30 de novembro de 2011

Michael W. Smith em Goiânia 2012




Data: 12/01/2012
Local: Goiânia Arena
Horário: em breve

Show:
- Michael W. Smith

Ingressos:
R$25,00 – Arquibancada
R$30,00 – Cadeiras
R$40,00 – Pista

Mais informações: (62) 3240.4900

Tour Pelo Brasil:

12/01 - Goiânia - GO
13/01 - Recife - PE
14/01 - Vila Velha - ES
18/01 - São Paulo - SP

Breve mais informações!

Encaminhado projeto de crédito para Celg


Venceslau Pimentel

Chegou ontem à Assembleia Legislativa projeto encaminhado pelo governador Marconi Perillo (PSDB), que autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito perante a Caixa Econômica Federal (CEF), no montante de R$ 3,527 bilhões. Os recursos obtidos serão destinados ao aporte de capital e ao pagamento de obrigações junto à Companhia Celg de Participações (Celgpar) e suas subsidiárias integrais, mediante garantia da União. O projeto regulamenta os termos do acordo firmado pelo governo para sanear a Celg.

A soma a ser captada junto à CEF permitirá ao Estado amortizar dívidas históricas do Executivo com a Celg, da ordem de R$ 2,249 bilhões, conforme indica o ofício-mensagem. O resto do montante, R$ 1,371 bilhão, será destinado ao pagamento de dívidas setoriais e bancárias, além de quitar os valores devidos pelo não-recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias de Serviços (ICMS) e sobre prestações de outros serviços. Em relação às importâncias para pagar o ICMS, o projeto de lei prevê o pagamento dos valores devidos cujo fato gerador ou prática de infração tenha ocorrido até 30 de novembro de 2011.

O ofício elaborado pela Sefaz registra que “a operação de crédito está trabalhada no prazo de 268 meses, com 24 meses de carência, encargos na base da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), juros de 0,8% ao ano, sendo a amortização dos juros na forma trimestral durante a carência. Após o prazo da carência, a amortização e juros serão mensais”.

Créditos
A proposta também autoriza a abertura de créditos adicionais, no mesmo valor da contratação de operações de crédito a ser autorizada. Essa previsão vem do fato de os recursos decorrentes da abertura de créditos adicionais serem consignados ao Orçamento Geral do Estado.

O líder do Governo na Assembleia, deputado Helder Valin (PSDB), se reuniu à tarde com deputados de todos os partidos, no gabinete da Presidência, para discussão do cronograma de encerramento dos trabalhos e projetos em tramitação, entre eles a transação que envolve a Celg. Destacou que todos os ritos serão seguidos e que os deputados poderão sanar todas as dúvidas.

Fonte: Jornal o Hoje

29 de novembro de 2011

Diretor quer que autodrómo receba provas importantes em 2012


O presidente do Conselho Técnico Desportivo da Confederação Brasileira de Automobilismo, Nestor Valduga, inspecionou o autódromo internacional de Goiânia, na manhã desta quinta-feira. O objetivo da visita foi avaliar o que será necessário fazer para que a praça esportiva possa receber eventos nacionais no próximo ano.
De acordo com o dirigente, existe a possibilidade de o autódromo receber provas importantes em 2012. Para isto, o governo estadual, proprietário da praça, precisará fazer reformas em um prazo máximo de 120 dias. Um relatório com as exigências da CBA será enviado para a administração da praça nos próximos dias.

O gerente do autódromo internacional de Goiânia, Américo Larousse, afirma que o governo estadual buscará parcerias públicas privadas (PPP) para que as reformas necessárias sejam viabilizadas.

De acordo com Américo é necessário fazer um fresamento em toda a pista. Em alguns pontos mais críticos, como o bico de pato, a entrada do miolo e o ‘s’, precisaram passar por uma reconstrução da base. O dirigente garante que este trabalho é rápido.

Caso a reforma aconteça, Goiânia poderá sediar provas de categorias importantes do automobilismo nacional, como a Stock Car e a Fórmula Truck.

Fonte: Portal 730

Parceria traz crédito rural de R$ 160 mi

Marina Dutra

Em solenidade realizada na manhã de ontem no Palácio das Esmeraldas, o governo estadual firmou mais uma parceria com o governo federal para estimular a agricultura sustentável, abrindo uma linha de crédito, por meio do Banco do Brasil, de até R$ 1 milhão por ano-safra aos produtores rurais de Goiás. Inicialmente serão colocados à disposição do Estado R$ 160 milhões, que fazem parte do Programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), que é uma das principais ações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa.

Os produtores que tiverem interesse na linha de crédito poderão financiar diretamente com o BB, contando com juros efetivos de 5,5% ao ano. Em discurso, o governador Marconi Perillo (PSDB) afirmou que o grande desafio do governo é preparar cada vez mais o setor para produzir alimentos de forma conservadora, sem prejudicar os recursos naturais. “Estamos aqui diante de uma demonstração prática de como é possível fazer isso, com esse programa. O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) elaborou esse programa que conta com maior preservação ambiental, incluindo também a produção de energia limpa”, explicou.

Marconi destacou a participação do Estado na área. “A partir de hoje somos o primeiro Estado a sair a campo, com ações práticas, para cumprir as metas do Programa ABC, através do Programa Estadual da Agricultura de Baixa Emissão de Carbono – ABC/Goiás. Ampliadas para a dimensão estadual, que hoje iniciamos para o Centro-Oeste e Tocantins e chegando à dimensão nacional que o Programa ABC quer alcançar, estas medidas somadas podem redundar na redução da emissão de mais de 140 milhões de toneladas de CO2 equivalentes”, disse o tucano.

De acordo com o secretário da Agricultura, Antônio Flávio Camilo de Lima, o produtor já utiliza parte do programa, como plantio direto na palha, integração da lavoura-pecuária-floresta, fixação de nitrogênio de forma biológica. “A tecnologia advinda do programa já está sendo utilizada. Mas a implantação efetiva do programa parte de um projeto que demonstra o investimento e como os recursos são aplicados”. O secretário também explicou que o programa tem atraído os produtores, já que a taxa de juros oferecida é muito competitiva.

Para Marconi, além de o programa possibilitar um bom retorno econômico ao produtor, ele também proporcionará equilíbrio ecológico e a união dos poderes públicos para firmar parcerias semelhantes nos próximos anos.

O produtor rural Jefferson Cury, que tem propriedades nas regiões de Quirinópolis, Uruaçu e Pires do Rio, foi o primeiro produtor goiano a assinar o contrato com o BB. Presente na solenidade, Jefferson disse que o dinheiro será usado para recuperação de pastagem. “Estou com a terra preparada para utilizar este financiamento e recuperar a pastagem. Fiz o projeto técnico, entreguei a documentação e, em 20 dias, consegui o benefício”, afirmou.

Fonte: Jornal O Hoje

Prefeitura lança Projeto de Arborização do Eixo Universitário


Modelo, que cria nova concepção de arborização em Goiânia, será lançado nesta terça-feira, às 8 horas. Projeto será modelo para realização de plantios ou substituição com interferências mínimas

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), apresenta nesta terça-feira, dia 29, às 8 horas, Projeto de Arborização que será implantado no Corredor Universitário. O modelo cria uma nova concepção de arborização em Goiânia desenvolvida através do Plano Diretor de Arborização Urbana (Pdau) e servirá como modelo para realização de plantios ou substituição, quando necessários, com o mínimo possível de interferências para a população.

Para realizar as indicações como determina o projeto, são realizados diagnósticos das características do local como rede de distribuição de energia elétrica, rede de água e esgoto, largura da calçada e da via pública, entre outros, para uma escolha adequada quanto ao porte e o exemplar arbóreo mais indicado, com preferência para árvores nativas do cerrado.

Para o presidente da Amma, Pedro Henrique Gonçalves Lira, as árvores exercem um papel de vital importância para a qualidade de vida da nossa cidade. “A arborização urbana desempenha várias funções como redução da temperatura, retenção de poluentes, melhora da qualidade do ar, serve de refúgio para animais, além de períodos de floração que promovem um verdadeiro espetáculo para quem observa. Com a arborização planejada desenvolvida para o Eixo Universitário serão plantadas espécies adequadas levando em consideração as particularidades do local”, pontua.

O gerente acrescenta que foram indicadas espécies para serem plantadas em toda extensão do Eixo Universitário e descreve os benefícios das árvores escolhidas. “No Canteiro Central por não haver fiação aérea foram escolhidas árvores de grande porte que vão promover um ganho ambiental para a região e sombreamento”, diz.

Antonio explica que será realizado também um resgate histórico da região com plantio de árvores que foram utilizados nas décadas de 30 e 40 para arborizar a capital após sua construção. “O trecho entre a Praça Cívica e a Marginal Botafogo será contemplado com um resgate de espécies históricas utilizando exemplares que podem ser utilizados na arborização urbana como os alfeneiros”, esclarece.

Conforme o gerente da Gerência de Arborização Urbana da Amma, Antonio Esteves, o Projeto de Arborização das calçadas foi realizado em conjunto com a Secretaria Municipal de Infra-estrutura (Seinfra) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronômia de Goiás (Crea/Go). “A Seinfra e o Crea desenvolvem a Calçada Consciente que será implantada no Eixo Universitário em que são reestruturados os passeios públicos para melhorar a acessibilidade dos portadores de necessidades especiais com colocação de rampas de acesso, inclinação transversal do piso e indicação de exemplares arbóreos adequados para que as pessoas nessas condições consigam trafegar sem risco de queda nas calçadas”, informa.

Dentre as espécies que serão plantadas temos as árvores de grande porte indicadas para locais sem fiação aérea como o pau-ferro, bálsamo, alfeneiro e nativas do cerrado como ipês roxo e amarelo. Já as áreas com fiação aérea serão plantadas mudas de médio e pequeno porte como quaresmeira, murta, escova-de-garrafa, cedrinho e jasmim. “Para a escolha das árvores foram observados o porte, o valor ambiental desempenhado, sombreamento e floração”, afirma.


Saiba Mais:
- Trechos a serem arborizados
- Praça Cívica e Marginal Botafogo
- Trecho 1 - Entre a Praça Cívica e a Rua 20 indicação de exemplares de Alfeneiro (espécie histórica, com grande sombreamento e resistente a locais com grande fluxo de veículos).
- Trecho 2 - Entre a Rua 20 no Centro e Rua Dr. Olinto Manso Pereira no Setor Sul indicação de Ipês Roxos e Amarelos (nativa do cerrado, grande porte e floração exuberante).
- Trecho 3 - Entre Rua Dr. Olinto Manso Pereira no Setor Sul e Rua 91 indicação de espécies de Alfeneiro (espécie histórica, com grande sombreamento e resistente a locais com grande fluxo de veículos).
- Marginal Botafogo e Praça Universitária
- Trecho 4 - indicação de Oiti (grande porte, copa densa e sombreamento).
- Trecho 5 - Entre a Praça Universitária e a Praça Veríssimo S. e Silva indicação de pau-ferro (grande porte e ornamental).
- Trecho 6 - Entre a Praça Veríssimo S. e Silva e a Praça da Bíblia foram indicados bálsamo (grande porte e ornamental).

Autor: Sara Gomes
Prefeitura de Goiânia

Decisão sobre desvio na BR-153 fica para o dia 8



Uma posição definitiva do Ministério dos Transportes para que o desvio de trecho no perímetro urbano da BR-153, em Aparecida de Goiânia, seja incluído nas obras do PAC, ficou de ser anunciada em reunião marcada para 8 de dezembro pelo ministro Paulo Sérgio Passos. O ministro recebeu hoje uma representação de Goiás, encabeçada pelo secretário de Infraestrutura, Wilder Morais, e que teve, também, a participação do prefeito da cidade vizinha, Maguito Vilela. O ministro reconheceu a importância de realização da obra, sobretudo na questão da mobilidade urbana.

Fonte: Goiás Agora

28 de novembro de 2011

O ônibus em primeiro lugar

Pela primeira vez em Goiânia, prioridades no trânsito se invertem e o coletivo se sobrepõe ao individual
Fotos: Domingos Elias
Projeto piloto da ciclovia que vai ligar a Praça Cívica ao Terminal da Praça da Bíblia, cortando o Setor Universitário

Andréia Bahia

Mesmo quando a situação não é satisfatória, as pessoas temem a mudança e, por vezes, tendem a pensar de maneira egoística. Em relação às alterações que o poder público municipal vem fazendo na Rua 10 e Avenida Universitária, do Setor Universitário, um motorista de táxi que circula na região contou que comerciantes, donos de quiosques e taxistas da região são contra. Os comerciantes porque a reformulação extingue o estacionamento ao longo da avenida, os donos de pitdogs porque serão obrigados a remanejar e padronizar os quiosques, sem, no entanto, sair da avenida, e os taxistas reclamam da mudança do ponto para as ruas transversais. Olhando para o próprio umbigo, não conseguem perceber o alcance do esforço que está sendo feito para transformar as duas vias em um corredor preferencial de ônibus, o que trará vantagens não apenas para o usuário do transporte coletivo, mas para ciclistas, pedestres e veículos.

Não se trata apenas de uma mudança física na avenida, mas de um novo modelo de compartilhamento da cidade, no qual o coletivo se sobrepõe ao individual. “É impossível prover espaço infinito para o automóvel e há que se restringir o espaço do carro para priorizar o transporte coletivo”, justifica o presidente da Companhia Municipal de Transporte Coletivo (CMTC), José Carlos Xavier Grafite. Os corredores de transporte coletivo têm sido a solução encontrada para a chamada mobilidade urbana, que entra em decadência no mesmo ritmo em que as cidades crescem. “A mobilidade urbana tem se apresentado como um gargalo para as cidades grandes”, afirma Grafite. A partir de 500 mil habitantes já se faz notar prejuízos à acessibilidade plena dos moradores e, quanto maior a cidade, maiores os problemas, que são piorados em municípios que experimentam uma expansão desordenada, como Goiânia. Essa restrição à mobilidade urbana resulta no aumento de acidentes e na criação de pontos insuportáveis no trânsito, observa Grafite. Situ­ação que em Goiânia é agra­vada pela grande quantidade de carros. Quase um por habitante. “Quanto maior a renda da população, maior o número de carros e menor o espaço para os ônibus”, explica Grafite. O que contradiz o eixo principal da moderna mobilidade urbana em todo mundo, que é o transporte coletivo.

Só a inversão de prioridades no trânsito é capaz de reestruturar o sistema de transporte, uma vez que o ônibus é universal, reduz acidentes e congestionamentos e é mais regular. Um só ônibus retira 70 carros da rua. Além disso, atende uma das principais demandas do mundo contemporâneo, a redução do impacto ambiental. “Mesmo usando óleo diesel (que é mais poluente), o ônibus produz menos poluição atmosférica e sonora”, atesta o presidente da CMTC.

O ônibus é o veículo prioritário no sistema de transporte que está sendo implantado no eixo universitário e para lhe proporcionar mais fluidez era preciso aumentar o espaço de circulação dele na avenida. As margens da avenida são ocupadas, à esquerda, pelo canteiro central, e, à direita, pela calçada e pelo estacionamento. “Po-deria até se pensar em reduzir a ilha central, mas o ônus ambiental dessa escolha seria muito grande”, explica Gra-fite. O resultado dessa opção já é visto em Goiânia na Avenida Anhanguera, onde se sacrificou o verde para construir as plataformas do transporte coletivo. “Não se deseja isso para a cidade”, argumenta Grafite.

A segunda alternativa era justamente a proibição de estacionamentos ao longo da avenida. Os comerciantes reclamaram da medida porque vai impedir que o cliente pare na porta da loja. “Mas esse privilégio de sair de casa e estacionar na porta do escritório se esgotou na década de 70”, afirma o presidente da CMTC. Os tempos modernos exigem que, aqueles que andam e carro, estacionem distante do local desejado ou pague estacionamento privado. Essa é outra tendência mundial das grandes cidades. “É o ônus do crescimento que todos têm que pagar.”

A instalação de corredores preferenciais para o transporte coletivo não é uma aventura, apesar de o eixo universitário ser o piloto da experiência em Goiânia. Isso porque a Avenida 10, que liga o Centro da cidade ao Terminal da Bíblia, passando por um centro universitário e dois hospitais que são referências na cidade, o das Clínicas e o Araújo Jorge, apresenta sinais evidentes de deteriorização decorrente dessa desorganização provocada pelo crescimento desordenado da cidade.

No Brasil, o modelo foi implantado com sucesso na cidade do Rio de Janeiro e em Londrina e, no exterior, a referência é o Transantiago, no Chile, que cobre centenas de quilômetros.

O modelo preferencial a ser adotado é diferente do sistema da Avenida Anha­nguera, que é exclusivo. Na Rua 10 e Avenida Uni­versitária, em certos trechos, a pista da direita será compartilhada com carros – quando o veículo for fazer uma conversão à direita ou entrar na garagem. Serão instaladas câmeras fotográficas em pontos estratégicos com objetivo de inibir os motoristas a invadirem a faixa destinada exclusivamente aos ônibus. A pista será monitorada 24 horas. O que vai representar essa mudança? A redução em 40% na média de velocidade que hoje os ônibus atingem naquela avenida. Eles andam em média a 10 km por hora e deve passar a desenvolver a velocidade de 18 km por hora. Se hoje, gastam de 18 a 20 minutos, vão transcorrer o trecho em no máximo 10 minutos.

O eixo universitário será o primeiro a ser adaptado a esse novo modelo de mobilidade urbana e, depois dele, outros 14 corredores vão passar pela mesma reformulação. Cada um atendendo a sua própria característica. “O modelo a ser implantado na Avenida 24 de Outubro não será o mesmo dos demais, mas a diretriz é a mesma”, antecipa Grafite. Ou seja, faixa preferencial e fim do estacionamento. A prefeitura pretende transformar 102 quilômetros da cidade em corredores preferenciais. “Estamos inaugurando uma nova era, na qual não se depende da construção de um metrô para resolver os problemas, diz”. Segundo ele, a rede de transporte coletiva a ser construída em Goiânia vai contar com BRT (bus rapid transit), um sistema de ônibus de alta capacidade que prevê um serviço rápido, ligando o Recanto dos Bosques, ao norte da capital, ao Terminal Cruzeiro, ao sul, em uma extensão de 22 km e com capacidade para cerca de 100 mil passageiros por dia, e os 15 corredores preferenciais. O governo do Estado deve implantar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), uma espécie de metrô, no Eixo Anhanguera. Soluções diferentes para problemas diferentes.

A outra novidade a ser experimentada no eixo universitário é a construção de uma ciclovia ao longo de toda avenida. Diferente da ciclofaixa, na qual o ciclista compartilha o trânsito com os veículos, a ciclovia é uma faixa exclusiva para ciclistas. A ideia é oferecer ao público universitário, mais propenso à novidades, um espaço seguro para que ele possa ir de bicicleta para a faculdade. “Inicialmente, a bicicleta tem um caráter lúdico, mas aos poucos vai agregar novos públicos”, aposta Grafite. Onde for possível, vão ser construídas outros espaços que favorecem o ciclismo na cidade.

O arquiteto e urbanista, Fernando Camargo Chapadeiro, que é mestre em Transporte pela UnB, diz que o favorecimento ao uso da bicicleta envolve mais coisas que a construção de uma ciclovia. “A construção de um trecho não vai promover o uso de bicicleta. É preciso que essa iniciativa seja articulada dentro de um projeto de construção de uma rede que favoreça o uso da bicicleta.” Como projeto piloto, afirma Fernando Chapadeiro, que é professor de Arquitetura e Urbanismo da UEG e PUC, a iniciativa merece elogios. Como ação isolada, causa preocupação. Afinal, como as pessoas vão chegar à Avenida 10 para usar a ciclovia? “Não se pode dizer, a partir dessa única iniciativa, que Goiânia tem ciclovia.”

O planejamento de ciclovias requer planejamento cicloviário e definição de etapas de implantação da rede, explica Chapadeiro. Rede composta por ciclovias, ciclofaixas e estacionamentos, além de campanhas para incentivar o uso da bicicleta. “A Praça Universitária é o que chamamos de polo gerador de viagem e o ciclista precisa de estacionamento para deixar a bicicleta e ir para faculdade ou a algum barzinho da avenida.”

Segundo o professor, há cinco requisitos que favorecem o uso da bicicleta: atratividade, a pista deve ser iluminada e sombreada por vegetação; linearidade, não pode ser muito sinuosa; coerência com a unidade visual, ser bem identificada; segurança, bem sinalizada e, nas interseções, oferecer visibilidade e previsibilidade, ou seja, o ciclista tem de ver e ser visto e poder prever a ação do veículo na interseção, e, por fim, conforto, ter uma superfície regular e antiderrapante. “As calçadas da avenida também merecem a mesma atenção em relação ao conforto, senão corre-se o risco de o pedestre invadir a ciclovia”, observa Chapadeiro.

Uma preocupação que coincide com a do prefeito Paulo Garcia, para quem o projeto precisa beneficiar o elo mais fraco da locomoção urbana, que é o pedestre. Segundo ele, o projeto prevê a padronização do calçamento dentro de critérios técnicos que ofereça segurança para a locomoção do pedestre e impermeabilidade do solo. O prefeito lembra que nos 2,5 km de extensão do corredor universitário as pessoas terão a disposição a internet sem fio. “Esse projeto foi executado por um dos escritórios de maior qualificação no País sobre mobilidade urbana, foi pensado exaustivamente nos últimos meses e feito dentro dos mais rígidos padrões técnicos da atualidade”, garante Paulo Garcia.

Em relação ao projeto no todo, o arquiteto Fernando Chapadeiro, que mora na Avenida 10, é plenamente favorável, inclusive à remoção do estacionamento e o fechamento dos retornos. “Quem está de carro tem que dar a volta.” Ele lembra que há décadas o privilegiado no trânsito foi o veículo em detrimento dos outros meio de transporte. “O carro sempre drenou recurso em infraestrutura desproporcional a retorno que oferecia em termo de número de beneficiados.”
É hora daqueles que sempre foram beneficiados com estacionamento na porta e liberdade para usar a via pública como se fosse particular abrir mão do conforto em prol do interesse coletivo. Assim caminham a cidades modernas.

Fonte: Jornal Opção

Capa asfáltica de Goiânia será refeita com método norte-americano

Prefeito lançou nesta sexta-feira o Programa Pavimentação Sustentável que visa economia de tempo e de recursos
Fotos: Humberto Silva

Ketllyn Fernandes

O prefeito Paulo Garcia e o presidente da Amob (Agência Municipal de Obras), Iram Saraiva Júnior, lançaram durante a manhã desta sexta-feira, 25, o Programa Pavimentação Sustentável, cujo objetivo é refazer a capa asfáltica de vias comprometidas de Goiânia. Para isso, será usada uma tecnologia norte-americana de sistema de injeção de spray. No Brasil, apenas a empresa Ecotech é habilitada para executar o serviço, já realizado em Recife (PE) e São Bernardo do Campo (SP). Não foi divulgado quando os serviços serão iniciados, pois a data ainda depende da última licitação.

Paulo Garcia definiu o projeto como inovador e sustentável, já que serão revitalizados mais de 200 km de vias importantes do município, que estão degradas. “Nós estamos apresentando à sociedade uma nova metodologia, que são os caminhões usina, dentro dos padrões técnicos internacionais mais avançados que temos hoje”. Esses caminhões, conforme explicou, produzem os materiais que serão posteriormente utilizados, no caso, uma emulsão catiônica (usada em época de chuva), que serve para firmar o agregado de brita e pequenos pedaços de borracha oriundos de pneus recicláveis.

A grande vantagem neste método é a agilidade na execução dos serviços, que variam de 1 a 4 minutos, dependendo do que será feito, como por exemplo, tapar buracos, que leva mais tempo que fechar fissuras no asfalto. Outro aspecto relevante corresponde à economia do processo, que prevê uma redução de custos em torno de 20%. Iram Saraiva Júnior informou que, atualmente, se gasta, por mês, cerca de R$ 4 milhões para manutenção das ruas e avenidas de Goiânia.

O grande objetivo do Programa, como destacou o presidente da Amob, é ampliar a vida útil da malha viária das grandes cidades para um período de três a cinco anos. Segundo ele, o processo se dará em três frentes: a primeira, será a de recapeamento de 40 vias que já estão muito deterioradas, que correspondem a 1 milhão de m²; a segunda, é o micro revestimento, em 200 km, em vias menos comprometidas, mas que correm o risco de, em pouco tempo, precisar de recapeamento; e a terceira, que são os caminhões, que substituirão o método tradicional de simplesmente tapar os buracos, por meio do novo mecanismo. A empresa contratada deve dar garantia de três anos pelos serviços executados, sendo que, como frisou Saraiva, caso seja necessário, o trabalho poderá ser refeito sem custos adicionais.

Sustentabilidade

O presidente da Ecotech, João Coragem, destacou que a grande vantagem no processo é a utilização do granulado de borracha. Cada caminhão retira da natureza 21 mil pneus para produção deste material, auxiliando desta maneira, que os mesmos não sejam focos de mosquitos da dengue. Já a emulsão usada para firmar esse granulado é feita à base de água, sem a necessidade do uso de produtos químicos. Na ocasião, foi realizada uma demonstração de como se dá o processo (foto), em buracos localizados na confluência entre a Avenida Eugênio Jardim e a Alameda Ricardo Paranhos, no Setor Marista. Um caminhão tapou um buraco e depois preencheu uma fissura. A execução se dá na seguinte ordem: primeiro, o caminhão limpa a região com um jato de ar para depois jogar a emulsão; em seguida, é lançado o agregado, composto de brita e granulados de borracha. Por último, é realizada a compactação do local, com uma máquina manual. Feito isso, a via é liberada.

Fonte: Jornal Opção

26 de novembro de 2011

Marconi: PIB goiano vai superar projeção


Mirelle Irene

Animado com os últimos números divulgados da economia goiana, o governador Marconi Perillo (PSDB) acredita que a meta do Produto Interno Bruto (PIB) para o final de 2012 pode ultrapassar a própria projeção do governo de chegar a R$ 100 bilhões. O objetivo foi anunciado em junho e foi encarado como “uma marca histórica” a ser alcançada. Na época, o governador assinalou que, alcançado o “desafio”, a soma de toda a riqueza produzida em Goiás teria crescido quase seis vezes em 14 anos.

Os dados do PIB 2009 de Goiás foram divulgados na quarta-feira pela Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), em estudo feito com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e indicaram um volume de pouco mais de R$ 85 bilhões. O valor aponta crescimento de 0,9%, acima da média brasileira, que registrou taxa negativa de 0,3% em um ano marcado por crises econômicas.

Para o governador, a economia goiana vai continuar surpreendendo. “Ainda vou analisar, mas acho que vamos ter que aumentar a meta. Acho que, com este PIB de R$ 85 bilhões em 2009, é possível que o PIB de 2010 tenha ficado por volta de R$ 95 bilhões. E aí, com certeza, nós vamos chegar em 2011 com R$ 105 ou R$ 110 bilhões”, disse Marconi, ressaltando que ainda é preciso, porém, fazer uma melhor avaliação para se chegar aos números exatos.

Segundo o governador, Goiás e o Centro-Oeste vivem excelente momento. Ele defende a manutenção do ritmo de investimentos para manter o Estado como 9ª economia do País. “Para não perdermos essa posição, precisamos continuar crescendo acima da média nacional. Os Estados que se aproximam de Goiás no crescimento do PIB nos forçam a ser ainda mais agressivos na busca de novos investimentos”, disse.

Afirmou ainda que os resultados da economia goiana são também um reflexo da política adotada pelo governo. “Temos nos esforçado para buscar investimentos fora e dentro do Brasil. Mostramos nossas potencialidades, nossas riquezas e nossos diferenciais em competitividade.”

Rodovias
Em busca por investimentos para novas rodovias em Goiás, o governador deve ir ao Rio de Janeiro, no dia 5, para apresentação de projetos elaborados pela Agetop a organismos financiadores. O anúncio foi feito ontem, durante inspeção das obras da GO-080, no trecho que liga Goianésia a Jaraguá.

Estão sendo recuperados 53 quilômetros, com a colocação de um novo material betuminoso. A troca da cobertura asfáltica custará aos cofres do Estado R$ 11, 7 milhões, com recursos do Fundo de Transportes. Ao discursar, Marconi disse estar empenhado em fiscalizar a qualidade do asfalto, e a ordem dada à Agetop é de rejeitar qualquer obra que não passe no teste de qualidade.


Fonte: Jornal o Hoje

25 de novembro de 2011

Prefeito assina convênio para obras no Córrego Cascavel


O Prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, assinou, com a Caixa Econômica Federal, contrato para liberação de recursos na ordem de R$ 59 milhões para canalização e saneamento do Córrego Cascavel. Os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) também serão investidos no prolongamento da marginal Cascavel no trecho entre as avenidas Castelo Branco e a Marginal Leste-Oeste.

As obras serão conduzidas pela Agência Municipal de Obras (AMOB) e, segundo o presidente do órgão, Iram Saraiva Júnior, os editais de licitação devem ser lançados no final deste ano e início do próximo.

“Na próxima semana, a Secretaria de Compras recebe o processo para a licitação. Esperamos que em dezembro possa ser publicada essa concorrência e em abril ou maio a gente inicie as obras de canalização. As vias vão ser licitadas em janeiro”, informou.

O presidente da Amob explica que a obra no Córrego Cascavel se divide em quatro trechos, sendo que no momento, o foco está no segundo. O convênio contempla 2.300 metros de canalização, 4.600 metros de via e três bueiros. Além da infraestrutura na região, o prefeito Paulo Garcia avalia que a obra será importante para a preservação do Córrego Cascavel.

Em entrevista coletiva, o petista explicou porque, no momento, não é possível prever o prazo de duração da obra. “A previsão definitiva sobre a execução nós só vamos ter após a licitação”.

Dinheiro em caixa

A superintendente regional da Caixa, Marise Fernandes de Araújo, afirmou que os recursos já estão disponíveis à espera do início das obras no segundo trecho do córrego Cascavel e que a prefeitura não vai precisar entrar com uma contrapartida.

Fonte: Portal 730

Trecho urbano da 153 terá só um acesso e um retorno

Vandré Abreu

Omotorista que trafegar no trecho urbano da rodovia BR-153, entre Goiânia e Aparecida de Goiânia, conta, desde a tarde de ontem, com apenas um retorno e um acesso às vias paralelas – que levam aos bairros. A decisão foi divulgada ontem pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e é resposta aos protestos de comerciantes e moradores do local. Os cidadãos reclamavam do fechamento do acesso à Rua Pernambuco, do bairro Nossa Senhora de Lourdes, em Aparecida.

Os dois retornos e dois acessos às vias que existem nos quilômetros 504 e 505 no trecho deixarão de funcionar. Agora, há apenas um retorno aos motoristas, que será no km 506, próximo à indústria de cosméticos Abelha Rainha, no sentido Goiânia-Aparecida. A obra foi realizada e liberada ontem. Em relação aos acessos, também haverá apenas um, entre os quilômetros 504 e 505. O acesso que havia no km 505 é justamente o que foi fechado no final de semana.

O bloqueio, com blocos de concreto, tem o objetivo de reduzir o número de acidentes no local. Segundo o Dnit, no trecho ocorrem 67% dos acidentes no perímetro urbano da rodovia – de 2008 a outubro deste ano já foram 324 acidentes, com 185 feridos e 9 mortes. Um dos que morreu no exato local do bloqueio foi o motorista Raimundo Nonato Bezerra, 55, na madrugada do dia 25 de outubro.

Na manhã de ontem, cerca de 150 pessoas realizaram protesto no local e pediam a construção de passarelas e viadutos na região, com apoio de entidades classistas e políticos de Aparecida. No entanto, o Dnit afirmou, em nota, que “serão instaladas 13 passarelas neste trecho, que somadas às já existentes, contarão 20 passarelas em toda a extensão”.

Também ficou definido que a Prefeitura de Aparecida se compromete a cuidar da iluminação na via. No entanto, o Poder Público exige que o DNIT assuma todos os riscos legais e faça as obras necessárias para que se coloque a iluminação na via. O DNIT alega que a iluminação só pode ser garantida pelas Prefeituras, ou de Goiânia ou de Aparecida, mas que toda a via é bem sinalizada.

Fonte: Jornal o Hoje

Goiás obtém parecer para perdão fiscal

Charles Daniel

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, emitiu parecer favorável à remissão (perdão) das multas que o Estado teria de pagar em virtude do não cumprimento do Ajuste Fiscal do ano passado, conforme despacho publicado ontem no Diário Oficial da União. A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) manifestou-se favorável à concessão do perdão, solicitado pelo governador Marconi Perillo (PSDB) em setembro. Com isso, o Estado volta à adimplência.

O ministro disse no despacho que considera o Estado de Goiás adimplente relativamente ao cumprimento das metas e compromissos do programa e concedeu remissão de penalidade por meta não cumprida.

O secretário da Fazenda, Simão Cirineu, explicou ontem durante a solenidade de lançamento do Sistema Goiano de Inovação (Siga), no Palácio das Esmeraldas, que isso permite ao Estado deixar de pagar amortizações extraordinárias que somariam cerca de R$ 42 milhões.

Ele informou ainda que abre a possibilidade de se contratar operações de créditos que estavam no programa anterior, como com instituições nacionais e internacionais. Com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, o Estado pleiteia R$ 12 milhões para o Programa de Modernização da Administração das Receitas e da Gestão Fiscal, Financeira e Patrimonial das Administrações Estaduais (PMAE). Já com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o governo tenta obter R$ 20,9 milhões para o Profisco, que visa modernizar a máquina fazendária.

Já a regularização de outras metas fiscais, Simão disse que vai depender do Estado concluir o programa de ajuste fiscal deste ano, prestes a ser atingido, o que será determinante para ter acesso a outras linhas de crédito e a outras contratações de operações.

Segundo o titular da Sefaz, o efeito da medida sobre o caixa do Estado é a economia de R$ 42 milhões que deixarão de ser pagos ao Tesouro Nacional. “É benéfica principalmente porque podemos começar a contratar nossas operações de crédito dentro do que o ministério permitir”.
Simão disse que ainda há dificuldades financeiras nas contas do Estado e que está no meio do caminho para zerar o déficit do orçamento deste ano, meta do governador. O secretário informou que as ações como a venda da folha de pagamento ajudarão a chegar perto do alcance da meta.
A Celg tem um peso relativo nas finanças do Estado, conforme explicou Simão, porque, devido à crise financeira da estatal, ela tem pago apenas 65% do que deveria pagar de ICMS ao Estado.

A negociação continua em Brasília e o secretário diz que, dependendo do cumprimento das metas do programa de 2011, Goiás poderá retomar os contratos negociados no valor de R$ 280 milhões. Um deles, de R$ 112 milhões, vai permitir a segunda etapa do programa de recuperação e ampliação da malha rodoviária estadual.

Fonte: Jornal o Hoje

24 de novembro de 2011

Obras do aeroporto recomeçam em abril


Mirelle Irene, de Brasília

A Infraero anunciou ontem, em Brasília, a retomada das obras físicas de construção do novo aeroporto de Goiânia, em abril de 2012. A previsão é que a primeira fase seja concluída em dois anos, em abril de 2014. Uma segunda fase deve ter início em 2020, quando devem ser feitas as adaptações para corrigir a defasagem em termos da logística aeroportuária, com possibilidade do aumento do número de esteiras de desembarque e a ampliação da pista, que poderá até mesmo transpor a BR-153.

Em reunião na sede do Tribunal de Contas da União, o governador Marconi Perillo (PSDB) recebeu do ministro Raimundo Carreiro a confirmação de que representantes da Infraero e do Consórcio Odebrecht/Via Engenharia assinarão, no dia 20 de dezembro, acordo que colocará fim nas pendências jurídicas que há quase seis anos travavam a continuidade da obra, embargada por suspeitas de irregularidades desde 2007. Serão ajustados os últimos detalhes, as metas, cronogramas, prazos e documentos que precisam ser encaminhados para que as obras se reiniciem.

Segundo o diretor de Engenharia da Infraero, Jaime Parreira, dentro do cronograma previsto e apostando na assinatura do acordo, serão feitos os projetos executivos, que são, na verdade, uma atualização técnica do contrato original. “Alguns ajustes têm de ser feitos no projeto em função de que o tempo nos obri­gou”, esclareceu, informando que há previsão de renegociação de preços e de condições de execução.

Já para João Pacífico, diretor superintendente da Odebrecht, o projeto prevê um aeroporto moderno que vai atender plenamente as necessidades e a modernização que hoje são exigidas e aumentará a atual capacidade de atendimento de 2,5 milhões passageiros por ano. Sobre o montante que vai ser gasto na obra, Pacífico disse que ainda não há confirmação exata, já que depende das variáveis que devem ser acordadas na reunião de dezembro. Até agora, foram gastos R$ 100 milhões do contrato anterior, que era de R$ 287,7 milhões.

Marconi comemorou o anúncio da retomada das obras, que segundo ele, foi um avanço importante. Ele destacou que o acordo entre as partes já envolvidas foi o melhor caminho para dar celeridade às obras. “O acordo será o balizador da retomada das obras. É melhor um bom acordo que uma longa demanda. Se fôssemos licitar de novo essa obra, sem que houvesse bom senso e boa vontade de todas as partes, inclusive do TCU, aí não teríamos nunca esse aeroporto concluído nesse espaço até 2014”, disse. Ressaltou ainda que os dois lados terão de desistir das ações entre si, em reconvenção.

Marconi ressaltou também que os maiores beneficiários da retomada das obras serão os usuários do terminal. “Com a conclusão da primeira etapa, com certeza, teremos um bom aeroporto, à altura de receber os visitantes, as pessoas que vão a Goiás por negócios e outras razões. Com isso, vamos ter realmente um aeroporto digno”, disse. O tucano disse também que, no novo acordo, será estabelecido um preço global fechado e com o projeto executivo definido.

O governador também esteve com o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, para pedir apoio para melhoria dos aeroportos regionais e, principalmente, para o acordo do Aeroporto Santa Genoveva, a ser celebrado em dezembro. “Recebi da parte dele total interesse em colaborar para que esse acordo seja finalizado”, disse.

Banco do Brasil
O governador também anunciou que Goiás é a primeira unidade da Federação a assinar convênio como Banco do Brasil para construção de moradias populares. Pelo acordo assinado entre o governo de Goiás e o Banco do Brasil, a instituição vai operar uma carteira habitacional para a construção de unidades habitacionais destinadas a famílias com renda de até três salários mínimos. “A previsão é que, com esse convênio, possamos entregar 10 mil unidades no ano que vem”, disse.

Celg
Marconi ainda falou sobre a Celg e informou que estão sendo concluídos os ajustes financeiros da negociação com a Eletrobrás. O controle acionário da companhia ainda não estaria decidido. Segundo ele, a presidente Dilma deseja o controle de todas as estatais que necessitarem de ajustes com a União. “Nós desejamos que o controle permaneça conosco”, disse o governador.

Fonte: Jornal o Hoje

RESUMINDO: Em 2014 vamos ter uma aeroporto ultrapassado, com capacidade de 2.100.000 passageiros por ano, que em 2011 a capacidade prevista é de 2,844,000 passageiros. E quem sabe em 2020 teremos um projeto melhor. Sem contar que o projeto arquitetonico é do século 20! Aff!

Mesmo com crise, PIB de Goiás subiu 0,9% em 2009


Mariza Santana

O ano de 2009 foi marcado pelos efeitos na economia da crise financeira mundial que eclodiu no fim de 2008. Naquele período, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encolheu 0,3% por causa da perda do dinamismo industrial e da redução dos fluxos do comércio interno. Mas em Goiás, a despeito das turbulências econômicas, o PIB registrou em 2009 taxa positiva de 0,9%. A riqueza produzida no Estado naquele ano atingiu R$ 85,615 bilhões, mantendo Goiás na posição de nona economia do País.

Os dados do PIB 2009 de Goiás foram divulgados ontem pela Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), responsável pelo estudo no Estado em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Apesar de estarmos falando de números de um ano de crise, em que o País registrou a única taxa negativa do PIB desde 1995, nós podemos comemorar, pois Goiás teve índice de 0,9%, bem acima da taxa brasileira”, afirmou a superintendente de Estatística, Pesquisa e Informações Socioeconômicas (Sepin) da Segplan, Lillian Prado.

Segundo a superintendente, a despeito da crise houve um bom desempenho da agropecuária goiana, que cresceu 6,9%, principalmente por causa da agricultura, cuja expansão foi de 11,7%. Os preços agrícolas aumentaram no mercado internacional, por se tratar de alimentos. Ela destacou ainda o fato de o cultivo da cana de açúcar ter crescido 34,4% em 2009. Lillian disse que a produção da indústria de transformação goiana é muito voltada para o mercado interno e por isso foi menos afetada pela crise, que prejudicou bastante o desem­- pe­nho das exportações.

Indústria
Conforme a Segplan, a indústria registrou queda de 2,7% em 2009, sendo que a retração mais acentuada foi verificada no segmento de eletricidade e água (-15%), por causa da queda na geração de energia. A indústria extrativa mineral teve expansão de 7,8%, puxada pelo aumento da produção principalmente de cobre, níquel e fosfato. Já a indústria de transformação apresentou queda de 0,6%, enquanto a construção civil teve acréscimo de 1,1%.
O setor de serviços registrou crescimento de 1,3%, influenciado pela expansão do segmento de intermediação financeira, seguros e previdência (9,9%), que foi estimulado pelo aumento da oferta de crédito. Serviços domésticos tiveram alta de 8,4%, devido à formalização da atividade. Mas o segmento do comércio e serviços de manutenção e reparação, que tem peso na economia goiana, sentiu os efeitos da crise e recuou 2%.

Lillian Prado lembrou que Goiás conquistou a nona posição entre as principais economias do País e tão importante como conquistar esse ponto é mantê-lo. Ela informou que em 2009 o Estado conseguiu subir uma posição no PIB per capita, que é a divisão do PIB pela população residente. Naquele ano o PIB per capita goiano atingiu o valor de R$ 14.447, colocando o Estado na 11ª posição no ranking nacional, contra o 12º lugar em 2008. “Essa é uma conquista interessante, pois o PIB per capita é usado mundialmente e reflete a qualidade de vida da população. A melhoria desse indicador é sempre positiva”, ressaltou. Mas o PIB per capita goiano ainda é inferior à média nacional, que ficou em R$ 16.918.

A superintendente da Segplan explicou que a defasagem de tempo na divulgação do PIB de Goiás se deve ao fato de ser um estudo laborioso, que depende do fechamento de diversas pesquisas do IBGE sobre a indústria, comércio e agropecuária. Além disso, é preciso que o PIB nacional seja consolidado antes de dividi-lo entre as Unidades da Federação. Ela acrescentou que o Estado tem dois recordes para comemorar. O primeiro é que nunca se agregou tanto valor à economia goiana como em 2009, que foi de R$ 10,344 bilhões. O outro é a participação do PIB goiano no PIB nacional, que passou de 2,48% em 2008 para 2,64% no ano seguinte.

Sobre as perspectivas para 2010, Lillian ponderou que se sabe de antemão que foi um ano positivo, por isso a estimativa é que o Produto Interno Bruto de Goiás para o próximo ano deve apresentar bons resultados. Ela confirmou ser possível Goiás atingir a meta de R$ 100 bilhões em valor do PIB em 2012, desafio lançado pelo governador Marconi Perillo. “Nossas previsões para 2009 consideravam um PIB de R$ 77 bilhões, porque sabíamos desse ano de crise, e chegamos a quase R$ 86 bilhões. Para chegar aos R$ 100 bilhões em 2012, acho que é uma meta facilmente de ser alcançada”, afirmou.

Fonte: Jornal o Hoje

23 de novembro de 2011

Italianos podem fechar negócios com goianos

Mariza Santana

Com a Europa passando por uma crise financeira, os europeus estão em busca de oportunidades de negócios nos países emergentes, principalmente os chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). Desde o último dia 17, uma delegação de empresários italianos visita Goiás, visando firmar parcerias e fechar negócios. O grupo é formado por representantes de empresas das áreas de informática, móveis, alimentação, bebidas, energia, reciclagem, metalmecânica e construção.

Ontem, o grupo italiano participou de uma reunião de trabalho na sede da Federação das Indústrias (Fieg), onde conheceram em detalhes dados econômicos de Goiás e suas potencialidades. O gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg, Plínio Viana, apresentou-lhes as áreas mais promissoras do Estado: transporte, energia elétrica e de biomassa, mineração, agroindústria, exploração de lagos para criação de peixes, indústria química e farmacêutica, indústria de plástico e embalagem, indústria automotiva e software.

Segundo o trader de comércio exterior que lidera a delegação italiana, Rossano Bonanno, não é novidade que a Europa passa por uma crise financeira e por isso os empresários europeus buscam o Brasil, pelos seus atrativos econô­- mmicos. Mas também contribuem os laços culturais que unem os dois países. No Brasil, eles procuram as regiões que apresentam mai­or potencial de crescimento e por isso a opção pelo Centro-Oeste.

Construção
“Desta vez, estamos interessados nas áreas de alimentação, informática, produção de móveis de qualidade e construção civil”, afirmou Bonanno. Segundo ele, no setor da construção civil as empresas italianas detêm um know how específico, capaz de erguer casas em tempo recorde, o que pode ser útil para o programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal. Ele ressaltou que, na Itália, há grande predominância das pequenas e médias empresas e são esses empresários que pretendem fazer parcerias com os goianos. A delegação italiana permanece em Goiás até próximo dia 29. Hoje eles se reúnem com representantes de sindicatos industriais e entidades do setor produtivo goiano, além de empresários locais, também na sede da Fieg.

O gerente do CIN da Fieg, Plínio Viana, lembra que o comércio exterior é um trabalho de longo prazo. Os empresários italianos de­­­mons­traram interesse em fechar negócios na distribuição de alimentos (embutidos) e de vinhos. Empresas da construção civil querem transferir tecnologia capaz de levantar casas no prazo de duas a três semanas, além da área da produção de móveis. Ele citou que uma empresa goiana, a Paulete Armários, já está produzindo móveis com design italiano, fruto de uma joint venture com uma empresa da Itália.

Este ano, a Fieg já recebeu uma delegação chinesa da província de Hebei e, mais recentemente, um grupo de empresários sul-coreanos. “Hoje isso (receber delegações estrangeiras) está se tornando uma constante na Federação. Amanhã deveremos receber um grupo de empresários de Cingapura”, afirmou Plínio.

Proibir estacionar tem prós e contras


Galtiery Rodrigues

Só este ano, a Agência Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (AMT) proibiu estacionar em trechos de sete ruas e avenidas de Goiânia com o objetivo de facilitar a fluidez do trânsito. Ao todo, conforme levantamento feito pelo O HOJE, as mudanças envolvem cerca de 70 quadras da cidade. Levando em consideração a metragem média da quadra (150 m), as regras de trânsito e o tamanho de uma vaga (5 m), significa menos 1.960 possibilidades de se estacionar. Em contrapartida, no período, o trânsito ganhou mais 13.329 carros. A pergunta que fica é: proibir estacionar é suficiente para a tranquilidade no tráfego?

O aumento na quantidade dos veículos significa agravante para a já acirrada briga por espaço no trânsito. Além disso, a proibição de estacionar ao longo das vias implica em superlotação de carros e transtornos nas ruas próximas. No fim das contas, pode ficar “elas por elas”. A AMT vai realizar novas intervenções em outros pontos da cidade nos próximos meses. Não divulga data, nem local, mas, no geral, o presidente da agência, Miguel Tiago, diz que as mudanças têm tido efeito desejado.

Os técnicos da AMT produzem relatórios sobre a situação nos locais das intervenções. Miguel afirma que os documentos atestam a melhora e ele não dispensa o parecer da reportagem, que visitou os sete pontos que mudaram. À primeira vista, o tempo gasto para trafegar nos locais parece ter diminuído, pois houve aumento do espaço e maior distribuição de veículos ao longo da via. Comerciantes e moradores concordam. No entanto, não é preciso andar muito para notar que as consequências precisam ser levadas em conta, pois sinalizam novos problemas.

Os carros se distribuem em filas duplas e encontrar vaga em locais próximos à Rua 10, por exemplo, é questão de sorte. Jorge Dias da Silva, 65, mantém uma banca de frutas há 27 anos na Rua 10. Além de lidar com a diminuição significativa do faturamento diário, após a proibição, ele sofre com o aumento do movimento de carros na porta de casa.

Fonte: Jornal o Hoje

Marconi leva propostas a ministra


O governador Marconi Perillo, a presidente da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Valéria Perillo, e o coordenador-geral da OVG, Afrêni Peixoto, acompanhados do presidente da Companhia Nacional de Abas­tecimento, o goiano Evangevaldo Moreira, foram recebidos para uma audiência de uma hora, na tarde desta terça-feira, pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Miséria, Tereza Campelo, em Brasília.

O governador discutiu com a ministra a unificação, em Goiás, dos programas sociais Bolsa Família e Renda Cidadã. Valéria Perillo pediu a colaboração do governo federal para equipar cem creches que a OVG planeja construir a partir de janeiro de 2012. A ministra Tereza Campelo disse que as propostas “vão ao encontro das metas do governo federal” e que “os programas sociais implantados pelo governo de Goiás são referência para o Brasil”. Marconi lembrou que desde que esteve com a ministra Campello, há 6 meses, verificou que “ela é uma mulher antenada, capacitada e verdadeiramente empenhada em ajudar a resolver os problemas sociais brasileiros”.

A OVG tem hoje 101 unidades do Criança Cidadã em funcionamento e pleiteia junto ao MDS R$1 milhão para equipar novas creches. A presidente da OVG detalhou o projeto goiano à ministra, explicando que cada creche atende entre 80 e 120 crianças de 0 a 6 anos e são erguidas com a colaboração das prefeituras, que doam o terreno e a mão-de-obra, enquanto o Estado desenvolve o projeto, providencia os materiais de construção e administra a obra.

Marconi conversou com a ministra sobre o cadastro único dos programas sociais, que vai ampliar as famílias atendidas em Goiás – hoje o Renda Cidadã beneficia 64 mil lares e o Bolsa Família, federal, 328 mil. Ao lembrar a experiência de unificação bem-sucedida de outro tucano, o paulista Geraldo Alckmin, que usou o mesmo nome Renda Cidadã – lançado pioneiramente em Goiás por Marconi em sua primeira administração –, o governador disse à ministra que o cadastro único vai corrigir eventual duplicidade na concessão do benefício e permitir a ampliação e articulação de medidas paralelas de atendimento e promoção da autonomia dos beneficiários.

Fonte: Jornal o Hoje

22 de novembro de 2011

Prefeitura assina edital de licitação para a construção do Parque Macambira-Anicuns




O valor inicial das obras está estimado em R$ 210 milhões.

Depois de quase uma década em fase de elaboração, o Programa Macambira Anicuns deu o primeiro passo para sair do papel. Em evento no Paço Municipal, o prefeito Paulo Garcia assinou o edital de licitação para a contratação das empresas que serão responsáveis pela construção do parque.
O valor inicial está estimado em R$ 210 milhões. Segundo o Coordenador do Projeto, Valdi Camárcio, o início das obras deve ocorrer em março. Ele explica que assim como a elaboração do projeto, um consórcio de empresas podem concorrer para a execução da obra.

“É possível se fazerem consórcios para entrar no processo licitatório. As empresas que ganharam para a elaboração deste projeto que termina hoje foi um consórcio de cinco empresas”, explica.

Infraestrutura

O Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama) contará com 46 espaços comunitários, entre quadras poliesportivas, praças, orquidário, aquário, lagos, auditório e centros culturais.

Além do Parque Linear, o Puama ainda prevê a criação de outra unidade de conservação ambiental – o Parque Macambira, no Setor Faiçalville. O programa visa preservar a bacia hidrográfica do Ribeirão Anicuns que drena aproximadamente 70% do município.

A prefeitura estima que cerca de 350 mil pessoas sejam beneficiadas diretamente com o Programa por meio de obras de infraestrutura urbana e social nos 131 bairros localizados nas proximidades do Córrego Macambira e do Ribeirão Anicuns.

Realocação

O programa também prevê a retirada de famílias que residem em áreas de risco. De acordo com o prefeito Paulo Garcia, a retirada das famílias será feita de forma consensual.

“Normalmente quando fazemos a realocação de famílias, nós o fazemos da maneira mais amigável possível. Não vamos provocar nenhum dessabor a ninguém que esteja alocado em local indevido”, argumenta.

Paulo Garcia diz que a execução da obra deve durar cinco anos, mas que algumas partes do projeto serão entregues antes.

“É um projeto extenso. Vamos trabalhar pra que fases sejam executadas o mais rápido possível, são 11 frações. Na medida que formos executando, vamos entregando os estágios do projeto”.

Com informações do repórter Frederico Jotabê (Portal 730)

Paulo nega acerto Celg-Mutirama


Venceslau Pimentel

O prefeito Paulo Garcia (PT) negou ontem que haja qualquer tipo de acordo estabelecido com o governo do Estado que relacione a aprovação do contrato de compra de brinquedos para o Parque Mutirama – junto ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) – a um eventual empenho do Paço para a formalização do empréstimo de socorro à Celg com o governo da presidente Dilma Rousseff.

“Não (existe acordo)”, respondeu o prefeito em entrevista à imprensa, no lançamento do edital do projeto Macambira-Anicuns, no Paço. “Não tem nada a ver. São questões totalmente distintas”, disse. Ele ressaltou que se trata, de um lado, de um projeto local, que é o Mutirama, e de outro, a Celg, que negocia com o governo federal.

Para o prefeito, se faz necessária uma solução para a companhia energética, pela importância que ela tem como propulsora do desenvolvimento do Estado. “Todos nós torcemos para que se encontre uma solução definitiva. Já disse à sua excelência, o governador (Marconi Perillo, do PSDB), que pode contar conosco no auxílio e na busca de um resultado que seja produtivo para Goiás.”

O processo de licitação para aquisição de brinquedos para o Mutirama vive momento de insegurança jurídica desde agosto, quando os vereadores Elias Vaz (PSol), Pedro Azulão Júnior (PSB) e os tucanos Maurício Beraldo e Geovani Antônio pediram ao Ministério Público Estadual que abrisse inquérito para apurar denúncia de suposta compra de brinquedos velhos a preços de novos, no valor de cerca de R$ 29 milhões.

O acórdão do relator do processo que tramita no TCM, emitido pelo conselheiro Sebastião Caroço, em outubro, recomendava inicialmente a anulação da licitação e dos contratos com a Astri Decorações Temáticas Ltda, “por absoluta ilegalidade”. No relatório final – que está sob pedido de vista do conselheiro Honor Cruvinel, e que pode ser votada ainda nesta semana –, Caroço continua apontado irregularidades no processo e imputou multa ao prefeito e ao secretário municipal de Esporte e Lazer, Luiz Carlos Orro, em R$ 20 mil e R$ 30 mil, respectivamente. A suspensão ou não da licitação caberá à Câmara de Vereadores, segundo o conselheiro.

A Celg tem uma dívida com o setor elétrico estimada em R$ 6 bilhões, e, por causa da inadimplência, não reajusta a tarifa de energia elétrica desde 2006. O Estado busca captar, por meio de empréstimo na Caixa Econômica Federal, R$ 2,7 bilhões, para pôr fim a uma crise que se arrasta há mais de dez anos.

Fonte: Jornal o Hoje

Presidente da CMTC defende políticas públicas para melhoria do trânsito


Carros, motos, ônibus, caminhões, e um problema: a mobilidade. Goiânia é uma das capitais brasileiras que tem sofrido com a falta de espaço para comportar uma frota totalmente desproporcional ao tamanho da cidade. No entanto, o Presidente da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos, José Carlos Xavier, afirma que tem como objetivo solucionar este problema.

Um dos principais motivos que leva ao congestionamento de veículos e a falta de espaço para locomoção é a decadência do transporte público, que para muitos cidadãos goianienses, está aquém do necessário para uma capital com 1,3 milhão de habitantes. Devido a este problema, a maioria das pessoas encontra solução na compra de carros ou motos.

O Presidente José Carlos Xavier aponta exemplos como Curitiba e Bogotá (Colômbia), que tiveram os problemas de estrangulamentos no trânsito resolvidos. Até o ano 2000, a estrutura urbana da capital colombiana, não suportava mais carros e pequenos ônibus. Para mudar o quadro foi implantado o chamado “Transmilênio”, que são corredores de transporte por vários pontos da cidade, semelhante ao Eixo Anhanguera em Goiânia, porém em maiores proporções.

“Bogotá, até o final do século passado, era uma cidade totalmente caótica, com micro-ônibus, carro, 30 mil táxis e um trânsito totalmente desordenado, e uma cidade urbanisticamente deteriorada. Com a implantação do Transmilênio, Bogotá mudou, e hoje a distribuição das viagens o transporte coletivo tem a maioria dos deslocamentos”, revela.

Atualmente 69% da população de Bogotá utiliza o transporte coletivo. Em Goiânia, ele analisa que a intenção é de se construírem corredores preferenciais de transporte nos mais de 100 km em vias importantes da cidade, utilizadas por ônibus na capital.

José Carlos Xavier avalia que o modelo de corredores precisa o quanto antes ser aplicado em Goiânia. Ele relata que a partir do preferencial da Avenida Universitária, será possível melhorar a qualidade do transporte coletivo na capital.

“É impossível uma cidade prover espaço para todos os automóveis, tanto para estacionarem quanto para deslocarem ao longo das vias. Um automóvel gasta 15 m² para estacionar em média, e 40 m² para se deslocar. A preferência para o transporte coletivo tem todas estas vieses”, declara.

Fonte: Portal 730

20 de novembro de 2011

O Blog Goiâniabr está no 2° Turno no TOP BLOG!


ÚLTIMOS DIAS GALERA! DIA 22 ENCERRAM AS VOTAÇÕES!

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Projeto de corredor no Universitário servirá de modelo para Av. 24 de Outubro


Obras facilitarão acesso dos ônibus e diminuirá estacionamentos ao longo da via.

A Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) pretende utilizar o preferencial Universitário para implantar outros corredores para ônibus em Goiânia.

De acordo com o Presidente da CMTC, José Carlos Xavier, destaca que em Goiânia, além de 14 corredores existem 102 vias de transporte utilizadas na capital. Segundo ele, o corredor universitário será piloto para os demais.

“Nesta configuração de corredor preferencial, nós temos 102 km de vias e 14 corredores. A ideia é que este processo não pare mais”, declara.

O Presidente da CMTC aponta que uma prioridade que será dada pela prefeitura de Goiânia, será no corredor da Avenida 24 de outubro.

Ele considera o trecho como algo urgente, sendo uma via de três km, no entanto, não possui canteiro central, nem possibilidade de haver ciclo faixa, pelo fato de não ter as mesmas caraterísticas da Avenida Universitária, mas garante que vai eliminar os estacionamentos ao longo da via, tendo assim a faixa preferencial dos ônibus.

Reportagem de Samuel Straioto (Portal 730)

População de Aparecida reivindica mais segurança no município


Atualmente, apenas 4º Distrito Policial funciona 24 horas por dia.

A população de Aparecida de Goiânia reivindica por mais segurança na cidade. Atualmente, apenas o 4º Distrito Policial da cidade, localizado no Setor Garavelo, que funciona 24 horas por dia. Os demais Distritos funcionam somente em horário comercial. Vereadores e representantes de associações de moradores de Aparecida de Goiânia realizaram um protesto durante toda a semana, solicitando a instalação de mais centrais de flagrante.

O Vereador Ezízio Filho (PMDB) argumenta que esta concentração no 4º DP tem gerado problemas para a população. Segundo ele, toda a cidade se desloca para o Distrito Policial, e as viaturas da Polícia ficam paradas aguardando atendimento em outros setores.

Ezízio Filho aponta a dificuldade de mobilidade do cidadão durante a madrugada para chegar até o 4º Distrito Policial no Setor Garavelo.

“A maior parte da população de Aparecida é composta de pessoas carentes. Tem gente que sai de bicicleta do seu setor até o Garavelo para conseguir apoio da autoridade policial. Com a instalação das centrais de flagrante, vai melhorar muito no que diz respeito à segurança em Aparecida de Goiânia”, relata.

O Superintendente da Polícia Judiciária de Goiás, Álvaro Cássio dos Santos, descreve que neste momento a Polícia Civil não tem condições de atender as recomendações dos moradores de Aparecida de Goiânia.

“A Polícia Civil tem conhecimento do problema, já fizemos o estudo para criação de mais uma central de flagrantes em Aparecida, mas somente para o ano que vem, com a vinda de novos policiais. Hoje é impossível a Polícia Civil atender esta reivindicação, pelo grande déficit de policial civil existente no Estado de Goiás”, declara.

Na cidade de Aparecida o déficit é de 120 policiais aproximadamente. O Delegado Álvaro Cássio argumenta que assim que houver condições, a intenção é que se implante uma nova Central de Flagrantes em Aparecida de Goiânia.

Com informações do repórter Samuel Straioto (Portal 730)

Presidente do TSE avalia recadastramento biométrico em Goiânia


Prazo para recadastramento vai até março de 2012.

Goiânia está entre as cidades do país em que os eleitores deverão realizar o recadastramento biométrico. Até então, 40% do eleitorado já fizeram o recadastramento. Segundo o Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Ministro Ricardo Lewandowski, os números na capital goiana são positivos. Vale lembrar que o prazo final se encerra em março de 2012.

“Eu acredito que vamos chegar à meta de recadastrar todos os eleitores de Goiânia antes das eleições de 2012”, garante.

A Justiça Eleitoral irá coletar os dados dos eleitores brasileiros para diminuir os prejuízos com prováveis fraudes. Neste caso, instituições federais, como a Previdência, farão uso dos dados atualizados.

O Ministro Lewandowski afirma que quem fizer o recadastramento, receberá futuramente a nova identidade oficial sem necessidade de outro cadastro.

“O objetivo primordial é imprimir a racionalização ao processo eleitoral. Vamos impedir equívocos, mas temos num segundo momento o objetivo de fazer com que os nossos eleitores recebam a carteira nacional de identidade que está sendo feito pelo Ministério da Justiça”, explica.

Ainda de acordo com Lewandowski, a meta do Tribunal Superior Eleitoral, é realizar o recadastramento biométrico de todos os eleitores brasileiros até 2018.

Com informações da repórter Nathália Lima (Portal 730)

Marconi dá posse a novos secretários

Marina Dutra

Após acumular seis desfalques do primeiro escalão em menos de quatro meses, o governador Marconi Perillo (PSDB) deu posse aos novos auxiliares do governo, na manhã de ontem, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira. Apesar de não ter se reunido ainda com os novos titulares para reforçar as funções de cada pasta, o tucano fez questão de mencionar, em discurso, os desafios e prioridades que cada secretário terá pela frente.
Dos seis secretários empossados, três são do PSDB: o suplente de deputado Nédio Leite (Assuntos Estratégicos); a vereadora de Luziânia Edna Aparecida Alves dos Santos (Entorno do Distrito Federal) e o também vereador de Luziânia Gastão Leite (Agência Goiana de Desenvolvimento Regional). A Secretaria Extraordinária ficou sob o comando do PRB, com o pastor Jefferson Rodrigues; a de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia, com Sílvio Silva Souza, do PSD; e a de Cidades, com Igor Montenegro, do PP.

Marconi avaliou que a cerimônia de posse tinha um significado político “muito forte”, já que cada órgão possui características estratégicas na área técnica e também política. A avaliação do governador também foi de encontro ao resgate da parceria política entre o governo e o PP. A Secretaria de Cidades, que estava sem um titular definitivo desde a saída do deputado federal Armando Vergílio (PSD), em julho, foi ocupada pelo empresário Igor Montenegro, que se desfiliou há pouco tempo do PSDB, para embarcar no PP.

A solenidade de posse foi prestigiada por muitos prefeitos. Para o presidente regional do PP, deputado federal Roberto Balestra, 28 prefeitos prestigiaram a cerimônia de posse de Montenegro. “Não há mais motivos para o partido reclamar por que não está no primeiro escalão. A posse na Secretaria de Cidades representa o espaço que sempre foi do PP”, disse Balestra.

Montenegro, por sua vez, afirmou que o evento marcava o reencontro de antigos parceiros de primeira hora. “Hoje Marconi resgata essa parceria histórica. Enquanto eu, Sandes e Balestra estivermos no partido, você (Marconi) terá nossa lealdade”, declarou o novo secretário.

Recomendações
Durante discurso, Marconi fez recomendações a cada um dos novatos. A Nédio Leite, o governador lembrou que ele terá a difícil missão de substituir o antigo titular da pasta, Fernando Cunha. “Nédio é um homem experiente, tanto na função Legislativa como na Executiva”. O novo secretário disse que possui contato com a base estadual e que seu maior desafio será manter o elo entre prefeitos e governo.

A Jefferson, o governador afirmou que ele fará a interlocução entre o Estado e os movimentos sociais e religiosos. “Ele possui muita influência nos segmentos que representa e será um termômetro para nós”. Dirigindo-se a Edna, Marconi avisou que a vereadora enfrentará grandes desafios no comando da pasta. “A prioridade será buscar soluções junto aos ministérios para a viabilização de recursos para a região, para o PAC do Entorno. Essa atenção terá de ser permanente”.

Fonte: Jornal o Hoje

Goiânia é destaque no setor aeronáutico

Mariza Santana

Goiânia registra a terceira maior concentração de aeronaves privadas do País, logo atrás de São Paulo e Rio de Janeiro. E ainda sedia grande número de empresas do setor que operam com táxi aéreo, manutenção de aeronaves e outros serviços que lhe garantem a posição de segundo maior polo aeronáutico do Brasil.

Agora, com a instalação de duas indústrias do setor em Anápolis – a holandesa Rekkof e a norte-americana Trush Goiás –, passará a reunir todas as condições para desenvolver um cluster (arranjo produtivo) do setor. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (A­bag), Eduardo Marson Fer­- reira, que está em Goiânia. A entidade promove desde on­-tem na cidade o 1º Fórum Regional de Aviação Geral. O evento termina hoje no Hangar José Ludovico de Almeida, no Aeroporto Santa Genove­va, e reúne empresas de aviação goianas e nacionais. Na chamada área estática estão expostas dez aeronaves.

Um dos destaques da exposição é o jato executivo Phenom 300 fabricado pela Embraer. A aeronave foi a mais entregue em sua categoria (light) no ano passado e tem clientes em todo o mundo, principalmente Estados Unidos e países da Europa e Ásia. O jato transporta até 11 pessoas e tem autonomia de 3.650 quilômetros, podendo voar sem escala de Goiânia a Buenos Aires, na Argentina. Seu preço; US$ 9 milhões. Essa é a primeira vez que uma aeronave modelo Phenom 300 é exposta na capital goiana e chamou a atenção dos participantes do Fórum.

O empresário Cláudio Oha­- ra aproveitou o evento para conhecer mais detalhes de outra aeronave, o SR22 da Cirrus, que também está em exposição no local. Dono de uma construtora em Londrina (PR), ele já tem um bimotor, mas pretende trocá-lo por um modelo mais moderno. “Tenho avião há oito anos e para mim é uma ferramenta de trabalho”, afirma. Ohara está se mudando para Goiânia, onde vai construir apartamentos, e é proprietário ainda de uma fazenda em Niquelândia, no Norte Goiano. O modelo da Cirrus que ele conheceu custa em torno de US$ 800 mil.

Serviços
Goiânia se destaca como polo de serviços de manutenção aeronáutica. As empresas goianas Diamond Aviação e Aliança Aviação estão no mercado há 35 anos. A Diamond é especializada em manutenção e venda de hélices de aeronaves. A Aliança atua nos serviços de manutenção de turbohélices. As empresas têm clientes em todo o Brasil e na América do Sul, além de prestarem serviços eventuais até para países africanos, informa o funcionário do Departamento Comercial, Luciano Ribeiro.

O mercado aeronáutico do Centro-Oeste, principalmen­te de Goiás, está bastante a­quecido, na opinião do gerente comercial da Voar Aviação e Globo Aviação, Márcio Couto. Na área de táxi aéreo, a maior procura é por voos para quatro a seis passageiros.

O presidente da Abag, Eduardo Marson Ferreira, estima que devem ser gerados negócios da ordem de R$ 20 milhões, em vendas de aeronaves e outros produtos, durante e após o fórum. Este é o primeiro evento realizado em Goiânia, devido ao potencial do mercado do Centro-Oeste. Ele adianta que já está confirmada a segunda edição do Fórum Regional de Aviação Geral para 2012.

Fonte: Jornal o Hoje