31 de janeiro de 2012

Armin van Buuren em Goiânia - Royal Club



Data: 15/02/2011
Hora: 22h30
Local: Royal Club - Goiânia

Royal Internacional, com DJ Armin van Buuren. Nesta Quarta, a partir das 22h30 no Royal Club. Festa do Branco.

Atrações:
- Armin van Buuren

Ingressos:
Valores não informados

Pontos de Vendas:
- Bilheteria

Sobre:

Armin van Buuren é um DJ e produtor musical dos Países Baixos, especialista em trance music. Ao lado de DJs como Tiesto, Ferry Corsten e Paul van Dyk, Armin van Buuren é considerado o maior nome do Trance Music atual. Tornou-se conhecido com os seus êxitos Blue Fear e Communication que subiram a vários tops mundiais.

Recentemente, aperfeiçoou as qualidades de dj e atualmente é considerado, pela quarta vez consecutiva, o DJ mais popular do mundo pela votação anual da dj Magazine.

É conhecido também pelas colaborações, Major League e Alibi com o próprio DJ Tiesto. Remixou nomes como Gouryella, Cygnus X e Solid Sessions. Possui também um show de radio, chamado A State of Trance, no qual executa novas músicas.

Tour no Brasil:

15/02 - Goiânia - GO
16/02 - Recife - PE
17/02 - Rio de Janeiro - RJ
18/02 - Camboriú - SC
19/02 - Maresias - SP
20/02 - Porto Alegre - RS
21/02 - Votuporanga - SP


30 de janeiro de 2012

Sean Kingston em Goiânia - Royal Club


Data: 01/02/2011
Hora: 22h30
Local: Royal Club - Goiânia

Royal Internacional, com Sean Kingston. Nesta Quarta, a partir das 22h30 no Royal Club.

Atrações:
- Sean Kingston

Ingressos:
Valores não informados

Pontos de Vendas:
- Bilheteria

Sobre:

Kisean Anderson, mais conhecido como Sean Kingston é um rapper e cantor de reggae, rap e pop. Apesar de ter nascido em Miami, Flórida, mudou-se para Kingston, Jamaica, quando tinha seis anos de idade.

Kingston, através de uma aventura única entre a Epic Records e a Koch Records, lançou seu primeiro hit, "Beautiful Girls", no verão de 2007 (EUA).[2] Um single baseado e com alguma "associação" de letra com o hit de 1967 (e um novo hit quando relançado em 1986) "Stand By Me" por Ben E. King, obteve excelentes vendas e airplay.

"Me Love" segue a mesma via de "associação", e seu refrão possui samples da canção de Led Zeppelin, "D'yer Maker." Em 2009 o jovem rapper lançou seu segundo álbum, Tomorrow, onde a principal música é Fire Burning.

Em 2010, Kingston gravou uma canção com Justin Bieber, "Eenie Meenie" foi gravada para seu terceiro álbum de estúdio, ainda sem nome, e para o segundo álbum de Bieber, My World 2.0.O Videoclipe da canção ainda conta com a participação da cantora e também atriz Jasmine Villegas, seu single atual é "Lettin Go (Dutty Love)", com a rapper Nicki Minaj, o clipe conta com a participação da melhor amiga de Minaj, uma mulher com a cabeça raspada.



Pacha Goiânia anuncia data de inauguração


Quando se fala de entretenimento Goiânia tem seus méritos, são dezenas de opções para se divertir a qualquer dia da semana. Por esse motivo, já era de se esperar que o público goianiense se tornasse cada vez mais exigente e interessado em festas de qualidade, requinte e bom-gosto. Para esse público surge a Pacha Goiânia, aliás, aqueles que já aguardavam a chegada da casa recebem hoje uma boa notícia – o “mais aclamado night club do mundo” anuncia sua inauguração para o dia 11 de Fevereiro, próximo sábado.

Conhecido no mundo inteiro por seu alto padrão, a Pacha é uma rede espanhola de casas noturnas que possui hoje 25 filiais em diferentes países e completa 45 anos de sucesso passando por um processo de expansão nunca visto. Neste mês foi inaugurada uma filial em Lima – Peru e até 2015 está prevista a abertura de mais 25 casas. Isso mesmo, a Pacha comemorará meio século em grande estilo, com mais de 50 casas espalhadas pelas melhores cidades.

O night club é reconhecido, também, por ter revolucionado e projetado a música eletrônica no mundo. Agora, com a chegada da Pacha, a capital goiana se inclui no ranking das melhores cidades no quesito entretenimento – casa noturna.

A casa será a primeira da rede com o novo conceito Pacha Sweet, com espaço para 700 pessoas. O sócio-proprietário Welney Lopes afirma que a casa possui os melhores equipamentos e excelente projeto arquitetônico “A Pacha Goiânia é a mais moderna e, sem dúvida, uma das melhores estruturas de boate do mundo. Som e iluminação são o que de melhor qualidade existe hoje a disposição no planeta”, reforça o empresário.

De Ibiza para Goiânia

Quem acha que a chegada da Pacha em Goiânia demorou, nem imagina os trâmites necessários para instalar uma filial do night club. A aprovação de novas cidades para abertura de clubes da rede Pacha é um processo demorado e árduo. Welney conta que as negociações iniciaram-se em 2008, momento no qual houve resistência por parte da matriz, devido ao fato de outro grupo estar interessado em abrir uma casa em Brasília. E, num primeiro momento, poderia haver conflitos devido à proximidade.

Após visitas técnicas dos diretores da rede e a avaliação da capacidade técnica-operacional e financeira, a matriz deu-se por convencida a priorizar a abertura da Pacha em Goiânia. Contrato fechado, iniciou-se daí a implantação da casa com projetos rigorosamente avaliados e aprovados pela direção, em Ibiza. Processos que objetivam preservar o padrão de qualidade conhecido em diversos países.

Fonte: Chaiene Morais (oquerola.com)
Fotomontagem: Johnathan Matheu

Ambulantes sairão de mais três terminais


Operação da CMTC irá a Goiânia Viva, Vera Cruz e Recanto do Bosque a partir de 5 de fevereiro.

Os terminais de ônibus Vila Brasília, Maranata e Veiga Jardim, em Aparecida de Goiânia, foram os primeiros alvos da operação da CMTC (Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos) que retirou ambulantes de seus pontos de trabalho. A partir do dia 5 de fevereiro, a CMTC e a Polícia Militar farão o mesmo nos terminais Goiânia Viva, Vera Cruz e Recanto do Bosque, em Goiânia.

Para a CMTC, os ambulantes prejudicam a qualidade e a organizaçãodo atendimento nos terminais. Além disso, contribuiriam com a poluição visual do ambiente. Locais de embarque e desembarque de passageiros são de uso exclusivo do usuário, sendo permitida a venda de produtos que sejam essenciais, como os de lanchonete ou farmácia.

*Com informações da Prefeitura de Goiânia (Mariane Rodrigues)
Jornal opçao

Construção de shopping causa boom imobiliário


Aregião norte de Goiânia, principalmente os setores situados na área de influência do novo shopping da capital, o Passeio das Águas, passa por momento de valorização imobiliária. A obra está na fase de terraplanagem e o empreendimento fica em uma área de 280 mil metros quadrados, na Avenida Perimetral com a Avenida Goiás Norte.

Nos últimos três anos, os preços de lotes na região praticamente quadriplicaram e os valores pagos pelas casas subiram de forma expressiva. O início da construção do centro de compras, em setembro, contribuiu para acelerar essa valorização.

O diretor do Empreendimento da Tropical Imóveis, Antônio Carlos da Costa, confirma o aumento dos preços dos imóveis, especialmente os localizados ao longo da Avenida Goiás Norte. Além da consolidação dos bairros da região, ele aponta os lançamentos imobiliários ocorridos nos últimos anos. Antônio Carlos acredita que o novo shopping vai contribuir para alavancar ainda mais os negócios imobiliários na região.

Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-GO), Oscar Hugo Monteiro Guimarães, toda benfeitoria realizada em determinada região influencia o comportamento dos preços dos imóveis, que tendem a subir. No caso do norte da capital, ele considera uma região em ascensão. Oscar pondera que o shopping é um fator de desenvolvimento para os bairros vizinhos. Os valores dos imóveis cresceram e devem valorizar mais até a inauguração do Passeio das Águas.

A família do estudante Andrey de Oliveira Dias se mudou para uma casa no Residencial Humaitá há três anos. Ele conta que, naquela época, um lote no setor custava em torno de R$ 50 mil. Hoje os valores pedidos variam de R$ 170 mil a R$ 200 mil. Dependendo da casa, uma unidade que há três anos custava R$ 300 mil atualmente já é comercializada entre R$ 400 mil e R$ 500 mil. Segundo ele, o centro de compras é um vizinho desejado e bem-vindo. O Residencial Humaitá está localizado atrás da área do futuro shopping.

Essa é a opinião do comerciante João Afonso da Silva, dono da Mercearia Ipê, no Residencial Ipê, bairro vizinho ao Residencial Humaitá. João relata que há três anos comprou o lote onde construiu sua mercearia por R$ 52 mil. Agora ele vale em torno de R$ 150 mil. O comerciante afirma que a região acompanha o boom imobiliário da capital, com o surgimento de muitas construções.

Quem investiu na compra de imóveis na região não tem do que reclamar. O investidor João Morato adquiriu lotes no Goiânia 2 e no Jardim Humaitá em 2005. João não dá detalhes a respeito de seus negócios, mas admite que a valorização dos preços desses imóveis rompeu a barreira dos 300% desde então.

Shopping
O novo shopping center de Goiânia, o Passeio das Águas, tem previsão de ser inaugurado em 2013. O empreendimento é da Sonae Sierra Brasil, incorporadora, proprietária e administradora de shoppings, que prevê um investimento líquido de R$ 384 milhões.

O centro de compras está sendo construído em uma área considerada um importante eixo de crescimento da cidade. A área de influência do empreendimento deve abranger uma população de aproximadamente 1,6 milhão de pessoas de Goiânia e região.

Em setembro foram iniciadas as etapas da obra de terraplanagem e fundação. Durante as obras, devem ser criados cerca de 1,6 mil postos de trabalho. Após a inauguração, o shopping vai gerar mais de 6,3 mil empregos diretos.

O empreendimento contará com 78,1 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) e 282 operações, entre elas 8 âncoras, um hipermercado, 10 restaurantes e 8 salas de cinema multiplex de última geração.

Fonte: Jornal o Hoje (Mariza Santana)

27 de janeiro de 2012

Obras para VLT devem começar já em agosto



O governo estadual anuncia para agosto deste ano o início das obras de construção do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) em Goiânia, espécie de metrô de superfície que vai substituir os ônibus do Eixo Anhanguera. Estimada em R$ 1,2 bilhão, a construção pode durar até dois anos. A previsão da estatal Metrobus Transportes Coletivos é que o processo licitatório seja concluído até o final de junho. A primeira fase do projeto já foi concluída e aprovada pelo governo. Estudos preliminares garantiram a viabilidade da obra e os técnicos estudam, agora, os detalhes para realizar o desenho estrutural e arquitetônico, que deve ficar pronto em março.

O custo da obra será financiado por meio de parceria público-privada. O Estado vai investir R$ 450 milhões, mais R$ 215 milhões do governo federal, sendo a metade vinda do Orçamento Geral da União e o restante financiado, e o setor privado entra com a maior parcela: R$ 550 milhões. O presidente da Metrobus, Carlos Maranhão, diz que o cronograma está em dia e os empresários parceiros estão entusiasmados em viabilizar os recursos e concluir o projeto.

Há muito se fala do VLT como alternativa para modernizar o transporte público da capital. Com ele, a intenção é estender o Eixo Anhanguera para limites próximos a Trindade e Senador Canedo, na região metropolitana. O Eixão é responsável, hoje, por transportar diariamente 20% dos usuários de ônibus. A frota da Metrobus foi renovada no ano passado e, mesmo assim, o sistema carece de agilidade. A velocidade média dos ônibus do Eixo é de 18 quilômetros por hora e estima-se que o VLT vai realizar o percurso com 25 quilômetros por hora, reduzindo para 30 minutos a conclusão do trajeto de ponta a ponta, que hoje leva de 45 a 50 minutos.

Qualidade
“O VLT é necessário e vai revolucionar o transporte em Goiânia. É uma modalidade de transporte de qualidade superior, com maior conforto e condições que vão fazer com que as pessoas se sintam melhor”, diz Maranhão. Ele prevê que, com isso, pode acontecer um “efeito cascata” de melhoria no trasnporte público da capital, pois “a população passará a exigir essa mesma qualidade no restante do sistema”, acredita. Por se tratar de mudança brusca, a Metrobus inseriu no cronograma do projeto a necessidade de realizar audiências públicas, entre abril e junho, para debater com a sociedade. Os órgãos do governo que formam a comissão encarregada pelos estudos de implantação vão se reunir na terça-feira (31) para dar prosseguimento às próximas ações. (Galtiery Rodrigues e Mirelle Irene)

Fonte: Jornal o Hoje

Licitação - Comissão se reúne para debater VLT de Goiânia



A comissão formada para avalaiar, estudar e debater os assuntos ligados ao Projeto de Implantação de Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) na Capital se reuniu na tarde de ontem na Secretaria da Região Metropolitana de Goiânia (SRMG). Estiveram presentes o secretário da SRMG, Sílvio Silva Souza, o secretário da Comissão, Júlio César Costa, o vice-presidente da Metrobus, Carlos Maranhão, o superintendente executivo da Secretaria da Fazenda, Pedro Luiz Bezerra, e o presidente da Goiás Parceria, Evandro Arantes Abib.

Os membros da comissão discutiram sobre os principais pontos do projeto inicial do VLT, como a viabilidade, tempo de execução da obra, detalhes de liberação de verba e documentação do projeto. A comissão agendou para a próxima terça-feira, às 9 horas, outra reunião para debater sobre as próximas ações do grupo. Ainda na próxima reunião, a comissão vai avaliar o projeto para que se produza um parecer e que o consórcio executor da obra possa dar sequência ao projeto básico.

A previsão do governo estadual é de que a licitação seja realizada até junho deste ano. O VLT ligará a região Leste da Capital à Oeste. No Eixo Norte-Sul, a responsabilidade da prefeitura é construir um ônibus Rápido Sobre Trilhos (BRT).

Fonte: Diário da Manhã,

Mercado de TI enfrenta escassez de mão de obra


A área de Tecnologia da Informação (TI) vem ganhando cada vez mais importância dentro das empresas. Afinal, tudo é informatizado dentro das organizações e os recursos da internet e das redes sociais se tornaram indispensáveis para vender, reforçar o relacionamento com fornecedores e clientes, além de otimizar resultados.
Dessa forma, o papel meramente técnico, antes designado para este setor, vem perdendo força, dando lugar a uma posição estratégica. O resultado de uma área que cresceu rapidamente é a falta de mão de obra qualificada, o que acaba se tornando um obstáculo para o desenvolvimento das organizações. Nos últimos anos, os profissionais de TI se valorizaram no mercado e há sempre vagas de emprego em aberto.

O diretor-geral da Otimize TI, Edigar Antônio Diniz Júnior, confirma que a quantidade de profissionais da área que sai das universidades tem sido insuficiente e, na maioria dos casos, eles não têm a formação necessária. Essa situação se acentuou principalmente a partir de 2010. Para suprir essa carência, ele tem ido até as universidades recrutar jovens prestes a se formar, promove o treinamento deles e contrata os que se destacarem.

No ano passado, por meio da Otimize Trainning, 12 profissionais de TI foram capacitados, dos quais seis acabaram admitidos na empresa. Um deles é Vinicius Bueno da Silva, formado em internet e rede de computadores. Segundo ele, há boa oferta de vagas na área, mas faltam profissionais qualificados. “Essa é uma área ampla em que é preciso estar se atualizando constantemente”, diz.

Conhecimento
A diretora executiva da Agregar Gestão de Pessoas, Maria Célia Franklin, diz que há grande demanda na capital por profissionais qualificados de TI. Dependendo do projeto a ser desenvolvido, as empresas estão pagando de R$ 3 mil a R$ 15 mil por esse profissional. Os salários mais elevados são para aqueles que possuem determinadas certificações e detêm conhecimentos de linguagens específicas de informática.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Informática, Telecomunicações e Similares do Estado de Goiás (Sindinformática), Marcos Vilela Fonseca, Goiânia é tradicionalmente formadora de mão de obra especializada na área de TI. Mas os melhores profissionais acabam indo embora para atuar em Brasília, São Paulo e outras localidades. Ele diz que sobram vagas também porque os estudantes da área recebem uma formação divergente daquela que o mercado necessita.

O Sindinformática vem tentado se aproximar das universidades, buscando adequar a grade curricular às suas necessidades e sugerindo ainda a realização de cursos de extensão. Muitas empresas ainda promovem o treinamento de novos funcionários de TI por pelo menos seis meses, mas isso acaba sendo oneroso. Marcos diz que as estatísticas apontam que, de cada oito recém-formados recrutados e treinados, apenas três são aproveitados.

Fonte: Jornal o Hoje (Mariza Santana)

26 de janeiro de 2012

Goiânia ganhará 3 novos hotéis


Recursos de R$ 80 milhões estão sendo aplicados nos empreendimentos, que vão gerar 200 empregos diretos

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Até o fim do ano, três novos hotéis, com 526 apartamentos e quase 1,2 mil leitos, serão inaugurados em Goiânia e outro está sendo construído. Os empreendimentos, que estão demando investimentos de mais de R$ 80 milhões, e vão gerar mais de 200 empregos diretos, estão localizados no Setor Oeste, Jardim Goiás, Centro e no Setor Bueno.
O crescimento da economia goiana, com mais atração de turistas de negócios, está despertando os empresários a investirem na construção de mais hotéis em Goiânia. Os três novos empreendimentos são de categorias que variam de padrão econômico a alto luxo.

Desses três hotéis que entrarão em operação, em março, em julho e em novembro, dois serão administrados por grandes redes hoteleiras internacionais e o outro, embora terá nome de uma grande bandeira, será gerido pelos próprios donos.

Atualmente, o parque hoteleiro da cidade dispõe de 6.195 apartamentos com 13.215 leitos, distribuídos em 135 hotéis, de acordo com informações do Goiânia Convention Bureau.

A taxa de ocupação dos hotéis da capital é de 70% durante a semana e chega a 85% nos fins de semana.

Portas
O Atrium Hotel, em construção há quase uma década no Setor Oeste, ao lado dos outros dois hotéis de categoria superior de Goiânia (Castro´s e Papillon), será o primeiro a ser inaugurado este ano. Deverá abrir as portas até março.

O Atrium pertence ao grupo Vera Cruz Participações e será administrado pela maior rede hoteleira do mundo, a Accor, com a bandeira Mercure.

O hotel terá 188 apartamentos, com mais de 300 leitos, mas o seu diferencial será um centro de convenções com capacidade para 700 pessoas, além de uma academia completa e praça de alimentação.

Em julho será a vez do hotel, cujo nome ainda está sendo escolhido, dos empresários Amir e Bruna Hajjar Aji Kounboz ser inaugurado. Localizado na avenida Jamel Cecílio, no Jardim Goiás, terá 124 apartamentos, com 266 leitos, na categoria superconfortável, o equivalente a um hotel quatro estrelas, num prédio de dez andares. O valor da diária vai variar entre R$ 270,00 e R$ 300,00.

Os empresários estão investindo R$ 19 milhões no empreendimento. As obras civis já foram concluídas e agora está na fase de licitação para a compra de móveis e utensílios.

Estação
Já a empresa Estação Goiana, formada pela Tropical Empreendimentos e MB Investimentos, iniciou, no mês passado, a construção do hotel Go Inn Estação Goiânia, no padrão econômico, onde já funciona a Estação Goiânia, próximo ao terminal rodoviário da capital.

A empresa está investindo R$ 19 milhões no empreendimento, além de outros R$ 6 milhões já empregados em obras de infraestrutura. Inicialmente, a previsão era de inaugurar o novo hotel durante as festas de comemoração do aniversário da cidade, em outubro do ano passado. Contudo, por problemas de ordem burocrática para aprovação do projeto, houve atraso, e o hotel deverá entrar em funcionamento somente em novembro deste ano.

"Agora vamos acelerar as obras. Queremos abrir as portas do hotel no fim de novembro para atender o grande fluxo de turistas de compras em Goiânia e fomentar, ainda mais, a economia da região", afirma o superintendente da Estação Goiânia, Fernando Fonseca de Oliveira Filho,

O hotel será administrado pela rede hoteleira Atlantica Hotels International, que já controla outros negócios no Estado. Serão 214 apartamentos, com 509 leitos, que garantirá um valor de diária competitivo com outros hotéis localizados na região, em torno de R$ 80,00 a R$ 100,00.

Obras
O outro hotel em fase de construção em Goiânia é o do grupo Toctao, localizado a poucos metros do Parque Vaca Brava, ao lado do Shopping Buena Vista. No momento as obras estão paradas por problemas burocráticos.

Esse será o primeiro hotel em estilo vertical desta região nobre de Goiânia. O prédio terá 15 andares, com 140 apartamentos com qualidade superior, um amplo centro de convenções e área de lazer. O empreendimento está demandando investimentos de R$ 23,94 milhões.

Fonte: Jornal o Popular

Estação Goiânia terá o maior hotel da capital

Já estão em andamento as obras do maior hotel de padrão internacional da cidade, na Estação Goiânia.

Com 214 apartamentos, sendo 81 triplos e 133 duplos, o Hotel Go Inn Estação Goiânia, vai hospedar turistas de negócios, usuários do Terminal Rodoviário de Goiânia, e ajudará com a crescente demanda na capital.

O Hotel será o primeiro de padrão internacional em Goiânia a hospedar por tarifas econômicas (R$ 80,00 a R$ 100,00, em média).

A administração do hotel ficará por conta da Atlantica Hotels International, maior administradora hoteleira multimarcas independente da América do Sul, e uma das cem maiores empresas de hotelaria do mundo.

O Go Inn Estação Goiânia começou a ser construído em dezembro de 2011 e, provavelmente, será inaugurado, em novembro deste ano. O valor da obra está estimado em R$19,5 milhões.

"Agora vamos acelerar as obras. Queremos abrir as portas do hotel no fim de novembro para atender o grande fluxo de turistas de compras em Goiânia e fomentar, ainda mais, a economia da região", afirma o superintendente da Estação Goiânia, Fernando Fonseca de Oliveira Filho, para o jornal O Popular.

Gostou? Fazer suas compras ficará ainda melhor e mais confortável com o Go Inn Estação Goiânia! Aguarde!

Fonte: Estação Goiânia

Fim de semana recheado de shows no Goiânia Ouro


Marcos Antônio, Cesinha Canedo, Fernando Simplista e Márcia Jácomo se apresentam nos dias 26, 27 e 28 de janeiro

O Goiânia Canto levará ao palco, nesta semana – 26, 27 e 28 de janeiro, os cantores Marcos Antônio, Márcia Jácomo, Fernando Simplista e Cesinha o Canedo. No dia 29 de janeiro, haverá o primeiro elenco escalado para as noites de domingo: Pedro Oliveira, Viviane Vaz e Carlinhos Trivelli.

Nesta edição do festival, serão treze semanas de shows com os maiores nomes da música local. CDs e DVDs dos músicos que integram a programação do Goiânia Canto de Ouro poderão ser adquiridos na loja do Goiânia Ouro, sendo que, grande parte destes CDs foi gravada com o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

Artistas

O cantor, compositor e instrumentista Marcos Antônio começou a cantar aos 10 anos no extinto programa O Mundo das Crianças, da TV Anhanguera. Em sua carreira passou por diversas bandas até que, em 1985, lançou carreira solo e passou a participar de diversos festivais em Goiás e outros estados. Lançou seu primeiro disco em 1996, batizado de Quero Ter Você pra Mim, com composições próprias e a regravação de Pra você não ir embora. Em 2000, lançou seu segundo CD, Além de Tudo, com a participação de Benito di Paula e, em novembro de 2011, lançou seu terceiro CD, gravado pela Lei Municipal de Incentivo a Cultura.

Márcia Jacomo iniciou sua carreira musical na década de 1980, no Coral da Cidade, sob regência de Luiz Graciliano Salles. Por lá permaneceu por 12 anos, sendo solista. De 1999 a 2003 morou na Georgia (USA), época em que representou o Brasil acompanhada pelo violonista Ednaldo Queiroz. Foi backing vocal de Gustavo Veiga e Tonzera. Recentemente, segue fazendo shows em bares, festivais e projetos culturais.

Fernando Simplista é um músico de Goiás, que coloca seu pé um tanto no samba, um tanto no folk, um tanto no rock e um tanto na lama. Prepara seu primeiro disco, Go-010 Zona Rural, entre cabras e bodes pastando, estúdios e companheiros de viagem. De um ambiente bucólico, surge com energia limpa e sustentável. Seu disco será lançado ainda este ano.

Cesinha Canedo chegou a Goiânia no inicio de 1966, no auge da Bossa Nova, dos festivais de música e dos Beatles, o que influenciou grandemente sua formação musical. Foi o primeiro músico a se apresentar na noite goiana acompanhado apenas de seu violão e integrou os grupos Esquema 4, Modern Group; e Raulino e Super Som 2000, convivendo com músicos das mais diversas tendências musicais. Em 1966, venceu o primeiro festival de música popular brasileira realizado em Goiânia, com a música Tem Jeito Não. Depois de 40 anos de carreira, Cesinha Canedo lançou seu primeiro CD com composições próprias, além de músicas de vários amigos compositores como: Antônio Siqueira, Bororó, Carlos Ribeiro, Gustavo Veiga, Nilton Rabello e Renato Castelo.

Serviço:
Goiânia Canto de Ouro: 26, 27 e 28 de janeiro, às 21h
Local: Teatro do Goiânia Ouro
Endereço: Rua 3, esquina com a Rua 9, Centro
Fone da bilheteria: 3524-2541
Ingressos: R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia)

*Com informações do Goiânia Ouro
Fonte: Jornal Opção (
Mariane Rodrigues)

Ministro da Saúde anuncia liberação de R$ 9 milhões para Maternidade Dona Iris


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (25), em Goiânia, a liberação de R$ 9 milhões para a aquisição de equipamentos para a Maternidade Dona Iris, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Padilha visitou as obras do hospital no período da manhã, acompanhado pelo prefeito Paulo Garcia e o secretário Elias Rassi. A previsão é que as obras físicas sejam concluídas no final de fevereiro e que a unidade seja inaugurada entre abril e maio deste ano.

O ministro ressaltou a importância da nova maternidade. “Ela vai se tornar um centro de referência em saúde da mulher”, afirmou, lembrando que o hospital vai integrar a Rede Cegonha, programa nacional do Ministério da Saúde que visa garantir assistência integral às mães e bebês. Paulo Garcia comemorou a liberação da verba. “Todo recurso é bem-vindo”, disse. O secretário municipal de Saúde observou que, a partir de agora, a conclusão das obras e a equipagem da maternidade entraram na reta final.

O próximo passo para acelerar a inauguração do hospital será dado na sexta-feira, dia 27, quando a SMS vai divulgar os editais para a compra de equipamentos, aparelhos médicos, utensílios, mobiliários e insumos.

Perfil

A Prefeitura de Goiânia está investindo R$ 25 milhões de recursos próprios na construção da Maternidade Dona Iris, localizada na Vila Redenção. A unidade, com quase dez mil metros quadrados, terá 103 leitos, sendo dez de unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal. A previsão é que sejam realizados ali cerca de seis mil partos por ano.

Além dos leitos, o hospital terá 20 consultórios ginecológicos, salas para coleta de leite humano e cirurgias, centro de parto normal, laboratório de análises clínicas, serviço de ouvidoria, farmácia e leitos de isolamento e salas de cuidados especiais para receber os acompanhantes das pacientes.

Da Prefeitura de Goiânia (Portal 730)

Acidentes reduzem com radares


Equipamentos eletrônicos nas rodovias estaduais reduziram o número de acidentes em 55,3%, de acordo com a Agência Goiânia de Transporte e Obras (Agetop). O controle da velocidade nas estradas é feito por 98 radares – em locais fixos e variáveis –, em 146 pontos e 11 rodovias. Considerados pontos críticos, o número de óbitos nesses locais passou de 77 para 24, índice de queda de 68,8%, comparando os meses de fevereiro a dezembro de 2010 com o mesmo período de 2011, quando os aparelhos retornaram ao funcionamento.

“Sem dúvida, a implantação do monitoramento contribuiu muito. É um dos fatores para a redução, principalmente de vítimas fatais”, explica o vice-presidente da Agetop, Adriano Rodrigues de Oliveira. A maior queda ocorreu na GO-403, no trecho que liga Goiânia a Senador Canedo. Em 2010, quando as rodoviais ficaram praticamente sem controle eletrônico, como informou Oliveira, foram registradas 39 ocorrências somente neste trecho.

Com base em boletins de ocorrência elaborados pelo Batalhão de Polícia Militar Rodoviário, a redução foi de 68%, com 10 acidentes registrados em 2011 depois do início da operação dos radares fixos, conhecidos também como móveis. Outro ponto que apresentou redução significativa, neste período de 11 meses, foi a GO-060, entre Goiânia e Trindade. Os acidentes passaram de 136 para 68, e o número de óbitos, de quatro para dois.

De acordo com Oliveira, a falta de fiscalização eletrônica pode ter contribuído para o incremento de acidentes em 2010 – os radares estavam desligados desde fevereiro. O primeiro radar foi implantado há um ano, na GO-020, saída para Bela Vista de Goiás. Depois, as instalações ocorreram de maneira gradativa. Esse novo contrato possui duração de 36 meses. Os registros são feitos de velocidades acima de 40, 60, 80 e 100 quilômetros por hora, de acordo com a rodovia. E são instalados em locais onde os índices de acidentes são maiores.

Monitoramento
No próximo trimestre, outros 148 pontos serão monitorados, como informou o vice-presidente. Os equipamentos estão distribuídos ao longo das rodovias 010, 020, 040, 060, 070, 080, 118, 139, 164, 213 e 403. Eles também colaboram com as operações do policiamento rodoviário, possibilitam a identificação de veículos roubados, multas e impostos atrasados. O monitoramento das estradas estaduais é intensificado também na época de férias e em feriados prolongados.

A fiscalização desses condutores é feita por barreiras eletrônicas, radares fixos e móveis. A maior média de redução de acidentes ocorreu onde foram instaladas as barreiras eletrônicas, com 58,5% a menos do que em 2010. Para o vice-presidente da Agetop, isso pode ocorrer porque ela é mais visível e sinalizada, o que faz com que o motorista fique em alerta e reduza a velocidade. “É uma questão cultural, de educação. Quando há a presença do policial ou dos radares há obediência”, defende o comandante do Batalhão Rodoviário, coronel Moisés Mendonça.

Outras medidas
“É muita tristeza que pode ser evitada. É uma escolha, existe o limite de velocidade”, defende o coronel sobre o excesso de velocidade apontado por ele como uma das principais causas de acidentes, juntamente com as ultrapassagens proibidas. Para seguir a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), os radares também deixarão de ser sinalizados nas GOs. “A tendência natural é manter a velocidade determinada em todo o percurso, o que faz com que haja a redução”, explica Oliveira sobre quando os trechos deixam de ser sinalizados.

Paralela à redução dos acidentes proporcionada pelos radares, a reconstrução das rodovias, apesar de a meta do ano passado não ter sido cumprida, também possui contribuição nesses números como defendeu o vice-presidente. “A reconstrução das estradas e um projeto – que está em licitação – para manutenção e conservação vão fazer com que os números cheguem a níveis muito baixos. Essa é a nossa grande meta.” Neste projeto citado, ele informou que a sinalização terá destaque.

Fonte: Jornal o Hoje (Katherine Alexandria)

25 de janeiro de 2012

Mutirama será entregue incompleto


Prefeito Paulo Garcia aposta em obras de impacto para alavancar sua candidatura à reeleição, porém enfrentará atrasos na entrega.

A nove meses da eleição em Goiânia o prefeito Paulo Garcia (PT), que tentará a reeleição, tem o desafio de entregar importantes obras na capital que visam alavancar sua candidatura. O petista tem até início de junho, prazo previsto na legislação eleitoral, para participar de inaugurações. No entanto, algumas obras devem ser entregues na reta final da pré-campanha e da disputa eleitoral, ou seja em um tempo reduzido para que ele possa capitalizar com as obras.

A principal obra que o prefeito apostou para marcar a sua gestão é a revitalização do Parque Mutirama. Lançada no dia 26 de abril do ano passado e com cronograma de entrega dos brinquedos e das obras de engenharia previsto, respectivamente, para dezembro de 2011 e março de 2012, o empreendimento sofrerá ao menos seis meses de atraso.

A plataforma de 100 metros, que liga parques Mutirama e Botafogo, na Vila Nova, e que irá substituir a passarela que já existe no local, é a obra de engenharia com previsão de entrega apenas para setembro desse ano, segundo o presidente da Agência Municipal de Obras (Amob), Iram Saraiva Júnior.

“O túnel entre as avenidas Araguaia e Paranaíba deve ficar pronto em junho. Essa obra o prefeito deve entregar, já a plataforma deve ser inaugurada sem a presença dele”, relatou o presidente da Amob. Ele justifica que a empresa responsável pela estrutura metálica da plataforma pediu um prazo maior para cumprir a produção e instalação dessa parte do equipamento.

Iram Saraiva Júnior acredita que com a inauguração do túnel e a entrega dos brinquedos, que devem ocorrer juntos, a população poderá ver a construção em fase adiantada. “Essa é a obra de maior visibilidade pela sua característica arquitetônica. E nessa época a plataforma deve estar em fase final”, diz o auxiliar.
Além de ser entregue com seis meses de atraso e na reta final da campanha, a construção da plataforma traz outro desgaste para Paulo Garcia. A Marginal Botafogo está interditada no trecho do Parque Mutirama desde 27 de agosto do ano passado. À época, a prefeitura, a Amob e a Agência Municipal de Trânsito (AMT) anunciaram que o local ficaria impossibilitado de trafegar por um período de seis meses.

No entanto, a marginal será liberada para o tráfego só depois que a plataforma for inaugurada, segundo o presidente da Amob. Ou seja, a principal via que faz ligação entre as regiões norte e sul da capital ficará mais de um ano impossibilitada de tráfego naquele trecho.

A interdição foi alvo de muitas queixas no ano passado por conta dos congestionamentos, em horário de pico, nas ruas e avenidas adjacentes. Moradores da região reclamaram que o local foi fechado muito antes de iniciada a construção da plataforma.

As complicações de trânsito na região por conta do atraso na entrega da obra é motivo de desgaste para prefeito, já que segundo pesquisa Ipem/Tribuna do Planalto, divulgada no início de dezembro do ano passado, o trânsito é apontado por 6,1% dos entrevistados como um dos principais problemas da administração municipal, ficando atrás de Saúde, Segurança e Transporte Coletivo.

Túnel e brinquedos
No Paço, o cronograma de revitalização do Parque Mutirama prevê a entrega do túnel, entre as avenidas Araguaia e Paranaíba, e dos brinquedos para junho com evento de inauguração e a participação do prefeito. Além de um prazo curto para que Paulo Garcia capitalize com as obras de olho na eleição em setembro, a agenda administrativa concorrerá com o período das convenções partidárias e definições dos candidatos à prefeitura.

Assim como a plataforma, essa parte da obra também deu dor de cabeça para Paulo Garcia. O prefeito passou quase todo segundo semestre do ano passado justificando possíveis irregularidades na aquisição dos brinquedos para o parque.

No início de agosto, o vereador Elias Vaz (PSOL), de oposição, denunciou na tribuna da Câmara de Goiânia que parte dos R$ 29 milhões da licitação dos brinquedos foram para a aquisição de equipamentos usados. “Alguns com mais de 30 anos e comprados de empresas que já faliram", disse Vaz à época, referindo-se a montanha-russa. O equipamento teria 38 anos e foi adquirido por R$ 2,7 milhões de um fabricante italiano falido em 2004.

O prefeito demorou quase uma semana para vir a público e contestar o vereador. À época a prefeitura justificou que a aquisição de brinquedos usados estava prevista na licitação e que a compra de uma montanha-russa nova ficaria bem mais cara e inviabilizaria a compra de outros brinquedos.

A denúncia provocou uma visita de técnicos do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) que quase um mês depois divulgaram um relatório de 150 páginas apontando uma série de irregularidades na licitação para a compra dos brinquedos e nos equipamentos.
Entre os problemas apontados estavam a ausência de atestados que comprovassem a capacidade técnica e profissional da empresa vencedora da licitação, a Astri Decorações Temáticas; falta de planilhas detalhadas e projeto básico na disputa do certame (documentos mínimos exigidos pela legislação); e o modelo do processo licitatório utilizado, no caso Pregão Presencial.

As possíveis irregularidades ainda renderam ao prefeito a abertura de uma investigação no Ministério Público e uma decisão desfavorável no Tribunal de Contas dos Municípios. Os conselheiros Tião Caroço (ex-PP) e Honor Cruvinel (ex-PSDB) – fiéis aliados do governador Marconi Perillo (PSDB) – votaram pela extinção do contrato e aplicação de multa de R$ 45 mil ao prefeito. A prefeitura recorreu para rever a decisão.

Maternidade e Zoológico: obras se arrastam

Assim como a revitalização do Parque Mutirama, as duas obras também estão com o cronograma de inauguração atrasado. No caso da Maternidade Dona Iris, o prazo previsto para a entrega é até maio deste ano, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

O prédio está na fase final de acabamento e ainda este mês ou início de fevereiro a prefeitura deve abrir licitação, possivelmente por meio de Pregão Eletrônico. A projeção mais pessimista quanto ao tempo para o fim desse processo, caso seja por meio de pregão, é de um mês, se houver questionamentos administrativos.
Em maio do ano passado, ao anunciar um pacote de 20 medidas para a saúde, o prefeito chegou a sinalizar que entregaria a maternidade no aniversário de Goiânia, em outubro do mesmo ano. “Vamos fazer de tudo para inaugurar essa unidade ainda no dia 24 de outubro", disse à época o prefeito em evento no auditório do 6° andar do Paço Municipal.

Embora atrasada, a inauguração da maternidade marca a gestão de Paulo na saúde, área que no ano passado trouxe desgaste principalmente por conta dos precários atendimentos nos Cais. Um fracasso na saúde municia ainda mais os adversários na eleição deste ano, já que o petista se projetou na vida pública como médico especialista em neurocirurgia e presidente da Unimed em Goiânia.

Além disso, a entrega da obra ajuda a reduzir avaliação negativa da gestão do prefeito na área. Segundo a pesquisa Ipem/Tribuna do Planalto, 44,9% dos entrevistados apontaram que o maior problema da gestão municipal é a saúde.

Rua 10
Outra obra que já virou munição dos adversários contra Paulo Garcia é a implantação do corredor entre a Praça Cívica e a Praça da Bíblia. São 2,5 quilômetros de extensão com o custo de R$ 3 milhões e a previsão é que a obra seja entregue até o final de março.

Atualmente a obra está na fase final de revitalização do canteiro central entre Praça Cívica e a Praça universitária, onde foram e estão sendo construídas galerias pluviais, as ciclovias, as áreas de conveniência e o projeto paisagístico.
A previsão é que em fevereiro seja feita a licitação para a conclusão dos trabalhos que envolvem também o recapeamento da Avenida Universitária e mudanças nos pontos de ônibus. Embora em fase final, a primeira parte da obra serviu para que o prefeito fosse criticado pelos adversários.

O pré-candidato do PSDB, secretário de Meio Ambiente e deputado federal, Leonardo Vilela, criticou as mudanças na Rua-10. Disse que a obra descaracterizou a arquitetura histórica do Centro e que não consta no Plano Diretor.

“Por falar em plano diretor, nenhum dos mais de cem projetos foi colocado em prática. Isso mostra caráter eleitoreiro do prefeito”, escreveu o tucano em seu Twitter.

Zoológico
Obra que também já gerou desgastes ao prefeito é o Parque Zoológico. A previsão é que a obra seja entregue em fevereiro deste ano. Em 2011, a prefeitura chegou a anunciar que inauguraria o equipamento no dia 12 de outubro.

O parque foi interditado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em julho de 2009, depois da morte de vários animais. Atualmente existem 480 animais no parque. O último prazo dado à prefeitura pelo Ibama para a reabertura do zoológico vence no próximo mês. Caso o parque não seja reaberto, a Amma - responsável pelo local - poderá ser multada.

Obras a serem entregues

Revitalização do Parque Mutirama
* Investimentos
R$ 60 milhões são oriundos do Governo Federal. Os outros R$ 20 milhões do do tesouro municipal.

*Obras
* Plataforma
Com 100 m de extensão por 100 m de largura, vai substituir a passarela que já existe e será construída sobre o córrego Botafogo e Marginal, que vai fazer uma ligação dos parques Mutirama e Botafogo.

* Túnel
Com 300 m de extensão na Avenida Araguaia que vai fazer ligação com a Avenida Paranaíba até a ponte de transposição do córrego Botafogo.

* Brinquedos
Instalação de 30 brinquedos novos e usados:

* Previsão de entrega
Brinquedos e Túnel – Junho de 2012
Plataforma – Setembro de 2012

Maternidade Dona Iris

* Investimentos
Aproximadamente R$ 35 milhões oriundos do tesouro municipal

* Obras
Hospital de referência com cerca de 10 mil m², 103 leitos, 20 consultórios ginecológicos, sala para coleta de leite humano, cinco salas de cirurgia, UTI neonatal e de adulto, centro de parto normal, laboratório de análises clínicas, serviço de ouvidoria, farmácia e leitos de isolamento.

* Previsão de entrega
Até maio de 2012

Corredor Praça Cívica/Praça da Bíblia

* Investimento
R$ 3 milhões oriundos do tesouro municipal. Já foi gasto cerca de R$ 1,6 milhão

* Obra
Corredor com 2,5 Km de extensão que terá faixa preferencial para ônibus, ciclovias, áreas de conveniência, acessibilidade, projeto paisagístico, padronização.

* Previsão de entrega
Março de 2012

Parque Zoológico

* Investimento
R$ 3 milhões oriundos do tesouro municipal

* Obra
Além das baias, construção de maternidade, hospital veterinário e a obra está na última etapa com os serviços jardinagem, paver e término do banheiro para visitantes.

* Previsão de entrega
Fevereiro de 2012

Fonte: tribunadoplanalto.com.br

Delegada Geral afirma que 2012 será de investimentos na polícia


Na madrugada desta terça-feira a Polícia Civil realizou na cidade de Itaberaí, a maior apreensão de cocaína feita no estado de Goiás, 96 kg de droga pura e 96 kg de pasta base.
Em entrevista à Rádio 730 a delegada geral da Polícia Civil, Adriana Accorsi, discorreu sobre o trabalho que a polícia civil vem realizando no estado.

“É um trabalho de inteligência”, diz Adriana em relação ao combate do tráfico de entorpecentes. Accorsi explica que a polícia encontra dificuldade em prender o grande traficante. “Nem sempre, aqui em Goiás, é possível colocar as algemas neles”, revela.

“Mesmo que demore a investigação, nós podemos aprofundar mais”. Para a delegada, o diferencial é o aprofundamento na investigação para que os maiores traficantes sejam detidos.

Adriana conta que a PC tem trabalhado para conter a venda de drogas na rua efetuando prisões dos pequenos traficantes.

Segundo ela, o uso de entorpecentes se espalhou pela capital, e a policia tem feito um levantamento dos locais que mais ocorrem homicídios. A polícia vai agir de forma conjunta com a Genarc (Grupo Especial de Repressão a Narcóticos) e Distritos Policiais.

“Me preocupo muito com o tráfico de entorpecentes, mas, o homicídio para mim é o mais grave”, frisa Accorsi. A delegada diz que está havendo um reforço na delegacia de homicídios, mais grupos de investigação serão criados, pelo menos 14 em todo o estado.

A polícia trabalha com denuncias feitas através do Disque-Denuncia Polícia Civil (197). “Queremos que as pessoas confiem na polícia, passem as denúncias que iremos verificar”, esclarece a delegada geral.

Delegacias defasadas

“Essa é uma questão preocupante, foram anos de falta de investimento na estrutura da polícia”, afirma.

Com aproximadamente 238 delegacias de polícias pelo estado, alguns em imóveis alugados, parte deles aquém da necessidade. “Queremos iniciar a padronização das delegacias nesse ano de 2012”.

A delegada afirma que 2012 será um ano de muitos investimentos na área de segurança pública, com verbas para reformas e construção de novas delegacias em Goiás, a meta é construir cinco novas delegacias.

Para Adriana o policial deve ter dignidade para trabalhar e a comunidade ter a mesma para ser recebida nas delegacias. “Espero que em alguns anos possamos ter mais delegacias ou parte das delegacias em condições mais dignas”.

Superlotação nas delegacias

“Nós estamos com as delegacias cheias”. Adriana explica que a superlotação é um reflexo do trabalho que vem sendo desenvolvido pela polícia civil e militar. “Nós prendemos 10, 20, 30 pessoas por dia”, justifica. A delegada ainda esclarece que a função do policial é investigar e não fazer guarda de preso.

Fonte: Portal 730

Concurso Banco do Brasil oferece vagas para Escriturário



Concurso Banco do Brasil oferece vagas para o cargo de Escriturário. A remuneração é de R$ 1.408,00 mensais e gratificação semestral de 25% sobre o vencimento.

Mais um esperado concurso previsto para acontecer este ano sai do papel. É que o Banco do Brasil já publicou seu mais recente edital para realização de Seleção Externa Regional. O concurso Banco do Brasil servirá para formação de cadastro de reserva em postos do nível inicial da Carreira Administrativa, no cargo de Escriturário, cuja exigência mínima é que o interessado possua curso de nível médio e idade a partir de 18 anos. A Seleção Externa valerá por um ano, contado a partir da homologação do resultado final, mas pode vir a ser prorrogada por igual período.

Essencialmente, o Escriturário estabelece contatos com a clientela bancária, fornecendo-lhe informações relevantes, elaborando correspondências, fazendo a necessária conferência de diversos documentos, entre outras atividades afins, geralmente com o auxílio de computadores e terminais similares.

Os aprovados e convocados no concurso Banco do Brasil irão trabalhar nas unidades situadas em diversos municípios dos Estados de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Tocantins, de acordo com a opção por Macrorregião/Microrregião que fizerem no ato da inscrição. Por consenguinte, farão jus a uma remuneração de R$ 1.408,00 mensais, acrescida de gratificação semestral (no percentual de 25% sobre o vencimento) e cumprirão uma jornada de 30 horas.

Apostila Digital Concurso BB 2012

Os interessados poderão se inscrever de 23 de janeiro a 14 de fevereiro de 2012, na página da FUNDAÇÃO CESGRANRIO (www.cesgranrio.org.br).

Para os candidatos que não dispuserem de acesso à Internet, a FUNDAÇÃO CESGRANRIO disponibilizará, nos dias úteis, locais de inscrição credenciados com computadores entre 09 e 16 horas, horário oficial de Brasília.Confira os endereços desses locais no Anexo IV do Edital.

Os inscritos serão avaliados pelas seguintes etapas:

a) 1ª etapa - Avaliação de Conhecimentos, mediante a aplicação de provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, sob a responsabilidade da FUNDAÇÃO CESGRANRIO. Conforme o edital, serão aferidos conhecimentos sobre língua portuguesa, matemática, raciocínio lógico, atualidades, informática, atendimento e conhecimentos bancários.

b) 2ª etapa - Exames Médicos e Procedimentos Admissionais, de caráter eliminatório, sob a responsabilidade do BANCO DO BRASIL S.A.

Os candidatos classificados na 1ª etapa, observada a necessidade de provimento e a ordem de classificação, serão convocados para a realização da 2ª etapa - Exames Médicos e Procedimentos Admissionais.

As provas objetivas serão aplicadas no dia 25 de março de 2012 e os gabaritos serão distribuídos à imprensa, no primeiro dia útil seguinte ao de realização das mesmas, estando disponíveis, também, na página da FUNDAÇÃO CESGRANRIO (www.cesgranrio.org.br).

Os resultados finais da Seleção Externa deverão ser divulgados até o dia 07 de maio de 2012.

Inscrições: cesgranrio.org.br
Fonte: concursosnobrasil.com.br

Inscrições para concurso de agente de endemias vão até 16 de fevereiro


A Prefeitura Municipal de Goiânia abriu as inscrições do processo seletivo de Agente Comunitário de Saúde e Agente de Endemias. Os candidatos devem se inscrever exclusivamente via internet pelo site da Prefeitura de Goiânia até o dia 16 de fevereiro.

São 710 vagas de Agente Comunitário de Saúde (ACS) e 311 vagas de Agente de Combate às Endemias (ACE). Os agentes serão contratados pelo Regime CLT, exercendo 40 horas semanais de atividades no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e estarão vinculados à Secretaria Municipal de Saúde.

As provas objetivas serão realizadas no dia 25 de março de 2012 e a prova de capacidade física nos dias 14 e 15 de abril.

Com informações da Prefeitura de Goiânia. (Portal 730)

Hugo receberá mais de R$ 6 milhões do Ministério da Saúde


O Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) é um dos 11 hospitais que integram a estratégia de qualificar as portas de entrada das urgências e emergências no País. A unidade deve receber R$ 6,5 milhões de reais do Ministério da Saúde. Amanhã, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lança às 10 horas, o programa SOS Emergências naquela um unidade de saúde.

A Agetop já está concluindo os levantamentos para reforma e readequação do hospital, com previsão de gastos da ordem de R$ 9 milhões, adianta o secretário da Saúde, Antonio Faleiros Filho. Já foram liberados R$ 200 mil para a constituição do núcleo de acesso e qualidade hospitalar, que irá identificar as principais necessidades do hospital. O núcleo será composto por representantes das secretarias da Saúde estadual e municipal e servidores do Hugo e do Ministério da Saúde. Os demais repasses serão liberados quando do andamento do projeto.

Parte do aporte financeiro - advindo do SOS Emergências - será destinado à reforma predial, expansão da rede elétrica e hidráulica, aquisição e manutenção de equipamentos. A diretora geral do Hugo, Ivânia Fernandes, explica que dentre os principais desafios do SOS Emergências estão a implantação do acolhimento e da classificação de risco, adequação da infraestrutura para melhoria da qualidade na assistência, capacitação e qualificação da gestão hospitalar, adequação das condições de trabalho e fortalecimento da rede estadual de urgência e emergências.

O programa do Governo federal prevê ainda parceria com o Hospital Albert Einstein, de São Paulo, para que por meio de convênio, os servidores do Hugo sejam qualificados. “Sabemos que ofertar o alívio imediato ao sofrimento pode ser decisivo para a vida da pessoa e, por isso, essa é uma ação inovadora. Mapeamos as principais urgências do País, pela importância da rede, atendimento, cobertura da população e o fato de serem decisivos no momento mais crítico de salvar uma vida”, afirmou o ministro Padilha.

Lançamento

O SOS Emergências foi lançado em 2011 pelo Governo federal para melhorar a qualificação da gestão e ampliar o acesso aos usuários em situações de urgência e garantir atendimento ágil e humanizado. A iniciativa integra a Rede Saúde Toda Hora, que engloba o SAMU 192, Unidade de Pronto Atendimento - UPAs 24 horas, Salas de Estabilização, serviços da Atenção Básica e Melhor em Casa.

Fonte: Goiás Agora

Marconi: municípios terão mais benefícios


O governador Marconi Perillo (PSDB) iniciou ontem mais uma fase do governo municipalista, ao lançar o Programa Goiás Sinalizado, que prevê a implantação de sinalização vertical e horizontal em 126 municípios goianos. O tucano aproveitou a oportunidade para se comprometer em ajudar todos os municípios, independente de cor partidária. “Queria dar minha palavra de comprometimento a cada município e a sensibilidade em relação aos problemas que vocês atravessam, das dificuldades financeiras que cada um passa. Me comprometo, mais uma vez, em colocar o governo inteiro à disposição das prefeituras.”

O governador também afirmou que não irá permitir que problemas políticos locais atrapalhem o desenvolvimento da cidade por meio de parcerias, obras e convênios com o governo. “Se tiver algum problema nesse sentido, me avisem. Meu celular está sempre disponível. Eu quero que todos os municípios sejam atendidos com todos os programas do governo.”

Lembrou que seu relacionamento com os prefeitos será o mesmo que ele tem com a presidente Dilma Rousseff (PT). “Meu relacionamento com a presidente Dilma Rousseff é respeitoso, republicano, apesar de muitos imaginarem que haveria retaliação por eu ser de outro partido. E será a mesma coisa que estou fazendo e que vou ampliar com todos os prefeitos.”

Porém, mesmo reforçando as parcerias e convênios com as prefeituras, o governador também emitiu sinal de alerta aos prefeitos em relação aos pedidos de recursos para realização de festas. “Todo mundo está me pedindo dinheiro para fazer festa para carnaval, festa para Pecuária. Eu vou criar uma conta corrente para quem pedir dinheiro para fazer festa, eu tiro dinheiro de convênios ou de obras de recuperação.”
Marconi justificou que o foco do governo é trabalhar na construção de casas, recuperação de ruas e rodovias, sinalização, convênios e parcerias. “Conclamo a todos para esse tipo de reflexão, porque temos de viabilizar a minha administração e a administração de vocês. Eu sou atento ao municipalismo, faço o meu dever de casa para melhor atendê-los”.

Educação
Em cada cidade, o Detran vai disponibilizar o projeto técnico e implantar sinalização horizontal e vertical. A ação seguinte é oferecer, tanto para o condutor quanto para o pedestre, educação de trânsito. Só após essa etapa será dado início à fiscalização. De acordo com o presidente do Detran, Edivaldo Cardoso, a deficiência de sinalização adequada nos municípios goianos é clara. “As placas e pinturas não garantem a ausência de acidentes, mas a linguagem de trânsito os evita”.
Na primeira etapa do projeto serão investidos aproximadamente R$ 12 milhões. As obras de construção da sinalização vertical já iniciam com a assinatura da ordem de serviço. A horizontal começará após o período chuvoso. Oito frentes de trabalho colocarão 18.990 placas nas ruas e avenidas dos 126 municípios. A sinalização horizontal vai consumir 4.225 baldes de 18 litros de tinta branca e outros 1.896 de tinta amarela.

Fonte: Jornal o Hoje (Marina Dutra)

24 de janeiro de 2012

Justiça determina que BR-153 deve ser iluminada no trecho urbano de Aparecida de Goiânia


Chegou ao fim o impasse sobre a responsabilidade pela iluminação pública no trecho urbano da BR-153 que corta o Município de Aparecida de Goiânia (GO). Após esgotar todas as tentativas de diálogo, o Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) se viu impelido a entrar na Justiça com ação civil pública contra o Município e contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

A Justiça Federal concedeu liminar acatando todos os pedidos do MPF. Diante disso, o Dnit deve instalar no prazo de três meses o conjunto de equipamentos a serem utilizados exclusivamente na prestação de serviços de iluminação pública ou recuperar os já existentes no trecho urbano da rodovia que corta Aparecida.

Por sua vez, o Município de Aparecida de Goiânia deverá providenciar a manutenção, a conservação, a restauração e a reposição das instalações de iluminação pública da rodovia, bem como custear o serviço de iluminação, pagando a fatura diretamente a empresa de distribuição de energia em Goiás (Celg).

Em caso de descumprimento, retardamento ou omissão, o Dnit e a Prefeitura de Aparecida serão multados em R$ 100 mil, além de multa pessoal de R$ 10 mil aos agentes públicos responsáveis.

O trecho da BR-153 que corta Goiânia e Aparecida corresponde a 53 km de rodovia em perímetro urbano e é responsável por 53% dos acidentes registrados em 2010 nas estradas federais em Goiás. Foram cerca de 1.200 acidentes, com 682 feridos e 43 mortes.

Impasse
A assessoria de imprensa do Dnit informou, como em posição anterior, que o órgão não assinou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e entende que a responsabilidade pela iluminação não é da competência do Dnit e sim das prefeituras. Já o procurador reafirmou que a procuradoria tem clareza da responsabilidade do órgão pela iluminação do trecho urbano.

Em comunicado, a Prefeitura de Aparecida informou que concorda com a proposta do MPF, e se mostra disposta em assumir a manutenção do serviço após o Dnit deixar a iluminação em funcionamento. A conservação, a restauração e a reposição das instalações e pagar a fatura diretamente à empresa de distribuição de energia (Celg) são de responsabilidade da Prefeitura, de acordo com MPF.

Se descumprir a decisão, o Dnit e a Prefeitura podem ser multados em R$ 100 mil por dia, e pela omissão os agentes públicos responsáveis também recebem multa de R$ 10 mil pelo mesmo período. Até o fechamento da matéria, o Dnit e o município não tinham sido notificados pela Justiça sobre a decisão.

Goiânia
O trecho urbano da BR-153 em Goiânia também passa pelo mesmo problema. Por isso, também tramita ação do MPF contra o Dnit e a Prefeitura visando obrigar a restauração do serviço na rodovia. “A intenção é estender a atuação do MPF para contemplar outras rodovias federais”, explica o procurador sobre os outros trechos urbanos em Goiás. Segundo ele, a BR-153 é a mais problemática e por isso foi a primeira.

As informações são do MPF-GO ( Mais Goiás) e (Jornal o Hoje)

Pecuária de Anápolis 2012 (EXPOANA 2012)



Data: Maio de 2012
Local: Parque de exposições Agropecuárias de Anápolis

Shows:

- Marcos e Belutti
- Maria Cecilia e Rodolfo
- Israel e Rodolfo
- Eduardo Melo
- Bruno e Marrone

Breve mais informações.

Victor & Leo e João Bosco & Vinícius em Goiânia 2012 - Sol Music Hall - Evento Cancelado!



Data: 09/03/2012
Local: Sol Music Hall

Shows:

- Victor & Leo
- João Bosco & Vinícius

Ingressos:
1° Lote (Até dia 31/01) Area VIP Open Bar
60,00 R$ Feminino
80,00 R$ Masculino

Mesas C/ 4 cadeiras:
Setor A: 1.000 R$ *1 Garrafa de Whisky, Cerveja, Vodka, Água e Refrigerantes

Setor B: 800 R$ 1 Garrafa de Whisky, Cerveja, Vodka, Água e Refrigerantes

Pontos de venda:
- Sol Music Hall
- Tribo

Evento Cancelado! Breve nova data para o 2° Semestre de 2012. Jaó

MPF vistoria obra do Mutirama e apura superfaturamento


O Ministério Público Federal (MPF) requereu auxílio da Polícia Federal para vistoriar as obras do Parque Mutirama, em Goiânia. Sob suspeita, a etapa de execução estaria supervalorizada, cobrando até R$ 2 milhões a mais do que deveria para os serviços de escavação, terraplanagem e fundação.
Ao enviar perito para averiguar a procedência das informações no local, na semana passada, o MPF foi impedido de ter acesso às obras pela empresa Warre Engenharia (empreiteira responsável pelo processo) e pela Agência Municipal de Obras (Amob).

De acordo com o procurador, o laudo técnico da perícia – que irá orientar a atuação do MPF, deverá sair em 48 horas. Se as suspeitas se confirmarem, além de falsidade ideológica, os envolvidos poderão responder por peculato e improbidade administrativa.

Licitação

Em abril do ano passado, o MPF já havia ajuizado ação civil pública, com pedido de liminar, para suspender a execução das obras de reestruturação do Parque Mutirama. Mesmo após o procurador da República Marcello Santiago Wolff apresentar pessoalmente ao prefeito de Goiânia Paulo Garcia uma série de irregularidades no processo licitatório, a Prefeitura optou por lançar o projeto.

A ação postulava também que a União suspendesse a realização de qualquer repasse financeiro ao Município de Goiânia com base nos convênios 703186/2009, 705795/2009 e 721530/2009, e que procedesse o bloqueio dos valores para futura realização das obras do Parque Mutirama, a partir de novas licitações.

No parecer pericial apresentado à Prefeitura de Goiânia, apontavam-se diversas irregularidades na licitação das obras de revitalização do parque Mutirama. “Avaliamos os aspectos da economicidade, ausência de parcelamento do objeto e adequabilidade dos critérios de qualificação técnica exigidos para habilitação no certame”, explicou o procurador da República Marcello Santiago Wolff, também do Núcleo de Combate à Corrupção.

Sobre a qualificação técnica, o MPF considerou que foram utilizados requisitos exacerbados, que podem ter restringido indevidamente a competitividade e o número de participantes na licitação. De acordo com o estudo do MPF, chegou-se a exigir no edital um volume de concreto para as obras do Mutirama que corresponde a mais de 75% do volume total em material previsto para a execução da passarela. Tais exigências resultaram na inabilitação de 6 (seis) das 9 (nove) empresas que formularam propostas de preços.

Além disso, a transferência de verba para as obras se deu por meio de três convênios entre a Prefeitura de Goiânia e o Ministério do Turismo. O primeiro no valor de R$ 20 milhões, o segundo, R$ 15 milhões e o terceiro R$ 25 milhões. “Considerando-se que as obras de reestruturação do Mutirama correspondem a três obras distintas e independentes, seria mais vantajoso para a Administração celebrar três licitações separadas, conforme determinado pela Lei de Licitações”.

Mesmo se tratando de serviços básicos e comuns nos três convênios, a realização de uma licitação só não resultou em maior economicidade à Administração. Um exemplo foi a previsão de construção de escritórios, sanitários e instalações provisórias para cada um dos convênios.

Outro ponto destacado pela perícia do MPF refere-se ao desrespeito ao Princípio da Economicidade. Com objetivo de interligar as áreas verdes do Parque Botafogo e a Vila Nova, está prevista a construção de uma passarela metálica sobre a Avenida Marginal Botafogo, no valor de R$ 23,5 milhões, de 150 metros de largura por 101 metros de comprimento. Para se ter uma ideia do que significam tais dimensões, basta considerar que o campo de futebol do Estádio Serra Dourada, o maior do País, possui 118 metros de comprimento e 80 metros de largura.

O parecer técnico do MPF/GO foi encaminhado também ao TCU, mediante representação, a fim de que aquele Tribunal analise as irregularidades levantadas e determine as medidas necessárias para prevenir a ocorrência de dano ao erário federal.O MPF só pôde fazer a análise inicial por fora da área da obra. Raphael explica que esta verificação inicial foi feita conforme a quantidade de material escavado (pedras, areia e entulhos), bem como o número de caminhões para transportar os entulhos e a área em que foram depositados.

Com informações do MPF (Portal 730)

22 de janeiro de 2012

Playground Music Festival 2012


Data: 07/07/2012
Local: a definir
Fone: (62) 3941 - 9270
Site: www.playmf.com.br/goiania

Playground Music Festival. Você nunca se divertiu tanto.

Tour 2012

Atrações:
- Dexters
- Mobin Master
- Sesto Sento
- Paranormal Attack

+ E Muito Mais

Ingressos 1° Lote:
Pista: R$ 35,00
Pista Passaporte: R$ 50,00

Fontstage Open Bar:
Feminino: R$ 70,00
Masculino: R$ 110,00

Camarote Open Bar:
Feminino: R$ 90,00
Masculino: R$ 160,00

"Sujeito a alteração sem prévio aviso"

“Não há prazer maior do que dirigir a cidade em que você nasceu”

Primeiro prefeito nascido em Goiânia a chegar ao Paço eleito pelo voto popular, o petista demonstra prazer em estar à frente da capital e segurança para liderar — inclusive em um segundo mandato — 1,3 milhão de habitantes

Paulo Garcia completará em março dois anos à frente de Goiânia. Ganha cada vez mais traquejo na condução da gestão municipal e vê crescer o conhecimento de seu nome pela população. É o resultado do período em que, como vice-prefeito, foi um “bom aluno” de Iris Rezende, como ele mesmo se intitula. Conseguiu atravessar o período mais difícil, que era manter o ritmo forte que seu antecessor impõe e chega ao ano das eleições municipais com um quadro totalmente estabilizado da administração. É candidato natural à reeleição, embora evite tocar no tema e prefira planejar suas metas dentro do atual mandato.

Mais do que apenas um político em ação, o prefeito se mostra realizado na função. Na entrevista aoJornal Opção, repetiu em vários momentos a frase “Deus me deu mais do que eu mereço” com a mesma facilidade que teria para deixar a cadeira do Paço — Paulo se diz e se mostra desapegado do poder. Como integrante da escola Iris Rezende de administração, tem na ponta da língua dezenas de obras em andamento, bem como o setor e a avenida em que elas estão sendo executadas ou planejadas. Entre as que estão em andamento, destaca o debatido Parque Mutirama — cuja polêmica parece, ao contrário do que queriam os adversários, ter aumentado senão a popularidade pelo menos o conhecimento do nome Paulo Garcia entre a população — e o Corredor Uni­versitário, que ele ressalta como o que há de mais moderno em termos de mobilidade urbana no mundo e que servirá de modelo para aplicação em outras vias importantes da cidade.

Como candidato virtual a um segundo mandato, Paulo Garcia demonstra ter itens fundamentais para o sucesso na disputa: habilidade no discurso e jogo de cintura, alicerçados por uma atitude segura diante das dificuldades que a oposição busca lhe impor. Foi assim no caso do Mutirama e do projeto de desafetação de áreas públicas, que ele esclareceu com detalhes nesta entrevista. Com a base aliada ao governo estadual batendo cabeça e uma aliança consolidada com o PMDB, o petista tem grande chance de se tornar o primeiro goianiense a ser eleito como cabeça de chapa ao cargo máximo do município — ele já é pioneiro entre os que chegaram a ser prefeito por meio do voto popular, já que antes dele somente Hélio Mauro Umbelino Lobo, nomeado pelo então governador Irapuan Costa Junior, administrou da cidade (de maio de 1978 a abril de 1979) tendo nascido na capital.

Herbert de Moraes Ribeiro — Qual o quadro geral que o sr. traça sobre 2011 e as perspectivas para este ano?
Dias atrás, alguém me fez essa pergunta, embora de mo­do diferente, questionando quais teriam sido os pontos negativos do ano passado e o cenário para 2012. Respondi, com franqueza, que não conseguia trazer à memória nada de ruim de 2011. Os críticos fa­lam que é proselitismo, mas é algo que eu carrego comigo mesmo: Deus tem sido tão bom comigo e me dado mais do que eu mereço, não posso reclamar de nada. O ano passado foi tão positivo do ponto de vista pessoal, dentro das possibilidades, do que é factível dentro de uma administração pública, que o balanço só po­de­ria ser com positividades. Fizemos muita coisa, dentro de nossos limites, que existem. Administrar é como cuidar da casa da gente: se há três filhos, um diz que precisa comprar um livro, outro fala que o uniforme rasgou e o terceiro quer o videogame fantástico que lançaram. O orçamento é limitado, fixo, e se faz, em casa, a opção pelo que é essencial e, quando há uma sobra, se faz atendimento àquilo que não é tão intrínseco às necessidades da família. Na Prefeitura é da mesma forma: há diversas áreas para assistir, o que é rotineiro e o que é emergencial. E há um projeto que se deve seguir, de acordo com um planejamento da administração eleita. As pessoas quando elegem alguém sabem o que essa pessoa defende. De forma geral, avalio que o ano passado foi mui­to positivo: fizemos vá­rias obras, avançamos em projetos, iniciamos pro­gramas e demos con­tinuidade a tudo de positivo que meu antecessor, Iris Rezende, tinha começado. Então, 2011, meu primeiro ano completo à frente da Prefeitura, foi muito interessante, tanto do ponto de vista da ad­mi­nistração quanto no as­pecto pessoal.

Cezar Santos — E como tem sido administrar Goiânia?
Para quem tem vida pública, não há prazer maior do que administrar a cidade em que nasceu. Não tenho fim de semana, não tenho feriado, não tenho horário. Mas a alegria que isso dá é tamanha que não percebo os sacrifícios que esses compromissos públicos me obrigam a ter. É realmente uma grande satisfação

Herbert de Moraes Ribeiro — Quais foram as principais ações concretizadas em 2011?
Entre as obras de maior a­porte, demos início ao Hos­pital e Maternidade Dona Iris, que estava no chão, não tinha um tijolo quando eu peguei a a­dministração. Nos próximos meses, vamos entregar esse que é o primeiro hospital da mu­lher do Centro-Oeste para quem utiliza o Sistema Único de Saúde. Está praticamente pronto, do ponto de vista es­trutural. Temos recursos federais para comprar agora toda a a­parelhagem necessária. É uma obra fundamental, porque beneficia a maior parte da po­pulação, que é do sexo feminino, com particularidades próprias em relação ao gênero. Ou­tra obra que avança a cada dia é o Parque Mutirama, que gerou tanta controvérsia. Digo, de coração aberto, que a maior parte dessa polêmica é originada por fundo político, não há fundamentação alguma nos questionamentos levantados. É uma o­bra fantástica, para ficar marcada na história de Goi­ânia. O Muti­rama já faz par­te do inconsciente coletivo da população da capital, especialmente para quem é da minha faixa etária e viveu a infância lá. O parque temático, todo restaurado, vai se avolumar e terá atrações modernas e contemporâneas. Além dos as­pectos lúdico e social, a obra é também a recuperação de u­ma área ambiental degradada. Attilio Corrêa Lima projetou o Parque Botafogo na década de 1930, mas o local foi antropizado, destruído pelo homem, com a Avenida Araguaia e a Mar­ginal Botafogo. A nova engenharia vai possibilitar o reflorestamento da área de flora da Araguaia, que deixa de existir e vira túnel, e uma plataforma sobre a marginal, que é um recurso arquitetônico pa­ra unir a faixa da Vila Nova à área atual do Mutirama. É u­ma obra sem igual em Goi­â­nia, com um vão livre de su­perfície de 100 por 100 metros (10 mil metros quadrados). Será também um palco, suporte para shows e diversas manifestações artísticas. Foi a saída que achamos, já que não daria para fazer nem túnel nem viaduto para a Marginal — uma via importante e de fluxo intenso, rápido e de escoamento — sem que o custo fos­se caríssimo. Outra grande iniciativa, que não podemos esquecer, foi a licitação do projeto Macambira-Anicuns.

Elder Dias — E uma das marcas de Iris, a pavimentação, o sr. continua?
O problema crucial de Goiânia é a mobilidade urbana, em toda sua cadeia, desde o elo mais frágil, que é o pe­destre, ao transporte coletivo. Então, abrimos novas vias, du­plicamos avenidas, criamos viadutos e passagens, demos atenção a trechos esquecidos e am­pliamos vias arteriais. Por e­xemplo, a Avenida Leste-Oeste vai hoje, sem interrupção, da Câmara de Goiânia, na Pra­ça do Trabalhador, até a Avenida Castelo Branco. Es­tamos executando agora um trecho novo e grande no ramo oeste dela, a partir do Bairro Goiá e em direção a Trindade. Fal­tará um trecho pequeno en­tre a Castelo Branco e o Bair­ro Goiá. Estou também sendo o primeiro prefeito a trabalhar no ramo leste da avenida, des­de a Avenida Manchester, no Jardim Novo Mundo, até a Vila Coronel Cosme, pelo an­tigo leito da ferrovia. Ava­liamos, inclusive, uma ampliação de sua extensão, em direção ao leste, a partir da Man­chester até o terminal dos con­têineres das distribuidoras de combustível. Outra obra de pavimentação interessante foi a duplicação da continuação da Avenida Pedro Paulo de Sou­za, no trecho do Setor São Judas até o anel viário do Câm­pus 2 da Universidade Federal de Goiás. Entre outras obras, duplicamos também a Avenida C-267 e promovemos alterações no trevo das GO-060 e 070 (saídas para Trindade e Inhumas).

Márcia Abreu — E em relação à habitação, como foi 2011 para a Prefeitura?
Acredito que uma casa entregue já deve ser comemorada, pelo valor que isso representa para quem vai morar ali, mas beneficiamos milhares de famílias com unidades habitacionais. Só em um dos condomínios, o Jardins do Cer­rado 7, entregamos mais de 1,8 mil casas. Atuamos também na regularização fundiária, de fundamental importância em Goiânia. Há aproximadamente de 70 mil a 80 mil imóveis na cidade que não são regularizados, dos quais as pessoas não têm titularidade, não são donas do lugar em que moram. Em tese, isso afeta a vida de 200 mil pessoas. Regularizamos diversos bairros cuja população vivia essa insegurança.

Herbert de Moraes Ribeiro — E do ponto de vista político, o que o sr. ganhou e o que o sr. perdeu no ano passado?
Não perdi nada. Pelo contrário, a aliança que nos dá sustentação, montada por Iris, se ampliou do ponto de vista partidário, está mais ampla. Todos os partidos que estavam no início permaneceram e temos o apoio de outros. Com a Câmara, temos uma relação muito salutar e transparente, com independência, da forma natural ao regime republicano e democrático. Temos o auxílio importante de nossa bancada. Não tivemos qualquer matéria que não lograsse êxito. É uma base de sustentação sólida. Existe, obviamente, uma oposição, que está em seu papel de fiscalização, às vezes com certo exagero. Como parlamentar o tempo todo estive na oposição, mas sempre de modo sério, responsável, sem criar factoides e relatar inverdades. Nunca fiz oposição a qualquer preço.

Herbert de Moraes Ribeiro — Criaram muitos factoides contra seu governo?
Muitos, muitos. Há muitas denúncias sem qualquer fundamento. Uma delas é a do Muti­ra­ma. Tentaram já mover três ações na Justiça. Nenhuma teve ganho de causa, mesmo de forma liminar, ainda sem o mérito julgado. As sentenças prolatadas, ainda que nessa fase, são verdadeiras peças de defesa para nós. Não há o me­nor problema do ponto de vista fi­nanceiro. Pelo porte do novo Par­que Mutirama, não conseguiríamos fazer nada a mais com os mesmos recursos. Sobre a tão falada montanha-russa — que está pronta e, inclusive, já andei nela; aliás, estão todos convidados aqui a uma emoção forte, se tiverem introjetado no inconsciente aquela invenção de que ela é de mais risco, a emoção fica mais forte ainda (risos) —, na “Folha de S. Paulo” saiu uma foto de uma de modelo idêntico à nossa, só que nova. Esse brinquedo, novo, custou R$ 59 milhões. Só ele. Aqui, todo o nosso parque temático vai custar R$ 29 milhões. E a idade da montanha-russa pouco importa, já que as peças são novas, pois as desgastadas têm de ser trocadas. O sistema de controle e de frenagem é o que há de mais moderno, mesmo sendo usado. Existe um engenheiro de um instituto técnico, para fazer fiscalização semanal. Enfim, são seguidas as regras da ABNT [Asso­cia­ção Brasileira de Normas Téc­nicas]. Outra polêmica foi es­sa ques­tão das áreas. Que conversa fiada! (enfático) Primeiro, disseram que eu vou vender as áreas. O que precisam compreender é que não há, no projeto que foi enviado, nenhuma manifestação escrita do termo “venda”. É um projeto de desafetação. De­sa­fetar nada mais é do que permitir outra destinação a uma certa área pública. Por exemplo, se há uma área destinada à construção de uma escola, mas a re­gião precisa é de um hospital, tenho de desafetar a referida área. O que fizemos foi encaminhar um projeto de lei, cujo primeiro artigo já diz que todas as áreas desafetadas só poderam ser utilizadas, seja em troca, permuta ou destinação, para quatro objetivos: equipamentos na área da sa­úde; equipamentos na área da e­ducação; preservação, programas e projetos ambientais; e edificação de programas habitacionais. Quaisquer re­cur­sos oriundos, se houver, só podem ser usados dentro desses quatro itens. Não posso, por exemplo, pe­gar um imóvel des­ses, vender e construir um espigão qualquer. Outra coisa, por meio dessa lei, criamos o Par­que Municipal do Cerrado, que não existia legalmente. Ele foi feito em outra gestão, por meio de decreto, na área do Par­que Lozandes. Este é um bairro que existe desde a década de 1950; Paço Municipal é a estrutura administrativa; e o Parque Municipal é a unidade de preservação ambiental que mar­geia o Paço dentro do Par­que Lozandes. Este só existia por decreto, não como lei. Então, na prática não existia, porque decreto pode ser revogado a qualquer momento; com uma lei, isso é bem mais com­plicado. Ou seja, eu criei o parque, com outro detalhe: ele tinha originalmente 10 alqueires e eu passei para 15 alqueires, ampliamos em 50% a área. Em outras palavras, aquela falácia toda que divulgaram de que além de vender eu estava depredando a área é nada mais do que conversa de quem não leu a lei.

“Fizeram muita abstração sobre o projeto de desafetação. Coisa de quem não leu a lei”

Elder Dias — E aquela informação de que os imóveis desafetados estariam concentrados na área do Paço?
As áreas estão espalhadas em toda a cidade. Além do Parque Lo­zandes, há áreas no Balneário Meia Ponte, no Recanto do Bosque, no Setor Bueno. Enfim, na cidade toda. Mas a atenção se voltou para o Parque Lozandes, e eu sei por quê. Outro detalhe é que esse projeto de lei precisava de algumas correções, uma delas sobre uma área cedida — já que hoje o município não pode mais doar, mas, sim, ceder áreas para uso por entidades e instituições diversas — à A­cieg [Associação Co­mercial e Industrial do Estado de Go­i­ás] uma área de 2 mil metros no Parque Lozandes e foi registrado o lote errado, equívoco da lei anterior que agora estamos corrigindo. Outra área no Parque Lozandes será para o Tribunal de Contas do Município, que não tem sede própria e está na Rua 68 (Centro) ocupando imóvel de um antigo liquidante da Metago [Metais de Goiás S.A.]. Outra área é para o Mi­nistério Público do Trabalho, no local onde funciona uma escola desativada no Setor Bueno [antiga Escola Municipal Leão di Ramos Caiado], tendo para nós, como contrapartida, a sede da Defesa Social, um anfiteatro e uma bi­blioteca pública. Tudo isso, é bom ressaltar, sempre com permuta, não é nada da­do de graça. Por fim, qualquer ne­gócio precisa ser precificado por órgão oficial, depois ser aprovado e também atender a todos os detalhes técnicos, como estudo ambiental, de tráfego, de vizinhança etc. É algo muito complexo, mas quem criticou omitiu tudo isso. Resumindo, para fazer qualquer coisa nesse sentido é preciso desafetar as áreas antes.

Herbert de Moraes Ribeiro — E a Prefeitura tem algum projeto pa­ra a área que tem no Parque Lo­­zan­des?
Queremos construir um grande CMEI [centro municipal de educação infantil] ali. Hoje, temos 46 mil servidores ativos e boa parte deles pelo menos transita pelo Paço diariamente. São milhares e milhares de servidores e, claro, milhares e milhares de mulheres. Como a tendência é de toda a administração da Prefeitura se concentrar lá, cada vez mais, precisamos de um equipamento desses. E não há nenhum na região. Precisava desafetar uma área no Lo­zandes para construí-lo. Outra meta é a construção da sede definitiva da Secretaria da Educação. A Pontifícia Uni­versidade Cató­lica de Goiás (PUC Goiás) tem interesse na área em que a secretaria está hoje, no Setor Universitário, e que não nos serve mais. Por outro lado, temos de desapropriar um trecho extenso do Câmpus 2 da PUC para duplicar a Avenida Engler, na região do Parque A­theneu, Conjunto Fabiana e do Jardim Mariliza. Devemos, então, fazer uma grande permuta, da qual nos vai restar um saldo positivo e, assim, a PUC poderá construir a sede definitiva da Secretaria da Educação. O ideal é que a Prefeitura pare de pagar aluguel. Hoje, pagamos aluguel na cidade toda. Outra negociação é com a iniciativa privada e diz respeito a uma área em forma de triângulo, no Parque Vaca Brava, em torno de 5,1 mil metros quadrados. Há uma demanda do Ministério Público há décadas, para retomar aquela área. O empreendedor ganhou em todas as instâncias do processo, que hoje está no Su­pe­rior Tribunal de Justiça (STJ). Cha­mei esse pessoal, que é dono de uma grande empresa goi­­ana e disse que tenho interesse em reincorporar a área ao Vaca Brava. Já temos um projeto pronto para deixar o parque mais bonito do que ele já é. Depois de muita conversa, eles to­param. Só que eu tenho de pa­gar. Pode ser, então, que eu u­tilize alguma dessas 33 áreas espalhadas em Goiânia para a ne­gociação. Por fim, vou comprar um grande equipamento de saúde para que ninguém que utilize o SUS diga que a iniciativa privada tem algum tratamento com diferencial em relação à saúde pública. Para isso eu preciso de recursos. Se for preciso permutar uma área dessas para concluir a equação financeira e comprar esse equipamento de saúde, eu vou fazer isso.

Patrícia Moraes Machado — Em relação a todas essas dificuldades pelas quais o sr. passou, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) participa de alguma maneira?
Em fase ainda de tramitação interna no TCM, há uma avaliação sobre o parque temático do Mutirama, que tem dinheiro do erário do município, ao contrário do túnel e da plataforma do município.

Patrícia Moraes Machado — É que Ernesto Roller [ex-procurador-geral do município] disse que, apesar das dificuldades dentro do TCM, o sr. conseguiu avançar muito na administração.
Não considero que tenha havido perseguição. Fui tratado com muita parcimônia, independência e cortesia pelos membros do TCM. Agora estamos em uma fase recursal e esperando um resultado positivo. A primeira avaliação feita pelo TCM creio ter sido equivocada. Prefiro não me manifestar fora dos autos, mas, por exemplo, um dos equívocos foi me imputar uma multa, me parece, de R$ 45 mil. Não sou ordenador de despesas dessa obra, então não pode ser imputada a mim qualquer multa pecuniária. Outra coisa é o próprio valor, que extrapola em muito o que preconiza a lei, é um certo exagero. Mas creio que a relação entre a Prefeitura e o TCM é tranquila.

Elder Dias — A região do Paço já é saturada em termos de trânsito. Existe preocupação da Pre­feitura em relação a isso e a u­ma pos­sível expansão imobiliária?
É bom observar que não é só aquela região. Estou convencido de que a questão da mobilidade urbana só vai ser solucionada quando todos perceberem que isso é um problema de cada um e de todos ao mesmo tempo.

Herbert de Moraes Ribeiro — O sr. acredita em educação no trânsito?
Sim, mesmo porque o Brasil está vivendo inquestionavelmente um momento ímpar, independente de cor partidária, de quem esteja no governo. Temos experimentado, na última década, um desenvolvimento excepcional. Os olhos do mundo estão voltados para o Brasil, particularmente para a região Centro-Oeste e, mais particularmente ainda, para Goiânia. Não há semana em que eu não receba grupo estrangeiro com intenção de investir em Goiânia. Há 20 anos, o que era o Brasil? Hoje somos um País em franco desenvolvimento. Falta muito pouco para atingirmos um estágio de nação desenvolvida. O que é preciso é incluir mais gente, ter mais um tempo de estabilidade econômica, porque estabilidade democrática já temos. Nenhum país entre os Brics [termo usado para designar o quarteto Brasil, Rússia, Índia e China] tem uma situação tão favorável quanto a nossa. A Rússia, por exemplo, é um barril de pólvora. Não quero gerar nenhum conflito diplomático (risos), mas, do ponto de vista políticos, somos um país estável, com democracia consolidada. Também em relação ao aspecto econômico, ninguém, a não ser a China, tem a pujança que nós temos. Mas a China tem gravíssimos problemas sociais. Nosso grande problema é a educação. Se investirmos nesse setor — e todo o planejamento da União é nesse sentido, independente de quem estiver na Presidência — terminaremos a próxima década reconhecidos como nação plenamente desenvolvida. Sobre a educação para o trânsito em si, para ver como é complexo administrar, vi esse dias um canal de comunicação nos criticando e nos rotulando como fábrica de multas, dizendo que éramos extremamente fiscalizadores e punitivos na área do trânsito; hoje, esse mesmo veículo nos critica pela falta de fiscalização e de punição a quem está parando em local proibido.

Cezar Santos — E o que há de avanço na política do trânsito em Goiânia?
Não tem exemplo melhor do que na Rua 10, com o Corredor Universitário, que vai da Praça Cívica ao Terminal Praça da Bíblia. É o que há de mais moderno em mobilidade urbana no mundo, planejado por um escritório altamente especializado e atende a todos os modais. Já temos um trecho praticamente pronto, a partir da Praça Cívica. Para o elo mais fraco, o pedestre, estamos refazendo todas as calçadas, inclusive com piso tátil para deficiente visual e permeabilidade para atender aos critérios ambientais. A parte do meio (ilha) da avenida servirá a uma ciclovia permanente, que já está feita no primeiro trecho, e terá uma área de convivência com quiosques padronizados, em condições sanitárias ideais e também serão áreas de manifestação cultural, com obra artística exposta no fundo deles. A iluminação da avenida será com lâmpadas de LED, que ilumina mais, consome menos e é ambientalmente correta.

Herbert de Moraes Ribeiro — O que vai melhorar para o transporte coletivo nessa avenida?
Haverá três pistas de rolamento, a da direita exclusivamente para o transporte coletivo e as duas outras para transporte individual. Por isso, o estacionamento na avenida está proibido. Podem questionar se isso é modernidade. Eu digo que é, sim, porque a maior parte de todos esses avanços surgiu a partir de nossa escolha, pelo BID [Banco Interamericano de Desen­volvi­mento], para implantação do projeto Cidade Emergente Sustentável, que me permitiu participar de grupos de estudos com cidades europeias e latino-americanas. Vamos fazer um projeto moderno para os pontos de ônibus, inclusive em termos de sinalização. Os semáforos também terão iluminação por LED, sincronizados e com sensores que perceberão a aproximação dos ônibus e lhe darão maior flu­idez, o grande problema do trans­porte coletivo. Para garantir a via exclusiva para os ônibus, haverá fiscalização eletrônica, com multa para quem adentrar no espaço dos coletivos.

Márcia Abreu — Há um projeto para expandir o que está sendo feito na Rua 10 para outras vias da cidade?
Já temos um planejamento viário da cidade, que nos mostra os pontos mais necessários de atendimento em prol do transporte coletivo. Entre eles, estão corredores como as Avenidas T-9, T-63 e T-7. Outras, como a Avenida 136, ainda têm pouco transporte coletivo, mas no futuro deverá ser também um desses pontos. Com esse Corredor Universitário estamos mostrando qual é o modelo que adotaremos em todos os outros, com todos esses equipamentos e tecnologias — iluminação por LED, fiscalização eletrônica, calçadas com acessibilidade etc. Não dá para implantar tudo ao mesmo tempo, mas vamos fazer isso.

Elder Dias — Mas qual será a próxima avenida a ser beneficiada com esse modelo do Corredor U­ni­versitário?
Já escolhemos o próximo local, mas tenho mantido uma conduta de não divulgar ou propagandear o que vai acontecer. Busco só falar do que realmente está completamente fechado. O que posso dizer é que será em uma área de grande estrangulamento e que começará assim que terminar a obra do corredor atual.

Patrícia Moraes Machado — E sobre o projeto do BRT?
O BRT [sigla de “bus rapid traffic”, “tráfego rápido de ônibus” em inglês] está em fase final para licitação, que deve ser levada à praça em março. É uma licitação grandiosa, como foi a do projeto Macambira-Anicuns, de R$ 210 milhões.´O BRT tem 22 quilômetros de extensão, em um trajeto longo, que sai do Terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida, e chega ao Recanto do Bosque, na re­gião Noroeste de Goiânia. A projeção da obra é de 12 meses de execução e devemos começá-la ainda neste semestre.

Márcia Abreu — Um gargalo da Prefeitura, mas não só dela, tem sido a saúde pública. Na semana passada, um médico do Hospital de Urgências (Hugo) registrou ocorrência por conta da falta de profissionais. O mesmo vem ocorrendo no Hospital de Doenças Tropicais e no Hospital Geral de Goiânia. O sr. também é médico. Como o sr. avalia essa integração entre Estado e município? É possível contornar essa crise?
É uma pergunta oportuna. Não que eu seja hipócrita ou queira tapar o sol com a pe­neira e não reconhecer que no Sistema Único de Saúde sob a égide da administração municipal temos de avançar, mas o grande problema é o número incompatível com a nossa situação, do ponto de vista po­pulacional, de pessoas que recebemos de outros municípios. De cada três atendimentos diários em Goiânia, dois são de pessoas de fora. Outra questão é que normalmente quando as pessoas se sentem em uma condição não ideal de atendimento, a grande maioria de unidades citadas não é do município. Tanto é que ne­nhum desses que você citou é da esfera municipal, o que não significa, repito, que não te­nhamos problemas também. Mas o problema que envolve as pessoas que vêm de fora ocorre porque o dinheiro que vem da União é calculado de acordo com o Censo do IB­GE. Então, se temos 1,3 mi­lhão de pessoas e atendemos a 3 milhões isso vai causar problemas, porque os recursos vêm para uma população x e atendem a uma população 3x. É uma sobrecarga estrutural, um número muito avolumado. Aí vêm dizer que isso é disputa partidária e outras coisas do tipo, mas não é nada disso. Isso não depende de quem esteja lá [governo estadual] ou aqui [administração municipal]. Goiânia é cên­­trica e vai continuar sendo, e sempre vai atender ao que é altamente especializado. Mas não posso admitir que municípios de grande e médio porte do Estado não tenham capacidade para fazer um atendimento, por exemplo, de uma fratura. O bom senso indica que esse tipo de socorro teria de ser feito nesses centros, mas, na grande maioria, é feito aqui na capital. É um problema federativo, que os vários municípios envolvidos precisam resolver em conjunto. Para avançar no setor da saúde, vamos inaugurar o hospital da mulher [Dona Iris] e pretendemos adquirir essa grande unidade hospitalar.

Elder Dias — O sr. não quer detalhar, mas esse hospital é para atendimento geral, como o HGG?
É um hospital para atendimento não somente emergencial, embora também deva ter isso, como o Hugo, então pos­so dizer que seja como um hospital geral. Mas estou dentro daquele compromisso meu de não falar do que ainda não fiz. Em pouco tempo teremos mais informações para passar. O que queremos é padronizar e me­lhorar o layout de nossas unidades de saúde, que elas possam dar a sensação de dignidade, de a­colhimento às pessoas que bus­carem atendimento. Locais limpos, com sala de espera de­cente, consultórios aparelhados e arrumados. Descen­tralizando as compras de insumo para a Se­cretaria da Saúde, pa­ra que não se percam seis me­ses para ad­quirir dipirona. Va­mos também inaugurar quatro UPAs [unidades de pronto atendimento] espalhadas estrategicamente pela cidade e já em construção, para estar à disposição de uma população de 300 mil pes­soas, cada uma. Haverá uma no Jardim Itaipu, outra na re­gião Noroeste, outra na região Leste e outra na região Sul e deverão estar prontas até o fim do ano. Va­mos tam­bém entregar 10 uni­dades menores, chamadas UBSs [u­nidades básicas de saúde]. Por fim, precisamos pa­ctuar com o Estado uma relação salutar e transparente, por­que saúde não é política de governo, mas de Estado. Is­so não de­pende do Paulo Gar­cia ser pre­feito, ou o João ou o Jo­sé, nem do governador A, B ou C. Meu sonho é preparar Goi­ânia para um desenvolvimento que está ba­tendo à porta. Para isso, não podemos cometer os mesmos erros que foram cometidos em outras capitais brasileiras. Estamos em um estágio no qual temos como promover nosso desenvolvimento de forma equilibrada, sustentável, ambiental correta e so­cialmente justa. Podemos ser exemplo para o País. É para isso que es­tamos trabalhando.

“A sociedade precisa entender que o crack é um problema de todos nós”

Elder Dias — O que o sr. vê em outras cidades e que Goiânia não pode repetir?
A expansão urbana desordenada, a falta de planos diretores, a degradação ambiental fora de controle, a ênfase demasiada nos veículos individuais em detrimento do coletivo, entre outras.

Patrícia Moraes Machado — Além dos programas estruturais para a saúde, há também no setor um problema que precisa ser encaminhado e que é social também, que é o drama do crack. O que o sr. pensa para isso especificamente?
Primeiramente, a sociedade precisa entender que é um problema de todos. O poder público, por si só, não vai resolver nada. A sociedade civil, organizada ou não, tem de participar ativamente para a questão, que não é mais um “problema do pobre”, como se rotulava antigamente de forma preconceituosa. Hoje, esse drama está na casa de todos nós. Existem regras e programas federais que criam sistemas unificados até mesmo no município em que se vive e que são horizontais, avaliando a questão nos mais variados aspectos, como saúde, educação, habitação, trabalho etc. Tenho visto uma conscientização maior sobre isso nas visitas que eu faço. Nesta semana, por exemplo, recebi uma organização não governamental que trabalha no Setor Pedro Ludovico, com dependentes de crack. Por­tanto, não é algo que se resolverá somente com o sistema oficial e nem só com tratamento. Há aspectos econômicos, sociais e familiares que influenciam no processo.

Patrícia Moraes Machado — A Secretaria de Defesa Social, criada em sua gestão, está ajudando nesse trabalho?
Sim, de modo efetivo. Criamos um programa chamado Goiânia Mais Segura, que atuou em dois bairros vizinhos, o Setor Finsocial e o Morada do Sol. Firmamos uma parceria com as diversas polícias e tivemos uma redução significativa de índices de criminalidade e de delinquência, com repressão à cadeia de distribuição de drogas. A Guarda Municipal está no “guarda-chuva” da Secretaria de Defesa Social. Temos também uma diretoria de prevenção e combate às drogas.

Cezar Santos — Como ex-dirigente da maior cooperativa médica do Brasil, como o sr. vê o desfecho para a Emenda 29? Parece que a maioria dos prefeitos está profundamente decepcionada.
Vi algumas manifestações, por meio da imprensa, de alguns agentes públicos, que se mostraram insatisfeitos com o texto final. O que temos de entender é que esse texto passou pelo Congresso Na­cional e é, portanto, resultado da heterogeneidade que se tem na representação parlamentar, e não é necessariamente a vontade do governo. Não tenho como emitir um juízo de valor definitivo porque confesso que não vi esse texto final, seria precipitação de minha parte qualquer aprofundamento. Vi uma manifestação de meu secretário [Elias Rassi Neto], que disse que para Goiânia não haverá modificações substanciais em relação aos porcentuais a serem aplicados pela União.

Elder Dias — Na entrevista concedida ao Jornal Opção, o governador Marconi Perillo fez um elogio aberto a três prefeitos da oposição, por acaso das três maiores cidades do Estado, em relação à negociação do acordo da Celg. Entre os citados, então, estava obviamente o prefeito de Goiânia. Que papel o sr. efetivamente teve no episódio?
Mínimo. Na verdade, a parte na qual eu acho que possa ter contribuído deve ser no que diz respeito a manifestações públicas sobre o fato de que o equacionamento financeiro da Celg seria fundamental para o desenvolvimento de Goiás e, consequentemente , de Goiânia. Tive notícias de vários investidores que escolheriam nosso Estado, mas que deixaram de fazê-lo por causa da preocupação com a geração e distribuição de energia. Nesse sentido, a Celg era uma questão de política de Estado e não de governo. Se eu colaborei, foi dessa forma. Em relação ao governo estadual, é bom ressaltar que estamos tendo uma parceria salutar, como na resolução do ambiente ao redor do Estádio Serra Dourada.

Patrícia Moraes Machado — Uma de suas metas estabelecidas era zerar a demanda do ensino infantil até 2012. Faltavam então 5 mil crianças para ser assistidas com CMEIs. O sr. vai conseguir?
Se executarmos os 81 novos CMEIs que pretendemos vamos gerar 13,7 mil vagas. Entendemos que isso seja mais do que o necessário para dar resposta à demanda atual da cidade de Goiânia. Aqui não temos demanda no ensino fundamental, mas precisamos de vagas para o ensino infantil, crianças de 6 meses a 5 anos. Consegui, com a presidenta Dilma, recursos para construção de 54 CMEIs. Te­mos 7 em execução e mais 20 que vamos executar, com re­cursos próprios. Não vamos gerar cidadania plena enquanto não tivermos educação de qualidade para todos e os CMEIs representam isso: cin­co refeições diárias, período integral, formação lúdico-pedagógica, tudo isso em um período im­portan­tíssimo do desenvolvimento do ser humano que é a primeira infância. Estamos trabalhando dia e noite para fazer o máximo possível no espaço de tempo mais curto possível.

Patrícia Moraes Machado — O sr. já disse que o desenvolvimento de sua imagem política seria ligado à qualidade de vida. O sr. acha que conseguiu concretizar essa marca como prefeito?
Creio que eu passe a imagem do que eu sou mesmo. Sabe qual é meu sonho? Falo isso e as pessoas dizem que é pi­egas, mas Deus me deu mu­i­to mais do que eu mereço e só há uma forma de retribuir: se eu conseguir distribuir co­letivamente um pouco de tu­do que eu recebi. Tenho uma vida dentro de parâmetros medianos, não sou milionário, mas vivo bem, consegui criar minha família e ter acesso à e­ducação, ter saúde e formação. Uma das formas de retribuição é conseguindo que todos tenham oportunidades iguais, como eu tive. Para isso, preciso dar qualidade de vida às pessoas. É para isso que a gente trabalha, para criar esse am­biente em Goiânia. Não sei o que vou conseguir neste curto espaço de tempo. Quem sabe, se porventura eu tiver um outro tempo, eu possa ter maior chance de fazer tudo o que desejo.

Patrícia Moraes Machado — Na entrevista anterior ao Jornal Opção, o sr. disse que faz o que é necessário, de­pois o que é possível e, quando menos se espera, está fa­zendo o impossível. Em que fa­­­se o sr. está, já está chegando ao impossível?
Não, não. (risos) Esse jeito de falar é meio filosófico, mas é verdade, como eu dis­se lá atrás, dando o exemplo dos recursos da casa da gen­te. Mas sou um sujeito sensato, ainda estou na fase do ne­cessário.

“Tem gente na vida pública apegada demais ao poder”

Herbert de Moraes Ribeiro — O sr. entra agora em um ano eleitoral e passa a ter limitações legais de sua atividade administrativa. Mas acima de tudo, começa a aumentar a tensão com relação a seus opositores. Existe um rumor, no meio político, de que estariam preparando uma série de processos contra o sr., visando torná-lo inelegível. O sr. tem consciência dessa movimentação?
Com todo respeito às fontes de suas informações sobre isso, me nego a acreditar que exista gente que faça política nesse sentido. É esse tipo que precisamos extirpar da vida pública, quem vive de vingança, quem procura difamar, quem mente, quem propagandeia falácias. Enquanto não acabarmos com isso não seremos um País desenvolvido. De qualquer for­ma, minha preocupação com a retidão na administração é tão grande que uma parte significativa da primeira reunião que fizemos este ano com secretários e assessores foi uma palestra do procurador-geral do município [Reinaldo Barreto], que é um advogado militante, que nos falou sobre legislação eleitoral e distribuiu cópias da lei vigente sobre o assunto, da normativa do TSE para esta eleição específica e de um compêndio circunstanciado, resumido, para observação cotidiana do que ele considera importante para evitar qualquer problema. Estamos muito atentos a esta questão. E sobre essa questão de denúncias e ações, vou resumir: estamos preparados para tudo e para todos.

Herbert de Moraes Ribeiro — O sr. está preparado inclusive para enfrentar o governo do Estado, que tem candidato à Prefeitura de Goiânia?
Não tenho abordado o processo eleitoral, até mesmo porque pela legislação não estamos ainda no calendário eleitoral nesse aspecto, embora já estejamos no sentido administrativo, com regras a serem observadas. Não tivemos convenção, portanto não sou oficialmente candidato. O que posso dizer é que adversário a gente não escolhe. Temos de estar preparados para mostrar nosso projeto, as pessoas precisam saber quem nós somos e o que defendemos e acreditamos. Da mesma forma, temos de en­frentar os obstáculos, as intempéries, as maledicências, as disputas salutares, enfim, o debate democrático. Quem não estiver preparado e ciente de que isso vai acontecer não pode estar na vida pública.

Herbert de Moraes Ribeiro — Quantos partidos o sr. tem hoje na base de apoio? E isso representa quanto em tempo eleitoral?
Coincidentemente, são 13. (risos) Sobre o tempo, o que posso afirmar é que será um tempo que vai incomodar muito. (mais risos) Falando de forma séria, será um tempo suficiente para mostrarmos nossos projetos e propostas.

Herbert de Moraes Ribeiro — E ainda há a perspectiva de ampliação dessa coligação?
A gente trabalha sempre para isso, embora, em política, a oposição seja salutar. Como em tudo na vida, a unanimidade é quase burra, mas a gente quer sempre “ciscar para dentro”, quanto mais apoio, mais tranquilidade. Quem tem uma base assim fica mais seguro, tem manifestações de todas as vertentes, uma diversidade interessante de pensamentos. Estamos trabalhando para ampliar o leque de alianças que sustenta a administração. Se isso gerar uma parceria político-eleitoral, melhor ainda.

Patrícia Moraes Machado — Iris Rezende nos revelou que não teria deixado a Prefeitura de Goiânia nas mãos do sr. se não o conhecesse como político e gestor. Disse que nem se candidataria ao governo se não acreditasse em seu vice. Como o sr. absorve essa afirmação do ex-prefeito?
Vocês sabem de minha admiração e fidelidade por Iris. É quase uma devoção. Eu o considero um dos homens públicos de melhor estirpe e melhor qualidade que o Estado já produziu, um administrador inigualável. Receber, então, um elogio de uma pessoa desse porte... eu vou te responder devolvendo a pergunta: o que você sentiria?

Elder Dias — Ele continua sendo seu orientador político, prefeito?
Penso que ele tem capacidade para ser orientador político de qualquer pessoa deste País. Tive uma oportunidade rara e fui um “aluno” comportado: chegava junto com Iris e ia embora com ele. Estava a seu lado o tempo todo. Ele brincou comigo esses dias, dizendo que eu aprendi rápido demais, e eu respondi “mas o que o sr. acha que eu ficava fazendo ao lado do sr. além de observar e aprender?”. Tive uma chance que poucas pessoas tiveram na vida, que foi a de ficar dois anos consecutivos convivendo dia e noite, ouvindo e aprendendo com um ser político como Iris Rezende. Por isso que digo a vocês que Deus me dá muito mais do que eu mereço. Graças a Deus, eu tenho capacidade de assimilar, porque tem gente que vê e não consegue aprender.

Patrícia Moraes Machado — O sr. acha que, a partir da parceria do PT com Iris, a oposição ao governo do Estado finalmente entendeu que precisa caminhar unida?
O exemplo para todos nós da formatação desse tipo de aliança político-partidária entre diferentes começou com Lula. A partir de seu sucesso, todos os agentes políticos perceberam que isso é necessário. De uma forma hu­milde, a gente contribuiu de certo modo para a criação desse ambiente, quando lutamos internamente, no PT, pela aprovação da aliança com o PMDB. Mas é lógico que não fomos os inventores da roda, tinha gente que já havia percebido isso antes, inclusive aqui em Goiás, entre nós, mas só conseguimos concretizar a união em 2008.

Herbert de Moraes Ribeiro — Se for candidato, o sr. acha que terá um concorrente que possa preocupá-lo nas eleições?
Eleição é terrível. Só quem foi candidato sabe o sofrimento que é, quem nunca se candidatou não sabe o que é carregar es­se fardo. Mas, se a pergunta for no ponto de vista da disputa, a resposta é não. Por que não me preocupo? Porque não sou apegado ao poder, não nasci no poder, não faço parte de uma monarquia, não acho que sou um rei absoluto, não sou o único dono da verdade. Portanto, o resultado para mim é o resultado da von­tade da comunidade, do povo, que vai ser atingida de qualquer forma. Tem muita gente na vida pública que é apegada demais ao poder, egocêntrica, detentora da verdade, que acha que ensinou Deus a criar o mundo.

Herbert de Moraes Ribeiro — Dá para colocar a carapuça em alguém, especificamente?
Não, a carapuça sirva para quem achar que ela lhe caiba. Não vim ao mun­do pa­­­­ra corrigir o ser humano, ca­­­­da um tem suas virtudes e seus defeitos.

Fonte: Jornal o Hoje