BRT e trincheiras não solucionarão problemas de trânsito, dizem especialistas

Trincheira que sera construída na Av Rio Verde para o BRT

Investimentos em obras iniciadas há quase mil dias podem ser esforços perdidos, segundo urbanistas e estudiosos da mobilidade urbana

Às terças-feiras, moradores e lojistas do Setor Sul, em Goiânia, reúnem-se com engenheiros da empreiteira responsável por executar as obras da trincheira entre a Avenida 90 e a Avenida 136. Eles conversam no centro da antiga praça Delmiro Paulino da Silva – atual terreno revolvido – sobre os próximos passos a serem tomados. “Reforma dói mesmo, não tem jeito. Mas pelo menos a gente sabe onde vai doer”, diz Renata Fernandes, proprietária de uma loja de puxadores e acessórios na Avenida 90. 

“Você vai deixar o asfalto nesse pedaço, mas como os carros vão chegar lá?”, pergunta ela. 

“Vou liberar o acesso na Avenida 136”, responde um dos engenheiros.

“Ah, que coisa boa.”

“Mas só acesso local, só para quem for ao comércio”, ele emenda rapidamente. “Não posso liberar geral, trânsito normal não dá.”

“Não atrasou a concretagem?”, pergunta um morador aposentado. 

“Atrasou uma semana, mas isso não atrasa a obra em si, só enrola a liberação do desvio”, responde outro integrante da empreiteira, com forte sotaque paulista. 

“Você não consegue tirar a faixa de ‘trânsito interditado’ aqui na 90?”, pergunta Renata. “Porque quem chega nessa praça consegue ir até a Praça do Cruzeiro tranquilamente.” 

“Isso é a SMT. O projeto de desvio de trânsito é da SMT. Eu só executo.”

“Mas se essa faixa rasgar por algum motivo…”

“Aí eu não vi nada, meu”, responde o engenheiro paulista e todos riem. 

Renata Fernandes explica que a placa prejudica o comércio ao fazer a população pensar que não pode acessar as lojas, atualmente com 30% menos clientes em relação a meses anteriores. “A placa atrapalha muito, mas não tanto quanto a mídia”, afirma. “A mídia adora vir fazer reportagem dizendo que a 90 está um caos, mas não falam que aqui sempre foi um caos. Na verdade, o trânsito agora está melhor do que antes. É a cultura do sensacionalismo”, diz ela.

Os moradores ficam indecisos entre pressionar por melhorias denunciando incorreções e zelar pelos próprios negócios exaltando vacilantemente o trabalho da prefeitura. Mário Sobrosa, morador da região há mais de três décadas, diz sempre que pode que a trincheira ficará linda, mas confessa que está preocupado com o nível do lençol freático. Ele fotografa periodicamente a água que se acumula no fosso do elevador de seu prédio e tenta mostrar aos engenheiros.

“Não quero saber disso”, responde o empreiteiro paulista, se recusando a olhar as fotografias. “Não posso fazer nada.”

Na ocasião da concepção do projeto, ainda no mandato de Paulo Garcia (PT), a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) acatou o relatório de um geólogo que afirmava que não haveria impacto ambiental. A vereadora Dra. Cristina formalizou uma representação no Ministério Público Federal – a quem compete a causa do meio ambiente. Cerca de 50 moradores, síndicos e lojistas foram ouvidos pelo desembargador, que enviou um técnico para fazer outra averiguação dos possíveis danos ambientais. Esse também apresentou um laudo afirmando que não haveria impactos significativos. 

Outro engenheiro acalma o morador idoso: “Vocês estão em um lugar privilegiado. Estão no alto. Qualquer pepino que acontecer – e não vai acontecer nada – durante as chuvas, a gravidade vai puxar a água para o córrego Botafogo. E lá embaixo, na Jamel Cecílio? Ali não tem para onde jogar a água”. Moradores e engenheiros discordam quanto à profundidade do lençol freático: estes dizem que a água está a 6,5 metros de profundidade, aqueles a 1,5.

Simultaneamente, todos percebem a pauta negativa sendo debatida e telepaticamente concordam em mudar de assunto. “A partir de segunda-feira [dia 8] a imprensa vai ter um lugar para falar muito mais do que aqui: a Avenida Goiás”, diz um engenheiro.

Trincheiras
O processo de angariar recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) para as obras de mobilidade se iniciou em 2012. Quando teve acesso à verba de R$ 210 milhões, em 2015, a Prefeitura iniciou a construção do BRT Norte-Sul, que se interrompe na Estação Ferroviária. O trecho que liga o Terminal Isidória ao Terminal do Cruzeiro também foi iniciado e paralisado. As construções do Setor Sul se espraiam da Praça do Cruzeiro até a rua 115, com a Avenida Jamel Cecílio ainda por vir em agosto. 

Quem viaja pela cidade vê a ostentação de canteiros interrompendo grandes vias. Fernanda Mendonça, arquiteta urbanista e conselheira do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) de Goiás, afirma, “Essa secção é ruim para a mobilidade. Dá visibilidade para as obras da Prefeitura, mas não dá eficácia para o funcionamento da cidade”. Apesar disso, o consenso entre os habitantes é que, se as viadutos funcionarem, os transtornos serão aceitos pelos benefícios com prazer. Fernanda Mendonça, entretanto, é cética quanto às contribuições das construções a longo prazo.

“A noção de que trincheiras e viadutos vão resolver o problema da mobilidade é uma ilusão”, diz a conselheira do CAU. Concorda a professora da Universidade Federal de Goiás, Erika Cristine Kneib, pesquisadora na área do planejamento urbano. A doutora Kneib afirma: “O cruzamento em desnível só deve ser empregado em vias expressas que não podem ter descontinuidade, a exemplo das rodovias estaduais e federais. O viaduto não resolve problemas de congestionamento. Ele é somente a forma mais rápida de se chegar ao próximo ponto de congestionamento”. 

Segundo as estudiosas do assunto, além de não resolver o problema dos engarrafamentos, cruzamentos em desnível mudam a forma como as pessoas interagem com a cidade negativamente. “O viaduto degrada o ambiente e prejudica as atividades urbanas, assim como os pedestres e ciclistas. Cidades que construíram viadutos no passado têm demolido os mesmos para melhorar e qualificar a cidade”, diz Erika Cristine Kneib. 

A vereadora Dra. Cristina também manifesta preocupação com este aspecto do urbanismo, já que, após as obras, os ocupantes do Setor Sul terão quase metade das calçadas transformada em via para carros. A parlamentar lembra que o bairro tem uma população idosa relativamente grande e que, em Goiânia, pessoas com redução de mobilidade têm de desviar de carros estacionados para usar as calçadas. 

Quando perguntadas como resolver o problema dos congestionamentos, as urbanistas relatam uma realidade severa.  “Não existe mágica: é necessário um planejamento conjunto da cidade entre atividades e sistemas de transporte”, diz Erika Cristine Kneib; “e o pedestre, o ciclista e o transporte coletivo necessitam ser prioridade no espaço viário e na infraestrutura”. Fernanda Mendonça é mais direta: “Não resolve. É preciso mudar a formas como as pessoas se locomovem. Isso é um processo e não acontece da noite para o dia”. 

A conselheira do CAU explica com um exemplo: quando a Inglaterra tinha 4 milhões de pessoas, no século XIX, a população de cavalos era de 8 milhões. Os animais causavam inúmeros aborrecimentos e problemas sérios de saúde. Com cada cavalo produzindo até 15 quilos de estrume por dia, em épocas chuvosas as cidades eram invadidas por moscas transmissoras de doenças e em épocas secas, o estrume se transformava em um pó que causava problemas respiratórios. Nesse cenário, a chegada do carro foi a solução. 

“Se [viadutos] resolvessem, os Estados Unidos teriam resolvido o problema em Los Angeles e São Francisco, onde há uma infinidade de transposições em nível”, afirma Fernanda Mendonça. Segundo a agência de dados de trânsito Inrix, Los Angeles tem o pior tráfego do mundo, com São Francisco seguindo de perto em quarto lugar. A facilidade de circulação e financiamento para veículos estimulam esse tipo de transporte, conforme explica a arquiteta urbanista.

Agora, uma nova mudança é necessária, já que o espaço urbano é limitado. Embora tenha se dado de forma mais rápida na Europa, Fernanda Mendonça diz que vê transformação cultural acontecer no Brasil, com bicicletas, patinetes e outros modais elétricos. Parte essencial dessa transformação é a estimulação do transporte coletivo sobre o individual. 

Veículo Leve sobre Trilhos, sobre pneus
O Bus Rapid Transport, BRT, é uma versão brasileira do Veículo Leve sobre Trilhos e 206 países já implantaram o modelo que tornou a capital paranaense referência em 1974, sob o projeto de Jaime Lerner. Também do arquiteto e ex-prefeito de Curitiba é o projeto do Eixo Anhanguera, da década de 1980. O VLT sobre pneus, como é às vezes chamado, tem as vantagens de ser muito mais barato, já que não precisa de via específica e utiliza um veículo módico, apesar de ser mais poluente e mais intrusivo visual e urbanisticamente. 

“Goiânia é uma metrópole jovem”, afirma Fernanda Mendonça, “com dificuldades financeiras e, para a Prefeitura implantar isso, seria necessária uma parceria público-privada. Há ainda uma discussão política a respeito dos contratos de concessão do espaço para operação de uma empresa específica de transporte”. 

Quase mil dias após o início das obras, o atraso no corredor de transporte deixou de atender 114 milhões de passageiros e causou grandes prejuízos. Com custo inicial previsto de R$ 274 mil, a obra, que deveria ter sido entregue no final de 2016, passou meses paralisada. O prefeito Iris Rezende (MDB) alegou em dezembro de 2018 ter herdado dívidas da gestão anterior que atrasariam a entrega para o fim de seu mandato, em 2020. 

Se VLT ou BRT, as arquitetas urbanistas concordam que, na fase incipiente de mobilidade em que Goiânia se encontra, qualquer solução que privilegie o transporte público será melhor do que nada. A população parece alinhada com o pensamento: “A gente vai sobrevivendo”, afirma a lojista Renata Fernandes, “nessa altura só queremos que acabe logo”.

Procurada, até o fechamento da reportagem a Prefeitura de Goiânia não respondeu a questionamentos do Jornal Opção. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.



Terminal Isidória funcionará em local provisório a partir de agosto, para obras do BRT


Em virtude das obras do BRT, o Terminal Isidória funcionará em local provisório a partir de agosto. Segundo a Prefeitura de Goiânia, a estrutura metálica para receber os passageiros está sendo construída na Alameda João Elias, pouco abaixo de onde funciona atualmente. 

O terminal provisório terá 160 m de comprimento, com cobertura de 8 m de altura e capacidade para receber 10 ônibus simultaneamente, das 19 linhas que operam no local. Além das plataformas de embarque e desembarque, também terão as cabines de bilheterias, sanitários e o prédio da administração.

O Terminal Isidória é um dos seis que passarão a integrar o sistema do BRT Norte-Sul. Tão logo as operações sejam transferidas para o local provisório, o Consórcio responsável dará início às obras de construção de um novo terminal totalmente remodelado, atendendo ao projeto do BRT, que sairá da Rua 90 e entrará diretamente na nova estação para os embarques e desembarques dos passageiros. A construção conta com orçamento na ordem de R$ 12 milhões, já incluindo as obras do provisório e tem prazo de 12 meses para ser concluída.

Segundo o projeto, o novo espaço terá 16.500 m² de área construída e contará com plataformas para atender o BRT e os ônibus comuns, que fazem a integração das linhas. Contará também com quiosques de alimentação e utilidades.

Strip Center
O secretário Dolzonan Mattos antecipa que, com a operação das linhas retornando ao novo Terminal Isidória, a intenção é aproveitar a base da estrutura provisória e discutir com os moradores e os lojistas para a instalação de um centro comercial no local, contribuindo para o desenvolvimento do setor e de toda a região.

“É um desperdício de dinheiro público derrubar essa estrutura, depois de sua serventia, então, a intenção é realmente conversar com lojistas e moradores para transformar o espaço num centro comercial, com um mix de lojas e incrementar o comércio e a prestação de serviços, num local agradável e acolhedor”, afirmou.

BRT Norte-Sul
O Norte-Sul tem uma extensão de 21,7 km, do terminal Recanto do Bosque, na região Norte de Goiânia até o terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia. É composto por duas trincheiras, oito terminais de integração aos ônibus comuns e 30 estações de embarque e desembarque.

Com 16 meses de trabalhos ininterruptos, já foram construídos 40,94% do sistema, que será entregue em outubro do próximo ano.

As obras começaram em março de 2015, mas, por divergências entre a Prefeitura, Caixa Econômica Federal e órgãos de controle, sofreram uma paralisação de oito meses e foram retomadas em março do ano passado, após assinatura de um TAC entre o Ministério Público e os órgãos envolvidos.

Confira as linhas que nascem no terminal Isidória:

002 - Pq. Atheneu / Centro / Rodoviária
014 - Pq. Atheneu / Campinas
183 - T. Isidória / Vila Sul
185 - T. Isidória / Avenida E / PUC
198 - T. Isidória / Vl. Alto da Glória / Jd. Vitória
203 - T. Isidória / Av. W - 5 / Santa Luzia
565 - T. Isidória / Jd. dos Buritis - Via BR – 153
568 - T. Isidória / Res. Pq. Flamboyant / Jd. Bela Vista
650 - Circular Sul - Via BR – 153
651 - Circular Sul - Via Veiga Jd.
934 - T. Isidóra / Paço Municípal / T. N. Mundo / Rec. das M. Gerais

Linhas que passam pelo terminal Isidória:

6 - T. Veiga Jd. / Zoroastro / Centro
7 - T. Vl. Brasília / Centro / Rodoviária
9 - T. Pe. Pelágio / Av. Castelo Branco / T. Isidória
15 - T. Pç. A / Flamboyant - Via T. Isidória
20 - T. Garavelo / T. Bíblia - Via T. Isidória
25 - T. Bandeiras / T - 63 / T. Isidória
612 - Direto / T. Garavelo / T. Bíblia
616 - Direto / T. Veiga Jd. / T. Isidória - Via T. Cruzeiro


Rotatória entre Goiânia e Aparecida será aberta para melhorar o trânsito


As prefeituras de Goiânia e de Aparecida iniciaram as obras de abertura da rotatória que liga os dois municípios no encontro das Avenidas 4ª Radial/Rio Verde/São Paulo/Transbrasiliana próximo aos Correios da Vila Brasília e a reorganização da sinalização viária horizontal e vertical com implantação de placas, faixas e semáforos no local.

O trabalho será feito em conformidade com o projeto do novo sistema viário elaborado pela Secretaria Municipal de Trânsito Transporte e Mobilidade de Goiânia (SMT), discutido entre as Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Goiânia (Seinfra), e as respectivas pastas de Aparecida de Goiânia. 

De acordo com o secretário municipal de Trânsito, Fernando Santana, os dois municípios buscam em conjunto uma solução para os conflitos do trânsito no local.

A intervenção tem como objetivo dar maior fluidez ao trânsito no cruzamento das Avenidas São Paulo, 4ª Radial, Transbrasiliana e Rio Verde solucionando as condições do sistema viário da região, tendo em vista que já está em processo de licitação, de acordo com Dolzonan Mattos ( Infraestrutura- Goiânia) a extensão dos restantes 5 km do BRT ligando o Terminal Isidória ao Terminal Cruzeiro do Sul, seguindo pela Avenida Rio Verde.

A obra, que trata da abertura da rotatória nos dois sentidos, terá duração de cerca de 10 dias e não haverá interdição total as vias. Para a execução do serviço será assinado um Termo de Cooperação mútua entre os dois municípios. De acordo com o secretário municipal de Mobilidade Urbana de Aparecida, Avelino Marinho, a orientação é para que os motoristas procurem pegar outros caminhos alternativos, evitando o tráfego. Agentes de Transito de Aparecida e de Goiânia estarão no local para orientar os condutores. 

Viaduto  
As obras do Viaduto João Antônio Borges, no cruzamento das Avenidas São Paulo, Rudá e Tapajós na Vila Brasília chegou a fase final e tem inauguração prevista para  o final de julho. De acordo com a secretaria de Infraestrutura, neste momento está sendo finalizada a implantação da capa asfáltica na parte da trincheira que receberá após esta etapa a sinalização de trânsito e iluminação. 

A obra vai resolver um problema no trânsito daquela região, beneficiando diretamente 100 mil pessoas,  ou seja 50 mil veículos que circulam diariamente no local e  50 mil passageiros do transporte coletivo. 


Fonte: A Redação

Baixa umidade do ar em Goiás preocupa governo



Governo de Goiás fez um alerta sobre os baixos índices da umidade do ar em seu site oficial.

O Governo de Goiás publicou, na última terça-feira (16/7) em seu site oficial, uma matéria de alerta sobre a baixa umidade do ar em Goiás. O texto traz dados do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo) sobre os baixos índices de umidade, que podem ficar abaixo de 20%, número considerado alarmante.

De acordo com os dados do Cimehgo, e divulgados pelo site do governo estadual, a massa de ar seco deixou o tempo aberto e com sol entre poucas nuvens em Goiás nesta quarta-feira (17/7). As temperaturas mínimas ficaram, ainda conforme os dados, mais amenas na parte da manhã. Destaque para a amplitude térmica – diferença  entre as temperaturas  máximas e as mínimas – provocando aumento expressivo das temperaturas no período da tarde.

O centro de informações ainda informou índices de umidade relativa do ar que ficam abaixo dos 20% na maioria das regiões do estado, o que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) indica situação de alerta. Isso, segundo a Organização, requer cuidados especiais para alergias, especialmente as cutâneas e as respiratórias, assim como a possibilidade do surgimento ou de se agravarem doenças como bronquite e asma.

A previsão é do Cimehgo, da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD), do Governo de Goiás.

Problemas decorrentes da baixa umidade do ar
Durante o dia, a umidade relativa do ar varia entre 20% e 12%. É grande o risco de incêndios florestais e de problemas à saúde decorrentes da baixa umidade do ar, além de ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

O INMET listou algumas instruções de como prevenir os problemas durante a predominação do tempo seco. Veja abaixo:

  • Beba bastante líquido;
  • Atividades físicas não são recomendadas;
  • Evite exposição ao sol nas horas mais quentes do dia;
  • Use hidratante para pele e umidifique o ambiente;
  • Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (199) e ao Corpo de Bombeiros (193).


Fonte: Dia Online

Hospitais que já deveriam estar em funcionamento em Goiás vão custar R$ 91,1 milhões



Hospitais que já deveriam estar em funcionamento em Goiás vão custar R$ 91,1 milhões

Construções em Águas Lindas e Uruaçu chegaram a ser inauguradas, mas nunca abriram as portas. Obras devem ser retomadas neste 2º semestre, com previsão de entrega para 2020 Com obras iniciadas em 2013, os Hospitais Regionais de Uruaçu e Águas Lindas de Goiás devem ser entregues no 2º semestre de 2020. A afirmação é do secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino, que garantiu que os trabalhos nas unidades serão retomados ainda neste semestre. A expectativa é de que mais de 2 milhões de habitantes da Região Norte do Estado e do Entorno do Distrito Federal sejam beneficiados. No total, a finalização dos hospitais ainda deve custar R$ 91,1 milhões frutos do tesouro estadual e também de emendas federais.

Na manhã desta quinta-feira (11), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) apresentou o balanço dos primeiros seis meses de gestão do governo e ressaltou a importância da finalização das unidades. De acordo com Ismael Alexandrino, no total, a unidade de Águas Lindas ainda deve custar R$ 27,1 milhões: R$ 12,1 milhões para obra e 15 milhões para equipamentos. Já Uruaçu vai precisar de R$ 64 milhões, sendo R$ 32 milhões para obra e R$ 32 milhões de equipamentos. O secretário afirma que, deste valor, R$ 27 milhões são oriundos de emendas federais e o restante do tesouro estadual.

Segundo a pasta, em Uruaçu serão 238 leitos de internação, e 30 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI): 20 adultos, 10 pediátricas e 10 neonatais.

O Hospital Regional de Uruaçu chegou a ser inaugurado em julho do ano passado e um relatório técnico apontava que 95% da obra já estava concluída.

A realidade, entretanto, era bem diferente e o que a nova gestão encontrou foi subestação elétrica sem fio, centro cirúrgico inacabado e área administrativa na fundação.

Já no Entorno, a previsão é de disponibilizar 137 leitos de internação e outros 30 de UTI: 10 adultos, 10 pediátricos e 10 neonatal.

A unidade de Águas Lindas também passou pela inauguração de uma primeira etapa em abril de 2018, mas não chegou a funcionar.

Por lá, havia ainda um embargo da Controladoria Geral da União (CGU) por conta de irregularidades na execução da obra. “De que adianta inaugurar um hospital que não funciona?”, questionou o governador Ronaldo Caiado.

Obra parada

Em Santo Antônio do Descoberto, a obra do hospital regional iniciada em fevereiro de 2001, ainda não tem data para ser retomada. Isso porque, no ano passado, perdeu a verba destinada pelo governo federal, por meio de convênio, porque o prazo para a construção expirou. Além disso, a obra possuía inconsistências na execução e relatórios da controladoria apresentaram irregularidades. A projeção era atender de 8 a 12 mil pacientes por mês.

“As obras em Santo Antônio estão completando quase duas décadas e a verba viria do governo federal. O convênio terminou e várias irregularidades foram apontadas pela Controladoria Geral da União (CGU). Não existe verba destinada para ele nem federal, nem estadual porque a gestão passada não colocou isso no orçamento. Estamos fazendo estudos para uma programação e não existe nenhum prazo ainda”, completou o secretário Ismael Alexandrino.

Governo aposta em regionalização

O governador Ronaldo Caiado está defendendo uma regionalização da Saúde e afirmou que a ação não significa, necessariamente, construção de hospitais e policlínicas. Ainda assim, além da retomada das obras dos Hospitais Regionais de Uruaçu e Águas Lindas, anunciou a abertura de quatro policlínicas até o final de 2019. As unidades serão instaladas em Posse, Santa Terezinha, Goianésia e Quirinópolis. Novos convênios também estão sendo firmados em Goiás, Anápolis, Catalão e Jataí.

“Policlínicas serão instaladas nas regiões mais carentes do Estado de Goiás, com a maior demanda e sem a presença, sequer, de estruturas para identificar e diagnosticar pacientes. Nosso objetivo é regionalizar cada vez mais a Saúde. A regionalização não impõe a necessidade da construção e pode ser feita em um processo de convênios com estruturas existentes como estamos fazendo com o Hospital São Pedro de Alcântara na Cidade de Goiás, no Hospital Padre Tiago, em Jataí e também com as unidades da Santa Casa em Catalão e Anápolis. Vamos expandir mas teremos o controle do número de procedimentos que terão que entregar em contrapartida ao Estado”, pontuou o governador.

Apesar de duas policlínicas serem previstas para Goianésia e Quirinópolis, o secretário de Saúde Ismael Alexandrino afirma que não irão funcionar nas unidades dos Centros Estaduais de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeqs). Segundo ele, a estrutura física e de pacientes é diferente e além de não se enquadrarem como Comunidades Terapêuticas, os Centros que são registrados no Ministério da Saúde como hospitais, também não exercem este papel. “Não sei se isso não foi bem pensado anteriormente, mas o Credeq hoje é impagável pelo Ministério da Saúde. O que existe em Aparecida será modificado na modalidade contratual. Ampliaremos serviços e especialidades. Hoje não existe no Ministério da Saúde uma definição para o projeto existente.”


IGH abre 240 vagas de emprego com salários de até R$ 8 mil na Grande Goiânia



O Instituto de Gestão e Humanização (IGH) abriu processo seletivo para preenchimento de 240 vagas em unidades de saúde da região metropolitana de Goiânia. A Organização Social é responsável pela gestão do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI), Hospital Estadual e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (HEMNSL) e do Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia Dr. Cairo Louzada (Huapa). Interessados podem se inscrever gratuitamente até o dia 21 de julho pelo site.  

O processo pretende preencher 240 vagas entre as três unidades, sendo 90 efetivas e 150 para cadastro reserva. O edital está disponível no site do instituto, na aba “Transparência”, “Editais”, seguido de “Goiás”. A carga horária das vagas varia entre 18h e 44h semanais, e os salários entre R$ 1.080,00 e R$ 8.211,82. 

Os cargos disponíveis são para analista de qualidade; analista de compras; auxiliar de serviços gerais; auxiliar de farmácia; auxiliar de manutenção; cirurgião vascular; condutor; encarregado (a) de manutenção; fonoaudiólogo (a) com especialização em motricidade orofacial; infectologista; jardineiro (a); líder de higienização; técnico (a) eletricista; técnico (a) de refrigeração; técnico (a) oficial de manutenção; técnico (a) de enfermagem para atuar nas áreas de obstetrícia e pediatria; otorrinolaringologista pediátrico; nutrólogo; motorista administrativo. 

Fonte: A Redação

Passageiros reclamam da não utilização das plataformas cobertas no Aeroporto Santa Genoveva


Eles questionam a razão de ter que caminhar entre o saguão do aeroporto e a aeronave, enquanto plataformas estão vazias Passageiros que passam pelo Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, reclamam que as companhias aéreas, muitas vezes, não utilizam os fingers (plataformas cobertas para embarque e desembarque), mesmo quando alguns estão vazios. A queixa dos usuários é ter que caminhar do saguão do Aeroporto até as aeronaves, algumas vezes sob sol ou chuva, o que causa desconforto e pode danificar as rodinhas das malas, já que o asfalto não é totalmente nivelado.

Depois de receber reclamações de leitores, O POPULAR foi até o Aeroporto Santa Genoveva ouvir os passageiros e constatou a insatisfação de muitos. “Se existe o finger, é para dar comodidade e ele deve ser usado. Quando chove ou o sol está forte, é desconfortável fazer essa caminhada com mala”, diz o empresário Paulo Sérgio de Carvalho. Ele também lembra que o asfalto no pátio tem desníveis que podem estragar as malas.

O assistente administrativo Eudes Raul Gomes e a professora aposentada Anésia Gomes da Silva também defendem o uso do finger pelos mesmos motivos. “Se existe a plataforma, não há motivo para não usar, ainda mais quando o fluxo é menor e elas estão vazias”, dizem. A opinião é compartilhada pelo funcionário público Luiz Fernandes. “Me incomodo de ter que caminhar porque eles param no pátio enquanto existem fingers vazios, principalmente quando está chovendo ou o sol está muito forte”, afirma.

Aproximadamente 80 voos utilizam as estruturas de finger nos dias mais movimentados no Aeroporto Santa Genoveva, o que representa uma média de 80% das operações, enquanto 20% param na pista. A programação é realizada pela própria Infraero, a partir de dados repassados pelas empresas aéreas. Em casos específicos, a companhia solicita posição em áreas mais remotas para operações críticas, isto é, quando pode haver atraso, pouco tempo em solo, manutenção de equipamentos, entre outros.

Ainda de acordo com a Infraero, os critérios para adoção do finger incluem a quantidade de passageiros por aeronave e presença de pessoas com necessidades especiais. Além disso, existem aeronaves que não usam a ponte de embarque por não serem compatíveis com o equipamento, ou seja, serem de menor porte. Quanto ao custo, o valor para uso do pátio de manobras varia de acordo com o porte da aeronave, mas é o mesmo usando ou não o finger.

A Azul informa que cerca de 90% de suas operações em Goiânia acontecem utilizando os fingers em condições normais. Segundo a companhia, na semana passada, devido a oscilações de energia, houve dificuldades na utilização das plataformas e uma delas precisou passar por manutenção, reduzindo as pontes disponíveis. A Azul garante que, no geral, a maioria de suas operações utiliza os fingers.

A Latam informa que, por questões operacionais, dois voos da companhia operados no Santa Genoveva são atendidos com o embarque e desembarque remoto. Segundo a companhia, este tipo de embarque é um procedimento regular nas operações aeroportuárias e todas as suas decisões visam garantir uma operação segura.

A GOL diz que prioriza que o acesso de seus clientes à aeronave seja realizado em finger, busca oferecer a melhor experiência de viagem a todos, e faz revisões constantes em seus procedimentos, além de trabalhar em conjunto com as concessionárias aeroportuárias para aprimorar o atendimento, embarque e desembarque.

O assistente administrativo Eudes Raul Gomes e a professora aposentada Anésia Gomes da Silva também defendem o uso do finger


UFG informa que irá reduzir serviços, mas que ato não será suficiente para evitar paralisação total


UFG informa que irá reduzir serviços, mas que ato não será suficiente para evitar paralisação total

Universidade divulgou que R$ 27 milhões destinados ao custeio do segundo semestre estão bloqueados, o equivalente a 69% do orçamento previsto Em nota oficial, divulgada na tarde desta quarta-feira (10), a Universidade Federal de Goiás (UFG) informou que novas medidas de racionamento e redução de serviços estão sendo analisadas e implementadas pela gestão, mas que provavelmente elas não serão suficientes para evitar a paralisação total das atividades de ensino, pesquisa e extensão antes do fim deste semestre, o que deve acarretar em “graves prejuízos à comunidade acadêmica e, consequentemente, à sociedade”.

O anúncio se deu em função do bloqueio de 30% do orçamento feito pelo governo federal no mês de abril para todas as universidades e institutos federais.

A reitoria informou que, para os próximos meses, estariam reservados cerca de R$ 39 milhões, metade do orçamento anual de custeio previsto em Lei para a UFG em 2019. Desse montante, aproximadamente R$ 27 milhões destinados ao custeio estão bloqueados, representando um déficit de 69% do orçamento previsto para o pagamento de “serviços essenciais, como energia, água, segurança e limpeza, além do pagamento de parte das bolsas de ensino, pesquisa e extensão a alunos de graduação e de pós-graduação”.

“Iniciamos o segundo semestre com bastante preocupação, visto não haver ainda qualquer sinalização por parte do Ministério da Educação quanto ao desbloqueio no orçamento das Universidades”.

A reitoria também informou que, com o apoio das demais universidades federais, da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes) e de entidades da sociedade civil e parlamentares, tentará intensificar as ações junto ao governo federal para reverter esse quadro.

Confira a nota na íntegra:

A Universidade Federal de Goiás, ao longo dos últimos anos, tem trabalhado para aperfeiçoar os instrumentos de gestão orçamentária e financeira de forma a garantir o funcionamento de suas atividades, buscando sempre maior eficiência e economicidade. Com o bloqueio de 30% do orçamento pelo governo federal no mês de abril, a UFG chegou ao fim do primeiro semestre de 2019 com severas dificuldades para a manutenção das atividades meio, como contratações e aquisições, porém preservando as atividades fins: ensino, pesquisa e extensão.
Logo após a divulgação do bloqueio orçamentário, as universidades federais iniciaram uma intensa mobilização para reverter esse quadro. Iniciamos o segundo semestre com bastante preocupação, visto não haver ainda qualquer sinalização por parte do Ministério da Educação quanto ao desbloqueio no orçamento das Universidades.

Distribuído de forma equânime entre os semestres, a dotação de cada ano é planejada pela equipe gestora da UFG de acordo com as necessidades contratuais e prioridades da instituição. Para os próximos seis meses, estariam reservados cerca de 39 milhões, metade do orçamento anual de custeio previsto em Lei para a UFG em 2019.

Desse montante, aproximadamente 27 milhões destinados ao custeio estão bloqueados, representando um déficit de 69% do orçamento previsto para o pagamento de serviços essenciais, como energia, água, segurança e limpeza, além do pagamento de parte das bolsas de ensino, pesquisa e extensão a alunos de graduação e de pós-graduação.

Considerando que o orçamento disponível (não bloqueado) não será suficiente para custear as despesas da instituição até o final do ano, novas medidas de racionamento e redução de serviços estão sendo analisadas e implementadas.

A Reitoria da UFG, de forma articulada com as demais universidades federais, com a Andifes e com entidades da sociedade civil e parlamentares, intensificará as ações junto ao Governo Federal para reverter esse quadro. Caso o bloqueio do orçamento persista, a UFG não terá como evitar a paralisação total de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, acarretando graves prejuízos à comunidade acadêmica e, consequentemente, à sociedade.


Concessão do Eixo Anhanguera será devolvida para Prefeitura de Goiânia


Iris e Caiado discutiram sobre privatização

O governador Ronaldo Caiado e o prefeito Iris Rezende se reuniram, no final da manhã desta terça (9/7), para discutir a devolução da concessão do Eixo Anhanguera ao município de Goiânia. 

A audiência, ocorrida no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, contou ainda com a presença do presidente da Metrobus, Paulo Reis, com a promotora do Ministério Público de Goiás, Leila Maria, com o secretário de Governo do município, Paulo Ortegal, com o procurador-geral de Goiânia, Brenno Kelvys, com a procuradora-geral do Estado, Juliana Prudente, e com o presidente da Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC), Benjamim Kenedy.

Em fevereiro deste ano, um acordo assinado entre o Governo de Goiás e a Prefeitura de Goiânia já previa a devolução da concessão da linha para a capital e sua posterior privatização. A audiência serviu para avançar nas conversações, uma vez que o município já emitiu um parecer jurídico favorável à mudança.

Na oportunidade, o prefeito Iris Rezende afirmou que o caminho para privatização da linha está sendo construído em parceria com estado e o MP-GO. “Vamos garantir que uma empresa preste, de forma digna, este serviço aos usuários do eixo Anhanguera”, afirma. “Não podemos permitir que um meio de locomoção tão importante para a cidade continue atuando tão precariamente”, destaca.

Em seguida, Iris disse que as mudanças serão promovidas sem afetar a rotina do transporte público. “A transição da linha deve ser feita de forma pacífica para não prejudicar aos usuários”, afirma. “Queremos garantir avanço na prestação do serviço do eixo Anhanguera sem qualquer trauma”, ressalta. “Todas as preocupações da população, como valor da tarifa, também são nossas. Não deixaremos de prever nenhuma situação”, complementa.  

Com a mudança, serão realizadas melhorias e obras estruturais nos terminais e nas plataformas do eixo Anhanguera. Está prevista, também, aquisição de novos ônibus com tarifas mais justas.

Fonte: Jornal Opção

Veja como votaram os deputados goianos na aprovação do texto da Previdência


A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (10/7), em primeiro turno, o texto principal da reforma da Previdência. A proposta teve 379 votos a favor e 131 votos contra. 

A reforma da Previdência precisava de 308 votos, o equivalente a três quintos dos deputados, para ser aprovada. Se aprovado em segundo turno, o texto segue para análise do Senado, onde também deve ser apreciado em dois turnos e depende da aprovação de, pelo menos, 49 senadores.

Os 17 deputados goianos participaram da sessão. Veja como cada um deles votou: 

Dr. Zacharias Calil (GO) - SIM
Jose Mario Schreiner (GO) - SIM
Alcides Rodrigues (GO) - SIM
Magda Mofatto (GO) - SIM
José Nelto (GO) - SIM
Adriano do Baldy (GO) - SIM
Professor Alcides (GO) - SIM
João Campos (GO) - SIM
Glaustin Fokus (GO) - SIM
Francisco Jr. (GO) - SIM
Célio Silveira (GO) - SIM
Delegado Waldir (GO) - SIM
Major Vitor Hugo (GO) - SIM
Lucas Vergilio (GO) - SIM
Flávia Morais (GO) - NÃO  
Elias Vaz (GO) - NÃO
Rubens Otoni (GO) - NÃO  

Fonte: A Redação