Marconi e Iris discutem parceria para construção da Avenida Leste-Oeste Norte


O governador Marconi Perillo (PSDB) participou nesta sexta-feira (16/2) da solenidade de transferência da cessão de uso de imóvel, do Tribunal de Justiça de Goiás para a Polícia Militar. Após o evento, disse que o governo de Goiás está tratando da viabilização de uma permuta para a conclusão da obra Leste/Oeste.

Ele voltou a confirmar a parceria que está sendo feita com a prefeitura de Goiânia para a conclusão da via.

“O governador já se dispôs e vamos assinar nos próximos dias o projeto de reconstrução da Leste/Oeste. O Estado custeará a metade, em torno de R$ 35 milhões e a prefeitura a outra metade”, anunciou o prefeito Iris Rezende.

“Hoje, concretizamos mais uma parceria, que foi a doação de um terreno por parte da Prefeitura. E no imóvel, que era de uma vara cível do Tribunal de Justiça, vai funcionar o 13º Batalhão de Goiânia e a 27ª Companhia Independente de Polícia Militar. Nós temos feito tratativas institucionais, tanto entre os Poderes quanto com as prefeituras do mais alto nível, sempre de forma republicana”, disse Marconi.

A obra está orçada em R$ 70 milhões. O governo estadual subsidiará R$ 35 milhões em três parcelas.



Goiânia tem 500 bairros sem parques e praças



De um total de 680 setores da capital, mais de 73% não possuem área pública de lazer. Moradores optam por utilizar ruas e calçadas para recreação e, em alguns pontos, chegam a improvisar obras por conta própria

Nos finais de tarde, as ruas do Residencial Orlando de Morais, na Região Norte de Goiânia, recebem os moradores que fazem caminhada junto aos veículos que passam. Jovens e crianças montam gols nas ruas e jogam futebol, parado sempre que um carro ou moto precisa passar pela via. Os casos refletem uma deficiência do bairro: a falta de áreas públicas de lazer. O setor é um dos 500, dentre os 680 da capital, que não possuem um parque e nem sequer uma praça. Nos locais, nem mesmo uma pista de cooper, um espaço para esportes ou mesmo brinquedos para as crianças.

A solução dada pela própria população é ocupar os espaços que existem, de modo que calçadas e ruas viram também as opções de lazer. Ou então assumir a responsabilidade de transformar uma área em um espaço de convivência. No Orlando de Morais, a área entre as ruas OM-32, OM-29, OM-21 e OM-27 está destinada, desde a criação do bairro em 2008, a uma praça com anfiteatro, pista de skate, área verde e toda a estrutura para a população. Mas nada foi construído até então. Os moradores resolveram ocupar o espaço e, cada um por conta própria, foi fazendo o que acha certo.

Na prática, cada canto da praça recebe um tratamento diferente. Em uma parte, mais próxima da Rua OM-29, há uma grande plantação de milho feita por um morador e questionada por todos os outros. No meio da área, a população se juntou para fazer um campo de futebol de terra batida, em que há apenas os gols com redes, sem a marcação das linhas. Bancos de concreto foram instalados com apoio de um líder comunitário e políticos da região. Além disso, há plantação de vegetação frutífera e outras cuja finalidade seria dar sombra a quem passasse pelo local.

O barbeiro Sidney de Sousa, de 36 anos e morador do bairro há 3, é um dos que tomam conta do espaço. “Temos que brigar muito para que ninguém jogue lixo aqui. Nós mesmos quem limpamos e cuidados. Aqui nesse canto de frente ninguém suja porque eu brigo mesmo”, conta. Ele relata que antes de se mudar para o bairro já foi morador do Jardim Guanabara, que conta com diversas praças, e do Vale dos Sonhos, onde existe um parque e uma praça. “Lá era bom, porque tinha a área verde, o pessoal fazia caminhada, poderia aproveitar. Agora aqui não tem nada disso”, relata.

Promessa
Segundo Sidney, há cerca de um mês servidores da Prefeitura estiveram no local, em uma frente de serviços do prefeito Iris Rezende (PMDB), e iniciaram o que seria a realização da praça. “Fizeram o meio-fio, cortaram as árvores que plantamos, chegaram a desenhar uma pista de caminhada, mas aí deixaram de lado”, diz. O relato é que havia árvores já grandes, como mangueiras, que estavam dando frutos, mas que assim mesmo ocorreram os cortes, que causaram revolta na população.

De acordo com os moradores, a justificativa é que existe um projeto já aprovado com financiamento do governo federal para a realização da praça. Os custos seriam de R$ 1,3 milhão e a contrapartida da Prefeitura em torno de R$ 100 mil, e que faltaria essa quantia para o início das obras. A reportagem enviou questionamentos para a Prefeitura na quinta-feira e, até o fechamento desta edição não foram enviadas respostas sobre a existência desse projeto.

Ao todo, segundo dados da Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh), há 480 praças em Goiânia e 141 parques, somando 621 áreas públicas de lazer. Se cada uma delas fosse disposta em um bairro da capital, apenas 59 ficariam sem o equipamentos. Por outro lado, os parques são espaços públicos capazes de atender mais de um bairro ou mesmo região. Ainda assim, a distribuição das áreas públicas de lazer mostra um desequilíbrio em Goiânia.

Moradores construíram praça contra venda de terreno
A falta de equipamentos públicos de lazer em Goiânia foi motivo de revolta popular em 2014, quando a Prefeitura da capital anunciou projeto para desafetação de 18 áreas públicas municipais. Uma delas estava localizada no Residencial Humaitá, na Região Norte. A área era destinada para uma praça e uma escola municipal e, então, a população se juntou para ocupar o local e realizar obras de modo que os moradores poderiam utilizar para a convivência.

Com apoio de professores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), foi feito um projeto doado aos moradores para a construção. Brinquedos para as crianças, horta comunitária e um campo de futebol chegaram a ser construídos, mas fiscais da Prefeitura de Goiânia estiveram no local para notificar a população por intervenção na área municipal. 

Depois de toda a polêmica, o local chegou a ser depredado e, mesmo com a proibição judicial da venda da área, então nada foi construído no local



UFG abre inscrições para concurso público com salários de até R$ 4,1 mil


Oportunidades são para níveis médio e superior

A Universidade Federal de Goiás (UFG) abriu nesta sexta-feira (9/2) o período de inscrições para concurso público visando preencher o quadro técnico-administrativo da instituição. São 118 vagas para os níveis médio e superior. O salário varia entre R$ 2,4 mil e R$ 4,1 mil para uma jornada de 40 horas semanais.

As vagas abrangem diversas áreas de atuação, como administração, laboratório, enfermeiro, geógrafo, pedagogo e outras. Os aprovados serão lotados nas regionais de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Jataí, Catalão e Cidade de Goiás.

As inscrições devem ser feitas até o dia 2 de março, exclusivamente pela internet, clicando aqui. A taxa de inscrição é de R$ 90 (para cargos de nível médio) e R$ 150 (para cargos de nível superior).

De acordo com o edital, as provas serão realizadas no dia 8 de abril. Já as provas práticas estão previstas para o período entre 5 e 13 de maio. O resultado deve ser divulgado no dia 28 de junho. Clique aqui e confira o edital. 

Fonte: A Redação


Solução definitiva na Marginal Botafogo só deve sair em 2021


Secretário de Infraestrutura estima pelo menos três anos e meio para licitação, análise, apresentação de projeto e início de obras para resposta definitiva dos problemas

O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Francisco Ivo Cajango Guedes, estima mais pelo menos três anos e meio para que as obras que serão a solução definitiva para os problemas da Marginal Botafogo sejam finalizadas. “(Uma obra final) é o mais certo para conseguir solucionar os problemas da Marginal. Estamos trabalhando para conseguir uma solução definitiva e tirar essa preocupação do goianiense”, disse.

Na manhã desta sexta-feira (16), o rompimento na rede de esgoto da Saneamento de Goiás S/A (Saneago) provocou um desmoronamento de um trecho na Marginal Botafogo, entre a Rua 301 e Avenida Independência, na proximidade da rua de acesso para a Rua 44. A Seinfra e a Saneago, no entanto, divergem quanto ao que gerou o afundamento da pista. O superintendente de Operação da Região Metropolitana da estatal, Laerte Cabral, disse à reportagem que houve uma erosão na última chuva forte que atingiu a capital, na semana passada, que danificou a tubulação e nesta sexta-feira afundou o terreno. O problema inicial seria, então, a erosão. 

Francisco Ivo, por outro lado, disse que houve o vazamento da tubulação, encharcando a terra por baixo do asfalto, o que gerou as rachaduras e o afundamento do solo. O secretário de Infraestrutura garante que o local não é um dos trechos problemáticos da Marginal e afirma que o problema foi o rompimento da tubulação. Conforme o secretário, na semana passada a Seinfra fez um reparo em uma rachadura no local que foi vista por técnicos da pasta. Na última quarta-feira, foi observado em monitoramento que a fissura havia aumentad, e que o solo estava descendo. Uma reunião no local foi, então, agendada para esta sexta-feira com a Saneago, porque suspeitava-se de um problema na rede de esgoto. 

Em outros trechos, no entanto, a marginal possui fragilidades que ficam evidentes no período chuvoso, mas não deixam de existir durante a estiagem. Para esses, se fala em uma reforma completa na obra da Marginal. Em 2000, o então presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO), José Luiz prudente D’Oliveira e uma comissão de especialistas já falavam sobre o desejo de interdição da via até que os problemas estruturais fossem sanados. Em 2015 e 2016 o conselho emitiu notas falando sobre os problemas e a necessidade de recuperação.

Licitação

Para esta solução definitiva, o secretário garante que já existe um processo licitatório para a contratação de uma empresa de consultoria e projeto. Ela fará um diagnóstico completo do canal, desenvolvendo então um projeto. Para isso, Francisco Ivo estima pelo menos dois anos.

Com o projeto em mãos, a Prefeitura poderá pleitear a verba, estimada em R$ 35 milhões, junto ao Ministério da Integração Nacional, para a revitalização total. Entre a contratação da empresa, início e fim das obras, contando o período chuvoso, em que os trabalhos deverão ser interrompidos, o secretário estima mais um anos e meio. 

Enquanto isso, conforme Francisco Ivo, servidores continuarão monitorando constantemente o canal e realizando obras de reparo. “Vamos ter que segurar, temos que segurar”, disse, sobre as obras de reparo emergenciais.

Canalização

Engenheiro civil e membro do Crea-GO, Everton Sérgio Schmaltz, explica que o problema da Marginal é antigo. O projeto é da década de 70, com execução da canalização do córrego nos anos 80. As vias propriamente foram finalizadas em 1991. 

Schmaltz, que é um dos autores do estudo que apontou pontos de vulnerabilidade na via, em 2015, disse que a manutenção do Córrego Botafogo foi feita de forma precária ao longo dos anos. “A gente tem aquela ilusão de que o concreto não tem data de validade, mas tem”, disse. De acordo com ele, há 10 anos, pelo próprio tempo em que a obra foi construída, a estrutura já carecia de uma manutenção mais intensa, que não foi feito.

O aumento da impermeabilização do solo na região fez com que a quantidade de água no córrego aumentasse em períodos de chuva. Com isso, o canal passou a ter mais água do que foi planejado, e consequentemente entrou em colapso em alguns pontos, O engenheiro explica que a água vai infiltrando por baixo do canal, levando o solo que o sustenta, e a terra que fica abaixo das vias vão ocupando esse espaço vazio embaixo do canal. Com o tempo, o solo fica mais instável. “É preciso fazer um estudo bem definido de como recuperar esse fundo, e ao mesmo tempo fazer boa análise do sistema hídrico”, disse.



Governo de Goiás inaugura sete grandes obras de saúde em março


No rush de inaugurações de obras comandado pelo governador Marconi Perillo, o mês de março será o de inaugurações de grandes obras na área da Saúde. São sete previstas na agenda e que, somadas, obtiveram investimento de quase R$ 200 milhões. Dentre as obras, estão a ampliação do Huana e do HDT, inauguração do Hospital do Servidor e de dois Credeq’s, além de Unidades Estaduais de Saúde Especializada (USE’s), anteriormente chamadas de Unidades Médicas Especializadas (AMEs).

As obras integram o pacote previsto pelo programa Goiás na Frente para a área da Saúde. Em março do ano passado, decreto do governador Marconi destinou R$ 240 milhões para investimentos no setor, oriundos da privatização da Celg S.A e vinculados à área. A primeira inauguração prevista é a da reforma, adequação e ampliação do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), ao valor de R$ 22.269.295,05.

Em seguida, ele inaugurará o Centro de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeq) na cidade de Quirinópolis, que recebeu investimento de R$ 29.069.234,12. Será o segundo Credeq dos cinco previstos pela administração estadual. O primeiro, de Aparecida de Goiânia, foi inaugurado em junho de 2016. Os demais estão em construção.

Depois, o governador vai inaugurar uma Unidade Estadual de Saúde Especializada (USEs) também em Qurinópolis, ao valor de R$ 9.622.056,88. A quarta obra a ser inaugurada é o Credeq de Goianésia, na qual o governo estadual investiu R$ 28.230.208,77. Em seguida, Marconi entregará mais uma Unidade Estadual de Saúde Especializada (USEs), dessa vez em Goianésia. O investimento é R$ 9.388.273,68.

A ampliação do Hospital de Urgências de Anápolis (Huana) é a próxima inauguração da lista. A obra recebeu investimentos de R$ 12.580.623,30. A última inauguração na área da Saúde, prevista na agenda de março, é a do Hospital do Servidor, ao valor de R$ 70.000.000,00.  A unidade será a maior de Goiás, atrás apenas do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol). Serão 24 mil metros quadrados de área construída, com 211 leitos. O hospital vai atender a todos os usuários do Ipasgo.

Além das inaugurações, Marconi também vai vistoriar as obras da Unidade Estadual de Saúde Especializada (USEs) da cidade de Goiás, que recebe investimento de R$ 10.130.064,22

Obras já inauguradas - Em janeiro, Marconi inaugurou o Centro de Diagnósticos do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), a terceira ampliação do hospital.  O investimento foi de R$ 35 milhões. O Centro de Diagnósticos tem capacidade para realização de 60 mil exames por mês.

Ele entregou, também, a  Residência Assistencial  Santa Marta e lançou a pedra fundamental dos hospitais do Idoso e do Homem. A Residência Assistencial  Santa Marta está acolhendo 20 pacientes moradores do Hospital Estadual de Dermatologia Sanitária e de Reabilitação Santa Marta (HDS). A estrutura oferece apartamentos individuais e mobiliados, além de área de convivência e praça de banho de sol, com infraestrutura assistencial. O governo do Estado investiu R$ 5,5 milhões na obra.

Marconi também lançou a pedra fundamental do Hospital do Idoso Nabyh Salum e do Hospital do Homem José Luiz Bittencourt. O complexo hospitalar será construído em uma área de 36 mil metros quadrados com atendimento voltado à população masculina com idade igual ou superior aos 60 anos.



Projeto quer barrar novas licitações caso a Prefeitura de Goiânia tenha obras paradas


Proposta foi aprovada em primeira votação por 16 a nove e voltou para a CCJ. Parecer jurídico e do relator já indicam que lei é inconstitucional A Câmara dos Vereadores de Goiânia votou pela continuidade da tramitação de um projeto de lei que quer proibir a realização de novas obras da Prefeitura caso haja cinco ou mais paralisadas. A proposta foi aprovada nesta terça-feira (06) em primeira votação por 16 a nove e voltou para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). No entanto, o parecer jurídico e do relator já indicam que lei é inconstitucional. 

O projeto, de autoria do vereador Allyson Lima (PRB), prevê que o município seja proibido de realizar licitações para novas obras públicas quando for constatado o excesso de obras paradas, “seja por má gestão ou falta de recursos públicos”. A exceção é para a realização de obras emergenciais, em áreas de risco ou quando há estado de calamidade pública. O texto da proposta não menciona o órgão que fiscalizaria a nova lei.

Em parecer ao CCJ, em agosto do ano passado, a assessora jurídica da Câmara, Kamilla Rodrigues Barbosa, defendeu que o projeto não merece avançar da forma como o texto foi escrito porque a proposta tenta legislar sobre a lei de licitações federal. “O Projeto de Lei em questão, na forma como foi apresentado, não merece prosperar, pois invade a competência da União”, diz a conclusão do documento.

No parecer também são citados julgamentos relacionados a outros projetos de lei semelhantes que foram considerados inconstitucionais. Em Palotina, no Paraná, uma lei municipal que criava normas sobre licitação foi considerada em “flagrante inconstitucionalidade” pelo Tribunal de Justiça Estadual por entrar na competência de área já definida pela Constituição Federal. 

O atual líder do prefeito na Câmara, o vereador Tiãozinho Porto (PROS), que é relator do projeto, acompanhou o parecer jurídico e solicitou que Allysson Lima modificasse o texto da proposta, mas ele se recusou.

Em documento de resposta ao parecer jurídico, o autor do projeto continuou a defender a lei da forma como estava redigida, por considerar que houve “equívoco, fuga ao tema e forçosa comparação com outros projetos em andamento, leis vigentes e jurisprudências dos tribunais”. O parecer final do relator foi pelo arquivamento do projeto, “apesar da boa intenção do autor.”

Nova CEI

Na próxima semana será realizada a primeira reunião da Comissão Especial de Inquérito (CEI) das Obras Paradas, também proposta por Allyson Lima. Os vereadores falam de um total de cerca de 40 construções paradas pela gestão anterior da Prefeitura, mas o vereador diz que até o momento já se certificou de 23. Ele conta que conseguiu esse número através de ofícios enviados a algumas pastas.

Allyson cita como exemplo de construções paradas 13 Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), entre eles os dos bairros Buena Vista e São José, além de uma maternidade, que estaria a passos lentos; e a já conhecida obra do Bus Rapid Transit (BRT). 

Projetos exigem relatórios

O parecer jurídico sobre o projeto de lei da Câmara dos Vereadores de Goiânia que quer criar um limite para as construções paradas da Prefeitura cita outras propostas e leis que visam o melhor andamento das obras públicas municipais. Uma lei aprovada em 2016, por exemplo, já proíbe a inauguração de obras públicas incompletas e outra de 2015 determina que o município disponibilize o cronograma sobre o andamento, tanto financeiro como estrutural, das construções que estão sendo feitas.

O projeto 23/2017, da vereadora Priscilla Tejota (PSD), prevê que a Prefeitura de Goiânia seja obrigada a comunicar a Câmara de Vereadores sobre o completo andamento das obras públicas da cidade. Assim, o Legislativo terá de ser informado toda vez que uma obra for paralisada, juntamente com a justificativa, além de qualquer alteração no projeto original. Já o vereador Zander Fábio (PEN) tem um projeto que veta despesas com publicidade para a divulgação de obras inacabadas.

4 perguntas para Allyson Lima
Vereador do PRB preferiu não mudar projeto de lei que impede licitações com obras paradas, mesmo após recomendação jurídica 

1 - Caso a lei seja aprovada, o que seria considerado como obra parada?
Quando diz respeito a responsabilidade do poder público. Têm empresas que são deficitárias, que param obras, aí não é de responsabilidade da Prefeitura e não seria considerada obra parada. Se for por motivação de falta de repasse de verba federal também não. 

2 - A redação do projeto de lei não especifica isso. Como que fica?
Isso não está no projeto. Meu projeto era mais duro, mais enérgico. Hoje alguns vereadores falaram que vão propor emendas na CCJ ou na segunda votação. 

3 - Quem vai ser responsável por fiscalizar e definir quais obras estão paradas?
No caso, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Quando tem verba federal, a União (deve fiscalizar), os mesmos mecanismos que a gente tem hoje. 

4 - Mas a Câmara Municipal tem o poder de dizer o que a União tem que fiscalizar? 
É, verdade (não tem poder). A lei só tem aplicação a obras municipais ou que tenham contrapartida dos municípios. 

5 - O senhor não acha que é perda de tempo seguir com esse projeto se a própria consultoria jurídica da Câmara o considerou inconstitucional?
Eu respeito meus colegas, mas, infelizmente, a nossa procuradoria, desde o começo dessa legislação, deu indícios de que tem uma ligação grande com o Paço. Os pareceres vêm geralmente sempre com essa indicação, que é inconstitucional ou que estamos transitando na seara do prefeito.

Fonte: Jornal O Popular


2018: Mais 7 mil estudantes serão incluídos no Programa Bolsa Universitária


A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e o Governo do Estado vão realizar nesta terça-feira, dia 20, a solenidade de inclusão de 7 mil estudantes no Programa Bolsa Universitária (PBU). O evento será aberto pelo governador Marconi Perillo e pela presidente de honra da OVG, Valéria Perillo, às 9h. Devido à quantidade de alunos, serão realizadas mais três solenidades no mesmo dia para atender a todos os beneficiados, às 11h, 13h e 14h30. Os incluídos foram selecionados com base em critérios socioeconômicos definidos pelo PBU.

Os novos bolsistas deverão chegar mais cedo para assinar o Termo de Compromisso e formalizar a adesão ao programa. Para evitar perda de tempo, os estudantes poderão verificar, no site da OVG, o horário em que estão agendados, de acordo com os quatro horários definidos, de manhã e à tarde, para a assinatura do documento.

O aluno deve levar já impresso o Termo de Compromisso e a credencial com o nome ou número de inscrição. Para isso, precisa acessar o site da OVG, clicar no banner Programa Bolsa Universitária e no link Inscrição, colocando o CPF ou número de inscrição para, em seguida, imprimir os documentos. Caso queira levar acompanhante, o aluno deverá retirar credencial também para ele. Deve levar ainda para o evento uma caneta preta ou azul a ser utilizada no preenchimento dos formulários.

A Bolsa Universitária é destinada a alunos matriculados em instituições particulares de ensino superior no Estado de Goiás ou em Fundações que cobram mensalidade. Somando os incluídos agora, o programa atinge o total de 187 mil estudantes beneficiados desde sua criação, em 1999.

O PBU tem 75 Instituições de Ensino Superior cadastradas, beneficia estudantes de 223 municípios goianos e conta com 1.356 entidades parceiras para o cumprimento da contrapartida, uma exigência feita aos bolsistas, que passam a atuar em instituições governamentais ou não governamentais, cumprindo jornada compatível com seus horários na faculdade ou no emprego.

Feira do Estudante

Será realizada também no Centro de Convenções (Pavilhão Azul) a 3ª Feira do Estudante – Expo CIEE Goiás 2018, nos dias 20 e 21 de fevereiro, em parceria com a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).

O público esperado é de 25 mil visitantes nos dois dias do evento. Dado o volume estimado, os organizadores recomendam que os interessados façam inscrições antecipadamente no seguinte endereço: https://goo.gl/VBzNFd.

Durante a Expo CIEE Goiás 2018, os jovens poderão se candidatar a 2 mil vagas de estágio e 500 de aprendizagem. Além disso, visitarão estandes de escolas e empresas com informações exclusivas, participarão de 40 palestras e assistirão a apresentações musicais e culturais.

O banco de sangue do Hemocentro estará atendendo no local. O bolsista que fizer doação de sangue terá direito ao equivalente a 32 horas da contrapartida. O aluno que participar de uma das palestras e visitar cinco estandes também cumprirá 32 horas de contrapartida. A Feira é aberta a bolsistas e estudantes do ensino médio. Veteranos da Bolsa podem fazer horas da contrapartida no evento, bastando tirar a credencial na Central do Aluno do site da OVG.

A 3ª Expo CIEE Goiás é uma realização conjunta do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), Organização das Voluntárias de Goiás e Bolsa Universitária, com apoio do Governo de Goiás, Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce) e media partner Rádio Interativa FM.

Conta com o patrocínio de Cruzeiro do Sul Educacional, Univeritas, Uptime e expositores confirmados, entre os quais: Cebrac, Unifimes, Claretiano, Faculdade CGESP, Fama, Faculdade Noroeste, Faculdade Padrão, Fasam, Hoffmann House, PUC Goiás, Instituto Make Hair e Uni-Anhanguera.

Serviço: Programa Bolsa Universitária faz inclusão de mais 7 mil estudantes
Datas: 20 de fevereiro de 2018
Horários: 9h, 11h, 13h e 14h30 (O aluno deve consultar o site da www.ovg.org.br para saber o horário do seu agendamento)
Local: Teatro Rio Vermelho, Centro de Convenções de Goiânia (Rua 4, nº 1.400, Setor Central)

Serviço: 3ª Expo CIEE Goiás vai oferecer vagas de estágio e aprendizagem
Datas: 20 e 21 de fevereiro de 2018
Horários: 9 às 18 horas
Local: Pavilhão Azul do Centro de Convenções de Goiânia (Rua 4, nº 1.400, Setor Central)

Fonte: Goiás Agora