Projeto arquitetônico do Credeq é apresentado a Marconi Perillo

14:34 2 Comments A+ a-


Governador afirmou que serão construídas em Goiás cinco unidades, das quais três devem ser entregues até o final de 2012

O secretário de Estado da Saúde, Antônio Faleiros, apresentou na manhã desta terça-feira, 18, ao governador do Estado, Marconi Perillo, o projeto arquitetônico do Credeq (Centro de Referência e Excelência em Dependência Química), idealizado pelo arquiteto Roberto Botosso Júnior. A maquete digital foi apresentada pelo médico psiquiatra Airton Ferreira Filho, que compõe a equipe técnica do Credeq. Na ocasião, ele afirmou se tratar de “um projeto inovador e fascinante”, além de ressaltar a extrema utilidade pública do Centro.

Segundo Marconi Perillo, este projeto pertence não só ao governo, como ao Estado. Ele afirmou que serão construídas em todo o Estado cinco unidades, sendo que as três primeiras devem ser entregues à população até o final de 2012; para isso, serão investidos cerca de R$ 45 milhões no próximo ano, já que a estimativa é que cada Centro custe aproximadamente R$ 15 milhões. Os recursos utilizados para construção das obras fazem parte do valor destinado à Saúde, já que o “governo tem uma obrigação constitucional de investir na área”, pontuou Perillo.

Para o governador, a etapa mais difícil já foi feita, “a partir de agora entramos na fase mais fácil, que é a construção, para depois retornarmos para uma nova fase difícil, que é testar tudo que foi apresentado aqui”, destacou. Ele informou também que o primeiro Credeq estará apto a receber pacientes no máximo em um ano e meio, pois o entregará completo, tanto em estrutura física como no que tange equipamento e pessoal treinado. A primeira unidade deverá ficar localizada entre Goiânia e Aparecida de Goiânia, sendo que a preferência é que todas sejam implantadas em áreas pertencentes ao governo do Estado.

Credeq

De acordo com Ferreira, o projeto teve como base determinados princípios observados em outros centros de tratamento de dependência química do Brasil, visitados pela equipe no decorrer da elaboração do mesmo. Será considerada a demanda individual do paciente, conciliação de tratamento químico com terapias, atendimento rápido e eficiente. O credeq terá como foco de seu atendimento, como frisou Ferreira e Antônio Faleiros, a família do dependente, visando após a conclusão do tratamento sua reinserção social, já que muitos sofrem de depressão.

Serão levadas em conta pela equipe médica do Credeq as individualidades de cada paciente, que permanecerão em tratamento de um a três meses, sendo que poderá durar mais tempo, dependendo da complexidade apresentada pelo dependente químico. “Trata-se de um processo longo, que pode durar entre meses e anos. O tratamento é a longo prazo”, destacou o psiquiatra. O Centro também contará com atendimento ambulatorial.

A estrutura física será dividida em três núcleos de atendimento, separados por faixa etária (infantil, adolescente e adulto). O Credeq contará com áreas esportivas, uma casa de desintoxicação e três casas de acolhimento transitório, que segundo Airton Ferreira, serão “acolhedoras como um lar”, além de contar, cada uma, com hortas, que irão compor a grade de atividades ocupacionais dos pacientes. A casa de desintoxicação contará também com uma sala de reanimação. Tanto as casas de acolhimento, como a de desintoxicação contarão com 12 leitos. “A arquitetura é simples para não encarecer o projeto e podermos replicá-lo”, concluiu Ferreira.

Fonte: Jornal Opção

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Anônimo
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18 de outubro de 2011 15:39 delete

Em menos de um mês Marconi Perillo já foi cotado pelo menos cinco vezes, para ser o próximo presidente da republica. Vale lembrar que foi citado por pessoas do alto conhecimento em politica no Brasil. Isso que é disseminar uma geração de igualdade, geração de industrias e justiça social.

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edilson
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11 de novembro de 2011 09:55 delete

Ao meu ver esse modelo, que agrada a ala clássica da psiquiatria, é uma volta modernizada ao antigo modelo hospitalocentrico (longas internações), com enfoque na medicalização, segregação, e exclusão social. Vai na contramão da política nacional de saúde mental, que prevê serviços e dispositivos territorializados, abertos, inclusivos, orientados por uma filosofia de redução de danos. É lamentável que em Goiás tenhamos uma proposta com roupagem "moderna" mas com conteúdo arcaico. É um "lindo" mostro que, provavelmente, terá a missão de recolher os "drogados" sociais, e devolvê-los normatizados para uma sociedade contraditória.

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