31 de julho de 2012

Radar flagra infração em faixa para ônibus



Vinte e sete equipamentos de fiscalização eletrônica monitoram os 2,5 quilômetros de extensão do Corredor Universitário, implantado entre as praças Cívica e da Bíblia, passando pela Praça Universitária. Entre os equipamentos, uma novidade para o trânsito de Goiânia. São os sensores que flagram o uso indevido da faixa preferencial para o transporte coletivo ao longo de todo o corredor.

Os equipamentos são capazes de identificar os veículos que trafegam pela faixa preferencial por mais de duas quadras e, além de fotografar a placa, gera um vídeo de cinco minutos, que registra toda a travessia irregular, da entrada até a saída da via preferencial.

Eles estão instalados no meio das quadras, longe dos cruzamentos semaforizados. Nestes locais, também há equipamentos instalados, que registram o avanço de sinal, parada sobre a faixa de pedestre e excesso de velocidade.

A via preferencial para o transporte coletivo, segundo explica Sérgio Bitencourt, diretor do Departamento de Planejamento de Trânsito da Agência Municipal de Trânsito (AMT) de Goiânia, só deve ser acessada por veículos particulares para entrada em lotes ao longo da via e para conversões à direita. Por isso, explica, o veículo não pode trafegar por mais de duas quadras na via, o que configura a infração.

Outros corredores

A novidade da fiscalização do uso da faixa preferencial deve ser levada para outros corredores, a começar pelo Corredor T-7, o próximo a ser implantado, no trecho entre a Praça Cívica e o Terminal das Bandeiras.

O sistema, explica Bitencourt, funciona com o acionamento de laços instalados ao longo das quadras, que fazem a leitura das placas dos veículos em dois trechos seguidos e confrontam os dados para confirmar se trata do mesmo veículo. Havendo a confirmação, é emitido um sinal que dispara o registro da foto e gera um vídeo dos cinco últimos minutos do trajeto desenvolvido.

Velocidade

Os 2,5 quilômetros do corredor também são monitorados para controlar a velocidade máxima desenvolvida pelos veículos, que é de 60 km/h. Em qualquer trecho da via, o excesso é registrado e a notificação gerada.

A intenção, segundo assinala Bitencourt, é melhorar a trafegabilidade dos veículos do transporte coletivo, agilizando o tempo de viagem. O engenheiro ressalta que o corredor conta com três faixas e que apenas uma delas é de uso preferencial do transporte coletivo.

Notificação

Os equipamentos instalados ao longo do Corredor Universitário ainda não estão gerando notificação de multas. Até o início de agosto, os equipamentos estarão em fase de teste e inspeção por parte do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Em agosto, será iniciada campanha educativa para informar os condutores sobre os equipamentos e data a partir de quando serão aplicadas as multas.

No caso dos equipamentos tradicionais, que registram avanço de sinal, excesso de velocidade e parada sobre a faixa de pedestre, o período educativo será de 30 dias.

Para os novos equipamentos, que monitoram o uso da faixa preferencial do transporte coletivo, o tempo de notificação educativa será de 90 dias.

Durante o período educativo, quem for flagrado cometendo a infração - que é considera leve, gera anotação de três pontos da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 53 - receberá a notificação de advertência em casa, informando sobre o caráter educativo.

O condutor notificado poderá solicitar à AMT o vídeo gerado no ato da infração.

Fonte: Jornal O Popular

Sucatas de ônibus à espera de leilão



Carcaças estão em garagem há quase um ano e podem ser desvalorizadas ou se tornar focos de mosquitos da dengue.

Desde o fim do ano passado, cerca de 60 carcaças de ônibus que faziam a linha Leste-Oeste, a do Eixo Anhanguera, estão estacionados em uma garagem da Metrobus Transportes Coletivos, em Goiânia. Os veículos, que rodaram por 13 anos na capital, deverão ser leiloados. Mas, até que isso aconteça, os carros seguem, dia após dia, parados no pátio situado às margens da GO-060, na saída para Trindade. O maior risco é os veículos que sejam transformados em focos do mosquito da dengue, pois pode haver água parada em lugares como a roda dos ônibus, por exemplo. Até agora, a companhia responsável pelos coletivos realizou dois leilões, nos quais foram feitas menos de 30 vendas.

O diretor de Operações da Metrobus, Antônio Batista, conta que se trata de veículos sucateados que, mesmo no ano passado, circularam “quase à reboque”. Ele explica que após adquirir 90 novos ônibus para atender os usuários do transporte público que dependem da linha Eixo Anhanguera, os carros antigos tiveram que ser encostados. “Isso aconteceu porque o próprio sistema da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) permite que os carros rodem somente até os 10 anos de vida, mesmo ainda havendo condições de transitar”, frisa.

Grupo de venda
Atualmente existe uma comissão voltada apenas para cuidar da venda desses coletivos, segundo Batista. O grupo é que faz o levantamento de preços e condições de uso dos ônibus. No entanto, a maior dificuldade é encontrar quem se interesse pela oferta. “O público interessado é muito pequeno hoje em dia. São veículos que podem não ser comprados, podendo ficar no pátio, à medida que não ofereça nenhum risco à sociedade”, ressalta o diretor. Ele comenta que a intenção é vender os ônibus como sucata, caso não haja maior procura durante o próximo leilão.

Em relação ao risco de focos do mosquito da dengue, Antônio Batista assegura que não existe a possibilidade, já que a Metrobus dispõe de uma pessoa para fazer o acompanhamento e vistoria do local, constantemente. O diretor também diz que existe vigilância armada 24 horas por dia na garagem da empresa. “Tudo está sendo monitorado”, reforça.

Fonte: Jornal o Hoje

Viagens dos goianos mais que dobraram




Desempenho se refere aos cinco últimos anos, segundo Abav. Procura por passagens abrange todas as classes socioeconômicas.

O goiano está viajando mais a cada ano. A comprovação vem do número de agências de viagens que mais que dobrou nos últimos cinco anos, de acordo com a presidente da seção Goiás da Associação de Agências de Viagens (Abav), Tereza Melo. Hoje, apenas Goiânia concentra 300 agências de viagens. Estimulado pela demanda cada vez maior, o setor cresce anualmente na ordem dos 12%.

“A resposta mais comum para o que a pessoa deseja fazer é viajar”, diz Tereza. A classe média tem aumentado a frequência de viagens a passeio, mas não é a única que engrossa as estatísticas do setor turístico. “A classe C tomou gosto por viajar e tem ajudado a lotar hotéis em todos os lugares”, afirma.

Embora, segundo Tereza, neste mês de julho os resultados tenham ficado aquém das expectativas, por causa da alta do dólar, que inibe, principalmen­te, as viagens internacionais, as agências mantém ascendência nas vendas de passagens com finalidade turística.

A advogada Carla de Moreira de Mendonça, de 41 anos, está de viagem marcada para a Europa: vai passar o mês em Roma. Ela conta que sempre viaja, até mais de uma vez por ano, e que tem observado que os hotéis nunca estiveram tão cheios quanto nos últimos anos. “Há um aumento visível de turistas. A economia está melhor e está mais fácil adquirir pacotes e comprar passagens”, diz a advogada.

E está mesmo! No País, os gastos com viagens da nova classe média, que tem rendimento de R$ 291 a R$ 1.019 por pessoa, cresceram em 277,3% nos últimos dez anos, segundo pesquisa do Data Popular sobre as perspectivas de viagens de turismo para os brasileiros, divulgada ontem. O volume passou de R$ 4,4 bilhões em 2002 para um gasto estimado em R$ 16,6 bilhões neste ano.

A classe média responde por 52,3% dos brasileiros que pretendem fazer uma viagem internacional nos próximos 12 meses. A parcela sobre para 60,4% quando se consideram os voos nacionais.

Na média nacional, os gastos com viagens dobraram nos últimos dez anos. Enquanto isso, os das famílias de classe média quase triplicaram. Ainda segundo a pesquisa, os gastos, somados de todas as faixas de renda, saltaram de R$ 24,1 milhões para R$ 48,1 milhões.

As famílias com ganhos de até R$ 290 por pessoa (de baixa renda) também mostraram crescimento importante. Os gastos dessa faixa com viagens cresceu em 121,7%. Por outro lado, na alta renda (ganhos a partir de R$ 1.020 por familiar), o crescimento foi de 51,7%.

“Em um ano, são 50 milhões de brasileiros dessa camada social que pretendem investir em voos nacionais. Ainda da classe média, 13,5 milhões pretendem fazer uma viagem aérea ao exterior”, afirma Renato Meirelles, sócio diretor do Data Popular.

Fonte: Jornal O Hoje

Falta de espaço multiplica construção de arranha-céus em cidades médias




Nos dois últimos anos, por exemplo, 125 projetos de prédios com mais de 15 andares foram aprovados em Goiânia..

Um fenômeno está tomando as cidades médias brasileiras. É a multiplicação dos arranha-céus. Eles cresceram, e cresceram muito. Os andares mais altos são os mais disputados.

O auditor fiscal Paulo Rodrigues da Silva e Emilene escolheram o 32º andar para morar. A decisão veio depois de uma visita ao igualmente gigante Edifício Itália, em São Paulo. “Eu achei maravilhoso aquilo, fascinante”, disse Paulo Rodrigues da Silva, auditor fiscal.
A construção de tantos prédios altos em Goiânia acontece por uma razão que as grandes cidades conhecem bem: a falta de espaço. Com a escassez de terrenos, as construtoras decidiram olhar para o alto. Nos dois últimos anos, 125 projetos de prédios com mais de 15 andares foram aprovados na cidade.

Segundo engenheiros e arquitetos para chegar lá em cima é preciso investir. O concreto, por exemplo, tem que ser no mínimo três vezes mais resistente que o concreto utilizado na construção de uma casa. Mas tem outros desafios que os especialistas sozinhos não conseguem resolver para levantar prédios tão altos. Um deles, convencer o interessado a comprar um apartamento que tantos cálculos derrubam qualquer medo de ficar tão longe do chão.

Os elevadores ficaram mais velozes e isso convenceu Maurício a trocar a casa pelo apartamento. “Olha a vista. Era isso que eu queria mesmo”, exclama Maurício.

Diego trabalha na construção de um prédio de quarenta e um andares. Depois deve ir para a obra de um de 50 andares. Nas horas vagas, ele diz que prefere ficar bem pertinho do chão.

Repórter: Você moraria num apartamento no 41º andar?
Diego: Eu acho q eu não tinha coragem não, muito alto.

Grandes edifícios podem ser a solução de alguns problemas urbanos, mas também podem criar outros. O arquiteto Jhon Silveira diz que a cidade precisa se planejar antes de erguer prédios assim. “De repente, toda aquela estrutura pensada para o bairro, a questão da mobilidade, do tráfico urbano tudo isso começa a virar bagunça, começa a criar confusões e transtornos para a cidade”, afirmou Jhon Silveira.

Fonte: G1 (Bom dia Brasil)
Foto: Autor não Identificado.

Shopping gigante afeta paisagem e rotina de região



Às centenas de milhões investidos por empresa em um dos maiores centros comerciais do País devem se seguir a mudança de comportamento da população, do meio ambiente e até de status da região, quando o empreendimento começar a operar..

Goiânia vai ganhar, até o fim do próximo ano, aquele que será seu maior centro co*mercial. O Shopping Passeio das Águas também será o primeiro empreendimento do ramo na região norte da cidade. Sua construção tem provocado, ao mesmo tempo, expectativa, especulação e polêmica. Expectativa, porque deve provocar reações da concorrência — o Flamboyant Shopping Center e outros centros comerciais terão de se readaptar, por exemplo; especulação, já que terrenos na região multiplicaram de valor assim que o sinal verde para a obra foi dado (ou até antes disso); e polêmica pelo fato de o novo shopping estar situado às margens do Córrego Caveirinha, e vizinho próximo ao encontro desse curso d’água com o Rio Meia Ponte. Portanto, o local, se não é diretamente protegido pela lei, deveria ser resguardado pelo bom senso do poder público.

As obras seguem a todo vapor na confluência da Perimetral Norte com a Avenida Goiás Norte. A previsão de inauguração é para o segundo semestre do próximo ano. Uma construção gigantesca, que somente de estacionamento ocupará uma área de pelo menos 40 mil metros quadrados — já que projeta 4 mil vagas para automóveis.

Quem comanda o empreendimento, de quase R$ 400 milhões, é a Sonae Sierra Brasil, uma empresa especializada em shopping centers. Suas principais acionistas e controladoras são a portuguesa Sonae Sierra e a norte-americana DDR. A empresa é uma das principais proprietárias e administradoras de shopping centers do Brasil, “com foco na excelência em qualidade”. Além de Goiás, atua também em mais quatro Estados — São Paulo, Amazonas, Paraná e Minas Gerais — e no Distrito Federal, com 11 empreendimentos em operação e um total de 2.215 lojas.

No site da Sonae Sierra Brasil, há uma página dedicada ao Shop*ping Passeio das Águas — nome que já, em si, faz uma referência à região em que está se instalando. Lá constam os principais dados do empreendimento, entre eles o da área brutal local (ABL), que é como se denomina a metragem construída do shopping que é voltada diretamente para lojas. Pelo projeto, o Passeio das Águas terá 78,1 mil metros quadrados de ABL — para se ter ideia, o Flamboyant tem “apenas” 58,4 mil metros quadrados.

O complexo pretende atrair não só a população da capital, mas, com o acesso facilitado pela posição estratégica, também dos municípios vizinhos como Trindade, Goianira, Senador Canedo e Aparecida de Goiânia, em um total de 1,6 milhões de habitantes sob sua área de influência. Para assistir o contingente, mais de 6 mil em*pregos diretos.

Pelos números postos, não há mesmo dúvida de que a proposta de ser o maior shopping da região metropolitana — e um dos maiores do Brasil — é para valer. Com certeza, será também uma das intervenções de maior impacto na capital. E “impacto” em todos os sentidos, inclusive o ambiental. É o que preocupa pessoas como o professor Manoel Calaça, morador de um setor vizinho (Goiânia 2) e que também conhece tecnicamente o que pode ocorrer com o adensamento da região — ele é geógrafo, pesquisador e titular do Ins*tituto de Estudos So*cioam*bientais (Iesa) da Universidade Federal de Goiás.

Meses atrás, Calaça tirou, ele próprio, algumas fotos do local. Era abril e, logo ao lado do imenso aterro do shopping, algumas vacas pastavam, em meio a poças formadas pelas chuvas. “Obviamente, aquilo ali é uma área de planície de inundação e não deveria sofrer interferências, quanto mais a de um empreendimento desse porte”, analisa o professor. As fotos impressionam, não só pelo que mostram em si, mas pelo que simboliza: o avanço do progresso econômico em detrimento da prudência ambiental.

Comunicado lacônico

A reportagem tentou falar com a Sonae Sierra Brasil em São Paulo, onde é sua sede, mas a divisão de comunicação informou que o contato teria de partir da assessoria da empresa em Goiânia. Na tarde de sexta-feira, 13, em resposta ao pedido de entrevista com o diretor responsável, veio um curto comunicado: “Todos os estudos sobre os impactos para a construção do shopping foram realizados e todas as licenças obtidas. Em 30 de janeiro de 2012, o empreendimento firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público e a Amma, em que foi acordado pagamento para fins de custeio de parte da construção de um parque na cidade, assim como um plano de recomposição e revitalização do Córrego Caveirinha, que não sofrerá qualquer alteração do seu curso.” Em outras palavras, a empresa garante que não há qualquer irregularidade na obra.

O presidente da Agência Mu*nicipal do Meio Ambiente (Amma) e vereador licenciado, Mizair Lemes, disse que o problema passa pela legislação, que permitiria a construção do shopping. “A meu ver, uma construção, ainda mais desse porte, deveria estar a pelo menos 200 metros de cursos d’água. Todos nós queremos a preservação, mas a lei estabelece 30 metros. E isso está sendo cumprido”, explica, contestando a informação de que a obra teria desviado o curso do Córrego Caveirinha, o que foi levantado em recente audiência pública realizada na Câmara de Goiânia.

Segundo Mizair, quando ele ainda era presidente da Comissão de Meio Ambiente do Legislativo goianiense, foi assinado o termo segundo o qual a Sonae Sierra Brasil se responsabilizaria por uma série de medidas a serem tomadas na questão ambiental. “O documento foi totalmente redigido pelo Ministério Público (MP-GO) e assinado pela empresa, pela Amma e por mim, como representante da Câmara”, disse Mizair.

O acordo ocorreu na gestão de Pedro Henrique Lira à frente da Amma e incluía compensação am*biental. A Sonae Sierra Brasil depositou o total de R$ 1,92 milhão no Fundo Municipal do Meio Ambiente. Um montante com destino definido: o Parque Nova Esperança, no Jardim Nova Esperança, que terá um lago com águas também no Córrego Caveirinha, só que alguns quilômetros acima em seu leito, longe da área que será afetada pelo novo shopping center.

Não por coincidência, o benefício vai para um local que é base eleitoral de Mizair Lemes, que conta ter convencido as entidades da necessidade dos recursos para o novo parque. “É, na verdade, um projeto antigo, que será um dos maiores parques de Goiânia, com 340 mil metros quadrados. A dificuldade para sua execução é o pagamento de indenizações e o dinheiro da compensação ambiental vai ajudar”, diz o hoje presidente da Amma. Vereadores que têm sua base na região próxima ao shopping, como Djalma Araújo (PT) e Geovane Antônio (PSDB), não gostaram de saber da mudança de local do benefício.

Embora não seja candidato à reeleição este ano, por problemas com a Justiça Eleitoral — foi pego pela Lei da Ficha Limpa —, Mizair Lemes colocou o nome de seu herdeiro, Mizair Jefferson da Silva (PMDB), na disputa.

Custo ambiental é “perdoado” em prol da valorização imobiliária

Sempre que surge um novo empreendimento de certo porte a rotina da população da região em que ele será implementado é colocada em xeque. O que muda é a motivação: se o projeto é de uma indústria ou, pior, de um cemitério é certa a reação contrária dos moradores; já o modo de responder ao planejamento de um shopping center é bem diferente. Poucos são os que querem apenas tranquilidade e veem um em*preendimento desses como negativo. E, se veem assim e resolvem se mudar antes que os boatos se intensifiquem, podem perder dinheiro. E muito dinheiro.

A região que sofrerá influência direta do Shopping Passeio das Águas se localiza dentro do triângulo imaginário que tem os setores Urias Magalhães, Balneário Meia Ponte e Goiânia 2 como seus vértices. Donos de imobiliárias confirmam a alta elevação dos preços dos imóveis próximos, notadamente aqueles que estão ao longo da Avenida Goiás Norte, que será um dos acessos para o novo shopping. Toda a região já tem, nos últimos anos, avançado em termos de novos lançamentos. O diferencial, agora, é o custo para quem quer investir.

Apesar da pouca vocação para o adensamento, principalmente por ser a origem dos mananciais que abastecem a região metropolitana de Goiânia, a região norte tem recebido cada vez mais empreendimentos. Toda benfeitoria traz naturalmente uma valorização nos imóveis que a recebem, mas um empreendimento como um shopping — e o Passeio das Águas é projetado como o maior da capital — tende a ultrapassar qualquer expectativa. Para além desta, os valores dos imóveis continuam a crescer e nessa rota devem se manter até a inauguração do shopping.

No Residencial Humaitá, “vizinho de lado” do centro de compras, um lote vale hoje até cinco vezes mais do que custava há apenas três anos. Um setor que deve perder a pecha de “periférico” para galgar, em pouquíssimo tempo, o status de “bairro nobre”, por causa de apenas um empreendimento. Não é à toa que muitos moradores dão boas-vindas ao shopping, a despeito do custo ambiental.

A fatura que a natureza cobra, com certeza, virá, mas não apenas em termos ambientais propriamente ditos, por causa da alta impermeabilização de um solo acostumado a muita água e pela proximidade com o maior manancial da cidade, o Rio Meia Ponte: a região sofrerá um grande impacto na mobilidade urbana, assim como ocorre hoje nas imediações do Flamboyant Shopping Center e de outros empreendimentos desse porte. Uma característica particular será a mistura de dois tipos de tráfego — o convencional, de consumidores, em pequenos carros, misturado a carretas, bitrens e ônibus de viagem que utilizam a Perimetral Norte para se deslocar entre as rodovias que margeiam a capital.

Fonte: Jornal Opção


Velódromo do Rio será levada para Goiânia





Atual velódromo, usado no PAN-2007, será realocado em Goiânia, que venceu a disputa contra Curitiba e Belo Horizonte para ficar com a instalação

O novo velódromo do Rio para os Jogos Olímpicos foi orçado em R$ 115 milhões. É quanto o governo federal vai gastar para custear a obra, enquanto a atual instalação será levada para Goiânia, que ganhou a briga contra Curitiba e Belo Horizonte.

O LNET! apurou que a reforma do atual velódromo do Rio, no Autódromo Internacional Nelson Piquet, necessária para colocá-lo em condições de receber disputas olímpicas, foi orçada em R$ 105 milhões. Só que, por R$ 10 milhões a mais, a cidade receberá um equipamento novo e o Brasil passará a ter duas instalações de alto nível.

Ontem, a presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques, negou que a decisão já esteja tomada. Mas deu indícios de que a construção do novo velódromo é inevitável e mais rentavél, principalmente, para entrar na conta do legado dos Jogos.
- O velódromo não pode ser usado para as Olimpíadas, mas ele pode ser usado para uma série de outras atividades: para um outro Pan-Americano, para o treinamento dos ciclistas, como está sendo usado hoje, como centro de treinamentos. Então, talvez seja uma boa alternativa termos um novo velódromo que poderia ser usado para competições internacionais e termos uma outra cidade para treinamento - disse Maria Silvia.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que pretende reformar o atual velódromo. Mas o consenso é o de que, ante os números que serão apresentados a ele, o discurso mudará.

Goiânia vai pagar  ao Rio

Para ficar com o velódromo do Rio, Goiânia se comprometeu a doar um terreno e arcar com custos de transporte em parceria com o Ministério do Esporte. A capital de Goiás levou vantagem sobre Curitiba e Belo Horizonte porque foi a primeira a fazer o pedido para receber a instalação e a se reunir com o governo federal.
O encontro com o Rio para sacramentar a transferência ainda não foi marcado, mas a cerimônia está prevista para ocorrer ainda neste ano.

Fonte: LANCENET

29 de julho de 2012

A onda do ciclismo




Em 2011, durante viagem a Barcelona, na Espanha, o tecnólogo em redes Fernando Accioly (35 anos) se deu conta de uma realidade bem diferente da constatada em Goiânia quando o assunto é o uso da bicicleta como meio de transporte. Nas ruas, ciclofaixas separavam os ciclistas dos pedestres e motoristas. Na hora de estacionar a bike, nada de deixá-la em qualquer lugar. Havia bicicletários.

Na época, com o advogado Eduardo Costa e Silva, ele já tinha fundado o grupo Pedal Goiano, pioneiro na luta pela implantação de ciclovias em Goiânia. Se Barcelona é referência para Accioly, Costa e Silva tem como principal inspiração Copenhague, na Dinamarca, cidade que visitou antes da criação do grupo de cicloativistas e que é considerada a segunda mais amigável para o uso de bicicletas, seguida de Barcelona.

O levantamento é do site Copenhagenize, especializado no assunto. No ranking, que contempla 20 cidades, apenas um município brasileiro é relacionado: o Rio de Janeiro, que ocupa o 18º lugar e possui 240 quilômetros de ciclovias. A semelhança de Goiânia com as cidades europeias, no entanto, é bem pequena. Ainda vai demorar, talvez muito, para que a capital se transforme na Copenhague do Cerrado, como deseja Accioly.

As diferenças podem ser exemplificadas facilmente, começando pela extensão das vias cicláveis. Até agora em Goiânia, só é possível pedalar em ciclovia no trecho que vai do Terminal da Praça da Bíblia, no setor Universitário, ao final da Rua 10, na Praça Cívica, totalizando 2,5 quilômetros de vias seguras para o trânsito de ciclistas.
O percurso de ciclovias previsto pelo plano diretor da cidade, no entanto, é de 140 quilômetros. A promessa da prefeitura é que até o final do ano a ciclovia seja ampliada e chegue até o Campus II da Univer­si­dade Federal de Goiás (UFG), no setor Itatiaia.

Mobilização

A tímida presença das ciclovias pode ser reflexo do próprio plano diretor da capital, elaborado em 2007. O documento coloca esse tipo de rede viária em sexto lugar na hierarquia de prioridades, atrás das vias expressas, arteriais, coletoras, locais e pedestres.

O texto também não traz diretrizes aprofundadas sobre a implantação de ciclovias e do plano cicloviário, que deve ser “detalhado pelo órgão competente”, no caso, a Secretaria de Planejamento e Urbanismo de Goiânia (Seplam Goiânia).

A falta de diretrizes aprofundadas sobre a implantação das ciclovias faz com que ações previstas tenham de ser rediscutidas, aponta o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFG e coordenador do projeto da ciclovia que liga o Campus II da UFG ao setor Universitário, Camilo Vladimir de Lima Amaral. Foi o caso do Eixo Guanabara, ciclovia que ligaria a região nordeste de Goiânia à Praça da Bíblia, cuja implementação foi considerada inviável.

O número de bicicletas em Goiânia, se comparado ao de carros, também já dá o tom dessa guerra entre Davi e Golias para a construção de espaços exclusivos para a circulação das magrelas. De acordo com dados do Pedal Goiano, existem em Goiânia 210 mil bikes e mais de um milhão de veículos.

Para incentivar o uso da bicicleta, o grupo Pedal Goiano promove trimestralmente o Pedala Goiânia, evento que está na terceira edição e que já chegou a reunir cerca de 800 ciclistas em uma manhã. Aos sábados, o grupo se reúne em parques da capital para incentivar o uso da bicicleta. “É um trabalho voltado para iniciantes”, explica o cicloativista Fernando Accioly.

Sistema cicloviário

A ciclovia é apenas um dos elementos que pode colocar Goiânia de vez na seleta lista de cidades propícias para o uso da bicicleta. Conforme prevê o plano diretor da capital, um Sistema Cicloviário deve ser implantado na cidade. De acordo com o documento, ele terá que ser “integrado à rede estrutural de transporte coletivo deve atender à demanda e à conveniência do usuário da bicicleta em seus deslocamentos em áreas urbanas, garantindo segurança e conforto.”

O Sistema Cicloviário, assim como a ciclovia Praça Univer­sitária-Campus, será desenvolvido em parceria com a UFG, explica o secretário da Seplam, Lívio Luciano. O projeto, que ainda dá as suas primeiras pedaladas. O urbanista Camilo Vladimir de Lima Amaral, que também participa dos trabalhos de elaboração do plano, explica que levantamentos ainda estão sendo realizados.

“O estudo envolve toda essa compreensão da cidade e a análise da topografia, de iluminação e até de arborização, para diminuir a temperatura da pista”, detalha. O objetivo é mapear as origens e os destinos de maior demanda em Goiânia, os pontos de cruzamento intermodal. Assim, a ideia é que nesses locais de articulação o ciclista deixe seu veículo em bicicletários e prossiga a viagem por outro mecanismo, como o transporte coletivo.

Insegurança nas ruas desanima

O estudante Ítalo Augusto Santos de Almeida (14) já vivenciou os danos que o uso da bicicleta nas ruas e calçadas da capital podem provocar. “Meu irmão estava pedalando na calçada quando caiu. Ele se machucou, mas sem gravidade, mas isso me deixou alerta sobre o uso da ciclovia”, relembra.

Morador do setor Universi­tário, durante o mês de julho ele pedalou na ciclovia da Rua 10 todos os dias. Além dos momentos de lazer, Ítalo também acredita que o uso da bike é uma forma de conhecer a cidade. Poderia ser melhor se as ciclovias abrangessem mais áreas.

A falta de segurança é o principal empecilho para o uso da bicicleta como meio de transporte, defendem o cicloativista Fernando Accioly e o urbanista Camilo Vladimir de Lima Amaral. “Os carros não respeitam o ciclista e nessa disputa quem usa a bicicleta sempre leva a pior. A ciclovia é um importante suporte para o cidadão utilizar esse meio de transporte durante o dia a dia”, explica Accioly.

Além da insegurança provocada pela quase total ausência de vias cicláveis, a falta de estrutura das empresas também dificulta a adoção da bike como meio de transporte para ir ao trabalho. Segundo Accioly, em Goiânia poucas empresas disponibilizam vestiários para o banho e bicicletários para estacionar as bicicletas. Ele destaca que para sobreviver à disputa de espaço com os carros o ciclista precisa estar atento e equipado com capacetes e lanternas, por exemplo.

Para Amaral, a implantação de ciclovias é dificultada também por dificuldades técnicas. Ele lembra que os próprios profissionais da Seplam, que em conjunto com a UFG devem elaborar o Sistema cicloviário, foram formados em uma escola rodoviarista, “ensinados a construir rodovias e não ciclovias”, ressalta o urbanista.

Bicicleta: saúde e sustentabilidade

Há quem já aproveite a ciclovia Praça da Bíblia-Praça Cívica para usar a bicicleta com segurança. É o caso dos estudante Rafael Novais Révio (23), que mora no setor Uni­ver­sitário. Rafael cursa Edu­cação Física na Escola Supe­rior de Educação Física do Estado de Goiás (Eseffego) e recomenda o uso da bicicleta, porque a atividade ajuda
a combater o sedentarismo.

Já o auxiliar de cartório Israel Borges (28), que faz parte do Pedivela Bike Clube, conta que a pedalada o ajudou a abandonar o vício do cigarro. “Quanto mais pedalamos, mais queremos melhorar o desempenho, ir mais longe e para isso é preciso fôlego”, explica o jovem.

No início do ano, ele percorreu de bicicleta os mais de 300 quilômetros que separam Goiânia de Aruanã, no noroeste do estado. Apesar de integrar um grupo que pedala fora da cidade, percorrendo trilhas, Israel reconhece a importância da bike como uma alternativa principalmente em relação ao transporte público.

O urbanista e professor da UFG Ca­milo Vladimir de Li­ma Amaral acredita que o uso da bicicleta como meio de transporte humanizaria Goiânia por meio da junção de atividade física e locomoção ao ar livre. “Construir ciclovias é pensar a cidade à escala do ser humano, como a Europa já faz desde a década de 1970”, compara.

Amaral destaca que a bike é um veículo inclusivo, que custa pouco tanto em relação a aquisição quanto no que se refere a manutenção, e pode facilitar o acesso de pessoas com menor renda aos serviços que a cidade oferece, otimizando sua locomoção.


Fonte: Tribuna do Planalto

28 de julho de 2012

Secretário de Infraestrutura quer agilizar obras



O novo secretário de Infraestrutura, Danilo de Freitas (foto), recebeu a imprensa hoje de manhã para falar sobre o trabalho frente à Pasta. Além de reuniões internas realizadas desde a última sexta-feira, ele solicitou um pedido de agendas com alguns órgãos, como, por exemplo, com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a conclusão das obras do anel viário de Goiânia, que tem duas etapas.

De acordo com o secretário, uma etapas da obra é o desvio e a outra é próprio anel viário. "Um precisa de doação por parte do Dnit para Goiás, para a licitação. Foi solicitada a doação desses projetos do Dnit para adequação e então agilizarmos todo o procedimento licitatório para as obras. No entanto, como o superintendente do Dnit mudou, estamos então renovando o pedido de audiência para agilizarmos o processo".

Sobre o aeroporto, o secretário informa que foi solicitada também uma audiência no Exército , para a complementação dos projetos. “Depois, faremos gestão junto à construtora vencedora e responsável pelas obras, para que dê início a essa complementação das obras”. Para ele, a prioridade de gestão são as obras edificantes, que reestruturem o Estado, e a elaboração de um planejamento estratégico da infraestrutura para os próximos 20 anos.

Sobre a implantação no Eixo Anhanguera, do Veículo Leve Sobre Trilhos, o VLT, Danilo informa que o Conselho responsável está recebendo os estudos técnicos. A outra etapa é o edital, e depois a licitação, que ainda não tem data definida por depender da finalização dos estudos, explica.

Mais informações: (62) 3201-5415/5498

Fonte: Goiás Agora

Anápolis uma cidade de oportunidades e muitos desafios



Ao longo de sua história, Anápolis ficou conhecida por ser uma terra de oportunidades. Ao completar 105 de emancipação política, o Município coleciona indicadores econômicos que causam inveja a outras comunidades. O crescimento vigoroso das últimas duas décadas, sobretudo, mudou a paisagem da Cidade que perdeu um pouco os seus traços interioranos sem, entretanto, ficar sem o charme de uma terra de povo acolhedor que se redescobre a cada dia e tenta equacionar os problemas surgidos com o progresso.

Para se ter uma ideia do que ocorreu com Anápolis, é só passar uma olhada em alguns números de sua economia. Um exemplo é a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS. No ano de 2000, segundo dados do Instituto Mauro Borges, baseado em informações repassadas pela Secretaria Estadual da Fazenda, o Município arrecadava R$ 128 milhões. Cinco anos depois, o valor arrecadado subiu para R$ 199,1 milhões e, no ano passado, fechou em nada menos do que R$ 550,2 milhões. Ou seja, de 2000 a 2011, houve um crescimento de mais de 300 por cento.

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas geradas, registrava no ano de 2000, mais de R$ 1,751 bilhão, passando para R$ 2,823 bilhões em 2005 e, em 2011, atingiu o patamar de R$ 8,109 bilhões. Anápolis é a segunda maior geradora de riqueza para Goiás, ficando atrás, apenas, da Capital (Goiânia). A divisão dessa riqueza mostra que, consequentemente, houve uma melhoria no padrão de renda da população. O PIB per capita registrou da mesma forma, uma evolução significativa. Em 2000, era de pouco mais de R$ 6 mil e no, ano passado, fechou em R$ 24 mil. Ou seja, quadruplicou.

Balança comercial

Outro dado interessante é o que retrata a evolução da balança comercial - as exportações e importações feitas através do Município, dados estes que representam bem a sua vocação industrial e de corredor logístico. A série estatística, que é divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior desde 1999, mostra um quadro impressionante. No primeiro ano da série, as exportações somavam magros US$ 327 mil.

No ano de 2005, as vendas para outros países já somavam US$ 38,7 milhões e, em 2011, o volume das exportações foi de US$ 254 milhões. As importações começaram a série histórica, em 1999, com um volume de compras externas de US$ 51,9 milhões, passando a US$ 160,9 milhões em 2005 e, em 2011, atingiu a marca histórica de US$ 3,1 bilhões. Em relação às importações, o fato de os números serem bem superiores aos das exportações, se justifica em razão da compra de insumos para a produção da indústria farmacêutica, que tem em Anápolis o segundo maior polo de fabricação de medicamentos genéricos do País e, também, da importação de veículos e componentes da montadora sul-coreana Hyundai, que se instalou no Município em abril de 2007. A corrente de comércio, que é a soma dos volumes das exportações e importações, cresceu de US$ 52,3 milhões em 1999 para US$ 199,6 milhões em 2005, chegando em 2011 à marca de US$ 3,4 bilhões.

Segundo ainda dados do Instituto Mauro Borges, baseados em informações da RAIS, que são prestadas anualmente pelas empresas, no ano de 2000, havia 40.123 empregados devidamente registrados, cujo rendimento médio era de R$ 326,24. No ano de 2010, último dado consolidado, o número de empregos calculado pela RAIS era de 82.172, ou seja, mais do que o dobro, e o rendimento médio quase que quadruplicou, saltando para R$ 1.257,22.

Fonte: Jornal Contexto

Ano letivo nas universidades deve avançar até início de 2013




A greve dos professores das universidades federais já dura 72 dias e aumenta a probabilidade de que o calendário letivo de 2012 tenha que ser estendido até o início de 2013. Na maioria das 57 instituições, a paralisação teve início antes do encerramento do primeiro semestre. Com isso, quando a greve terminar, será necessário concluir as atividades para só então dar início ao segundo semestre de 2012.

O reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo, explica que, quando a greve for encerrada, o calendário deverá ser reorganizado. “O semestre letivo não coincide com o ano fiscal. É provável que a gente entre [com as atividades letivas] em 2013 com a reposição. Mas já vivemos experiências de outras greves em que foi possível organizar isso de modo qualificado”, disse.

A Agência Brasil entrevistou reitores de insituições das cinco regiões do país. Eles descartam a possibilidade de cancelar o semestre e apostam na reposição. Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), os professores encerraram as atividades antes da paralisação, mas o semestre não foi oficialmente finalizado porque a maioria não lançou as notas no sistema. Como as aulas foram concluídas, o reitor Carlos Alexandre Netto acha que não será necessário comprometer as férias de janeiro com a reposição – isso se a greve não se prolongar por muito tempo.

Além dos professores, os técnicos administrativos das universidades federais estão em greve desde 11 de junho. Em algumas universidades, a paralisação dos servidores também atrapalha o calendário, já que serviços como o lançamento de notas e matrículas podem ficar comprometidos. O governo espera resolver a situação com os professores para depois iniciar a negociação com os técnicos.

“Assim que os professores retornarem, nós vamos tentar corrigir o calendário. Mas, se não for resolvida a questão dos técnicos, nós não temos como começar o semestre seguinte. Nossa expectativa é que haja logo uma negociação também com essa categoria”, disse o reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Targino de Araújo Filho.

Até segunda-feira (30), professores se reunirão em assembleias para deliberar sobre o fim da greve. Nesta quinta-feira (26), docentes de pelo menos 12 universidades federais já rejeitaram a proposta apresentada pelo governo na terça-feira (24) e mantiveram a paralisação. São elas as universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Santa Maria (UFSM), de Pernambuco (UFPE), Rural de Pernambuco (UFRPE), do Espírito Santo (Ufes), de Uberlândia (UFU), de Brasília (UnB), da Paraíba (UFPB), da Bahia (UFBA), de Goiás (UFG), de Pelotas (UFPel) e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), os docentes aceitaram a proposta do governo, mas o fim da paralisação ainda depende da aprovação em um plebiscito. (Agência Brasil)

Fonte: Portal 730

Marconi lança metas para desenvolvimento



Plano de Ação Integrada de Desenvolvimento visa alavancar economia do Estado por meio de obras em todas as áreas de governo.

No segundo dia de despachos administrativos na cidade de Goiás, para onde a capital do Estado foi transferida na quinta-feira, o governador Marconi Perillo (PSDB) lançou ontem o Plano de Ação Integrada de Desenvolvimento (PAI), marcado para começar no dia 7 de agosto. Trata-se de um conjunto de ações que visa alavancar o desenvolvimento econômico e social do Estado, por intermédio de obras que beneficiam todas as áreas da administração pública. O anúncio foi feito em reunião na manhã de ontem com todos os secretários, presidentes de empresas e diretores de órgãos públicos, na sala de reuniões do Palácio Conde dos Arcos.

O secretário de Planejamento e Gestão, Giuseppe Vecci, a quem coube coordenar a formatação e aplicabilidade do PAI, informou que o plano vai trabalhar com 40 propostas já definidas. “São ações de governo que deverão ser cumpridas em sua totalidade até o final de 2014”, explicou.

Das 40 obras previstas, 26 já têm recursos garantidos. Para alcançar a meta, o governo do Estado irá priorizar a captação de recursos externos e eliminar a burocracia. “Infelizmente a burocracia tem sido a principal responsável pelo atraso no lançamento de vários projetos”, disse o secretário.

O PAI será dotado de ações que visam o monitoramento e o incentivo para que os órgãos envolvidos em cada projeto sejam auxiliados em sua execução. O mais importante no momento, segundo Giuseppe Vecci, é viabilizar a parte financeira para todo o plano de desenvolvimento.

Na reunião com o secretariado, o governador alertou para o atual quadro de escassez de recursos que o Estado atravessa. Disse que o PAI concentrará todas as obras previstas para até 2014 e que, além da meta de redução de despesas, os auxiliares de primeiro escalão do governo terão de auxiliar o Estado em sua tarefa de aumentar a arrecadação.

Fonte: Jornal O Hoje

Férias no fim e rodovias cheias



Polícia Rodoviária Federal orienta motoristas a como se portar na estrada durante o último final de semana de julho .

O fim das férias escolares chegou e as rodovias estão mais movimentadas neste período. Para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a volta para casa deve ser planejada. Além da manutenção do veículo, o horário de saída é importante para evitar a grande movimentação nas pistas e o estresse do motorista.

Segundo o inspetor do núcleo de comunicação da PRF, Afrânio Andrade, evitar viajar à noite reduz as possibilidades de acidentes. Durante a Operação Férias deste ano, 33 mortes foram registradas nas BR’s até a última quinta-feira (26), e 21 destes óbitos aconteceram entre o período de 18 às 6 h. O número representa mais de 63% das mortes. “Há mais acidentes durante o dia, mas no período noturno os acidentes são mais graves”, explica.

Uma das vantagens de pegar a estrada mais cedo é ter a possibilidade de parar a cada duas horas. Para a PRF, esta recomendação é importante principalmente se há crianças dentro do veículo. “Nas paradas, o condutor pode descansar. E também é o momento que as crianças podem sair da cadeirinha.”

A polícia também pede atenção nas ultrapassagens. O motorista deve calcular o tempo dessa ação, principalmente se o carro estiver pesado. Também é importante respeitar os limites de velocidade.

Álcool e direção

Mesmo durante o dia, o farol do carro deve estar acesso. “Esta prática permite que o carro seja visto e facilita o planejamento de ultrapassagens”, acrescenta o inspetor da PRF.  A combinação álcool e direção não devem acontecer. “Não se trata apenas de dirigir embriagado, mas da ressaca também”, explica Andrade.

Se o retorno está marcado para à tarde do próximo dia, o motorista deve evitar ingerir bebidas alcoólicas na tarde do dia anterior. Isso porque o álcool permanece no organismo de 12 a 24 horas, e faz com que a pessoa fique sonolenta, cansada e tenha a atenção reduzida.

Fonte: Jornal O Hoje

27 de julho de 2012

Setor 7 do Parque Linear receberá Grandes ações de Infraestrutura




Moradores da região do Setor 7 do Parque Linear receberão escola, CMEI e ainda terão a unidade de saúde reformada e ampliada pelo Puama

No último dia 4 a coordenação do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama) assinou ordem de serviço para início das obras no Setor 7 do Parque Linear. Terceira etapa do Programa, o trecho abrange 12 setores da Capital, sendo eles: Bairro Industrial Mooca, Chácara Santa Rita, Bairro Goiá, Conjunto Residencial Santa Rita, Jardim Leblon I e II, Jardim Pampulha, Residencial Anicuns, Residencial Cidade Verde, Residencial Santa Maria, Vila Mooca e Vila Mooca Complemento.

Vale ressaltar que o Puama é composto pelo Parque Ambiental Macambira, com área estimada de 25,5 hectares, no Setor Faiçalville, e pelo Parque Linear, com 24 km de comprimento, cuja extensão foi dividida em 11 trechos estratégicos para maior fluência dos trabalhos e obras e seguimento ao cronograma inicial. A principal preocupação da Prefeitura ao realizar um empreendimento como esse é minimizar os efeitos da ocupação desordenada do espaço urbano, promovendo a recuperação ambiental ao longo dos dois cursos d’água.

Composição
O Setor 7 corresponde a 2,79 km dos 24 km do Parque Linear e contará com um Parque de Vizinhança, composto de um Núcleo de Conforto Público, quadra de futebol de areia, quadras poliesportivas, pista de skate, playground, entre outros; três Núcleos de Estar - espaços equipados com pequenas praças com pergolados, bancos, bebedouros, estação de ginástica, pergolados, bicicletários e arquibancadas de concreto, para a apreciação da paisagem dos parques; e ainda um Núcleo Socioambiental, composto de estação de ginástica, anfiteatro ao ar livre, conjunto de fontes, praça das mangueiras, canteiro de bromélias e Praça das Esculturas.

A ordem de serviço para conclusão do Setor 7 é estimada em um ano. A área está bastante degradada e serão necessárias grandes ações de reflorestamento.

Benefícios
Estima-se que cerca de 350 mil pessoas sejam beneficiadas diretamente com o Programa por meio de obras de infraestrutura urbana e social nos 131 bairros localizados nas proximidades do Córrego Macambira e do Ribeirão Anicuns.

O objetivo do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama) é contribuir na solução de problemas ambientais, urbanísticos e sociais que afetam a cidade de Goiânia - resultantes da ocupação desordenada do espaço urbano (especialmente das margens dos cursos de água) - e estimular a participação dos cidadãos (individual e coletiva) no processo de construção de um desenvolvimento sustentável da cidade.

Para tanto, uma série de obras e ações serão empreendidas na região de influência do Puama. Tais como:
- Recuperação das margens e leitos dos mananciais;
- Melhoramento de pontes e bueiros;
- Melhorar a qualidade de vida dos moradores residentes no perímetro de influência do Programa por meio de obras estratégicas, além de beneficiar toda a população de Goiânia;
- Regularização urbana e reassentamento de famílias e negócios, atualmente instalados em áreas de risco;
- Melhoria da infraestrutura urbana e social, na área de abrangência do Programa, tais como pavimentação, drenagem, iluminação, construção de novas unidades educacionais (ensinos fundamental e infantil), unidades básicas de saúde familiar, centros comunitários, quadras poliesportivas, praças e ginásios cobertos.

Infraestrutura local
Como a região do Setor 7 é bastante precária em opções de lazer, as ações do Parque contribuirão efetivamente na melhoria da qualidade de vida da comunidade. Por ser uma região mais alta, há a proposta de construção de um mirante no Parque, que garantirá uma excelente vista da paisagem reconstituída, bem como da cidade. Além disso, as ações previstas pelo Programa na localidade, juntamente com a conclusão da Avenida Leste Oeste, proporcionarão maior desenvolvimento e valorização aos setores adjacentes, que ao longo dos anos contavam com recursos escassos de infraestrutura e lazer.

O Setor 7 também será amplamente beneficiado com as ações de infraestrutura, pois receberá uma nova escola de ensino fundamental no Residencial Cidade Verde, um Centro Municipal de Educação Infantil, também no Residencial Cidade Verde, e o Cais Bairro Goiá, situado na Chácara Santa Rita, será reformado e ampliado.

Fonte: Prefeitura de Goiânia

BNDES deve liberar R$ 1,5 bilhão para Goiás




No mês que vem, Goiás vai assinar com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES ) contrato para liberação de R$ 1,5 bilhão, recursos que serão investidos na conclusão de rodovias e construção de novas estradas. O processo do financiamento deve ser encaminhado ainda esta semana para a Secretaria do Tesouro Nacional ( STN), já que tem o aval do Tesouro Nacional. As obras vão contemplar todas as regiões do Estado.

Segundo o presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), Jayme Rincón, os trâmites burocráticos estão sendo concluídos. Os recursos liberados serão investidos na conclusão de rodovias, cujas obras foram paralisadas, e na pavimentação de novas. As ações vão começar por regiões onde há maior necessidade, como o Nordeste goiano, a Região do Vale do São Patrício e Chapadão do Céu. “Mas todo o Estado será contemplado com estas obras”, garante Rincón. “Este financiamento vai atender o que falta hoje em infraestrutura, acompanhando o crescimento econômico de Goiás.

Jayme Rincón diz que há no Estado muita obra inacabada. “O critério que se usava no passado, principalmente no governo anterior, era assim: conseguia-se financiamento de R$ 260 milhões junto ao BNDES e licitava-se mais de 800 milhões em obras. Ora, com R$ 260 milhões você não faz R$ 800 milhões e temos obras paradas em todo o Estado” explicou. “Agora nós vamos terminar obras que, de forma irresponsável, foram paralisadas”.

Fonte: Goiás Agora

Governo anuncia quase R$ 10 milhões de investimento na cidade de Goiás




O governo do Estado anunciou benefícios à cidade de Goiás, que é sede do governo do Estado nesta quinta e sexta-feira (26 e 27). Entre as ações, estão a duplicação da rodovia GO-070, entre a antiga capital e Goiânia, a construção do Terminal Turístico Balneário Cachoeira Grande, as obras de pavimentação asfáltica e de galerias pluviais em vários setores, entre outras medidas. O governador despacha do Palácio Conde dos Arcos, antiga sede do governo.

Segundo Marconi, a tradicional solenidade que transfere a capital serve para reafirmar “vários compromissos do Governo com a comunidade” e coloca em foco o local, considerado patrimônio histórico da humanidade. "Esse ato de transferência proporciona um resgate das riquezas culturais da cidade, que faz parte da história de todos os goianos, independente do município natal". Para o governador, a data emblemática para o município é a melhor ocasião para assinar as ordens de serviço.

O valor estimado dessas obras atinge o total de R$ 9,895 milhões e incluem também a ampliação e revitalização do Lago das Acácias, a implantação de infraestrutura no distrito de Buenolândia e na Colônia de Uvá, a pavimentação asfáltica e galerias pluviais no Setor Papyrus e a pavimentação asfáltica no Setor Tempo Novo.

Cerimônia de transferência da capital

O presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Leobino Valente Chaves, iniciou a solenidade na manhã desta sexta, com discurso sobre a importância histórica da antiga Vila Boa e declarou a transferência simbólica do Judiciário ao seu local de origem no Estado. O jurista ainda destacou a trajetória jurídica da comarca, à época que o local era a capital goiana.

Em nome do Legislativo Goiano, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Jardel Sebba, discursou em seguida. Para ele, a transferência da capital é "um meio de resgatar as raízes de Goiás, encontrar o passado e projetar o futuro na cidade que é patrimônio histórico nacional e tem representatividade tanto para os bandeirantes de outrora, quanto para os ambientalistas de hoje".

Dando prosseguimento à cerimônia, Marconi Perillo entregou a medalha da ordem do mérito Anhanguera ao governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia. O homenageado agradeceu a comanda e afirmou que o título recebido abrange a população mineira. "Ouso dizer que não existem dois Estados tão próximos como Goiás e Minas Gerais, com base nos fatos históricos e culturais”.

Fonte: Portal 730

Jovair Arantes diz que se tiver condições, quer iniciar a obra do metrô da capital




Estamos a menos de três meses das eleições. Só agora os candidatos começam a explicitar suas ideias, a expor seus projetos. Jovair Arantes, candidato a prefeito de Goiânia pela coligação “Goiânia 24 horas”, formada pelo PTB, PSDB e mais 6 legendas, assume desde já uma postura de oposição a Paulo Garcia, embora, no Congresso, forme a base aliada da presidenta Dilma Rousseff.

Ele vai direto ao assunto. Não se desvia para divagações abstratas. Não perde tempo com especulações filosóficas. Na entrevista que concedeu ao Diário da Manhã essa semana, o deputado federal, líder do PTB goiano, respondeu com objetividade e concisão a todas as perguntas que lhe foram feitas. Colocou com clareza o seu pensamento. Fez críticas severas e assumiu compromissos políticos para ser depois cobrado.

Está claro que a intenção de Jovair é abrir polêmica. Mas ele sabe que a polêmica necessária, a boa polêmica, é que enfoca os problemas da cidade. Como domar o trânsito cada vez mais selvagem da capital? Intervenções pontuais ou reorganização do sistema viário de Goiânia? O que fazer para melhorar o transporte coletivo urbano, um serviço do qual todos se queixam e ninguém elogia? Corrigir distorções pontuais do sistema atual ou investir em novas modalidades (VLT, metrô etc)? Ele discorre sobre o que pensa estar errado e propõe alternativas.

A crítica de Jovair nunca é desrespeitosa, conquanto incisiva. Ele deixa claro que tem pelo cidadão Paulo Garcia todo o respeito que ele merece. Não leva para o plano pessoal o que são meras divergências de ordem política. Sua crítica se dirige ao administrador que busca a reeleição. Para Jovair, o prefeito “tem sido omisso”, e o candidato à reeleição não teria um programa ousado para enfrentar os problemas da cidade. O leitor que tire suas próprias conclusões. O eleitor que decida nas urnas.

Diário da Manhã - Por que mobilidade urbana tornou-se um dos seus motes de campanha?

Jovair Arantes - Goiânia apresenta problemas crônicos na área de transporte coletivo e de trânsito, como se fosse, por exemplo, Vitória (capital do Espírito Santo). E veja que Vitória é uma cidade velha, com mais de 300 anos. Isto acontece porque os prefeitos da nossa Capital ficam historicamente adiando soluções, a abertura de grandes avenidas e trincheiras; a construção de pontes e viadutos. Com relação ao trânsito, devíamos usar equipamentos eletrônicos modernos, que não custam caro, para fazer um gerenciamento inteligente do trânsito. Quem ganha é o cidadão que precisa transitar.

Diário da Manhã - Transporte coletivo é tema recorrente de campanhas eleitorais. O que acha do transporte coletivo da capital?

Jovair Arantes - Com relação ao transporte coletivo, nós já não podemos mais continuar a ver a prefeitura abrindo mão do gerenciamento do transporte coletivo de Goiânia, que está entregue às empresas que prestam o serviço. É um desrespeito às pessoas que precisam do transporte coletivo. Nisso, o prefeito está sendo omisso. É grave a situação do transporte coletivo em Goiânia. É muito ruim você não poder mais usar dinheiro nos ônibus de Goiânia. Antes era o sitpass; agora, é a carteirinha especial. Se a moeda em curso forçado não vale, então o que é que vale? Um turista em visita a Goiânia tem uma dificuldade enorme para andar de ônibus. Um cidadão que, de repente, tem que deixar o carro em casa, terá dificuldade para andar de ônibus.

Diário da Manhã - Outra questão eternamente insolúvel é a do trânsito. O trânsito cada vez mais caótico de Goiânia tem jeito?

Jovair Arantes - Não podemos deixar de construir os corredores exclusivos para ônibus. Precisamos desobstruir as vias, fazer pontes ligando os bairros. Não se procurou fazer um planejamento para a cidade que possa durar trinta anos e que rompesse com a cultura do imediatismo. As intervenções no Trânsito de Goiânia seguem na linha do “correr atrás do prejuízo”. Temos que pensar a cidade com visão de futuro. Uma avenida, como a Leste-Oeste, que é uma via expressa, não pode ter sinaleiros, cruzamentos. Temos que fazer trincheiras, viadutos, para termos uma via de escoamento rápido de uma região para outra. O prefeito-candidato abandonou o gerenciamento. Ele não bota o dedo nisso.

Diário da Manhã - O sr. anda ou já andou de ônibus em Goiânia?

Jovair Arantes - Não, hoje ando no meu próprio veículo. Mas já andei muito, justamente nos horários de pico, para ver como funciona. Já senti na pele o drama do usuário. Agora, eu, sendo prefeito, não posso e não vou ficar omisso, pois respeito quem precisa andar de ônibus. As pessoas que precisam andar de ônibus merecem respeito, elas também pagam impostos. Se as empresas não respeitarem os critérios que a prefeitura, sob meu governo, estabelecer (rapidez, pontualidade, qualidade, segurança, comodidade etc.), teremos que denunciar os contratos, encampar, partir para cima. Chamamos a isso “gerenciamento”.

Diário da Manhã - O sr. tem feito críticas ao prefeito. O que há de errado nele?

Jovair Arantes - Como cidadão, o sr. Paulo Garcia merece todo o meu respeito. Como administrador, porém, eu o considero fraco e omisso. Ele herdou a prefeitura do Iris Rezende, que estava fazendo uma boa gestão, e não tocou as obras que o ex-prefeito vinha tocando. Nas áreas de trânsito e transporte, então, são gravíssimos os problemas.

Diário da Manhã - Há um razoável consenso sobre a necessidade de se construir metrô em Goiânia. Mas ninguém toma a iniciativa. Metrô é utopia?

Jovair Arantes - É uma discussão antiga, que vem desde os tempos do governo Henrique Santillo. Ele até constituiu um grupo de estudo sobre o tema. Veja bem: alguém, um dia, terá que começar a fazer alguma coisa pelo metrô. Eu não posso dizer: “vou fazer o metrô de Goiânia”, mas se tiver condições, quero iniciar a obra. É algo que demandaria um estudo mais aprofundado. Não posso assumir este compromisso agora. Mas seria bom que o próximo prefeito implantasse pelo menos o primeiro dormente do metrô. Agora, quem vai fazer a parte final? Não sei. Que é preciso começar o Metrô de Goiânia, é preciso.

Diário da Manhã - Quais as intervenções mais urgentes para o transporte?

Jovair Arantes - Há estudos para implantação do VLT e do BRT. Os dois estudos estão adiantados. O metrô seria uma boa solução para Goiânia, mas é claro que ele vai sendo feito aos poucos, demora. É uma solução de longo prazo. Nós temos que apresentar soluções de curto prazo, ações imediatas, e dar início às intervenções de longo prazo. É uma questão que deve ser debatida amplamente com a sociedade. Não vamos fazer nada sem ouvir a comunidade.

Fonte: DM

Vice-prefeito da chapa de Paulo Garcia diz que recursos limitados da prefeitura travam grandes obras de mobilidade




Aos 34 anos e ainda no primeiro mandato eletivo — foi eleito vereador de Goiânia em 2008, com 4.685 votos —, Agenor Mariano está a ponto de dar um grande salto em sua carreira política: pode se tornar vice-prefeito da capital. Ele foi escolhido pelo PMDB — embora garanta que Iris não interveio diretamente em seu favor —para ser o colega de chapa de Paulo Garcia (PT), que disputa a reeleição.

Um dos motivos da preferência teria sido pelo fato de ele ser evangélico. Agenor minimiza. “Na verdade, as pessoas tentam colocar sobre mim, não sei se por elogio ou depreciação, o termo ‘evangélico’. Sou evangélico como meu vizinho de cadeira é católico, como a pessoa da frente pode ser espírita”, rebate. Ele mantém postura reservada quanto a temas polêmicos, como o aborto e a união civil homossexual. “Não são da esfera municipal, portanto acho melhor não externar minha opinião. Mas a tenho.”

Ex-secretário de Administração no primeiro mandato de Iris Rezende (2005-2008) e hoje líder do Paço na Câmara de Goiânia, Agenor diz que se sente vocacionado à política desde os tempos de militância estudantil, na Faculdade Anhanguera. É membro da igreja Videira, fundada há 14 anos, mas já nasceu em berço evangélico. Apesar da pouca idade — ou até por causa dela —, o vereador mostra-se uma pessoa de convicções forte e pensamentos objetivos, no que diz respeito à administração pública.

Euler de França Belém — O trânsito de Goiânia é outro problema grave. A Avenida 136 depois das 18 horas virou um corredor polonês. O que Paulo Garcia tem feito para melhorar e o que pretende fazer a mais?

Existe uma corrente, com a qual eu concordo, que diz que se tivermos transporte público adequado teremos menos fluxo de carros, o que diminuiria os transtornos. A Prefeitura tem esbarrado também na questão de recursos...

Cezar Santos — Mas Iris, quando candidato, disse que resolveria o problema do transporte em seis meses...

Sim, é verdade. E, a julgar pelo quadro que encontrou, resolveu até antes. Ora, se eu tenho ônibus que vivem estragados, sucateados, e troco por novos, esse problema eu resolvi. Carecemos de muito investimento no trânsito de Goiânia. Eu estava lendo recentemente que em São Paulo, com quase 500 anos, que têm trechos que custaram em mais de R$ 1 bilhão por quilômetro. Tanto é que, se não me falha a memória, a capital paulista não chega a ter nem 50 quilômetros de linhas de metrô. Ora, o orçamento de Goiânia é de R$ 3 bilhões, para atender a todas as demandas. Então, se os governos federal e estadual não ajudarem a cidade, não há como o município falar em coisas como o metrô. O VLT [veículo leve sobre trilhos] será implantado a partir de uma assinatura de transferência de recursos da Prefeitura. Vai resolver o problema? Acho que não, vai apenas minimizar. É um conjunto de ações que precisam ser implementadas ao mesmo tempo. O que sido feito com inteligência é feito sem grandes recursos. Em 1950, Goiânia já tinha os 50 mil habitantes para os quais foi planejada. Em 1960, já tinha o triplo disso. Hoje somos uma região metropolitana. Existem casos que desafiam a lei da física, em que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. Ou a Prefeitura busca recursos até para desapropriar uma rua inteira para abrir espaço ou não vai resolver certos problemas.

Frederico Vitor — A Prefeitura inaugurou recentemente o Eixo Universitário, com faixa exclusiva para ônibus. Seria esse o modelo a ser aplicado em outras vias da capital?

É um modelo que não requer grandes recursos. Apesar disso, quase caí de costas com certos custos da obra. É um modelo inteligente, mas até certo ponto, dentro de certa lógica. O transporte coletivo vai ganhar alguns minutos, porque o que impede ele de ser eficiente é o trânsito. É preciso resolver essa questão sempre, em qualquer caso, a não ser que venha o metrô como intervenção. Somente com o governo federal e o governo estadual se poderia pensar nessa ideia.

Euler de França Belém — No caso da Avenida 136, o que poderia ser feito, especificamente?

Temos dois viadutos planejados para aquele local, um no cruzamento com a Rua 115 e outro no encontro com a Avenida Leopoldo de Bulhões, continuidade da Marginal Botafogo. Ganharíamos uma sobrevida do fluxo do trânsito muito grande com essas intervenções. Moro na região da Avenida T-63 e passo todo dia no viaduto sobre a Avenida 85. Do dia em que o viaduto ficou pronto até a presente data, milhares de carro entraram em circulação na cidade. Basta olhar as estatísticas de venda de automóveis. Imagine então, se não existisse hoje aquele viaduto, o congestionamento chegaria até a Praça da Nova Suíça! O prefeito Paulo Garcia tem buscado a chamada “onda verde” como sistema inteligente para toda a cidade, mas ainda não foi possível implantá-lo dessa forma, porque não é barato, embora necessário. Também vamos dar sequência à implantação dos corredores para o transporte coletivo. Estamos também cobrando melhor manutenção dos ônibus por parte das empresas e assinamos o contrato do VLT garantindo o repasse da verba ao governo estadual. Já temos também os recursos para a implantação do corredor Norte-Sul. A cidade é muito grande, as necessidade aparecem a todo o momento, mas a Prefeitura não tem se omitido.

Fonte: Jornal Opção

Economia goiana ainda pode sofrer com a crise




Opinião é do doutor em Economia Paulo Rabello, que ministrou palestra ontem no Sebrae. Ele ainda deu dicas para empresários .

Os dez últimos anos foram de pujança para Goiás. A economia se expandiu de maneira sólida e consistente, fato jamais visto na história não só do Estado, mas também do Brasil. Porém, os ventos fortes do crescimento tendem a diminuir. Esta é a opinião do professor doutor em Economia, Paulo Rabello de Castro, que ministrou palestra na noite de ontem na sede do Sebrae Goiás, em Goiânia.

“O centro da crise ainda não chegou a Goiás, pois a região ainda tem muito óleo para queimar. Mas a crise está bem perto”, diz Castro. “Acredito que os empresários goianos sintam o recuo na economia logo após o Natal, no início do primeiro semestre de 2013”, afirmou o especialista, momentos antes do início da palestra.

Ele lembrou, por exemplo, a estiagem na região central dos Estados Unidos, que afetou a produção de milho e soja daquele país este ano. Com isso, beneficiou diretamente Goiás, que deve bater o recorde na exportação de milho. “Os preços das commodities estão caindo, mas milho e soja pegaram o caminho contrário. Os produtores foram salvos pelo gongo.”

Rabello também comentou sobre os segmentos que devem ser mais afetados pela crise iniciada na Europa e Estados Unidos. “Na medida em que o empresário negocie para fora do Centro-Oeste, ele vai ser mais afetado. As regiões Sul e Sudeste já sentem o efeito da crise.”

Empresas que têm muito crédito para receber de terceiros também precisa ficar mais atenta, bem como empresários que lidam com produtos cotados em dólar. “Quem estava contando com câmbio abaixo de R$ 2 até o final do ano, pode ser surpreendido. O dólar vai continuar acima dos R$ 2 e acredito, inclusive, que possa subir mais.”

Blindagem
Por outro lado, o economista não trouxe apenas más notícias. Ele deu dicas aos empresários, sejam eles pequenos, médios ou grandes, de como se blindar. Segundo Rabello, é preciso apostar na eficiência, produzir mais, com menos.

“Os custos trabalhistas continuarão em alta, pois, em determinadas atividades, mes­mo com recuo na geração de empregos, haverá carência de mão de obra especializada. Isso vai manter a alta nos salários. Quando a empresa está bem, vendendo, as pessoas não prestam atenção nos custos trabalhistas, mas, de agora em diante, redução de custos será essencial para sobrevivência.”

Fonte: Jornal O Hoje

Maguito tem objetivo de ganhar no primeiro turno




Pesquisa divulgada ontem mostra prefeito de Aparecida com 40,7% das intenções de voto.

O prefeito Maguito Vilela (PMDB) afirmou que seu objetivo é ganhar as eleições no primeiro turno. Ele lidera a pesquisa de intenção de votos realizada pelo Instituto Serpes para a Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (Aciag), divulgada ontem. Ele aparece com 40,7% das intenções de votos, enquanto que o segundo colocado, Ademir Menezes (PSD), atinge com 25,8% na sondagem.

Maguito sustenta que o trabalho de desenvolvimento que está realizando não pode sofrer interrupção. Ele cresceu 14,2 pontos, se comparado à última pesquisa Serpes divulgada em abril, em que ele apareceu com 26,5%, com empate técnico com Ademir, que tinha 24,8% no levantamento. A região em que o prefeito teve o melhor desempenho, a Central, com 44,8%, recebeu benefícios como asfalto, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas, Unidade Básica de Saúde (UBS), escolas, asfalto e teve ruas recapeadas, o que explicaria seu desempenho.

O peemedebista acredita que a construção da Universidade Federal de Goiás (UFG) será a grande marca de Aparecida de Goiânia na área de Educação. Segundo ele, a universidade vai operar mudanças significativas no perfil econômico da cidade e, principalmente, melhorará o nível de vida da população. “O político que pensa no futuro tem de investir em educação”, sustentou.

Maguito argumenta que administrar Aparecida de Goiânia é o maior desafio de sua vida como homem público e, em virtude da falta de planejamento adequado, todas as demandas ficaram por conta da prefeitura, mas sem que a arrecadação acompanhasse a demanda. “É uma cidade grande, que ainda precisa de muito trabalho”, afirma.

Fonte: Jornal O Hoje

Qualidade do ar em Goiânia está pior



Segundo a Semarh, é possível que a situação volte a piorar até a chegada das chuvas. Condições ruins já eram previstas pelo órgão.

Conforme previa a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), a qualidade do ar em Goiânia piorou desde que começou o período de seca, em junho. De acordo com o órgão, a tendência é de que a concentração de partículas totais em suspensão continue crescente pelo menos até novembro, em função da menor umidade relativa do ar nessa época do ano. De acordo com padrões de qualidade estabelecidos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), a média aritmética anual recomendada não deve ultrapassar 80 microgramas por metro cúbico. No último dia 2, o aparelho instalado na Praça do Trabalhador chegou a registrar 93,28 microgramas.

Pelo parâmetro que mede as partículas totais em suspensão, utilizado pelos dois amostradores instalados em Goiânia – um na Praça Cívica e outro na Praça do Trabalhador –, a média diária de partículas em suspensão no ar por metro cúbico é de 50 microgramas. Os aparelhos medem semanalmente os padrões de qualidade do ar as concentrações de poluentes atmosféricos que, quando ultrapassadas, podem afetar a saúde, a segurança e o bem-estar da população, além de ocasionar danos ao meio ambiente em geral. Segundo o gerente de monitoramento ambiental da Semarh, Armando Melo e Santos, o material particulado está entre os principais causadores de doenças respiratórias.

Armando explica que o número de partículas no ar aumenta no período de seca porque a umidade ajuda a dispersar os poluentes como fuligem e poeira. Segundo ele, estudos conduzidos pela Secretaria entre os anos de 2002 e 2008 mostraram valores críticos, que chegaram a ultrapassar 180 microgramas por metro cúbico. No entanto, ele destaca que essas medições foram realizadas apenas quando não chove. “Além disso, um medidor ficava no Terminal Isidória e pegava ar direto do escapamento dos ônibus”, justifica. Na Praça do Trabalhador, as medições chegaram a 150.

Índices
As medições atuais começaram em outubro passado e só no mesmo período deste ano será possível obter uma concentração média anual e finalmente saber se ela ultrapassa os 80 microgramas por metro cúbico recomendados pelo Conama. Por enquanto, a concentração média de material particulado em Goiânia não apresenta valores acima dos limites estabelecidos pela legislação ambiental. “A média ainda está abaixo, mas, por enquanto, pegamos a maior parte de período úmido. Agora, os valores devem subir. O que queremos saber é quanto vai subir e se isso supera a média,” afirma o gerente de monitoramento da Semarh. O diretor ressalta que já existe um projeto de implantação de mais um medidor em Goiânia e alguns no interior.

Tempo
Goiânia já passa pelos efeitos do período de estiagem. Com algumas chuvas que caíram neste mês de julho, a umidade chegou a um nível de 45%. Porém, para essa semana, não há previsão de chuvas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

De acordo com o meteorologista do Inmet, Manoel Rangel, uma massa de ar seco sobre a região Centro-Oeste impede a formação de nuvens e as chuvas.

Os dados do Sistema de Meteorologia e Hidrologia de Goiás (Simehgo) também confirmam o período seco e a queda de umidade. Segundo a superintendente da Secretaria de Tecnologias do Simehgo, Rosidalva Lopes, a umidade em Goiânia já chegou a 20%. A superintendente explica que, segundo a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), abaixo de 12% é estado de emergência; de 12% até 20%, alerta; de 21% a 35%, atenção.

“Nós tivemos uma queda na umidade, por isso estamos em estado de alerta.” A queda da umidade e o período seco vêm acompanhados de madrugadas mais frias que variam no Estado por região de 15ºC no interior até 22ºC na capital. “Ocorre um aumento gradativo da temperatura à tarde podendo chegar até 36ºC.”

Fonte: Jornal O Hoje
Foto: Wildes Barbosa

Setor da construção em Goiás mantém confiança




Sinduscon diz que, embora menor, atividade vai bem no Estado. No País, segmento começa a dar sinais de queda no ritmo.

Ao contrário do cenário de desaceleração observada na indústria e no comércio, a construção goiana mostra estabilidade, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção em Goiás (Sinduscon), Justo Oliveira d’Abreu Cordeiro. No País, a construção começa a dar sinais de que vai reduzir o ritmo de crescimento nos próximos meses. A atividade do setor caiu cinco pontos em junho, sobre o mesmo período do ano passado.

A queda observada no cenário nacional já é a segunda consecutiva e atualmente encontra-se em níveis de pessimismo, conforme a Sondagem Indústria da Construção, divulgada ontem, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em Goiás, a estabilidade é em função de estoques ainda abastecidos.

O crescimento da economia do País, inferior ao previsto, é apontado como um dos motivos do desaquecimento e frustra investimentos e novos empreendimentos no setor. O nível de atividade evoluiu negativamente, caindo de 50,6 pontos em abril, para 48,9 em maio, até atingir 47,7 pontos em junho.

No ano passado, o nível de atividade observado partiu de 50,2 pontos em abril; em maio, registrou 53,1 pontos e registrou ligeira queda, chegando a 52,4 pontos em junho, portanto bem acima dos patamares atuais. O indicador varia de 0 a 100 pontos, sendo que valores abaixo dos 50 pontos registram retração das atividades.

A pesquisa nacional não traz dados específicos sobre Goiás, mas, segundo o presidente do Sinduscon, apesar da estabilidade, a atividade da indústria da construção goiana está cerca de 5% inferior ao que era observado em junho de 2011. “Está menos acelerada que no ano passado, mas não é nada significante”, diz Cordeiro.

Segundo ele, o setor, que mantém um estoque oficial de nove mil apartamentos, deve enfrentar dificuldades a partir do ano que vem, ainda que com menor força que a esperada no cenário nacional.

O presidente do sindicato conta ainda que o número de desistências de compras é grande em função de compras por impulso, e sem observar as reais condições de pagamento. “Esses imóveis são revendidos imediatamente, assim que são devolvidos. Isso mostra que a demanda ainda é grande”, afirma.

No que diz respeito à empregabilidade, a movimentação de operários tem maior movimentação nos meses de outubro e novembro, quando desacelera em função das chuvas e volta a acelerar entre março e abril, início do período de seca. Nos demais meses a rotatividade se mantém estável.

Fonte: Jornal O Hoje

25 de julho de 2012

Chiclete com Banana em Goiânia 2012 (Eletro Nana)




Data: 22/09/2012
Local: Sol Music Hall
Hora: 22:00

Show:
- Chiclete Com Banana

Ingressos:

Extra Vip: Open Bar

Masculino R$: 80,00
Feminino: R$: 60,00

Premium: Open Bar

Masculino R$: 100,00
Feminino: R$: 80,00

Camarote: R$: Open Bar

Masculino R$: 180,00
Feminino: R$: 100,00

Ponto de vendas:

- Ticplus.com

Breve Mais informações.

Macambira Anicuns: Parque Linear tem Obras tem estágio Avançado







Trecho inicial de construção do Setor I recebe frentes de serviços

As obras do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama) correm normalmente dentro do cronograma previsto. No dia 30 de março deste ano foram iniciados dois primeiros trechos: o Parque Ambiental Macambira, com dimensão planejada de 25,5 hectares no Setor Faiçalville, e o Setor 1, que corresponde à primeira etapa do Parque Linear, cuja extensão de 24 km foi dividida em 11 trechos estratégicos de construção. No dia 4 deste mês foi iniciado o terceiro trecho, dessa vez no Setor 7 do Parque Linear, que abrange 11 bairros circunvizinhos ao Jardim Leblon.

Iniciativa da Prefeitura de Goiânia com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Puama integra o rol de projetos mais arrojados desenvolvidos pela Prefeitura de Goiânia nos últimos tempos. Com a concretização do programa, a administração municipal tem como objetivos reduzir os impactos negativos do crescimento desordenado da cidade, promovendo a recuperação dos recursos hídricos, ser modelo na área de recuperação e preservação de córregos urbanos e promover a conscientização ambiental de toda a população da Capital.

Setor 1
O Setor 1 abrange cinco bairros da região Sudoeste da Capital, localizados nas imediações da nascente do Córrego Macambira. Ele corresponde a 2,9 km do total de 24 km de extensão do Parque Linear, que será o maior parque contínuo da América Latina e um dos maiores parques lineares urbanos do mundo.

Vale ressaltar que a área que compõe o Setor 1 apresenta vegetação mais preservada e não exigirá muitas ações de reflorestamento. O trecho receberá seis Núcleos de Estar - espaços equipados com pequenas praças com pergolados, bancos, bebedouros, entre outros, para a apreciação da paisagem dos parques; dois Parques de Vizinhança - áreas com dimensões e condições adequadas para receber equipamentos esportivos, áreas de recreação infantil, áreas de convivência, academia de ginástica; e ainda um Núcleo de Conforto - conjunto arquitetônico composto por ampla laje de cobertura que abriga os blocos de portaria, administração, sanitários públicos e área de estar coberta.

Cabe destacar que os Parques de Vizinhança, que serão instalados também nos demais setores do Parque Linear bem como no Parque Macambira, serão cercados por grades, tendo como objetivo assegurar a qualidade da gestão e manutenção de edificações, equipamentos e áreas ajardinadas. Essa medida de controle visa também zelar pela segurança dos usuários. Já os Núcleos de Estar serão distribuídos ao longo do parque com distâncias que variam de 200 a 1200 m entre um e outro.

Estágio das obras
Segundo a engenheira especialista em obras, Nágila Emiliano Garcia, que compõe a equipe executora do Programa, estão em andamento diversas intervenções no Setor 1: limpeza e demarcação dos eixos das vias perimétricas que irão contornar o Parque Linear dos dois lados e que garantirão melhor acesso e maior visibilidade; execução das galerias de drenagem pluviais e correções das galerias existentes; proteção das margens com a construção de gabiões; terraplanagem das pistas de ciclismo e de caminhada, entre outras ações.

Ainda de acordo com a engenheira, trata-se de um trabalho de etapas contínuas em que se conclui um serviço num local e inicia-se em outro. “O trabalho de execução das diversas obras específicas previstas compõe-se de várias etapas que serão construídas trecho a trecho, conforme orientam as normas de engenharia e ainda conforme a limpeza e desobstrução das áreas, concordando para um processo contínuo até a conclusão total das obras”, explica a especialista.

Também estão sendo executadas obras necessárias e essenciais compostas aos parques e à drenagem de águas pluviais, hoje um problema para grandes cidades como Goiânia. Em todo o conjunto de obras estão previstas a reconstrução e construção de novos bueiros, bocas de lobo, unidades de lançamento, bem como substituição e construção de novas obras de arte. Já está em andamento a construção do bueiro tubular da Avenida Independência, no Setor Faiçalville.

Apesar de constar do conjunto de obras previstas no Setor 3, já está em execução a construção do bueiro celular e da travessia que ligará a Avenida C com a Avenida Trieste, no Setor Novo Horizonte. A obra foi iniciada com o objetivo de desafogar o trânsito na região e facilitar as ações futuras nas imediações daquele trecho.

Área de influência
As ações e obras previstas no Puama iniciam-se na altura do Setor Faiçalville, na divisa com Aparecida de Goiânia, percorrendo os setores Novo Horizonte, Vila Mauá, Vila Adélia, Bairro Goiá, Vila São José, Vila Santa Helena e outros bairros até o Setor Urias Magalhães.

Estima-se que cerca de 350 mil pessoas sejam beneficiadas diretamente com o Programa, por meio de obras de infraestrutura urbana e social nos 131 bairros localizados em sua área de influência, considerando as áreas limítrofes de até 500 m a partir dos Parques. A previsão é de que as obras sejam concluídas em 26 meses a partir do início.

Autor: Selma Soares (Prefeitura de Goiânia)

"Ou as empresas se adequam ou vou abrir nova licitação", diz Jovair Arantes, candidato a prefeitura, sobre o transporte coletivo



Os índices nas pesquisas de intenção de voto não estão lá tão bons, mas Jovair Arantes está afiado e apostando tudo em duas frentes: a campanha eleitoral nos meios de comunicação e nas propostas que tem para a cidade. Depois de três eleições em que abriu mão da candidatura ao Paço em prol de outro nome da base de Marconi Perillo, ele ganhou a vez, embora em um cenário bastante adverso, com o caso Cachoeira influenciando bastante na tomada de decisões.

Atrás nas pesquisas, o deputado federal luta para recuperar terreno e adota discurso agudo como opositor à administração municipal. Nesta entrevista ao Jornal Opção, não são poucas as críticas, diretas e indiretas, endereçadas ao atual prefeito e candidato à reeleição, Paulo Garcia. “Goiânia está infartada”, “Goiânia parou”, “o prefeito está ausente”, “o prefeito não termina as coisas” — frases que ele pontua durante a sabatina e que demonstram que ele quer algo oposto ao que está aí.

De fato, Jovair propõe muita coisa e, para isso, precisaria de muito dinheiro. O que não nada complicado, segundo ele. “Além da arrecadação própria, tenho muitos caminhos em Brasília e podemos buscar recursos até no exterior”, argumenta. O petebista nega ter qualquer maior proximidade com Carlinhos Cachoeira e acredita que a crise trouxe para Goiás um estigma semelhante ao da época do césio 137. “Estamos sofrendo um bullying nacional”, arremata.

Cezar Santos — O sr. aposta tudo na propaganda eleitoral gratuita para alavancar sua campanha?

Nós vamos apresentar três projetos que realmente vão mexer com as pessoas. Vamos mostrar a necessidade de se ter um prefeito diferente, que faz, que bate na mesa, que tem presença na cidade. A própria cidade vai vislumbrar que o prefeito Jovair é quem pode fazer o que a cidade precisa. Goiânia está infartada, está morrendo, a cidade querida, que amamos está ficando inviável, insustentável. Eu não quero essa cidade para a minha neta, para os meus filhos. Um exemplo é o transporte coletivo, setor no qual são as próprias empresas que o exploram que tomam conta. É a única cidade do mundo em que a própria moeda nacional não vale para pagar uma passagem. Se você não tiver um sitpass, você não viaja. Isso é inclusive inconstitucional, vou acabar com isso, não pode ser assim. É má gestão total.

Euler de França Belém — O que o sr. apresenta para mudar o trânsito?

Minha proposta não separa trânsito de transporte. Nós nunca tivemos prefeitos desastrosos, nem esse que está aí é desastroso. Sempre tivemos bons prefeitos, mas a maioria nunca botou o dedo na ferida. Os únicos prefeitos que “abriram” Goiânia foram Iris Rezende, quando fez as avenidas Anhanguera e Castelo Branco; Joaquim Roriz, com a Avenida Goiás Norte; e Nion Albernaz, que idealizou as marginais e prolongou a T-63. Goiânia não tem intervenções do poder público nesse sentido. Vou citar a Avenida Leste-Oeste, no mandato de Darci Ac­corsi [gestão de 1993 a 1996], em que eu fui vice-prefeito. Quando me tornei deputado federal, uma das demandas era colocar dinheiro nessa obra. Todo ano botamos dinheiro para a Leste-Oeste, que era para ser uma via rápida, o que toda cidade do mundo tem, ligando Senador Canedo ao Conjunto Vera Cruz. Só que, ao contrário, introduziram um sinaleiro em cada esquina. Vou mudar isso, fazer trincheiras, para passar por baixo ou por cima. A Leste-Oeste tem de deixar de ser uma rua comum. Outra questão é a falta de pontes ligando os bairros, em uma cidade que tem 80 cursos d'água. Do Centro para a Vila Nova, só há duas passagens; do Centro para Campinas, apenas três; do Centro para a Fama ou de Campinas para a região do Dergo, só uma. É uma loucura a falta de senso e de visão de futuro. Mas por que não há? Porque todo fundo de vale está ocupado indevidamente! (enfático) Em relação ao transporte, vamos fazer efetivamente os corredores exclusivos de ônibus e exigir o cumprimento dos horários. A frota é boa, mas, para os empresários conseguirem maior lucro, colocam os coletivos para andar sempre cheios. Outra coisa errada é juntar todo mundo de uma determinada região e jogar em um terminal, ou um “curral”, sem o mínimo respeito com a mulher, com a criança, com o idoso. É preciso encontrar alternativas! (enfático) Goiânia funciona em meio expediente: se o jornal contratar dois repórteres para trabalhar das 2 da tarde às 2 da manhã, ou eles terão de dormir no sofá ou ir a pé ou de outra forma para casa, porque, a partir da meia-noite, Goiânia não tem transporte coletivo. Toda linha tem de ter pelo menos um ônibus rodando. Vou jogar pesado em relação a isso e exigir das empresas de transporte. Ou elas se adequam ou vou abrir nova licitação.

Euler de França Belém — E o VLT [veículo leve sobre trilhos] da Avenida Anhanguera, sai ou não?

Sai, sim, o governador Marconi Perillo está empenhado nisso e vai ser lançado em breve. É um equipamento que vai adicionar muito ao transporte coletivo, será muito importante para a cidade.

Euler de França Belém — Só que o transporte coletivo não é somente de Goiânia, é da região metropolitana. A reclamação é da falta de entrosamento dos prefeitos em relação a esse tema.

Assim que passar as eleições, vou chamar os prefeitos vizinhos para um grande acordo sobre a questão. Já existem câmaras deliberativas e vamos, então, nos reunir. Mas, se eles não quiserem, Goiânia não vai ficar a reboque dos demais municípios. A capital tem de puxar essas mudanças, não podemos parar para esperar os demais municípios. Não estou fazendo um desafio a ninguém, pelo contrário, é um chamamento. Mas a locomotiva tem de ser Goiânia.

Euler de França Belém — E o anel viário, como o sr. avalia uma obra dessas, que nunca foi concluída?

Já não dá mais para fazer o anel viário em Goiânia. Hoje é preciso fazer um cinturão por fora da região metropolitana. Em Brasília existe um projeto feito pelo Dnit [Departamento Na­cional de Infraestrutura de Trans­portes], do qual participam os deputados Sandro Mabel (PMDB), Pedro Chaves (PMDB), Leandro Vilela (PMDB) e eu. A previsão é que es­sa nova via passe por fora de Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e chegue ao posto da Po­lícia Rodoviária Federal na saída para Anápolis.

Euler de França Belém — Um exemplo de problema é a Avenida 136 e sua sequência, a Jamel Cecílio. Depois das 18 horas, é um local que fica intransitável.

Mas é claro, não há pontes para fazer outras ligações, não há alternativas para ligar os bairros. É preciso mostrar serviço. O prefeito atual pegou um Plano Diretor já elaborado, na gestão de Iris Rezende, que foi um grande prefeito e fez tudo o que propôs, à exceção da questão do transporte coletivo. Iris asfaltou mais de 300 bairros e deixou 27 para Paulo Garcia terminar e este não concluiu ainda. Vou dar outro exemplo sobre má gestão das vias: a Avenida Nerópolis se origina em uma rodovia no trevo da Escola de Agronomia da UFG, passa pelo Balneário Meia Ponte e chega larga até a Perimetral Norte. A partir do Setor Urias Magalhães, ela começa a afunilar, até chegar a uma ponte do Ribeirão A­nicuns, que parece uma pinguela. Naquela região ali, do antigo Leite Gó-Gó, o prefeito Paulo Garcia deixou construir prédios de ambos os lados, impedindo a abertura da avenida. Vou abrir aquela avenida até encostá-la naqueles muros dos condomínios e ampliá-la até a altura da Avenida Independên-cia. É preciso que o coletivo prevaleça sobre o individual.

Elder Dias — Como o sr. pretende fazer isso, com desapropriação?

Sim, vamos ter de desapropriar, não há problema. Eu fiz isso no Parque Vaca Brava, quando tive a oportunidade de assumir a Prefeitura.

Frederico Vitor — E a Marginal Cascavel, o sr. vai concluí-la?

Claro, temos de dar se­quência. O que temos de obra inacabada em Goiânia é uma coisa absurda: o Mutirama, o Zoológico, a obra da Rua 10 [Eixo Universitário], a Casa de Vidro, a ponte da Avenida T-8. Tudo foi inaugurado com foguetório e tudo o mais, mas temos um prefeito que não termina as coisas.

Elder Dias — Para concluir a questão da mobilidade urbana, o sr. poderia falar sobre ciclovias e pedestres. O que o sr. pensa sobre essas duas questões?

A Prefeitura arrecada milhões de reais com multas. Com esse dinheiro, em seis meses eu garanto que Goiânia vai servir de modelo na questão do respeito ao pedestre, assim como Brasília. Os recursos das multas têm de ir para a educação no trânsito. Em nossa cidade, o pedestre não é respeitado pela bicicleta, que é desrespeitada pela moto, que é ignorada pelo carro, que também é desrespeitado pelos veículos maiores. Vivemos em um trânsito selvagem. Dizem que não adianta fazer ciclovia aqui porque o goianiense não anda de bicicleta. Mas como, se pedalar pela cidade é risco de ser morto?

Elder Dias — Qual seria a saída para implantação de ciclovias?

Em nossas avenidas, temos ilhas muito grandes, que servem para muitos fins. Precisamos utilizá-las de forma melhor. Tenho uma equipe grande trabalhando nesse tema. Vamos fazer muitas ciclovias em Goiânia e vamos fazer com que o pedestre seja respeitado na faixa.

Fonte: Jornal Opção