Como ficará o trânsito de Goiânia sem a Marginal Botafogo?


Apesar de reparos, problemas na via expressa aguardam solução definitiva. Neste caso, reconstruí-la seria única saída. Ao Jornal Opção, especialista faz prognóstico

Uma das principais vias expressas da capital goiana, a Marginal Botafogo tem sido alvo de interdições quase semanais por conta de inúmeras erosões e desmoronamentos aos longo de seus 14 quilômetros de extensão.

Aporte de R$ 7 milhões liberado recentemente pelo Ministério das Cidades será destinado para obras em 18 pontos mais críticos da via. A previsão da prefeitura é de que a reforma fique pronta em até três meses.

Com a estrutura ameaçada, entretanto, é praticamente consenso o entendimento de que será preciso muito mais que alguns reparos para garantir a trafegabilidade na Marginal.

Neste cenário, a única saída seria reconstruir a via expressa implantada no início da década de 1990 com a promessa de retirar parte do fluxo de carros do centro da cidade.

Mas como ficará o trânsito de Goiânia sem a Marginal Botafogo? O Jornal Opção ouviu o professor da Escola de Engenharia Civil da Universidade Federal de Goiás (UFG) e especialista em Trânsito e Mobilidade, Cristiano Farias Almeida, para saber a resposta.

Durante entrevista, o especialista é categórico ao defender a interdição total da via, visando uma solução definitiva. Os transtornos irão ocorrer, adianta o profissional, mas também podem ser minimizados. Confira abaixo a entrevista na íntegra:

O trânsito da cidade de Goiânia consegue se sustentar com a interdição da Marginal Botafogo?
Não sei se o termo correto é sustentar. Mas que invariavelmente as pessoas que utilizavam a marginal para alcançar pontos distantes da cidade em menores tempos, usarão outras vias, algumas delas com menor mobilidade, ocasionando deslocamento com maiores tempos.

E em um cenário imaginário onde a Marginal é completamente interditada sem previsão de liberação, a cidade de Goiânia consegue se manter sem transtornos?
Bom, mesmo com a Marginal em funcionamento já havia transtornos. Ou seja, em uma hipótese de interdição definitiva da Marginal Botafogo, as viagens que eram feitas em tal via terão que ser realocadas paras outras vias, o que ocasionará piora no nível de serviço destas vias pelo aumento do fluxo veicular, caso não ocorra nenhum tipo de intervenção.

As ruas laterais ou próximas podem ficar sobrecarregadas? 
Podem. Mas há possibilidade dos usuários frequentes da Marginal utilizarem outros corredores da cidade que tenham características similares ao da Marginal, no sentido de tentar encontrar formas de deslocamentos com menores tempos.

Há como fazer reparos e interdições em uma via tão grande sem causar transtornos?
Difícil. Não vejo como. Transtornos ocorrerão, mas pode-se minimizá-los.

Existe algum período do ano melhor para os reparos, que podem diminuir os transtornos de trânsito?
Podemos pensar em períodos em que o fluxo de veículos seja menor, para isso é necessário contagem volumétrica para sabermos de forma mais próxima da realidade a variação do fluxo de veículos ao longo do ano. Mas sabemos que há redução do número de veículos no sistema viário nos períodos destinados às férias escolares.

Os casos recentes de desabamento na via podem impedir que, mesmo após reformas, o fluxo de carros pesados na via sejam bloqueados? 
Para responder essa pergunta é necessário fazer um estudo sobre as caraterísticas geotécnicas da via. Mas há outra preocupação, também importante, é quanto ao córrego Botafogo que sofreu intervenção em suas características naturais de forma a possibilitar a construção da Marginal, como por exemplo, o enquadramento do córrego em um canal que não permitia vazão da água de forma semelhante a situação original, além disso, o aumento da impermeabilização nas áreas altas fazendo com que chegasse mais água na porção baixa do relevo, ocasionando transbordamento e consequente alagamento da Marginal nos períodos de chuva.

O que os órgão de trânsito podem fazer para diminuir os transtornos do trânsito na região da Marginal? 
Interditar a via é necessário para garantir a segurança no tráfego. Os transtornos vão existir, mas é necessário chegar a uma solução e tomar a decisão para que o usuário não só não tenha transtornos, mas principalmente, seja garantida a segurança.

Ao mesmo tempo em que a Marginal está interditada, uma ampliação da via está sendo planejada. Isso é possível do ponto de vista estratégico? O useria melhor deixar a ampliação de lado temporariamente?
Necessário identificar, inicialmente, as causas dos problemas recorrentes na Marginal, e em função disso analisar a possibilidade de utilização da via ou interdição completa.


BR 153: 10 km de trânsito intenso e perigoso


Trecho que vai do Estádio Serra Dourada até o anel viário de Aparecida está com fluxo quase 3 vezes acima do limite. Consequência: é um dos mais violentos do País

Em determinadas horas do dia, é possível observar o trânsito da BR-153 totalmente travado no perímetro urbano de Goiânia e Aparecida de Goiânia, mesmo quando não há acidentes. Isso acontece principalmente porque o fluxo de veículos é quase três vezes maior neste trecho do que a rodovia federal suporta. Em média, são 55,6 mil veículos que passam por ali diariamente, quando a capacidade é de apenas 20 mil carros/dia, segundo a concessionária responsável por aquele trecho, a Triunfo Concebra.

O trecho de dez quilômetros entre o Estádio Serra Dourada, em Goiânia, até o trevo para a saída do Anel Viário, em Aparecida de Goiânia, é qualificado como nível de serviço “F”, o pior em uma escala que vai da letra “A” à “F”, como aponta o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Basicamente, essa classificação mostra a capacidade de uma rodovia para absorver o tráfego dos veículos. As qualificadas como “A”, por exemplo, têm condições de fluxo livre e a presença de outros veículos não impacta no trajeto ou na velocidade. Já no nível “F”, como o da BR-153 em Goiânia, o tráfego já é forçado. A velocidade, nesse caso, cai a um valor inferior a 48 km/h.

As consequências desta situação têm impacto direto nos relatórios da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O trecho é considerado pelo órgão o 11º mais perigoso entre as rodovias federais do País, em função do elevado índice de acidentes de trânsito. Há seis anos, era considerado o 26º, o que mostra uma piora. Entre 2012 e 2016, 36,5% dos 5.973 acidentes e 32,1% das 283 mortes que ocorreram no trecho Sul da BR-153 (entre Goiânia e Itumbiara) foram nestes 10 quilômetros entre a capital e a cidade vizinha.

Os pontos de estrangulamento estão mais concentrados onde tem viaduto e os congestionamentos se formam com mais frequência nos horários de pico, entre 7h e 9h da manhã e das 17h às 19h. Mas o motorista também sofre com uma movimentação bem crítica durante todo o período da tarde.

O professor de Engenharia de Trânsito no Instituto Federal de Goiás (IFG), Marcos Rothen, acredita que a tendência para o futuro próximo é que os congestionamentos sejam mais frequentes e mais longos, perdurando por diversos quilômetros. “É um problema metropolitano e institucional. Deveria ser uma estrada e não uma avenida como é hoje. Na estrada não existem acessos a todo instante. Ela tem que ser isolada. Não tem um paliativo para a questão”, comenta Rothen.

A própria Triunfo Concebra relata que nos quatro anos que opera em Goiás houve “pequenos acréscimos e com a recuperação econômica, a tendência que aumente o fluxo de veículos” nos próximos anos nesse trecho específico.

Iluminação

Quando a noite chega, a situação do motorista não melhora. Na verdade, só muda o problema: a falta de iluminação. A estimativa é que atualmente 80% dos pontos de luz estão com problemas em todo o trecho urbano de Goiânia e Aparecida. A Triunfo Concebra afirma que a solução está longe porque a questão se encontra numa espécie de “limbo de responsabilidade”.

O imbróglio se arrasta há pelo menos quatro anos, quando a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) inaugurou a iluminação do trecho goianiense da BR-153 após um convênio com o governo federal no qual o Estado investiu em estrutura e nos custos de manutenção. Em seguida, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) questionou o pagamento pelo Estado em área de responsabilidade federal e a Triunfo assumiu o trecho da rodovia.

De acordo com a empresa, a Agetop quis transferir a responsabilidade da iluminação para a Triunfo, que não aceitou, já que não fazia parte do programa de exploração.

“A ANTT prometeu assumir a conta. Fizemos um acordo com a Celg na época e houve essa transferência. Mas depois o Tribunal de Constas da União (TCU) queria que a conta de luz fosse repassada para a concessionária, no entanto seria uma taxação dupla, já que o contribuinte paga pela iluminação pública no município e pagaria também na tarifa de pedágio. Aí a ANTT recuou e essa questão ficou em uma zona cinzenta”, relata o diretor-presidente da Triunfo Concebra, Odenir Sanches.

Sem melhorias

Sanches diz que não estão previstas obras para solucionar o problema do congestionamento, mas fala em “obrigação moral” que levou a empresa a agir com “alterações pontuais”. Ele afirma que a situação financeira da empresa comprometeu propostas maiores. “Tínhamos três projetos para o viaduto da Avenida Anhanguera, para o trecho do Estádio Serra Dourada até o viaduto da saída para Bela Vista e outro para o viaduto no Parque das Laranjeiras. Como estamos numa situação financeira complicada dificilmente serão tocados”, afirma.


Por que esfriou em Brasília e em Goiás?


Muitas pessoas no Distrito Federal e em Goiás comentam do frio, da queda da temperatura que vem ocorrendo esta semana. A tarde de 18 de abril foi a segunda mais fresca do ano até agora em Brasília. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 20,7°C de temperatura máxima. O recorde anterior de menor máxima é de 19,8°C registrado no dia 4 de fevereiro.

A queda foi de 1,5°C em relação à tarde do dia 17, mas de quase 5°C em relação à temperatura máxima da segunda-feira, dia 16. No aeroporto de Brasília, a temperatura ao meio-dia era de 20°C, mas com o vento em torno dos 30 km/h, a sensação térmica chegava aos 16°C.

Em várias áreas de Goiás, a temperatura na tarde da quarta-feira, 18, não passou dos 25°C. Em Alto Paraíso de Goiás, a máxima do dia foi pouco acima dos 20°C.

Por que esfriou?
A baixa temperatura à tarde nos últimos dois dias sobre Goiás e sobre o Distrito Federal é explicada pela combinação do excesso de nebulosidade com o vento moderado e constante (velocidade entre 20 km/h e 30 km/h) que sopra desde início da semana. A grande quantidade de nuvens impediu que o sol aparecesse e o vento moderado dificultou ainda mais a temperatura, além de aumentar a sensação de frio.

Sem o sol, o ar não esquenta mesmo, mas o vento fez muita diferença porque estava moderado e constante e também por que é um vento originado de uma grande e forte massa de ar polar que está sobre o oceano, na costa do Sul e do Sudeste do Brasil. O vento da direção leste vem desta massa polar espalhando ar frio sobre Goiás e sobre o Distrito Federal.

Desde o começo da semana, a circulação de ventos entre 5 mil e 10 mil metros de altitude vem gerando uma grande quantidade de nuvens e chuva sobre quase todo o Centro-Oeste. Isto manteve o tempo úmido nos últimos dias e algumas pancadas de chuva foram até fortes. A chuva de abril de 2018 já superou a média histórica para o mês em Brasília, em Goiânia e em Cuiabá.

Sol à vista
A circulação dos ventos muda novamente nos próximos dias sobre o Centro-Oeste e a tendência é de diminuição da nebulosidade, mas as pancadas de chuva de abril ainda não acabaram.

Esta quinta-feira já será com menos nebulosidade e mais sol em Goiás e no Distrito Federal. A temperatura sobe e a sensação de calor volta até o fim da manhã. O amanhecer será ligeiramente frio. O sol e o tempo seco predominam na região de Brasília na sexta-feira, mas o sul de Goiás e a divisa com o Mato Grosso já poderão ter algumas pancadas de chuva a partir da tarde.

Fonte: Clima Tempo

Preço do etanol varia quase R$ 1 em postos de Goiânia


Além da variação de preços nos postos, que obriga o consumidor a pesquisar muito antes de abastecer, o valor nas distribuidoras também têm oscilado nos últimos dias

A grande variação dos preços do etanol nos postos de combustíveis de Goiânia tem surpreendido o consumidor. De acordo com a pesquisa de preços publicada diariamente pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), que engloba todos os postos que utilizam Nota Fiscal do Consumidor, os preços praticados ontem variavam de R$ 2,37 a R$ 3,29 na capital. Isso comprova uma necessidade maior de pesquisar os preços antes de abastecer o tanque. Os valores podem cair mais nos próximos dias com a redução do valor da pauta do ICMS.

Os postos apresentaram notas fiscais de compra de etanol que comprovam uma oscilação dos preços praticados pelas companhias distribuidoras nas últimas semanas, quando os valores tiveram altas e baixas. Mas essa oscilação não condiz com a redução dos preços nas usinas desde o fim do mês de março, com o início da moagem da safra de cana de açúcar. De lá pra cá, o preço do litro na indústrias fabricantes de etanol, sem impostos, já caiu de R$ 1,80 para R$ 1,36 (valor médio desta semana).

Nas distribuidoras, os valores pagos pelos postos de combustíveis “bandeirados” caíram de 2,79 para R$ 2,55, entre 2 e 20 de abril, uma queda de apenas R$ 0,26, bem menor que o verificado nas usinas. Procurado, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) informou que não comenta preços de mercado.

O levantamento de preços publicado diariamente pela Sefaz apontou alguns postos da capital que, ontem, ainda vendiam o litro do etanol por valores entre R$ 2,99 e R$ 3,29. Mas o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindiposto), Márcio Andrade, afirma que a esmagadora maioria dos postos estão praticando preços entre R$ 2,39 e R$ 2,89. “Apenas um ou outro estão fora desta curva de preços. Valores acima ou abaixo são exceções”, afirma. A explicação, segundo ele, está na oscilação dos preços praticados também pelas distribuidoras, que tem sofrido baixas e altas, o que contribui para uma variação dos custos.

A queda dos preços nas bombas deve contribuir para a redução dos impostos. É que o valor do ICMS pago pelos postos depende dos valores praticados no mercado. Como a Sefaz pesquisa os preços para definir o valor da pauta (referência para a cobrança do imposto), os preços mais baixos devem provocar uma redução do ICMS, que resultaria em novas quedas ao consumidor. O preço médio ponderado já caiu de R$ 2,83 para R$ 2,78 nos últimos dias, de acordo com a Sefaz.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Fabricação de Etanol no Estado (Sifaeg), André Luiz Rocha, a grande variação de preço só pode ser justificada pela existência de estoques antigos em alguns postos. Segundo ele, é impossível prever como será o comportamento dos preços nas próximas semanas, pois, hoje, os valores estão mais atrelados ao comportamento da oferta e demanda do mercado do que à safra.



Goiânia tem 3º melhor indicador de saneamento entre as capitais brasileiras


Levantamento foi divulgado nesta semana

Levantamento do Instituto Trata Brasil mostra Goiânia em terceiro lugar entre as capitais com melhor saneamento básico no Brasil. O ranking, divulgado nesta semana, traz os 100 melhores municípios atendidos pelo serviço. Entre as três capitais mais bem colocadas, Goiânia foi a única que subiu de posição. No ano anterior, Curitiba estava em 11º lugar, caindo este ano para 17º. São Paulo estava em 20º lugar e caiu para 23ª posição. No ranking deste ano, Goiânia ficou em 24º no ranking geral entre os maiores municípios. 


De acordo com a Saneago, atualmente 100% da população da capital goiana tem acesso ao serviço de água tratada. Já o serviço de coleta de esgotamento sanitário está disponível para 92,4% da população, sendo que 80% do esgoto coletado é tratado. 

O novo ranking do saneamento básico aborda os indicadores de água e esgotos com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgado anualmente pelo Ministério das Cidades. Os dados consultados são referentes ao ano de 2016. Os resultados indicam que, nos 100 maiores municípios, 93,62% da população tinha abastecimento de água, 72,14% coleta de esgotos e 54,33% dos esgotos gerados eram tratados. Goiás está com os índices acima da média nacional: 96,76% da população de Goiás tem acesso à água tratada e 66,41% à coleta de esgoto. 

Fonte: A Redação

Goiás está entre os maiores geradores de emprego ​do País



Dados estão no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, divulgado nesta sexta-feira, dia 20

Goiás está entre os cinco Estados que mais geraram empregos formais (com carteira assinada) no mês de março. Foram criadas 5.312 novas vagas de trabalho de um total de 56.151 novos postos de trabalho criados no Brasil, o que representou um aumento de 0,15% em relação ao estoque de fevereiro. O resultado é decorrente de 1.340.153 admissões e de 1.284.002 desligamentos. Os dados estão no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, divulgado nesta sexta-feira, dia 20.

No mês passado, em Goiás foram admitidos 50.584 trabalhadores e desligados 45.262, gerando um saldo positivo de 5.312 empregos, um crescimento de 0,44% em relação a fevereiro. No ano, o saldo de empregos é de 17.220, um aumento de 1,44% na comparação com igual período do ano passado, numa demonstração clara que a economia goiana está em crescimento, apoiada pelas ações do governo estadual que investe em obras de infraestrutura e foca na melhoria dos indicadores econômicos e sociais para garantir mais competitividade a Goiás.

Das cinco regiões brasileiras, três apresentaram saldos positivos no emprego. O melhor desempenho foi no Sudeste, que teve um acréscimo de 46.635 postos. O Sul teve aumento de 21.091 vagas formais, seguido do Centro Oeste, que criou 2.264 novos postos. Os desempenhos negativos foram registrados no Norte (-231 postos) e no Nordeste (-13.608 postos). Entre as unidades da Federação, 15 Estados e o Distrito Federal registraram variação positiva no saldo de empregos e 11 Estados, variação negativa.

Os maiores saldos de emprego ocorreram em São Paulo (+30.459), Minas Gerais (+14.149), Rio Grande do Sul (+12.667), Paraná (+6.514), Goiás (+5.312) e Bahia (+4.151). Os menores saldos de emprego ocorreram em Pernambuco (-9.689), Alagoas (-6.999), Mato Grosso (-3.018), Sergipe (-2.477), Pará (-787 empregos) e Mato Grosso do Sul (-646).

Setores

A agropecuária foi a grande geradora de empregos formais no Estado, no mês passado, com 2.471 vagas, seguida da indústria de transformação (1.219) e do comércio (995) e serviços (797). A indústria da construção civil (316) e a de extração mineral (73) também garantiram saldos positivos na criação de oportunidades de trabalho. As distorções foram registradas nos setores de serviços industriais de utilidade pública (-549) e da administração pública (-10).

Em Goiás, os municípios que mais garantiram vagas no mercado de trabalho, no mês passado, foram Cristalina (1.046), Goiânia (904), Formosa (695), Anápolis (414), Catalão (258) e Jataí (242). A Lei 13.467/2017, que promoveu a Modernização Trabalhista, pode ser identificada nas estatísticas do mercado de trabalho. Em março, houve 13.522 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 9.775 estabelecimentos. São Paulo registrou a maior quantidade de desligamentos (-4.204), seguido por Paraná (-1.537), Rio de Janeiro (-1.255), Minas Gerais (-1.083), Rio Grande do Sul (-1.006) e Santa Catarina (-995).

Na modalidade de trabalho intermitente, foram realizadas 4.002 admissões e 803 desligamentos, gerando saldo de 3.199 empregos. As admissões concentraram-se principalmente em São Paulo (+767 postos), Minas Gerais (+446 postos), Rio de Janeiro (+361 postos), Espírito Santo (+316 postos), Goiás (+235 postos) e Ceará (+171 postos).


População aprova instalação do Batalhão de Terminal em Goiânia


Usuários celebram mais segurança nos ônibus

Os usuários do transporte coletivo que frequentam o Terminal da Praça da Bíblia, localizado na Região Leste de Goiânia, se depararam na manhã desta sexta-feira (20/4) com policiamento reforçado e câmeras de monitoramento no local. Trata-se de ações do Batalhão de Terminal, da Polícia Militar, e do Viagem Mais Segura, implantadas pelo governador José Eliton, que visam proporcionar mais segurança nos terminais do transporte coletivo.

 A diarista Felicidade Nunes Machado, 57, que utiliza os ônibus duas vezes por semana, é uma das mais entusiasmadas desta ação do Governo de Goiás. Como trabalha em uma chácara em Senador Canedo, ela conta que agora, com o policiamento, ficará mais segura. “A gente conhece casos de pessoas que passaram por situações difíceis aqui. Fico mais segura em utilizar o meu celular agora”, cita como exemplo.

Já o aposentado Raimundo Jorge, 68, ressalta que frequenta o terminal cinco vezes por semana e acredita que, com a medida, a segurança será recorrente. “Os policiais irão inibir qualquer tentativa de roubo por aqui”, resume. “Creio que não haverá mais nenhuma ocorrência grave com policiais nos terminais”, comemora.

O Viagem Mais Segura contará com a participação da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Superintendência de Polícia Técnico-Científica. O principal objetivo é garantir mais segurança nas rotas do transporte público. A Polícia Civil instituirá uma unidade especializada da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) para desvendar crimes cometidos contra usuários do transporte coletivo, além de mapear agressores ou grupos criminosos que atuam nesses locais.

Os principais terminais contarão com dispositivos de monitoramento por câmeras. O objetivo é criar uma maior interação entre a comunidade e a polícia, permitindo que a população faça denúncias e busque atendimento de emergência.

É o que acredita o estudante Luigi Enrico, de 20 anos. “Podendo fazer denúncias e buscando atendimento de emergências, creio que poderemos identificar com velocidade um criminoso”, afirma. Ele ainda celebra a paz que haverá nos terminais. “Com policiais, ninguém terá coragem de cometer um delito aqui dentro”, diz.

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O governador José Eliton também anunciou que o Governo do Estado promoverá mais 525 policiais, medida que garantirá maior motivação das forças de segurança e proporcionará trabalho ainda mais efetivo junto à comunidade.

Outro anúncio veio confirmar que o Estado realizará concurso público para a contratação de 110 delegados para a Polícia Civil. Também está previsto incremento de 533 veículos na frota das forças policiais especiais e aquisição de outras novas viaturas.

“Eu acho válido reforçar, além dos terminais, os pontos do Eixo Anhanguera”, conta a estudante Livia Sepulvedo, 19. “Queremos que este policiamento continue sempre”, conclui Diana Gobi, de 20 anos. (Assessoria)

Fonte: A Redação