Publicado edital para a construção do trecho final do BRT


Orçamento previsto é de R$ 87.366.081,03 e a obra terá duração de 18 meses

A Prefeitura de Goiânia publicou, no último dia 9/10, edital de concorrência pública, do tipo menor preço, para contratação de empresa especializada em obras e serviços de engenharia para a implantação do trecho 1 do BRT, entre o Terminal Cruzeiro e o Terminal Isidória. A empresa vencedora terá 18 meses para concluir a obra.

Os recursos, na ordem de R$ 87.366.081,03, são provenientes do Orçamento Geral da União (R$ 70 milhões) e do tesouro municipal (R$ 17.366.081,03), valor garantido no início de setembro, com a assinatura do prefeito Iris Rezende à solicitação financeira feita pela Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), visando à implantação do corredor Norte-Sul. O investimento está previsto no Plano Plurianual 2018-2020 e na Lei de Diretrizes Orçamentárias vigente.

De acordo com o projeto do sistema BRT Norte-Sul, o trecho a ser construído corresponde a 5,1 km de extensão e está localizado entre o Jardim Nova Era, em Aparecida de Goiânia (Terminal Cruzeiro) e o Setor Pedro Ludovico, em Goiânia (Terminal Isidória). Esse trecho 1 é composto por uma trincheira, um terminal de integração aos ônibus comuns e cinco estações de embarque e desembarque. Também integram as obras de construção do trecho a requalificação de 9,6 km de calçadas, pavimentação de 4,8 km de rua e sinalização viária de 4,8 km.

Para o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, a publicação do edital é mais um compromisso da administração de investir na mobilidade urbana, garantindo segurança e agilidade no deslocamento para a população.

“Esses 5,1 km correspondem ao trecho final do BRT, completando os 21,7 km do sistema que vai melhorar significativamente a mobilidade urbana de quem trafega no sentido Norte-Sul da cidade. Um compromisso do nosso prefeito que estamos garantindo”, afirma.


Goiânia tem a 5ª melhor infraestrutura do Brasil


Cidade é o 23º melhor ambiente de negócios do Brasil, revela estudo da Urban System. Capital se destaca também em desenvolvimento social e capital humano

Goiânia tem o 23º melhor ambiente de negócios do país, segundo levantamento da Urban Systems. A cidade avançou nove casas em relação à pesquisa de 2018, ano em figurou na 32ª posição do ranking nacional que mensura o potencial de desenvolvimento das cidades a partir de análises sobre desenvolvimento socioeconômico, infraestrutura e capital humano. O desempenho de Goiânia é o melhor do Estado e o terceiro do Centro-Oeste brasileiro, atrás apenas de Cuiabá (MT) e Brasília (DF). A pesquisa Melhores Cidades para Fazer Negócios é o assunto principal da revista Exame deste mês.

A melhora no desempenho nacional de Goiânia foi puxada pela avaliação do fator Infraestrutura. O índice de atendimento urbano de água, a pavimentação, a conectividade aeroportuária, linhas rodoviárias, energia elétrica e as conexões de banda larga garantiram à Goiânia a quinta melhor posição no ranking nacional. Estão à frente apenas São Paulo, Campinas, Guarulhos (SP) e Brasília (DF). É o melhor resultado do Estado e o segundo do Centro-Oeste. Até 2018, Goiânia ocupava o oitavo lugar no ranking Infraestrutura. Evoluiu três pontos em apenas um ano. E os dados da pesquisa ainda nem refletem o atual cenário.

Os investimentos feitos pela Prefeitura de Goiânia dispararam no segundo quadrimestre de 2019. A alta atinge a marca de 83,60% na comparação com o mesmo período do ano passado. Até agosto, os recursos destinados para obras, custeio de projetos e aquisições de bens e serviços ultrapassaram R$ 79,8 milhões. O aumento é reflexo direto das obras em curso na Capital. Apenas este mês o prefeito lançou, por exemplo, a pavimentação asfáltica do Park Solar, Shangri-lá, residenciais Paulo Pacheco I e II; o prolongamento da Marginal Botafogo; a construção da ponte da Vila Alpes e, entre outras, dos viadutos da BR-153 e da Jamel Cecílio. “Colocamos a máquina em ordem e agora é obra a cada dia, a cada hora, assim vamos atendendo aos clamores da população. Reformando e construindo praças, pavimentando 31 bairros que surgiram depois que eu deixei a prefeitura. Vamos deixar Goiânia, como eu disse na campanha, uma cidade gostosa e bonita”, prospecta o prefeito de Goiânia, Iris Rezende. Ao todo, a Prefeitura de Goiânia planeja investir cerca de R$ 1,4 bilhão até o final de 2020. No país, o pior desempenho em infraestrutura é o de Carapicuíba (SP).

Também contribuiu para o resultado positivo o recorte Desenvolvimento Social. A cidade deixou a 81ª posição no ano passado e alcançou o 76º lugar em 2019. É a terceira melhor posição de Goiás e a quarta da região Centro-Oeste. Esse indicador mede o reflexo do desenvolvimento de negócios na cidade sobre a população local por meio dos indicadores sociodemográficos Educação, Saúde e Segurança. As avaliações abarcam o crescimento da renda média trabalhadores, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), a esperança de vida ao nascer, taxa de alfabetizados,índice de coleta e tratamento de esgoto, entre outros. No topo do ranking nacional está Valinhos (SP). No final está Atibaia, também em São Paulo.

Além dos indicadores Infraestrutura e Desenvolvimento Social, frente ao ano passado Goiânia ainda progrediu no quesito Capital Humano, que tem como base análises sociodemográficas, econômicas, educacionais e cenário futuro. Até 2018, os investimentos em educação por habitante, o crescimento dos empregos formais, os anos de estudo, entre outros indicadores, deram à Goiânia o 22º melhor cenário do país. Este ano, no entanto, a cidade alcançou 21ª posição. Neste item, a cidade tem o melhor resultado de Goiás e o terceiro da região Centro-Oeste. No Brasil, a primeira colocada é a cidade de Vitória (ES). A pior é Catanduva (SP).

Mais Avanço

Dos quatro recortes que subsidiam o estudo - Desenvolvimento Econômico, Capital Humano, Desenvolvimento Social e Infraestrutura - a edição 2019 do Ranking das Melhores Cidades para Fazer Negócios ainda não retrata os avanços de Goiânia apenas no fator Desenvolvimento Econômico. Isso porque, fontes utilizadas para composição do indicador abarcam períodos anteriores ao equilíbrio fiscal de Goiânia. São exemplos disso, o crescimento do Produto Interno Bruto e o PIB per capita, ambos referentes à 2016; a diversidade econômica, o crescimento empresarial e de empregos, a renda média dos trabalhadores formais, a População Economicamente Ativa (PEA) e o Índice Firjan de Gestão Fiscal que têm como base o ano de 2017; a Dívida Consolidada Líquida (DCL), Receita Corrente Líquida (RCL) e o crescimento da frota de Automóveis são relativos à 2018. Apenas dois dos indicadores econômicos dizem respeito a 2019, os depósitos em poupança e o financiamento. Como efeito da utilização de bases de dados não atualizadas, Goiânia aparece na 87ª posição do ranking que avalia a melhora dos indicadores quantitativos da economia acompanhado de avanços no bem-estar geral da população.

O Ranking das Melhores Cidades para Fazer Negócios é calculado através de uma metodologia de análise estatística chamada Índice de Qualidade Mercadológica. (IQM), cujo objetivo é servir como parâmetro para a qualificação de um determinado mercado. Na listagem Geral, que considerou Goiânia como o 23º melhor ambiente de negócios do país,a Capital de Goiás tem IQM 11.255. Apesar da pontuação máxima chegar a 26, a líder no ranking nacional, São Caetano do Sul (SP) tem IQM 13.178. Brasília, a melhor da região Centro-Oeste tem IQM 11.364.

Nos quesitos Desenvolvimento Econômico, Capital Humano, Desenvolvimento Social e Infraestrutura Goiânia tem, respectivamente, IQM 5.279, 4.150, 3.632 e 3.967. O estudo da Urban System analisa 317 municípios e lista os que têm mais de 100 mil habitantes porque representam 70% do Produto Interno Bruto (PIB), detém 62% das empresas, geram 72% dos empregos formais e abrigam 57% da população


Estações do BRT são erguidas na Avenida Goiás Norte


No trecho de 11 km, entre o Terminal Recanto do Bosque e a Avenida Independência, estão sendo erguidas 14 estações de embarque e desembarque de passageiros, além de dois novos terminais, o Rodoviária e o Perimetral

Quem trafega pela Avenida Goiás Norte nota a mudança na paisagem com estruturas metálicas sendo montadas em diversos pontos ao longo da via, sendo a maior delas localizada logo abaixo da Praça do Trabalhador, ao lado do Terminal Rodoviário de Goiânia. São as estações, ou plataformas, que farão a integração do BRT com os ônibus comuns.

No trecho de 11 km, entre o Terminal Recanto do Bosque e a Avenida Independência, estão sendo instaladas 14 plataformas de embarque e desembarque de passageiros, além de dois novos terminais, o Rodoviária e o Perimetral.

O terminal que está sendo construído ao lado da Rodoviária teve início em 2016, mas as obras ficaram paralisadas durante quase dois anos. Com valor de R$ 8,5 milhões, os serviços foram retomados em junho deste ano, com previsão de término para fevereiro de 2020.

Erguida numa área de 4.573 m², a estação funcionará como um terminal de chegadas e partidas dos ônibus do BRT. Tem estrutura em perfis metálicos e contará com cobertura em telhas metálicas trapezoidais, tipo sanduíche, com proteção termoacústica, que isola a temperatura e o som, deixando o ambiente mais agradável.

Na área da estação serão construídas a administração com refeitório para os funcionários do sistema, central de resíduos, casa para o gerador de energia elétrica, casa de força para o quadro de energia (Q.E.), sala do servidor e sanitários públicos e para a administração. No espaço serão instalados bancos para os usuários, máquinas de venda automática (ATM) e do sistema sitpass e lixeiras para coleta seletiva. A estação contará também com bicicletário, estacionamento e uma caixa d’água com capacidade para 86 mil litros.

Plataformas alimentadoras

As plataformas alimentadoras possuem duas dimensões: as de 60 m de extensão, em espaço de 366 de m²; e as de 28 m de extensão, em espaço de 255 m², e todas possuem sistema de catracas para acesso. São compostas de uma área destinada à administração, bilheteria, sanitários públicos M, F e PNE, depósito geral, sala de perdidos e achados, bancos para descanso, lixeiras para coletas seletivas, máquinas de venda automática de produtos alimentícios, e máquinas do sistema sitpass para venda de passagens.

Todas as plataformas terão acabamento padrão, piso em granilite e concreto e as paredes com pintura acrílica, azulejos, cerâmicas e pastilhas.

Para o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, a montagem das estruturas é mais uma etapa da construção do BRT que a administração está cumprindo, resultado do trabalho comprometido com a melhoria da mobilidade urbana e o desenvolvimento da capital. “Estamos cumprindo rigorosamente nosso cronograma de obras, comprometidos com a mobilidade urbana, melhorando e proporcionando mais conforto aos usuários do transporte público. O BRT, já podemos dizer, é uma realidade e os transtornos de hoje se transformarão em reconhecimento num futuro muito próximo”, enfatiza.

Nara Serra, da editoria de Infraestrutura


Prefeitura entrega revitalização da Rua do Lazer neste sábado (19/10)


Intuito é que rua restrita para pedestres volte a ser espaço de convivência da população, com locais destinados a cultura e esporte

A Prefeitura de Goiânia entrega neste sábado (19/10), às 10 horas, a revitalização da Rua do Lazer, com novos equipamentos, mobiliário urbano e espaços destinados para apresentações culturais e prática de esportes. A ação integra a política de resgate do patrimônio histórico e cultural da capital. A via passou por um processo de reforma geral, que contemplou a instalação de novos sistema de drenagem, calçamento seguindo as regras de acessibilidade, paisagismo e quiosques. 

Os dois becos que compõem o espaço também foram revitalizados. “Todas essas intervenções foram realizadas com um único intuito: fazer com o que o local volte a se tornar espaço de convivência e lazer para as famílias goianienses, como foi idealizada no início”, afirma o secretário de planejamento urbano e habitação, Henrique Alves.

Além dos investimentos infraestruturais realizados, a Rua do Lazer será o primeiro espaço público a receber o novo sistema de monitoramento por câmeras que será instalado pela Prefeitura na capital. Ao todo serão instaladas no local quatro câmeras de monitoramento 24 horas, dotadas de Internet das Coisas, que são sensores que coletarão informações técnicas como a qualidade do ar e a temperatura. Os dados subsidiarão a gestão em estudos e ações.

Eventos

Para a inauguração, a Prefeitura prepara uma série de eventos que buscam demonstrar como o novo espaço foi pensado e deverá ser utilizado. As atividades se iniciam com a apresentação do Quinteto de Metais da Orquestra Sinfônica de Goiânia, seguido de uma apresentação de teatro da Companhia Carlos Moreira a respeito da história da capital, realizada no Beco da Cultura. Ações esportivas serão desenvolvidas no Beco do Esporte.

Outra atração será a confecção, por 145 grafiteiros de Goiânia, Anápolis e Brasília, da maior galeria a céu aberto de arte urbana na capital. “Queremos mostrar que aquele espaço é verdadeiramente da população e, uma das formas que encontramos é fazer com que eles também possam participar da revitalização desse espaço que é do povo”, afirma Henrique Alves.

A inauguração da Nova Rua do Lazer, como o espaço está sendo chamado, é a abertura oficial da semana em comemoração ao aniversário da capital, que tem uma série de programações a serem realizadas até o próximo dia 24 em comemoração aos 86 anos de Goiânia. 


Parceiros vão cuidar de sete bens públicos em Goiânia


Programa permite a cooperação do Paço com pessoas físicas ou jurídicas para a manutenção de áreas A Prefeitura de Goiânia anunciou que sete bens públicos terão a manutenção e conservação assumidos por empresas ou pessoas físicas, por meio do programa Adote uma Praça, oficialmente apresentado pelo prefeito Iris Rezende (MDB) nesta terça-feira (20). Entre os pontos inseridos na iniciativa estão dois importantes exemplares do conjunto arquitetônico histórico em art déco da capital: o relógio da Avenida Goiás e o coreto da Praça Cívica, ambos no Centro. A Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (Casag) ficará responsável pela manutenção e conservação dos dois bens públicos nos próximos três anos. Os dois equipamentos serão revitalizados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e depois ficarão sob os cuidados da Casag, cuja sede é vizinha a ambos.

Alguns logradouros públicos já foram assumidos pela iniciativa privada. Na edição desta terça-feira, reportagem do POPULAR mostrou que uma área pública na confluência da Rua C-248 com a Avenida C-233, no Setor Nova Suíça, foi fechada pela empresa de engenharia responsável pela construção de um condomínio residencial. O espaço será transformado em uma praça dentro do programa Adote uma Praça, criado pela lei municipal nº 10.346/2019. A lei prevê a celebração de parcerias com a iniciativa privada, com pessoas físicas ou jurídicas, e com instituições organizadas da sociedade civil para a melhoria das condições de uso dos espaços públicos.

“O bem continua público e aberto à toda a população. Vamos fiscalizar e, se isso não ocorrer, a Prefeitura volta a assumir o espaço”, assegura o titular da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh), Henrique Alves. A expectativa do secretário é que novos interessados busquem a Prefeitura de Goiânia com o objetivo de adotar outros logradouros. “O programa gera economia para o Município. Assim, a Prefeitura pode se dedicar e investir mais em áreas distantes da região central.”

Na mesma solenidade foi anunciado que outros cinco espaços públicos passam a ser mantidos por empresas ou pessoas físicas, como é o caso da Praça da Feira, no Parque Amazônia. Renato de Faria, morador e líder comunitário da região, e também servidor da Seplanh, assina o termo de cooperação com o poder público para, durante três anos, organizar o comércio hoje existente no local e realizar projetos culturais e esportivos na área. “Estamos gerando cerca de cem empregos por dia e vamos levar mais projetos para promover a interação comunitária”, diz Faria.

Flexível

Os termos de cooperação previstos no programa Adote uma Praça não possuem um padrão, nem de serviços, nem de prazos. Na esquina das Ruas 146 e 145, no Setor Marista, numa área de 155,43 metros quadrados (m²), onde existe hoje um ponto de ônibus e uma árvore, a Somos Desenvolvimento Imobiliário e a GPL Incorporadora farão uma intervenção plantando um maior número de espécies e instalando equipamentos urbanos criando um novo espaço público de convivência. A exemplo da Rua C-248, no Setor Nova Suíça, a área é aberta hoje ao tráfego e está em frente a um novo empreendimento imobiliário.

Ainda no Parque Amazônia, a Praça da Família, entre as Ruas Baquité, Beijuaçu e Cametá, foi adotada também pela SIM Engenharia que, pelo termo de cooperação irá fornecer todo o material necessário para a reforma do logradouro.

O programa de Goiânia buscou inspiração em experiências bem sucedidas em outras localidades do País. Grandes cidades como Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (RJ), Campinas (SP), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR) e até mesmo Anápolis, em Goiás, já implementaram iniciativas similares.


Revitalizações já começaram

Superintendente do Iphan em Goiás, Salma Saddi informou que a licitação para a restauração do coreto e do relógio foi concluída. A ordem de serviço foi assinada. Foram liberados R$ 400 mil para as obras, mas serão utilizados pouco mais de R$ 358 mil, valor definido no processo licitatório. Por se tratar de bens tombados, a arquiteta Dafne Marques, do Iphan, vai acompanhar as obras. 

Quando os trabalhos de restauração estiverem concluídos, o Iplan vai entregar à Casag um caderno com explicações detalhadas sobre a forma de fazer a manutenção. “Estamos felizes em contribuir com a preservação da nossa história”, afirma o presidente da Casag, Rodolfo Otávio. Ele acredita que a proximidade da sede da Casag com os bens públicos vai ajudar na manutenção. “Nosso prédio está em frente, vamos cuidar não apenas das paredes e do campo visual, mas do próprio relógio que precisa funcionar permanentemente, e esta é a parte mais difícil.”

A partir de outubro o próprio Iphan será vizinho do coreto e do relógio. Desde 2015 o prédio que abrigou Procuradoria da Fazenda Federal, entre as Avenidas Goiás e Araguaia, está sendo restaurado e requalificado para receber a superintendência do órgão em Goiás. O edifício também integra o conjunto arquitetônico art déco tombado da capital. 

Para praças, é permitida por lei a instalação de uma placa indicativa com o nome do adotante com dimensões máximas de 1,50 m de altura por 0,50 m de largura, a cada 1.500 m².


Locais já adotados

Coreto (Praça Cívica) e Relógio (Avenida Goiás) - Centro - Casag 

Praça São Tomaz - Setor Serrinha - Vega Construtora

Praça da Família - Parque Amazônia - Residencial Imaginne (SIM Engenharia)

Praça da Rua C- 248 - Setor Nova Suíça - SIM Engenharia

Praça da Feira - Parque Amazônia - Renato Faria

Área Pública na esquina das Ruas 146 e 145 - Setor Marista - Somos Empreendimentos Imobiliários e GPL Engenharia

Fonte: O Popular

Goiânia é a 10ª capital brasileira em número de habitantes


Com 1.516.113 habitantes em 2019, Goiânia ocupa a 10ª posição dentre as capitais brasileiras em número de habitantes. Os números foram divulgados hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) juntamente com as estimativas das populações residentes nos 246 municípios goianos com data de referência em 1º de julho de 2019. As capitais brasileiras concentram 23,8% da população do país, com um total de 50,1 milhões de habitantes. 

A capital brasileira com maior população é São Paulo (12,2 milhões de habitantes), seguida do Rio de Janeiro (6,7 milhões de habitantes) e Brasília (3 milhões de habitantes); e a com menor população é Palmas (299 mil habitantes), seguida de Vitória (362 mil habitantes) e Boa Vista (399 mil habitantes). 

Estima-se que Goiás tenha 7,018 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento populacional de 1,4% entre 2018 e 2019, de acordo com a Projeção da População (Revisão 2018). O município mais populoso do estado continua sendo a capital Goiânia com 1,5 milhão de habitantes, seguida de Aparecida de Goiânia (578 mil habitantes) e Anápolis (386 mil habitantes).

Na estimativa de 2018, Goiás possuía 22 municípios com mais de 50 mil habitantes, enquanto que na estimativa população de 2019, Goiás possui 24 municípios com mais de 50 mil habitantes. Aparecida de Goiânia está entre os 25 municípios brasileiros com população de mais de 500 mil habitantes, exceto capitais.

Quando se excluem as capitais, 25 municípios brasileiros possuem mais de 500 mil habitantes, concentrando 8,5% da população do país em 2019 (17,8 milhões de habitantes). Além da capital do estado, o município de Aparecida de Goiânia é o único município de Goiás com mais de 500 mil habitantes (com estimativa de 578.179 mil habitantes).

Incluindo as capitais, 48 municípios do país apresentam mais de 500 mil habitantes e totalizam 31,6% da população do país, concentrando 66,5 milhões de habitantes. Por outro lado, a maior parte dos municípios brasileiros (68,2%) possui até 20 mil habitantes e abriga apenas 15,2% da população do país (31,9 milhões de habitantes).

Raking Capitais:



Fonte: O Hoje

Global Park: Novo polo empresarial deve gerar 10 mil empregos em Aparecida



Empreendimento ficará próximo a BR-153

 O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, o vice-prefeito Veter Martins e secretários da administração municipal se reuniram na manhã desta segunda-feira (26/8), na sede da Prefeitura de Aparecida com investidores do Global Park – Centro de Operações Logísticas e Inteligência Empresarial, que será implantado na região Leste da cidade.

Na ocasião, foi apresentado o projeto do complexo logístico com infraestrutura comercial, industrial e empresarial, que visa atender às novas perspectivas econômicas da região Centro-Oeste e ofertar 10 mil postos de trabalho.

“Eu fico feliz de poder conhecer o projeto de um novo complexo empresarial começando na cidade que irá gerar emprego e renda para nossos trabalhadores. Isso é importante para o desenvolvimento de Aparecida. E completo dizendo que estamos trabalhando para reduzir a burocracia para os investimentos em Aparecida”, explicou o prefeito Gustavo Mendanha ao destacar o potencial de Aparecida.

Os representantes da Global Park disseram que se interessaram em Aparecida pelo potencial da cidade. “Estamos trazendo o projeto em primeira mão para que o prefeito Gustavo e equipe de secretários para que eles conheçam o empreendimento que está surgindo em Aparecida. Nós acreditamos no potencial do município e o Global Park será um marco. No entanto, precisamos contar com o apoio do poder público municipal para termos sucesso no projeto”, afirmou Sérgio Araújo, um dos investidores do empreendimento.

Gustavo Mendanha completou será enviada para a Câmara um projeto de Lei que tem como objetivo atrair mais investimentos. “Fortalecer e incentivar a vocação econômica do município para o setor econômico é uma das nossas metas. Aparecida é a cidade da vez e queremos prospectar grandes investimentos, atrair empresas para o nosso município e com isso gerar novas oportunidades de emprego e fortalecimento da nossa economia. Por isso, vamos propor um projeto de lei para dar mais celeridade aos processos de liberação de licenças e redução de taxas. Com isso, queremos fazer justiça fiscal e ao mesmo tempo extinguir algumas exigências que são vistas como desnecessárias”, finalizou.

Global Park
Com uma localização estratégica próximo a BR-153 e polos Dimag e Daiag, na região Leste de Aparecida, o empreendimento terá estrutura completa com amplas ruas e avenidas, galeria pluvial, rede de água e esgoto, em uma área total de 1.600.000 m², com lotes a partir de 2.800m². O complexo contará com fibra óptica, rotas de distribuição e logística. A expectativa é ofertar para os próximos dois anos milhares de postos de trabalho e mão de obra qualificada.


Aberta concorrência pública para projetos de corredores de ônibus em Goiânia


Editais foram divulgados pela prefeitura

A Prefeitura de Goiânia anunciou, nesta sexta-feira (23/8), concorrência pública para contratação de empresas para o desenvolvimento de projetos de corredores de ônibus nas avenidas 24 de Outubro e Independência e requalificação dos já existentes nas avenidas 85 e T-63. Os avisos, especificando técnica e preço, foram publicados no Diário Oficial do Município e os processos serão abertos nos dias 7 e 8 de outubro. Os editais estão disponíveis no site da prefeitura.

Com recursos do governo federal, estimados em R$ 2,8 milhões, as empresas vencedoras serão responsáveis pelos projetos: geométrico, de drenagem, pavimentos, sinalização vertical, horizontal e semafórica, laços detectores e infraestrutura para a rede de monitoramento e informação (rede de lógica) e iluminação.

Os corredores preferenciais atendem ao programa da atual gestão de investimento em mobilidade urbana, com vistas a destravar o tráfego de veículos, promover as condições de acessibilidade e melhorar a fluidez do transporte coletivo, reduzindo o tempo de viagem e espera dos usuários. Atendem também ao Plano Nacional de Mobilidade Urbana, instituído em 2012 pelo Governo Federal, que estabelece, entre outras diretrizes, priorizar os deslocamentos a pé dentro das cidades, os não motorizados e os coletivos sobre os individuais.

Para o prefeito Iris Rezende, o crescimento acelerado da capital é incontestável e exige políticas públicas de melhoria da mobilidade urbana. “Goiânia é uma cidade grande e que não para de crescer. A organização do trânsito é fundamental neste contexto. E os corredores exclusivos fazem parte de um projeto extenso, que envolve desde o trabalho de conscientização até o melhoramento do transporte coletivo em nossa capital. Estamos empenhados neste trabalho incessante que, tenho certeza, trará grandes resultados para os goianienses', ressalta.

A intenção da prefeitura é que os projetos atendam a real concepção dos corredores, que funcionam como pistas expressas, cujo objetivo é acelerar o transporte público, destravando o trânsito e diminuindo o tempo da viagem para o usuário. A ideia é implantar corredor ao longo da 24 de Outubro e da Independência e requalificar as faixas preferenciais das Avenidas 85 e T-63, com pavimento rígido nas baias destinadas aos pontos de embarque e desembarque de passageiros (PEDs), e o pavimento flexível existente, tanto na faixa preferencial quanto nas faixas destinadas ao tráfego geral, será totalmente requalificado, assim como os canteiros centrais, onde houver.

Os corredores receberão nova sinalização horizontal, vertical e semafórica, novos abrigos nos PEDs e infraestrutura destinada à rede de lógica, fornecimento e implantação dos equipamentos necessários para o funcionamento da rede (ex: câmera Speed dome, postes, etc), e implantação de nova iluminação artificial em LED, em substituição à iluminação existente e, também, rede de drenagem nos pontos críticos definidos em projeto.

Corredores

Corredor Avenida 24 de Outubro – abertura dia 7 de outubro
Extensão: 3,4 km
Trajeto: Setor dos Funcionários, Campinas, Setor dos Aeroviários e Esplanada dos Anicuns
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 31 PEDS
Linhas de ônibus: 17 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 423.685,51

Corredor Avenida 85 – abertura dia 7 de outubro
Extensão: 7,2 km
Trajeto: Setor Sul, Marista, Bueno, Serrinha e Parque Amazônia
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 48 PEDS
Linhas de ônibus: 13 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 886.745,73

Corredor Avenida Independência – abertura dia 8 de outubro
Extensão 6,7 km.
Trajeto: Início no Setor Leste Vila Nova, passando pelo Setor Central, Setor Aeroporto, Setor dos Funcionários e chega a Campinas.
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 28 PEDS
Linha de ônibus: 25 linhas de ônibus operam na via.
Orçamento: R$ 828.737,28.

Corredor Avenida T-63 – abertura dia 8 de outubro
Extensão: 5,7 km
Trajeto: Início no Setor Pedro Ludovico e atravessa os Setores Bela Vista, Bueno, Nova Suiça, Jardim América até o Parque Anhanguera.
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 28 PEDS
Linhas de ônibus: 11 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 678.930,70.

Fonte: A Redação

Obras na Marginal Botafogo e na Jamel Cecílio vão afetar pelo menos 160 mil motoristas




Prefeitura assina ordem de serviço para início de construção de viaduto e de prolongamento da Marginal Botafogo na próxima semana. Trânsito vai ter modificações A partir de setembro, os motoristas que trafegam na região da Avenida Jamel Cecílio, no Setor Jardim Goiás, Região Sul de Goiânia, vão passar a conviver com mudanças no trânsito, pois é quando devem ser iniciadas as obras de construção do viaduto com a Marginal Botafogo e também o prolongamento desta até a Avenida 2ª Radial, no Setor Pedro Ludovico. A estimativa é que cerca de 60 mil veículos passem diariamente pela via, além de cerca de 100 mil na Marginal, sendo estes os mais afetados pelas mudanças, além do tráfego na Alameda Leopoldo de Bulhões e outras ruas do entorno.

A Prefeitura vai assinar a ordem de serviço para as empresas vencedoras das licitações, finalizadas entre o final de julho e começo deste mês, entre quarta e quinta-feira da próxima semana, que é quando deverão ser divulgadas quais as mudanças serão feitas para o tráfego local. As mudanças serão propostas pelas empresas vencedoras, a Loctec Engenharia, responsável pelo viaduto, e o consórcio Planex Ingá, que realizará o prolongamento. Este serviço deve ser entregue no começo da próxima semana e será repassado para análise da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) e Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT), para que as mesmas possam referendar ou pedir modificações.

Ao mesmo tempo, será iniciado o trabalho de confecção das placas de sinalização indicativas aos motoristas e o serviço de orientação aos passageiros do transporte coletivo. O secretário da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Dolzonan da Cunha Mattos, estima que as orientações ficarão prontas até a próxima quarta-feira (28) e que as obras comecem efetivamente no dia 2 de setembro, já com as modificações para motoristas e comerciantes da região. Embora ainda não se tenha as medidas totalmente definidas, o mais provável é que se faça um alargamento da Rua 1018, no Setor Pedro Ludovico, para que a mesma possa receber um volume de tráfego maior que o atual.

As duas obras na região da Avenida Jamel Cecílio custarão R$ 39 milhões e começarão efetivamente em setembro ao tempo que ainda estará em andamento a construção da trincheira da Rua 90 com a Avenida 136, que é o ponto onde inicia a Avenida Jamel Cecílio. A previsão é que esta obra, que faz parte do corredor exclusivo BRT Norte-Sul, seja finalizada apenas no final de novembro. “Nos primeiros dias dá uma complicação no trânsito, mas depois se ajeita. Na região da Rua 90, hoje em dia, já está tranquilo”, comenta Mattos.

O prolongamento da Marginal Botafogo, com previsão de finalização em sete meses, é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh). O secretário da Seplanh, Henrique Alves, afirma que estuda iniciar a obra pelo lado da Avenida 2ª Radial, para que se possa reduzir um pouco o impacto no tráfego da região da Jamel Cecílio. “O viaduto vai ter um impacto maior, estamos analisando ainda”, diz.


Mercado imobiliário goiano espera 50% de crescimento com novo financiamento da Caixa


Entidade do setor estima aumento de lançamentos e vendas no segundo semestre deste ano

O mercado imobiliário goiano espera vender 50% mais imóveis no segundo semestre, comparado ao mesmo período de 2018, após o governo federal anunciar uma nova modalidade de financiamento com mudanças nas taxas de juros. De setembro a dezembro deste ano, o setor espera movimentar R$ 500 milhões, em média, com a venda de 2,5 mil imóveis. Neste mesmo período, em 2018, foram vendidos 5 mil imóveis com lucro bruto de R$ 1,15 bilhão, segundo o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Roberto Elias Fernandes.

“Essa proposta veio em bom momento porque o setor estava preocupado com os fundos para financiar a habitação, que basicamente se sustenta pela Poupança e FGTS. O setor estava preocupado se haveria crédito para a habitação”, revela o presidente da Ademi.

O financiamento mais usado pelos brasileiros usa uma taxa de juros fixa somada à Taxa de Referência (TR). No fim das contas, o consumidor paga 10% de juros ao ano com as duas taxas somadas, em média, que pode variar de acordo com o banco. A mudança no financiamento proposto pelo governo federal será na escolha da segunda taxa de referência. Agora, o consumidor pode optar pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação nacional, ao invés da TR, que, segundo Roberto Elias, será mais vantajoso ao cliente.  

Para o economista Everaldo Leite, neste momento, o mercado imobiliário poderá até reagir, gerando negócios e rendas, entretanto, não dá para afirmar se isso garantirá no curto prazo investimentos novos e retomada dos empregos na construção civil. “Deverá movimentar a economia, mas de modo prudente, não representando um novo boom imobiliário”, resume o economista.

Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, o crédito imobiliário tem uma participação pequena no Brasil, de 10%. “Se olhar bancos na Europa e Estados Unidos, essa participação é superior a 50%. Temos crédito baseado na TR (Taxa Referencial). O que anunciamos é uma segunda linha”, afirmou Guimarães em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, na terça-feira, 20, ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com a estimativa da Caixa, um financiamento com parcela mensal de R$ 3 mil, por exemplo, terá redução ao ponto em que a mesma parcela chegue a R$ 2,1 mil.

“Agora com o IPCA, a Caixa financia e pode comercializar o crédito para um fundo imobiliário ou pensão e o dinheiro volta para o banco financiar mais a habitação”, explica Roberto Elias.

Financiamento com índice IPCA preocupa especialistas

Para 2019, a previsão é de que o índice se mantenha em 4,25% até dezembro, que pode favorecer o financiamento imobiliário baseado nesse modelo. Porém, especialistas alertam para riscos futuros caso a inflação volte a subir.

A analista financeira da Bolsa, Brasil, Balcão (B3), Greice Guerra, alerta o consumidor a ter cuidado ao optar pelo financiamento com juros mais o IPCA pela volatilidade deste índice ao longo do tempo. “O Brasil não tem uma economia segura e sofre com momentos de alta e baixa, e a política interfere nesses ciclos. Isso pode levar ao aumento do índice”, explica Greice.

Para o advogado especializado em Direito do Consumidor, Wanderson Tolentino, existe  uma ilusão de que o contrato ficará mais barato. “Mesmo com a taxa de juros maior, o IPCA varia mais e deixa de ser vantojoso. Mesmo com o novo financiamento, o Código de Defesa do Consumidor prevê que o cliente pode escolher o modelo, não sendo obrigado a optar pelo novo”. O advogado diz ainda que ao optar pelo modelo novo, o cliente não poderá mudar depois se o índice disparar, salvo se existir previsão contratual.

O economista Everaldo Leite reafirma a instabilidade econômica como principal dificultador pela escolha do índice. “Um acréscimo percentual caso haja uma disparada na inflação pode inviabilizar o pagamento das parcelas do financiamento. Famílias devem ter muita segurança em relação ao impacto do financiamento sobre a renda no longo prazo, ou pagar algum seguro que resguarde o investimento em períodos de desemprego ou de incapacidade de pagamento”.