Goiânia precisa ser reprojetada

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Angélica Queiroz

Resolver os problemas de alagamento em Goiânia em virtude de chuvas fortes é complexo. Segundo a Agência Municipal de Obras (Amob), seria preciso reprojetar as galerias pluviais e bocas-de-lobo da cidade. A tarefa exige tempo e dinheiro – estimam-se gastos de pelo menos R$ 10 milhões.
Goiânia – projetada para 50 mil pessoas na década de 30 – tem hoje R$ 1,3 milhão de habitantes e não para de crescer. Segundo Paulo Kruk, diretor de operações da Amob, é necessária uma boca-de-lobo para cada 60 ou 80 metros, dependendo da declividade do local. Além disso, a cada 100 metros tem de haver os chamados postos de visitas – aquelas tampas redondas que vemos no meio das avenidas destinados a receber a água das chuvas e visitas dos técnicos em manutenção.

O problema é que em muitos bairros isso não acontece. Parte deles por ter pavimentação antiga e ainda não possuir galerias pluviais. É o caso de setores nobres como Bueno, Sul e Jardim América. Kruk esclarece que esses bairros sofrem menos porque não ficam em áreas baixas e nem em beiras de córregos.

Mesmo onde existem as galerias pluviais, muitas são estreitas e de diâmetro incapaz de corresponder à vazão necessária, sendo mais fácil de entupir. É o caso do Centro, Campinas, Setor dos Funcionários, Coimbra e Bela Vista, locais com intenso movimento de veículos, circulação de pessoas e grande produção de lixo.

No entanto, Kruk explica que sair pela cidade fazendo novos buracos e redimensionando as galerias não é a solução. Isso é feito apenas nos casos mais críticos e com solução a curto prazo. A solução em longo prazo é refazer tudo, trabalho que demanda projeto detalhado do local. A Amob já discute o assunto, mas ainda não tem previsão para entregar o projeto das galerias.

Gentil Meireles, Itamaracá, Vila Fernandes, Vila São José, Campinas, Novo Mundo, Jardim Atlântico e Santa Helena são os bairros mais problemáticos e campeões nas mais de 100 reclamações que a Amob recebe por dia. Isso porque os setores têm partes baixas e/ou são localizados próximos a córregos.

Nesses locais, além de adaptações de emergências, já estão sendo construídas novas galerias. “O trabalho na cidade terá de ser executado em partes até porque é muito caro. Vamos começar pelas áreas mais críticas”, afirma Kruk. No entanto, ele lembra que em algumas regiões, nem o reprojetamento resolverá. “Em alguns locais a única solução é retirar as famílias de lá mesmo”, diz o diretor.

Kruk ressalta que, desde 2005, nenhuma pavimentação pode ser feita na capital sem galerias – tubos ligados às bocas-de-lobo que levam a água até ela ser lançada em seu destino final. Esse é o investimento mais caro da obra, comprometendo até 60% da verba. Segundo ele, hoje, grande parte da população já tem consciência de que esse é um investimento necessário, mesmo que leve mais tempo. “Antes o pessoal só queria asfalto o mais rápido possível. Não se preocupavam com um projeto completo”, lembra.

Fonte: Jornal o Hoje

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Anônimo
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17 de outubro de 2011 09:24 delete

Atenção à gramática pessoal!
Pega mal ler artigos com erros...

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