Golpes que você deve ficar atento na hora de comprar um imóvel em Goiânia


 
Confira alguns dos golpes imobiliários mais comuns e como evitar cair neles.

Phishing, hacking, fraude eletrônica - todas essas são maneiras pelas quais as pessoas tentam roubar de outras pessoas na internet. À medida que as buscas e transações imobiliárias se movem cada vez mais on-line, as chances de ser pego em um golpe cibernético se tornam ainda maiores.
 
A esta altura, a maioria das pessoas já ouviu falar dos golpes do príncipe nigeriano ou e-mails de phishing solicitando informações de seguridade social ou bancárias, mas muitas pessoas não sabem que precisam estar atentas a possíveis golpes ao comprar apartamento em Goiânia.

Os crimes cibernéticos se tornaram cada vez mais sofisticados com o passar dos anos e as pessoas que os perpetram se concentram em situações em que muito dinheiro está mudando de mãos, tornando as transações imobiliárias um alvo ideal.

Golpe feito por hackers

Um exemplo de golpe imobiliário trata-se de uma fraude durante a fase de conclusão do processo de compra e venda de uma casa. Os hackers invadem as contas de e-mail de consumidores e profissionais do setor imobiliário para obter detalhes sobre uma transação imobiliária.

O hacker enviará um email fingindo ser o comprador, vendedor, corretor de imóveis ou outra pessoa envolvida no processo de fechamento e dirá que houve uma mudança de última hora e fornecerá novas instruções para a compra da casa; daí pelas instruções a vítima é levada a enviar dinheiro diretamente para a conta bancária do hacker.

Para evitar cair neste tipo de golpe, sempre busque falar diretamente com o proprietário ou intermediador do processo de compra e venda do imóvel. Pode ser por videochamada ou uma simples ligação telefônica, contanto que tenha certeza com quem está falando antes de realizar qualquer tipo de transferência monetária.

Golpe do copia e cola

Este golpe não é difícil de aplicar. Os criminosos encontram listas ativas de casas para venda e as copiam. Em seguida, publicam novamente os anúncios e alteram alguns detalhes, como um nome de contato para obter mais informações.

Em geral, os golpistas publicam um preço de venda notavelmente abaixo dos anunciados em áreas comparáveis ​​para criar angústia em interessados entusiasmados que desejam se mudar rapidamente. E um preço bom demais para ser verdade é o primeiro alerta com bandeira vermelha que as pessoas devem considerar antes de comprar qualquer tipo de coisa.

Para não cair nesta armadilha, faça uma busca na internet por uma frase ou parte de uma frase usada no anúncio de venda do imóvel. Desta forma você pode encontrar outros anúncios de venda de casas feitos por este mesmo vendedor e até denúncias relacionadas especificamente à oferta que você viu.

Golpe do proprietário no estrangeiro

Este tipo de golpe é realizado quando uma pessoal mal-intencionada se apresenta como o proprietário de um imóvel que você está interessado, diz que está fora do país e exige um depósito inicial como entrada em um terreno para comprar em Goiânia.

Depois que o dinheiro é pago, geralmente por meio de transferência bancária, a vítima descobre que a casa à venda na verdade não existe e o seu dinheiro acaba sendo totalmente perdido. Para não cair nesta trama, busque sempre fazer uma visita ao imóvel antes de transferir qualquer tipo de valor à pessoa com quem está negociando o imóvel.

Caso não seja possível visitar a casa, apartamento ou terreno para comprar antes de efetuar a compra, seja por motivos de distância geográfica ou saúde, uma opção é pedir para fazer uma videochamada para ver o local.

No entanto, não pare aqui a sua leitura. Confira como funciona o golpe seguinte, que você pode cair nele também.

Golpe após a visita à propriedade

Muitas reportagens jornalísticas já foram feitas a respeito de golpes deste tipo, nos quais nem mesmo visitar a propriedade é o suficiente para deixar de ser uma vítima. Isto porque, nestes casos, o golpista chega mesmo a levar a pessoa interessada em comprar o imóvel para visitar a propriedade.

Em seguida, é solicitado um adiantamento imediato para garantir a segurança da propriedade e é informado à vítima que já pode se mudar em uma data posterior. E é apenas na data da mudança que se descobre que não era realmente uma casa à venda disponível e que havia outras vítimas também.

Solicitar referências, dados do proprietário e do imóvel e buscar ver a reputação do vendedor no portal de venda de casas em Goiânia que está a consultar são outras dicas importantes para evitar cair neste tipo de artimanha.

Golpe após a visita à propriedade (só que mais avançado)

Igual ao caso citado no tópico anterior, o scammer solicitaria suas credenciais de cartão de crédito para creditar o valor de entrada da sua conta corrente. Neste momento, vale a  pena dizer aqui: nunca dê o número do seu cartão de crédito a um estranho.

Outras dicas de como evitar cair nestes tipos de golpes

Embora possa parecer que existem centenas de maneiras de um criminoso tirar vantagem de um consumidor online, existem muitas maneiras de os consumidores se protegerem ao comprar apartamento, casa, terreno e qualquer outro tipo de propriedade.

Aqui estão outras dicas para ajudar os compradores de casas a reconhecer e evitar fraudes imobiliárias:

- Faça uma busca na internet do e-mail de contato e do número de telefone da pessoa que está a negociar o imóvel com você. É possível que surpreenda com as suas descobertas.

- O preço é bom demais para ser verdade? 
Verifique o valor dos imóveis na área que está a buscar uma propriedade. Frequentemente os fraudadores tentarão atrair as suas vítimas com preços incrivelmente baixos para obter várias outras vítimas para si.

- A pessoa com quem está a negociar a casa à venda é o proprietário ou o gerente da propriedade? Deixamos aqui esta pergunta pois também vale a pena saber que apenas o dono do imóvel ou uma corretora legalizada que têm autoridade para efetivar a venda da propriedade (há exceções a esta regra, no entanto, é raro).

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Corredor de ônibus BRT em Goiânia vai demorar mais 7 meses para ser concluído



A obra do BRT Norte-Sul deve durar mais sete meses até a sua conclusão. Desde o início do ano, a Prefeitura trabalhava com a ideia de cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Federal (MPF) e entregar a obra em outubro deste ano. Apenas em agosto o discurso mudou, com a intenção de finalizar a execução até dezembro, durante o mandato do prefeito Iris Rezende (MDB). Mas no dia 8 de outubro, a 23 dias do fim do prazo, o Paço encaminhou pedido de prorrogação do TAC, explicando que a conclusão será no fim de maio de 2021.

O novo prazo estabelecido vai fazer com que a obra seja entregue em um tempo três vezes maior do que o previsto em março de 2015, quando a obra foi iniciada. A previsão era de conclusão em 24 meses e, se o novo período for cumprido, a entrega será 74 meses após o início. O assunto é tratado pelo procurador Hélio Telho, do MPF. O órgão esclarece que o Paço, de fato, solicitou um aditivo ao TAC para rever o cronograma e que este pedido ainda está sob análise. Até por isso, a Prefeitura não se pronuncia oficialmente sobre fato, aguardando o posicionamento do MPF. 

O acordo entre o órgão e o Paço foi feito em março de 2018, depois que a obra já passava por sua terceira paralisação, e tinha como objetivo garantir a entrega da mesma dentro do cronograma anunciado. Segundo o documento apresentado e assinado pelo secretário da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Dolzonan da Cunha Mattos, os últimos trechos a serem entregues à população são o viaduto da Avenida Goiás Norte com a Avenida Perimetral Norte e as estações da Avenida Goiás e da Praça Cívica, no Centro. 

Em setembro deste ano, ao POPULAR, Mattos afirmou que haveria o pedido por parte do Paço, mas que aguardava uma definição mais clara do consórcio responsável pela obra para informar ao procurador o que já tinha sido feito, o que faltava e a estimativa de prazo. 

Válido ressaltar que o TAC firmado corresponde apenas ao trecho entre os terminais Recanto do Bosque e Isidória, já no trecho entre o Isidória e o Cruzeiro a previsão de entrega é para dezembro de 2021. Neste caso, foi feito um novo processo licitatório, já que a fonte de pagamento era diferente. Enquanto o primeiro trecho é via empréstimo com a Caixa Econômica Federal, este outro, na divisa com Aparecida de Goiânia, tem recursos do Orçamento Geral da União (OGU). Ambos possuem contrapartidas financeiras da Prefeitura, cuja administração atual garante que deixará recursos em caixa para a finalização dos mesmos no caixa da Prefeitura para a próxima gestão.

Trechos
Sobre os locais que mais demorarão a serem entregues, o viaduto da Goiás Norte teve a construção iniciada em julho deste ano, após uma licitação própria para o projeto local, que foi modificado em relação ao original dada a dificuldade do Paço em conseguir arcar com as desapropriações das áreas ao redor do espaço. O novo projeto retirou a necessidade do acréscimo de áreas. Essa alteração foi o argumento da Seinfra ao MPF para o pedido de prorrogação e anunciou a previsão de entrega para o dia 31 de maio do próximo ano.

Na mesma data, a Seinfra promete entregar as estações de embarque e desembarque do BRT na Avenida Goiás e na Praça Cívica. As demais estações ao longo de todo trecho estão previstas para serem finalizadas até o final deste ano. Por outro lado, ainda não há uma definição clara de quando será iniciada a construção do corredor na Praça Cívica, o que pode causar um novo atraso. No documento entregue ao MPF, a Seinfra informa que é aguardada a conclusão de um relatório das condições físicas das estruturas dos prédios tombados pelo Patrimônio Histórico. O documento será entregue para análise e aprovação feitas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A Seinfra argumentou que a análise do Iphan feita sobre o planejamento das obras na Avenida Goiás foi outro ponto que fez com que o prazo para a entrega do BRT fosse descumprido. Além disso, o documento ressalta que com a pandemia de Covid-19 houve a necessidade de afastamento de servidores, além de ter 11 contaminados e um óbito, o que afetou a produtividade. Também houve problema com a entrega de insumos para a construção civil, como de siderúrgicas. Anteriormente a entrega do ferro e aço, por exemplo, se dava em até 15 dias e agora a demora seria de mais de 55 dias e até 70 dias. 


Empresários querem que Centro de Goiânia vire shopping a céu aberto


 
Representantes dos comerciantes e indústrias do Centro de Goiânia querem privatizar a gestão dos espaços públicos da região para transformá-lo em um shopping a céu aberto e no principal polo tecnológico da cidade. A iniciativa não inclui trabalhadores informais que ganham a vida como camelôs nas calçadas e pretende mudar a configuração dos quiosques e bancas que já existem na região central. Tudo seria controlado por um comitê liderado pela iniciativa privada que estabeleceria os critérios para disposição de novas bancas e quiosques.

O projeto prevê que a gestão das calçadas de toda região central seja feita de forma privada. Em contrapartida, as empresas particulares seriam responsáveis pela instalação de câmeras com reconhecimento facial, estações de Wi-Fi, lâmpadas e telas de grande dimensão de LED para uso de publicidade, totens digitais e outras intervenções. A gestão do espaço público do centro seria feita por um comitê liderado pela iniciativa privada.

A Associação Comercial e Industrial do Centro de Goiânia (ACIC) apresentou o projeto ao Secretário da Indústria, Comércio e Serviços do Estado de Goiás, Adonídio Neto Vieira, na última terça-feira (1º). O projeto também foi encaminhado como proposta para a atual gestão da Prefeitura de Goiânia. “Como essa gestão está no fim, vamos conversar com a equipe de transição de governo para reforçar”, afirma Uilson Manzan, presidente da ACIC.

Quiosques

Uilson afirma que a permanência dos quiosques e bancas que já existem no Centro da cidade não estaria necessariamente garantida na conformação do projeto. A gestão liderada por empresários faria liberação de quiosques e bancas que mantivessem certo distanciamento das lojas e se adequassem ao padrão e critérios estipulados pelo comitê. Os interessados em abrir quiosques e bancas padronizados teriam que responder a um chamamento público.

“Os empresários que quisessem manter esses quiosques pagariam um preço público aos comitês e esse valor seria revertido para a limpeza, conservação e manutenção da estrutura tecnológica”, declara Uilson. O presidente da ACIC diz que os quiosques como estão dispostos hoje no Centro não se adéquam a proposta. “Queremos algo mais no estilo Art déco, tudo padronizado”.

Ambulantes

A presença de centenas de trabalhadores informais que tiram o sustento como camelôs nas ruas do Centro da cidade também não foi considerada pelo projeto. “Não contemplamos ambulantes porque representamos os comerciantes formais, mas os ambulantes que quisessem se formalizar nos quiosques serão muito bem vindos”, afirma.

Leo Machado trabalha há 12 anos como ambulante e monta sua banca de variedades em uma das esquinas entre a Avenida Anhanguera e Avenida Goiás, na Praça do Bandeirante no Centro. Ele relata que o embate com os trabalhadores informais no Centro é constante. “A fiscalização da prefeitura quer tirar a gente daqui há anos. Só queremos trabalhar. Se houvesse a possibilidade, eu pagaria para ter meu lugar na calçada sem perturbação”, declara. 

Custo de implementação do polo tecnológico seria dividido 

O presidente da ACIC, Uilson Manzan, explica o custo de instalação dos modelos tecnológicos seria dividido entre a iniciativa privada e o poder público, mas principalmente por grupos empresariais que tem interesse de investir no centro e estão aguardando a aprovação do Poder Público para começar a investir na região. “Estamos propondo que a gestão das calçadas seja feita pela iniciativa privada, com conservação das ruas, limpeza, segurança, como um shopping, mas a céu aberto”, defende.

Patrimônio histórico

A tecnologia dividiria espaço com a preservação do patrimônio de Art déco no Centro da Capital, com estímulos fiscais aos comerciantes que se comprometessem a conservar e evidenciar a fachada dos prédios históricos com arquitetura típica dos primeiros anos de vida da cidade em meados do século XX.

Outra proposta da ACIC dentro do projeto seria a criação de benefícios para tornar a região central atrativa para investidores. De acordo com o presidente da ACIC a “reciclagem” do comércio no Centro de Goiânia é baseada em experiências que já aconteceram em grandes centros urbanos como Recife, Florianópolis, Campinas (SP). Nestas cidades, se ofereceu diversos benefícios aos polos tecnológicos.

Ainda segundo Uilson, a proposta foi enviada tanto para o governo estadual quanto para o municipal. “O atrativo para novas empresas viria por meio de benefícios tributários para ocupação do Centro com uma alíquota menor para abertura de novas empresas”, explica.

Segundo o presidente da ACIC, a Administração Pública ganharia com o aumento de arrecadação fiscal das novas empresas além de ter o Centro revitalizado por iniciativa privada. “O Poder Público, a prefeitura, o Estado e os empresários só têm a ganhar com a proposta”, defende. A ACIC estima que a aprovação da proposta vá resultar na abertura de mais de 800 empresas, geração de mais de 15 mil postos.

Estacionamento

Além dos benefícios fiscais para instalação de novas empresas, e investimento em tecnologia, a proposta também pretende resolver o problema de estacionamento do centro da Cidade com parcerias público-privadas e prédios de estacionamento. “Queremos restituir a ideia de instalação de parquímetros no Centro e a liberação para construção de novos prédios de estacionamento, assim como o antigo Paternon Center”, declara. (Especial para O Hoje) 


Prefeitura de Goiânia muda obra de arte no viaduto da Jamel Cecílio com a Marginal Botafogo

 


A previsão, segundo a prefeitura, é concluir as próximas etapas e liberar o viaduto para o tráfego de veículos ainda antes do Natal. Monumento previsto inicialmente para o local precisou ser substituído devido a característica do solo e impacto financeiro

A Prefeitura de Goiânia iniciou a última etapa dos serviços de construção do viaduto que integra o Complexo Viário Jamel Cecílio. A previsão, segundo a prefeitura, é concluir as próximas etapas e liberar o viaduto para o tráfego de veículos ainda antes do Natal.

Com a cravação das 765 estacas, no último domingo, 6, foi concluído o encabeçamento do elevado com a avenida do lado oeste, sentido Setor Sul; e na segunda-feira, 7, teve início a execução do encabeçamento do lado leste, sentido GO-020.

O encabeçamento da estrutura conta com paredes em escamas, ou seja, painéis pré-moldados de concreto, onde tiras de aço são fixadas às placas com parafusos e aterradas e compactadas com rolo compressor. Essa metodologia propicia maior resistência do solo à tração interna suportando cargas elevadas.

As rampas que formam o encabeçamento possuem 52m no lado Oeste e 41m, no Leste. O elevado conta com 192 metros de comprimento e 282 no total, incluindo as duas rampas dos encabeçamentos. A estrutura tem 6,22ms de altura máxima, 13,8m de largura, 2 pistas de 6,50m, contendo 4 pistas de rolamento e guarda-rodas com 40cm.

O empreendimento, que receberá o nome de Complexo Viário Luís José da Costa, em homenagem ao cantor Leandro, morto em 1998, vítima de câncer, é composto por três elementos diferentes de engenharia, nos mesmos moldes do que foi construído no cruzamento da Avenida 85 com a Avenida T-63: o elevado, uma rotatória em nível e a trincheira. A Avenida Jamel Cecílio vai passar pelo elevado sobre toda a obra; no nível da Alameda Leopoldo de Bulhões será construída a rotatória; e a Marginal Botafogo passará em trincheira por baixo de tudo.

Segundo a prefeitura de Goiânia, a ideia por trás da obra é dar maior fluidez ao tráfego de veículos para a Jamel Cecílio e para a Marginal Botafogo e maior acesso a essas duas vias a quem está na Leopoldo de Bulhões, eliminando a necessidade do semáforo de três tempos no cruzamento.

O elevado na Jamel Cecílio dará fluxo direto para as pessoas que querem atingir a BR-153, a GO-020 ou os bairros e condomínios da região; a Marginal Botafogo vai realmente funcionar como uma via expressa, sem nenhuma interferência semafórica; já quem desce a Alameda Leopoldo de Bulhões terá acesso à direita para a Jamel Cecílio, ou à esquerda, para o Setor Sul, bastando fazer o contorno da rotatória e seguir ou retornar à própria Alameda. O trânsito vai fluir para todos os lados, sem interferência de sinaleiro.

Além de maior mobilidade, a construção do Complexo Viário trará outros ganhos para a região, como um novo sistema de drenagem, paisagismo e iluminação.

Monumento

Devido à qualidade do solo, que acabaria por aumentar muito o custo da obra, o projeto do monumento a ser fixado ao lado do viaduto foi substituído. Segundo o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, a instalação do monumento anteriormente pensado – estrutura em forma de mão dedilhando um violão – demandaria fundação e estrutura muito robustas, acarretando um custo altíssimo para a obra, fator que se torna inviável, principalmente, nesses tempos de pandemia.

“Com a escavação para fazer o encabeçamento do viaduto, percebemos que o subsolo é bem mais mole, naquele local, necessitando um reforço extra com estacas de concreto para garantir a segurança e a durabilidade da obra. Para fazer o monumento proposto, é preciso também desse reforço extra na fundação para sustentar a estrutura, o que encarece muito os serviços, então, optamos por esse outro projeto que também vai embelezar e dar uma aparência moderna à obra”, justifica.

A concepção do novo monumento representa o que o goiano tem de mais caro: a capacidade de acolher na primeira hora todos que aqui chegam ou por aqui passam. Nas palavras do arquiteto e projetista, idealizador da obra, Renato Cunha de Almeida “representa uma janela aberta para a cidade. A ideia é que todos possam se sentir acolhidos pelo monumento e desfrutar da paisagem urbana da nossa cidade”, informa.

O monumento será construído em estrutura metálica em aço galvanizado revestido com chapas eletro fundidas e pintura à base de poliuretano, a iluminação será em Led, o que permite que ele receba diferentes cores durante a noite.

Trincheira da 90

O Complexo Viário Sodino Vieira, mais conhecido como Trincheira da 90, também ganhará um monumento que será instalado envolvendo a adutora de água que passa sobre a Avenida 136.

Também fruto da inspiração do arquiteto e urbanista Renato Cunha de Almeida, o projeto é um presente doado à cidade e a concepção vem da grande transformação urbana pela qual Goiânia está passando com a construção do BRT Norte-Sul, sistema que está mudando a malha viária urbana e vai mudar o transporte público como conhecemos hoje.

“Criamos uma escultura urbana que celebra essa grande façanha. O local escolhido foi a Praça Delmiro Paulino Silva (Praça da 90), promovendo sua reintegração, uma vez que ela acabou dividida com a construção da trincheira. É uma homenagem a todos que participaram desta grande obra para a nossa cidade”, explica Renato.

A escultura projetada para o local é composta por duas estruturas metálicas arqueadas, sendo a maior com cerca de 35m de altura e a menor, 26 m. As duas são ligadas por 39 montantes que formam uma superfície chamada de Hiperboloide Parabólica e ganham características diferentes à medida que se contorna a praça.

“A cidade é um elemento dinâmico. E dentro desse conceito, desenvolvemos a proposta como uma analogia às mudanças, porque à medida que você contorna a praça você perceberá que o monumento vai tomando novas formas, diferentes olhares, de maneira que o observador terá sempre uma visão diferente do espaço”, ensina o arquiteto.

O monumento será revestido com chapas eletro fundidas e receberão pintura à base de poliuretano para proteger a estrutura da corrosão provocada pelo tempo. A base de concreto será também revestida com chapas metálicas para dar unidade à composição.

Fonte: Jornal Opção

Canalização de Córrego Cascavel agride meio ambiente


 
O Córrego Cascavel está sendo canalizado no trecho entre as Avenidas T-9, no Setor Bueno, e C-12, na Vila Alpes, numa extensão de 1,76 quilômetros. Além de trazer prejuízos ambientais, a obra deve contribuir para piora das enchentes que já são recorrentes na região em época de chuva. A bacia do Córrego Cascavel abarca uma área de aproximadamente 42 quilômetros quadrados. O alto curso da bacia localiza-se na região sul do município de Goiânia e abrange setores como Jardim América, Jardim Atlântico e Parque Anhanguera. 

O córrego Cascavel tem grande importância para a Capital e também para a vida do Rio Meia Ponte, principal fonte de abastecimento de água da Região Metropolitana de Goiânia.  A conselheira titular do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), Maria Ester de Souza afirma que a obra de canalização do Córrego Cascavel causa impacto ambiental grave. “Toda dinâmica do ecossistema em torno do rio é alterada porque após a canalização, não há mais rio”, explica. 

Ela analisa que a canalização do curso do rio e a obra viária nas margens do córrego são apresentadas como uma solução rápida e barata para a cidade, mas não mede os reais impactos ambientais e urbanos da alteração. “É uma proposta que acontece na contra mão do que ocorre nas obras viárias do resto do mundo que cada vez mais passam a considerar os impactos no meio ambiente”.

Enchentes

Maria Ester aponta que a obra deve contribuir para o aumento de enchentes que são recorrentes em épocas de chuva ao longo do curso do Córrego Cascavel. Ela ressalta que o bairro Jardim América é atingido todos os anos por problemas de enchentes causadas pela impermeabilização no solo, principalmente nas Avenidas T-8 e T-9. “Quando você imagina que é um dos maiores bairros em extensão, também é uma das áreas mais asfaltadas da cidade. Isso faz com que a água empoce ou vire uma enxurrada porque ela não é absorvida pelo solo”, explica.

A conselheira do CAU-GO afirma que a canalização do Córrego Cascavel causa inundação das suas bordas e amplia erosões no seu entorno. O volume de águas que corre em suas calhas aumenta consideravelmente e se torna um potencial causador de problemas ao longo do curso d’água. “Pode derrubar pontes, aterros, aumentar enxurradas e causar muitos danos por onde passa”, aponta. 

Meio Ambiente

A arquiteta e urbanista ainda afirma que após sofrer o processo de canalização, o curso d’água passa a correr em uma espécie de ‘calha’, toda a vegetação em volta dele é desmatada e a topografia da região sofre alteração brusca com destruição do microclima local. “O rio atrai animais, sua vegetação ciliar mantém o microclima e ajuda na manutenção de índices de permeabilidade que previne as enchentes”, diz. 

Maria Ester ressalta que ao retraçar o desenho de um rio por meio de calhas, todos os benefícios da existência do curso natural de água desaparecem. “Estão fazendo o contrário do que deve ser feito com os rios urbanos que é manter suas matas ciliares originais, replantar e recuperar o que foi degradado, afastar as construções próximas ao seu curso e evitar ligações de esgoto e lixo”, pontua. 

A canalização proposta para esse trecho do Córrego Cascavel é composto por uma estrutura de concreto armado feita com segmentos com 19,98 metros de extensão, interligadas por juntas de dilatação, com fundo plano interligado a paredes verticais com as dimensões projetadas. O canal foi dimensionado para atender a uma vazão de 171,668 metros cúbicos por segundo e tempo de recorrência de 100 anos para pontes e canais em concreto e borda livre aproximada de 38,50 centímetros para o topo das paredes do canal.

Estudos de impacto ambiental podem ser encomendados  

A conselheira titular do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), Maria Ester de Souza, afirma que a legislação brasileira permite que os estudos de impacto ambiental de obras públicas sejam encomendados pelas próprias empresas que conduzem as obras em licitações. “O órgão municipal deve analisar a competência dos estudos, mas no caso de obras viárias, as prefeituras também estão interessadas que ela sejam feitas de forma rápida”, afirma. 

Instrumento importante para redução de prejuízos ao meio ambiente decorrentes de obras de infraestrutura, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é uma condição para o licenciamento de uma série de obras. De acordo com resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) destacam-se obras de saneamento, irrigação e drenagem, incluindo a canalização de córregos urbanos e a retificação de cursos d’água.

De acordo com a arquiteta e urbanista, esse mecanismo de aprovação de projetos faz com que muitos trabalhos que medem impactos ambientais sejam feitos às pressas ou de forma a mascarar o verdadeiro dano ambiental causado pela obra. “Em Goiânia temos vários exemplos de obras cujos estudos foram feitos de forma parcial ou à revelia, em favorecendo a construção de prédios, vias e edifícios em áreas de proteção ambiental e nascentes de rios”, pontua. Ela cita a obra da duplicação da Rua da Divisa, no Setor Jaó, como exemplo.

A equipe do jornal O Hoje entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Goiânia e requisitou os Estudos de Impacto Ambiental da obra da canalização do Córrego Cascavel, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.

Licitação

A empresa Sobrado Construções Ltda venceu a concorrência pública, do tipo menor preço, para a execução das obras de construção das pistas marginais e de acesso e de canalização do Córrego Cascavel, no trecho entre as Avenidas T-9, no Setor Bueno, e C-12, na Vila Alpes, numa extensão de 1,76 km. O contrato contempla ainda a sinalização horizontal e vertical e a construção de calçadas acessíveis.

Orçada em R$ 25.349.847 a licitação foi fechada por R$ 18.961.679, um deságio de mais de 25%. De acordo com o projeto, a pista a ser construída varia de 9 metros a 11,98 metros de largura, com acessos de 6 metros a 6,73 metros de largura, e camada de revestimento em concreto betuminoso na espessura de 10 centímetros, dividido em uma camada de cinco centímetros de pavimento asfáltico, recoberta por outro camada de cinco centímetros de capa para as vias marginais. 



Parque da Serrinha em Goiânia só existe no papel


Um ano após acordo entre Estado e Prefeitura, municipalização ainda não aconteceu. 

Repasse precisa ser votado na Assembleia Legislativa de Goiás Quase um ano após um acordo firmado entre a Prefeitura de Goiânia e o Estado de Goiás para municipalização do Parque Estadual Morro da Serrinha, a transferência da área ainda não saiu do papel. Em novembro de 2019, o projeto de autoria do vereador Cabo Senna (Patriota) foi aprovado na Câmara Municipal e encaminhado ao prefeito Iris Rezende (MDB) em uma reunião que contou com a participação de representante da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Agora, o projeto que está com o governador Ronaldo Caiado (DEM) precisa passar pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) para votação dos deputados estaduais.

Presidente da Associação dos Amigos do Morro da Serrinha, Álvaro Caetano é morador da região há 30 anos. Nas últimas reuniões, ele defendeu a reintegração de posse do local e diz que o desejo é que o parque saia do papel. Ele diz que se reuniu com o presidente da Companhia de Investimento e Parcerias do Estado de Goiás (Goiás Parcerias), Enio Caiado, na semana passada, e recebeu como resposta que a documentação está pronta com o governador. “O parecer da Semad foi favorável à implantação do parque. Além disso, está na mão do juiz o processo de reintegração de posse daquela área, falta apenas ele expedir o mandado”, completou.

Titular da 15ª Promotoria de Justiça, o promotor Juliano Barros explica que em 2014 o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) entrou com Ação Civil Pública para que o Estado seja obrigado a desocupar e recuperar a área de preservação permanente (APP). A ação inclusive, já transitou em julgado. “O Estado precisa recuperar porque é o dono da área e o processo de execução está em andamento. O Estado queria que o processo fosse paralisado porque deu entrada na reintegração de posse. Manifestamos, entretanto, para o Judiciário que a recuperação da área pode ser feita independente da reintegração. O magistrado acolheu o pedido”, completou.

O promotor pontua ainda que pela sentença do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), mesmo que o Estado repasse a área para o município, continua responsável pela recuperação ambiental. “É necessária autorização legislativa seja doação ou permuta. O município também terá de justificar porque quer pegar a área. Lembro de exemplos como o Jardim Botânico e o Parque Areião: enquanto não isolou ocupações e o poder público tomou frente, os parques não aconteceram de fato. Não existe justificativa para esta inoperância. A Semad possui técnicos que deveriam elaborar um plano de recuperação e existem recursos do Fundo Estadual de Meio Ambiente que deveriam ser aplicados”

Em nota, a Secretaria de Administração (Sead) afirmou que a área foi abandonada por anos, mas garantiu que a atual gestão está tomando todas as providências necessárias para a reintegração de posse do local. Disse ainda que os ocupantes já foram identificados e existe um processo judicial movido pelo Estado solicitando a retirada das ocupações irregulares.

“Há uma ordem desocupação já expedida, mas, em virtude da pandemia, a execução está temporariamente suspensa. As irregularidades e as ocupações inviabilizam a implantação de políticas públicas e dificultam o processo de destinação para melhor aproveitamento da área”, diz a nota da Sead. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) afirmou que por decisão judicial, o cumprimento do mandado neste processo foi suspenso em razão da pandemia da Covid-19.

Texto foi aprovado pela Câmara em 2019

A transferência do parque começou a ser discutida no início de 2019 e a aprovação do projeto do vereador ocorreu em setembro. A ideia é que a área de aproximadamente 100 mil metros quadrados seja repassada ao município e possa integrar o Projeto Amigo Verde, que estabelece parcerias entre o poder público municipal e entidades sociais, empresas privadas ou pessoas físicas. Entre os objetivos estão: implantação, reforma, manutenção ou melhoria urbana, paisagística e ambiental dos parques naturais urbanos, por meio de adoção voluntária deles.

O projeto, que já existe, é dividido em duas etapas sendo a primeira com cercamento, instalação de iluminação pública, trilhas e caminhos dentro do parque. Orçada em torno de R$ 4 milhões (valores de fim de 2017 e início de 2018), a licitação foi realizada e teve, inclusive, uma empresa vencedora. A segunda parte, que diz respeito à instalação de equipamentos urbanos e de lazer, tais como: parque infantil, área de alimentação, academia para ginástica e área para prática de esportes, por exemplo. Para esta segunda parte, não há orçamento. 

Em novembro de 2019 uma reunião foi realizada no Paço Municipal, no gabinete do prefeito Iris Rezende (MDB) com o objetivo de chegar a um acordo sobre a municipalização do Parque Estadual Morro da Serrinha. Na ocasião, estiveram presentes a então superintendente de Unidades de Conservação e Regularização Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Janaína Rocha, o prefeito e o vereador Cabo Senna (Patriota), responsável pelo requerimento que foi aprovado pela Câmara Municipal. Ficou decidido na ocasião que procuradores do Estado e do município iriam analisar a parte burocrática e administrativa para definir a forma e os termos de repasse da área. 

O prefeito Iris Rezende chegou a dizer que não poderia investir em uma área que não fosse da Prefeitura, sem dotação orçamentária suficiente, com autorização do Poder Legislativo. Disse que o terreno precisava ser de domínio municipal e recomendou que o vereador buscasse junto ao governador Ronaldo Caiado (DEM) uma transferência de domínio para a Prefeitura. “O espaço é muito importante para Goiânia. É um local bonito, que pode se tornar um dos locais de visitação das pessoas”, falou na ocasião. 

O morro possuía um projeto de construção de um parque estadual. A ideia surgiu ainda na administração Marconi Perillo (PSDB), em 2018, que chegou a licitar a obra, mas não deu encaminhamento. 

Não há projeto de área em tramitação na Alego

O vereador Cabo Senna, envolvido no projeto de municipalização diz que todos os procedimentos necessários foram realizados com o objetivo de mostrar ao governador a necessidade de transferir a área do parque para a Prefeitura de Goiânia. Ele defende que o Projeto Amigo Verde facilita a adoção do local por parte de empresários, por exemplo. “Conversamos com o prefeito Iris Rezende para que ele encaminhasse um ofício ao governador e que depois projeto fosse encaminhado para votação na Alego”, completou. Procurada por meio da Assessoria de comunicação, entretanto, a Alego informou que não há nenhum projeto neste sentido em tramitação na Casa. 

Titular da 15ª Promotoria de Justiça, o promotor Juliano Barros afirma que em 2014 eram poucas famílias residindo no local. O vereador pontua que o número cresce a cada dia. Além de tendas com moradores, há também prática de atividade religiosa. A princípio, a realização de cultos religiosos no topo dos morros, independente do tipo de denominação e de fé, não é proibida, assim como o acampamento de moradores. A questão é saber se há dano ao meio ambiente com a ocupação. 

Elizabeth Pereira, conhecida como pastora Beth afirma que há mais de 10 anos a prática de oração no local é realizada e que há dois anos, começaram um programa de recuperação de usuários de drogas e alcoólatras. Indicada por moradores para falar sobre a ocupação do local, ela diz não saber quantas famílias se instalam atualmente. “Depois que começamos nosso projeto até mesmo a Polícia parou de ter problemas por aqui. Não sei quantas famílias moram aqui, eu não moro, apenas faço meu trabalho de evangelizar. Tem muitas pessoas que dormem aqui porque não têm lugar para morar. Agora na pandemia também estamos tomando cuidados com cadeiras distantes durante o culto, usando máscaras e álcool em gel”


Obras de continuidade da Marginal Botafogo se arrastam há 20 anos


 
Há mais de 20 anos a prefeitura tenta terminar de executar o prolongamento da Marginal Botafogo que inclui a pista no sentido Norte-Sul da Marginal, a ponte da Rua 1.018, as alças de acesso à Avenida 2º Radial e a tubulação e canalização do Córrego Botafogo. Faltam 20% para o trabalho ser concluído e a Prefeitura de Goiânia tem expectativa de que a obra seja entregue em novembro.

A primeira tentativa de conclusão do trabalho foi na gestão de Nion Albernaz (PSDB), em 1999. Na época foi feito um contrato de quatro anos, mas o acordo com a Construtora Central do Brasil S/A (CCB) foi encerrado apenas em 2011, depois de 15 aditivos de contrato e exigência do Tribunal de Contas da União (TCU) para abertura de uma nova licitação.

Um novo processo licitatório foi aberto em 2015, na gestão do prefeito Paulo Garcia (PT), que inaugurou a ponte sobre a Rua 1.018 em sua última aparição pública à frente da Prefeitura de Goiânia. Nesta tentativa de realizar a obra, em 2015, o serviço era estimado para ser finalizado em 15 meses, por um valor de R$ 23,8 milhões.

A empresa CCB, em consórcio com a Elmo Engenharia, responsáveis pela empreitada, deram andamento na obra. A vencedora do processo de licitação alegou falta de verbas para a contrapartida paga pela prefeitura e também do convênio federal. O contrato foi rompido em 2018 para dar agilidade a mais uma licitação. A administração pública optou pela transferência da responsabilidade de abertura do processo para a Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh).

O valor do serviço caiu saiu de R$ 35,46 milhões em 1999 para R$ 11,6 milhões, valor da licitação anunciado em 2019. No entanto o novo edital de licitação foi publicado apenas em maio deste ano com valor estimado em R$ 17,5 milhões. Esta última licitação corresponde às obras de construção da pista no sentido Sul-Norte do prolongamento da Marginal Botafogo entre a Avenida 2ª Radial, no setor Pedro Ludovico, e a Avenida Jamel Cecílio, no Jardim Goiás.

Contrapartida

Os recursos para a conclusão do serviço são da Prefeitura de Goiânia, em contrapartida ao financiamento obtido com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a execução dos primeiros três setores do Parque Urbano-Ambiental Macambira Anicuns (Puama).

O pagamento da contrapartida do Puama para construção de obras que beneficiassem a Capital já estava prevista, mesmo que elas acontecessem fora da região do parque, que abrange o Córrego Macambira e o Ribeirão Anicuns até seu deságue no Rio Meia Ponte. A obra do prolongamento da Marginal Botafogo é o último trabalho de contrapartida e conclui o ciclo do acordo com o BID. Uma dessas contrapartidas foi a construção de uma escola no Residencial Itamaracá e uma unidade de saúde no Setor Rodoviário.

As obras da pista no sentido oposto, entre a Jamel Cecílio e a 2ª Radial foram liberadas em agosto. Nesta obra também foram contempladas a canalização do Córrego Botafogo e a ponte da Rua 1.018, no Setor Pedro Ludovico. Esta etapa do trabalho foi estimada em aproximadamente R$ 14 milhões e também foi feita em contrapartida do financiamento do Puama. 

Liberação da Jamel Cecílio será até dezembro 

Complexo Viário da Jamel Cecílio com a Marginal Botafogo, obra que é feita em separado dos prolongamentos da Marginal já completou um ano e a Prefeitura de Goiânia alega que deve ser concluída até o prazo estipulado pelo contrato com a empresa responsável pela empreitada, no dia 31 de dezembro. 

A administração do município espera que o fluxo do trânsito na via seja liberado entre novembro e dezembro.A expectativa para a liberação da via antes da conclusão da obra já foi frustrada duas vezes. Em janeiro, a administração do município anunciou que o trânsito no local seria liberado até julho. Findado o prazo, anunciou o fluxo de tráfego para este mês. A via continua interditada.

Em janeiro deste ano, a obra estava com 12% de andamento e a Seinfra anunciou a liberação do tráfego do viaduto para o mês de julho. Naquele mês foi anunciado que o fluxo seria liberado apenas em setembro. Com o trânsito ainda interrompido, a Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra) afirma que a expectativa da volta do fluxo fica agora para outubro.

No entanto, de acordo com o titular da pasta, Dolzonan Mattos, vários fatores fizeram com que a expectativa fosse frustrada pela primeira vez. Em dezembro de 2019, a chuva foi justificativa pela lentidão dos trabalhos. A Seinfra também culpou uma obra da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) para instalar um emissário de esgoto de 400 ml que impediu a instalação das estacas para a construção da trincheira.

Outro motivo de atraso foi o isolamento social causado pela pandemia que reduziu o número de operários em diversas obras públicas, não só no viaduto da Jamel Cecílio. Em julho, a obra sofreu outro transtorno, um dos guindastes que trabalhava no local caiu sobre uma residência em área de invasão da Marginal Botafogo. Por sorte, a casa estava vazia. Houve apenas ferimentos leves em três operários e a empresa responsável pela obra assumiu os custos do acidente.

Estrutura

O complexo viário possui três elementos diferentes de engenharia, no mesmo modelo do que ocorreu no cruzamento da Avenida 85 com a T-63. O elevado, uma rotatória em nível e a trincheira, e cada um deles atenderá a uma das vias atingidas. A Avenida Jamel Cecílio vai passar pelo elevado sobre toda a obra; na altura da Alameda Leopoldo de Bulhões será construída a rotatória, na rua já existente; e a Marginal Botafogo passará em trincheira por baixo de tudo.

Ao lado do viaduto será construído um monumento de 56 metros de altura, em estrutura metálica no formato de uma mão que dedilharia um violão. A obra será uma homenagem à música sertaneja. Com o viaduto, a Prefeitura de Goiânia busca dar maior fluidez ao trânsito para a Jamel Cecílio e para a Marginal Botafogo, dando mais acesso a essas duas vias e eliminando o semáforo de três tempos no cruzamento para destravar o fluxo de veículos. 



Calor extremo será cada vez mais frequente, afirma cientista


 
Onda de calor poderia ser atenuada com projeto de arborização da cidade, segundo climatologista 

Um episódio de calor atípico atingiu o Brasil nesta semana com temperatura acima dos 40ºC no Sul, no Centro-Oeste e no Sudeste do país. Cuiabá e Campo Grande registraram na quarta-feira, 30, a maior temperatura da suas histórias. A temperatura máxima, confirmada no final do dia pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), chegou a impressionantes 44,0°C em Cuiabá, um recorde histórico na cidade que registra sua temperatura desde desde 1911. Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, também teve quebra de recorde com máxima de 40,8°C na tarde da quarta-feira. A estação está operacional desde 1975.

Segundo a MetSul Meteorologia, um dos principais geradores de conteúdo de informação meteorológica do Conesul, a causa da onda de calor foi uma cúpula de calor ou “heat dome” em Inglês, em que uma área de alta pressão em altitude gera movimentos de subsidência (descendente) na atmosfera com calor extremo e tempo muito seco. A forte estiagem com baixa disponibilidade de umidade no solo acaba agravando a situação e cria-se um mecanismo de feedback em que o tempo seco agrava o calor e o calor agrava o tempo seco, gerando ainda maior evapotranspiração.

Segundo dados coletados pelo Instituto Nacional de Meteorologia, a temperatura máxima em Goiânia chegou a 39,9ºC na quarta-feira, quando a umidade relativa do ar era de apenas 11%. A MetSul Meteorologia advertiu que o calor com tamanha intensidade em uma atmosfera de umidade muito baixa e ainda com um padrão de estiagem de meses em algumas áreas eleva o risco de fogo a valores críticos e emergenciais com altíssimo número de queimadas no Centro-Oeste.

Extremos cada vez mais frequentes

Gislaine Cristina Luiz pesquisa o clima no Laboratório de Análise da Atmosfera e da Paisagem (Lap) do Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade federal de Goiás (Iesa/UFG). Segundo a cientista, a temperatura mínima também aumentando, o que significa que os períodos de frescor da madrugada e noite têm sido reduzidos. O prolongamento da sensação de calor é maior durante o dia.

Existem duas razões para este cenário extremo, diz Gislaine Cristina Luiz. Em parte, a conjunção de fatores naturais explica o período atípico. “Neste período do ano, estamos sob a forte influência da massa de ar que impede formação de nuvens; favorece a elevação das temperaturas; diminui a umidade relativa do ar. Isso tudo é parte da dinâmica climática do Centro-Oeste que nos atinge todos os anos”.

Entretanto, parte da origem do clima extremo é antrópica – isto é, causada por pessoas. Atividades de mudança da cobertura do solo incrementadas pela cidade como a troca da vegetação natural por concreto, asfalto e edificações explicam o aumento da temperatura em áreas urbanas, afirma Gislaine Cristina Luiz. “São materiais cujo aquecimento mediante radiação solar é muito alto. Essa modificação potencializa a ação dessa massa de ar para gerar temperaturas mais elevadas”, justifica.

Somam-se a isso outros fatores, como as queimadas, a agropecuária extensiva, o desmatamento. Gislaine Cristina Luiz afirma: “Associados à dinâmica da sociedade urbana, estes fenômenos potencializam a ação da massa de ar. Temos temperaturas que tendem a atingir recordes que fogem à média histórica, de forma muito rápida e intensiva. Desde nosso recorde em 2015 – 40,2ºC – temos observado ano após ano a tendência de aumento (tanto de temperaturas máximas quanto de mínimas) durante o final do inverno e início de primavera.” 

Consequência e solução
As consequências do aumento da temperatura e diminuição da umidade relativa do ar vão além do desconforto. A impermeabilização do solo nas áreas urbanas e de pastagem ameaçam a oferta de água e tornam eventos climáticos extremos mais frequentes. “Temos de considerar os extremos em várias partes do globo: são furacões intensos, secas intensas, queimadas intensas, chuvas intensas. Vivemos momentos de extremos em todas as partes do mundo, e eles ocorrem em intervalos cada vez mais curtos.”

Gislaine Cristina Luiz pesquisa soluções em nível regional para a questão do aquecimento. Desde 2015, a cientista coleta dados meteorológicos em pontos específicos de Goiânia para subsidiar a análise de soluções para o problema climático na cidade. “A ideia é planejar um projeto de arborização da cidade”, explica a pesquisadora.

“Pelo que nossos dados indicam, as Ilhas de frescor que são os parques não garantem por si só a melhoria da qualidade do ar para toda a cidade. Ao redor dos parques existem ilhas de calor”, afirma Gislaine Cristina Luiz. Segundo ela, é necessário começar a discutir esses dados para criar no nível do planejamento de gestão da cidade um projeto de arborização. “Apenas assim conseguiremos amenizar esses períodos mais críticos de calor.” A cientista lembra que a população deve exigir a qualidade ambiental de seus governantes e representantes, pois esta é uma questão de saúde física e mental. “A questão da qualidade do ar perpassa a questão climática e ambiental. A população tem de recorrer aos gestores para serem trabalhadas políticas que impeçam os efeitos do adensamento urbano”, conclui.


Pelo segundo dia consecutivo Goiânia registra 41ºC; veja até quando dura a onda histórica de calor


 
Pelo segundo dia consecutivo Goiânia registra 41ºC; veja até quando dura a onda histórica de calor. Capital repetiu nessa quarta-feira (7) o dia mais quente em 83 anos, segundo o Inmet. Confira também quando deve chover
  
Pelo segundo dia consecutivo Goiânia registrou temperatura superior a 40ºC. Se nessa terça-feira (6) a capital marcou 41,1ºC, considerado o dia mais quente dos últimos 83 anos, esta quarta-feira (7) não ficou muito atrás. Os termômetros marcaram às 15h de hoje, no Centro, 41ºC. Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Goiás.
    
 A chefe do Inmet em Goiás, Elizabete Alves, ressaltou que a onda de calor histórica que tem atuado em boa parte do Brasil continuará nos próximos dias, prometendo possíveis novos recordes. “A onda de calor geralmente dura em torno de 5 dias, de vez em quando 7. Mas estamos seguindo para 15 dias. É algo macro, atípico e histórico. Poderemos ter sim novos recordes nos próximos dias em Goiânia. Apenas no feriado há uma possível melhora”, reforçou.
      
Essa condição de temperatura elevada por vários dias levou o Inmet a publicar um aviso de grande perigo para Goiás, inclusive com risco de morte por hipertermia, quando há elevação da temperatura do corpo, que não consegue dissipar o calor absorvido. “Essa é uma questão séria e pode acometer mais os idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças cardiovasculares ou respiratórias”, destacou Elizabete Alves.

Por isso é bom beber bastante água, evitar exposição ao sol por muito tempo e exercícios nas horas mais quentes do dia, além de monitorar a cor da urina. Isso porque a cor mais escura é um sintoma. Mais clara é sinal de hidratação. Outros sintomas são dor de cabeça e transpiração excessiva.

Além desse alerta, o órgão também publicou outro sobre a umidade relativa do ar abaixo de 12%, também de grande perigo e com risco para pessoas com doenças pulmonares. Outras recomendações são para umidificar o ambiente, utilizar hidratantes corporais e evitar bebidas diuréticas, como café e álcool.
      
Quando a onda de calor acaba?
  
A previsão do Inmet é que a onda de calor perca força a partir do próximo sábado (10). É quando uma frente fria vinda do Sul do País, combinada com a umidade vinda da região Norte conseguirá quebrar a massa de ar quente e seco que atua na região Centro-Oeste.

A temperatura começa a abaixar no domingo (11), que tem previsão para 38ºC, e a partir de segunda-feira (12) aí sim há uma melhora significativa, com temperatura na casa dos 34ºC e umidade subindo para algo em torno de 20%.

E a chuva?

Segundo o Inmet, existe possibilidade de chuva já no próximo domingo, com pancadas isoladas depois das 15 horas acompanhadas de rajadas de ventos. Na segunda-feira de feriado de Nossa Senhora Aparecida também há possibilidade de chuva. “E a partir da próxima terça-feira (13) provavelmente entraremos no período chuvoso. Ainda com temperaturas relativamente altas, mas com chuvas mais frequentes”, destacou Elizabete.


UPA Jardim América fica pronta em um mês, diz prefeito de Goiânia

 


Unidade foi ampliada para se tornar UPA e garantir atendimento de urgência e emergência na região

O prefeito Iris Rezende (MDB) disse na manhã desta quinta-feira, 8, durante vistoria à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Setor Jardim América, em Goiânia, que o local deve ser inaugurada ainda em novembro. A ampliação do centro de saúde teve início em 2017.

Iris salientou que os servidores que serão lotados na UPA estão sendo preparados para atender a demanda reprimida do local, já que a população do Jardim América e imediações, diante da reforma da unidade, buscava atendimento em outras regiões.

“É uma obra que vai atender a aspiração da população”, disse. “Estamos praticamente triplicando a capacidade de atendimento, com isso podemos atender satisfatoriamente toda a população do Jardim América e regiões circunvizinhas”, apontou o prefeito.

A unidade foi ampliada de Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) para UPA, o que permite atendimento de urgência e emergência, reduzindo a demanda por internação hospitalar. O local também deve contar com centro de especialidade odontológica, além das especialidades médicas.