30 de setembro de 2011

Saneamento - Aparecida entre as piores do País


Cidade é a quarta pior no abastecimento de água. Coleta de esgoto também fica em situação ruim.

Com cerca de 55% da população atendida, Aparecida de Goiânia está entre as quatro piores cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes no índice de abastecimento de água. Figura ainda, num ranking de 81 municípios, como entre as 15 piores no atendimento de esgoto (17% da população é atendida) e entre as 20 piores no índice geral de saneamento.

Os dados fazem parte do Ranking Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) organizado pelo Instituto Trata Brasil com base em levantamento do Ministério das Cidades, baseado em 2009. Além de Aparecida, também fazem parte do ranking Goiânia (16ª posição geral) e Anápolis (43º) ( ver detalhes no quadro ).

O presidente executivo do instituto, Édison Carlos, explica que a situação do País como um todo é ruim. "Foi uma tremenda falta de visão do governo federal e dos gestores municipais ter deixado o saneamento chegar a esta situação calamitosa, com mais da metade da população sem acesso a coleta de esgotos e só 38% do esgoto coletado ser tratado. Os impactos desta falta de prioridade são as doenças que assolam a população. São números constrangedores para um país que está entre as dez maiores potencias econômicas do mundo".

A situação de Aparecida de Goiânia chama a atenção porque ao longo dos últimos anos ela não apresentou uma evolução significativa nem no abastecimento de água nem no atendimento de esgoto. Nos rankings anteriores, desde 2005 ela sempre oscila entre 16% e 17% da população atendida por esgoto e com um pouco acima da metade da população abastecida por água tratada. "A situação é preocupante e é uma questão histórica", argumenta o prefeito da cidade, Maguito Vilela (PMDB), também ex-governador.

O presidente da companhia de Saneamento de Goiás (Saneago), Nilson Freire, admite que a situação da segunda maior cidade do Estado (mais de 450 mil habitantes) é ruim. Ele volta no tempo e lembra que a cidade cresceu sem planejamento e, portanto, acumulou um déficit histórico.

Moradores sofrem com má-qualidade da água
O problema de Aparecida de Goiânia não é nem o fato de que metade da população não é atendida por água tratada. Tem ainda o fato de que a água que chega aos moradores não ser de boa qualidade. E, nesta época do ano, fica pior ainda.

"Aqui falta água demais. E quando chega vem suja e com o gosto ruim. A gente tem de pedir no vizinho que ainda não fechou a cisterna", reclama o aposentado Joaquim Belo de Souza, de 68 anos, morador do Jardim Tiradentes.

A cidade tem pouca produção própria (apenas 300 litros por segundo dos 1,2 mil necessários saem de fontes próprias) e depende da água de Goiânia. A Saneago estima que a situação vai melhorar com o início das atividades do sistema João Leite, no ano que vem.

No País todo, seriam necessários investimentos na ordem de R$ 270 bilhões até 2030 para levar água e esgotos a todos os brasileiros, segundo cálculos do próprio Ministério das Cidades.

Fonte: Almiro Marcos, O Popular

Novos helicópteros reforçam segurança

Cejane Pupulin

Os três helicópteros adquiridos em dezembro do ano passado tiveram vôo inaugural apenas na manhã de ontem. As três aeronaves modelo Koala têm capacidade para sete tripulantes e um piloto e foram direcionadas para as polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros.

O secretário de Segurança Pública, João Furtado, afirmou que os helicópteros serão utilizados de formas integradas para favorecer a segurança no Estado. “Os equipamentos serão utilizados no combate à criminalidade e em defesa da cidadania, com o combate a incêndios florestais e salvamento de vítimas”.
Furtado explicou que a demora para iniciar o trabalho operacional dos helicópteros se deve a regularização e treinamento dos oficiais. Foram feitas a revisão, seguro e a regularização da documentação. Além do treinamento de pilotos e tripulação, que foi oferecido pelo fabricante.

Antes apenas a PM tinha helicóptero. Para o comandante da PM, coronel Raimundo Nonato, a nova aeronave irá reforçar o policiamento ostensivo, a mobilidade e capacidade de resposta da polícia. Para o delegado-geral da PC, Edemundo Dias, o equipamento facilitará e reforçará trabalho – como a perseguição de foragidos e ve­rificação de crimes ambientais.
Já o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Carlos Helbingen Júnior, explica que o equipamento será utilizado para busca e salvamento de vítimas a um raio de 150 quilômetros no entorno da capital. “Facilitará o transporte de vítimas graves, em que o rápido atendimento possibilita a sobrevivência”.

Os helicópteros foram fabricados pela empresa norte-americana Agusta Westland. As três unidades foram adquiridas principalmente com recurso do governo federal, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e têm autonomia de vôo de 3h20. As aeronaves também podem transportar o bambi bucket – equipamento que permite o transporte de mil litros de água usado no combate de incêndio florestal. A capacidade do bagageiro é para 150 quilos.

Segurança
Furtado destacou que des­de ontem foi reforçado as operações de repressão ao crime em Goiânia, especialmente quadrilhas. O helicóptero da PM, inclusive, foi utilizado na Operação Saturação.

Fonte: Jornal O Hoje

Aeroporto Santa Genoveva - Acordo perto de ser concluído


Infraero e consórcio de empresas elaboram texto para garantir continuidade da obra.

O ponto final na disputa judicial entre a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e o consórcio formado pelas empreiteiras Via Engenharia e Odebrecht, que tocavam a obra do novo terminal de passageiros do aeroporto de Goiânia, está próximo de ser registrado. As duas partes entraram em acordo na semana passada a respeito do valor que as empresas devem receber pelo serviço que prestaram até a construção ser paralisada. A proposta ainda precisa do aval do Tribunal de Contas da União (TCU).

De acordo a assessoria de comunicação da Infraero, o documento está em fase de redação. Não foi dado prazo para finalizar o texto, mas a expectativa é que os termos do acordo sejam redigidos ainda nesta semana. Em seguida, o documento será submetido ao TCU. Assim que o tribunal chancelar o acordo, a Infraero vai tornar público os valores que serão pagos.

A pendência judicial começou depois que as obras foram paradas definitivamente, em 2007, devido a problemas judiciais e administrativos. O TCU detectou superfaturamento, o que provocou o cancelamento do contrato com o consórcio. Desde então a Infraero e as empresas Via Engenharia e Odebrecht brigam na Justiça para definir o pagamento do que foi feito.

Duas perícias chegaram a ser feitas para verificar os avanços quantitativo e qualitativo da obra. Mas os profissionais contratados pelas partes envolvidas na disputa chegaram a valores discrepantes. Em maio deste ano, um grupo de trabalho foi montado com membros da Infraero e da empreiteira para elaborar a planilha de cálculos que agora será submetida ao TCU. Enquanto a questão não for resolvida, as obras do novo terminal de passageiros não podem continuar.

Apesar do impedimento legal, o projeto para retomada das obras está em execução. A PJJ Malucelli Arquitetura Ldta. foi a vencedora da concorrência pública homologada na primeira semana de agosto. A empreiteira tem 16 meses para entregar o serviço, contados a partir da assinatura do contrato e da emissão da ordem de serviço. Conforme as últimas informações passadas pela Infraero, 10% da área industrial do novo aeroporto está concluída, assim como 3,3% do sistema viário, 22,9% do terminal de passageiros, 46,69% do pátio de aeronaves e 64% das pistas de táxi.

Os primeiros problemas com a obra foram descobertos ainda em 2005, apenas seis meses após o início dos trabalhos. Na ocasião, o TCU reteve os pagamentos feitos ao consórcio. Mas uma decisão judicial garantiu a continuidade dos trabalhos. O cancelamento da licitação veio dois anos depois, quando o contrato foi cancelado de vez em julho de 2008. Desde então, os usuários do Aeroporto Santa Genoveva convivem com uma série de adiamentos e promessas de retomada das obras. A construção foi orçada inicialmente em R$ 257,8 milhões, sendo posteriormente aditivada para R$ 287,7 milhões. Até dezembro do ano passado haviam sido gastos R$ 106,2 milhões na construção do novo terminal.

Estacionamento
Enquanto o novo aeroporto não sai do papel, a Infraero procura formas de melhorar o atendimento ao usuário. Mas os adiamentos insistem em acompanhar essas iniciativas. Dessa vez, a demora refere-se à ampliação do estacionamento. Previsto para ser entregue junto da inauguração do puxadinho, a expansão das vagas ainda está em fase inicial de licitação. Amanhã a Infraero realizará a sessão pública de abertura das propostas de preços. O orçamento global estimado para a obra é de R$ 1 milhão.

Atualmente, o estacionamento do aeroporto da capital possui 387 vagas. A Infraero pretende dobrar esse número. A empresa pública utilizará o espaço da Praça Capitão Frazão, localizada em frente ao terminal de passageiros, para atender a demanda. A empresa terá 120 dias consecutivos após a assinatura da ordem de serviço para executar o trabalho, incluindo elaboração dos projetos executivos.

Puxadinho só será usado daqui a um mês
Depois de dois anos de atraso, o puxadinho do Aeroporto Santa Genoveva está pronto, mas o usuário ainda vai esperar um mês para utilizá-lo. A data provável para abertura é 24 de outubro, dia do aniversário de Goiânia, quando uma cerimônia marcará a inauguração. Enquanto isso, o passageiro continua na agonia. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) alega que precisa da homologação do espaço construído, o que depende da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A homologação é o ato administrativo que assegura a conformidade com as normas, instruções, coordenação e controle de autoridade aeronáutica brasileira. A espera por esse procedimento burocrático soma-se aos seis adiamentos de inauguração que o puxadinho já teve.

Com 1,2 mil metros quadrados localizados nos fundos da praça de alimentação do terminal de passageiros, o puxadinho vai ampliar de 600 mil para 1 milhão a capacidade de atendimento do aeroporto da capital, de acordo com a assessoria de comunicação da Infraero.

Nem mesmo esse aporte será suficiente para amenizar os problemas, uma vez que o movimento de usuários no ano passado ultrapassou 2,1 milhões de pessoas. O Santa Genoveva foi o terceiro que mais cresceu em número de passageiros no ano passado, com 33%. Nos últimos oito anos, o número de voos aumentou 81%. Somente em 2010, foram mais de 64 mil voos - com aeronaves de pequeno, médio e grande porte. E apesar de ajudar no embarque, o puxadinho não vai solucionar a demora na chegada à Goiânia. O aeroporto da capital continuará com a mesma sala de desembarque, que conta com apenas duas esteiras para entregar a bagagem dos usuários.

Fonte: Alfredo Mergulhão, O Popular,

29 de setembro de 2011

Apagão causado por queimada atingiu cerca de 3,5 milhões de goianos


A estimativa da CELG é que cerca de 3,5 milhões de pessoas tenham ficado sem energia elétrica devido a um apagão que atingiu o Estado na tarde desta quinta-feira (29). Por volta das 13h29, ocorreu um distúrbio no Sistema Interligado com a perda de duas linhas de transmissão de propriedade de Furnas. O problema foi gerado por uma queimada na Região do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA).

Segundo a CELG, além de toda Goiânia e região metropolitana, Anápolis, Palmeiras de Goiás, Firminópolis, Iporá, Morrinhos, Caldas Novas e Pires do Rio (municípios onde há subestações ) e cidades vizinhas foram atingidos pelo apagão. A situação só foi normalizada totalmente quase uma hora depois, às 14h56.

Diretor Técnico da CELG, Humberto Eustáquio, assegurou que, quedas de energia como esta não são oriundas de problemas técnicos e independem de investimento da Estatal, pois são “acidentais”. Segundo ele, as pessoas que tiveram prejuízo com a queda de energia podem pedir ressarcimento à Estatal.

“Elas podem fazer isso pelo ‘0800’ e comprovar o horário que ficaram sem energia e o que perderam. É preciso fazer os orçamentos, dar entrada no protocolo da CELG e será feita a análise”, informou.

Proteção

Em nota, a assessoria de imprensa de Furnas reiterou que "um grande foco de queimada sob o Circuito 2 da Linha de Transmissão de 345 kV Bandeirantes-Samambaia" provocou, por atuação de proteção, o desligamento de equipamentos de Furnas entre 13h31 e 13h37. Segunda a nota, não houve danos nos equipamentos.

Fonte: Portal 730

PPA vai priorizar a saúde, diz Marconi

Charles Daniel

O governador Marconi Perillo (PSDB) disse, na tarde de ontem, durante o último encontro da série PPA Movimenta Goiás para a elaboração do Plano Plurianual de 2012 a 2015, que há prioridade para a área da saúde no plano. Ele afirmou que está trabalhando para cumprir os repasses constitucionais para a área (12%) até o final do ano e lembrou das dificuldades para a realização de investimentos em virtude do déficit herdado do governo anterior.

Segundo ele, muitas providências estão sendo tomadas, inclusive gerenciais, para que os hospitais do Estado funcionem tão bem quanto o Centro de Reabilitação e Readaptação dr. Henrique Santillo (Crer) e o Hospital de Urgências de Anápolis. A tendência, conforme disse o governador, é que as gestões sejam feitas por Organizações Sociais (OS), o que deverá significar um padrão de atendimento muito melhor. O tucano argumentou que ao assegurar os recursos constitucionais para a saúde, orçamentários e financeiros, também ajudará a elevar o padrão de atendimento.

Ele citou a China, onde esteve neste mês, como exemplo de que o planejamento estratégico é uma grande ferramenta para a eficiência administrativa, por isso, àquele País se transformou numa grande potência mundial. “Em Goiás, estamos seguros de que a boa gestão depende muito de ferramentas como planejamento estratégico e eficiência nos gastos, na receita e nos mecanismos de gestão”, afirmou.

Foram realizados 14 encontros que ouviram mais de três mil pessoas em todas as regiões do Estado desde agosto, organizados pela Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan). O PPA norteará todas as ações do governo nos próximos quatro anos.

Marconi disse em seu discurso que enviará para a Assembleia Legislativa um Plano Plurianual com os pés no chão, com as ações que serão efetivamente cumpridas. “O PPA será debatido e aprovado pela Assembleia”, afirmou, e corrigiu em seguida: “possivelmente aprovado”. A declaração demonstra segurança nos votos dos 29 deputados que compõem sua base.

O titular da Segplan, Giuseppe Vecci, disse que o projeto será enviado à Assembleia até sexta-feira. “Estamos trabalhando dentro do resgate da infraestrutura econômica do Estado, porque sem ela não conseguiremos galgar posições maiores no ranking da economia brasileira”, explicou

Fonte: Jornal o Hoje

Desapropriações emperradas


Cejane Pupulin

Mesmo tendo vencido, ainda que parcialmente, o imbróglio judicial que envolve as obras e compras de brinquedos para o Parque Mutirama, as obras não andam. Apenas um imóvel, dos 42 iniciais que seriam desapropriados nas margens do parque e do Bosque do Botafogo, começou a ser demolido. E ainda assim, a casa destruída estava abandonada.

A Prefeitura ainda não indenizou os moradores, que continuam em suas residências. “Sem a quantia ou parte dela não tem como adquirir outro imóvel”, explica a odontóloga Lídia Pires Barbosa, 54, que tem consultório no local há 30 anos. “Minha mãe mora desde 1960 nessa casa.” Ela conta que, depois de muitas discussões, fez acordo com a Prefeitura de R$ 206 mil. “Não achei que o valor é real pelo imóvel, mas quero paz”, desabafa.

O proprietário do Posto do Bosque, Haroldo José Muniz, 57, relatou que não recebeu ainda proposta de valor de indenização para o comércio e que o orientaram a avaliar o local. “O ressarcimento foi oferecido apenas para a distribuidora.”

De acordo com o coordenador-geral da obra do Mutirama, Leodante Cardoso Neto, as desapropriações iniciais já foram acordadas e os processos para pagamento das restituições já estão na Agência Municipal de Obras (Amob) aguardando liberação da Secretaria da Fazenda.

Outra situação que denota lentidão nas obras é a construção da plataforma que irá passar por cima da Marginal Botafogo. Poucos funcionários trabalham no local. A administradora em turismo que mora em uma área que será desapropriada para as obras no Parque Botafogo Adriana Resende, 29, relatou que existe um buraco na Avenida Araguaia, mas que um funcionário da obra confessou que o prazo de finalização é de, no mínimo, um ano.
Já Leodante explica que o cronograma está em dia – túnel será entregue no final do ano. Ele diz que a construção da plataforma foi paralisada para readequação do projeto de execução, mas que não afetará no período de tempo que a Marginal Botafogo ficará interditada. “Só tivemos atraso com o problema dos brinquedos”, recordando irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) com a aquisição de 25 brinquedos, em agosto deste ano.

Os prazos
A montagem dos novos brinquedos está prevista para concluir em fevereiro de 2012. Já a entrega final do novo Parque Mutirama para a população é para meados do próximo ano. “Serão colocados pisos e o projeto de paisagismo”, diz Leodante.

Fonte: Jornal O Hoje

27 de setembro de 2011

Polo farmacêutico goiano cresce com investimentos

Mariza Santana

O polo farmacêutico goi­ano, que conta com 32 indústrias em Anápolis, Aparecida de Goiânia, Goiânia e São Luís de Montes Belos e emprega 10.500 trabalhadores, já é o segundo do País em volume de produção de medicamentos. Novos investimentos efetuados pelas empresas contribuem para a consolidação do polo, como a nova unidade da Halex Istar, em Goiânia, que será inaugurada às 9h de amanhã e exigiu recursos de R$ 60 milhões.

Outro grande investimento do setor é o complexo industrial e logístico da Hypermercas em Anápolis para o setor de medicamentos, que tem conclusão prevista para o próximo mês e investimentos estimados em R$ 115 milhões. De acordo com o presidente do Sindicato das In­- dústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo), Marçal Henrique Soares, esses projetos, assim como outros que têm investimentos de menor porte, terão reflexos no faturamento do setor a partir do próximo ano.

Liderança
O projeto da Halex Istar teve duração de dois anos. Foram investidos R$ 60 milhões, dos quais R$ 40 milhões vindos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) e R$ 20 milhões de recursos próprios, na construção de uma nova unidade em Goiânia que garantirá à empresa a liderança no mercado nacional de soluções parenterais de grande volume, segundo o principal executivo da companhia, Zanone Alves de Carvalho Júnior.

A companhia adquiriu equipamentos de alta tecnologia e vai ampliar a produção de cerca de 5 milhões de unidades mensais, atualmente, para mais de 10 milhões de unidades por mês. Foram gerados 200 novos empregos diretos.

Já o grupo Hypermarcas concluiu a transferência de duas fábricas de São Paulo para o município de Anápolis e, agora, começará a faturar em Goiás. Outras empresas do setor também estão investindo na expansão de suas atividades, informa o presidente do Sindifargo.

A Geolab está concluin­do a construção de um no­vo Centro de Distribuição (CD) e ampliando as instalações de sua fábrica de medicamentos. A FBM está investindo na área de hormônios, assim como a Nel­co está expandindo a ­mes­- ma área. Esses três laboratórios estão situados no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia).

Fonte: Jornal o Hoje

Falta fiscal no transporte coletivo

Galtiery Rodrigues

O transporte coletivo da região metropolitana de Goiânia está longe de ser devidamente fiscalizado. A Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), que é o órgão responsável pela regulação e fiscalização, sofre para com­pletar o quadro de fiscais. Desde que o concurso para o cargo foi realizado, em maio do ano passado, as convocações têm sido sucessivas, mas por causa das características do trabalho, do salário e do interesse por outros certames, são poucos os que aceitam permanecer. São 43 vagas oferecidas. Dos 245 que compõem o cadastro de reserva, 121 já foram chamados, mas hoje só 30 estão trabalhando. Ou seja, menos de um quarto (24,7%) dos que foram chamados para posse continuam no cargo e ainda faltam 13 para preencher a equipe.

As últimas mortes ocorridas envolvendo ônibus do transporte coletivo, como a que vitimou a idosa Valdete Campos Pereira, 72, que foi arrastada e teve os membros inferiores esmagados pelas rodas do veículo, no último dia 22, levantam discussão sobre a necessidade de maior número de fiscais acompanhando a realidade do transporte público. A CMTC se encarrega, em tese, pelo monitoramento de 14 terminais de ônibus e 5.682 pontos, em toda a região metropolitana, composta por 18 cidades. E para isso existem também, em tese, 43 fiscais. Mas, na realidade, nem tudo é vigiado.

O chefe de gabinete da CMTC, Domingos Sávio Afonso, reconhece a dificuldade de realizar o monitoramento e informa que hoje os fiscais priorizam alguns locais, onde a concentração de pessoas é maior. “Todos os terminais precisam ser fiscalizados, porém alguns com atenção especial. Na Vila Brasília passa 497 mil usuários por mês, enquanto no Garavelo a média é de 1,4 milhão, ou seja, prioriza-se este”, diz. E sobre os pontos de ônibus, ele afirma: “Em nenhum lugar do mundo, todos os pontos de ônibus são vigiados e aqui não vai ser diferente. Isso é impossível.”

A situação já foi exposta em reunião com representantes do Ministério Público de Goiás, que cobra por aumento da eficácia da fiscalização e da qualidade do serviço prestado pelo transporte coletivo. Os encontros começaram em razão da recorrência de acidentes e mortes envolvendo usuários de ônibus. No último dia 15, foi proposto plano de melhorias em que a CMTC sugere manter o quadro de 43 fiscais, complementando a função com treinamento mais dinâmico e humanista. Aliado a isso, exige-se que as empresas operadoras realizem cursos extras com os motoristas, pois, assim, melhoraria, no entender da companhia, tanto a condução dos motoristas como a fiscalização.

O plano estipula prazo de três meses para ser colocado em prática. Até lá, a CMTC vai continuar na luta para preencher o quadro de fiscais. Na semana passada, mais 16 do cadastro de reserva tiveram as convocações aprovadas. Agora é esperar para ver se eles vão aceitar as condições. Domingos Sávio ressalta que tudo foi devidamente descrito e esclarecido no edital do concurso. São seis horas diárias de trabalho, por um salário de R$ 780. Ele coloca que a principal reclamação dos fiscais, no dia a dia do trabalho, é a exaustão da atividade, ter de ficar em pé, atento e sempre circulando pelo terminal.

Fonte: Jornal o Hoje

26 de setembro de 2011

Paradas há quase dois anos, obras do Centro de Excelência serão retomadas




O monte de terra, onde era o Estádio Olímpico, virou referência para a vergonhosa obra do Centro de Excelência de Goiás, que está parada há quase dois anos. Porém, a agências goianas de Esporte e Lazer (Agel) e a de Transportes e Obras (Agetop) prometem que, a partir de hoje, os trabalhos de construção do complexo esportivo serão retomados.

O monte de terra será o primeiro a ser retirado. As máquinas da Agetop serão usadas para o trabalho de nivelamento do solo, além da limpeza geral do local. O dinheiro para o serviço de segunda-feira será da contrapartida do Estado. Os R$ 10 milhões do governo federal, que estão depositados na Caixa Econômica Federal, serão usados para a finalização do Laboratório de Capacitação.

A construção continua parada, porque os projetos estão sendo atualizados. Uma nova expectativa para licitação da obra está prevista para dezembro, já que a nova programação deve ser encerrada somente em outubro. As obras do Centro de Excelência estão paradas desde outubro de 2009, por causa da briga jurídica entre a empresa que tinha vencido a licitação (Eletroenge) e o Estado.

Em maio deste ano, o governo goiano conseguiu parecer favorável e, desde então, trabalha para atualização dos projetos, já que o primeiro planejamento foi feito em 2001.

Fonte: Diário da Manhã

CMTC entrega "reforma" do Terminal Araguaia





A Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) finalizou mais uma intervenção em terminais da região metropolitana da capital. Desta vez, o Terminal Araguaia foi o beneficiado.

O custo da reforma girou e torno de R$ 300 mil, e foi realizado em um prazo de 45 dias. O novo espaço possui novos banheiros, informações sobre as linhas e horários de viagens, sala de apoio operacional, melhoria na acessibilidade aos portadores de necessidades especiais e um bicicletário com 20 vagas.

O Presidente da CMTC, José Carlos Grafite ressaltou à repórter Nathália Lima que as mudanças devem gerar organização no local.

“É uma reforma aparentemente pequena, mas possibilitou a organização do terminal. A partir de agora, o terminal conta com câmeras de segurança, vigilância permanente, organizadores de fila, e vamos propor a retirada dos ambulantes para criar um ambiente mais agradável aos usuários”, aponta.

Por mês, cerca de 330 mil passageiros passam pelo Terminal Araguaia, por meio de 13 linhas. Para o Prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, o novo terminal deve proporcionar mais conforto, tranquilidade, e segurança à população.

A população aprovou as mudanças. A auxiliar de cozinha, Selma Pereira destaca as melhorias. “Antes a fila era um tumulto muito grande, e agora melhorou bastante. Também tem as plataformas que antes não tinham”, conclui.

Fonte: Portal 730

25 de setembro de 2011

Distribuidora da Nestlé pode se mudar para Aparecida

Município está dentro dos padrões que a empresa requisita de suas distribuidoras
Arthur Porto

O Prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB), o Secretário de Administração, Jório Rios e o vereador Wilian Ludovico (PMDB), recebeu quinta feira, 22, representantes da Gynsol, empresa de distribuição dos produtos Nestlé.

Durante o encontro, a empresa, que deseja se transferir para o município de Aparecida, entregou ao prefeito um ofício pedindo para que a prefeitura encontre uma área onde seja possível realizar a instalação da nova fábrica. De acordo com o gerente comercial da Gynsol, Rogério Friedenhain, Aparecida “conta com uma logística muito boa, e está dentro dos padrões que a Nestlé requisita de suas distribuidoras”.

O prefeito informou que, com a instalação da Gynsol Distribuidora, influenciará, de maneira positiva, o setor econômico e empregatício, mas que no momento os Polos Industriais não possuem um terreno tão amplo. “Por enquanto ainda não há uma área desta amplitude com toda a infra-estrutura necessária, mas farei de tudo para encontrar um local adequado”, informou.

O vereador Willian Ludovico, que também esteve presente na reunião, se prontificou a ajudar o diretor comercial da Gynsol, por intermédio de reuniões com o Secretário de Indústria e Comércio do Estado, a agilizar a instalação da empresa em Aparecida. “Pela conversa que tivemos, pude observar que a empresa gerará logo no início mais de 200 empregos diretos, o que é bom para a população e para o município”, ressaltou o vereador.

*Com informações da Prefeitura de Aparecida
Fonte: Jornal Opção

A culpa é sempre das vítimas

A decisão do Supremo Tribunal Federal, que praticamente inocenta os motoristas embriagados que matam no trânsito, decorre de uma cultura que está legalizando todos os crimes
Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

José Maria e Silva

A Justiça brasileira está legalizando o crime. A mais nova medida nesse sentido foi tomada no início do mês pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento de um crime de trânsito. Um motorista da comarca de Guariba, no interior de São Paulo, ao dirigir embriagado, acabou provocando um acidente e matando uma pessoa. O Ministério Público paulista denunciou o réu pelo crime de homicídio doloso qualificado — quando há intenção de matar — e tanto o juiz de primeiro grau quanto o Tribunal de Justiça de São Paulo acataram esse entendimento. Então, os advogados do réu recorreram ao Supremo com um pedido de habeas corpus, que acabou sendo concedido pela mais alta corte do País, em 6 de setembro último.

A ministra Carmen Lúcia Antunes Rocha, que havia relatado o caso, acompanhou a decisão da Justiça paulista, mas o ministro Luiz Fux pediu vista do processo e, divergindo da relatora, votou pela concessão do habeas corpus. No seu entendimento — acompanhado pelos demais ministros da Primeira Turma —, o réu deveria ter sido julgado não por homicídio doloso, mas por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. A diferença entre um entendimento e outro é significativa. Na prática, significa que o réu se livrou da cadeia. Hoje, com as recorrentes benesses que vêm sendo concedidas pelo Estado brasileiro a toda sorte de criminosos, quem incorre em homicídio culposo já não fica mais preso.

O Código de Trânsito Brasileiro (que eu chamo de “Constituição-sobre-Rodas”, dada a sua desnecessária prolixidade) classifica os crimes do gênero em seus artigos 302 e 303. O artigo 302 afirma que “praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor” implica em pena de detenção de dois a quatro anos e suspensão ou proibição da permissão para dirigir. Também prevê que, no caso de homicídio culposo na direção de um veículo, a pena poderá ser aumentada de um terço à metade, caso o motorista não possua carteira de habilitação; tenha praticado o crime na faixa de pedestres ou na calçada; deixe de prestar socorro à vítima do acidente quando é possível fazê-lo sem risco pessoal; ou esteja conduzindo veículo de transporte de passageiros.

Já o artigo 303 da “Constituição-sobre-Rodas” trata das penas em que incorre o motorista acusado de praticar lesão corporal culposa na direção de um veículo automotor. Nesse caso, a pena é bem mais branda e o réu pode pegar uma pena de prisão de seis meses a dois anos, perdendo também a permissão para dirigir. A pena poderá ser aumentada de um terço à metade no caso das hipóteses previstas no artigo anterior — o que é uma falha gravíssima da lei.

O artigo 302, que trata do homicídio culposo, só fala de agravantes em relação à conduta do motorista, e não poderia ser diferente, pois a vítima morreu — uma consequência que é definitiva e não comporta agravantes nem atenuantes. Já o artigo 303, que trata de lesão corporal culposa, tinha de ter pensado nos agravantes, sobretudo em relação às consequências para a vítima, mas não o faz. Desse modo, se a lesão corporal culposa for um permanente estado vegetativo da vítima, a pena para o motorista será a mesma que ele receberia caso a ela apenas quebrasse o braço.

Armadilhas jurídicas

Esse é apenas um exemplo de como as leis brasileiras não servem para nada, por isso não são cumpridas. E não é culpa só do Congresso Nacional, mas, sobretudo, dos operadores do direito, que escrevem as leis muito mais para ostentar sua vaidade retórica do que para solucionar os problemas do país. Por isso, as vítimas são sistematicamente relegadas a segundo plano, na maioria de nossas leis — sua dor ou a dor de seus parentes e amigos é sempre mais inequívoca do que as razões subjetivas de um criminoso e não comporta as doutas elucubrações dos juristas, que lhes rendem fortuna e fama.

Até uma criança é capaz de perceber o sofrimento da mãe que perdeu o filho atropelado, mas ninguém — a não ser Deus — pode saber exatamente o que se passada na cabeça do motorista embriagado na hora em que atropela uma pessoa. Consequente-mente, falar em nome da mãe exige muito menos retórica e seus defensores ficam parecendo simplórios diante dos intelectuais que recorrem a Michel Foucault para falar do poder constitutivo da violência que permeia as relações sociais. Hoje, todo o discurso sobre segurança pública está viciado por essa suposta complexidade que cerca o criminoso e as origens de seu mal e quando alguém lembra que a essência da discussão é fazer justiça à vítima, sem adjetivos, os intelectuais chamam isso de simplismo e sede de vingança.

Por isso, não pretendo cair na armadilha retórica de discutir as nuances jurídicas que separam o dolo, a culpa e o dolo eventual nos acidentes de trânsito. Essa é uma discussão infindável entre os juristas, que acaba desviando o foco das questões principais. E a principal questão que está por trás dessa decisão do Supremo em relação aos crimes de trânsito diz respeito ao total desprestígio da vítima no direito brasileiro. Todas as nossas leis sofrem a influência deletéria dos advogados criminalistas que, historicamente, dominam as ciências jurídicas e os postos de comando do Estado. E, agora, eles têm como forte aliado a sociologia, que, no Brasil, tem um viés fortemente esquerdista e transgressor. Com isso, as recentes reformas da legislação procuram despenalizar o criminoso e, para atingir esse objetivo, nada melhor do que fazer de conta que as vítimas não existem.

Usina de habeas corpus

O exemplo que acabo de dar é sintomático. Como é que o batalhão de assessores jurídicos do Executivo e do Legislativo que elaboraram o Código de Trânsito não foi capaz de pensar na vítima ao estabelecer as penas nos casos de lesão corporal culposa? É certo que o Código Penal, em seu artigo 129, já estabelece diferenças entre lesão corporal e lesão corporal de natureza grave, mas se o Código de Trânsito, no caso do homicídio doloso, não se contenta com isso e detalha suas próprias penas, por que não fazer o mesmo em relação à lesão corporal culposa? Seria, inclusive, uma forma de evitar a chicana dos advogados dos réus, que, na defesa dos seus clientes, podem apontar as disparidades de pena para os mesmos crimes entre o Código de Trânsito e o Código Penal, sabendo que, na dúvida, o Supremo tende a dar ganho de causa para o réu, em detrimento da vítima.



Todavia, já estou entrando nas querelas jurídicas, quando não é este o objetivo deste artigo. Quero chamar a atenção para o quadro mais amplo que está por trás dessa decisão do Supremo em relação aos acidentes de trânsito. O primeiro aspecto da questão a ser observado é que o Supremo Tribunal Federal está se tornando uma espécie de oficina de habeas corpus. Se a causa do criminoso chega até lá, é quase certo que ele conseguirá a liberdade. Parece que os ministros do Supremo sentem prazer em contrariar as decisões das instâncias inferiores da Justiça, sobretudo quando se trata de garantir os supostos direitos dos réus. No caso em questão, o Ministério Público, o juiz de primeira instância e a Justiça Estadual de São Paulo tinham considerado que o motorista incorrera em crime doloso, mas o Supremo entendeu o caso de modo diferente e concedeu habeas corpus ao motorista criminoso. Com isso, tende-se a criar jurisprudência, liberando os motoristas bêbados para matarem ao volante em todo o país.

Nos últimos dias, ocorreram crimes estarrecedores no trânsito, que clamam aos céus. Todos eles envolviam álcool e alta velocidade e estão sendo objetivo de inquérito policial, como manda a legislação. Os delegados adiantam que os motoristas serão indiciados por homicídio doloso (com intenção de matar), uma vez que sabiam dos riscos ao dirigir embriagados. Foi o caso de uma trágico acidente que ocorreu em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Um caminhoneiro atropelou seis trabalhadores e cinco morreram. Ele dirigia um caminhão carregado de bobinas de aço e estava, segundo ele, há 20 horas sem dormir. Além disso, tinha ingerido um coquetel de anfetaminas e cachaça, conforme confessou à polícia.

Em São Paulo, no dia 17 de setembro, um motorista embriagado atropelou e matou duas mulheres — mãe e filha — em plena calçada. A mãe, de 58 anos, e sua filha, de 28 anos, haviam saído de um shopping e andavam pela calçada da marginal Pinheiros, quando foram atingidas por um Golf dirigido por um auxiliar de bibliotecário. Ele estava numa velocidade tão alta que o veículo quase se desintegrou — as peças e acessórios do carro foram arremessados a uma longa distância e o motor se deslocou de seu compartimento. O motorista apresentava visíveis sinais de embriaguez, segundo os bombeiros que atenderam à ocorrência, e o delegado adiantou que havia provas suficientes para indiciá-lo por homicídio doloso.

Sultões das ruas

No Rio de Janeiro, no Méier, na noite de 14 de setembro, uma mãe de 38 anos e seu filho de um ano e oito meses também foram atropelados na calçada. A criança morreu imediatamente e a mãe teve fratura exposta na perna — e na alma evidentemente. Uma reportagem do portal da Record traz uma foto da criança morta. O menino estava brincando no chão com um carrinho vermelho e, no momento da foto, ergue o rostinho, entre compenetrado e travesso, para encarar a câmara. Tenho certeza que sua mãe jamais vai esquecer esse olhar, ainda mais que o crime tende a ficar impune, agora que o Supremo desqualificou de doloso para culposo um crime da mesma espécie.

No caso da criança morta no Rio, depoimentos de moradores que residem nas proximidades do local do acidente, revelam que o os carros trafegam em alta velocidade pela via, cuja velocidade máxima é de 50 quilômetros por hora. Segundo eles, é normal os veículos entrarem na contramão em alta velocidade. E estamos falando do Rio de Janeiro, cartão postal do país no mundo, o que mostra que o Brasil ainda está muito longe da civilização, especialmente quando se trata de trânsito. Os motoristas brasileiros continuam sendo os “sultões” denunciados por Gilberto Freyre há mais de meio século, em dois artigos publicados na revista “O Cruzeiro”, em 27 de dezembro de 1948.

Nesse artigo, o sociólogo faz uma instigante analise da conduta dos motoristas brasileiros — que já era insana naquela época, em que os carros não passavam de carroças, comparados com os de hoje. Com a argúcia peculiar a seus ensaios, Gilberto Freyre chama os motoristas de “sultões” que se aboletavam no trono de seus volantes e jamais cogitavam a hipótese de frear ou reduzir a velocidade do veículo, obrigando crianças, mulheres, idosos e demais pessoas a pularem feito malabaristas de circo caso não quisessem ser atropelados. O sociólogo, que morou nos Estados Unidos e conhecia boa parte do mundo, relata que os estrangeiros ficavam espantados com a selvageria do trânsito brasileiro. E estamos falando de 1948, repita-se, quando a frota de veículos era irrisória e a potência dos mesmos era infinitamente menor do que a de hoje.

Passados mais de 60 anos, mesmo com o novo Código de Trânsito, a situação permanece a mesma. As ruas brasileiras continuam sendo privativas dos motoristas infratores. E, é importante frisar, eles não são necessariamente bêbados e irresponsáveis — muito pelo contrário, a insanidade ao volante é um dos pecados mais bem distribuídos na sociedade brasileira. Conheço dezenas de pessoas educadas, gentis e responsáveis, que, quando se sentam ao volante do carro, esquecem boa parte das normas de convivência e se não chegam a ser assassinas ao volante é por mero acaso, pois dirigem perigosamente o tempo todo, pondo em risco a vida de inocentes.

Visão equivocada

Diante desses verdadeiros crimes hediondos cometidos por bêbados ao volante, há uma tendência da imprensa e das autoridades no sentido de transformar o álcool no grande vilão do trânsito. A chamada “Lei Seca” é decorrência dessa visão equivocada. A maioria dos acidentes de trânsito decorre da imprudência generalizada do motorista brasileiro, mesmo pacatos pais de famílias, que, ao volante, são useiros e vezeiros em trafegar em alta velocidade, não utilizar a luz de seta para indicar suas manobras, avançar o sinal vermelho e, sobretudo, fazer ultrapassagem perigosa. Se houvesse um efetivo combate a esses quatro tipos de infrações muito comuns, não tenho a menor dúvida que os acidentes de trânsito no País seriam reduzidos drasticamente.

Não há estatísticas confiáveis no Brasil sobre quase nada, mas os estudos sobre acidentes de trânsito mostram que há uma verdadeira guerra civil nas ruas do País. O trânsito brasileiro mata cerca de 40 mil pessoas anualmente (alguns estudos falam em 50 mil) e deixa uma legião de mutilados, causando um prejuízo de R$ 30 bilhões por ano, segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS). Hoje, grande parte dos deficientes físicos estão nessa condição em decorrência de acidentes de trânsito. Em 2010, o Ministério da Saúde registrou 146 mil internações decorrentes de acidentes de trânsito, o que contribui para tornar o sistema de saúde ineficiente, uma vez que a prevenção das demais doenças acaba sendo relegada a segundo plano diante da emergência no atendimento que o acidente de trânsito suscita.

Para fazer frente a essa tragédia cotidiana, o governo federal, sob a coordenação do Ministério das Cidades, elaborou o Plano Nacional de Redução de Acidentes e de Segurança Viária, que pretende reduzir os acidentes de trânsito em 50% até 2020, seguindo recomendação da ONU. Obviamente, trata-se de mais um plano de papel, feito por adolescentes de grêmio livre travestidos de autoridades. O plano praticamente não mexe no precário sistema de punição dos motoristas infratores e se esmera em prever medidas educativas que, pasmem!, devem começar na pré-escola. O que passa pela cabeça dos políticos e intelectuais que elaboram esses planos? Eles acham que pessoas são programas de computador? É como se um “capacitólogo” qualquer pudesse escrever no DNA de uma criança da pré-escola que ela vai ser um bom motorista e daí a 20 anos essa criança estará imune a qualquer tentativa de infringir as regras de trânsito.

Educar é punir

Só um país visceralmente destruído pela crença insana no conhecimento — disseminado pelas universidades — pode desconhecer que o ser humano não é feito de razão, mas também de instintos. Por melhor que seja a família e por melhor que seja a escola, não há nenhuma garantia de que a criança que elas educam não vai trafegar em alta velocidade e matar pessoas quando adulta. Portanto, punir é essencial. Não existe educação sem punição — educar é punir. E no trânsito isso é mais visível ainda. Se o Estado insistir em ser babá de gente adulta, com campanhas educativas “para boi dormir”, ele jamais irá reduzir os acidentes de trânsito, muito menos 50% em menos de dez anos. É preciso enfiar violentamente a mão no bolso dos motoristas, punindo sem piedade as infrações de trânsito graves, como andar em alta velocidade e furar o sinal vermelho. Essa é a melhor forma de educar adultos.

Mas, para isso, é preciso racionalizar a legislação de trânsito. A “Constituição-sobre-Rodas”, digo, o Código de Trânsito, é uma das muitas aberrações que a malfadada Constituição de 88 pariu. O Brasil não precisava de um código especial para tratar de trânsito. Já temos códigos especiais em excesso. Eles servem apenas para dar emprego para advogados e demais operadores do direito, dificultando a vida do cidadão comum. Bastava aplicar as regras de trânsito que já existiam, priorizando aquelas que dizem respeito as quatro situações infracionais de maior risco: alta velocidade, ultrapassagem perigosa, desrespeito ao semáforo e não uso de seta. Se há 20 anos, em vez de ficar obcecado com cinto de segurança, o Brasil tivesse se preocupado com essas quatro situações, não tenho a menor dúvida que os acidentes de trânsito já teriam sido reduzidos em todo o país em mais de 50%.

O brasileiro é uma criança crescida que não gosta da responsabilidade que o cumprimento das leis exige. Para ele, o inferno são sempre os outros e cabe ao Estado restituir-lhe o paraíso perdido, garantindo apenas seus direitos sem lhe exigir nenhum dever. Mas, como toda criança, o brasileiro também tem medo de vara de marmelo e, quando a lei é para valer, ele obedece. A obrigatoriedade do cinto de segurança é um exemplo. O Estado brasileiro faltou pôr o Exército nas ruas para que os motoristas usassem o cinto. E conseguiu. Na maioria das médias e grandes cidades do país, o uso do cinto se disseminou de forma automática. A promessa é que isso reduziria as mortes no trânsito, entretanto, elas continuam crescendo de modo assustador.

Desprezo com as vítimas

As pessoas nunca se deram conta disso, mas essa obsessão para que os motoristas usem o cinto de segurança — mesmo nas ruas das cidades — é um exemplo cabal de que o Estado brasileiro jamais se preocupa com as vítimas, apenas com o infrator. O cinto de segurança protege, sobretudo, o motorista que corre muito. Dá inclusive segurança para que ele possa correr e atropelar sem risco. É como se ele fosse um estuprador usando camisinha. Todos os criminosos que, nos últimos dias, trafegavam em alta velocidade e mataram pessoas nas calçada só saíram ilesos desses acidentes, prontos para matar de novo, porque, sem dúvida, usavam cinto de segurança. Se estivessem sem o cinto, ao menos teriam que pagar pelo crime com a própria vida, o que, além de ser uma forma de justiça, seria também uma prevenção de acidentes eficaz, pois quem faz um cesto faz cem, como diz o provérbio.

Isso não significa que eu seja contra o uso do cinto de segurança. Apenas acho que ele jamais deveria ser prioridade fora das rodovias, como foi e continua sendo. Quando o Estado brasileiro exige radicalmente que o motorista use cinto de segurança nas vias urbanas, ele está implicitamente admitindo que os limites de velocidade não são cumpridos e, diante dessa infração generalizada, opta por obrigar o infrator a proteger a própria vida, liberando-o para ser um potencial e eficaz criminoso, capaz de matar terceiros sem pôr em risco a própria vida. Portanto, em vez de usar todo o seu poder de polícia para exigir o uso do cinto de segurança, o Estado tinha que usar sua força para coibir a alta velocidade. É sobretudo ela que transforma qualquer acidente num acidente fatal.

Entretanto, a legislação de trânsito faz justamente o contrário. O motorista só pode ser multado por excesso de velocidade se o radar que acusa sua infração estiver devidamente sinalizado, com placas anunciando sua existência a distâncias que variam de 50 a 300 metros. Na prática, todos os radares do país se tornaram meros enfeites. Quem anda civilizadamente, cumprindo os limites de velocidade, já deve ter notado que, ao passar pelo radar, a velocidade registrada de seu veículo é sempre maior do que a velocidade do motorista imprudente. Este, quando vê a placa avisando sobre o radar, reduz bruscamente a velocidade e, depois de registrar no radar uma velocidade inferior à do motorista prudente, volta a correr outra vez de modo desenfreado.

Autoridades “carrodependentes”

Enquanto não se implantar no País um sistema de radares fixos e móveis e sem qualquer espécie de aviso prévio, o trânsito brasileiro continuará matando cada vez mais. Não há bafômetro, educação de trânsito ou planos megalomaníacos que coloquem um fim nessa tragédia cotidiana. A única forma de inibir os motoristas irresponsáveis, é criando a possibilidade de que eles sejam flagrados na prática da infração de trânsito. Sem isso, eles vão continuar correndo, furando sinal e fazendo ultrapassagem perigosa, sem jamais pagar por isso. Por que o motorista tem o suposto direito de ser avisado sobre a existência do radar se esse aparelho só é acionado mediante a infração cometida? É como se a polícia tivesse que avisar o bandido com a devida antecedência de que irá prendê-lo.

Os políticos e formadores de opinião — todos eles “carrodependentes” — costumam ser radicalmente contra a existência de radares camuflados. Eles se esquecem que praticamente nenhum motorista brasileiro respeita o limite máximo de velocidade das vias. Pelo contrário, esse limite máximo é sempre interpretado como mínimo. Se a velocidade máxima numa via urbana de um bairro residencial é 50 quilômetros por hora, o motorista que passa a 60 quilômetros por hora acha que está correndo pouco, que é um motorista civilizado.

Da mesma forma o sinal amarelo deixou se significar “perigo” e virou sinônimo de “acelere” na cabeça de praticamente todos os motoristas. O sujeito está a 100 metros do sinal e percebe que ele ficou amarelo, ele acelera para tentar atravessar antes do vermelho, quando o correto é fazer justamente o contrário. É quando acontecem acidentes extremamente graves, com vítimas fatais. Mas não há nenhuma campanha educativa — e punitiva — quanto a essa infração de trânsito, que, além de recorrente em todos os sinais de todas as vias, é infinitamente mais grave do que deixar de usar o cinto de segurança numa via urbana, não ter materiais de primeiros-socorros no carro ou estar com o IPVA atrasado. Como se vê, a decisão do Supremo que praticamente descriminaliza os motoristas homicidas é consequência de uma cultura que beneficia os criminosos em geral e, sem dúvida, irá reforçá-la ainda mais.

Fonte: Jornal Opção

Movimentos de passageiros em Agosto


A Infraero lançou nesta segunda (19) os dados estatísticos referente a movimentação de passageiros no mês de agosto. Segundo a estatal, em Agosto, 234.880 passageiros passaram por Goiânia. O acumulado de janeiro até agosto chegou à 1.816.576 passageiros, deixando Goiânia como o 17º aeroporto mais movimentado do país, ultrapassando Natal.

Goiânia cresceu tanto no transporte de passageiros quanto no transporte de cargas, mesmo sem operar nenhum voo genuinamente cargueiro. A cidade necessita urgentemente de voos cargueiros, tanto pela proximidade ao Porto Seco de Anápolis quanto as indústrias e fábricas da região metropolitana de Goiânia.

Confira os dados da Infraero de Janeiro à Agosto de 2011:

Movimento Total de Aeronaves (pousos + decolagens):
15 SBGO Aeroporto de Goiânia = 46.067 ( 10,2% )

Movimento de Passageiros Internacionais:
19 SBGO Aeroporto de Goiânia = 1.080 ( -15,0% )

Movimento Total de Passageiros (domésticos + internacionais):
17 SBGO Aeroporto de Goiânia = 1.816.576 ( 22,0% )

Movimento Total de Cargas (KG; doméstico + internacional):
15 SBGO Aeroporto de Goiânia = 5.974.106 ( 54,4% )

Previsão para Dez/2011
17 SBGO Aeroporto de Goiânia 2.865.662

Fonte: Infraero via Contato Radar (Gyn online)

Puxadinho deve ser inaugurado em Outubro

Como noticiado várias vezes aqui no GYN Online (aqui, aqui e aqui), o Puxadinho está pronto e deve ser inaugurado em Outubro após vistoria da ANAC, porém ainda falta o término das obras de ligação entre o terminal de passageiros e a nova sala de embarque que está em andamento e deve durar mais algumas semanas.

A área da praça de alimentação está sendo fechada para reforma e adaptação. Algumas lanchonetes serão transferidas de local (veja mais abaixo), e a área deve ser ampliada para facilitar o acesso à nova sala que terá um grande aumento no fluxo de passageiros.

A atual sala de embarque passará a ser um novo saguão onde terá uma praça de alimentação, novos banheiros e ponto de vista para o pátio. O terraço será fechado e nele serão feitas novas salas administrativas que serão divididas entre as companhias e a infraero.

O Puxadinho está pronto, com ar-condicionado, poltronas, monitores de LCD, banheiros, sistema de refrigeração, iluminação e som. Diferente do atual que contém somente duas máquinas de raio-x, a nova sala de embarque contará com três posições de raio-x o que melhorará o fluxo de entrada para os passageiros que em alguns momentos enfrentam grandes filas para embarcar.

Não é o ideal, mas o MOP trará um pouco mais de conforto aos passageiros que passam por Goiânia. Em breve o GYN Online trará fotos das reformas e do puxadinho.

Fonte: GYN ONLINE
Foto: Leoiran

Cargueiros devem voltar a operar em Goiânia


Depois de quase 2 anos, os voos puramente cargueiros devem retornar a operar no Aeroporto Santa Genoveva. A TOTAL e a ABSA tem interesse em operar em Goiânia. A primeira com o Boeing 727-200F e a segunda, acreditem se quiser, com o Boeing 767-300F.

A TOTAL deve operar em Goiânia no modelo RPN (Rede Postal Noturna) que foi desativada na cidade em meados de 2009. Neste modelo, companhias como ATA Brasil, TAF, Beta e a própria TOTAL já operaram em Goiânia com voos para São Paulo - Guarulhos com carga dos correios. Falta a burocracia da ANAC e dos Correios para iniciar a operação. A empresa de handling (Apoio com equipamentos de solo) já foi contratada.

A ABSA tem o interesse em operar com rota entre Miami (EUA) à Goiânia, sem escalas. Já, partindo de Goiânia, a aeronave sai vazia para Campinas, onde é uma dos maiores polos de carga do país. A companhia já entrou em contato com a Infraero demostrando o interesse, e a Infraero já realizou alguns estudos na operação do aeroporto para adequar a este novo voo cargueiro.

Para viabilizar a operação da ABSA com o Boeing 767-300F, a aeronave deve pousar com pouco combustível em Goiânia, suficiente para um tempo de espera e alternativa ao Aeroporto de Brasília, e decolar vazia para Campinas. Estas restrições se devem ao asfalto da pista de Goiânia que não suporta aeronaves com peso, por exemplo, de um 767-300F lotado de carga e combustível. A aeronave deve parar no pátio principal utilizando de duas à três posições do pátio. Possivelmente, o período de operação do voo será o vespertino, que contém menor movimento.

Vamos aguardar, não são informações oficiais, mas até o final do ano teremos mais novidades concretas sobre o assunto.

Fonte: Gyn online

24 de setembro de 2011

Primavera marca aumento de chuva no Centro-Oeste do país


Poucos minutos depois das 6h de hoje (23) começou a primavera – período do ano que marca a transição de uma estação seca e fria para uma mais quente e úmida. A fase de chuvas, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), se intensifica a partir da segunda quinzena de outubro, sobretudo na faixa central do país.

O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) informou que as chuvas devem ser mais intensas e frequentes nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Durante a primavera, começam as pancadas de chuva no final da tarde ou à noite, em razão do aumento do calor e da umidade. Em algumas ocasiões, podem ocorrer raios, ventos fortes e queda de granizo.

A Região Sul deve registrar poucas alterações nos totais mensais de chuva, pois a incidência deverá ser uniforme ao longo de todo o ano. Entretanto, a ocorrência de raios e de grandes quantidades de chuva em períodos relativamente curtos deve aumentar.

Entre os meses de setembro, outubro e novembro, a maior parte da Região Nordeste registra seca, exceto no sul dos estados do Piauí, Maranhão e no oeste da Bahia.

No centro-sul da Região Norte, o período chuvoso começa em outubro e novembro, com um aumento gradativo das pancadas de chuva e de trovoadas.

A expectativa é que, durante a primavera, as temperaturas aumentem gradativamente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Centro do país, as temperaturas máximas podem atingir valores elevados em função da forte radiação solar e da maior frequência de dias com céu claro.

Ainda assim, a estação pode registrar massas de ar frio intensas, capazes de provocar queda acentuada de temperatura no Centro-Sul do país. As regiões Norte e Nordeste são as únicas a registrar pouca variação de temperatura.

Fonte: Jornal o Hoje

Trânsito não muda no Dia Mundial Sem Carro

Galtiery Rodrigues

Você sentiu diferença no trânsito de Goiânia ontem? Provavelmente, não. O dia marcado por inúmeras iniciativas em comemoração ao Dia Mundial Sem Carro não foi atípico, pelo contrário. Não houve alteração perceptível no número de veículos nas ruas e a quantidade de acidentes de trânsito permaneceu na média dos demais. Até as 17 horas, a central de ocorrências da Agência Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (AMT) havia registrado 45 casos sem vítima e o Corpo de Bombeiros atendeu, das 7 horas até o final da tarde, 18 ocorrências com vítimas. Entre elas, a envolvida foi Valdete Campos Pereira, de 72 anos.

Apesar do aumento de ciclistas nas ruas, os congestionamentos continuaram os mesmos. E as autoridades que se arriscaram a andar de bicicleta para incentivar a população sentiram na pele o perigo que é pedalar entre os carros. O presidente da AMT, Miguel Tiago, foi quem percorreu o maior trajeto. Ele saiu de casa, no Setor Jaó, região norte de Goiânia, e foi até a sede da agência, no Setor Serrinha, região sul. Ele constatou: “Realmente não é seguro sair por aí pedalando. Fiquei preocupado e até com medo em alguns momentos”. Miguel conta que ao passar pela Avenida José Monteiro, em frente à Secretaria da Fazenda (Sefaz), no Negrão de Lima, um ônibus passou bem próximo a ele, o que lhe assustou.

Apesar disso, ele avalia que o dia foi positivo, em razão do envolvimento de vários órgãos públicos e da reflexão que possibilitou. Cita dado que demonstra o envolvimento da população. O número de bikes nos bicicletários dos terminais de ônibus Bandeiras, Araguaia e Cruzeiro aumentaram 50%. E isso aconteceu porque a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) promoveu campanha de incentivo, em que isentou da tarifa do ônibus aqueles que fossem de bicicleta para alguns destes terminais para pegar o coletivo depois.

Antônio Júnior, 30, sempre vai trabalhar de bicicleta. Ontem, a reportagem o encontrou, quando atravessava uma das faixas de pedestre da Avenida Anhanguera, no Centro, empurrando a “magrela”.“Nem sabia que tinha dia específico para comemorar isso. Que bom! Pedalo muito em Goiânia e é difícil encontrar motoristas educados e que respeitam o ciclista.”

O dia, que começou com o governador em exercício José Eliton (DEM) pedalando da Tamandaré até a Praça Cívica, terminou com passeio ciclístico promovido pelo Detran-GO na noite de ontem, com cerca de 300 ciclistas.

Fonte: Jornal o Hoje

22 de setembro de 2011

Cristiano Araújo e Pedro Paulo & Matheus em Goiânia - Atlanta Music Hall


Data: 01/11/2011
Local: Atlanta Music Hall
Fone: (62) 3257.7000
Site: www.atlanta.art.br

Horário: 22h.

Shows com:
- Cristiano Araújo.
- Pedro Paulo & Matheus.

Valores:

Área Vip
- R$ 40,00
(Vodka, Cerveja, Refrigerante, Água, Suco).

Front Stage
- R$ 60,00
(Whisky, Vodka, Cerveja, Refrigerante, Água, Suco, Frios, Caldos).

Mesas
- R$ 500,00 e R$ 300,00 (dependendo da localização)
(Vodka, Cerveja, Refrigerante, Água, Suco).

Camarote Empresarial
- R$ 120,00
(Whisky, Vodka, Cerveja, Refrigerante, Água, Suco, Frios, Caldos).

Lounge Premium
- R$ 100,00 (Feminino).
- R$ 120,00 (Masculino).
(Whisky Old Par, Vodka Absolut, Energético Red Bull, Cerveja Skol, Refrigerante, Água, Suco, Frios, Caldos).

Pontos de venda:
- Rival Calçados.
- Tkts Express.
- Shopping Bougainville.
- Digital Ingressos

Metrobus vai restaurar Eixo Anhanguera


A pista central da Avenida Anhanguera, por onde trafegam os ônibus do transporte coletivo, será totalmente restaurada. A obra está em fase final de licitação e deve ser iniciada dentro de 15 dias. A previsão é de que o Governo de Goiás, através da Metrobus, invista cerca de R$ 4 milhões na troca do pavimento.

De acordo com o presidente da Metrobus, Carlos Maranhão, todo o asfalto existente hoje na Avenida Anhanguera será retirado e no lugar será colocado um novo asfalto. A sinalização também será refeita para aumentar a segurança dos pedestres e usuários do Eixo Anhanguera. Enquanto a obra não inicia, a Metrobus está fazendo o trabalho de manutenção preventiva para evitar que a pista sofra maior degradação.

Estações
No total, o Eixo Anhanguera tem 14 quilômetros de extensão. Além das obras de restauração da pista por onde circulam os ônibus, a Metrobus também fará a reforma das 19 estações ao longo do Eixo. Carlos Maranhão explica que toda a extensão da linha será renovada para dar mais conforto aos usuários.

As estações vão ganhar novas grades de proteção e o gradeamento que separa a pista exclusiva dos ônibus da circulação dos veículos convencionais também será trocado. Ao todo, serão investidos R$ 460 mil nestas melhorias. Os investimentos no Eixo Anhanguera tem sido prioridade do Governo do Estado, que já colocou em circulação 11 novos veículos e pretende trocar toda a frota antes do final deste ano. Os terminais também serão reformados e alguns ampliados, como é o caso da Praça da Bíblia.

Fonte: Goiás Agora

Goiânia quer superar Edmonton e se tornar a cidade mais arborizada do mundo


Goiânia ocupa a 2ª colocação entre as cidades mais arborizadas do mundo, ficando atrás apenas de Edmonton (Canadá). O objetivo da Prefeitura de Goiânia é colocar a capital goiana como a mais arborizada do mundo. Na área urbana existem dois milhões de árvores plantadas, sendo 850 mil em ruas e avenidas, 100 mil em Praças, 400 mil em Parques e 650 mil na reserva Altamiro de Moura Pacheco.

A capital de Goiás possui 94 m² de área verde por habitante. Edmonton (Canadá) possui 100 m² quadrados de área verde por habitante. O Presidente da Amma, Pedro Henrique Gonçalves Lira, destaca que uma meta importante será a de recompor as matas ciliares no município.

“A estimativa de investimentos gira em torno de U$$ 180 milhões, para fazer toda a revitalização das áreas que estão degradadas”, destaca.

Para fazer com que Goiânia chegue ao 1º lugar em número de árvores plantadas, será necessário a ajuda da população. Durante uma solenidade em comemoração ao dia da árvore, no Bosque dos Buritis, a Prefeitura realizou a entrega de mudas para o cidadão.

A cidadã Hanna Barreto dos Reis analisa que para Goiânia chegar a uma melhor situação ambiental, é preciso reforçar a educação junto às crianças. Segundo ela, é mais fácil conscientizar uma criança do que um adulto.

Fonte: Portal 730

Seca reduz nível de lagos e rios

Lyniker Passos

Com temperatura variando entre 32º e 37º graus em Goiânia, umidade do ar por um longo período abaixo de 10% – o que é considerado estado de emergência – os lagos e rios da cidade estão com volume de água reduzido. Os dois lagos do Parque Flamboyant estão castigados pelo tempo seco. Já no Córrego Cascavel a grande quantidade de peixe em um percurso de pouca água assusta a população. Outro local que já demonstra as consequências de uma seca prolongada é o reservatório da Barragem do João Leite, onde a água já não ultrapassa mais a vertente.

Devido a pouca idade de funcionamento do reservatório, essa é a primeira vez em que o local passa por esse tipo de situação. O gerente operacional da barragem, Ivaltemir Carrijo, explica que esta é circunstância já esperada e que não vai prejudicar o abastecimento. Para que o percurso do rio não seja alterado, duas válvulas dispersoras foram abertas, situação que garante o fluxo de água até a Estação de Tratamento Jaime Câmara.

O reservatório passa pelo seu primeiro ciclo de vida. A água verteu pela primeira vez sobre a cascata de concreto no dia 15 de janeiro. Foram oito meses de cheia. Há pelo menos dez dias o nível de água diminuiu drasticamente e desceu 14 cm. Ivaltemir também garante que não existe a possibilidade de durante o início do período chuvoso acontecer alagamentos. “A barragem existe justamente para isso. No período da seca garante o abastecimento e no chuvoso impede alagamentos.”
A reportagem não conseguiu contato com a gerente de manejo da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Celma Alves, para destacar os maiores prejuízos que a seca pode provocar nos lagos e rios.

Previsão
Segundo o sistema de meteorologia da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectec), há previsão de chuva para o fim do mês em Goiânia. Pancadas isoladas podem ocorrer na capital a partir do final da semana que vem. A previsão é de que ocorram chuvas na região Sul do Estado, podendo ocorrer também na capital. Já o período chuvoso está previsto para começar a partir do dia 15 de outubro, de acordo com informações da Sectec.

Fonte: Jornal o Hoje

É difícil deixar o carro em casa

Galtiery Rodrigues

O trânsito de Goiânia chegou a um ponto que não dá mais para esperar. Especialistas afirmam que medidas eficazes precisam ser tomadas com urgência e o tempo perdido pode significar em mais incômodos e aumento dos problemas já enfrentados. Especialmente hoje, diversos órgãos públicos resolveram se mobilizar com iniciativas em comemoração ao Dia Mundial Sem Carro. Até o governador em exercício, José Éliton (DEM), vai pedalar da Tamandaré até a Praça Cívica. Contudo, a bicicleta e o ônibus, que seriam as principais alternativas ao carro, sofrem com a falta de espaços específicos e com o trânsito congestionado da capital.

Envolto de reflexões e ideias – afinal todos têm opinião, pois lidam com ele diariamente –, o trânsito de Goiânia vive crise estrutural, que inviabiliza o tráfego tranquilo de ciclistas e a fluidez do transporte coletivo. A bicicleta só é encarada por quem se propõe a enfrentar o perigo das ruas e avenidas da cidade, cada vez mais movimentadas, e a lidar com a inexistência de ciclovias, enquanto os que andam de ônibus sofrem com a lentidão e atrasos por causa do trânsito congestionado de exatos 1.011.811 veículos, conforme o Detran-GO. Em 2010, foram registrados 4.190 acidentes de trânsito em Goiás envolvendo ciclistas. Só em Goiânia foram 938.

O coordenador regional da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e superintendente de Desenvolvimento Urbano e Trânsito da Secretaria das Cidades, Antenor Pinheiro, verifica que enquanto não mudar a postura das ações tomadas pelos órgãos responsáveis pelo trânsito, a população vai continuar a optar preferencialmente pelo carro. “As intervenções feitas no traçado, como cortar praças, construir viadutos, túneis e aumentar faixas, todas são medidas para corresponder às demandas de automóveis. A gestão do trânsito de Goiânia está na contramão do incentivo ao transporte alternativo”, expressa.

A questão cultural também é pontuada por Antenor como entrave, mas a crise estrutural é o principal obstáculo. No Brasil, segundo ele, existem apenas 700 quilômetros de ciclovia, enquanto em uma única cidade, como Bogotá, capital da Colômbia e com apenas 6 milhões de habitantes, são quase 400 quilômetros. Pinheiro diz que as ciclovias brasileiras correspondem a apenas 0,15% da quilometragem viária do País, mesmo que a frota de “magrelas” no Brasil já ultrapassa os 25 milhões. Em Goiânia, são 210 mil bikes. “A diferença é que o carro tem os seus espaços e a bicicleta, não. Isso consolida no imaginário da população que a melhor forma de se transportar é de carro mesmo”, argumenta.

Alguns grupos de ciclistas já se organizam e reivindicam por melhorias e reserva de espaços. Um deles, o Pedal Goiano, acompanha de perto a evolução do pedido já feito ao prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT). Ciclofaixas chegaram a ser instaladas em locais específicos da cidade, durante os finais de semana, e mesmo assim são constantes os flagras de automóveis que invadem o espaço mediado pelos cones. “A mobilização é forte e eu só penso que a mudança só será possível se todos cobrarem. Governo e feijão, já dizia Frei Beto, só funciona na pressão”, brinca Antenor.

Cultura enraizada
O doutor em transportes pela Universidade de São Paulo (USP) Benjamin Jorge Rodrigues dos Santos acredita que o goianiense ainda não está preparado para uma mudança brusca. Assim como Antenor Pinheiro, ele mensura o quão enraizada está a “cultura do uso do automóvel” e, pior, os motoristas são tais que a falta de educação e conscientização no trânsito, são constantes. Para ele, o processo deve ser paulatino e já tinha de ser iniciado de modo mais incisivo. E, claro, paralelo a isso, um trabalho forte de convencimento e conscientização.

Fonte: Jornal o Hoje

Mr. Gyn‏ em Goiânia - Gravação do 2° DVD


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