no máximo seis passageiros por metro quadrado”.

A execução da obra está orçada em R$1,3 bilhão e será custeada por recursos públicos Federais (PAC Mobilidade) e Estaduais através de Parcerias Público Privadas (PPPs). O setor privado terá concessão de 35 anos sem o aumento da tarifa (que será a mesma dos ônibus em circulação na capital). A empresa parceira também terá a obrigação de fazer a manutenção e atualização constante do sistema.

VLT é um indutor de desenvolvimento, diz secretário.

A Secretaria da Região Metropolitana realizou na manhã desta quinta-feira uma audiência pública para discutir a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Goiânia.

De acordo com o secretário Silvio Sousa, o Veículo Leve sobre Trilhos é o "bonde da modernidade" e consiste na implantação de 30 trens com dois carros por trem e capacidade de acolher seis passageiros por metro quadrado. Em velocidade comercial, o VLT atinge os 23,5 km/hora, o dobro do ônibus biarticulado do Eixo Anhanguera.

MAIS RÁPIDO

Para o funcionamento do VLT, o projeto inclui também a construção de 12 estações (paradas) e cinco terminais de integração. "O VLT fará o mesmo trajeto do Eixo Anhanguera, ligando o Terminal Padre Pelágio ao Jardim Novo Mundo, totalizando 13,6 km. Mas, dentre as inúmeras vantagens, está o fato de que os ônibus do Eixo Anhanguera fazem esse trajeto em 72 minutos, quando o VLT consegue fazê-lo em 36 minutos", esclareceu Silvio Sousa.

O projeto também inclui a elaboração de um controle inteligente de semáforos, permitindo que o VLT tenha o próprio controle de paradas, o que diminui o tempo por quilômetro rodado entre uma estação e outra. "Nessa quantidade de 30 trens e com a velocidade calculada, o tempo de espera entre um e outro, nas estações, é de 3 minutos", detalhou Silvo Sousa.

MAIOR CAPACIDADE

Atualmente, o Eixo Anhanguera atende mais de 240 mil passageiros por dia. Somado aos outros ônibus de Goiânia, que são 1478, o transporte público da capital goiana desloca 20 milhões de passageiros por mês. Justificando a implantação do novo transporte, o secretário diz que "mesmo tendo uma das tarifas mais em conta do País, já que com R$ 2,70 você pode andar por toda região metropolitana de Goiânia, com uma única tarifa, o transporte público aqui já não consegue mais atender a demanda com qualidade".

Para menores transtornos durante as obras de instalação, o projeto prevê a reforma dividida em módulos. "Nós revitalizaremos por módulo. Enquanto ele estiver em obras, vamos desviar o fluxo. E assim por diante. Até terminarmos tudo em dois anos, tempo de transtorno que deve ser irrelevante se comparado aos 60 anos de benefícios com o novo transporte público", concluiu o secretário.

De acordo com o cronograma do projeto, a perspectiva é abrir licitação (de cunho também internacional) em novembro e iniciar as obras em janeiro de 2013. O recurso utilizado para a implantação do VLT está estimado em R$ 1 bilhão.

Fonte: (Mais Goiás / Seinfra Goiás / Secretaria de Estado de Desenvolvimento da RM de Goiânia)

24 de outubro de 2012

Hugo já conta com 32 novos leitos



Ministro da Saúde esteve em Goiânia para inaugurar expansão do hospital e anunciou outras melhorias, entre elas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve em Goiânia ontem para acompanhar a reforma do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e anunciar que já estão em funcionamento 32 novos leitos: 18 de retaguarda, distribuídos em seis enfermarias que foram reformadas, e 14 UTIs. Padilha também anunciou novos investimentos para o hospital – pelo menos mais 80 leitos de retaguarda e 20 de UTI devem ser construídos no 3º andar do hospital – e entregou seis novas ambulâncias para o Samu.

Foi o SOS Emergência, programa do governo federal, que possibilitou a construção dos novos leitos que devem ajudar a desafogar a emergência do Hugo. “O que estava acontecendo aqui é que muita gente tinha a vida salva pelas equipes de emergência e depois tinha que aguardar dias até conseguir um leito para continuar o tratamento. É isso que não queremos que aconteça mais”, explica o ministro. O custeio anual do Ministério da Saúde para os novos leitos será de R$1,6 milhões para os de retaguarda e R$3,6 milhões para os de UTI.

Novos investimentos
O Hugo está passando por reformas há cerca de um mês e quem vai ao local já percebe a mudança. A parte externa já foi pintada e ontem, aproveitando a visita do ministro, foi inaugurada a nova sala de emergência, que foi reformada, tem dez boxes com leitos e já começa a funcionar a partir de hoje. Esta é a primeira grande reforma do hospital em 21 anos. As obras estão sendo bancadas com as economias geradas durante os cinco meses de administração da Organização Social (OS) Gerir, que desde maio administra o hospital.

Já foram investidos R$1,5 milhão em equipamentos – três máquinas de hemodiálises, 18 novos desfibriladores, dois conjuntos de laparoscopia, dois microscópios cirúrgicos e quatro seladores de embalagem. Os novos aparelhos vão substituir os aparelhos sucateados ou em falta no centro cirúrgico, UTI e Pronto Atendimento. O próximo passo é a reforma de três salas do centro cirúrgico e a criação de mais 100 leitos no 3º andar do hospital, onde hoje funciona a administração.

Diretor-geral do Hugo, Ciro Ricardo Castro ressalta que a visita do ministro é de extrema importância para o hospital. “Ele vai poder constatar o que já está sendo feito e poderemos pedir mais recursos para a reforma do 3º andar, para tornar o Hugo melhor, não só para Goiânia, mas para toda a rede de apoio da qual o nosso hospital faz parte”, explica. O diretor garante que o objetivo maior de todos esses investimentos é melhorar as condições de atendimento e ampliar o acesso aos serviços garantindo assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), metas essenciais do SOS Emergência.

O ministro Padilha ressalta que o Ministério da Saúde tem interesse em destinar mais verba para o Hugo e para o estado desde que fique claro para onde este dinheiro está indo e se os investimentos vão priorizar as prioridades da população. “Uma das coisas que queremos é trazer para cá uma unidade especializada em atendimento de urgência vascular, para diminuir as taxas de mortalidade por esse motivo”, comenta. Segundo o ministro, outra meta é investir em prevenção de acidentes, já que pelo menos 45% dos atendimentos de urgência no Hugo são relacionados a acidentes de carro ou moto. “Temos que mobilizar fortemente a população para diminuirmos esse número”, diz.

Fonte: Jornal O Hoje

Off-road da Toyota movimenta Goiânia



Objetivo da montadora é estimular vendas na capital, um dos melhores mercados de picapes do País.

Com objetivo de estimular as vendas em um dos melhores mercados de picapes no País, a Toyota do Brasil escolheu Goiânia para lançar o piloto de seu mais novo evento off-road, o Hilux Expedition Park. De acordo com o gerente geral comercial da Toyota do Brasil, Vladimir Centurião, as vendas em Goiás representam 4% do total de vendas da montadora nas categorias picapes e SUVs. “É um percentual expressivo, considerando um universo de vendas nacional”, avalia ele.

A montadora comercializa 100 mil veículos no País ao ano e pretende dobrar esse número em dois anos, com contribuição do novo modelo compacto de entrada da mar­ca, o Etios, lançado recentemente no País. A meta da Toyota e estar entre as principais é configurar-se entre os líderes do mercado em dez anos. Atualmente, a Toyota é a oitava colocada em participação no Brasil (2,78% das vendas de automóveis, SUVs e picapes).

Segundo Centurião, o mercado goiano responde por 3% do total de vendas da montadora em todas as categorias. “Goiás é um mercado forte e que tem dado grande contribuição nas vendas nacionais da montadora. Temos duas concessionárias que devem ampliar ainda mais as vendas com a entrada da linha Etios no mercado”, avalia ele.

A montadora inaugurou recentemente uma nova fábrica de Sorocaba, a 100 quilômetros da capital paulista e anunciou a construção de uma nova fábrica de motores na cidade de Porto Feliz, também no interior de São Paulo.

Test-drive
Durante o Hilux Expedition Park, o público poderá experimentar a sensação de pilotar em uma pista de rally. O evento, localizado em frente ao Parque Areião, foi lançado ontem e segue até dia 28 de outubro, com entrada gratuita.

A picape média caiu no gosto dos goianos. A força nas vendas no Estado, segundo Centurião, é em função do agribusiness, mesmo tendo muitos compradores usando como veículo do dia a dia. No test-drive off-road, dois consultores, especialistas em rally, darão orientações para otimizar o uso dos recursos da Hilux. O desafio tem objetivo de mostrar força e resistência da picape ao enfrentar as lombadas, valas, declives e aclives da pista, além de inclinações de até 75 graus.

Fonte: Jornal O Hoje

Goiás está na rota de chinesas e coreanas



As marcas chinesas Changan e Haima e a coreana SsangYong anunciaram produzir veículos comerciais e de passeio no país.

As marcas chinesas Changan e Haima e a coreana SsangYong anunciaram ontem que vão produzir veículos comerciais e de passeio em uma montadora que será instalada em Linhares, no Espírito Santo. Nesta localidade, haverá produção de veículos comerciais da Changan e de passeio da Haima e da SsangYong. A Changan, no entanto, pretende fabricar veículos de passeio em uma futura linha de produção no município goiano de Anápolis. Um protocolo de intenções de construção da unidade já foi assinado com o governo estadual.

O objetivo, segundo Ibrai­-mo, é que as três marcas formem, juntas, um portfólio completo de veículos para competir em todos os segmentos. De acordo com ele, a planta em Goiás vai custar entre US$ 280 milhões e US$ 300 milhões e contará com ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

As marcas já haviam informado ao mercado a construção da unidade capixaba, mas seria apenas para montagem de veículos, dentro do processo chamado de CKD. Agora, depois da regulamentação do novo regime automotivo, válido a partir do ano que vem, as empresas asiáticas foram levadas a transformar a unidade em linha de produção de veículos.

Os investimentos, inicialmente previstos em US$ 300 milhões, serão aumentados entre 20% e 25%, segundo o diretor executivo da Districar, importadora exclusiva das três marcas no País, Abdul Ibraimo. O grupo importador vai arcar com os custos da unidade no Espírito Santo. Ibraimo afirmou que a produção de veículos começará no final de 2014 ou início de 2015. Ele afirmou que a exigência de conteúdo regional estipulada pelo novo regime automotivo, chamado de Inovar-Auto, é “muito alta”. “Mas não vamos desistir da fábrica nem adiar. Temos sempre de ir em frente”, disse.

A partir de 2013, a Changan vai comercializar no País três modelos de veículos de passageiros, o compacto Benni Mini (R$ 24 900), o utilitário CX20 (R$ 34.900) e o sedã Alsvinat (R$ 39 900). Atualmente, são 50 concessionárias da rede. Com os novos produtos, a marca pretende atingir 10 mil veículos vendidos em 2013, 70% deles comerciais. Em 2011, a marca vendeu 5,5 mil e neste ano deve terminar com 4 mil por conta da cobrança de 30 pontos porcentuais adicionais de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos que não tenham 65% de conteúdo nacional.

Fonte: Jornal O Hoje

Confira o que abre e fecha no feriado do aniversário de Goiânia




Nesta quarta-feira (24), feriado municipal do aniversário de 79 anos de Goiânia, o funcionamento das lojas e das áreas de lazer e entretenimento dos shoppings de Goiânia é facultativo. O funcionamento dos principais shoppings da cidade segue os horários de domingo, com exceção do Banana Shopping, que não estará funcionando.

Segundo a lei n°10.460, nenhuma repartição pública ou serviço do Estado funcionará neste feriado. Os Vapt Vupts funcionarão durante meio período, em horários variados. As unidades Araguaia, Campinas, Praça da Bíblia e Banana Shopping estarão abertas de 7h às 12h. De 8h às 13h, as unidades Buena Vista e Cidade Jardim atenderão a população. Vale lembrar que as unidades do Buriti e Garavelo vão funcionar normalmente, porque estão situados no município de Aparecida de Goiânia e o feriado é apenas na Capital.

Segue abaixo o horário de abertura dos shoppings:

Banana Shopping
24/10 (quarta-feira): Lojas não funcionam – Praça de Alimentação e Lazer: 11h às 22h

Bougainville Shopping
24/10 (quarta-feira): Lojas 14h às 20h – Praça de Alimentação e Lazer: 12h h às 22h

Buena Vista Shopping
24/10 (quarta-feira): Lojas 14h às 20h – Praça de Alimentação e Lazer: 12h às 22h

Flamboyant Shopping
24/10 (quarta-feira): Lojas 14h às 20h – Praça de Alimentação e Lazer: 12h às 22h

Goiânia Shopping
24/10 (quarta-feira): Lojas 14h às 20 h – Praça de Alimentação e Lazer: 10h às 22h30

Portal Shopping
24/10 (quarta-feira): Lojas 14h às 20h – Praça de Alimentação e Lazer: 11h às 22h.

Fonte: Portal 730
Foto: Caravana  Volvo

Administração de Goiânia é marcada pela pluralidade



Em seus 79 anos, município teve prefeitos de perfis diversos. Eleitos ou nomeados, todos deixaram sua marca na capital.

Goiânia chega hoje aos 79 anos como uma cidade plural. Na política, assim como em outros aspectos, os personagens que compõem a história da cidade revelam uma mistura que vai além das ideologias partidárias. As últimas administrações, chefiadas por petistas, tucanos e peemedebistas, reforçam o perfil multipartidário dessas gerências. Na história recente, é impossível pensar em Goiânia sem fazer relação, por exemplo, com nomes como Pedro Wilson (PT), Nion Albernaz (PSDB) e Iris Rezende (PMDB), prefeitos que, a seu modo, deixaram marca na gestão da cidade.

No cargo por mais de um mandato, Nion e Iris são os nomes ainda mais lembrados quando o assunto é popularidade. Antecessor do atual prefeito, Iris construiu uma base sólida na capital, sobretudo entre os mais carentes, sendo considerado o esteio de um dos eixos políticos mais tradicionais da cidade. Embora tenha iniciado sua atuação como prefeito ainda em 1966, Iris montou um currículo político escalando diversos níveis de poder, até voltar à administração da capital, já em 2004, para dois consecutivos mandatos.

Nion, por sua vez, é lembrado pelo perfil inovador, que imprimiu sua marca com base numa administração planejada. Passou pela Prefeitura por três mandatos e, ainda hoje, é procurado para conselhos sobre sua experiência administrativa. Sua trajetória, ainda que atualmente em correntes opostas, está ligada à de Iris, que o nomeou prefeito em 1983 e era companheiro de partido quando da segunda gestão, em 1989. Em 1997 foi eleito já pelo seu atual partido, ficando conhecido pela gestão da cidade limpa, arborizada, que dedicou especial atenção às crianças e jovens carentes.

Pedro Wilson, ao lado de outro petista, Darci Accorsi, trouxe para a capital a marca da política social. Deixou uma marca que, somada ao apoio do PMDB, garantiu a permanência do partido à frente da administração municipal. A dobradinha PMDB/PT, aliás, tem provocado inquietude no PSDB de Nion, que articula meios de voltar ao poder na capital, a grande vitrine para qualquer atuação partidária. Mais recentes no posto, esses partidos ainda refletem marcas de atuações passadas.

Venerando deu prova de amor à cidade

No decorrer de sua história, Goiânia já foi comandada por chefes austeros e visionários. Seu primeiro comandante, o fundador Pedro Ludovico Teixeira, representa para Goiás o que Juscelino Kubitschek representou para o Brasil. Os dois foram agentes modernizadores e fizeram escola entre os administradores subsequentes. Pode-se dizer que, se Pedro – interventor federal em Goiás – não tivesse construído Goiânia, Juscelino possivelmente não teria construído Brasília.

Mantido no comando da cidade por dez anos, Venerando de Freitas Borges foi nomeado por Pedro Ludovico. Conduziu os rumos da nova capital de 1935 a 1945, quando foi sucedido por Ismerino Soares de Carvalho, também nomeado – por Eládio de Amorim. Relatos dão conta de que Venerando, professor, jornalista e exímio escritor, tinha convicções políticas definidas e de indiscutível amor a Goiás. Foi ele quem deu o toque inicial da vida de Goiânia, um administrador municipal de absoluta inteireza no trato dos negócios comuns

Interinamente, Ismerindo Soares de Carvalho e Orivaldo Borges Leão se revezaram à frente da gestão, entre 1945 e 1947, ainda por meio de nomeações. Documentos históricos relatam que Ismerindo foi quem datilografou o Código de Edificações de Goiânia. Eurico Viana, primeiro eleito diretamente, chegou ao poder em novembro de 1947. Na sua gestão, aprovou leis e ditou os rumos do desenvolvimento da capital, com projetos que tiveram uma importância fundamental na melhoria da qualidade de vida da população.

Venerando de Freitas voltou à Prefeitura pelo PSD em 1951 e deu início ao processo de arborização da cidade, uma marca ainda lembrada como característica marcante da capital. Na sequência, vieram Messias de Souza Costa, que assumiu interinamente, e João de Paula Teixeira Filho, eleito pelo PTB e tido como um hábil político e diplomata, com livre trânsito em todas as reuniões municipalistas que se efetivaram no Brasil. Jaime Câmara se elegeu pelo PSD e foi seguido por Hélio Seixo de Brito, pela UDN, que antecedeu Iris – cassado em 1969.

Leonino Di Ramos Caiado, assim como Manuel dos Reis e Silva, foi nomeado pelo governador Otávio Lage. Os próximos oito mandatos também foram provenientes de nomeações. Daniel Antônio e Joaquim Roriz, então do PMDB, se revezaram no cargo nas três gestões seguintes, antecedendo os mandatos de Nion, Darci, Pedro Wilson, Iris e Paulo Garcia (PT), que reforçaram o domínio de PSDB, PT e PMDB à frente da gestão municipal.

Fonte: Jornal O Hoje

Goiânia nova, bela e moderna




Capital completa hoje 79 anos e é considerada uma cidade nova em um país com mais de 500 anos.

Com uma média de 950 mil árvores, Goiânia foi intitulada a cidade mais arborizada do País, ultrapassando referências nacionais como Curitiba, com 300 mil árvores, e João Pessoa, que tem cerca de 40 mil. O estudo foi realizado pela Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) antes da elaboração do Plano Diretor de Urbanização, em 2007. O inventário era uma exigência do plano e, segundo o órgão municipal, foi submetido à Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (Sbau) e constatou uma média de 0,79 árvore por habitante.

Segundo o Plano Diretor, as Áreas Verdes de Goiânia são compostas por 187 unidades de conservação, perfazendo um total de 16.567.685,17 m². Isso engloba 16 parques implantados e cerca de 400 praças, totalizando um Índice de Áreas Verdes (IAV) de 94,0 m² de áreas verdes por habitante.

Para o engenheiro florestal e gerente de arborização da Amma, Antônio Esteves Dos Reis, a arborização está completamente relacionada ao conforto da população. Isso porque ele defende que, além do embelezamento da cidade, há ainda o aumento da umidade e a retenção do calor.

Mineiro e morador de Goiânia há 15 anos, ele diz que morar aqui significa estar em uma cidade que alcançou um grande porte de metrópole, mas ainda não perdeu por completo as características de interior. “Em Goiânia, as pessoas ainda não perderam a identidade com o meio rural, as pessoas têm chácaras, muitas plantas em casa. A cidade está crescendo e, apesar dos problemas, principalmente relacionados à violência, ainda não chegaram aos níveis do eixo Rio-São Paulo”, finaliza.

Árvores não são adequadas
Engenheiro agrônomo e doutor em botânica, Jales Teixeira tem opinião contrária a de Antônio Esteves. Para ele, apesar da quantidade de árvores em Goiânia, é preciso analisar a qualidade e o tipo de planta existente. “A cidade possui muitos ipês, por exemplo, árvores que ficam sem folhas durante o período seco e, portanto, não aumentam a umidade do ar. Além disso, existem muitas irregularidades e o Plano Diretor não é cumprido. A lei federal prevê que não haja construções a uma distância de 30 metros de rios. A lei municipal é ainda mais rígida e pede 50 metros. Esta medida não é cumprida”, argumenta.

Para o doutor, o conceito de casas e condomínios à beira de lagos e rios é controverso porque, ao mesmo tempo em que eleva o aspecto meio ambiente, destrói o que deveria ser preservado. “Na linha do Macambira-Anicuns, parque que será construído, já podemos perceber inúmeros prédios sendo construídos liberados pela mesma Prefeitura que determinou o projeto. O Goiânia Shopping, por exemplo, é construído em cima de uma nascente. É preciso analisar antes de dizer que a cidade possui qualidade de vida e arborização”, completa.

Economia recorde
A última balança comercial, divulgada no início de outubro, mostrou saldo positivo de US$ 289,6 milhões. Enquanto a balança brasileira cai em média 5%, Goiás avança quase 25%. As importações, entretanto, caíram cerca de 83,95% em agosto, para 82,38% em setembro. Para o secretário de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, Goiânia ganha em capital, consumo, oferta de trabalho e, consequentemente, em qualidade de vida.

“Com todo o crescimento, o ganho para Goiânia é incontestável. Com mais empresas, os salários crescem, assim como o consumo que está acima da média nacional. Estamos nos transformando em uma economia forte ao mesmo tempo em que percebemos crises internacionais”, afirma o secretário.

Para o presidente da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg), Veríssimo Aparecido da Silva, a crescente população e economia vai transformando Goiânia em uma grande potência. “Goiás está com um Produto Interno Bruno (PIB) acima da média nacional. São inúmeras possibilidades com foco no cidadão. A previsão é de que tenhamos de 11 a 13 milhões de habitantes em Goiânia e Brasília até 2020. Com essa população crescente, temos geração de empregos, vestuário, alimentação, e as necessidades do povo são ilimitadas. A tendência é melhorar sempre”, afirma.

Referência no quesito medicina
Procurada no tratamento de áreas médicas como oftalmologia, queimaduras, cirurgias de mudança de sexo, separação de siameses, urologia e ortopedia, Goiânia garantiu forte público de turismo médico. A informação é do presidente da Associação Médica de Goiás (AMG), Rui Gilberto, que destaca ainda cursos de atualização científica promovidos por escolas médicas, em especial pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

“O que temos percebido na área médica é que o eixo Rio-São Paulo perdeu um pouco de espaço e muitos se tratam em Goiânia, que se tornou referência. Devemos isso não só à universidade, mas também a grupos específicos de médicos que se dedicaram para se tornar especialistas. Semana passada, por exemplo, participei de uma reunião marcando 25 anos de um grupo de médicos especialistas em ortopedia de ombros e cotovelos”, exemplifica.

Outro nome que se destacou no mundo todo foi o cirurgião pediátrico Zacharias Calil, que ficou conhecido depois de separar as gêmeas Larissa e Lorrayne, em 1999. Sem experiência e sem estudar o assunto na universidade, decidiu montar uma equipe no Hospital Materno-Infantil. Elas foram as primeiras operadas no Centro-Oeste e o sexto caso no País. Desde então, outros casos foram surgindo, totalizando nove. No mês passado, o cirurgião chegou a ir para o México examinar os meninos Santiago e Alex, que devem ser operados em janeiro.

Fonte: Jornal O Hoje

23 de outubro de 2012

Aniversário de Goiânia 2012 - Praça Cívica



Data: 24/10/2010
Hora: Em breve.
Local: Praça Cívica Goiânia

Mega show com Chitãozinho e Xororó e várias atrações locais comemorando o aniversário de Goiânia. Dia 24 de Outubro na Praça Cívica de Goiânia.

Atrações:

- Atrações regionais

Fernando Perillo
Almir Pessoa
Grace Carvalho
Cesar & Alessandro

- Atração nacional

Chitãozinho & Xororó

Entrada Franca.

Marconi avisa que tem R$ 4 bi para obras



Os prefeitos eleitos e reeleitos dos cinco principais partidos que compõem a base do governo estadual foram avisados ontem, em audiência no Palácio das Esmeraldas, que há no caixa do Estado R$ 4 bilhões para obras neste e no próximo ano.

O governador exortou os prefeitos a apresentarem sua pauta de reivindicação ao governo. Em contrapartida, Marconi orientou todos eles sobre a necessidade de contenção de gastos, da apresentação de bons projetos para buscar recursos nos governos federal e estadual, além de garantir que 2013 será o ano “da colheita”.
Animado com o recente empréstimo concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), na ordem de R$ 1,5 bilhão, além do Programa de Ação Integrada de Desenvolvimento, o PAI – Infraestrutura, o governador disse aos prefeitos das boas perspectivas de obras estaduais para os dois últimos anos de governo. “Vocês não imaginam o entusiasmo do governo para as obras em 2013 e 2014. Temos 4 bilhões para as obras”, anunciou.

O tucano dedicou todo o dia de ontem para receber os prefeitos aliados vitoriosos nas urnas de 2012. O primeiro partido a se reunir a portas fechadas com o governador e grande parte de seu secretariado foi o PSDB, que elegeu 52 prefeitos. Em seguida foi a vez do DEM, que elegeu 17 prefeitos. Na parte da tarde, o tucano recebeu no Salão Verde do Palácio das Esmeraldas, os gestores eleitos do PSD, PTB e PP.

De acordo com o secretário de Articulação Política, Sérgio Cardoso (PSDB), a intenção do encontro era apresentar aos prefeitos os secretários do governo e precavê-los sobre a realidade econômica do País e do Estado. “O governador fez questão de juntar todos os secretários, apresentá-los aos novos prefeitos e mostrar a eles o caminho, o que eles têm de fazer na próxima gestão, que não é só empregar pessoas na prefeitura”.

Fonte: Jornal O Hoje

Teste prático de CNH em Goiás será filmado



Cada carro utilizado nas provas do Detran terá três câmeras internas, e outra externa vai gravar o percurso da prova.

A prova prática de carteira de motorista, em Goiás, será totalmente monitorada. O Detran já elaborou projeto básico que prevê a instalação de três câmeras no interior dos veículos utilizados nas provas e mais uma próxima ao local onde é feito o teste de baliza para gravar todo o áudio e vídeo do que se passa dentro e fora do automóvel. A medida se faz necessária em razão das inúmeras reclamações feitas à presidência do departamento, questionando o juízo feito pelos examinadores, a idoneidade de alguns deles, além de supostos casos de recebimento de propinas.

Uma central de monitoramento está sendo montada nas dependências do Detran para armazenar todas as informações gravadas e garantir a disponibilidade, inclusive, para o caso do candidato desejar rever o teste, posteriormente. O diretor de Operações, coronel Sebastião Vaz, diz que a intenção é postar todos os vídeos na internet, assegurando a consulta on-line. O governador Marconi Perillo autorizou essa e outras medidas que compõem o que se chama de processo de modernização da emissão de CNH. A previsão é que o edital de licitação seja publicado até o dia 15 do próximo mês e a implantação em todas as cidades goianas até abril de 2013.

O Rio de Janeiro é o único estado que já adotou o monitoramento eletrônico e os resultados, em pouco mais de cinco meses, já começaram a aparecer. “É diferente. Vamos ter tudo gravado e comprovado. Isso vai facilitar muito a resolução de todo e qualquer questionamento”, diz Vaz, que brinca chamando o sistema de “Big Brother do Detran”. Ele conta que, hoje, quando é feita uma reclamação sobre a conduta de examinadores, o Departamento envia a denúncia para a Universidade Estadual de Goiás (UEG), responsável pela aplicação das provas, e solicita uma explicação. O coronel expôe que quase sempre o processo não vai para frente, porque fica a palavra do denunciante contra a resposta do denunciado. “É difícil julgar desse jeito”, reconhece.

“Fiscalização feita no braço”
A estrutura acerca do Detran, hoje, é composta, aproximadamente, por 500 clínicas médicas e psicológicas e 700 Centros de Formação de Condutores (CFC), espalhados pelo Estado. Fiscalizar e acompanhar a realidade de cada um destes é um desafio, ao qual, na atual situação, o setor responsável não consegue corresponder. “Hoje, carecemos de meios para isso. A nossa fiscalização é feita no braço”, afirma Sebastião Vaz. A modernização do processo de CNH foi a medida encontrada para, além de facilitar para o candidato, minimizar a recorrência de fraudes e criar obstáculos para os habituados em agir facilmente por “debaixo dos panos”.

O Detran emite, em média, cerca de 50 mil carteiras de motorista por mês. Coronel Vaz conta que 30% dos processos de CNH retornam para os CFCs por apresentar alguma inconsistência, como endereço errado, falta de exames, entre outros motivos. Fora isso, em torno de 70% dos candidatos fraudam o endereçso, colocando outras localidades como cidade natal, geralmente do interior, para fazerem as provas onde elas são conhecidamente mais fáceis. No interior, é recorrente, ainda, os furtos de documentos em branco para falsificação. Outra questão enfrentada pelo Departamento é a emissão de exames médicos sem a presença do candidato. “Isso é uma absurdo, uma loucura. Pense você: um médico atesta a sanidade do motorista sem ele fazer o exame”, indigna-se o diretor de Operações.

Prova será eletrônica

A coleta das digitais foi precedida das demais mudanças, porque ela será essencial para o que o Detran pretende iniciar no próximo mês. A partir de novembro, não mais existirá a tradicional prova escrita de legislação de trânsito. O candidato de Goiânia poderá fazer o teste eletronicamente e agendar de acordo com a sua disponibilidade. Uma sala com 18 computadores foi montada na sede do Departamento e vai funcionar de segunda à sexta, das 8 horas às 18 horas. “Hoje, a UEG aplica, em média, cerca de 2 mil provas mensais. Com o novo método, poderemos realizar mais de 3 mil, no mesmo período”, calcula Vaz. Ele diz, ainda, que almeja criar locais de prova em shopping centers e outros pontos movimentados e de fácil acesso.

O agendamento das provas vai começar no dia 1° de novembro e a realização delas no dia cinco. Isso poderá ser feito no site do Detran, mas primeiro é preciso realizar a coleta dos dados pessoais (digitais, foto e assinatura).

Desde ontem as digitais são obrigatórias nos processos
Muitos dos problemas enfrentados pelo Detran na emissão de CNHs poderão ser solucionados pelo sistema de biometria, que começou a funcionar ontem nos oito Vapt Vupts da capital e na sede do Departamento. A partir de agora, todos os goianienses candidatos à primeira via da carteira, revalidação, renovação, mudança ou inclusão de categoria vão ter que passar pelo processo de captura biométrica para dar continuidade no processo. Serão coletadas as 10 digitais, uma foto e a assinatura eletrônica. Os dados da pessoa ficarão armazenados no sistema e vão servir de base para toda e qualquer operação que ela vier a realizar no âmbito do Detran.

A presidência do Departamento classificou a adoção da biometria como o pontapé da modernização do órgão. Espera-se, com isso, aprimorar o gerenciamento dos dados e controlar com regularidade a situação de cada condutor. Isso vai refletir, inclusive, na redução da incidência de erros de instrução dos processos, porque para fazer um exame psicotécnico, por exemplo, o candidato terá a digital avaliada primeiro. Ele só poderá passar pela análise psicológica se o cadastro atestar que já passou pelas etapas anteriores, detalhadas no sistema. “A digital vai ser o principal requisito para os motoristas conseguirem fazer qualquer coisa relacionada à CNH”, afirma Coronel Vaz.

Por ora, a regra vale apenas para os goianienses. A intenção é que em janeiro ela passe a valer para a região metropolitana de Goiânia e, em abril, ao fim do processo de modernização, com a implantação das câmeras nos automóveis da prova prática, a biometria seja expandida para pelo menos 90 cidades do Estado. Ontem, a novidade chamou a atenção de muita gente, que foi pega de surpresa. O motorista Sebastião Rodrigues Coelho, de 48 anos, por exemplo, foi revalidar pela terceira fez a habilitação e gostou do que encontrou. Para ele, que tem CNH categoria D, já foi caminhoneiro e hoje trabalha como motorista de ambulância, o controle com certeza vai implicar em melhoria do serviço prestado pelo Detran. “Cheguei aqui e quando me falaram que eu tinha que fazer isso, pensei até que fosse brincadeira”, disse.

Sistema dispensa despachantes
O aprimoramento do sistema do Detran e a adoção de um novo portal na internet vai permitir, também, que o próprio candidato preencha o requerimento de CNH, sem a necessidade de contratar um despachante. Coronel Vaz explica que a legislação de trânsito estipula que esta é uma função natural do Departamento de Trânsito. As auto-escolas têm cunho meramente pedagógico, com a aplicação de aulas práticas e teóricas. A decisão gerou polêmica e a discussão vem sendo feita desde o ano passado. O diretor de Operações conta que, de início, o representante dos CFCs expressou resistência em aceitar o fato, mas já está consumado.

A medida implica em economia do candidato, que até então tinha de custear os serviços de despachante, e este terá o lucro reduzido. Da mesma forma, Vaz afirma que o valor total da carteira de motorista vai diminuir, pois o Detran vai cobrar as taxas de acordo com a legislação, sem aumentar abusivamente. “Tem gente que paga, hoje, até R$ 5 mil por uma CNH”, diz. Ele calcula que o valor médio ficará entre R$ 800 e R$ 1.300, dependendo da categoria. Feito o requerimento pela internet, o próprio site vai distribuir os exames.

Fonte: Jornal O Hoje

Padilha visita Hugo e entrega leitos



Reforma e novos equipamentos foram entregues hoje. As medidas ajudam a desafogar a emergência do hospital .

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (23), durante visita ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), 32 novos leitos de retaguarda e de UTI, que vão contribuir para ampliação da assistência e atendimento aos usuários no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A ação faz parte da estratégia S.O.S Emergências, lançado em 2011 para qualificar e ampliar o atendimento nos principais prontos-socorros do país.

Do total, 18 são leitos de retaguarda e vão ser distribuidos entre as seis enfermarias que foram reformadas e, passam a funcionar este mês. O custeio anual para esses leitos serão de R$ 1,6 milhão. De imediato, já foram habilitados 14 leitos de UTI, com custeio de R$ 3,6 milhões/ano. Ao todo, 308 leitos irão garantir o atendimento à população.

“Essas medidas ajudam a resolver problemas antigos que existiam na emergência do hospital. A integração entre Estado e o governo federal possibilitou a ampliação dos serviços, além de garantir a qualidade na assistência aos pacientes. Para isso, estamos garantindo mais leitos para suprir a necessidade do hospital”, completa o ministro Padilha.

Como parte do S.O.S Emergências, o Ministério da Saúde estuda a possibilidade de apoiar a ampliação de mais 80 leitos de retaguarda para o Hugo, conforme adiantado durante a reunião desta terça-feira (23). O Ministério vai aguardar o envio do projeto da primeira etapa referente a 40 leitos. O processo será avaliado e, após aprovação, são liberados os recursos para reforma e adequação da enfermaria.

Unidade

O Hospital de Urgências de Goiânia recebe do Ministério incentivo anual de R$ 3,6 milhões/ano - o que representa R$ 300 mil/mês - para custear a ampliação e qualificação da assistência da emergência. Até o momento, já foram repassados R$ 3,3 milhões desde novembro do ano passado. A unidade também recebeu R$ 2,6 milhões para aquisição de equipamentos como camas hospitalar, desfibrilador, carros de emergência, macas, entre outros.

O Hospital de Urgências de Goiânia é um pronto-socorro geral e é referência em neurocirurgia, urgência vascular, fraturas e outras cirurgias de urgências. Em 2011, a unidade realizou cerca de 340 mil atendimentos e internações. Só este ano, já foram 180 mil. O hospital conta com um centro cirúrgico com dez salas, e 1.668 servidores e 420 médicos.

Ação

O S.O.S Emergências é uma ação estratégica do Ministério da Saúde, em conjunto com os gestores locais (estaduais e municipais), lançada em 2011 para qualificar o atendimento nas principais emergências do país.

Além do Hospital de Urgências de Goiânia, mais 11 hospitais de grande porte integram a estratégia nas seguintes localidades: Ananindeua (PA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Brasília (DF), São Paulo (SP), Belo Horizonte (BH), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS).

Todos os hospitais selecionados são referências regionais, possuem pronto-socorro e realizam grande número de internações e atendimentos ambulatoriais. A meta é que - até 2014 - o S.O.S Emergências atinja os 40 maiores prontos-socorros brasileiros, em 26 estados e no Distrito Federal.

Samu

Ainda em Goiânia, o ministro Alexandre Padilha, entregou seis ambulâncias para a renovação de frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192). A central de Goiânia possui 27ambulâncias, sendo 22 Unidades de Suporte Básico (USB) e cinco Unidades de Suporte Avançado (USA), todas devidamente equipadas com desfibriladores externos automáticos, para reanimação da vítima de parada cardíaca; e oxímetro de pulso, que mede indiretamente a quantidade de oxigênio no sangue.

O Ministério da Saúde já renovou 79% da frota do SAMU 192 Regional de Goiânia. O custeio anual é de R$ 7,1 milhões. No Estado de Goiás são 108 USB, 27 USA e 21 motolâncias. O custeio anual é R$ 32 milhões. Hoje, o Brasil conta com 179 Centrais de Regulação das Urgências que regulam em torno de 2.360 municípios, abrangendo uma população de 129.536.827 milhões de habitantes, correspondendo a uma cobertura de 68% da população (IBGE 2010).

Fonte: Jornal O Hoje

Aparecida de Goiânia: maior polo industrial de Goiás



Com base em dados extraoficiais (ainda não divulgados), o prefeito eleito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, mencionou que o município de Anápolis foi superado pela cidade em relação à curva de crescimento.

Porém, dados da Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento (Segplan), do ano de 2009, indicaram que os dez principais municípios goianos, em termos de PIB, foram: Goiânia (25%), Anápolis (9,5%), Aparecida de Goiânia (5,4%), Rio Verde (5,0%), Catalão (4,3%), Senador Canedo (3,1%), Itumbiara (2,5%), Luziânia (2,4%), Jataí (2,3%) e São Simão (1,5%).

Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (SIC), um dos principais fatores que impulsionaram o crescimento econômico de Goiás foi a indústria farmacêutica, instalada no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), que está entre os maiores centros de produção do País e o mais importante do Estado.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Anápolis, Mozart Machado, seu município tem o segundo maior polo farmacêutico do País e, por isso, foi considerado uma das 20 melhores cidades brasileiras para receber investimentos. Dentre os três grandes setores da economia de Anápolis, o setor de serviços é o de maior peso, com 51,2%, seguido do de indústria, com 47,9%, conforme dados da Segplan-GO de 2011.

Em Aparecida de Goiânia, o secretário municipal de Indústria e Comércio, Ricardo Rabahi, afirma que nos últimos quatro anos a cidade metropolitana praticamente dobrou o seu próprio PIB, que, em 2008, era de R$ 3,8 bilhões. Atualmente, pode ter superado os R$ 7,5 bilhões. A maior parte desse montante é representado pela economia urbana (comércio varejista, atacadista, indústria) que corresponde a 75,2% do PIB total do município.

Segundo o Instituto Mackinsey, Aparecida de Goiânia foi considerada a 4ª cidade metropolitana brasileira com o maior poder de crescimento de consumo até 2020.

DISTRITOS

De acordo com dados atualizados em outubro deste ano pela Companhia de Distritos Industriais (Goiás Industrial), o Daia de Anápolis possui 156 empresas, instaladas numa área de 9,5 milhões de m, onde são gerados cerca de 16.650 empregos diretos.

Já o Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia (Daiag) possui 24 empresas, instaladas numa área de 1,1 milhão de m. No Daiag, são gerados 1.850 empregos diretos.

Mas em Aparecida de Goiânia existem outros quatro centros industriais privados e municipais, que são o Polo de Reciclagem, o Polo Empresarial de Goiás, o Parque Industrial e o Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia. Se somados aos números do Daiag, os cinco polos industriais de Aparecida em atividade adquirem outro patamar.

Para acomodar mais de 370 empresas, a área dos distritos totalizam 9,6 milhões de m, equivalente a 200 alqueires goianos. Além destes, há a Cidade Empresarial, com 304 empresas instaladas. "Para unirmos tantos empreendimentos, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia fortaleceu a credibilidade perante o empresariado, firmando parcerias capazes de garantir condições necessárias para o funcionamento das áreas industriais", enfatiza Ricardo Rabahi.

INVESTIMENTOS E RECURSOS

Está previsto para Anápolis receber do Estado R$ 70 milhões para construção do maior centro de convenções de Goiás. Além disso, uma parceria entre a iniciativa privada e os três poderes executivos públicos (municipal, estadual e federal) reservou 5,8 milhões de m para a construção do Polo Tecnológico de Anápolis, ao lado do Daia. O Polo Tecnológico vai concentrar empresas de desenvolvimento e inovação tecnológica de alimentos, informática e farmoquímica, além de serviços.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Anápolis, Mozart Machado, em um trabalho conjunto entre a Secretaria Municipal de Gestão e Planejamento, Anápolis vai receber, aproximadamente, 2,42 milhões de m para a expansão do Daia, dos quais dez alqueires estão destinados para micro e pequenas empresas.

Além disso, ainda conta com investimentos para a Plataforma Multimodal do Aeroporto para captação própria, escolhendo o modelo de gestão existente em Paris, na França.

O secretário Mozart Machado afirma que, nos últimos quatro anos, Anápolis conseguiu manter 80% dos seus bairros asfaltados. "A projeção é que até 2013, toda a cidade esteja asfaltada. Além disso, a prefeitura adaptou um antigo depósito de pneus e entulhos para virar um centro social capacitado para oferecer cursos profissionalizantes."

Em Aparecida de Goiânia, está em fase de projeto a expansão do Daiag, para o qual serão concedidos cerca de 1,94 mil m. E ainda, com o apoio da iniciativa privada, estão em fase de implantação o Polo da Micro e Pequena Empresa, o Parque Tecnológico e o Polo de Logística.

Desde 2010, a Prefeitura de Aparecida procura investir em pavimentação, principalmente, próximo às indústrias responsáveis por distribuição e descarregamento. "Há dois anos, tivemos graves problemas com atolamento de caminhões de carga. A prefeitura era requisitada com muita frequência para retirar veículos de buracos", lembra Ricardo Rabahi.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Indústria e Comércio do Estado de Goiás (SIC), conforme arrecadação de cada município, o coíndice (valor de repasse do governo estadual) até setembro de 2012 em Aparecida foi de R$ 45 milhões, enquanto para Anápolis o valor chegou a R$ 112 milhões.

CONCLUSÃO

Mozart Marchado afirma que Anápolis ainda não foi superada por Aparecida em nenhum aspecto, a não ser em número de habitantes, devido à grande explosão de loteamento na região metropolitana. "Esperamos que Aparecida de Goiânia alcance nossos índices, mas por enquanto, estamos na frente", expõe o secretário de Anápolis.

Já o secretário de Aparecida de Goiânia afirma que o município demonstra grande capacidade de expansão. "Temos dados que mostram que estamos crescendo de forma expressiva. Estaríamos melhores se tivéssemos mais apoio do governo estadual", defende Ricardo Rabahi.

Fonte: Mais Goiás

VLT de Goiânia será a primeira PPP com aporte do governo




A construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Goiânia deve ser a primeira Parceria Público-Privada (PPP) com aporte público na fase inicial das obras. O modelo inédito será adotado após a Medida Provisória (MP) nº 575, de 7 de agosto, que flexibilizou a Lei 11079/2004, permitindo aporte público no início das obras. O projeto com custo de R$ 1,3 bilhão terá aporte de R$ 805 milhões do governo de Goiás.

Antes da MP 575 os Estados somente poderiam injetar recursos em PPPs por meio de contraprestação, que estavam sujeitas à tributação federal de PIS/Cofins, Imposto de Renda e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). A alta tributação, nesses casos, inviabilizava os aportes. "Esses tributos tornavam a contraprestação em termos orçamentários menos eficiente para o Estado", informa justificativa do projeto do VLT de Goiânia. A partir da implementação da MP os tributos que incidem sobre os aportes do governo são distribuídos ao longo da concessão, e não mais de uma só vez no período do investimento.

O VLT de Goiânia terá 14 quilômetros de extensão, 12 estações e vai substituir o atual corredor de ônibus do Eixo-Anhanguera, que corta a capital goiana no sentido leste-oeste. Atualmente 240 mil passageiros utilizam o corredor de ônibus diariamente. "A demanda já superou a capacidade que os ônibus podem atender e tornou-se necessária a adoção de transporte de média capacidade", diz o superintendente de mobilidade da Secretaria de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia, Julio César Costa.

Os estudos do projeto foram concluídos e a audiência pública foi marcada para 25 de outubro. A previsão é que as obras comecem em abril de 2013 e terminem em dois anos. Goiânia possui 1,3 milhão de habitantes, mas o transporte coletivo da cidade se integra a outros 18 munícipios da região metropolitana, que somam 2,1 milhões de pessoas. O VLT terá integração tarifária ao sistema de ônibus, que hoje custa R$ 2,70. "Isso exige tarifa patrocinada pelo governo, já que o transporte sobre trilhos é mais caro", lembra Costa.

Segundo ele, antes da MP 575 o governo estudava executar o VLT com recursos próprios. "Isso traria custos muito elevados para a obra. O compartilhamento com a iniciativa privada barateia e dá agilidade ao projeto." O contrato para construção e administração dessa que será a primeira PPP de Goiás será de 35 anos. Dos R$ 805 milhões de aporte do Estado para o projeto, R$ 390 milhões são provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); R$ 215 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mobilidade urbana e R$ 200 milhões de fundo especial para o projeto.

Para Bruno Pereira, coordenador do PPP Brasil, portal que reúne informações sobre o tema, o aporte de recursos em obras de mobilidade urbana também tende a ser utilizado na construção do metrô de Curitiba e na Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo. "A MP incentivou o aporte dos Estados, dando desconto no tratamento tributário, que agora é distribuído ao longo do investimento e não mais no início", diz.

Fonte: Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia

Deputado quer cancelamento do horário de verão em Goiás



O deputado federal Heuler Cruvinel (PSD) quer que Goiás deixe de ter o horário de verão, programado para começar este ano no próximo domingo (21). Heuler apresentou nesta quarta-feira (18) projeto na Câmara Federal para excluir o Estado da zona de abrangência do adiantamento dos relógios em uma hora. Segundo Heuler, a economia de energia durante o período não compensa o desgaste físico provocado nas pessoas e as alterações na rotina da população.
"Os dias no verão são mais longos, o que por si só aumenta o consumo. A comparação de uma suposta economia de energia que se faz hoje é com dias de inverno", cita Heuler. "Essa alteração impacta o relógio biológico dos trabalhadores, que acabam ficando mais cansados, sem falar em crianças indo mais cedo para a escola, sonolentas e ainda no escuro. Por causa disso, queremos Goiás fora do horário de verão", defende o deputado.

Redes Sociais

O deputado destaca que a ideia de pedir o fim do horário de verão em Goiás foi estimulada e reforçada por debate com internautas nas redes sociais, como o Twitter e o Facebook.

“Estas ferramentas da internet serviram como mais um termômetro da opinião dos cidadãos goianos sobre o assunto, além do que já percebíamos em nossos contatos pessoais no gabinete e nos municípios do Estado”, descreve o deputado.

“A maioria dos goianos não quer o horário de verão. Fiquei satisfeito com a imensa repercussão que nossa campanha contra ele em Goiás alcançou nas redes sociais. Essa resposta vem só a reforçar nossa determinação”, acrescentou Heuler Cruvinel.

Fonte: Portal 730

Horário de verão exige cuidados com a saúde, alerta especialista



O horário de verão começa neste domingo (21), quando os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mais o estado do Tocantins, deverão adiantar seus relógios em uma hora a partir da meia-noite deste sábado (20). A mudança é para aproveitar melhor a luminosidade do dia nesta época do ano, reduzindo o consumo de energia nos horários de pico e evitando o uso de energia gerada por termelétricas, que é mais cara e mais poluente do que a gerada pelas hidrelétricas.

Se não houver adaptações para a mudança de horário, algumas pessoas podem apresentar cansaço, fadiga e até mesmo chegar à exaustão, de acordo com o fisiologista Hildeamo Bonifácio. “Nesse quadro de exaustão, a pessoa mostra sinais parecidos com doenças, como irritabilidade, dor de cabeça, diarreia e mudanças de humor”.

Bonifácio recomenda que, na primeira semana de mudança de horário, as pessoas aumentem a ingestão de líquido e façam refeições leves. Também deve ser mantido o horário das refeições, para o cérebro se adaptar o mais rápido possível com a mudança. “Se a pessoa está acostumada a tomar café às 7h, agora vai ter que tomar no mesmo horário, mesmo que ainda não tenha tanta fome”.

A mesma tática deve ser adotada com o sono. Quem está acostumado a dormir às 22h, por exemplo, deve manter o horário, mesmo que ainda não tenha sono. “Se essas orientações não forem seguidas, é como se a pessoa estivesse em uma semana de carnaval: vai dormir tarde, acorda tarde, aí muda todo o relógio biológico”, diz o fisiologista.

Pelas dificuldades de adaptação do organismo, a mudança de horário está longe de ser uma unanimidade entre a população. O eletricista Raimundo Carlos Costa, de 56 anos, critica a medida. "Não gosto do horário de verão, pois me forço a acordar mais cedo. Tenho problema de saúde e o horário afeta toda minha rotina. A adaptação é complicada, quem é mais velho precisa tomar mais cuidados”, diz. Ele também cita o problema da insegurança para quem precisa sair de casa muito cedo para trabalhar quando ainda está escuro.

O estudante Paulo Henrique Ferreira, de 18 anos, também não aprova a medida, apesar de achar que o dia é melhor aproveitado. "Eu não gosto muito do horário de verão, principalmente no primeiro mês. Acordo mais cedo, muitas vezes ainda está escuro”.

Apesar de sentir dificuldades de adaptações nas primeiras semanas, a promotora de eventos Mayana dos Santos, de 20 anos, gosta da mudança, porque acha que o dia rende mais. “Particularmente, não me atrapalha muito”. A aposentada Madalena Jordão, de 65 anos, também acha que os dias parecem maiores com o horário de verão. Ela mora no Nordeste, onde a mudança não é implementada, mas acredita que existe economia de energia com a medida.

A expectativa do governo é que o horário de verão deste ano evite um gasto de R$ 280 milhões com o acionamento de usinas térmicas, que seria necessário para suprir a demanda no horário de pico. Se fosse preciso construir novas termelétricas para garantir essa energia, o país gastaria R$ 3 bilhões, se não houvesse o horário de verão. A redução da demanda de energia no horário de pico neste ano deve ser cerca de 4,5%, e a redução total de consumo deverá ser 0,5%.

De acordo com o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner, a mudança de horário proporciona um ganho considerável para a segurança do sistema elétrico brasileiro. “Menor demanda implica maior segurança para o sistema, que não fica tão 'estressado'. Há também maior flexibilidade operativa para liberar instalações para manutenção e redução da geração de energia térmica para atender a esse consumo”.

Da Agência Brasil.